<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0" 
  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
  xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
  xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
  xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#">

<channel>
<title>Usabilidoido : Entrevistas</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description></description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2007-02-27T15:38:23-03:00</dc:date>
<admin:generatorAgent rdf:resource="http://www.movabletype.org/?v=4.21-en" />
<sy:updatePeriod>daily</sy:updatePeriod>
<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
<sy:updateBase>2000-01-01T12:00+00:00</sy:updateBase>

 
<item>
<title>Revisitando os princípios da Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A edi&ccedil;&atilde;o da <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/">Revista de Webdesign</a> de fevereiro de 2007 traz uma reportagem sobre os princ&iacute;pios fundamentais que regem a Web. Abaixo transcrevo a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo durante a reportagem: </p><p><strong>Luis Rocha - Os especialistas afirmam que para se atingir a plenitude no design para web &eacute; preciso dominar os princ&iacute;pios fundamentais que regem este campo do conhecimento. Por outro lado, ser&aacute; necess&aacute;rio conhecer tamb&eacute;m as particularidades que permeiam o ambiente no qual aplicaremos tais conceitos. Diante de sua experi&ecirc;ncia, quais s&atilde;o as particularidades da internet que influenciam na pr&aacute;tica do design para web?</strong></p>
<p>Frederick van Amstel - Ao contr&aacute;rio dos demais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a Internet n&atilde;o foi inventada por uma &uacute;nica pessoa, nem tampouco &eacute; controlada por um pequeno grupo de pessoas. J&aacute; no seu ber&ccedil;o militar, a descentraliza&ccedil;&atilde;o era seu princ&iacute;pio fundamental de exist&ecirc;ncia. Quando passou a ser usada pelas universidades, a descentraliza&ccedil;&atilde;o permitiu que mensagens fossem trocadas livremente. Esta liberdade, por sua vez, permitiu que as pessoas se mobilizassem para agir em conjunto atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o. A World Wide Web consolidou-se dessa forma gra&ccedil;as &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o conjunta de diversas pessoas que sonhavam com um mundo sem fronteiras, sem censuras e sem burocracia. Quem quer que deseje continuar a evolu&ccedil;&atilde;o da Web deve ter em mente esses tr&ecirc;s princ&iacute;pios-chave: descentraliza&ccedil;&atilde;o, liberdade e colabora&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>L -- Na edi&ccedil;&atilde;o de novembro de 2006, o professor Jo&atilde;o Leite analisava que &quot;...o ambiente do hiperm&iacute;dia &eacute; uma novidade por n&oacute;s ainda explorada como se fosse papel. Como se fosse uma superf&iacute;cie plana sobre a qual se disp&otilde;e a informa&ccedil;&atilde;o, sem considerar que este ambiente, por exemplo, acaba com a perspectiva renascentista. A l&oacute;gica, por exemplo, pode ser das superposi&ccedil;&otilde;es. Dos planos que se encobrem e por vezes permitem transpar&ecirc;ncias&quot;. Diante disso, quais s&atilde;o os principais obst&aacute;culos para se explorar os princ&iacute;pios fundamentais da internet dentro do design para web?</strong></p>
<p>F - Na hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o se observa que as novas m&iacute;dias s&atilde;o primeiramente exploradas como melhorias das m&iacute;dias pr&eacute;-existentes. Os primeiros notici&aacute;rios radiof&ocirc;nicos serviam para ler os jornais impressos e as primeiras pel&iacute;culas cinematogr&aacute;ficas serviam para adicionar movimento a fotografias de cenas do cotidiano. Conforme se percebe que as novas m&iacute;dias possibilitam tamb&eacute;m novas formas de comunica&ccedil;&atilde;o, desenvolve-se uma linguagem pr&oacute;pria para cada nova m&iacute;dia. A Internet tem pouco mais de dez anos, mas j&aacute; poss&iacute;vel perceber diferen&ccedil;as significativas na forma como s&atilde;o editados e lidos os jornais impressos e jornais online, por exemplo. O hipertexto realmente facilita o controle da leitura, mas a Internet permite n&iacute;veis de interatividade mais intensos. O estadunidense Slashdot e o brasileiro Overmundo s&atilde;o parecidos com jornais online, mas quem escreve e edita as not&iacute;cias s&atilde;o os pr&oacute;prios leitores. Estes &ldquo;jornais colaborativos&rdquo; n&atilde;o v&atilde;o substituir os jornais online, assim como o computador pessoal n&atilde;o substituiu o papel, mas representam a vanguarda da Internet como m&iacute;dia interativa. </p>
<p><strong>L - Em <a href="http://www.agenciaclick.com.br/br/empresa/noticia_1763.asp">artigo recente</a>, o presidente da Ag&ecirc;nciaClick, Pedro Cabral, apontou que &quot;...se num passado n&atilde;o muito distante - cerca de 10 anos atr&aacute;s - os internautas procuravam a internet principalmente para ler as &uacute;ltimas not&iacute;cias, hoje lhe interessam muito mais servi&ccedil;os de comunicadores instant&acirc;neos, e-mail (que sempre foi um grande foco, e agora &eacute; ainda mais importante), busca, download de m&uacute;sica. Essas s&atilde;o, atualmente, as maiores audi&ecirc;ncias de internet: audi&ecirc;ncias de servi&ccedil;o e ambientes de comunidade&quot;. De que forma as caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios (forma de navega&ccedil;&atilde;o, prefer&ecirc;ncia pelo ambiente a ser utilizado para navega&ccedil;&atilde;o etc.) deve transformar a cria&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de ambientes digitais?</strong></p>
<p>F - A Internet inaugurou uma nova forma de relacionamento das pessoas com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. O internauta n&atilde;o est&aacute; limitado a assistir, ouvir e ler o que os outros pensam. Ele pode atuar, falar e escrever o que ele pr&oacute;prio pensa, bem como contrapor seus pensamentos ao de outros internautas. A limita&ccedil;&atilde;o, por enquanto, &eacute; a dificuldade para fazer isso. Antigamente, para manter uma p&aacute;gina pessoal era preciso ter no&ccedil;&otilde;es de HTML, dominar o Frontpage, saber o que &eacute; uma conex&atilde;o FTP e etc. Hoje, &eacute; poss&iacute;vel criar uma p&aacute;gina pessoal no MySpace preenchendo alguns formul&aacute;rios e clicando em alguns bot&otilde;es. Daqui a algum tempo, &eacute; poss&iacute;vel que cada pessoa tenha a sua pr&oacute;pria rede de comunica&ccedil;&atilde;o personalizada, a chamada minim&iacute;dia, integrando seus blogs, fotologs, podcasts, redes sociais e o que mais surgir. As pessoas est&atilde;o conquistando cada vez mais poder sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e, conseq&uuml;entemente, est&atilde;o se deparando com os dilemas que somente os astros globais j&aacute; haviam experimentado: a invas&atilde;o de privacidade, a superexposi&ccedil;&atilde;o, a influ&ecirc;ncia sobre a opini&atilde;o p&uacute;blica e etc. As ferramentas para a minim&iacute;dia devem ajudar as pessoas a lidar com tais dilemas. </p>
<p><strong>L - No livro &quot;design/web/design: 2&quot;, lan&ccedil;ado em 2001, Luli Radfahrer ressaltava que &quot;...pode parecer rid&iacute;culo, mas o que n&atilde;o falta para a execu&ccedil;&atilde;o de belos e eficientes websites &eacute; a tecnologia. O problema &eacute; que a maioria dos websites est&aacute; sendo feita por profissionais que ainda n&atilde;o entenderam direito para que serve o hipertexto e como us&aacute;-lo, ou seja, n&atilde;o conhecem as ferramentas com que trabalham&quot;. Passados seis anos, voc&ecirc; acredita que as ag&ecirc;ncias e os profissionais brasileiros conseguiram aperfei&ccedil;oar a forma como produzimos projetos digitais?</strong></p>
