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Entrevistas Feed s? desta se??o

Design como expressão social

(3 coment?rios)

Tales Simon já viveu em bairros humildes. Hoje, realiza projetos para empresas do porte do Itaú, Siemens, Philips. É um dos webdesigners brasileiros mais reconhecidos mundo à fora. Entretanto, mesmo depois do sucesso, continua defendo o discurso dos menos favorecidos. Seu estilo pós-moderno, liberado ao máximo no seu portfolio experimental, mostra a loucura da vida urbana. A efemeridade, a intensidade e a superestimulação dos sentidos são os principais motivos presentes na sua arte.

Tales é um dos poucos designers que conseguem potencializar seu lado artístico em projetos comerciais sem prejudicar a mensagem da peça. A partir da janela do seu Photoshop surgem colagens, apinhadas de efeitos, cores e tipografia bem aplicados.

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Evoluindo design luso-brasileiro

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O português João Pescada lidera o webzine Digitalevo, uma das melhores referências em webdesign na língua portuguesa. A seção topsites está sempre apinhada com as melhores referências em Flashdesign, os artigos são aprofundados e os entrevistados, interessantes.

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Arte digital brazuca

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Marconi Cloning é um rapaz humilde e bem-humorado, mas tem uma queda pela arte. Digo "mas", porque faz malabarismos para conciliar sua expressão artística com o trabalho de designer. "Gostaria de ganhar algum dinheiro com isso, mas por enquanto faço só pelo prazer de fazer," lamenta.

Mês passado, ele organizou a Expo Arte Digital, em Nova Friburgo (RJ), que reuniu os principais expoentes desse novo movimento artístico. Foi a primeira exposição do gênero no país.

Seu mais novo projeto artístico é um resgate do construtivismo russo, em conjunto com Daniel Santiago, do Monovolume.

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Nem tudo no Flash são flores

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Irapuan Martinez é um daqueles homens que não tem medo de nadar contra a correnteza. Levanta a bandeira dos padrões abertos e luta contra à Flashmania. Ele é como um agitador político nas listas de discussão. Nos seus discursos inflamados contra os monopólios (leia-se Microsoft) e tecnologias proprietárias (como o Flash) não faltam bons argumentos. Ele é defensor da Web ideal: acessível, organizada e democrática.

Irapuan Martinez era bem conhecido nos bons tempos da lista Flash Brasil. Hoje, concentra suas forças na área de usabilidade, HTML e CSS. Ele costuma dizer que "Flash é como pimenta: Em pequenas doses deixa o prato mais saboroso. Uma sopa de pimenta, ninguém aguenta".

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Web Design para mulheres

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Aquele papo de sexo frágil já caiu há muito tempo, mas a área de produção para a Web ainda é um clube do bolinha. Celina Uemura, ou só Cezinha, é exemplo de como as mulheres estão chegando para dar as cartas - designar.

Sempre fundamentada em sólidos argumentos, ela define e defende seu trabalho com firmeza. Seu relacionamento com a Academia é forte e os livros não param de passar por suas mãos.

Seu estilo no design de interface é sóbrio e centrado no usuário. Nada de exageros e escolhas baseadas em seu gosto pessoal. Sua preocupação com a usabilidade é grande.

FlashMasters: Quais são as principais tendências do design para a Web hoje?

Celina Uemura: Não gosto de tendências e procuro evitá-las. No entanto, vemos muitos sites abusando de vetores, fontes pixel e diagonais.

FM: Porquê você não gosta de tendências?

CE: Porque todo mundo faz. O que difere o trabalho do designer é ter sua linguagem própria. Design é percepção, é sensibilidade. Posso representar algo, mas garanto que você vai representar de forma diferente.

FM: Como guiar a atenção do usuário para que a interface seja eficiente?

CE: Hierarquização visual da informação. Tem que ficar claro pro usuário o que é mais importante e o que tem menos destaque. Além disso, os elementos da interface devem estar relacionados e agrupados seguindo algum critério.

FM: E como a cor entra nesse processo?

CE: A cor é um elemento visual que auxilia na organização e hierarquização da informação. Assim como outros elementos como posição, contraste de tamanho de tipografia e etc.

FM: Qual a sua dica para escolha de cores?

