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<title>Usabilidoido: Mercado de Tecnologia</title>
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<description>Comentários sobre as tendências do mercado de Tecnologia.</description>
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<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
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<itunes:subtitle>Mais usabilidade no mundo!</itunes:subtitle>
<itunes:author>Frederick van Amstel</itunes:author>
<itunes:summary>Comentários sobre as tendências do mercado de Tecnologia.</itunes:summary>
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<itunes:email>fred@usabilidoido.com.br</itunes:email>
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<itunes:category text="Technology">
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<copyright>Frederick van Amstel</copyright>

 
<item>
<title>Como fazer uma análise de similares</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_analise_de_similares.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Análise de similares (também conhecido como benchmarking) é uma comparação entre produtos ou serviços concorrentes do que você está desenvolvendo. Ela pode ser feita tanto para aperfeiçoar um produto existente quanto para ajudar a encontrar um diferencial para um novo produto.
</p><p>Por que é feito? Com frequência, a ideia que parece mais original do mundo já foi implementada em algum lugar. Para evitar o desperdício de desenvolver algo que já existe, é feita a análise de similares.</p>

<h2>Passo-a-passo</h2>
<ol>
<li>Pesquisar no Google as ideias mais votadas na fase de brainstorming. Verificar se há produtos ou serviços que apliquem esta ideia.</li>

<li>Dentre os produtos e serviços encontrados, escolher 4 que forem mais parecidos.</li>

<li>Definir pelo menos 3 critérios de comparação e 4 funcionalidades para os similares e colocar numa tabela seguindo o <a href="https://www.usabilidoido.com.br/templatesrx/7_analise_similares.xlsx">template</a>. </li>

<li>Classificar por nota de 1 a 10 os critérios e sim/não para as funcionalidades.</li></ol>

<h2>Vídeo</h2>
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<p>Créditos: Vídeo produzido pela Hotmilk PUCPR e Imago Produções Educativas em 2017, como material didático para o programa de inovação aberta Renault Experience. Esta cópia faz parte do arquivo pessoal de Frederick van Amstel, responsável pelo roteiro e apresentação. Direção: Tatiana de Paula Lopes.</p>


<h2>Transcrição</h2>

    <p>Análises similares servem para você evitar o constrangimento de apresentar essa ideia para alguém e receber como resposta "mas já não existe algo assim?" Com base na pesquisa que você fizer, você precisa mostrar que a sua ideia é diferente das outras e dessa maneira as pessoas vão acreditar que você irá sobreviver à concorrência.</p>
    
    <p>O primeiro passo da análise de similares e talvez o mais difícil é encontrar os seus concorrentes, as ideias similares às suas. Pergunte para seus amigos, pergunte para especialistas, faça várias pesquisas no Google, tente várias palavras-chave, inclusive em outros idiomas. Tenha certeza de que alguém já não fez algo parecido com aquilo.</p>
    
    <p>Alguns produtos ou serviços talvez nem valham a pena comparar com o seu, porém você deve escolher pelo menos 4 produtos ou serviços para comparar a ideia, mesmo que eles não atuem no mesmo mercado ou segmento em que você deseja atuar.</p>
    
    <p>Defina pelo menos 3 critérios de comparação, beleza, durabilidade ou funcionalidade. Além dos 3 critérios, defina também 4 funcionalidades que o seu produto ou serviço tem e que os demais da concorrência não têm. Uma funcionalidade é uma característica específica de um produto ou serviço que você deseja comparar. Depois de definir os critérios e as funcionalidades, você deve classificar cada um dos produtos ou serviços comparados de acordo com uma escala nos critérios de 1 a 10 e nas funcionalidades sim e não.</p>
    
    <p>Agora você tem uma visão clara do seu produto ou serviço em relação à concorrência. Você pode voltar e analisar a sua ideia para revisá-la a partir dessa pesquisa de análise similares.</p>


<h3>Série</h3>
<p>Este tutorial faz parte de uma <a href="https://youtube.com/playlist?list=PL9tgFFr71mw0BzckreXohNLlPuBaV_moR&si=JRdH3LY1HnG21NsA">toolkit de inovação no design</a>, com outros métodos que podem ser combinados. Esses métodos não precisam ser executados necessariamente nesta ordem.</p>
<ol class="alerta">

<li>
<a href="https://www.usabilidoido.com.br/cat_videos.html" title="Vídeos"><img alt="Vídeos" border="0" src="http://imagens.usabilidoido.com.br/iconecategoria40.gif"></a>
<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_brainstorming.html">Brainstorming</a>
</li>



<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_analise_de_similares.html">Análise de similares</a>
</li>

<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_briefing_de_projeto_de_experiencia.html">Briefing de projeto de experiência</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_de_shadowing_do_usuario.html">Pesquisa de shadowing do usuário</a>


<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_pesquisar_um_dia_na_vida_dos_usuarios.html">"Um Dia na Vida" dos usuários</a>
</li>

<li>
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<a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_storyboard_de_interacao.html">Storyboard de interação</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_painel_semantico.html">Painel semântico</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_entrevistar_usuarios.html">Entrevista contextual</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_personas_de_usuarios.html">Personas de usuários</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_jornada_do_usuario_.html">Jornada do usuário </a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_prototipo_bruto.html">Protótipo bruto</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_teste_de_usabilidade.html">Teste de usabilidade</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_avaliacao_heuristica_de_interfaces.html">Avaliação heurística de interfaces</a>
</li>

</ol>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_analise_de_similares.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Vídeos</dc:subject>
<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 13:00:16 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>A ideologia do solucionismo tecnológico</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_ideologia_do_solucionismo_tecnologico.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Solucionismo tecnológico é uma ideologia <a href="https://www.amazon.com.br/Save-Everything-Click-Here-Technological/dp/1610393708/ref=sr_1_4?qid=1578851507&amp;refinements=p_27%3AEvgeny+Morozov&amp;s=books&amp;sr=1-4">identificada por Evgeny Morozov</a> nos discursos que provém do Vale do Silício. Essa ideologia tenta fazer as pessoas acreditarem que é possível solucionar qualquer problema, seja de natureza social, econômica ou política, com uma boa dose de tecnologia.</p>
<blockquote>Fome? Tecnologia agrícola. Pobreza? Tecnologia financeira. Crime? Tecnologia de vigilância. Depressão? Tecnologia química. Educação carente? Tecnologia educacional. Mudanças climáticas? Tecnologia limpa.</blockquote>
<p><strong>O solucionismo tecnológico sempre tem uma resposta rápida e genérica para qualquer tipo de problema: precisamos de mais tecnologia.</strong></p><p>O Vale do Silício propaga essa ideologia porque ela cria oportunidades de negócios. Quando as pessoas acreditam que é possível solucionar um problema através de uma tecnologia, elas se tornam potenciais clientes ou investidores. Por sua vez, a tecnologia se torna um potencial produto ou serviço. Se por um lado, essa ideologia estimula o empreendedorismo e a atividade econômica, por outro lado, <strong>esconde os custos sociais e ambientais das tecnologias.</strong></p>
<p>Para que uma tecnologia ofereça uma solução para um problema cotidiano, é preciso que a sociedade se organize de diferentes maneiras: é preciso um empreendedor, uma equipe que trabalha com ou para o empreendedor, um investidor que apóia o empreendedor, uma rede de clientes e fornecedores, um governo que regule o uso da tecnologia e muitas outras entidades sociais. Essas entidades se organizam através de diferentes processos, que transformam diversos objetos até que eles constituam o que é reconhecido como a solução.</p>
<img title="Smartphone-supply-chain-network-Some-of-the-smartphone-manufacturing-firms-are-also.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/Smartphone-supply-chain-network-Some-of-the-smartphone-manufacturing-firms-are-also.jpg" alt="Smartphone supply chain network" width="800" height="650" border="0" />
<p>Ou seja, a tecnologia não surge do nada. Ela tem uma história passada e futura que vai muito além da solução prometida. Com frequência, os maiores impactos sociais e ambientais de uma tecnologia não estão no seu uso, mas na produção, na distribuição ou no descarte. Contraditoriamente, tais impactos podem ser considerados problemas piores do que aqueles que a tecnologia se propôs a resolver.</p>