<p>F - Numa olhada r&aacute;pida pelo anu&aacute;rio Ibest de 2002 e no de 2006 percebo que os websites em destaque est&atilde;o mais polidos visualmente, mais organizados e mais f&aacute;ceis de usar. Acredito que isso seja resultado do amadurecimento dos processos de projeto que agora est&atilde;o mais definidos e otimizados. Entretanto, o conte&uacute;do pouco mudou. A Internet brasileira, em sua maioria, ainda continua sendo usada como mero ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o institucional, ou seja, empresas conversando com empresas ou com consumidores. As aplica&ccedil;&otilde;es Web 2.0 que os brasileiros tanto usam como Orkut, Blogger e Gmail foram todas criadas fora do Brasil. Isso denota como os profissionais que fazem Internet no Brasil est&atilde;o atrasados; est&atilde;o mais atrasados que os pr&oacute;prios internautas brasileiros, campe&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o desses novos servi&ccedil;os! Acredito que isso aconte&ccedil;a porque temos uma elite conservadora que teme amea&ccedil;as ao seu poder, especialmente, o que exerce sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Nos Estados Unidos os profissionais est&atilde;o arriscando muito mais porque j&aacute; entenderam que a participa&ccedil;&atilde;o popular na m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; uma amea&ccedil;a; pelo contr&aacute;rio, &eacute; oportunidade.</p>
<p><strong>L - Ainda no livro, Luli afirma que algumas caracter&iacute;sticas fundamentais da internet possibilitam a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes adimensionais, alineares, manipul&aacute;veis, personaliz&aacute;veis e colaborativos. Diante destas caracter&iacute;sticas, &eacute; poss&iacute;vel dizer que o movimento Web 2.0 representa uma evolu&ccedil;&atilde;o na forma como criamos e desenvolvemos sites?</strong></p>
<p>F - Estou cada vez mais convencido de que Web 2.0 &eacute; mais do que uma transforma&ccedil;&atilde;o na forma como desenvolvemos sites. Trata-se de uma mudan&ccedil;a dr&aacute;stica da rela&ccedil;&atilde;o que as pessoas tem com a m&iacute;dia de massa. N&atilde;o &eacute; a toa que a revista Time escolheu a soma das pessoas que contribuem para a Internet como a personalidade do ano. Em muito breve, surgir&atilde;o &ldquo;novas revistas&rdquo; editadas por pessoas comuns que apontar&atilde;o cada uma, uma personalidade do ano diferente. As pessoas n&atilde;o ter&atilde;o somente 15 minutos de fama, mas ter&atilde;o quantos minutos quiserem, ou melhor, quantos minutos conseguirem conquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros. N&atilde;o ser&aacute; mais preciso prestar vestibular para jornalismo, fazer um book fotogr&aacute;fico ou ser eleito vereador para aparecer na m&iacute;dia. Cada pessoa ter&aacute; a sua pr&oacute;pria m&iacute;dia pessoal, a <a href="http://www.gravity7.com/blog/media/2006/07/of-you-me-mini-me-mass-media-and-mini.html">minim&iacute;dia</a>, nas palavras do designer Adrian Chan. </p>
<p><strong>L - Voc&ecirc; poderia apontar dois sites (e suas caracter&iacute;sticas principais) que conseguem explorar, em sua plenitude, os princ&iacute;pios fundamentais da web? </strong></p>
<p>F - Os exemplos que mais chegam perto dos princ&iacute;pios fundamentais da web s&atilde;o os antag&ocirc;nicos Blogger e Wikipedia. Enquanto o primeiro permite registrar um conhecimento individual, no segundo, &eacute; poss&iacute;vel colaborar para a constru&ccedil;&atilde;o de um conhecimento coletivo. Entretanto, como for&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; fraqueza, no Blogger, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada e, na Wikipedia, existe uma certa centraliza&ccedil;&atilde;o na modera&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>7 - Quais dicas bibliogr&aacute;ficas (artigos, livros, sites etc) voc&ecirc; traria para o profissional que deseja se aprofundar no assunto?</strong></p>
<p>Livros:</p>
<ul>
  <li><a href="http://www.newmediareader.com/">The New Media Reader</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=31184&franq=137623">Gera&ccedil;&atilde;o Digital</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1644179&ST=SE&franq=137623">A Cauda Longa</a></li>
</ul>
<p>Sites:</p>
<ul type="disc">
  <li><a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/">Roda e Avisa</a></li>
  <li><a href="http://www.lent.com.br/viu/">Viu Isso</a></li>
  <li><a href="http://www.gravity7.com/blog/media/index.html">Social Interaction      Design</a></li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">651@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2007-02-27T15:38:23-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Afinal, o que é ícone? Como criar ícones?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_icone_como_criar_icones.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A edi&ccedil;&atilde;o de setembro da <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/">Revista Webdesign</a> traz uma reportagem completa sobre &iacute;cones, contando com a opini&atilde;o de especialistas no assunto como Ronaldo Gazel, Mauro Pinheiro, Felipe Mem&oacute;ria e outros. A reportagem consegue tocar em praticamente todos os principais aspectos a serem considerados na cria&ccedil;&atilde;o de &iacute;cones: padroniza&ccedil;&atilde;o, ilustra&ccedil;&atilde;o, est&eacute;tica e etc. Abaixo publico a entrevista completa que o jornalista Luis Rocha me prop&ocirc;s durante a elabora&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria. </p><p><strong>Como podemos definir um &iacute;cone?</strong></p>
<p> A palavra &iacute;cone vem do grego <em>eikon</em>, que significa imagem, mas em nosso ramo essa palavra &eacute; usada  para apontar um tipo espec&iacute;fico de imagem. Quando falamos em imagem, &eacute;  importante entender que a imagem &eacute; sempre uma representa&ccedil;&atilde;o de um objeto,  embora tratemos a imagem do objeto como se fosse o pr&oacute;prio objeto. Posso  apontar para a superf&iacute;cie de um tubo de raios cat&oacute;dicos (um monitor) e dizer: &ldquo;essa  aqui &eacute; sua pasta de documentos&rdquo;, embora n&atilde;o haja pasta alguma ali. O objeto a que  estou me referindo, em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; uma &aacute;rea f&iacute;sica num disco r&iacute;gido que  pode guardar dados. Uma pasta de papel tamb&eacute;m serve para guardar dados, logo, a  imagem da pasta serve como met&aacute;fora para facilitar o entendimento do uso da  &aacute;rea do disco r&iacute;gido. O &iacute;cone &eacute;, portanto, segundo a Semi&oacute;tica peirciana, uma  imagem que tenha alguma rela&ccedil;&atilde;o de semelhan&ccedil;a entre a representa&ccedil;&atilde;o e o objeto que,  se for convincente, permite que usemos a representa&ccedil;&atilde;o sem tomar conhecimento do  objeto. </p>
<p><strong> Existe alguma diferen&ccedil;a ou a fun&ccedil;&atilde;o dos pictogramas no  mundo real e dos  &iacute;cones no mundo virtual s&atilde;o as mesmas?</strong></p>
