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A Web está mudando muito nos últimos anos para atender a crescente demanda por interatividade. As pessoas querem mais do que hipertextos, elas querem um meio para realizar atividades em conjunto com outras pessoas à distância. Como o profissional que dá forma à Web pode atender essa demanda?
Leia o artigo completo no Webinsider.
devo te dizer, antes de mais nada, que o designer gráfico ou designer de produto NÃO é um projetista apenas de forma, mas observa, tenta equilibrar e ser efiente em todas as funções do produto( estética, funcional e simbólica ) de acordo com suas especificações e focos. Ou seja, tenta deixar o produto eficiente, seja uma jarra de suco, uma máquina agrícola ou mesmo um jornal.
"Designers de interação concentram-se na função do produto, enquanto designers gráficos e designers de produto preocupam-se com a forma."
Oras, ao dizer isso está afirmando que o designer tem uma visão estética e viciada. de maneira alguma para eles a forma segue a função, os dois caminham juntos. Sugiro que leia mais sobre a história do design e sua metodologia antes de afirmar esse tipo de coisa.
"Devido à sua forte ligação com a tecnologia e o racionalismo, o designer de interação prefere abordagens analíticas e metódicas para a solução de problemas. A abordagem criativa e espontânea não é rejeitada, mas sim delegada ao designer gráfico."
Idem ao que disse acima. Por favor, essa é uma visão muito limitada do designer gráfico, se informe melhor acerca do profissional e do que é ensinado nas faculdades de desenho industrial aqui e no exterior.
E me desculpe por todo esse espaço ocupado nos seus comentários, mas achei importante deixar isso claro.
Deveria ser assim, mas na minha experiência não é o que vivencio.
Nos currículos de cursos de Design a que tive acesso (inclusive no Curso o qual leciono), a maior parte do conteúdo se destina aos aspectos formais dos produtos.
Dos profissionais que conheço, poucos são os que colocam os interesses dos usuários na frente de seus próprios interesses.
Os produtos que estão ao meu redor tem sérios problemas de ergonomia ou porque não existem alternativas ergonômicas no mercado ou porque essas alternativas custam tão mais caro que não me estão acessíveis.
A ergonomia ainda é considerada uma característica de luxo em produtos e não uma característica essencial de qualquer projeto.
Entretanto, a culpa desse cenário não é dos designers.
O capitalismo quer fazer girar o capital o mais rápido possível, portanto, quanto mais produtos forem comprados, descartados e comprados de novo, melhor.
Esse é apenas um dos motivos pelo qual a imagem do produto é muito mais importante do que o seu conteúdo (e função).
Essa discussão pode se estender eternamente, mas quero que fique claro que não estou dizendo que o Design de Produto ou o Design Gráfico não incluem Forma ou Função, estou dizendo que, de tanta ênfase que OS DESIGNERS dão para os aspectos formais de seus produtos, surgiu no mercado a demanda por designers centrados na função, para complementar as equipes.
O ideal seria que cada designer pudesse desenvolver capacidade igualmente brilhante para lidar com forma e função, mas a verdade é que ninguém é perfeito e sempre pende mais para um dos dois lados. Duas cabeças projetam melhor que uma.
hun.. entendo perfeitamente. Concordo que haja esse profissional com enfoque na estética. Onde eu trabalho é voltado para esse lado, como deve saber... Mas espero que empresas sérias saibam que pensar em quem compra traz lucro, no final das contas.
Em meus projetos na universidade tento sempre, dentro da metodologia e com certa liberdade, saciar os desejos do usuário, analisando se ele preza por um produto mais bonito ou mais utilizável. Confesso que sim, é algo difícil conciliar as duas coisas, mas há um meio regrado de se chegar a um resultado satisfatório para o usuário final, sendo lucrativo para o cliente e realizador para o designer.
Apesar de achar errado no que já falei, gostei do estilo encorajador da matéria. É o tipo de coisa que a comunidade do seu blog, principalmente quem ainda está com algumas idéias a se atualizar, precisam ler. Parabéns.
Bem,
Já que abriste para os comentários aqui sobre o assunto, vou colocar a minha opinião.
O que mais me intriga no texto é que parece que tu citas esse momento como um start de algo que já existe há muito tempo:
“Projetar uma aplicação é bem diferente. O centro das atenções não é mais nosso cliente e sim o cliente de nosso cliente, o usuário. A aplicações é feita para atender as demandas dele. Se ela falhar nesse objetivo, estará tudo perdido, mesmo que nosso cliente tenha gostado da interface.”
O cliente do nosso cliente, sempre foi o centro das atenções. É o usuário final, aqueles que muitos designers de interface desejam conhecer. Isso não se estabelece nesse momento. O Jakob Nielsen, por exemplo, fala disso desde que ele começou a escrever sobre o assunto, e não foi agora, em 2006, que ele resolveu se preocupar com o usuário.
Mesmo quando, “O cliente especifica a mensagem que deseja transmitir com o website, o webdesigner cria a forma da mensagem e, uma vez aprovada, o site é produzido” o designer de interface não é um mero arrastador de pixels. Ele pensa no projeto, entende necessidades e questões relativas ao público-alvo e usabilidade, e só por fazer isso já pensa no usuário.
Se essa “aprovação da forma da mensagem” é feita pelo cliente (não o usuário), mesmo sem pesquisas ou testes com usuários, ainda assim o designer reuniu o seu conhecimento e experiência como profissional e especialista para resolver a tarefa. Dentro do contexto, o nosso cliente aprova o que atende ao seu usuário, o seu ´prospect´, o seu cliente.
Obviamente que o texto é bem-vindo, no sentido de despertar aqueles que ainda não focaram em uma especialidade. Mas acredito que haja diversos designers já trabalhando, há bastante tempo, pró-usuário.
Talvez seja a realidade do mercado onde atuo, diferentemente da experiência que tens vivido onde passas.
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