<p>A produção de smartphones, por exemplo, gera impactos ambientais terríveis na produção, principalmente, para conseguir os minérios necessários para construir os componentes eletrônicos. Já a distribuição de smartphones leva as desigualdades sociais para a esfera digital, limitando o acesso a funcionalidades de acordo com a capacidade financeira do usuário. Os piores problemas estão, certamente, no descarte, que envolve a dispersão de uma série de componentes químicos tóxicos em lixões ou em oficinas precárias de reciclagem.</p>
<iframe src="https://player.vimeo.com/video/104059452?color=ff0179&amp;title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;badge=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe>
<p>Todos esses problemas são criados pela sociedade para resolver o problema que o solucionismo tecnológico elencou como mais importante. Esse problema é tão importante, tão importante, que todos os demais podem ser desconsiderados. Os problemas importantes são os problemas do primeiro mundo, tal como a necessidade de evitar o tédio em momentos de espera. A ideologia do solucionismo tecnológico esconde que os problemas de primeiro mundo costumam ser resolvidos às custas da intensificação de problemas no terceiro mundo.</p>
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/fxyhfiCO_XQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe>
<p>Não é a produção de smartphones que cria o trabalho dos <a href="https://www.theguardian.com/global-development/2018/oct/12/phone-misery-children-congo-cobalt-mines-drc">mineradores semi-escravos do Congo</a> ou dos <a href="https://www.telegraph.co.uk/news/2018/01/07/suicide-chinese-iphone-factory-reignites-concern-working-conditions/">operários suicidas na China</a>. Essa produção simplesmente se aproveita da existência dos problemas sociais existentes em tais países para baixar os custos de produção, pois tais problemas não são importantes para a empresa nem para o usuário, que estão ambos iludidos pela mesma ideologia.</p>
<p><strong>O usuário está tão iludido que não percebe que aceitar a solução de um problema seu significa também aceitar a criação de novos problemas em sua vida. </strong>Toda tecnologia vem com limitações, algumas inesperadas, outras planejadas. Limitações planejadas são problemas que estimulam o usuário a trocar a tecnologia por uma mais avançada. A incompatibilidade de uma tecnologia antiga com uma interação nova, por exemplo, é um problema clássico que a tecnologia cria.</p>
<p>A obsolescência programada se estende também a Leis, valores humanos, hábitos, comportamentos ou pessoas que se tornam <em>incompatíveis</em> com as novas tecnologias. Estes acabam, muitas vezes, se tornando, de uma condição de uso, a um novo problema a ser solucionado pela tecnologia.</p>
<img title="ipod_obsolescence.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ipod_obsolescence.jpg" alt="Ipod obsolescence" width="598" height="399" border="0" />
<p>Quando uma pessoa acredita que a tecnologia pode solucionar seus problemas, ela se coloca em uma posição de passividade. Não é a pessoa que resolve o problema, é a tecnologia. Mesmo que haja um imenso trabalho por parte do usuário para configurar a tecnologia para resolver aquele problema, o crédito vai todo para a tecnologia.</p>
<p>Apesar de aceitar o crédito pela solução do problema, o solucionismo não aceita a responsabilidade pelo ato. Se uma solução tecnológica causa algum mau inesperado, a culpa é do usuário, erro humano, afinal de contas, a tecnologia é perfeita e neutra.</p>
<p>Se fosse neutra, porém, a tecnologia não teria poder nenhum para resolver problemas. A tecnologia não faz nada sozinha porque ela <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tecnologia_cultura_e_sociedade_.html">nunca está sozinha</a>. A produção, distribuição e descarte de tecnologia, já envolvem, por si mesmos, uma série de ações humanas que podem ser responsabilizadas. Dentre essas ações, destacam-se as ações de projeto da tecnologia, que é quando se define <a href="http://www.usabilidoido.com.br/as_intencoes_por_tras_e_por_dentro_do_design.html">as intenções por trás da tecnologia</a>.</p>
<ul>
<li>Que problema a tecnologia vai resolver?</li>
<li>Como o problema será solucionado?</li>
<li>Quem serão os beneficiados pela solução do problema?</li>
<li>O que será cobrado em troca da solução?</li>
</ul>
<p>Existem <a href="http://www.usabilidoido.com.br/pela_diversidade_metodologica_no_design.html">dezenas de métodos</a> que ajudam a responder essas perguntas fundamentais, muitos deles criados no próprio Vale do Silício para apoiar a manutenção da ideologia solucionista. Podemos citar os métodos lean startup, jobs to be done, design centrado no ser humano, design thinking e design sprint, para ficar com exemplos contemporâneos. Todos esses métodos partem do pressuposto (ideológico) de que a tecnologia pode solucionar problemas de qualquer ordem.</p>
<p>Nem todo mundo repete essa ideologia sem pensar, entretanto. Aqui no Brasil, como estamos distantes do Vale do Silício o suficiente para desenvolver consciência crítica, costumamos nos posicionar de maneira ambígua em relação ao solucionismo. Por um lado, reconhecemos que a tecnologia não resolve problemas por conta própria, por outro lado, acreditamos que ela pode ser usada para resolver problemas de uma determinada categoria, por exemplo, os problemas de usabilidade. Por isso, enfatizamos que é preciso definir bem o problema para que este seja <em>realmente um problema</em> e, além disso, para que seja <em>solucionável</em>. O máximo que conseguimos, com isso, é tornar o solucionismo mais eficaz...</p>
<img title="embracing_solutionism.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/embracing_solutionism.jpg" alt="Embracing solutionism" width="240" height="336" border="0" />
<p>Esse tipo de atitude não é suficiente para desconstruir o solucionismo e seus efeitos nefastos. Quem quer que queira ir contra essa ideologia, não basta responder às perguntas acima de maneira diferente, utilizando métodos alternativos como o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_estudo_etnografico_com_usuarios.html">estudo etnográfico</a> ou o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_e_design_participativo.html">design participativo</a>. É preciso, na verdade, inverter as perguntas fundamentais, a partir de uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ideologias_no_design.html">outra ideologia</a>.</p>
<ul>
<li>Que problemas a tecnologia pode criar?</li>
<li>Como a solução será problematizada?</li>
<li>Quem serão os excluídos pela solução do problema?</li>
<li>O que pode ser dado como garantia de responsabilidade?</li>
</ul>
<p>Esse tipo de pergunta leva à uma abordagem completamente diferente do que está estabelecido hoje no mercado de tecnologia e na profissão de ExU. Chamo essa abordagem de <strong>design problematizador</strong> e irei abordá-la em posts futuros. Por ora, concluo com seu princípio primeiro: <strong>A tecnologia não soluciona nada. Quem soluciona são as pessoas. Porém, as pessoas também criam tantos problemas quanto solucionam</strong>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ideologia_do_solucionismo_tecnologico.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sun, 12 Jan 2020 18:59:39 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>A história da experiência do usuário no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_historia_da_experiencia_do_usuario_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Após ouvir o último <a href="https://medium.com/itera-ideia/itera-ideia-08-ux-design-virou-uma-bolha-26f9b061ada3">episódio do Itera Ideia sobre a possibilidade de uma bolha na área profissional de UX no Brasil</a>, fiquei aturdido com a falta de noção histórica dos profissionais da atualidade. O podcast apresenta uma ótima discussão sobre profissionais júnior que se consideram senior, porém, assim como a maior parte das publicações sobre o assunto, não remete à história da profissão no contexto brasileiro. Quando há referências históricas, essas são quase sempre pessoas ou organizações de fora do Brasil.</p><p>Se é para a bolha estourar, que estoure. Porém, não posso permitir que se perca, junto com o termo, a história da profissão. Em&nbsp;<a href="https://brasil.uxdesign.cc/as-disciplinas-e-as-indisciplinas-de-ux-71b9dae7e60c">2013, já alertava que essa nomenclatura não ia durar</a>. Desde 2015, passei a utilizar&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_que_e_e_o_que_deveria_ser_experiencia_do_usuario_exu.html">a tradução de UX como ExU</a>&nbsp;para provocar os profissionais da área a pensarem o contexto histórico brasileiro. Meu amigo Horácio Soares fez até uma camiseta para discutir o assunto no <a href="http://craftproduct.io/arena/">Product Arena</a>. Porém, apesar das reclamações destes "dinossauros", até agora não foi feito nenhum trabalho substancial de levantar a história da profissão no Brasil.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/2018-07-26%2021.57.00-1.jpg" alt="2018 07 26 21 57 00 1" width="599" height="415">
<p>Uma profissão que não tem consciência de sua própria história corre o risco de desaparecer entre uma troca de nomenclatura e outra. Felizmente, essa área de atuação profissional já mudou de nome diversas vezes no Brasil e continua existindo. Isso graças a uma série de pessoas que trabalharam arduamente para criar uma prática consistente e umas outras tantas que trabalharam para tornar essa prática conhecida e reconhecida na sociedade (e não só no mercado).</p>
<p>Essas pessoas não fizeram isso isoladamente. Desde o início da profissão, essas pessoas se juntaram em grupos, comunidades, times e eventos. Esses coletivos fizeram diversas ações que deveriam hoje ser reconhecidas como marcos históricos pela contribuição fundamental à profissão, porém, pela falta de consciência profissional, hoje encontram-se esquecidas. Profissionais que hoje reclamam da bolha não sabem o quanto foi difícil para convencer a sociedade e os empregadores de que essa profissão era importante.</p>
<p>Vou construir aqui um rascunho de uma&nbsp;história da experiência do usuário no Brasil à partir do que consigo me lembrar. Mencionarei diversas pessoas que conheci ao longo destes 20 anos praticando esta profissão. Sugiro que os colegas profissionais conversem com essas pessoas, estudem seu trabalho e construam históricos menos parciais do que o que irei prover aqui. Isso irá contribuir muito para aumentar a consciência histórica da profissão e também, quem sabe, ampliar seu futuro.</p>
<p>Pra começar, ExU no Brasil não surgiu no mercado. Embora o termo tenha sido cunhado por Donald Norman enquanto ele trabalhava na Apple no começo dos anos 1990, no Brasil o termo começou a ser utilizado na metade dos anos 2000. Isso não significa que não havia práticas voltadas à experiência do usuário antes disso.&nbsp;</p>
<p>Os pioneiros de ExU no Brasil foram pesquisadores de Universidades que, por curiosidade ou orientação ética, começaram a criar grupos e laboratórios de pesquisa voltados a processos que priorizavam o usuário em projetos de produtos e sistemas já nos anos 1990. Conheço os trabalhos pioneiros de Maria Cecília Baranauskas (<a href="https://www.nied.unicamp.br">NIED</a> - Unicamp),&nbsp;Clarisse Sieckenius de Souza (<a href="http://www.serg.inf.puc-rio.br">SERG</a> - PUC-Rio), Walter Cybis (<a href="http://www.labiutil.inf.ufsc.br">LabIUtil</a> - UFSC), Luiz Ernesto Merkle (UTFPR), Anamaria de Moraes (<a href="https://www.linkedin.com/company/leui-laboratorio-ergodesign-interfaces/?originalSubdomain=pt">LEUI</a> - PUC-Rio) e Lúcia Filgueiras (<a href="http://inova.usp.br">InovaUSP</a>). Esses acadêmicos organizaram e continuam organizando conferências acadêmicas como <a href="http://www.ihc2018.ufpa.br">IHC</a> e <a href="http://www.ergodesign2017.com.br">Usihc</a>. Nas orientações e eventos, esses pesquisadores formaram outros pesquisadores, que espalharam o assunto em outras Universidades ao redor do Brasil.&nbsp;É provável que existam outros pesquisadores pioneiros que não tenha mencionado aqui por não conhecer.</p>
<p>Nos anos 2000, por conta da bolha da Internet, o assunto começa a aparecer amplamente no mercado. Dois livros foram bem importantes para mim: Projetando websites (2000) e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade_50_websites_desconstruidos.html">Homepage: Usabilidade</a> (2002), de&nbsp;Jakob Nielsen. Nesta época, eu estava começando minha carreira de web designer e a faculdade de Comunicação Social. Senti que neste campo podia juntar as duas coisas e decidi enveredar para a Usabilidade que, na época, era o nome desta profissão.</p>
<p>Nessa época também, descobri o <a href="https://webinsider.com.br">Webinsider</a>, um website editado por <a href="https://outrolado.com.br/author/vicente_tardin/">Vicente Tardin</a> que reunia várias colunas escritas por profissionais de Internet. Além de assinar uma coluna no Webinsider,&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/miclent/?locale=pt_BR">Michel Lent Schwartzman</a>, que sempre foi entusiasta de comunidades online,&nbsp;lançou a lista de email WDUse em 2002 para os profissionais de Usabilidade discutirem o assunto. Destaco a participação da&nbsp;<a href="https://webinsider.com.br/lista-de-discussao-wduse-completa-um-ano/">Livia Labate</a>&nbsp;nessa lista. Ela sempre respondia a dúvida de quem aparecia.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/menu_layout_antigo.jpg" alt="Menu layout antigo" width="599" height="585">
<p>Livia, assim como outros profissionais desta área, foram impactados pelo lançamento de&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/information_architecture_for_the_world_wide_web.html">Information architecture for the world wide web</a> (2002) de Peter Morville e Louis Rosenfeld, o famoso livro com a capa do urso polar. Esse livro nunca chegou a ser lançado no Brasil, mas foi muito influente. Os profissionais que antes se identificavam como especialistas em usabilidade começaram a se identificar como arquitetos da informação depois de ler esse livro, eu inclusive. Neste mesmo ano, um grupo de arquitetos da informação dos EUA&nbsp;<a href="https://www.iainstitute.org/news/launch-asilomar-institute-information-architecture">fundaram o&nbsp;</a><a href="https://www.iainstitute.org/news/launch-asilomar-institute-information-architecture">Asilomar Institute for Information Architecture (AIfIA)</a>, que mais tarde seria renomeado como Information Architecture Institute. Livia Labate, que havia se mudado para os EUA, abriu uma lista de email vinculada ao AifiA para discussão em português em 2003, a <a href="https://lists.ibiblio.org/mailman/listinfo/aifia-pt">AifiA-pt</a>. Essa lista foi super-importante para a área, pois conseguiu reunir praticamente todo mundo que trabalhava na área na época. Os membros da lista organizaram diversos encontros em bares de São Paulo e do Rio de Janeiro. Eu participei de alguns no Rio.</p>
<p>Nessa época, a formação mais comum dos profissionais que trabalhavam com experiência do usuário no Brasil era Comunicação Social e não Design. Os designers da época, se preocupavam mais com aspectos visuais da experiência e tinham certa resistência em incorporar princípios de usabilidade em seus projetos. A introdução do wireframe, que vi pela primeira vez numa <a href="http://www.usabilidoido.com.br/wireframes_e_rabiscos.html">palestra do Luli Radfahrer</a>&nbsp;(USP) em 2003, separou a estrutura informacional da aparência visual da interface.</p>
<p>A disponibilização de ferramentas simples de usar para publicação de blogs provocou uma fragmentação nos portais como o Webinsider a partir de 2003. Todo mundo começou a ter um blog. <a href="https://www.linkedin.com/in/renedepaula/?originalSubdomain=br">Rene de Paula Jr</a>, um dos articulistas do Webinsider fez algo diferente: começou a gravar <a href="https://rodaeavisa.com/os_impagaveis/">posts em áudio</a>, o que&nbsp;viria a ficar conhecido anos depois como Podcast.&nbsp;No mesmo ano que o Rene lançou o Roda e Avisa, eu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/primeiro_post_comendo_o_chapeu.html">lancei o Usabilidoido</a>, inicialmente sem posts em áudio.&nbsp;</p>
<p>Ainda em 2003, <a href="https://www.asktog.com/columns/057ItsTimeWeGotRespect.html">Bruce Tognazzini publicou um artigo em seu site pessoal</a> provocando uma outra parte da comunidade profissional a se organizar e padronizar uma nomenclatura de cargo. Esse artigo disparou a fundação de uma outra associação, a <a href="https://ixda.org/ixda-global/about-history/">Interaction Design Association, mais conhecida como IxDA</a>. Diferente da AifiA, essa organização desenvolveu um programa de capítulos locais que foi bastante efetivo no Brasil.</p>
<p>Em 2005, foi o organizado pela professora Lúcia Filgueiras o primeiro evento público que colocou a profissão em evidência em São Paulo, o&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/dia_mundial_da_usabilidade.html">Dia Mundial da Usabilidade</a>. Nesse evento, lembro da palestra dada por <a href="http://bruno-rodrigues.blog.br">Bruno Rodrigues</a>&nbsp;sobre webwriting e usabilidade. Em 2006, esse evento <a href="http://www.usabilidoido.com.br/dia_mundial_da_usabilidade.html">ocorreu também em Curitiba</a>, organizado pela professora <a href="http://www.interfacil.com.br">Adriana Betiol</a>.</p>
<p>Todos os eventos nesta época tiveram casa cheia. Não havia muita informação disponível em português e as Universidades não tinham cursos específicos sobre o assunto. A <a href="https://www.designdeinteracao.com.br">primeira pós-graduação lato sensu sobre Design de Interação</a> foi criada na PUC-Minas em 2006 por&nbsp;Caio Cesar, Marcos André Kutova e Daniel Alenquer. Essa pós formou uma geração de profissionais extremamente ativos em Belo Horizonte.</p>
<p>Em 2007,&nbsp;membros da AifiA-pt começaram a discutir a possibilidade de organizar um evento de maior fôlego, com palestras enviadas pela comunidade.&nbsp;&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/guilhermo">Guilhermo Reis</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.saiba-mais.com">Carol Leslie</a>&nbsp;assumiram a responsabilidade e organizaram o&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html">Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação</a>, que teve palestras de vários profissionais ativos na comunidade brasileira, tais como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abel_Reis">Abel Reis</a>, <a href="http://www.feiramoderna.net">Mauro Pinheiro</a>,&nbsp;<a href="http://acessodigital.net/quem_somos.html">Leda Spelta</a>&nbsp;muitos outros. Na ocasião, &nbsp;Leda mostrou um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zNVrNo7MxsA">vídeo sobre acessibilidade</a> que havia produzido junto com Horácio Soares, Bruno Torres e Marcos Antônio de Queiroz (MAQ). Esse vídeo foi muito impactante na época, pois mostrava o impacto da falta de acessibilidade na vida dos deficientes visuais. Na ocasião também Silvia Melo apresentou o Blog de AI, criado pelos funcionários da Agência Click que queriam compartilhar suas experiências sobre Arquitetura da Informação, dentre eles Fabrício Teixeira, que viria a transformar este blog no&nbsp;<a href="https://uxdesign.cc">UX Collective</a>&nbsp;alguns anos depois. Também conheci no evento o Eduardo Agni, que iria fundar anos depois a <a href="http://www.mergo.com.br">Mergo</a>.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/ebai_todos.jpg" alt="Ebai todos" width="1000" height="750">
<p>Até aqui, a maior parte dos eventos, discussões e oportunidades de emprego estavam localizadas em Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Perguntei a <a href="https://www.linkedin.com/in/kavinski/">Alexandre Kavinski</a>&nbsp;se o mercado de Curitiba estava preparado para uma empresa especializada em usabilidade, tal como a <a href="http://try.com.br">Try</a>, fundada por&nbsp;Maria Ercília Galvão em 2003, ou a consultoria da <a href="https://mercedessanchez.com.br/pt/">Mercedes Sanchez</a>. Ele me disse que não. Fiquei um pouco frustrado com a resposta, mas concordei. Refletindo, cheguei à conclusão que era necessário formar pessoas na região. Lancei um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html">chamado aqui no Usabilidoido</a>&nbsp;para quem tivesse interesse em montar uma pós lato sensu em Curitiba. Responderam <a href="http://movimentoux.com/work/ep10_ericofileno/">Érico Fileno</a>, Rodrigo Scama, <a href="http://howedu.com.br">Leandro Henrique de Sousa</a>, Renato da Costa e Gonçalo Ferraz. Juntos fundamos o <a href="http://faberludens.com.br">Instituto Faber-Ludens</a> e abrimos uma pós-graduação em parceria com as Faculdades San Martín no ano de 2008. Tivemos grande impacto local com essa pós e com a posterior atividade de consultoria do Instituto. Saíram de lá duas ferramentas importantes para disseminar e organizar o conhecimento da profissão: o <a href="http://uxcards.org">UXCards</a> e a <a href="http://corais.org/">Plataforma Corais</a>.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/faber-ludens.jpg" alt="Faber ludens" width="600" height="450">
<p>Enquanto nós formávamos a cena curitibana, os paulistas estavam a mil por hora. O capítulo da IxDA-SP, fundado por Amyris Fernandez e Fábio Palamedi organizou vários <a href="https://brasil.uxdesign.cc/caf%C3%A9-com-intera%C3%A7%C3%A3o-do-ixda-sp-29841162b456">Café com Interação</a>. Estes eventos serviram para preparar a cidade para sediar o primeiro Interaction South America em 2009, evento que contou com a participação de vários palestrantes de fora do Brasil. Em 2010, o ISA foi organizado em Curitiba por Érico Fileno. Hoje, este evento se chama <a href="http://ila.ixda.org">Interaction Latin America</a>.&nbsp;</p>
<p>A vertente de Design de Serviços começou nessa época. Em 2009, dei uma palestra em Joinville sobre Design de Serviços (talvez a primeira do Brasil sobre o tema) e conheci <a href="https://luisalt.com">Luis Alt</a>, que havia acabado de voltar da Espanha. Comentei com ele que ele era a segunda pessoa que eu encontrava no Brasil que conhecia bem o que era Design de Serviços. A outra pessoa era o <a href="http://www.tennypinheiro.com">Tennyson Pinheiro</a>. Logo depois, em 2010, os dois se encontraram e fundaram a <a href="http://www.liveworkstudio.com.br">LiveWork Brasil</a>&nbsp;e escreveram o livro <a href="https://books.google.com.br/books/about/Design_Thinking_Brasil.html?id=LVK5rS9WQxMC&amp;source=kp_book_description&amp;redir_esc=y">Design Thinking Brasil</a>, uma reflexão importante sobre o que funcionava no nosso contexto.</p>
<p>Design Thinking, a propósito, foi melhor introduzido no Brasil por Juliana Proserpio e Ricardo Ruffo, da <a href="https://echos.cc">Design Echos</a>. Eles tiveram a oportunidade de fazer um curso intensivo no <a href="https://hpi.de/en.html">Hasso-Plattner Institute</a>&nbsp;e voltaram ao Brasil cheio de ideias. A <a href="https://escoladesignthinking.echos.cc">Escola de Design Thinking</a>&nbsp;da Design Echos formou milhares de pessoas em competências básicas de design thinking, design de serviços e business design. Nessa linha do Design Thinking, destaco também a atuação da <a href="http://www.mjv.com.br">MJV</a>&nbsp;no cenário brasileiro.</p>
<p>De 2011 a 2015 eu fiquei longe da comunidade brasileira por conta do meu doutorado na Holanda, então não tenho como descrever bem os acontecimentos históricos da época. Só posso dizer que, quando voltei, só se fala no tal do ExU designer, enquanto que papéis e assuntos relacionados a Usabilidade e Arquitetura da Informação desapareceram do mapa. Consegui entender melhor esse cenário através do excelente podcast <a href="http://movimentoux.com">Movimento UX</a>, produzido por <a href="https://twitter.com/izabeladefatima">Izabela de Fátima</a>. Embora esteja focado na história de profissionais que se destacaram no mercado, esse podcast é a melhor fonte de informações sobre a história da experiência do usuário no Brasil que vi até agora.&nbsp;</p>
<p>Eu não vou descrever o que aconteceu de 2015 até 2018 porque ainda é uma história muito recente. O que posso dizer é que não acho que ExU está se tornando uma bolha. Vejo mais uma consolidação da prática profissional, porém, o termo ExU está ficando cada vez mais caduco para descrever o que fazemos. Hoje, profissionais dessa área trabalham facilitando processos de cocriação, gerenciado produtos e criando estratégias. Eu continuo preferindo usar o termo design de interação ao invés de ExU para minha atuação, porém, reconheço que sou um dos poucos que ainda usa. Acredito que a profissão ainda tem muita história pela frente, porém, acredito fortemente que o ExU Designer irá desaparecer.</p>
<p class="alerta"><strong>Atualização 1</strong>: O Podcast Itera Ideia gravou um episódio respondendo a essa provocação: <a href="https://medium.com/itera-ideia/itera-ideia-09-do-ux-ao-exu-uma-odisseia-no-brasil-ffd5e4f297fb">Do UX ao ExU: Uma Odisseia no Brasil</a>. O episódio traz também as visões de Caroline Leslie e Eduardo Agni sobre a história da profissão.</p>
<p class="alerta"><strong>Atualização 2</strong>: A DEXConf organizou uma mesa de discussão sobre este assunto, mediada pela Melina Alves, com a presença de Horácio Soares, Guilhermo Reis e eu. A gravação está <a href="https://open.spotify.com/episode/1tP0XHOETZDcANtBlc8F8p">no podcast da conferência</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_historia_da_experiencia_do_usuario_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Sat, 22 Sep 2018 18:21:18 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Pesquisa exploratória de oportunidades de inovação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_exploratoria_de_oportunidades_de_inovacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A abordagem da <a href="http://www.usabilidoido.com.br/inovacao_pelo_design.html">inovação pelo design</a> começa pela compreensão do <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">contexto humano da tecnologia</a>. A observação do comportamento humano no contexto revela as oportunidades de inovação. Embora seja possível descobrir oportunidades de inovação através da <a href="http://www.usabilidoido.com.br/inspiracao_para_projetar_interacoes.html">busca assistemática por inspiração</a>, é o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_estudo_etnografico_com_usuarios.html">estudo etnográfico</a> que está se consolidando como um método sistemático para encontrar oportunidades de inovação.</p><p>Um bom estudo etnográfico deveria durar alguns meses para gerar insights confiáveis. Entretanto, essa perspectiva de prazo ainda não encaixa com o ritmo da inovação, em especial, no mercado de tecnologia. As empresas buscam na inovação uma antecipação à concorrência. Portanto, os estudos etnográficos voltados ao design costumam durar semanas ou até mesmo alguns dias.</p>
<p>Na <a href="https://medium.com/apple-developer-academy-pucpr">Apple Developer Academy PUCPR</a>, tivemos uma aula rápida sobre como realizar um estudo etnográfico rápido.</p>
<iframe src="//www.slideshare.net/slideshow/embed_code/key/1HvDdPTAEPNrVR" style="border: 1px solid #CCC; border-width: 1px; margin-bottom: 5px; max-width: 100%;" width="595" height="485" scrolling="no" marginwidth="0" marginheight="0" frameborder="0" allowfullscreen=""> </iframe>