<p>  Se tomarmos o virtual como o mundo abstrato da mente humana,  incluindo, entre outras, o ciberespa&ccedil;o, &iacute;cones s&oacute; existem no plano virtual. Como  objetos reais, n&atilde;o passam de um amontoado de rabiscos ou de pontos luminosos  num monitor. O &iacute;cone &eacute; sempre uma abstra&ccedil;&atilde;o, pois funciona como uma  representa&ccedil;&atilde;o de um objeto outro que n&atilde;o a pr&oacute;pria representa&ccedil;&atilde;o. O virtual e o  &iacute;cone j&aacute; existiam muito antes da Internet, portanto, nesse novo meio, continuam  tendo a mesma fun&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>Falando especificamente da fun&ccedil;&atilde;o dos &iacute;cones em  interfaces digitais,
  voc&ecirc; acredita que o seu objetivo esteja mais ligado &agrave;  memoriza&ccedil;&atilde;o de
  determinadas tarefas ou a est&eacute;tica gr&aacute;fica?</strong></p>
<p>  Os primeiros &iacute;cones surgiram como met&aacute;foras para facilitar o  entendimento do funcionamento dos sistemas, como no exemplo da pasta. A  estrat&eacute;gia deu t&atilde;o certo que as pessoas se lembravam mais da forma do &iacute;cone do  que do nome do comando que ele representava. Logo, os &iacute;cones se tornaram a cara  do software, desempenhando papel fundamental na forma&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria  identidade. Foi a partir da&iacute; que o valor est&eacute;tico dos &iacute;cones come&ccedil;ou a ser  explorado em softwares. Por influ&ecirc;ncia da linguagem visual das interfaces de  softwares, as primeiras p&aacute;ginas Web inclu&iacute;am &iacute;cones sem ganho funcional, apenas  para parecer que a p&aacute;gina era mais &ldquo;interativa&rdquo;. Esses &iacute;cones n&atilde;o tinham a  fun&ccedil;&atilde;o de facilitar a memoriza&ccedil;&atilde;o nem o aprendizado; seu &uacute;nico objetivo era o  ganho est&eacute;tico. Com o ingresso massivo de designers na cria&ccedil;&atilde;o de interfaces, o  que parecia inconcili&aacute;vel se tornou indissoci&aacute;vel. O Design mostrou que valor  est&eacute;tico e valor funcional n&atilde;o precisavam competir entre si. </p>
<p><strong>A efici&ecirc;ncia dos &iacute;cones depende do n&iacute;vel de  familiaridade das pessoas
  com as representa&ccedil;&otilde;es que se pretende passar?</strong></p>
<p> N&atilde;o necessariamente. Uma imagem pode ser facilmente lembrada  mesmo que n&atilde;o fa&ccedil;a refer&ecirc;ncia direta a algum objeto que conhecemos previamente,  pois nossa mente &eacute; capaz de criar in&uacute;meras associa&ccedil;&otilde;es indiretas. &Eacute; por esse  motivo que uma pintura abstrata pode suscitar algum tipo de sentimento ou  id&eacute;ia. A efici&ecirc;ncia do &iacute;cone est&aacute; mais ligada &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o ao contexto. Se uma  interface oferece uma s&eacute;rie de &iacute;cones abstratos que se diferenciam entre si o  suficiente e fazem sentido para o contexto da interface, possivelmente, eles  ser&atilde;o eficientes. No Brasil, os &iacute;cones usados em fornos microondas fazem  refer&ecirc;ncias a objetos concretos (figura de peixe para a programa&ccedil;&atilde;o &ldquo;assar  peixe&rdquo;), enquanto que na Su&eacute;cia eles s&atilde;o mais abstratos (duas barras paralelas  para a programa&ccedil;&atilde;o &ldquo;descongelar&rdquo;). </p>
<p><strong>Hoje, j&aacute; podemos afirmar que a internet possui uma  iconografia
  particular (por exemplo: utilizamos a imagem de uma casa  para indicar a
  p&aacute;gina principal de um site)?</strong></p>
<p>  A maioria dos &iacute;cones que encontramos com freq&uuml;&ecirc;ncia na Web  tem suas origens nos softwares de desktop. A imagem da casa para indicar &ldquo;home&rdquo;  j&aacute; era usada antes da Web em apresenta&ccedil;&otilde;es multim&iacute;dia feitas com o Hypercard, o  av&ocirc; do Director. Entretanto, a transposi&ccedil;&atilde;o deve ser feita com cuidado. Ser&aacute;  que o usu&aacute;rio j&aacute; viu este &iacute;cone em algum software? Se viu, ser&aacute; que ele  entendeu? Se entendeu, ser&aacute; que ele vai entender se eu colocar nessa aplica&ccedil;&atilde;o  Web? Essas perguntas n&atilde;o podem ser respondidas com base no achismo. Melhor  testar com usu&aacute;rios reais. </p>
<p><strong>Por outro lado, o avan&ccedil;o da tecnologia permite que o  desenvolvimento de um
  site possua uma s&eacute;rie de novas funcionalidades. Por exemplo:  o espa&ccedil;o para
  coment&aacute;rios vem se tornando uma fun&ccedil;&atilde;o muito comum (e o  s&iacute;mbolo de um bal&atilde;o
  tem sido o &iacute;cone mais utilizado para represent&aacute;-lo). Diante  disso, quais s&atilde;o
  as principais etapas a serem consideradas na hora de se  criar um novo &iacute;cone
  (escolha de cores, tamanho, tipo de tra&ccedil;o etc.)? Caso  poss&iacute;vel, poderia
  citar um bom exemplo nesta &aacute;rea?</strong></p>
<p> A primeira etapa ao se criar um novo &iacute;cone &eacute; n&atilde;o criar um  novo &iacute;cone. Para qu&ecirc; reinventar a roda? Se o &iacute;cone para coment&aacute;rios na maioria  dos websites similares ao que voc&ecirc; est&aacute; trabalhando &eacute; um bal&atilde;o, ent&atilde;o &eacute; melhor  usar um bal&atilde;o tamb&eacute;m, a n&atilde;o ser que o objetivo seja confundir ou chamar a  aten&ccedil;&atilde;o para o pr&oacute;prio &iacute;cone. O contexto onde estar&aacute; o &iacute;cone &eacute; que vai dizer  qual ser&aacute; sua fun&ccedil;&atilde;o principal: embelezar, agilizar, desorientar ou o que for. &Eacute;  preciso, entretanto, ser consistente na fun&ccedil;&atilde;o dos &iacute;cones. &Iacute;cones agilizadores  n&atilde;o devem se misturar a &iacute;cones embelezadores, do contr&aacute;rio, ambos perdem for&ccedil;a.  Isso acontece porque os &iacute;cones n&atilde;o s&atilde;o percebidos em separado, mas sim fazendo  parte de uma s&eacute;rie. O usu&aacute;rio entende a fun&ccedil;&atilde;o do &iacute;cone comparando-o com os  &iacute;cones e controles pr&oacute;ximos. Por esse motivo &eacute; t&atilde;o importante usar uma mesma  linguagem visual (bordas, cores, perspectiva, ilumina&ccedil;&atilde;o) e figurada (objetos,  atores) entre todos os &iacute;cones de uma interface. Na tela de configura&ccedil;&otilde;es do  sistema operacional BeOS R5.0.1, a inconsist&ecirc;ncia na linguagem utilizada em  alguns elementos chama a aten&ccedil;&atilde;o.</p>
<a href="http://www.guidebookgallery.org/screenshots/menu"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image002.jpg" width="383" height="449" border="0"></a>
<p><strong>Qual &eacute; a melhor forma de testar a efic&aacute;cia de um &iacute;cone  na web?</strong></p>
<p> A melhor forma de testar &iacute;cones &eacute; observar se eles s&atilde;o  relevantes para os usu&aacute;rios. Como disse anteriormente, o usu&aacute;rio pode n&atilde;o  entender o significado que o criador do &iacute;cone quis transmitir, mas se fizer  algum sentido, for agrad&aacute;vel ou f&aacute;cil de memorizar, ent&atilde;o ele pode ser  considerado eficaz. Para avaliar esses aspectos com maior precis&atilde;o, s&oacute;  colocando o &iacute;cone no contexto onde ele vai ser utilizado, ou seja, num  prot&oacute;tipo da interface. Testar o &iacute;cone isoladamente atrav&eacute;s de m&eacute;todos como o  Icon Sorting, no qual o usu&aacute;rio combina livremente o &iacute;cone com um r&oacute;tulo que  descreve seu significado, &eacute; interessante para explorar diferentes  possibilidades de combina&ccedil;&atilde;o entre texto e imagem, mas n&atilde;o se pode confiar no  resultado como uma avalia&ccedil;&atilde;o real. O ideal &eacute; fazer um Icon Sorting antes e  depois testar o prot&oacute;tipo da interface em situa&ccedil;&otilde;es reais. </p>
<p><strong>O site GloboEsporte.com &eacute; um bom exemplo no uso de  &iacute;cones, ao utilizar
  os escudos de times de futebol para indicar as se&ccedil;&otilde;es  espec&iacute;ficas de cada um
