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Design interativo tem que ser iterativo

Apesar da cacofonia, o que quero dizer é que num projeto de interface com o usuário, é preciso estabelecer um ciclo do tipo entender > criar > testar.

Apesar da cacofonia, o que quero dizer é que num projeto de interface com o usuário, é preciso estabelecer um ciclo do tipo entender > criar > testar. Cada etapa deve se repetir, até que o produto alcance as metas desejadas de satisfação do usuário. É claro que não estou sugerindo que batamos a cabeça contra a parede até que ela caia, até porque isso é impossível (design perfeito não existe).

Devemos contemplar as etapas do ciclo em etapas crescentes, seguindo a analogia da espiral (mola). Veja na animação abaixo as etapas de um design centrado no usuário sugeridas pelo Jesse James Garret contempladas pela minha analogia da espiral:

Primeiro você começa entendendo o as motivações do projeto, seu público-alvo e etc. Depois esboça soluções e testa o mais rápido possível com alguns usuários. O resultado deve ser analisado e as lições aprendidas, incorporadas no novo esboço. Essa técnica se repete enquanto os esboços vão ficando cada vez mais detalhados, até chegar ao produto final.

Hoje realizei alguns testes com um protótipo que se assemelha de longe com a versão final do produto. Só continha as opções dos menus principais de navegação, mais nada. Meu objetivo era validar a estrutura de navegação que antes já havia sofrido a iteração do card-sorting.

Tive a excelente idéia de usar um Palm ao invés dos protótipos de papel que a literatura recomenda. Além da motivação extra para os usuários que ficaram impressionados com a nova tecnologia, pude realizar o teste com o usuário em pé e numa velocidade incomparável a alternativa de papel. Imagine carregar 50 folhas de papel, cada uma representando uma página?

Apesar do Palm oferecer algums problemas no quesito tamanho da fonte, interação complicada e número limitados de linhas, creio que esses fatores não tenham afetado muito meu resultado. Só poderia confirmar isso se fizesse os mesmos testes usando papel, mas não tenho tempo para isso. Aliás, eu deveria realizar mais uma bateria de testes como esse para verificar se minhas alterações em decorrência do teste realmente melhoraram a solução, mas infelizmente meu tempo está acabando. Trabalho acadêmico é assim mesmo, sempre deixamos para a última hora e o resultado é meia-boca (pelo menos na minha faculdade é assim...).

Fiz o teste orientado a tarefas, aplicando aquela técnica de criar cenários motivadores para os participantes do teste. Não houve rejeições, pelo contrário, alguns até deram risada. Bom-humor facilita muito para conversar com pessoas que nunca vimos na vida. Dê uma olhada no roteiro de tarefas [DOC] propostas aos usuários e veja como não é difícil aplicar essa técnica. Depois, veja a planilha com os resultados [Excel] de cada teste e as mudanças que eles acarretaram ao diagrama de navegação que, por enquanto, está assim [WMF]. Se alguém tiver soluções para os problemas que ainda não consegui resolver, por favor, me ajude.


Dicas

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Autor

Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 22/11/2004

Palavras-chave

processo    teste    prototipagem    

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Comentários

Discussão
Marcelo Linhares
22/11/04 às 19:10

Isto se assemelha bastante com o modelo de desenvolvimento de Software em ESPIRAL...

Alias, apesar do seu trabalho ser na area de comunicacao, acredito que seria muito importante para vc ter nocoes de engenharia de software... pois muitas coisas se assemelham..., apesar de, obviamente, existir peculiaridades.....


Discussão
Fred
22/11/04 às 21:22

O modelo do Garret foi baseado também na experiência da Engenharia de Software. Se você abrir o PDF lá vai notar que ele separa algumas etapas do projeto em duas partes: uma para representar a abordagem de quem encara a Web como software e a outra para o pessoal do hipertexto.

No livro que explica esse diagrama, ele tenta, a meu ver com sucesso, pegar o que cada uma dessas disciplinas tem de bom.

No congresso de Interação Humano Computador que fui recentemente, vários pesquisadores comentaram que as disciplinas de IHC e Engenharia de Software tinham muito em comum e deveriam se aproximar mais.




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(aguarde que é demorado mesmo...)


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