<p class="slides"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/slides/pesquisa_oportunidades_inovacao.pdf">Pesquisa exploratória de oportunidades de inovação</a> [PDF]</p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/pesquisa_exploratoria_bepid.mp3">Pesquisa exploratória de oportunidades de inovação</a> [MP3] 20 minutos </p>

<p>Pedimos que nossos estudantes utilizassem este método para explorar oportunidades de inovação no contexto da <a href="https://www.apple.com/tv/">Apple TV</a>. Nós queríamos que eles olhassem para os contextos atuais da Apple TV e também encontrassem outros contextos onde faria sentido ter uma Apple TV. Nessa fase, eles não deveriam pensar já na ideia do aplicativo que eles iriam construir, de modo a não criar uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/contradicoes_do_solucionismo_tecnologico.html">solução simplória</a> antes de compreender bem o problema.</p>
<p>Os estudantes entrevistaram seus parentes, amigos, lojistas, recepcionistas e outras pessoas em diversos contextos. Além disso, observaram o comportamento das pessoas em locais onde haviam televisões e onde poderiam haver televisões: casas, escolas, bares, restaurantes, lojas de varejo, hospitais e locais públicos. Enquanto entrevistavam e observavam, tomavam notas. Ensinei o método de <a href="http://corais.org/node/95419">observação expansiva</a> para enxergar o que não está óbvio, ou seja, o que está por trás das ações cotidianas.</p>
<img title="entrevistas_etnograficas_forbeck.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/entrevistas_etnograficas_forbeck.jpg" alt="Entrevistas etnograficas forbeck" width="700" height="456" border="0" />
<p>Diversos insights surgiram à partir das observações como, por exemplo, que a televisão cria um ambiente sonoro característico para cada espaço onde ela é repetidamente utilizada.</p>
<img title="etnografia_som_das_casas.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/etnografia_som_das_casas.jpg" alt="Etnografia som das casas" width="599" height="407" border="0" />
<p>As pesquisas etnográficas foram conduzidas individualmente, porém, antes de formar grupos para desenvolver o projeto de aplicativo para a Apple TV, todos compartilharam seus resultados com todos. Algumas conclusões compartilhadas entre os estudantes foram:</p>
<ul>
<li>O telespectador quer cada vez mais programar o seu próprio canal e escolher o que ver na televisão</li>
<li>A televisão não é mais assistida com toda a atenção, pois precisa disputar com outras mídias</li>
<li>A televisão cria um ambiente sonoro e visual propício para atividades individuais (como dormir) assim como para atividades coletivas (festa)</li>
<li>A televisão tem grande potencial para compartilhar conteúdos e realizar atividades em grupo</li>
</ul>
<p>O compartilhamento dessas conclusões gerou uma polinização cruzada entre os projetos. Todos os aplicativos exploraram esse potencial social da Apple TV como forma de inovar na App Store. Segue uma lista de aplicativos publicados na App Store.</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/us/app/musicmoods/id1288736713?mt=8"><img title="music_mood.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/music_mood.jpg" alt="Music mood" width="175" height="105" border="0" /></a>  <a href="https://itunes.apple.com/us/app/musicmoods/id1288736713?mt=8">Music Mood</a> é um player de música independente que se adequa ao seu humor e atividade.</p>
<p> <a href="https://itunes.apple.com/us/app/plot-whole/id1288946971?mt=8"><img title="plotwhole.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/plotwhole.jpg" alt="Plotwhole" width="175" height="105" border="0" /> Plot Whole</a> é um jogo para gerar histórias aleatórias à partir de personagens e incentivar as pessoas a contar histórias.</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/ao/app/vorstand/id1289119054?mt=8&amp;ign-mpt=uo%3D4"><img title="vorstand.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/vorstand.jpg" alt="Vorstand" width="175" height="105" border="0" /> Vorstand</a> é um jogo sobre alienígenas misteriosos que querem realizar experimentos psicológicos com grupos humanos.</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/us/app/alter-app/id1276146120?mt=8"><img title="alter.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/alter.jpg" alt="Alter" width="175" height="105" border="0" /> Alter</a> é uma experiência interativa para vários jogadores. O objetivo é refletir sobre a alteridade, ou seja, a capacidade de uma pessoa se deixar transformar por outra.</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/us/app/brisa/id1286895665?mt=8"><img title="brisa.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/brisa.jpg" alt="Brisa" width="175" height="105" border="0" /> Brisa</a> é uma experiência interativa para desenhar colaborativamente utilizando a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5xU_9Z1QV9E">Apple TV conectada num projetor</a>.</p>
<p><a href="https://itunes.apple.com/us/app/rogerio-virtual-pet-for-kids/id1277467572?mt=8"><img title="rogerio.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/rogerio.jpg" alt="Rogerio" width="175" height="105" border="0" /> Rogerio</a> é um animal de estimação virtual para incentivar crianças a terem hábitos mais saudáveis.</p>


<h3>Série</h3>
<p>Este episódio faz parte de uma série de aulas sobre pesquisa de experiências (ux research).</p>
<ol class="alerta">
<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_de_experiencias_no_mercado_e_na_academia.html">Pesquisa de experiências no mercado e na academia</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">O valor da pesquisa no Design de Interação</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/introducao_a_pesquisa_de_experiencias_ux_research.html">Introdução à pesquisa de experiências (UX Research)</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/planejando_pesquisas_de_experiencia_com_uxcards.html">Planejando pesquisas de experiência com UXCards</a></li>

<li><a href="http://www.usabilidoido.com.br/introducao_ao_uxframeworks_na_pesquisa_de_experiencias.html">Introdução ao UXFrameworks na pesquisa de experiências</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/problematizando_a_experiencia_do_usuario_exu.html">Problematizando a experiência do usuário (ExU)</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/fazendo_descobertas_na_pesquisa_de_experiencias.html">Fazendo descobertas na pesquisa de experiências</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_bibliografica_de_experiencias_desk_research.html">Pesquisa bibliográfica de experiências (desk research)</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_pesquisa_de_campo_em_design_de_interacao.html">Como fazer pesquisa de campo em design de interação</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_exploratoria_de_oportunidades_de_inovacao.html">Pesquisa exploratória de oportunidades de inovação</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/etnografia_no_design_com_teoria_da_atividade.html">Etnografia no design com Teoria da Atividade</a></li>

<li><a href="https://www.usabilidoido.com.br/o_papel_da_teoria_na_pesquisa_de_experiencias.html">O papel da teoria na pesquisa de experiências</a></li>
</ol><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_exploratoria_de_oportunidades_de_inovacao.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 21 Nov 2017 19:02:44 -0300</pubDate>


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<item>
<title>Reflexões sobre a WWDC 2017</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/reflexoes_sobre_a_wwdc_2017.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No início deste mês tive a oportunidade de participar da WWDC, a conferência dos desenvolvedores da Apple, a convite do BEPiD. O BEPiD da PUCPR foi o que mais teve estudantes agraciados com bolsa para participar do evento, em partes acredito, pelo <a href="http://www.usabilidoido.com.br/codificacao_criativa_no_bepid_pucpr.html">foco estratégico em codificação criativa</a> que adotamos para encarar o <a href="https://developer.apple.com/wwdc/scholarships/">desafio da Apple que concedia bolsas</a>. <p>Foi uma experiência muito intensa, que me ajudou primeiramente a compreender melhor o lugar e as pessoas que cultivam os valores por trás da Apple. Embora eu não goste muito da <a href="http://www.usabilidoido.com.br/priorizando_o_uso_na_cadeia_de_valor.html">política de responsabilidade social</a> da empresa, sou um usuário fiel das tecnologias Apple há muitos anos e, desde o início do ano, professor de design num curso voltado para estas tecnologias.</p>
<p>Observar como a Apple trata seus desenvolvedores foi revelador. Do momento do registro até a partida da conferência, tudo é fluido e organizado, tal como os aplicativos desenvolvidos pela própria Apple. Eu duvidei que o wi-fi fosse funcionar para os mais de 5.000 participantes, mas lá estava eu conectado na <a href="https://www.apple.com/apple-events/june-2017/">keynote de abertura com o CEO Tim Cook</a>.</p>
<img title="wwdc_keynote2017.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/wwdc_keynote2017.jpg" alt="Wwdc keynote2017" width="598" height="217" border="0" />
<p>O tema visual da conferência enfatizava o encontro de pessoas de todos os tipos, cores de pele e condições físicas. Isso me surpreendeu, uma vez que a Apple é conhecida no Brasil como uma marca voltada para as elites. Os produtos Apple são utilizados muitas vezes justamente para marcar a distinção entre a elite que pode comprar tais produtos e o resto da população que não pode.</p>
<p>Diversas ações durante a conferência demonstraram uma intenção da Apple em dissociar-se do elitismo. Um dos temas mais discutidos nas apresentações, por exemplo, foi acessibilidade. Apesar da tela touchscreen ser menos acessível do que um teclado físico, o iPhone tem sido a escolha preferida de deficientes visuais devido ao excelente ledor de tela embutido no sistema operacional (VoiceOver). Este oferece também a possibilidade de controle através de botões físicos externos, habilitando o uso para deficientes motores. Apesar de ainda limitada, a Siri também ajuda os deficientes motores e visuais com a opção de comando por voz.</p>
<img title="DBidTQMXcAAcovu.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/DBidTQMXcAAcovu.jpg" alt="DBidTQMXcAAcovu" width="599" height="337" border="0" />
<p>A visão da Apple é que o <a href="https://developer.apple.com/videos/play/wwdc2017/806/">investimento em acessibilidade beneficia a todos os usuários</a>, pois as opções de acessibilidade conferem maior flexibilidade para todos os usuários. A API de acessibilidade do iOS oferece diversas opções para adaptar o conteúdo de um aplicativo de acordo com as opções de acessibilidade globais do usuário, tais como texto maior, alto contraste, zoom e legendas.</p>
<p>A <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8sLv3xmgGYc">entrevista com Michelle Obama</a> também foi um momento de refletir sobre o desafio cultural de inclusão de mulheres no setor de Tecnologia da Informação. Michelle afirmou que não adianta criar programa de cotas e incentivos para mulheres adultas; o que vai fazer a diferença é estimular as crianças desde cedo a se interessar pela tecnologia. Além deste problema, Michelle convocou os desenvolvedores da Apple a utilizar seus recursos para encarar outros grandes problemas sociais.</p>
<img title="michelle_obama.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/michelle_obama.jpg" alt="Michelle obama" width="599" height="587" border="0" />
<p>O programa BEPiD em si já é uma ação nesse sentido. A Apple estimula os estudantes a criar aplicativos que façam a diferença numa comunidade. No primeiro projeto em grupo este ano, nossos estudantes desenvolveram diversos aplicativos com viés social e ambiental. Esse viés não é obrigatório, mas uma escolha que muitos estudantes fazem.</p>
<div style="position: relative; height: 0; padding-bottom: 56.25%;"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/videoseries?list=PL9tgFFr71mw0P7T9OgQdUrXI1vKuUgkga&amp;controls=0?ecver=2" style="position: absolute; width: 100%; height: 100%; left: 0;" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe></div>
<p>Apesar de eu ser um homem branco privilegiado, eu costumo me sentir excluído em conferências devido à minha dieta vegetariana. Na WWDC, havia opções excelentes de almoço para vegetarianos, veganos e celíacos, com a descrição de todos os ingredientes para verificação.</p>
<img title="wwdc_food.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/wwdc_food.jpg" alt="Wwdc food" width="599" height="200" border="0" />
<p>Apesar do esforço da Apple para incluir pessoas diferentes, haviam poucos negros, mulheres e latinos na conferência. Um dos motivos para isso é que essas pessoas costumam também ser excluídas economicamente da sociedade, a tal ponto que elas não conseguem bancar os custos elevados para se tornar desenvolvedores da Apple. Além de ser necessário acesso ao hardware caro da Apple, é necessário também pagar uma taxa anual de U$ 99 para publicar aplicativos na App Store. O ingresso da própria WWDC custou U$ 1599. Para quem pode pagar, vale o preço, mas é mais um fator de exclusão. </p>
<p>Uma das ações da Apple para reverter este cenário foi o lançamento do aplicativo gratuito Swift Playgrounds para iPad. Com ele, estudantes podem aprender a programar com um hardware mais em conta. Alguns dos <a href="http://www.usabilidoido.com.br/codificacao_criativa_no_bepid_pucpr.html">projetos selecionados pelos nossos estudantes</a> utilizaram justamente esta plataforma. A novidade da WWDC é que esse aplicativo agora pode ser utilizado para controlar dispositivos externos, como o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/prototipacao_de_produtos_com_lego_mindstorms.html">kit de robótica Lego Mindstorms</a>.</p>
<img title="swift_playgrounds_robots_full.jpg.og.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/swift_playgrounds_robots_full.jpg.og.jpg" alt="Swift playgrounds robots full jpg og" width="599" height="594" border="0" />
<p>Essa conexão com dispositivos externos está ligada à abertura oficial do <a href="https://developer.apple.com/homekit/">HomeKit</a> para conexão com dispositivos sem certificação Apple. Isso significa que qualquer desenvolvedor agora pode prototipar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/muito_alem_da_geladeira_internet_das_coisas_e_design_de_interacao.html">Internet das Coisas</a> com Arduino, Raspberry Pi ou qualquer plataforma que implemente os protocolos do HomeKit. </p>
<img title="apple-homepod.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/apple-homepod.jpg" alt="Apple homepod" width="598" height="337" border="0" />
<p>O preview do <a href="https://www.apple.com/homepod/">HomePod</a> (um alto-falante) mostrado durante a conferência é indício de que os <em>smart appliances</em> seriam a nova fronteira de competição para a Apple. Com ele, a Apple mostra que para fazer Internet das Coisas bem feita não é suficiente <a href="https://weputachipinit.tumblr.com">acrescentar um chip no dispositivo</a>. É preciso oferecer uma experiência realmente valiosa. Na minha opinião, umas das intenções da Apple com o HomePod é estimular o desenvolvimento de <em>smart appliances</em> bem projetados.</p>
<p>Ao entrar no ecossistema de desenvolvimento da Apple, os desenvolvedores tem acesso à novíssima API de <em>machine learning</em> da Apple, o <a href="https://developer.apple.com/documentation/coreml">CoreML</a>. Com ela, é possível criar aplicativos que identificam padrões em dados desestruturados, tais como a imagem da câmera, textos e sensores sem gastar muitos recursos. Isso permite criar <em>smart appliances</em> com funções básicas de inteligência artificial.</p>
<img title="ARKit-iOS-11-Apple-Demo.png" src="http://www.usabilidoido.com.br/`/ARKit-iOS-11-Apple-Demo.png" alt="ARKit iOS 11 Apple Demo" width="599" height="338" border="0" />
<p>Por fim, não poderia deixar de mencionar o <a href="https://developer.apple.com/arkit/">kit de realidade aumentada</a>, que deve criar uma coqueluche de jogos e aplicativos que acrescentam objetos virtuais no visor da câmera. Eu vejo grande potencial para aplicativos que utilizem este recurso para questionar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/surrealidade_e_realidade_aumentada.html">o que conta como realidade</a> em nossa sociedade atual.</p>
<p>Participar do evento foi uma excelente chance para ver a amplitude dos diversos lançamentos da Apple em primeira mão, além de compreender mais a relação que cultiva com sua rede de desenvolvedores. De volta ao Brasil, o desafio agora é experimentar os novos recursos com nossos estudantes do BEPiD.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/reflexoes_sobre_a_wwdc_2017.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 21:08:43 -0300</pubDate>