  deles. Dentro de um site, quando se nota a necessidade de  criar um &iacute;cone
  para que o usu&aacute;rio consiga realizar determinada fun&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p> O caso do <a href="http://globoesporte.globo.com">GloboEsporte.com</a> &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o rara. N&atilde;o &eacute; sempre  que se pode contar com &iacute;cones facilmente reconhec&iacute;veis para cada categoria. O  m&eacute;rito da efic&aacute;cia desses &iacute;cones &eacute; muito mais dos clubes que criaram escudos  &uacute;nicos do que da equipe do GloboEsporte.com que aproveitou a oportunidade de  utilizar esses escudos como atalhos. Al&eacute;m do valor funcional, estes &iacute;cones  tamb&eacute;m servem para aumentar a identifica&ccedil;&atilde;o do site com o torcedor, que v&ecirc; o  escudo do seu time na p&aacute;gina principal do site. Entretanto, a maior sacada da  equipe do GloboEsporte.com foi perceber que os usu&aacute;rios buscavam informa&ccedil;&otilde;es  espec&iacute;ficas sobre seus times e se beneficiariam muito de um atalho para essa  fun&ccedil;&atilde;o. Esse exemplo ilustra v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es de &iacute;cones: atalho, decora&ccedil;&atilde;o, fetiche  e etc.</p>
  <img border="0" width="588" height="265" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image004.jpg">
<p><strong>Quais s&atilde;o as vantagens (economia de espa&ccedil;o da interface,  agiliza&ccedil;&atilde;o da
  navega&ccedil;&atilde;o etc.) e desvantagens (complexidade, polui&ccedil;&atilde;o  visual etc.) no uso
  de &iacute;cones em projetos de sites?</strong></p>
<p> Cada caso &eacute; um caso. Um visual colorido proporcionado por  uma s&eacute;rie de &iacute;cones pode ser vantajoso para um website infantil e desvantajoso  para um website sobre direito tribut&aacute;rio. &Eacute; claro que podemos fazer uma s&eacute;rie  de &iacute;cones monocrom&aacute;ticos para o website sobre direito, mas ser&aacute; que ainda assim  n&atilde;o prejudicar&aacute; sua imagem de seriedade? A avalia&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;s e contras da  utiliza&ccedil;&atilde;o de &iacute;cones deve, como todo elemento de interface, ser feita dentro do  contexto. </p>
<p><strong>Como os &iacute;cones podem ajudar a melhorar a usabilidade de  um site?</strong></p>
<p> Uma s&eacute;rie de &iacute;cones bonitinhos pode contribuir para  transmitir uma primeira impress&atilde;o de facilidade de uso, ou seja, contribuir  para a usabilidade percebida. Em websites que enfrentam grande concorr&ecirc;ncia e  s&atilde;o utilizadas poucas vezes por seus usu&aacute;rios, a usabilidade percebida &eacute; mais  importante do que a usabilidade efetiva. Para o usu&aacute;rio, n&atilde;o importa se a  conclus&atilde;o da tarefa vai demorar 1 minutos ou 3 minutos, importa mais que o  fluxo da tarefa durante esse tempo seja agrad&aacute;vel e sem problemas. &Eacute; claro que  &iacute;cones podem contribuir para a usabilidade efetiva, contribuindo para a  memoriza&ccedil;&atilde;o de atalhos rotineiros, mas isso s&oacute; se aplica a websites de uso  intensivo. </p>
<p><strong>Em alguns sites, &eacute; poss&iacute;vel reparar que os &iacute;cones  possuem textos
  auxiliares que funcionam como legendas para explicar o  significado daquele
  s&iacute;mbolo. Essa solu&ccedil;&atilde;o &eacute; aconselh&aacute;vel, ajuda na compreens&atilde;o  ou representa a
  falta representa&ccedil;&atilde;o de um &iacute;cone sobre a mensagem que ele  pretende passar?</strong></p>
<p> O r&oacute;tulo serve para ensinar ao usu&aacute;rio o significado do  &iacute;cone no contexto onde ele se encontra. Se o contexto por si s&oacute; j&aacute; deixa claro  para que serve o &iacute;cone, o r&oacute;tulo n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio. Quando estou escrevendo um  texto e h&aacute; uma s&eacute;rie de &iacute;cones representando diferentes alinhamentos de  par&aacute;grafo, n&atilde;o preciso de r&oacute;tulos. Existe uma semelhan&ccedil;a direta entre o &iacute;cone e  a apresenta&ccedil;&atilde;o do meu texto. Agora, abaixo da imagem de uma prancheta com um  documento em cima &eacute; necess&aacute;rio o r&oacute;tulo do comando pois a semelhan&ccedil;a &eacute;  indireta. A prancheta (<em>clipboard</em>) &eacute;  onde fica armazenado um trecho de texto pronto para ser &ldquo;colado&rdquo; na posi&ccedil;&atilde;o do  cursor. Como o &iacute;ndice de uso desse &iacute;cone era muito baixo no Office 2003, a  Microsoft pretende adicionar o r&oacute;tulo &ldquo;colar&rdquo; abaixo desse &iacute;cone na pr&oacute;xima  vers&atilde;o do Office.</p>
  <a href="http://www.microsoft.com/office/preview/uioverview.mspx"><img border="0" width="589" height="84" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image006.jpg"></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_icone_como_criar_icones.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">605@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Infografia</dc:subject>
<dc:date>2006-09-04T14:39:09-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image002.jpg" length="33072" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image004.jpg" length="37963" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/draft_posts_clip_image006.jpg" length="11946" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Web 2.0  no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign">Revista Webdesign</a> de Janeiro de 2006 traz uma excelente reportagem sobre Web 2.0 do ponto de vista dos brasileiros que est&atilde;o antenados no assunto. Ao inv&eacute;s de abordar o assunto como uma evolu&ccedil;&atilde;o de paradigmas tecnol&oacute;gicos, a reportagem mostra que Web 2.0 &eacute; muito mais do que isso. Foram entrevistados profissionais como <a href="http://www.agenciaclick.com.br">Abel Reis</a>, <a href="http://www.crisdias.com/">Cristiano Dias</a>, <a href="http://www.camiseteria.com">Fabio Seixas</a>, <a href="http://www.mtristao.com.br/">M&aacute;rcio Trist&atilde;o</a> e eu. </p>
<p>Al&eacute;m dessa reportagem, a edi&ccedil;&atilde;o conta com uma boa entrevista com <a href="http://www.fmemoria.com.br">Felipe Mem&oacute;ria</a>, autor de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_para_a_internet_projetando_a_experiencia_perfeita.html">Design para a Internet</a>. Vale &agrave; pena conferir. </p>
<p>Abaixo publico a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo para escrever a reportagem. Na revista foram publicados  os melhores trechos. </p><p><strong>O &quot;modo perp&eacute;tuo beta&quot; &eacute; o modelo para desenvolvimento na Web 2.0?</strong></p>
<p>Vejo mais o pessoal usar o selo &quot;vers&atilde;o beta&quot; como desculpa para eventuais bugs de sistemas lan&ccedil;ados precocemente do que como incentivo para usu&aacute;rios sugerirem modifica&ccedil;&otilde;es no sistema. A proposta do est&aacute;gio beta n&atilde;o &eacute; encontrar bugs. Para isso existem as vers&otilde;es alpha distribu&iacute;das anteriormente para os departamentos de qualidade das empresas. A moda de perp&eacute;tuo beta pegou porque o investimento em Web 2.0 ainda &eacute; arriscado demais para custear departamentos de qualidade. Na medida em que o retorno seja comprovado, as empresas v&atilde;o querer garantir que n&atilde;o haja problemas com seus sistemas e o beta terminar&aacute;. </p>
<p><strong> Quais s&atilde;o as principais diferen&ccedil;as da Web 2.0, em termos de conceitos e 
tecnologias, em rela&ccedil;&atilde;o a &quot;Web 1.0&quot;? Quais s&atilde;o as vantagens da Web 2.0?</strong></p>
