Usabilidoido: Menu Principal


Discutindo pós em Design de Interação

Perfil no LinkedIn
Perfil no Youtube
Perfil no Instagram
Perfil no Spotify Perfil no X

Na discussão sobre a possibilidade de abertura de um curso de Design de Interação, os leitores manifestaram interesse num curso de pós-graduação na área. Creio que seja o mais adequado para o momento, já que a área se desenvolve mais ou menos como uma sub-disciplina do Design especializada em artefatos interativos.

Isso significa que é preciso ter uma boa base em Design para compreender o Design de Interação. Mas o que viria a ser uma boa base em Design? Taí uma pergunta que eu não sei a resposta, já que minha formação em Design é auto-didata.

Alguns dizem que a base é a Tipografia, a Semiótica, a Psicologia Cognitiva, a Gestalt, a Perestroika, o bricabraque... e conforme o tempo passa essa lista de nomes incomuns aumenta. Acho que é esse o problema das escolas de Design que Dan Saffer apontou. Ensinam um monte de teorias interessantes e deixam que o aluno projete as pontes pelas quais passarão as manadas de elefantes que serão os desafios da prática do Design depois da faculdade. É claro que se essas pontes não forem bem projetadas, o bicho vai pegar, ou melhor, cair.

Eu quero um curso de Design de Interação que seja um curso de Design, não um curso de Psicologia, Engenharia, Arte ou o que for. Quero um curso que eu mesmo tenha interesse em fazer, até porque, repito, preciso de uma base melhor em Design.

Dando prosseguimento na discussão sobre o curso de Pós-graduação, contatei alguns amigos formados em Design e pesquisadores em Design de Interação em Curitiba para conversar sobre o assunto. Concordamos em abrir a proposta do curso para qualquer um que deseje participar.

É isso mesmo: se você deseja ser professor, aluno ou tem interesse na discussão sobre formação em Design, entre no wiki e edite os textos da proposta. Se quiser fazer observações, use o botão discussão.


Autor

Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 10/05/2007

Redes

Siga-me no LinkedIn, X ou Instagram.

Citação

VAN AMSTEL, Frederick M. C. Discutindo pós em Design de Interação. Blog Usabilidoido, 2007. Acessado em . Disponível em: http://www.usabilidoido.com.br/discutindo_pos_em_design_de_interacao.html

Relacionados



Comentários

Discussão
Alexandre Ribeiro
08/09/07 às 02:22

Buenas, Fred!
Caí no teu blog, depois de uma pesquisa no Google (novidade...) e me interessei pelo tema, e por isso vou iniciar os comentários: tenho interesse em estudar design de interação, e, se tiver a chance e conseguir tempo, de ensiná-la.
Muito antes de entrar curso Comunicação e Design para WEB na OPET, e ser teu aluno de Redação e conteúdo para web, me questionava sobre quem e como se desenvolvia as interfaces de sistemas operacionais.
Essas dúvidas começaram logo depois de ler um artigo sobre a inteface Gnome para Linux e o projeto de seu idealizador mexicano.
Ele e seus colaboradores fizeram coisas boas, e outras grandes empresas da área de sistemas também.
Mas percebi que faltava um profissional realmente especializado nisso com a formação de design.
Pensando no quanto as escolas tradicionais de design formalizaram seu ensino, penso hoje que seus cursos deveriam ter o formato dos de tecnologia, poruqe sem muito prática, muita mesmo, aquela tonelada de teorias (como qualquer teoria) não passa de peso morto, coisa do tipo "faça o que eu falo".
Fiquei ainda mais interessado no design de interação neste 7 de setembro: depois de usar um pda/phone da HTC, modelo Touch (a HTC fabrica o iPod para a Apple), vi o quanto o design de interação melhorou as intefaces desses aparelhos. Mas percebo que ainda falta muito chegar-se à quase-perfeição. Muitas opção necessitam de um vai-e-volta sem fim para serem executadas...
Percebi que faltou alguém da equipe de projeto erguer a mão e dizer "ei, dá pra deixar isso mais fácil para o usuário".
Sim, mais fácil para o usuário, mesmo que o engenheiro ou analista de sistemas ou designer ou todos juntos reclamassem de ter que refazer parte do projeto, já que o que interessa é o usuário.
Afinal, a tecnologia por si mesma, nem os empregos de quem a desenvolve, não existiriam sem o usuário. O que é ela sem um humanos para fazer-lhe uso?
Infelizmente essa parece não ser a mentalidade da maioria das pessoas que desenvolvem tecnologia, não importa sua formação.
Por esta razão um curso de design de interação seria muito benvindo, para abrir mentes.





Pegue um fruto.