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<title>Quatro maneiras de integrar design em empresas</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/quatro_maneiras_de_integrar_design_em_empresas.html</link>
<description><![CDATA[
<p>As empresas de tecnologia começaram a investir em design há alguns anos, porém ainda menos do que empresas de outros setores. Isso porque ainda existe nesse setor uma dúvida se design seria realmente necessário.</p>
<p>Minha opinião é de que mesmo que a empresa não invista em design, ela já está fazendo design. Design é inerente a qualquer produto ou serviço, porém, design pode ser de alta ou baixa qualidade.</p><p>Nem toda empresa precisa de design de alta qualidade, por isso, costumo explicar para empresas de tecnologia da informação que existem quatro maneiras de integrar design.</p>
<p>Para simplificar minha explicação, vou utilizar <a href="http://www.karelia.com/mac_indie_marketing/the_three-legged_stool.html">o modelo banqueta do Donald Norman</a> sobre os pilares fundamentais de um produto: marketing, engenharia e design. Essas áreas costumam ter nomes diferentes e, por vezes, são atribuições de uma única pessoa. A distinção é necessária para mostrar os desequilíbrios na banqueta que poderiam fazer o produto cair no chão.</p>
<h2>Design implícito</h2>
<p>Não existe um profissional dedicado a fazer design nem tampouco uma fase de projeto. O produto é desenvolvido por ciclos consecutivos de engenharia e marketing. A engenharia inventa uma tecnologia e o marketing dá um jeito de encontrar um mercado para vendê-la. Se o marketing falhar, ainda é possível adaptar ou criar outra tecnologia até que a grana acabe. <strong>Tentativa e erro.</strong></p>
<img title="integracao_design0.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//integracao_design0.png" border="0" alt="Integracao design0" width="857" height="160" />
<p>O grande risco aqui é criar uma tecnologia que ninguém precisa ou deseja ter. A maioria das empresas de tecnologia da informação (e startups) começam assim e algumas tantas acabam fechando antes de criar uma base de clientes. Assim que a tecnologia fica disponível para comercialização, outras empresas entram no mercado com cópias melhoradas, principalmente, no design. As poucas empresas que sobrevivem são aquelas que integram design de maneira explícita.</p>
<h2>Design como embelezamento</h2>
<p>Design bonito vende, chama a atenção e faz o cliente escolher um produto apenas pela sua aparência. Só depois de usar é que o cliente percebe que a usabilidade é ruim, porém, ainda assim é possível que a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_percebida_e_o_que_importa.html">usabilidade percebida seja maior do que a usabilidade real</a>.</p>
<p>O design aparece na última etapa de desenvolvimento, sem liberdade alguma para mudar o produto. Geralmente o design é feito por um designer profissional, o "artista da empresa" ou por uma agência terceirizada, em ambos os casos, comandados pelo marketing. <strong>Cabe ao designer "pintar a caixa do produto"</strong> e, se tiver alguma sugestão de mudança do produto, talvez esta seja colocada no backlog para uma próxima versão do produto.</p>
<img title="integracao_design1.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//integracao_design1.png" border="0" alt="Integracao design1" width="855" height="236" />
<p>Essa maneira de integrar design é a mais comum hoje nas empresas de tecnologia da informação e, por mais que os designers reclamem, ela funciona. Design tem esse poder de fazer as pessoas desejarem coisas que elas não precisam. Porém, são perdidas as oportunidades de inovar pelo design.</p>
<h2>Design como inovação</h2>
<p>Quando a empresa reconhece que design pode ser um diferencial de mercado, ela contrata designers para trabalhar no projeto desde o começo ou até mesmo antes de haver um projeto. Isso significa que o designer é responsável por <strong>identificar oportunidades de inovação</strong> e criar produtos e serviços. Só depois é que o marketing e a engenharia entram em peso.</p>
<img title="integracao_design2.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//integracao_design2.png" border="0" alt="Integracao design2" width="859" height="239" />
<p>Essa é novidade do momento no setor de tecnologia da informação. Algumas pessoas defendem que <a href="http://bokardo.com/archives/the-golden-age-of-design-in-startups/">startups precisam ser lideradas por designers</a> para que isso aconteça. Outras acreditam que o modelo de agência de inovação externa ou interna é mais interessante, devido à sua independência. O fato é que o design como inovação termina no momento em que o produto é concebido e raramente acompanha seu desenvolvimento e uso.</p>
<h2>Design como estratégia</h2>
<p>Esse é o grau de integração mais difícil de atingir. É quando <strong>todas as pessoas da empresa valorizam o design</strong> e estão conscientes do impacto de seu trabalho no design dos produtos e serviços. Em outras palavras, a empresa cultiva design como um dos valores essenciais de sua cultura coorporativa e branding.</p>
<img title="integracao_design3.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//integracao_design3.png" border="0" alt="Integracao design3" width="859" height="235" />
<p>O investimento necessário para atingir tal nível é enorme. A empresa precisa ser muito criteriosa na seleção de seus empregados, na contratação de terceiros e na compra de produtos e serviços, sempre selecionando aqueles que valorizam design. O retorno vem a longo prazo, mas <a href="http://247wallst.com/technology-3/2015/10/25/apple-most-profitable-company-on-earth/">em grandes somas</a>.</p>
<h2>O caso da Microsoft</h2>
<p>Ao contrário da concorrente Apple, a Microsoft não nasceu com uma cultura orientada ao design. Porém, a empresa está fazendo um <a href="http://www.microsoft.com/en-us/design/">esforço magnífico para valorizar o design internamente</a>. Utilizarei como exemplo a história de alguns dos produtos mais conhecidos da empresa.</p>
<p>Até a versão XP, a interface do Microsoft Word era desenvolvida à partir da capacidade técnica dos times de engenharia. Cada vez que alguém criava uma nova funcionalidade, havia uma disputa para colocar um botão visível na tela. A solução encontrada pelos designers para  não colocar coisa demais na tela e ao mesmo tempo permitir que o trabalho do engenheiro seja encontrado foi estender as barras de ferramentas. Chegou ao ponto de que se você abrisse todas as barras de ferramentas, praticamente não sobrava espaço para o texto, que é a finalidade principal do software!</p>
<img title="office_xp.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//office_xp.jpg" border="0" alt="Office xp" width="597" height="503" />
<p>Os designers da empresa sabiam do problema e reclamavam, mas não tinham poder para projetar essa parte macro do software, apenas desenhavam os ícones. No design implícito, <strong>o produto costuma evoluir como um frankestein de funcionalidades</strong>, sem uma visão clara de propósito.</p>
<p>Na mesma época, a Microsoft estava também desenvolvendo o Windows Vista, que sucederia o Windows XP. O Windows XP foi uma das versões mais estáveis e bem aceitas pelos usuários e seria difícil convencer os usuários a fazerem upgrade do sistema operacional. Sabendo disso, a Microsoft montou um time de designers para tornar o Windows Vista bonito depois que estava quase pronto. O máximo que os designers conseguiram foi criar efeitos especiais e animações que colocavam o Windows em pé de igualdade com o OSX da Apple. Isso no quesito visual, porque no quesito usabilidade, o Vista conseguia ser pior do que o XP. Devido à essa desvantagem, muitos usuários preferiram fazer downgrade depois de tentar o Vista.</p>
<img title="windows-vista-3.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//windows-vista-3.jpg" border="0" alt="Windows vista 3" width="700" height="437" />
<p>Insatisfeitos com esse resultado, um grupo de designers que trabalharam no Vista e no Internet Explorer se uniram para demandar maior participação no início do projeto. Nessa época, a empresa já havia nomeado <a href="http://www.billbuxton.com/">Bill Buxton</a> como Vice Presidente de Design da empresa e a demanda foi acolhida. O primeiro projeto liderado por designers seria o Microsoft Office 2007.</p>
<p>A primeira decisão feita em conjunto com o time de desenvolvimento é que o Office seria repensado do zero à partir dos hábitos dos usuários. Os designers fizeram diversos estudos em laboratório e em postos de trabalho para ver como as pessoas utilizavam o Office. As propostas de novas interações foram se desenvolvendo de maneira colaborativa entre usuários, designers e engenheiros. O processo de design está todo documentado no <a href="http://blogs.msdn.com/b/jensenh/">blog de Jensen Harris</a>.</p>
<img title="microsoft-office-2007.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//microsoft-office-2007.jpg" border="0" alt="Microsoft office 2007" width="770" height="467" />
<p>A ribbon, elemento de interface que substitui as barras de ferramentas, pode ser considerada a maior inovação desse projeto. Depois de implementada no Office 2007, diversos softwares copiaram o elemento e hoje ele é um <a href="http://quince.infragistics.com/Patterns/Ribbon.aspx">padrão de interação no ambiente Windows</a>. Apesar de ter enfrentado grande resistência por parte dos usuários no começo, o Office 2007 pode ser considerado um grande sucesso de design como inovação.</p>
<p>Ao perceber o resultado, a Microsoft começou a investir mais e mais em design. Lançou um versão do seu sistema operacional para dispositivos móveis completamente diferente da desktop e dos sistemas concorrentes. Eu particularmente acho que é o primeiro sistema operacional realmente focado no uso móvel, apesar de ainda não ser muito popular. Ele foi também pioneiro do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Flat_design">flat design</a> (visual sem firulas) que iria se espalhar alguns anos depois pelo Android e pelo iOS.</p>
<img title="Microsoft-Surface-2.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//Microsoft-Surface-2.jpg" border="0" alt="Microsoft Surface 2" width="818" height="525" />
<p>A Microsoft arriscou em tentar essa mesma interface móvel em computadores desktop no Windows 8, o que acabou se mostrando um passo maior do que a perna. Entretanto, a tablet criada para rodar esse sistema entrou para a lista dos gadgets mais desejados. A tecnologia de escrita com stylus que a Microsoft estava desenvolvendo desde o começo dos anos 2000 finalmente se tornou sexy com a Microsoft Surface. O risco de perder mercado fez a Apple comer o próprio chapéu e lançar uma tablet com <a href="http://www.apple.com/apple-pencil/">caneta stylus</a>, mesmo após Steve Jobs dizer que isso seria uma ideia muito estúpida no lançamento do primeiro iPhone.</p>
<p>Essa liderança relativa da Microsoft é sinal de que a empresa está finalmente chegando ao patamar de design como estratégia. Apesar da Apple manter o culto do design de tirar o fôlego, eu não vejo mais as inovações em interações que caracterizaram a empresa na época de Jobs. Por isso, hoje eu fico bem mais empolgado em ver o que a Microsoft está fazendo do que o que a Apple está fazendo.</p>
<p>E você? Concorda com minha análise? Como o design está integrado na sua empresa e como você acha que deveria estar? Compartilhe nos comentários.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/quatro_maneiras_de_integrar_design_em_empresas.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 28 Dec 2015 14:32:32 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br//tres_pilares_produto_norman.png" />


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<title>Priorizando o uso na cadeia de valor</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/priorizando_o_uso_na_cadeia_de_valor.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na minha pesquisa de doutorado fiz uma importante descoberta: <strong>os problemas de usabilidade tem sua origem na divisão do trabalho</strong>. O que uma coisa tem a ver com a outra? A explicação convencional para os problemas de usabilidade diz que os desenvolvedores focalizam a tecnologia ao invés do usuário. Pois bem, minha descoberta não nega esse foco, mas explica o porquê.</p>  
<p>Desenvolvedores não focalizam a tecnologia porque são pessoas anti-sociais, viciados em tecnologia, ou ignorantes.<strong> </strong>Desenvolvedores focalizam a tecnologia porque a sociedade espera isso deles. Em nossa sociedade, o valor de troca atribuído à tecnologia é muito grande. Se o desenvolvedor domina uma tecnologia de interesse à sociedade, ele recebe em troca um bom salário. As pessoas pagam pela tecnologia mesmo que ela não proporcione um valor de uso pois este não pode ser previsto antes da venda. </p> <p>O valor de uso é apenas uma promessa antes da venda. Diferente do valor de troca, ele não pode ser quantificado. Embora as pessoas possam pagar a mais por uma promessa de valor de uso convincente, o valor pago será sempre um valor de troca, não de uso. Se a pessoa não conseguir usar a tecnologia, o valor de troca continuará o mesmo e o valor de uso será nulo. O contrário também é possível: que o valor de uso seja muito maior do que o esperado. </p>  

<p>Em ambos os casos, esse valor de uso não poderá ser utilizado para trocar a tecnologia por outra. <strong>Em nossa sociedade, as pessoas pagam o valor de mercado, não o valor de uso, já que esse é muito específico e difícil de comparar. </strong>Não dá pra quantificar em dinheiro a relação afetiva que a tecnologia permite manter à distância, por exemplo. É possível quantificar quantas <a href="https://www.youtube.com/watch?v=O94kYyzqvTc&amp;x-yt-ts=1422327029&amp;x-yt-cl=84838260">as horas de trabalho assalariado que uma tecnologia faz uma empresa perder</a>, porém, a partir do momento em que se quantifica já vira um valor de troca, não de uso. </p>  <p>A capacidade de uma tecnologia em economizar tempo não implica necessariamente num maior valor de uso, já que este é apenas um dos aspectos em jogo. Em alguns casos, reduzir o tempo de uso pode aumentar a incidência de erros de julgamento. Exemplo: a pessoa clica tão rápido nos botões que acaba causando um desastre. O valor de uso não pode ser quantificado; o que pode ser feito é transformar um aspecto do valor de uso em valor de troca.</p>