<p>N&atilde;o gosto desse nome Web 2.0 porque d&aacute; a impress&atilde;o de que houve uma Web 1.0 anterior. Web 2.0 &eacute; um movimento social que discute os fundamentos da rede, n&atilde;o uma vers&atilde;o de software ou de arquitetura de redes e &eacute; a primeira vez que isso &eacute; feito em p&uacute;blico. A Web que temos hoje foi criada pela elite acad&ecirc;mica e o W3C, que atualiza seus padr&otilde;es, ainda &eacute; constitu&iacute;do por esse pessoal mais os engenheiros das grandes fabricantes de softwares. </p>
<p>A grande vantagem da Web 2.0 &eacute; justamente essa: mais poder para o usu&aacute;rio. Ele agora &eacute; pe&ccedil;a-chave na gera&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, pode remixar o conte&uacute;do gerado por outros usu&aacute;rios, pode classificar informa&ccedil;&otilde;es como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc. </p>
<p><strong> Alguns usu&aacute;rios j&aacute; <a href="http://andrewwooldridge.com/myapps/webtwopointoh.html">brincam</a> com toda a aten&ccedil;&atilde;o que o tema Web <a href="http://web2.0validator.com/">2.0</a> vem 
  recebendo. Independente do seu sucesso ou n&atilde;o, quais
  mudan&ccedil;as o conceito e a pr&aacute;tica da Web 2.0 trar&aacute; para o trabalho do
webdesigner?</strong></p>
<p>Para fazer Web 2.0, o webdesigner precisar&aacute; entender muito melhor sua fun&ccedil;&atilde;o social. Porque a empresa precisa dessa interface? Como ela se insere em suas estrat&eacute;gias? Quem s&atilde;o as pessoas que v&atilde;o us&aacute;-la? Que impacto a interface tem em suas vidas? O webdesigner 2.0 precisa saber que seu trabalho vai muito al&eacute;m de uma tela de computador. </p>
<p><strong> Podemos considerar as comunidades virtuais como o &quot;mapa da mina&quot; no 
mercado Web 2.0?</strong></p>
<p>Desde que surgiu a Internet volta e meia algu&eacute;m diz que o futuro s&atilde;o as comunidades, da&iacute; surgem um monte de iniciativas rid&iacute;culas como f&oacute;runs de discuss&atilde;o para &quot;troca de receitas&quot; no site de uma marca de molho de tomate famosa. A id&eacute;ia do f&oacute;rum n&atilde;o &eacute; ruim, o problema &eacute; o lugar onde ele est&aacute;. Dificilmente uma pessoa ser&aacute; motivada a se transformar num super-usu&aacute;rio (aqueles caras que carregam a comunidade nas costas) se n&atilde;o pode brilhar mais do que a marca do molho. Poderiam ser oferecidos pr&ecirc;mios para compensar, mas ser&aacute; que um brinde vale mais do que ser a estrela de um f&oacute;rum? </p>
<p>O que motiva as pessoas a participar ativamente de comunidades n&atilde;o &eacute; o sentimento altru&iacute;sta de ajudar o pr&oacute;ximo, mas sim o contr&aacute;rio. Numa comunidade virtual, as pessoas podem construir seu alter-ego e v&ecirc;-lo crescer pouco-a-pouco, seja em n&uacute;mero de amigos, figurinhas de comunidades, f&atilde;s, posts, cora&ccedil;&otilde;ezinhos, gelinhos e etc. &Eacute; como num RPG, onde voc&ecirc; pode escolher todas as caracter&iacute;sticas do seu personagem e mostrar aos outros e dizer: &quot;olha que legal quem eu sou e os pontos que ganhei&quot;. Entretanto, para ganhar pontos numa comunidade &eacute; preciso ajudar outras pessoas, ou seja, para se ajudar &eacute; preciso ajudar o pr&oacute;ximo! </p>
<p>Ent&atilde;o o  que est&aacute; funcionando na Web 2.0 n&atilde;o s&atilde;o as comunidades, mas sim a amplia&ccedil;&atilde;o de oportunidades para que ilustres desconhecidos brilhem como sempre desejaram. </p>
<p><strong> No artigo &quot;<a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html">What Is the Web 2.0</a>&quot;, Tim O'Reilly aponta que o &quot;SQL &eacute; o novo 
  HTML&quot;. Podemos considerar o gerenciamento de banco de dados como uma das 
chaves para o sucesso na Web 2.0?</strong></p>
<p>Gerenciar um enorme banco de dados &eacute; f&aacute;cil, dif&iacute;cil &eacute; extrair valor dele. Mais importante do que saber formular uma consulta SQL para retornar dados relevantes &eacute; saber como transform&aacute;-los em conhecimento. Quando um dado &eacute; contextualizado, ele se transforma em informa&ccedil;&atilde;o e quando essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; transmitida para algu&eacute;m, ela pode se transformar em conhecimento. Se isso n&atilde;o acontecer, a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; in&uacute;til. </p>
<p>A  folcsonomia do <a href="http://del.icio.us/">Delicious</a>, por exemplo, permite que as pessoas colem etiquetas (<em>tags</em>) em urls inc&oacute;gnitas, permitindo que se ache ela depois que for jogada numa pilha. A etiqueta contextualiza a url e transforma-a em informa&ccedil;&atilde;o que pode ser recuperada pelo usu&aacute;rio. Al&eacute;m de permitir o acesso &agrave;s urls, essa informa&ccedil;&atilde;o pode ajudar o usu&aacute;rio a entender seus pr&oacute;prios interesses e costumes manifestados no conjunto de suas etiquetas. Como s&atilde;o poucos os profissionais que se preocupam com a forma&ccedil;&atilde;o desse tipo de conhecimento, talvez tenhamos que esperar por outro movimento que vise tornar a Web mais inteligente... </p>
<p><strong> Na Web 2.0, a id&eacute;ia do que &eacute; conte&uacute;do finalmente vai al&eacute;m do texto?</strong></p>
<p>Enquanto a unidade fundamental da Web for a p&aacute;gina, o texto continuar&aacute; sendo o formato principal de veicula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, assim como nos livros e revistas de onde foi tirada essa met&aacute;fora. </p>
<p>A mudan&ccedil;a principal no &acirc;mbito do conte&uacute;do  proposta pela Web 2.0 &eacute; sua independ&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o original. Atrav&eacute;s do XML,  conte&uacute;dos vindos de diferentes fontes podem ser remixados numa nova aplica&ccedil;&atilde;o, gerando informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis anteriormente. O housingmaps.com, por exemplo, &eacute; fruto do cruzamento dos mapas do Google Maps com os an&uacute;ncios de venda e aluguel de im&oacute;veis do craiglist.com. </p>
<p><strong>Qual a import&acirc;ncia do AJAX para a Web 2.0?</strong></p>
<p>O Ajax est&aacute; permitindo fazer as primeiras experimenta&ccedil;&otilde;es para ultrapassar a met&aacute;fora de p&aacute;ginas da Web. Gra&ccedil;as a ele, o foco est&aacute; saindo da informa&ccedil;&atilde;o e passando &agrave; intera&ccedil;&atilde;o. Os websites podem oferecer agora al&eacute;m do acesso, manipula&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; um bom caminho para transformar toda esse montar&eacute;u de informa&ccedil;&atilde;o que temos dispon&iacute;veis em conhecimento. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">516@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2006-01-12T11:22:57-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Design como expressão social</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_como_expressao_social.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Tales Simon já viveu em bairros humildes. Hoje, realiza projetos para 
  empresas do porte do Itaú, Siemens, Philips. É um dos webdesigners 
  brasileiros mais reconhecidos mundo à fora. Entretanto, mesmo depois 
  do sucesso, continua defendo o discurso dos menos favorecidos. Seu estilo pós-moderno, 
  liberado ao máximo no seu <a href="http://www.tales.com.br" target="_blank">portfolio 
  experimental</a>, mostra a loucura da vida urbana. A efemeridade, a intensidade 
  e a superestimulação dos sentidos são os principais motivos 
  presentes na sua arte.
