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Train of Thoughts: Designing the effective web experience

Capa do livro O livro é uma reação ao culto da usabilidade que se instituiu no mercado estadunidense de Web. O primeiro capítulo trata justamente de atacar diretamente os gurus da usabilidade, especialmente, Jakob Nielsen. O autor do livro acusa eles de serem responsáveis por uma Web chata e sem graça.

A proposta de Lenker é criar experiências para os usuários mais agradáveis, prazeirosas e interessantes. Para isso, ele vai buscar nos fundamentos da psicologia, de onde traz insights muito valiosos para quem deseja proporcionar tais experiências.

Constantemente, o autor repete o mantra Atrair > Informar > Intimar para recomendar como deve se realizar a comunicação entre o website e o usuário. Antes de tudo, ele deve ser convidativo. Em seguida, deve oferecer uma seleção de informações de alta relevância para o usuário, das quais uma ele escolhe saber mais, cada vez se aprofundando mais no assunto. Ao final do caminho, ele é intimado a fazer algo: comprar uma idéia, um produto ou o que for.

Graças à sua larga experiência como designer instrucional de aplicativos de ensino à distância, Lenker dá as dicas para ensinar conceitos complexos na Web: uma noção a cada clique. O designer deve ser responsável por criar vários caminhos que se adaptem ao estilo de entendimento do usuário, mas ao mesmo tempo leve ao mesmo lugar: o domínio sobre o conhecimento que está sendo transmitido.

É um livro bastante diferente. Ao invés de fazer recomendações de melhores práticas como a maioria dos livros de design para a Web fazem, este se esforça em explicar os conceitos sutis que envolvem a experiência do usuário. Importante notar que o autor faz isso numa linguagem extremamente concisa e abusa de gráficos para colocar seus pontos. Não chega a ser um livro acadêmico, teórico.

Porém, a exploração incauta de Lenker por vezes sai do trilho. Em dado momento, chega a recomendar que mudemos a rolagem das páginas na Web do vertical para o horizontal, veja:

Quando começamos um processo de orientação visual através do escaneamento de um espaço na tela com nossos olhos, é como se estivéssemos construindo um quebra-cabeça. Nós tentamos definir as bordas para nos dar a segurança do senso do escopo.

A pergunta óbvia em decorrência disso é se encontramos segurança na definição das bordas, que efeito tem a típica barra de rolagem indefinida da janela do navegador? A resposta é que isso nos faz inconscientemente inseguros porque não temos como dominar a situação. Nós temos que ir explorando e tentando encontrar as bordas da situação para nos assegurarmos que estamos a par de qualquer coisa que esteja "abaixo da dobra". O problema é que enquanto nos preocupamos com isso, perdemos o foco.

O primeiro problema da rolagem horizontal é que estamos acondicionados à rolagem vertical e quando nos deparamos com um website cuja rolagem é horizontal podemos nem nos dar conta da existência da barra de rolagem na posição inferior.

Em segundo, a rolagem vertical foi definida para acomodar o padrão de leitura que, apesar de variar entre começar da esquerda para a direita ou da direita para esquerda em culturas diferentes, é sempre de cima para baixo. Ou seja, apesar da barra de rolagem imprimir certa insegurança, ela proporciona uma leitura mais fluída do que aquela que exige que o leitor pule constantemente do final de uma coluna de texto para o começo da outra.

Apesar da conclusão de Lenker ser falha, isso não significa que seu argumento é de todo ruim. Aliás, parece bem convincente. Seu grande mérito é que nós faz pensar sobre possibilidades que há muito paramos de cogitar. Assim, o autor consegue abrir espaço para explorações mais criativas do meio, algo que é bem vindo por todos.

Um dos pontos mais polêmicos do livro é o seu próprio design. O designer Brand Randall criou layouts arrojados para cada uma das quase 300 páginas do livro. De fundo, sempre uma foto excelente e, no primeiro plano, os textos e gráficos de Lenker, em caixas, ocupando não mais do que 50% da mancha. Do lado extremo esquerdo, um contador de páginas muito diferente, semelhante a uma régua marca o contexto em que a página está inserida. Foram arrojados até na escolha da fonte padrão: uma sem-serifa modernosa em tamanho 10. Senti imensa dificuldade de ler por causa disso e olha que não tenho problemas de visão. Era preciso segurar o livro a, pelo menos 20 cm de distância e dispor de boa luz para conseguir ler razoavelmente.


Dicas

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Autor

Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 13/01/2005

Palavras-chave

criatividade    design    psicologia    crítica    

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