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Design para as futuras gerações

Abrindo a caixa preta dos videogames!

Pra onde vai a cultura da criança?

Meu filho e eu demos uma palestra na Campus Party sobre design para nativos digitais. Os nativos digitais costumam gastar as horas mais valiosas da sua infância interagindo com videogames. O problema é que esses videogames estão colocando a cultura da criança dentro de uma caixa preta, inacessível para as crianças marcarem seus próprios valores. Os jogos que meu filho anda fazendo no Scratch mostram que programação para crianças não é um passatempo para gênios, mas uma maneira da criança ser mais ativa na sua inserção na cultura.

Slides da palestra.

Antigamente as crianças brincavam livremente nas ruas e as brincadeiras evoluiam e mudavam ao longo das gerações e dos deslocamentos geográficos. As brincadeiras de criança mantinham a cultura da criança, com seus próprios valores e reflexões. Hoje essa cultura está ameaçada pelos videogames, que colocam tudo em caixas pretas. Existem exceções, é claro, mas a maioria dos games não favorece a expressão cultural dentro de um grupo de crianças.

Porém, antes da programação existe o design. Mesmo que a criança domine a programação, se ela não dominar design, não conseguirá expressar seus valores. Design é o processo de organizar as ideias de uma maneira que um projeto se torna implementável e relevante no seu contexto social. Programação sozinha não faz milagre, é preciso haver um design por trás e esse design precisa ser tão livre quanto o código-fonte da programação. Se o design é livre, então a cultura da criança pode continuar ativa nessa transição da rua para o computador.

Além da palestra, demos também um workshop sobre design e programação para crianças, baseado no livro Brincando de gato e rato dentro do computador que estava lançando na ocasião. O livro apresenta conceitos como programação orientada a objetos, lógica de programação e design de jogos de maneira muito suave, dentro de uma história típica: a rixa entre gatos e ratos. Os participantes do workshop brincaram com os personagens da imaginação do meu filho, que são derivados de seus bichinhos de pelúcia, no espaço de programação do Scratch. Foi quase como se tivessem visitado o quarto de casa, com os brinquedos espalhados pelos cantos!

É claro que fiquei orgulhoso de ver meu filho falando com desinibição, mas vale ressaltar que esse tipo de conversa a gente tem com frequência em casa e não só da minha parte, mas da parte da mãe dele também! Por isso fluiu naturalmente.


Dicas

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Autor

Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 06/02/2014

Palavras-chave

crianças    design    geração    

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