<p>Tales é um dos poucos designers que conseguem potencializar seu lado 
  artístico em <a href="http://www.synapsys.com.br" target="_blank">projetos comerciais</a> 
  sem prejudicar a mensagem da peça. A partir da janela do seu Photoshop 
  surgem colagens, apinhadas de efeitos, cores e tipografia bem aplicados.</p>

<p>Leia <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=12">entrevista completa no FlashMasters</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_como_expressao_social.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">233@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:25:06-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Evoluindo design luso-brasileiro</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/evoluindo_design_luso-brasileiro.html</link>
<description><![CDATA[
<p> O português <a href="http://www.digitalevo.org/membros/?id=1" target="_blank">João 
  Pescada</a> lidera o webzine <a href="http://www.digitalevo.org" target="_blank">Digitalevo</a>, 
  uma das melhores referências em webdesign na língua portuguesa. A seção <a href="http://www.digitalevo.org/topsites" target="_blank">topsites</a> 
  está sempre apinhada com as melhores referências em Flashdesign, os <a href="http://www.digitalevo.org/artigos/" target="_blank">artigos</a> 
  são aprofundados e os <a href="http://www.digitalevo.org/entrevistas/" target="_blank">entrevistados</a>, 
  interessantes. 


<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=13">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/evoluindo_design_luso-brasileiro.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">232@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:23:18-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Arte digital brazuca</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/arte_digital_brazuca.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.cloning.com.br" target="_blank">Marconi Cloning</a> é 
  um rapaz humilde e bem-humorado, mas tem uma queda pela arte. Digo "mas", 
  porque faz malabarismos para conciliar sua expressão artística 
  com o trabalho de designer. "Gostaria de ganhar algum dinheiro com isso, 
  mas por enquanto faço só pelo prazer de fazer," lamenta.</p>
<p>Mês passado, ele organizou a <a href="http://www.expoartedigital.com.br" target="_blank">Expo 
  Arte Digital</a>, em Nova Friburgo (RJ), que reuniu os principais expoentes 
  desse novo movimento artístico. Foi a primeira exposição 
  do gênero no país. </p>
<p>Seu mais novo projeto artístico é um <a href="http://russian.cloning.com.br" target="_blank">resgate
     do construtivismo russo</a>, em conjunto com Daniel Santiago, do <a href="http://www.monovolume.com.br" target="_blank">Monovolume</a>.</p>

<p>Leia <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=20">entrevista completa</a> no FlashMasters</a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arte_digital_brazuca.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">231@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:21:05-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Nem tudo no Flash são flores</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/nem_tudo_no_flash_sao_flores.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Irapuan Martinez é um daqueles homens que não tem medo de nadar contra a correnteza. 
  Levanta a bandeira dos padrões abertos e luta contra à <a href="http://www.mhk.com.br/" target="_blank">Flashmania</a>. 
  Ele é como um agitador político nas listas de discussão. Nos seus discursos 
  inflamados contra os monopólios (leia-se Microsoft) e tecnologias proprietárias 
  (como o Flash) não faltam bons argumentos. Ele é defensor da Web ideal: acessível, 
  organizada e democrática.</p>
<p>Irapuan Martinez era bem conhecido nos bons tempos da <a href="http://www.flash-brasil.com.br" target="_blank">lista 
  Flash Brasil</a>. Hoje, concentra suas for&ccedil;as na &aacute;rea de usabilidade, 
  HTML e CSS. Ele costuma dizer que &quot;Flash &eacute; como pimenta: Em pequenas 
  doses deixa o prato mais saboroso. Uma sopa de pimenta, ningu&eacute;m aguenta&quot;.</p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=21">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/nem_tudo_no_flash_sao_flores.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">230@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:19:24-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Web Design para mulheres</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/web_design_para_mulheres.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Aquele papo de sexo fr&aacute;gil j&aacute; caiu h&aacute; muito tempo, mas 
  a &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o para a Web ainda &eacute; um clube do 
  bolinha. Celina Uemura, ou s&oacute; <a href="http://www.cezinha.com.br" target="_blank">Cezinha</a>, 
  &eacute; exemplo de como as mulheres est&atilde;o chegando para dar as cartas 
  - designar.</p>


<p>Sempre fundamentada em s&oacute;lidos argumentos, ela define e defende seu 
  trabalho com firmeza. Seu relacionamento com a Academia &eacute; forte e os 
  livros n&atilde;o param de passar por suas m&atilde;os. </p>
<p>Seu estilo no design de interface &eacute; s&oacute;brio e centrado no usu&aacute;rio. 
  Nada de exageros e escolhas baseadas em seu gosto pessoal. Sua preocupa&ccedil;&atilde;o 
  com a usabilidade &eacute; grande.</p>
<p><strong>FlashMasters: Quais s&atilde;o as principais tend&ecirc;ncias do design 
  para a Web hoje?</strong></p>
<p>Celina Uemura: N&atilde;o gosto de tend&ecirc;ncias e procuro evit&aacute;-las. 