  <p>Mas o que isso tem a ver com a divisão do trabalho? A divisão do trabalho implica numa série de trocas antes que o produto seja vendido ou entregue ao usuário. O gerente de projetos passa o briefing ao designer, o designer cria uma interface e repassa ao desenvolvedor, o desenvolvedor envia o código para um analista de qualidade e assim por diante. Em cada uma dessas trocas, o valor de troca e de uso do produto é alterado, para mais ou para menos. Quando essa troca acontece entre empresas, por exemplo pela entrega de um fornecedor, o impacto é ainda maior.</p>  <p>Na gestão empresarial isso é chamado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cadeia_de_valor">cadeia de valor</a>. Na animação abaixo, o Walmart utiliza esse conceito para mostrar como a empresa procura priorizar a sustentabilidade nas trocas efetuadas como fornecedores e consumidores.</p> <iframe height="360" src="//www.youtube.com/embed/uELtp9gM_7U" frameborder="0" width="640" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>  <p>Trago esse exemplo de varejo pois as empresas de tecnologia não estão acompanhando o movimento crescente de considerar a cadeia de valor fora de sua própria organização, incluindo valores não monetários como a qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade social. Estes valores de uso estão sendo cada vez mais priorizados no mercado de consumo, porém, as empresas de tecnologia ainda não perceberam como se encaixar nessa tendência.</p>  <p>Vejamos o exemplo da Apple, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Antigamente ela era conhecida como a empresa que fabricava os equipamentos mais duráveis, tanto do ponto de vista de hardware quanto de software. Os equipamentos Apple ficavam obsoletos muito tempo depois dos competidores, uma característica de sustentabilidade. Hoje em dia, <a href="https://macmagazine.com.br/2014/04/25/apple-brasil-e-condenada-em-processo-que-a-acusa-de-ter-feito-obsolescencia-programada-com-o-iphone-3g/">a Apple faz o equipamento ficar obsoleto todo ano</a>, com atualizações automáticas de sistemas operacionais cada vez mais pesados. A produção acelerada de novos equipamentos tem um impacto gigantesco não só <a href="https://www.apple.com/environment/reports/">no meio ambiente</a>, mas também na qualidade de vida dos <a href="http://www.bbc.com/news/business-30532463">trabalhadores das fábricas chinesas</a>.</p>  <p><strong>A Apple transformou a usabilidade de seus produtos num valor de troca</strong>, numa imagem que é utilizada para vender mais e mais equipamentos. As pessoas pagam mais caro pelos produtos Apple do que pelos concorrentes porque acreditam que terá um maior valor de uso. De fato, a usabilidade dos produtos Apple ainda é superior, mas esse é apenas um dos aspectos do valor de uso. A qualidade de vida, a sustentabilidade e a responsabilidade social são deixadas em segundo plano. O animação <a href="https://vimeo.com/79695097">iDiots</a> deixa isso muito claro.</p> <iframe height="361" src="//player.vimeo.com/video/79695097?color=ff9933&amp;title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="640" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe>  <p>O que acontece com a Apple e com a maioria das empresas de tecnologia é que o valor de uso não é prioridade na cadeia de valor. O foco é no valor de troca, ou seja, em trocar a tecnologia por alguma outra coisa que interessa à empresa o mais rápido possível. Dinheiro, poder, conhecimento, fama e outras tecnologias são algumas das coisas equiparadas ao valor de troca. </p>  <p><strong>Quando a cadeia de valor é orientada à troca e não ao uso, a divisão do trabalho se torna extremamente competitiva. </strong>Cada profissional ou empresa busca receber o máximo pelo seu trabalho, mesmo que para isso seja preciso comprometer o valor de uso. Como o valor de uso não é considerado, o foco fica sendo na entrega, não na qualidade do produto. O profissional faz o que é solicitado e nada mais. Não existe um interesse em superar as expectativas a não ser que haja um incentivo na troca -- bônus financeiro ou cargo de chefia. O valor de uso não é prioridade para o profissional porque ele não precisará utilizar o resultado de seu trabalho. O profissional não sabe nem como será utilizado o seu trabalho! Quem se importa?</p>  <p>Numa tentativa de reverter esse processo, <strong>as empresas contratam profissionais especializados em experiência do usuário (ExU).</strong> Esse profissional é responsável por conectar equipes de desenvolvimento com produção gráfica, clientes com usuários. Enfim, fazer o meio de campo onde o valor de uso é disputado. De maneira ingênua, a empresa piora ainda mais a contradição. O profissional de ExU é pago para garantir certos aspectos do valor de uso -- usabilidade principalmente. Como todos os demais profissionais, ele almeja o valor de troca, com a diferença de estar ligado diretamente ao usuário. Ele não foca no valor de uso por ser uma pessoa comunicativa da mesma maneira que o desenvolvedor não foca na tecnologia por ser introvertido.</p>  <p>O gráfico abaixo mostra como o salário do designer de interação se manteve sempre alto no <a href="http://www.coroflot.com/designsalaryguide">ranking dos Estados Unidos de todas as profissões de design</a>. </p> <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/6ac8792f80f0_9E77/image_4.png"><img style="display: inline" title="image" alt="image" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/6ac8792f80f0_9E77/image_thumb_1.png" width="687" height="335" /></a>   <p>Mas então, como priorizar o valor de uso na cadeia de valor? Minha primeira recomendação é a seguinte: <strong>faça os profissionais utilizarem o resultado de seu trabalho</strong>. Utilizar mesmo, não testar eventualmente. Os profissionais começam a valorizar o uso quando dependem da tecnologia que produzem para fazer alguma coisa de seu interesse. </p>  <p>Isso implica numa mudança radical na divisão do trabalho e na estratégia da empresa. Ao invés da empresa e seus profissionais focalizarem em desenvolver tecnologias para terceiros, eles desenvolvem em primeiro lugar para si mesmos. Se o produto é útil para eles, a chance é maior de que será útil também a outros. Num <a href="http://www.webgoal.com.br/inovacao-na-webgoal/">projeto de priorização do valor de uso na Webgoal</a>, desenvolvi uma ferramenta simples para visualizar essa possibilidade: <a href="http://funfairphoto.tumblr.com/post/22321194194/processos-e-negocios-aula-de-reposicao">o diagrama ROI X tesão</a>. </p> <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/6ac8792f80f0_9E77/roi_tesao_2.jpg"><img style="display: inline" title="roi_tesao" alt="roi_tesao" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/6ac8792f80f0_9E77/roi_tesao_thumb.jpg" width="530" height="239" /></a>   <p>Esse conselho parece ir contra a proposta de design centrado no usuário. Sim, a proposta é fazer <a href="http://www.gonzatto.com/design-livre-processo-aberto/">design centrado em nós</a>, como sugeriu o Rodrigo Gonzatto. Quem era chamado de usuário passa a ser parte do "nós", parte de uma comunidade de cocriação de valor. <strong>A cocriação é a alternativa à troca na divisão do trabalho.</strong> Ao invés de trocar um produto pronto, a cocriação convida as pessoas interessadas a construir algo em conjunto, algo que terá valor de uso para todos os envolvidos. </p>  <p>Isso já acontece de certa maneira dentro das empresas <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_e_criacao_coletiva.html">quando as equipes trabalham colaborativamente</a>. O valor de uso é temporariamente priorizado enquanto todos os profissionais estão engajados e não só os especialistas no assunto. Porém, ainda assim, se a estratégia da empresa é gerar valor de uso internamente e converter em valor de troca para o mercado, o valor de uso em todos os seus aspectos não será preservado. O oposto dessa estratégia é a minha segunda recomendação: <a href="http://www.inovacaoeestrategia.com.br/2010/05/um-video-muito-bom-sobre-o-futuro-da/">estender a cocriação para fora das fronteiras da empresa</a>.</p>  <p>Minha pesquisa de doutorado aponta para o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_e_design_participativo.html">design participativo</a> como uma maneira de priorizar o valor de uso, tanto dentro quanto fora da empresa. Os profissionais dentro e de fora da empresa criam e usam os protótipos da tecnologia juntos e os resultados são compartilhados entre todos. Além da influência sobre as capacidades da tecnologia, os participantes recebem algo ainda mais valioso: conhecimento. Ao invés de conhecer apenas a parte que lhe cabe, seja especialidade de desenvolvimento ou de uso, o participante adquire um conhecimento holístico sobre a tecnologia, seu contexto e possibilidades de uso e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_orientado_a_gambiarras.html">adaptação</a>. </p>

  <p>Quando as pessoas trabalham focalizadas em gerar valor de uso, a competição entre elas diminui. <strong>Os incentivos financeiros se tornam secundários para motivar as pessoas a participar.</strong> As pessoas participam porque sabem que a tecnologia que estão construindo juntas será realmente útil e agradável na vida delas e de outras pessoas que elas se importam. Esse valor de uso não tem preço, mas pode implicar num alto valor de troca. Quando a tecnologia é avaliada, a comunidade de desenvolvedores e usuários faz peso na balança. Isso porque, devido à sua diversidade, ela não prioriza apenas um aspecto do valor de uso (usabilidade), mas também a qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade social. </p>  <p>Um exemplo que todo mundo já experimentou é a organização colaborativa de festas e presentes de aniversário dentro de uma empressa. Os profissionais colaboram muito mais do que no dia-a-dia porque o valor de uso é a prioridade. Todo mundo dá seu pitaco e ninguém censura ninguém, do contrário a festa acaba na hora. O ponto é justamente aproveitar a organização da festa tanto quanto a própria festa.</p>  <p>Priorizar o uso na cadeia de valor é um dos grandes desafios não só para as empresas que trabalham com tecnologia mas também para os profissionais que lutam pela questão do usuário dentro das empresas. Esse desafio é urgente em mercados saturados, em que <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_o_mercado_de_tecnologia_evolui.html">a inovação qualitativa está prestes a superar a inovação quantitativa</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/priorizando_o_uso_na_cadeia_de_valor.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 12:20:39 -0300</pubDate>


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<title>Cultura maker: quando o fundo de quintal vira vitrine</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/cultura_maker_quando_o_fundo_de_quintal_vira_vitrine.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Semana passada estive na <a href="http://www.makerfairerome.eu/">Maker Faire in Roma</a>, a primeira edição completa organizada fora dos Estados Unidos. Eu esperava algo bem pequeno, mas quando vi o prédio onde seria o evento já percebi que algo muito importante estava acontecendo. </p>  <p>O Palazzo dei Congressi é um dos prédios construídos por Mussolini para abrigar uma feira internacional que nunca aconteceu devido à Segunda Guerra Mundial. A feira tinha o objetivo, dentre outros, de mostrar a produtividade industrial do regime fascista. </p>  
<p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/palazzi_dei_congressi_maker_faire_2.jpg"><img style="display: inline" title="palazzi_dei_congressi_maker_faire" alt="palazzi_dei_congressi_maker_faire" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/palazzi_dei_congressi_maker_faire_thumb.jpg" width="599" height="416" /></a></p>  <p>70 anos depois, a Maker Faire mostrou a produtividade da cultura maker em toda a Europa. Mais de 200 grupos expuseram na feira suas criações de fundo de quintal. Brinquedos, impressoras, instrumentos musicais, e robôs, fabricados em casa ou em pequenos escritórios, com materiais de baixo custo e tecnologias de produção simples. </p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1235.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1235" alt="IMG_1235" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1235_thumb.jpg" width="454" height="344" /></a></p>  <p>Bicicleta com quadro de madeira.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1221.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1221" alt="IMG_1221" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1221_thumb.jpg" width="366" height="393" /></a></p>  <p>Scanner de objetos em 3 dimensões feito com webcam e feixe de laser simples.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1224.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1224" alt="IMG_1224" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1224_thumb.jpg" width="548" height="412" /></a></p>  <p>Luva de realidade virtual baseada em Arduino e sensores de flexão.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1247.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1247" alt="IMG_1247" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1247_thumb.jpg" width="420" height="552" /></a></p>  <p>Balão metereológico baseado em Arduino e gás hélio.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1252.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1252" alt="IMG_1252" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1252_thumb.jpg" width="268" height="356" /></a></p>  <p>Almofada que responde ao usuário com grunhidos e vibração.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1258.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1258" alt="IMG_1258" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1258_thumb.jpg" width="365" height="485" /></a></p>  <p>Instrumentos musicais costurados em tecido.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1256.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1256" alt="IMG_1256" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1256_thumb.jpg" width="531" height="400" /></a></p>  <p>Jogo de tabuleiro baseado em sensor de ondas cerebrais plugado numa Arduino.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1232.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1232" alt="IMG_1232" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1232_thumb.jpg" width="535" height="403" /></a></p>  <p>Sequestrado de carbono baseado em cultura de algas.</p>  <p>Esses foram alguns dos projetos que eu consegui ver e falar com os makers, porém, muitos não dava nem pra chegar perto, pois a feira estava lotada! A visitação foi massiva. A foto abaixo é de um dos 10 pavilhões, todos apinhados de crianças e adultos querendo saber como é que o sujeito fez aquela coisa.</p>  <p><a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1248.jpg"><img style="display: inline" title="IMG_1248" alt="IMG_1248" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/4193412b82b1_E0A0/IMG_1248_thumb.jpg" width="603" height="454" /></a></p>  <p>Chris Anderson, anuncia no livro Makers (<a href="http://www.submarino.com.br/produto/112408983/livro-a-nova-revolucao-industrial/?franq=AFL-03-26957">disponível em português</a>) que estamos presenciando uma nova revolução industrial. O que hoje é uma brincadeira de hobbistas pode virar no futuro um modo de produção generalizado. Ao invés de comprar produtos industrializados, as pessoas iriam fabricar o que precisam em suas casas ou em birôs de fabricação próximos à sua casa. </p>  <p>Na minha opinião, o movimento ainda não adquiriu as características de um sistema de produção global que justifique chamar de revolução. A sustentabilidade ainda é uma grande incógnita, tanto do ponto de vista econômico quanto do <a href="http://fredvanamstel.com/blog/open-design-and-weapons-of-mass-destruction">ponto de vista ambiental</a>. Porém, acredito que terá grande relevância para as futuras gerações.</p>  <p>Hoje um dos grandes desafios do atual sistema produtivo é a formação de mão-de-obra técnica e, ao mesmo tempo, criativa. A cultura maker cria motivação para desenvolver essas habilidades durante o tempo ocioso. Ela cria uma ponte produtiva entre o mundo do trabalho e o mundo da vida pessoal. Os produtos feitos pelos makers podem não ser úteis, mas o processo de produção gera um conhecimento muito mais precisoso que o próprio produto. No mercado de trabalho, isso é um grande diferencial.</p>  <p>Os pais que já sacaram isso estão imergindo seus filhos na cultura maker. Meu filho, por exemplo, já brinca com <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_ensinar_uma_crianca_a_programar_com_scratch.html">Scratch</a> e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arduino_para_hackers_iniciantes.html">Arduino</a>. Na Maker Faire, vi dezenas de crianças como ele. Os europeus vêm na cultura maker uma aposta para superar as contradições do sistema produtivo atual, que levou a maior parte das fábricas (e empregos) para a China. Eu acredito que a cultura maker tem maior potencial em transformar os hábitos de consumo, de uma perspectiva passiva e desinformada, para uma perspectiva consciente e engajada. </p> <cite>Este post foi publicado originalmente no <a href="http://designlivre.org/cultura-maker-quando-o-fundo-de-quintal-vira-vitrine/">site DesignLivre.org</a>.</cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/cultura_maker_quando_o_fundo_de_quintal_vira_vitrine.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 07 Oct 2013 14:02:05 -0300</pubDate>


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<title>Teatro em favor da mudança organizacional</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/teatro_em_favor_da_mudanca_organizacional.html</link>
<description><![CDATA[


<p>Após alguns anos sem dar cursos, estou aproveitando uma passada no Brasil para compartilhar novidades da <a href="http://fredvanamstel.com/blog/visualizations-for-participatory-design">minha pesquisa de doutorado</a>, que trabalha com o tema de mudança organizacional e arquitetura. </p>