CE: Eu geralmente seleciono cores relacionadas à marca do cliente. Também aplico teoria de cor.

Arte X Tecnologia

FM: Como conciliar arte e tecnologia num projeto web?

CE: Pra começar, design não é arte. Então, o correto seria conciliar design e tecnologia. Design envolve projeto logo, para desenvolver um projeto Web, escolhe-se a tecnologia de acordo com as necessidades do cliente. Só depois disso é que o design é formulado. De um lado, a tecnologia que "conversa" com o computador e, do outro, o design, que guia a manipulaçao feita pelo usuário. Não são duas coisas concorrentes, são complementares.

FM: A tecnologia influencia o design?

CE: Sim. A escolha de usar Flash ou HTML, por exemplo, influencia diretamente o design da interface.

FM: Nando Costa disse no Encontro de Webdesign que grafismos com formas geométricas eram tendência muito por influência do suporte, no caso, o vetorizador Flash. Você concorda que softwares influenciem o design com ele produzido?

CE: Sim, ainda mais hoje, que não é necessário saber desenhar à mao.

FM: Que mudanças no processo criativo isso acarreta?

CE: Difícil dizer.. É como o Steven Johnson diz no seu livro: o mais interessante do computador é exatamente essa quebra de limitações.

Projeto Transições

FM: Transições em Flash são às vezes utilizadas apenas para justificar o uso de animação num Website. Se muito demoradas, Irritam usuários que querem chegar logo ao conteúdo. No entanto, o próprio Jakob Nielsen afirma que elas podem ser úteis no sentido de dar maior sentido às metamorfoses de uma interface, enriquecendo sua metáfora. Quais são as suas recomendações com relação ao uso das transições?

CE: Bom senso. Nada que canse demais. É importante que esteja relacionado ao design dos demais elementos.

FM: Que sites indica com boas transições?

CE:

Explicar design

FM: Explique como o conhecimento da Gestalt pode ajudar no desenvolvimento de interfaces.

CE: É útil como saber teoria de cores, uso de grids, tipografia e etc. Ajuda muito quando é preciso explicar por A + B o porquê se escolheu usar tal coisa em tal lugar de tal forma. Ou seja, justificar o seu design.

FM: É importante que o designer saiba justificar suas escolhas?

CE: Sem dúvida. Design é projeto, é preciso pensar antes de produzir. Isto é projetar.

FM: O que você gostaria de dizer para aqueles que estão começando no webdesign?

CE: Que estudem muito e tentem buscar mais base teórica ao invés de ficar só na parte prática.

FM: E que fontes você indica para isso?

CE: Livros, palestras.

Celina Uemura
Web designer, formada em Desenho Industrial, pós em design gráfico

25 anos
Cabelo vermelho
Olhos pretos
1,56m / 50 kg
Site: cezinha.com.br
Fórums/Listas: FlashMasters e Designando

Originalmente publicada no entrevista completa no FlashMasters

Talento do Flash na periferia

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Nosso país desperdiça muito. Dentre todos os desperdícios, o maior é o potencial humano. Nas vilas e favelas existem milhares de jovens que mesmo com todas as dificuldades conseguem desenvolver um brilhante intelecto. Porém, lhe faltam oportunidades para desenvolvê-lo. Cesario Monteiro é um deles e está determinado a se tornar um grande Webdesigner.

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Design impresso e design Web

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Gustavo Machado começou a trabalhar com design gráfico há 13 anos e se especializou em design de interfaces. Nos trabalhos comerciais, Gustavo tenta ao máximo adaptar o design à identidade da empresa, sempre comedido. Nos trabalhos mais autorais, explora estilos e nuances diferentes numa mesma peça. Essas peças renderam para ele participação em 6 de livros de design nos Estados Unidos.

Gustavo venceu importantes prêmios de ilustração nos Estados Unidos com uma peça intitulada "Designer Brasileiro", que mostra a face de um índio mesclada com grafismos futuristas. A figura que ilustra o seu portfólio expõe contrastes do nosso país: riqueza X miséria, natureza X metrópole, passado X presente.

Já trabalhou para grandes agências de publicidade e lecionou na PUC de Campinas. Atualmente trabalha no Canadá.