  No entanto, vemos muitos sites <a href="asdasd">abusando de vetores</a>, <a href="asdasd">fontes 
  pixel</a> e <a href="asdasd">diagonais</a>. </p>
<p><strong>FM: Porqu&ecirc; voc&ecirc; n&atilde;o gosta de <a href="http://www.lab404.com/chicago/" target="_blank">tend&ecirc;ncias</a>?</strong></p>
<p>CE: Porque todo mundo faz. O que difere o trabalho do designer &eacute; ter 
  sua linguagem pr&oacute;pria. Design &eacute; percep&ccedil;&atilde;o, &eacute; 
  sensibilidade. Posso representar algo, mas garanto que voc&ecirc; vai representar 
  de forma diferente.</p>
<p><strong>FM: Como guiar a aten&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio para que a 
  interface seja eficiente?</strong></p>
<p>CE: Hierarquiza&ccedil;&atilde;o visual da informa&ccedil;&atilde;o. Tem que 
  ficar claro pro usu&aacute;rio o que &eacute; mais importante e o que tem menos 
  destaque. Al&eacute;m disso, os elementos da interface devem estar relacionados 
  e agrupados seguindo algum crit&eacute;rio.</p>
<p><strong>FM: E como a cor entra nesse processo?</strong></p>
<p>CE: A cor &eacute; um elemento visual que auxilia na organiza&ccedil;&atilde;o 
  e hierarquiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Assim como outros 
  elementos como posi&ccedil;&atilde;o, contraste de tamanho de tipografia e etc.</p>
<p><strong>FM: Qual a sua dica para escolha de cores?</strong></p>
<p>CE: Eu geralmente seleciono cores relacionadas &agrave; marca do cliente. Tamb&eacute;m 
  aplico <a href="http://poynterextra.org/cp/index.html" target="_blank">teoria 
  de cor</a>. </p>
<h2>Arte X Tecnologia</h2>
<p><strong>FM: Como conciliar arte e tecnologia num projeto web?</strong></p>
<p>CE: Pra come&ccedil;ar, design n&atilde;o &eacute; arte. Ent&atilde;o, o correto 
  seria conciliar design e tecnologia. Design envolve projeto logo, para desenvolver 
  um projeto Web, escolhe-se a tecnologia de acordo com as necessidades do cliente. 
  S&oacute; depois disso &eacute; que o design &eacute; formulado. De um lado, 
  a tecnologia que &quot;conversa&quot; com o computador e, do outro, o design, 
  que guia a manipula&ccedil;ao feita pelo usu&aacute;rio. N&atilde;o s&atilde;o 
  duas coisas concorrentes, s&atilde;o complementares.</p>
<p><strong>FM: A tecnologia influencia o design?</strong></p>
<p>CE: Sim. A escolha de usar Flash ou HTML, por exemplo, influencia diretamente 
  o design da interface.</p>
<p><strong>FM: <a href="asdasd">Nando Costa</a> disse no <a href="sdasd">Encontro 
  de Webdesign</a> que grafismos com formas geom&eacute;tricas eram tend&ecirc;ncia 
  muito por influ&ecirc;ncia do suporte, no caso, o vetorizador Flash. Voc&ecirc; 
  concorda que softwares influenciem o design com ele produzido?</strong></p>
<p>CE: Sim, ainda mais hoje, que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio saber desenhar 
  &agrave; mao.</p>
<p><strong>FM: Que mudan&ccedil;as no processo criativo isso acarreta?</strong></p>
<p>CE: Dif&iacute;cil dizer.. &Eacute; como o Steven Johnson diz no seu <a href="asdasd">livro</a>: 
  o mais interessante do computador &eacute; exatamente essa quebra de limita&ccedil;&otilde;es.</p>
<h2>Projeto Transi&ccedil;&otilde;es</h2>
<p><strong>FM: Transi&ccedil;&otilde;es em Flash s&atilde;o &agrave;s vezes utilizadas 
  apenas para justificar o uso de anima&ccedil;&atilde;o num Website. Se muito 
  demoradas, Irritam usu&aacute;rios que querem chegar logo ao conte&uacute;do. 
  No entanto, o pr&oacute;prio Jakob Nielsen afirma que elas podem ser &uacute;teis 
  no sentido de dar maior sentido &agrave;s metamorfoses de uma interface, enriquecendo 
  sua met&aacute;fora. Quais s&atilde;o as suas recomenda&ccedil;&otilde;es com 
  rela&ccedil;&atilde;o ao uso das transi&ccedil;&otilde;es?</strong></p>
<p>CE: Bom senso. Nada que canse demais. &Eacute; importante que esteja relacionado 
  ao design dos demais elementos.</p>
<p>FM: Que sites indica com boas transi&ccedil;&otilde;es?</p>
<p>CE: </p>
<h2>Explicar design</h2>
<p> <strong>FM: Explique como o conhecimento da <a href="http://www.3donline.com.br/artigos-gestalt.asp" target="_blank">Gestalt</a> 
  pode ajudar no desenvolvimento de interfaces.</strong></p>
<p>CE: &Eacute; &uacute;til como saber teoria de cores, uso de grids, tipografia 
  e etc. Ajuda muito quando &eacute; preciso explicar por A + B o porqu&ecirc; 
  se escolheu usar tal coisa em tal lugar de tal forma. Ou seja, justificar o 
  seu design. </p>
<p><strong>FM: &Eacute; importante que o designer saiba justificar suas escolhas?</strong></p>
<p>CE: Sem d&uacute;vida. Design &eacute; projeto, &eacute; preciso pensar antes 
  de produzir. Isto &eacute; projetar.</p>
<p><strong>FM: O que voc&ecirc; gostaria de dizer para aqueles que est&atilde;o 
  come&ccedil;ando no webdesign?</strong></p>
<p>CE: Que estudem muito e tentem buscar mais base te&oacute;rica ao inv&eacute;s 
  de ficar s&oacute; na parte pr&aacute;tica.</p>
<p><strong>FM: E que fontes voc&ecirc; indica para isso?</strong></p>
<p>CE: Livros, palestras.</p>

<div id="Layer1" style="background-color: #FFFFCC; "> 
  <p><strong>Celina Uemura</strong><br>
    <em>Web designer, formada em Desenho Industrial, p&oacute;s em design gr&aacute;fico</em></p>
  <p> 25 anos<br>
    Cabelo vermelho<br>
    Olhos pretos<br>
    1,56m / 50 kg<br>
    Site: <a href="http://www.cezinha.com.br" target="_blank">cezinha.com.br</a><br>
    F&oacute;rums/Listas: <a href="http://www.flashmasters.com.br/forum" target="_blank">FlashMasters</a> 
    e <a href="http://www.designando.com/forum" target="_blank">Designando</a></p>
  </div>

<p>Originalmente publicada no <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=23">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/web_design_para_mulheres.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">229@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:18:59-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Talento do Flash na periferia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/talento_do_flash_na_periferia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nosso país desperdiça muito. Dentre todos os desperdícios, o maior é o potencial humano. Nas vilas e favelas existem milhares de jovens que mesmo com todas as dificuldades conseguem desenvolver um brilhante intelecto. Porém, lhe faltam oportunidades para desenvolvê-lo. Cesario Monteiro é um deles e está determinado a se tornar um grande Webdesigner.</p>

<p>Leia <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=31">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/talento_do_flash_na_periferia.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">228@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:17:58-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Design impresso e design Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_impresso_e_design_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.gustavo-machado.com" target="_blank">Gustavo Machado</a> come&ccedil;ou 
  a trabalhar com design gr&aacute;fico h&aacute; 13 anos e se especializou em 
  design de interfaces. Nos trabalhos comerciais, Gustavo tenta ao m&aacute;ximo 
  adaptar o design &agrave; identidade da empresa, sempre comedido. Nos trabalhos 
  mais autorais, explora estilos e nuances diferentes numa mesma pe&ccedil;a. 