<p>Quando comecei a estudar hospitais, percebi que projetos isolados podiam fazer muito pouco pelo usuário: enfermeiras, médicos, e pacientes. Cheguei à conclusão de que a cultura organizacional  era o fator determinante. A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/agenciamento_mediado_e_implicacoes_eticas_para_o_design_de_interacao.html">interface com o usuário refletia as relações de poder</a> dentro da organização, e o usuário, que não fazia parte, ficava sem entender o porquê de cada coisa.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/usabilidade.jpg" alt="usabilidade.jpg" border="0" width="640" height="199" />
<p>Os arquitetos da informação já chamavam atenção para esse problema há tempos, porém, a solução que eles propunham -- projetar a interface em cima do modelo mental do usuário -- nem sempre era possível devido a questões políticas. A organização não tinha a experiência do usuário como prioridade e essa proposta não fazia sentido no cenário político interno.</p>


<p>Ao invés de engrossar as reclamações sobre esse tipo de cultura organizacional, eu montei um curso pra tentar ajudar os profissionais da área a mudarem essa cultura, pouco a pouco. </p>

<p>Inspirado na <a href="http://fredvanamstel.com/blog/social-shaping-of-innovation">escola de verão que fiz na Dinamarca sobre inovação social</a>, montei o curso em volta das dinâmicas e jogos do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_do_oprimido">Teatro do Oprimido</a>. Na Dinamarca eu aprendi que o brasileiro Augusto Boal tinha inspirado profissionais do teatro a ajudar empresas com conflitos e desafios organizacionais. Achei bem interessante e resolvi trazer de volta ao Brasil esta aplicação.</p>



<p>O teatro ajuda a perceber os nuances do comportamento na rotina do trabalho. As situações em que é negociada a experiência do usuário se repetem diariamente, como rituais em reuniões, conversas, relatórios. Para escapar da opressão que impede de o usuário se tornar prioridade, é preciso fazer um movimento inesperado, porém, adequado. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flanelinha_de_mouse.jpg" alt="flanelinha_de_mouse.jpg" border="0" width="700" height="525" />

<p>Veja por exemplo, o <a href="http://ctorio.org.br/novosite/arvore-do-to/teatro-imagem/">teatro-imagem</a> "<strong>Flanelinha de Mouse</strong>" que os alunos do curso fizeram. O designer recebe ordens de tantas pessoas diferentes que não consegue nem concentrar-se no que está fazendo. Ele não pode questionar as ordens, pois seu papel é reduzido à operar o computador para atingir o resultado esperado pelas outras pessoas. </p>

<p>Depois de montar a imagem, eu pedi aos demais alunos sugestões para superar a opressão. A primeira sugestão foi erguer os braços e se livrar das ordens. Perguntei ao designer na imagem se dava pra fazer esse movimento e ele disse que não, pois seria agressivo demais. A última sugestão foi a de se levantar e virar na direção dos demais, na mesma altura, olho no olho. Assim o designer poderia discutir sua carga de trabalho, bem como sua visão de como o trabalho deveria ser feito. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/designer_pesquisa_usuario_peq.jpg" alt="designer_pesquisa_usuario_peq.jpg" border="0" width="691" height="348" />

<p>Essa outra imagem mostra um designer tentando estudar os usuários (esquerda), mas sendo barrado pelos processos e responsabilidades da empresa, representado pelos dois rapazes fazendo uma barreira no meio. Do lado direito, estavam os usuários sofrendo com produtos de baixa usabilidade. Depois de tentar de tudo com a barreira, o designer acaba descobrindo que dá pra alcançar os usuários pela via informal, contornando a barreira institucional.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/o_grande_jogo_do_poder_peq.jpg" alt="o_grande_jogo_do_poder_peq.jpg" border="0" width="600" height="450" />

<p>Além do teatro-imagem, fizemos também "O grande jogo do poder" em que um escritório  é representado para mostrar como o espaço físico marcar as relações de poder. A equipe acima apresentou uma empresa em que 20% do espaço é usado por quem faz 80% do trabalho. A chefia ocupa mais espaço e é menos produtiva. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/uxcanvas_uxcards_peq.jpg" alt="uxcanvas_uxcards_peq.jpg" border="0" width="697" height="408" />

<p>Depois de discutir as mudanças no cenário político, partimos para discutir processo. Começamos com um exercício de classificação dos <a href="http://www.uxcards.org/">UXCards</a> dentro do <a href="http://www.uxcanvas.com/">UXCanvas</a>, um quadro que define os pontos mais importantes para projetos de experiência do usuário. O objetivo era compreender em que momento do projeto e com qual foco usar cada método.</p>

<p>Depois cada equipe desenhou o processo atual usando os cards e em seguida o processo ideal, refletindo sobre as melhores práticas aprendidas durante o curso. </p>

<p>O curso foi organizado pela <a href="http://internativa.com.br/">Internativa</a>, a startup do <a href="https://twitter.com/horaciosoares">Horacio Soares</a>, que promete oferecer mais cursos avançados desse tipo. Neste sábado teremos mais um <a href="http://credencial.imasters.com.br/ux-sp">curso de mudança organizacional em São Paulo</a>, e na sequência retorno à Holanda. No futuro pretendo organizar esse tipo de sessão de teatro do oprimido dentro de empresas específica, desejosas de mudar suas prioridades.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/teatro_em_favor_da_mudanca_organizacional.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 24 Jul 2013 16:24:29 -0300</pubDate>


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<item>
<title>A revolta do usuário</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_revolta_do_usuario.html</link>
<description><![CDATA[

<p>As manifestações e protestos que estão ocorrendo pelo Brasil começaram pela revolta dos usuários do sistema de transporte de São Paulo, seguida pela mesma revolta em outras grandes cidades brasileiras. O que irritou os usuários não foi só o aumento da tarifa, mas a falta de qualidade no serviço. </p>

<p>A revogação do aumento não foi suficiente para calar os usuários. As manifestações continuaram, e outros serviços se tornaram  alvo: saúde, pedágios, segurança, educação. Os cidadãos brasileiros, enquanto usuários de serviços públicos, estão em polvorosa. Eles querem o <a href="http://pt.fifa.com/aboutfifa/organisation/marketing/qualityprogramme/footballturf/pitchesproducts/index.html">padrão FIFA</a> em tudo.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/padrao_fifa.jpg" alt="padrao_fifa.jpg" border="0" width="790" height="500" />

<p><a href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/122776_A+CLASSE+MEDIA+REVOLTADA">Especula-se que essa onda de protestos se estenda aos serviços privados</a>. A burocracia de órgãos ligados ao governo como Procon e Anatel abriu espaço para iniciativas privadas de intermediação. O site <a href="http://www.reclameaqui.com.br/">Reclame Aqui</a> dá visibilidade às reclamações dos consumidores e pressiona as empresas a responder cada uma delas.</p>

<p>Desde que a onda de protestos começou, a Rede Globo passou a figurar na lista de empresas com o maior número de reclamações. Os espectadores acusam a Rede Globo de manipular informações nas coberturas jornalísticas. Até o dia de hoje, a empresa não respondeu nenhuma das <a href="http://www.reclameaqui.com.br/indices/lista_reclamacoes/?screen=4&tp=9403f4c8cd5af61c485541e9444950c069c79ffa&subtp=c92a9bc341d739044ff5400661d44a60a808be22&id=462">2.207 reclamações cadastradas</a>. </p>

<p>A Rede Globo não esperava essa onda de reclamações, muito menos a hostilidade dos manifestantes nas ruas contra seus jornalistas. A Rede Globo não tem um Ombudsman, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/">tal como a Folha de São Paulo</a>, que coloca a crítica do público em pauta dentro da redação. O que a Rede Globo tem é um call-center e uma <a href="http://falecomaredeglobo.globo.com/">página com um formulário de 4 etapas</a> que lhe pede CPF, endereço, escolaridade do chefe de família, profissão, e confirmação por email só para enviar uma crítica. A Rede Globo ainda aproveita o momento para fazer um cadastro opt-in das suas promoções e spamletters. Tudo para fazer o usuário desistir de sua crítica. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/rede_globo_cat.png" alt="rede_globo_cat.png" border="0" width="752" height="512" />

<p>Eu já tive a opotunidade de dar um <a href="http://fredvanamstel.com/blog/using-activity-theory-to-situate-design-thinking">curso no Projac</a> e posso dizer que a Rede Globo tem excelentes profissionais. Acredito que a pressão dos usuários pela democratização da mídia certamente irá provocar mudanças na maneira como a emissora se relaciona com seu público, porém, isso não vai acontecer automaticamente. Para sacudir o status quo de uma instituição tão grande, é preciso que a revolta cresça. </p>

<p>No Dia Mundial da Usabilidade do ano passado eu disse que <a href="http://www.usabilidoido.com.br/usuario_nao_e_pokemon.html">usuário não deveria ser tratado como pokemon</a>. Acredito que agora esteja claro que usuário não faz somente o que o designer do serviço/produto quer que ele faça. No caso das manifestações de junho, os usuários subverteram <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3rMX_rrv36w">a propaganda de carro</a> para convocar a <a href="http://vemprarua.org/">ocupação da rua por pedestres</a>, e ainda destruiram alguns carros para chamar a atenção, em especial os das emissoras filiadas à Globo. </p>

<p>Não quero julgar se a revolta do usuário é certa ou errada. Meu ponto é que a revolta vai crescer e se estender às empresas privadas. O melhor que as empresas podem fazer agora é criar canais de diálogo transparentes com os usuários e, quando houver revolta, tentar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/canalize_a_raiva_do_usuario.html">canalizar a raiva do usuário de forma produtiva</a>. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_revolta_do_usuario.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 09 Jul 2013 14:53:56 -0300</pubDate>


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<item>
<title>As disciplinas e as indisciplinas de UX</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/as_disciplinas_e_as_indisciplinas_de_ux.html</link>
<description><![CDATA[
  <p>
    Eu trabalho com Experiência do Usuário há quase 10 anos, desde quando 
    <a href="http://www.usabilidoido.com.br/estarei_offline_e_desempregado.html">pedi demissão do meu emprego</a>
     de webdesigner para virar um consultor especializado. Nesse meio tempo, o nome do que faço e a natureza do meu trabalho mudaram várias vezes. Já me intitulei arquiteto da informação, analista de usabilidade, designer de interação.
  </p>

  <p>O fato é que eu simplesmente não consigo ficar muito tempo parado dentro de uma disciplina. Sou indisciplinado, porém, não sou contra as disciplinas. As disciplinas têm um papel fundamental em acumular e regular um determinado tipo de conhecimento. Ajudam a identificar grupos de profissionais, explicar o que eles fazem, receber os novatos.</p>    <img class="size-full wp-image-7714 alignnone" alt="Fred Van Amstel" src="http://julianaconstantino.files.wordpress.com/2013/05/fred_van_amstel_bonecos_historia.jpg?w=660">

  <p>A principal referência de qualquer disciplina é sua própria história. Os pioneiros, os livros clássicos, os projetos visionários, os críticos, os revolucionários. As disciplinas mudam, porém, muito mais lentamente do que os profissionais que a sustentam. Quando se torna completamente anacrônica, esvazia-se e desaparece.</p>
  <p>
    Lembro-me de uma palestra do 
    <a href="http://www.luli.com.br/">Luli Radfahrer </a>
    que assisti no começo da minha carreira, em 2003, sobre a importância de não ficar preso à disciplinas específicas. Ele perguntava: “Quem é que lembra do videomaker?”. 10 anos depois, a pergunta hoje seria “Quem é que lembra do webmaster?”.
  </p>
  <p>
    <span id="more-7707"></span>
  </p>
  <p>
    Eu já fui webmaster, porém, não fiquei na disciplina até que ela perdesse totalmente sua credibilidade. Em 2008, dei uma 
    <a href="http://www.usabilidoido.com.br/webdesigner_20_requisitos_minimos_para_o_upgrade_profissional.html">palestra parecida com a do Luli</a>
     com algumas ideias de especialização para quem, na época, se intitulava web designer. Em apenas 5 anos, o termo já está quase no nível do webmaster.
  </p>
  <p>A obsolescência programada da tecnologia parece afetar também os profissionais que desenvolvem estas tecnologias, causando um problema ainda maior do que o lixo eletrônico. O profissional tem que se manter atualizado por conta própria para não correr o risco de perder o emprego, ou pior, a sua empregabilidade.</p>
  <p>Disciplinas são criadas e outras esvaziadas em questão de anos. Os últimos a pular do barco pagam o pato. Ninguém quer ficar pra trás, ficar “outdated”.</p>
  <p>
    <a title="Essa é a década de User Experience" href="http://arquiteturadeinformacao.com/2013/03/26/essa-e-a-decada-de-user-experience/" target="_blank">O barco da vez no Brasil atende pelo nome de Experiência do Usuário</a>
    , ou como é mais comum encontrar, a abreviação do inglês UX. Algumas pessoas dizem que é uma disciplina, outras, dizem que é um 
    <a href="http://www.kickerstudio.com/2008/12/the-disciplines-of-user-experience/">conceito guarda-chuva</a>
     para várias disciplinas.
  </p>

  <p>
    Eu já defendia o uso do termo desde quando o 
    <a href="http://www.guilhermo.com/" target="_blank">Guilhermo Reis</a>
     e a 
    <a href="http://saiba-mais.com/" target="_blank">Carol Leslie</a>
     começaram a organizar o primeiro 
    <a href="http://www.congressoebai.org/" target="_blank">EBAI</a>
    . Eu sugeri que fosse usado o termo guarda-chuva para atrair pessoas que não estavam necessariamente envolvidas com Arquitetura da Informação. Na época, UX não era conhecido e AI era o barco da vez, por isso minha sugestão de chamar de EBUX (ou algo assim) não foi incluída.
  </p>
  <p>O nome não limitou seus organizadores, visto que tanto o EBAI, quanto este blog, criados mais ou menos na mesma época, abordam temas que vão além do que é tradicionalmente conhecido como Arquitetura da Informação. Porém até quando irá durar?</p>
  <p>
    Nos Estados Unidos, tivemos o caso da Usability Professional Association (UPA), uma associação com 20 anos de estrada que mudou seu nome para 
    <a href="http://www.upassoc.org/">UXPA</a>
    . Será que a mudança do nome faz tanta diferença que a associação conseguirá recuperar o prestígio que tinha 10 anos atrás?
  </p>
  <p>Faço a mesma pergunta aos profissionais: vale à pena a mudança de nome de denominação para ux designer? O que se ganha com isso em termos de compreensão do que você faz? Quanto tempo você acha que essa denominação vai durar?</p>
  <p>Pergunto, pois:</p>
  <ul>
    <li>
      os usuários estão indo 
      <a href="http://webinsider.uol.com.br/2007/02/05/de-usuario-a-co-criador/">muito além de usar a tecnologia</a>
      . Essa denominação está se tornando cada vez mais inapropriada. Já tem gente chamando de prosumidor, co-criador, parceiro.
    </li>
    <li>
      o conceito de experiência é 
      <a href="http://www.lucianolobato.com.br/?p=726">difuso</a>
      , o que torna difícil mensurar resultados. Por esse motivo, o marketing de experiências está perdendo espaço para o data mining (novo nome: big data).
    </li>
    <li>o verbo design que muitos acrescentam à palavra UX não implica vínculo com a disciplina maior de Design, tal como no caso da Arquitetura da Informação que não tinha vínculo com a Arquitetura.</li>
  </ul>
  <p>Meu conselho é focalizar em conceitos que não dependam de condições tecnológicas ou mercadológicas. Se você projeta interfaces para celulares, eu recomendo especializar-se em mobilidade, incluindo saberes sobre movimento do corpo humano, sociologia urbana, etc. Esses saberes irão lhe dar sobrevida profissional quando a telefonia celular der lugar à telepatia, ou o que for que vier para substituí-la.</p>
<cite>
Este artigo foi originalmente publicado no <a href="http://arquiteturadeinformacao.com/2013/05/26/as-disciplinas-e-as-indisciplinas-de-ux/">Blog de Arquitetura da Informação</a>. Se quiser comentar, por favor, dirija-se ao blog de origem.
</cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/as_disciplinas_e_as_indisciplinas_de_ux.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 27 May 2013 10:25:33 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2013/05/ux_disciplines_rev_big-thumb-300x326-283.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Como o mercado de tecnologia evolui</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_o_mercado_de_tecnologia_evolui.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Após alguns anos trabalhando na área você percebe que o mercado de tecnologia evolui por ciclos bastante regulares. Novas tecnologias não surgem do nada, elas são produto de ciclos anteriores. O problema é que quem está no ciclo, quem está envolvido com o desenvolvimento da coisa, tende a achar que está numa situação completamente nova, ignorando toda a história que levou à situação atual.</p>