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O futuro da interface

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Michel Lent é um dos profissionais de Internet mais experientes do Brasil. Começou a trabalhar no ramo em 94, nos Estados Unidos, onde fez mestrado em Telecomunicações Interativas. Passou pela Globo.com, DM9 e hoje é Vice-Presidente de Criação da 10 Minutos, a sua agência. A empresa mantém as listas WD, que contam com mais de 2000 membros.

Sua história no meio profissional é marcada pela fundação e liderança da Associação de Profissionais de Mídia Interativa (Promit), que incentivou debates em todo o páis e hoje está extinta. Na sua coluna no Webinsider, discute assuntos polêmicos com a abordagem de amigo do leitor.

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Eu quero minha TV em Flash!

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Nicholas Da Silva é o criador da FlashTV, um website inusitado que reúne os melhores desenhos animados em Flash do mundo, como Broken Saints e trabalhos de empresas como 2avanced e Fantasy Interfaces.

Nasceu no Brasil e viajou o mundo quando criança, estudou até num colégio da Arábia Saudita. Seus pais eram cosmopolitas e ele aproveitava o tempo durante as frequentes viagens para desenhar. Sua paixão pelo desenho levou-o ao design. Hoje mora na Califórnia (EUA) e toca uma empresa que produz histórias em quadrinhos e produtos de entretenimento.

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O excluído mais querido do Brasil

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Cambito é um garoto pobre, mulato e magriço. Se não fosse o cartunista Otavio Rios que dá vida ao personagem na Web, ele seria igual aos milhares de meninos humildes espalhados por esse Brasil que precisam da atenção da sociedade. Cambito mora na Cambitolândia, um website cheio de brincadeiras e aprendizado para crianças.

Seu objetivo principal é valorizar e contribuir para a educação as crianças de baixa renda. Ele faz parte do portal Viva Favela, um projeto da ONG Viva Rio.

A maior recompensa para Otavio, são os recados deixados pelas crianças no site. "Se eu conseguir mudar pelo menos a cabeça de uma
pessoa, que esta se torne mais solidária, já estou satisfeito", afirma o cartunista.

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O pai do Flash no Brasil

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João Carlos Caribé foi pioneiro na divulgação do Flash quando ele ainda engatinhava na Web. Ele é um dos responsáveis pela grande popularidade do Flash no Brasil, maior até que em outros países. Lá fora, o carro chefe da Macromedia é sempre o Dreamweaver, mas aqui não. Segundo Caribé, a Macromedia acredita que o povo brasileiro é muito criativo e não está preso aos conceitos acadêmicos de como fazer a Web.

Caribé já esteve em vários eventos internacionais, conheceu nomes famosos como Hilmann Curtis, Steven Krug, Kirupa e líderes de grupos de usuários Macromedia de todo o mundo. Porém, para ele, a fase "fláshica" já passou. "O quente agora é Webstandards", diz.

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Direção de arte beleza

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Marcelo Sampaio é criativo à beça. O banner que fez para participar do Samsung Design Awards do ano passado deixou o pessoal da FlashCafé com o queixo no chão. Sua receita para ter boas idéias é sair da frente do computador, ver outras mídias e escutar música. O toque final sempre vem de alguém que faz um comentário sobre seu trabalho.

Diretor de Arte na Chleba, Marcelo trabalha para clientes como IG, Americanas.com, Brasil Telecom e Microsoft. O jeito despojado e a cara de menino não significam irresponsabilidade. Marcelo é sóbrio e sabe o que está fazendo.

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Marcos da Lifemotion: o traço

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Sensibilidade é a habilidade mais importante para os flashdesigners que pretendem capturar a atenção do internauta. O menino Marcos Saura aprendeu direitinho como comover o público com animação em Flash, que surprendem até mesmo os profissionais mais experientes. Seu estilo como designer, ilustrador e animador é ousado e inovador, seguindo tendências de vanguarda do design digital. Tem a paciência para desenhar com o Mouse direto no Flash e fazer pixelart. Não usa tablet (mesa digitalizadora). É viciado em desenhos animados e fã de jogos eletrônicos. "Tudo inspira meu trabalho, pois somos o que vemos e ouvimos. Eu procuro ver e ouvir apenas coisas boas e interessantes", sintetiza.

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