  Essas pe&ccedil;as renderam para ele participa&ccedil;&atilde;o em 6 de livros 
  de design nos Estados Unidos.</p>
<p>Gustavo venceu <a href="http://www.gustavo-machado.com/english/awards800.htm" target="_blank">importantes 
  pr&ecirc;mios de ilustra&ccedil;&atilde;o</a> nos Estados Unidos com uma pe&ccedil;a 
  intitulada &quot;Designer Brasileiro&quot;, que mostra a face de um &iacute;ndio 
  mesclada com grafismos futuristas. A figura que ilustra o <a href="http://www.gustavo-machado.com" target="_blank">seu 
  portf&oacute;lio</a> exp&otilde;e contrastes do nosso pa&iacute;s: riqueza X 
  mis&eacute;ria, natureza X metr&oacute;pole, passado X presente.</p>
<p>J&aacute; trabalhou para grandes ag&ecirc;ncias de publicidade e lecionou na 
  PUC de Campinas. Atualmente <a href="http://www.innovate101.com/" target="_blank">trabalha 
  no Canad&aacute;</a>. </p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=30">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_impresso_e_design_web.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">227@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:16:55-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>O futuro da interface</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_da_interface.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Michel Lent &eacute; um dos profissionais de Internet mais experientes do Brasil. 
  Come&ccedil;ou a trabalhar no ramo em 94, nos Estados Unidos, onde fez mestrado 
  em Telecomunica&ccedil;&otilde;es Interativas. Passou pela <a href="http://www.globo.com" target="_blank">Globo.com</a>, 
  <a href="http://www.dm9ddb.com.br" target="_blank">DM9</a> e hoje &eacute; Vice-Presidente 
  de Cria&ccedil;&atilde;o da <a href="http:://www.10minutos.com.br" target="_blank">10 
  Minutos</a>, a sua ag&ecirc;ncia. A empresa mant&eacute;m as <a href="http://www.10minutos.com.br/listas" target="_blank">listas 
  WD</a>, que contam com mais de 2000 membros.</p>
<p>Sua hist&oacute;ria no meio profissional &eacute; marcada pela funda&ccedil;&atilde;o 
  e lideran&ccedil;a da Associa&ccedil;&atilde;o de Profissionais de M&iacute;dia 
  Interativa (Promit), que incentivou debates em todo o p&aacute;is e <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=1177" target="_blank">hoje 
  est&aacute; extinta</a>. Na sua <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?cl=4" target="_blank">coluna 
  no Webinsider</a>, discute assuntos pol&ecirc;micos com a abordagem de amigo 
  do leitor.</p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=29">entrevista completa no FlashMasters</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_da_interface.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">226@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:15:44-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Eu quero minha TV em Flash!</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/eu_quero_minha_tv_em_flash.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nicholas Da Silva &eacute; o criador da <a href="http://www.iwantmyflashtv.com" target="_blank">FlashTV</a>, 
  um website inusitado que re&uacute;ne os melhores desenhos animados em Flash 
  do mundo, como <a href="http://www.brokensaints.com" target="_blank">Broken 
  Saints</a> e trabalhos de empresas como <a href="http://www.2advanced.com" target="_blank">2avanced</a> 
  e <a href="http://www.fantasyinterfaces.com" target="_blank">Fantasy Interfaces</a>. 
</p>
<p>Nasceu no Brasil e viajou o mundo quando crian&ccedil;a, estudou at&eacute; 
  num col&eacute;gio da Ar&aacute;bia Saudita. Seus pais eram cosmopolitas e ele 
  aproveitava o tempo durante as frequentes viagens para desenhar. Sua paix&atilde;o 
  pelo desenho levou-o ao design. Hoje mora na Calif&oacute;rnia (EUA) e toca 
  uma empresa que produz hist&oacute;rias em quadrinhos e produtos de entretenimento.</p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=38">entrevista completa no FlashMasters</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/eu_quero_minha_tv_em_flash.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">225@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:14:29-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>O excluído mais querido do Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_excluido_mais_querido_do_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.cambito.com.br" target="_blank">Cambito</a> &eacute; um 
  garoto pobre, mulato e magri&ccedil;o. Se n&atilde;o fosse o cartunista Otavio 
  Rios que d&aacute; vida ao personagem na Web, ele seria igual aos milhares de 
  meninos humildes espalhados por esse Brasil que precisam da aten&ccedil;&atilde;o 
  da sociedade. Cambito mora na <a href="http://www.cambito.com.br" target="_parent">Cambitol&acirc;ndia</a>, 
  um website cheio de brincadeiras e aprendizado para crian&ccedil;as.</p>
<p>Seu objetivo principal &eacute; valorizar e contribuir para a educa&ccedil;&atilde;o 
  as crian&ccedil;as de baixa renda. Ele faz parte do portal <a href="http://www.vivafavela.com.br" target="_blank">Viva 
  Favela</a>, um projeto da ONG <a href="http://www.vivario.com.br" target="_blank">Viva 
  Rio</a>. </p>
<p>A maior recompensa para Otavio, s&atilde;o os <a href="http://www.cambito.com.br/recado.htm" target="_blank">recados 
  deixados</a> pelas crian&ccedil;as no site. &quot;Se eu conseguir mudar pelo 
  menos a cabe&ccedil;a de uma<br>
  pessoa, que esta se torne mais solid&aacute;ria, j&aacute; estou satisfeito&quot;, 
  afirma o cartunista.</p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=40">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_excluido_mais_querido_do_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">224@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:12:54-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>O pai do Flash no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_pai_do_flash_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<P>João Carlos Caribé foi pioneiro na divulgação do Flash quando ele ainda 
engatinhava na Web. Ele é um dos responsáveis pela grande popularidade do Flash 
no Brasil, maior até que em outros países. Lá fora, o carro chefe da Macromedia 
é sempre o Dreamweaver, mas aqui não. Segundo Caribé, a Macromedia acredita que 
o povo brasileiro é muito criativo e não está preso aos conceitos acadêmicos de 
como fazer a Web.</P>
<P>Caribé já esteve em vários eventos internacionais, conheceu nomes famosos 
como <A href="http://www.hillmancurtis.com/" target=_blank>Hilmann Curtis</A>, 
<A href="http://www.sensible.com/" target=_blank>Steven Krug</A>, <A 
href="http://www.kirupa.com/" target=_blank>Kirupa</A> e líderes de grupos de 
usuários Macromedia de todo o mundo. Porém, para ele, a fase "fláshica" já 
passou. "O quente agora é <A href="http://www.webstandards.org/" 
target=_blank>Webstandards</A>", diz. </P>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=43">entrevista completa</a> no FlashMasters</a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_pai_do_flash_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">223@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T01:11:08-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Direção de arte beleza</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/direcao_de_arte_beleza.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Marcelo Sampaio é criativo à beça. O <a href="http://www.flashmasters.com.br/sites/msampaio">banner 
  que fez</a> para participar do Samsung Design Awards do ano passado deixou o 
  pessoal da <a href="http://www.flashcafe.com.br">FlashCafé</a> com o 
  queixo no chão. Sua receita para ter boas idéias é sair 
  da frente do computador, ver outras mídias e escutar música. O 
  toque final sempre vem de alguém que faz um comentário sobre seu 
  trabalho. </p>
<p>Diretor de Arte na <a href="http://www.chleba.com.br">Chleba</a>, Marcelo trabalha 
  para clientes como IG, Americanas.com, Brasil Telecom e Microsoft. O jeito despojado 
  e a cara de menino não significam irresponsabilidade. Marcelo é 
  sóbrio e sabe o que está fazendo.</p>

<p>Leia a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=45">entrevista completa</a> no FlashMasters</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/direcao_de_arte_beleza.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">222@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Entrevistas</dc:subject>
<dc:date>2004-12-21T00:58:09-03:00</dc:date>

</item>


</channel>
</rss>