<p>Existem várias teorias sobre esses ciclos.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/curva-adocao-tecnologia.jpg" alt="curva-adocao-tecnologia.jpg" border="0" width="580" height="205" />

<p>A teoria mais conhecida é a do <a href="http://antonioricardo.org/2010/01/22/ciclo-de-vida-da-adocao-da-tecnologia-e-inovacao/">Ciclo de Adoção Tecnológica</a>, criado por Beal, Rogers e Bohlen. O modelo acima representa o tempo necessário para atingir diferentes fatias de consumidores: os early-adopters, os desconfiados e os retardatários.   </p>

<p>A DM9 fez uma campanha sobre <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BIvkAtr1k2U">perfis digigráficos</a> baseado nessa teoria. Ela parece fazer todo sentido porque essa teoria da adoção já está em voga desde 1942!</p>

<object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BIvkAtr1k2U?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BIvkAtr1k2U?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>

<p>O problema dessa teoria é que ela leva a crer que qualquer tecnologia terá que passar necessariamente por todas as etapas, naquela ordem, o que nem sempre é verdade. Ela também dá a impressão errônea de que a maior lucratividade acontece quando se atinge a maioria dos usuários. Sua crença induz a estratégias medíocres de nivelamento.</p>

<p>Existem empresas de tecnologia que atingem seus picos de lucratividade na etapa de early-adopters (Apple) ou de retardatários (Microsoft), porém, a maioria das empresas de tecnologia trabalha com nichos específicos que não seguem esse modelo. </p>

<p>Chris Anderson demonstrou isso muito bem no livro <a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1644179&ST=SE&franq=AFL-03-26957">A Cauda Longa</a>.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cauda_longa.png" alt="cauda_longa.png" border="0" width="431" height="244" />

<p>O modelo da difusão propõe que a evolução de uma tecnologia acontece da direita para a esquerda, dos mercados de nicho (early adopters) para os mercados de massa (maioria). Os estudos de cauda longa indicam que o contrário acontece com mais frequência: um produto de massa que se torna customizado através de segmentos e nichos cada vez menores. A cauda longa está esticando mais e mais, daí a sua relevância.</p>

<p>Uma coisa que nem o modelo da Cauda Longa nem o de Adoção explicam é como as inovações tecnológicas criam novos mercados e destroem os velhos. É o pulo do gato pra fora dos gráficos.</p>

<p>Eu venho elaborando um modelo de evolução tecnológica baseado nas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dialética">leis da dialética de Engels</a> (fundamento do Comunismo) e na prática da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Competitividade">competividade</a> (fundamento do Capitalismo) que ao invés de um gráfico linear, é de fato um ciclo.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/evolucao_mercado_tecnologia_amstel2012.png" alt="Evolução do Mercado de Tecnologia" border="0" width="800" />

<p>Num novo mercado não há competição. A empresa descobre uma nova tecnologia que tem valor de uso e, como está sozinha, pode estabelecer qualquer valor de troca. O produto inicial é de baixa qualidade e custa muito caro, mas faz algo que nenhum outro produto faz.</p>

<p>Você sabia que o primeiro smartphone foi lançado pela IBM em 1992? Além de ligar, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IBM_Simon">Simon</a> podia enviar email, organizar sua agenda, escrever notas, etc. Vendeu apenas 10.000 unidades.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/imb_simon.jpg" alt="imb_simon.jpg" border="0" width="294" height="408" />

<p>Enquanto a IBM buscava desesperadamente aumentar a percepção de valor de uso (<a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">a necessidade de ter</a>), outras empresas (Nokia, Palm, HP) criavam produtos que faziam as mesmas coisas por um custo muito menor, ou seja, diminuiam o valor de troca.</p>

<p>Esse é o período da competição pela quantidade, em que a prioridade é reduzir os custos de produção e aumentar a capacidade das funcionalidades na esperança de desbancar os produtos concorrentes com o argumento "mais por menos". A inovação segue os princípios da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_de_escala">economia de escala</a> e o seu resultado é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Commodity">commodity</a>: o valor de troca acaba se tornando menor que o valor de uso.</p>

<p>Segundo a dialética, isso é uma contradição: uma coisa que contém dentro de si a sua potencial negação, o seu contrário. O produto que é colocado no mercado para ser o mais rápido e funcional da sua categoria, acaba tornando-se exatamente o contrário num curto espaço de tempo devido ao processo de comoditização que o gerou em primeira instância.</p>

<p>A crítica superficial chama isso de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolescência_programada">obsolescência programada</a> e culpa as empresas de tecnologia pelo lixo eletrônico, mas a verdade é que a contradição é inerente ao sistema capitalista e as empresas pouco podem fazer para evitá-la. Sua sobrevivência no mercado depende deste mecanismo.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/Apple-Planned-Obsolescence.jpg" alt="Apple-Planned-Obsolescence.jpg" border="0" width="288" height="192" />

<p>Quando o valor de troca diminui, o trabalho humano perde seu valor e as <a href="http://www.usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html">pessoas são tratadas como máquinas</a>. Não há satisfação nem criatividade no trabalho. Chega um ponto que a empresa não consegue mais arroxar a produção e sua capacidade de inovação quantitativa chega ao limite. Muitas empresas quebram neste ponto. O mercado fica saturado e os consumidores reclamam da mesmice. As empresas que sobrevivem a esse período são aquelas que tem gordura suficiente para esperar o surgimento de um novo patamar de competividade.</p>

<p>A segunda lei da dialética (minha favorita) diz que a mudança quantitativa acumula até um certo ponto em que a mudança qualitativa é inevitável. A água aumenta de temperatura até que, em 100 graus, se transforma em vapor, mudando sua propriedades físicas (qualidade).</p>

<p>Os fabricantes de smartphone não sabiam mais o que inventar até que a Apple lançou o iPhone em 2007. A inovação qualitativa não foi a utilização de uma tela sensitiva ao toque. Como vocês podem ver na foto do IBM Simon, o primeiro smartphone já era touch! Conforme <a href="http://www.usabilidoido.com.br/iphone_inaugura_novo_paradigma_para_interfaces_moveis.html">previ no seu lançamento</a> o iPhone inaugurou um novo paradigma de interfaces. A <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6lZMr-ZfoE4">propaganda era clara</a>: o que o iPhone tinha de diferente não era o peso, finura ou mesmo funcionalidades, mas a experiência de uso.</p>

<object width="480" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6lZMr-ZfoE4?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6lZMr-ZfoE4?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>

<p>O iPhone não foi feito para ligar, mandar email, organizar a agenda, como eram os smartphones anteriores. O iPhone foi feito para ser um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_social.html">mediador de interações sociais</a>. A forma como ele gentilmente avisa que você está recebendo uma segunda ligação demonstra o respeito à essas interações.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/iphone-social-media-icons-600.jpg" alt="iphone-social-media-icons-600.jpg" border="0" width="400" />

<p>A possibilidade de poder acessar redes sociais como o Twitter e Facebook de qualquer lugar foi um dos grandes motivadores para a compra do primeiro smartphone. As possibilidades de interação social são representadas na <a href="http://www.usabilidoido.com.br/interface_e_conjunto_de_metaforas.html">metonímia</a> do ícone: sua aparência despojada representa a expectativa de divertir-se com os amigos, uma promessa de experiência de uso.</p>

<p>A inovação qualitativa é o que permite que o capitalismo se reinventar com as crises, que nada mais são do que pura estagnação. A inovação qualitativa cria um novo patamar de competividade em que o o valor de uso é o diferencial. É a sobrevida do commodity, que renasce como premium. A dialética chama isso de negação da negação, conforme expliquei no meu artigo sobre uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/em_busca_de_uma_metodologia_de_design_de_interacao_materialista-dialetica.html">metodologia de design baseada nos princípios da dialética</a>:
</p>

<blockquote>A lei da negação da negação coloca que uma coisa nega a si mesma num primeiro momento para 
depois reaparecer noutro momento sob uma forma mais evoluída. Esta lei se intercruza com as outras 
duas. Na história do conhecimento humano, uma idéia pode ser refutada (negação) e esquecida, mas 
após algum tempo, a idéia é recuperada sob uma diferente perspectiva, negando sua refutação 
anterior (negação da negação). Após muitas sequências de negações, a idéia poderia já não ser mais a mesma (mudança qualitativa). Como a mudança é inevitável, pode-se dizer que todas as coisas 
guardam dentro si a sua própria negação em potencial (interpenetração dos contrários). 
</blockquote>

<p>Essa lei também explica como surge um novo mercado. Chega um momento em que a competição pela qualidade acaba caindo no <a href="http://corais.org/node/341">benchmarking de usabilidade</a> e consequente <a href="http://idgnow.uol.com.br/ti-pessoal/2012/10/17/guerra-de-patentes-esta-minando-a-inovacao-dizem-especialistas/">guerra de patentes</a>. Aí então alguém recupera uma ideia abandonada lá atrás (tablet), considerada inviável, e transforma num produto que funciona (iPad). Essa retroalimentação pode ser consciente ou não, mas vai estar sempre servindo a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/as_intencoes_por_tras_e_por_dentro_do_design.html">intenções coletivas</a>.
</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/blog-habilis_Tablet-PC-ipad-apple-bill-gates-steve-jobs-steve-ballmer-surface-2002-2010-2012.jpg" alt="blog-habilis_Tablet-PC-ipad-apple-bill-gates-steve-jobs-steve-ballmer-surface-2002-2010-2012.jpg" border="0" width="600" />
<p>E qual será o novo produto que irá criar mercados competitivos depois dos smartphones e das tablets?</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_Gibson">William Gibson</a> certa vez escreveu que "o futuro já chegou, só não está bem distribuído", o que nos faz pensar que a tecnologia já estaria aí, só não estaria bem implementada. Essa frase combina bem com o modelo linear de Adoção Tecnológica. Assim como a promessa de distribuição de riqueza, a promessa de distribuição de tecnologia nunca se realiza completamente. Os retardatários não são porque querem, mas porque existe uma condição sócio-econômica que está demorando para ser transformada. A dialética concorda que o princípio da inovação já se encontra por aí, porém, ele precisa ser transformado de potencial em efetivo.</p>

<p>Nesse modelo dialético de evolução da tecnologia, o Design de Interação ganha relevância, com suas <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">pesquisas etnográficas</a> e tecnológicas que buscam identificar e projetar novos usos, o diferencial que é capaz de criar novos mercados e revitalizar os existentes.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_o_mercado_de_tecnologia_evolui.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 20:08:16 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Design de Interação em Tecnologias Educacionais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_tecnologias_educacionais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>H&aacute; algum tempo que se fala que a educa&ccedil;&atilde;o precisa ultrapassar o paradigma de transmiss&atilde;o de conhecimento, por&eacute;m, poucos conseguiram tal fa&ccedil;anha. Geralmente novas tecnologias s&atilde;o incorporadas para refor&ccedil;ar ainda mais esse modelo tradicional, como bem observou Luli Radfahrer em sua <a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=389425">palestra magna</a>. </p>
<p>O professor Michael Welsch ficou famoso pelos seus <a href="http://mediatedcultures.net/mediatedculture.htm">v&iacute;deos no Youtube</a> demonstrando a disparidade entre o uso de novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes e dentro da escola. O que pouca gente viu s&atilde;o seus pr&oacute;prios experimentos de ensino em sala de aula.  <a href="http://mediatedcultures.net/worldsim.htm">WorldSim</a> &eacute; uma esp&eacute;cie de jogo  que ele promove entre seus alunos para perceber os m&uacute;ltiplos fatores que delineiam uma cultura. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SXnWmu6xdpc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SXnWmu6xdpc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>WorldSim &eacute; muito parecido com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Civilization">Civilization</a>. A diferen&ccedil;a principal &eacute; que este &uacute;ltimo tem suas regras gravadas num computador. Ali&aacute;s, Civilization j&aacute; &eacute; usado em escolas canadenses para <a href="http://arstechnica.com/gaming/news/2007/06/canadian-historians-mod-civilization-iii-to-teach-canadian-history.ars">ensinar Hist&oacute;ria h&aacute; alguns anos</a>. </p>
<p>A novidade agora &eacute; usar <a href="http://sporelearning.ning.com/">Spore</a> nas aulas de Biologia. O pr&oacute;prio Will Wright, criador do jogo, <a href="http://salon.seedmagazine.com/salon_tarter_wright.html">admite que al&eacute;m de entretenimento</a>, ele gostaria que os jogadores aprendessem sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu&ccedil;&atilde;o">teoria da evolu&ccedil;&atilde;o</a>.</p>
<p><img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/7spore-creatures-in-action.jpg" alt="Criaturas do Spore" width="440" height="311" /></p>
<p>O <a href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/">Museu da L&iacute;ngua Portuguesa</a> em S&atilde;o Paulo e o <a href="http://www.pucrs.br/mct/">Museu de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da PUC-RS</a> s&atilde;o provas de que investir em ferramentas de educa&ccedil;&atilde;o interativa d&aacute; resultado. S&atilde;o dois dos museus mais visitados em toda a Am&eacute;rica Latina, fazendo vivo um conhecimento que poderia estar abandonado em exposi&ccedil;&otilde;es tradicionais, como &eacute; o caso da maioria dos museus brasileiros.</p>

<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/videoseries?list=PL71BC12D23FFCB1ED" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

<p>Detalhe importante: a lista de reprodu&ccedil;&atilde;o acima agrega v&iacute;deos criados e publicados espontaneamente por crian&ccedil;as  e adolescentes que visitaram o museu usando seus telefones celulares e c&acirc;meras digitais. Poderiam ser excelente material did&aacute;tico numa aula posterior para rever os princ&iacute;pios f&iacute;sicos dos experimentos, mas muito provavelmente o professor nem sabe que esses v&iacute;deos existem. Infelizmente, os professores ainda discutem se devem <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL23147-5606,00.html">bloquear celulares</a> ou <a href="http://samadeu.blogspot.com/2008/09/twitter-msn-e-orkut-so-proibidos-nas.html">Youtube</a> nas escolas...</p>
<p>Olha s&oacute; o que acontece quando educadores abra&ccedil;am a tecnologia ao inv&eacute;s de repelir: as <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.positivoinformatica.com.br%2Fsite%2Fed_mesas.htm&amp;ei=Ndy_ScSvDcGGtgfa0b1X&amp;usg=AFQjCNGYpQqly9Skr0k7fXKdLoqFt9ghcw&amp;sig2=jlO6FEIEzjIp7Zcvxv0tcQ">mesas educacionais da Positivo</a> permitem que as crian&ccedil;as realizem atividades de escrita e matem&aacute;tica utilizando blocos de f&aacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o e compartilhamento. Esta mesa foi criada no Brasil   e &eacute; usada em v&aacute;rios outros pa&iacute;ses. Esta foto, por exemplo, foi tirada numa escola da Fl&oacute;rida, onde &eacute; usada para a educa&ccedil;&atilde;o especial.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mesa_matematica.jpg" alt="mesa de matem&aacute;tica" width="532" height="360" /> 
<p>O desafio &eacute; demonstrar aos educadores &agrave;s possibilidades das tecnologias educacionais. Creio que designers de intera&ccedil;&atilde;o podem fazer uma boa ponte entre Pedagogia e Engenharia. </p>
<p>E para não dizer que não falei de Educação à Distância, que cresce a passos largos no Brasil, destaco o <a href="http://rived.proinfo.mec.gov.br/">projeto RIVED</a> que mantém um banco de objetos de aprendizagem com milhares de atividades interativas.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_tecnologias_educacionais.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 15:54:51 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/e-blocks.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Design de Interação em Publicidade e Marketing</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_publicidade_e_marketing.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Publicidade est&aacute; sempre atr&aacute;s de novas tecnologias que possam ser usadas para chamar a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor. Com Design de Intera&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel criar experi&ecirc;ncias de intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; com a Web, mas tamb&eacute;m com celular e instala&ccedil;&otilde;es interativas.   </p><p>Quando estava em f&eacute;rias no Rio de Janeiro me deparei com esta campanha da Neosaldina envolvendo m&iacute;dia externa que disparava intera&ccedil;&atilde;o mobile.  Os transeuntes s&atilde;o convidados a mandar SMS dizendo se o Rio est&aacute; feliz ou n&atilde;o e o sorriso no outdoor aumenta de tamanho, demonstrando o &iacute;ndice do dia.</p>
<img src="http://farm2.static.flickr.com/1073/3168798074_0e7521f825.jpg?v=0" alt="Campanha da Neosaldina" width="500" height="375" />
<p>No <a href="http://www.orioestafeliz.com.br/">site da campanha</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar o hist&oacute;rico dos dias e ver que no final do m&ecirc;s de outubro alguma coisa (provavelmente alguma demonstra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de viol&ecirc;ncia) fez os cariocas expressarem infelicidade. Faltou um mashup com as not&iacute;cias do dia dos principais jornais do Rio pra saber o real motivo. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/neosaldina_feliz.jpg" alt="indices de felicidade do carioca" width="678" height="330" />
<p>Ao inv&eacute;s de se posicionar no centro da intera&ccedil;&atilde;o, a marca se coloca como uma mediadora entre o indiv&iacute;duo e a comunidade em que vive. Atrav&eacute;s da Neosaldina o carioca pode saber o que os outros est&atilde;o pensando em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; campanha e tamb&eacute;m &agrave; sua cidade. </p>
<p>Imagine se h&aacute; alguns anos atr&aacute;s uma empresa estaria disposta a alterar sua marca em fun&ccedil;&atilde;o dos humores de seu p&uacute;blico? A marca era sagrada, o consumidor, profano. Hoje, a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; outra. Abund&acirc;ncia de concorr&ecirc;ncia e informa&ccedil;&atilde;o permitem ao consumidor escolher melhor. O crit&eacute;rio de escolha deixa de ser o melhor de todos e passa a ser o melhor para mim. As <a href="http://usabilidoido.com.br/interface_o_sagrado_toca_o_profano.html">interfaces se tornam o fulcro da profana&ccedil;&atilde;o das marcas</a>.  Cabe ao anunciante criar interfaces e abrir sua marca, convidando o consumidor &agrave; cocria&ccedil;&atilde;o.  </p>
<p>Uma das interfaces pouco exploradas no Brasil s&atilde;o as <a href="http://usabilidoido.com.br/instalacoes_interativas.html">instala&ccedil;&otilde;es interativas</a>.  No stand da Ford para uma feira automobil&iacute;stica, o visitante podia gravar um v&iacute;deo que era mixado por um VJ ao vivo, numa mega interface touchscreen. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MqzjfPsIEMc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MqzjfPsIEMc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Mais exemplos de instala&ccedil;&otilde;es interativas comerciais no <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/83">blog do Instituto Faber-Ludens</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_publicidade_e_marketing.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 15:42:30 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/neosa.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Webdesigner 2.0: Requisitos mínimos para o upgrade profissional</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/webdesigner_20_requisitos_minimos_para_o_upgrade_profissional.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Web está mudando muito nos últimos anos para atender a crescente demanda por interatividade. As pessoas querem mais do que hipertextos, elas querem um meio para realizar atividades em conjunto com outras pessoas à distância. O desafio de projetar aplicações para tais demandas é muito maior do que projetar simples websites estáticos, portanto, é chegada a hora do webdesigner expandir seus horizontes.</p><p>Palestra apresentada no <a href="http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a14846.htm&subTab=00000&uf=&local=&testeira=453&l=&template=&unit=">Planeta Web 2008</a>, evento promovido no Senac Campinas. Será também apresentada no dia 17 na Lapa Tito, dia 18 Lapa Scipião e dia 19 em Guarulhos.</p>

<h2>Slides</h2>

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<p>Dessa vez consegui finalmente usar o Keynote pra sincronizar o áudio da apresentação.</p>

<h2>Slides com áudio</h2>

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<p><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/screencasts/webdesigner2upgradeprofissional.mov">[ Download vídeo ]</a> 14mb
</p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/webdesigner2.mp3">Webdesigner 2.0: Requisitos mínimos para o upgrade profissional</a> [MP3] 7 mb - 30 min
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/webdesigner_20_requisitos_minimos_para_o_upgrade_profissional.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Palestras</dc:subject>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 15:35:34 -0300</pubDate>


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<title>Marketing para buscadores dá resultados impressionantes</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/marketing_para_buscadores_da_resultados_impressionantes.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Desde os primeiros artigos do <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/alexandre-kavinski">Alexandre Kavinski no Webinsider</a> e as conversas com ele em pessoa, fiquei atento para as oportunidades de marketing para buscadores. A id&eacute;ia &eacute; boa: voc&ecirc; est&aacute; procurando um produto, n&oacute;s ajudamos voc&ecirc; a encontr&aacute;-lo. A propaganda aparece na hora em que voc&ecirc; quer v&ecirc;-la. </p><p>Desenvolvi algum conhecimento em <a href="http://usabilidoido.com.br/otimizacao_para_buscadores_encontrabilidade_e_marketing.html">otimiza&ccedil;&atilde;o do site para melhorar sua encontrabilidade</a>, o chamado SEO, e obtive alguns resultados interessantes aqui no Usabilidoido e com meus clientes, mas ainda n&atilde;o tinha tido a oportunidade de experimentar o marketing para buscadores propriamente dito, o SEM. O ve&iacute;culo mais popular para SEM &eacute;, claro, o Google, que <a href="http://usabilidoido.com.br/anuncie_com_google_adwords.html">atrav&eacute;s do Adwords</a> oferece muitas ferramentas para gerenciar campanhas de palavras-chave. </p>
<p>Pois bem, hoje visitei meu amigo Tiago Luz que coordena a equipe de SEM na <a href="http://www.midiadigital.com.br/">M&iacute;dia Digital</a> e que acaba de lan&ccedil;ar seu <a href="http://www.tiagomsluz.com/">blog sobre marketing para buscadores</a>. Fiquei boquiaberto com os resultados que ele me mostrou. Gravei um podcast ao volante seguindo a moda do <a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/">Ren&eacute; de Paula Jr</a> para compartilhar o que vi. </p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/marketing_buscadores.mp3">Marketing para buscadores dá resultados impressionantes</a>[MP3] 5.4 Mb - 12 minutos</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/marketing_para_buscadores_da_resultados_impressionantes.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 19:26:59 -0300</pubDate>


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<title>Formação em Design de Interação </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Minha forma&ccedil;&atilde;o em Design de Intera&ccedil;&atilde;o &eacute; essencialmente autodidata. Queria fazer uma faculdade nessa &aacute;rea, mas n&atilde;o existia na minha cidade e eu nem conhecia esse assunto por esse nome. Achava que Engenharia da Computa&ccedil;&atilde;o era o mais pr&oacute;ximo disso, mas antes do vestibular descobri que n&atilde;o. Acabei fazendo Jornalismo devido ao gosto pela escrita.</p>
<p>Claro que a <a href="http://usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html">faculdade contribuiu muito</a>, mas &eacute; no <a href="http://usabilidoido.com.br/iniciando_o_mestrado.html">Mestrado que estou podendo desenvolver</a> melhor esses conhecimentos. Entretanto, o Mestrado &eacute; mais orientado &agrave; teoria e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e menos &agrave; pr&aacute;tica. Gostaria de ter feito um curso como o do Instituto Ivrea que o <a href="http://usabilidoido.com.br/designer_brasileiro_passa_por_instituto_ivrea_e_ideo.html">Belmer Negrillo fez</a> ou o da Carneggie Mellon que <a href="http://www.odannyboy.com/blog/cmu/">fez o Dan Saffer</a>. </p>
<p>S&atilde;o mestrados profissionais que abordam o Design de Intera&ccedil;&atilde;o em diferentes m&iacute;dias, desde produtos eletr&ocirc;nicos at&eacute; interfaces computacionais. Como expliquei anteriormente, &eacute; uma <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">abordagem que transcende a mera preocupa&ccedil;&atilde;o com a usabilidade</a>, incluindo fatores sociais, culturais, afetivos,  &eacute;ticos e est&eacute;ticos no design de artefatos interativos. </p><p>Para ter uma id&eacute;ia, eis alguns projetos interessantes desenvolvidos nesses cursos:</p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/buddybeads.gif" alt="Buddy Beads, um bracelete de comunica&ccedil;&otilde;es" width="455" height="269"> 
<p><a href="http://people.interaction-ivrea.it/r.kikin-gil/thesis1.html">BuddyBeads</a> &eacute; um bracelete que permite que adolescentes de um grupo restrito se comuniquem entre si secretamente atrav&eacute;s de uma linguagem de c&oacute;digo de luzes. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/singingsocks.jpg" alt="Meia para tocar m&uacute;sica" width="543" height="312">
<p><a href="http://www.interaction.rca.ac.uk/people/alumni/04-06/matt-brown/projects/project2.html">Singing Socks</a> s&atilde;o meias usadas como fantoches que tocam m&uacute;sica de acordo com o movimento de abertura e fechamento da boca. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/animaland.jpg" alt="Animaland, um game com interface tang&iacute;vel" width="600" height="451">
<p><a href="http://yg.typepad.com/makingtoys2/2006/12/animaland_in_pr.html">Animaland</a> &eacute; um conjunto de bichos de pel&uacute;cia que ao serem colocados na frente de um computador, o software mostra algumas informa&ccedil;&otilde;es sobre o bicho.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/smoke.jpg" alt="Smoke, uma boneca cr&iacute;tica" width="468" height="312">
<p><a href="http://www.interaction.rca.ac.uk/people/alumni/04-06/daniel-goddemeyer/projects/project1.html">Smoke</a> &eacute; um brinquedo que alerta os pais dos males que o cigarro fumado perto de uma crian&ccedil;a pode trazer.  Se a boneca &eacute; muito exposta ao cigarro, sua respira&ccedil;&atilde;o diminui at&eacute; parar.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/pregnant_cellphone.jpg" alt="Emma um smartphone para gr&aacute;vidas" width="678" height="486">
<p><a href="http://www.textually.org/picturephoning/archives/2005/06/008905.htm">Emma</a> &eacute; um Smartphone feito especialmente para casais gr&aacute;vidos. Ele permite capturar imagens e sons do feto e compartilh&aacute;-las num blog com familiares e amigos. </p>
<p>Ser&aacute; que poderemos ter um curso assim aqui no Brasil algum dia?</p>
<p>Estou no momento conversando com algumas institui&ccedil;&otilde;es de ensino brasileiras e avaliando a possibilidade de montar cursos nessa linha. </p>
<p>Qual &eacute; a opini&atilde;o de voc&ecirc;s leitores/comentadores? Voc&ecirc;s fariam um curso de gradua&ccedil;&atilde;o ou p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (especializa&ccedil;&atilde;o)  nessa &aacute;rea? O que acham que deveria ser ensinado? O que gostariam de aprender? </p>
<p>Isto n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma pesquisa de mercado, mas tamb&eacute;m uma oportunidade para discutirmos educa&ccedil;&atilde;o em Design.  Fiquem &agrave; vontade. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 12:43:39 -0300</pubDate>


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<title>Como fazer um bom briefing de website</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_bom_briefing_de_website.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para escrever um bom briefing, &eacute; preciso certa experi&ecirc;ncia. O texto que segue foi escrito h&aacute; tr&ecirc;s anos atr&aacute;s, quando trabalhava numa ag&ecirc;ncia de propaganda como webdesigner. &Eacute; uma tentativa de compartilhar minha experi&ecirc;ncia com os leitores deste blog, que vivem me mandando mensagens perguntando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html">como fazer um briefing</a>. Sempre tento explicar que briefar n&atilde;o &eacute; somente preencher um formul&aacute;rio com os dados do cliente e da pe&ccedil;a a ser produzida para servir de contrato entre designer e cliente, mas sim uma atividade de projeto. </p>
<p>Para decidir o que entra no briefing, &eacute; preciso pesquisar, refletir e negociar. O briefing vai guiar todo o projeto, ele n&atilde;o pode ser considerado uma ferramenta trivial. Mesmo que o briefing n&atilde;o seja oficializado, escrito ou assinado, ainda assim as decis&otilde;es de design que ele costuma encerrar estar&atilde;o nas mentes, nas conversas e nos pap&eacute;is das pessoas que participam do projeto.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do objeto </h2>
<p>Esta &eacute; a parte mais delicada do briefing. Se fechar demais a defini&ccedil;&atilde;o do objeto, poder&aacute; ficar preso a elas at&eacute; o final do projeto, mesmo que se constate depois que n&atilde;o s&atilde;o ideais; se for muito gen&eacute;rico na defini&ccedil;&atilde;o, pode deixar o projeto sem rumo, divagando em possibilidades infinitas sem sair do lugar. </p>
<p>A melhor estrat&eacute;gia que encontrei at&eacute; agora foi definir o tipo de objeto (website, hotsite, CD-Rom, anima&ccedil;&atilde;o e etc) e agregar apenas as caracter&iacute;sticas que a pesquisa inicial indicar como interessant&iacute;ssimas. O segredo &eacute; saber escolher as caracter&iacute;sticas que v&atilde;o transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o ao leitor do briefing de que ele  sabe do que se trata e que isso &eacute; uma boa coisa.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Fazer pequenas pesquisas n&atilde;o leva muito tempo. Navegar pelos websites da concorr&ecirc;ncia e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html">anotar o que est&atilde;o fazendo de bom ou de ruim</a> &eacute; o primeiro passo para definir <a href="http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html">o diferencial do projeto</a>. Conhecer melhor a empresa j&aacute; &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o mesmo, ent&atilde;o n&atilde;o custa anotar o seu diferencial competitivo. O p&uacute;blico-alvo &agrave;s vezes parece &oacute;bvio, mas nunca se sabe com certeza que  grupo de pessoas vai se interessar pelo servi&ccedil;o que ser&aacute; disponibilizado. Por isso, o designer tem que estar a par dos costumes das principais perfis de usu&aacute;rios da Internet da regi&atilde;o. Tem gente que acessa para jogar, xeretar a vida alheia (blogs e afins), consumir pornografia, obter informa&ccedil;&otilde;es, procurar emprego, pesquisar e uma infinidade de outras atividades.</p>
<p>Conhecendo bem a tribo a que o usu&aacute;rio-alvo faz parte, fica bem mais f&aacute;cil projetar. Se isso for poss&iacute;vel, uma visita a um local onde hajam potenciais usu&aacute;rios do website j&aacute; &eacute; suficiente para ambientar o designer. Imagine ir a um baile da terceira idade antes de projetar um website de um retiro? Emocionante n&atilde;o? Claro que n&atilde;o para o designer, mas sim para os velhinhos! <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">Se o designer se coloca no lugar dos usu&aacute;rios</a>, percebe que o que &eacute; feio para ele, &eacute; bonito para outros. Texto em fonte Verdana 18px &eacute; horr&iacute;vel para a maioria dos designer que conhe&ccedil;o, mas para os idosos &eacute; &oacute;timo!</p>
<p>Caso o artefato interativo seja usado numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, dados sobre esta ser&atilde;o de grande valia para o designer. Saber que o artefato ser&aacute; usado principalmente em ambiente coorporativo de escrit&oacute;rio j&aacute; deixa o designer com um p&eacute; atr&aacute;s para usar sons. Se o ambiente for uma f&aacute;brica barulhenta, som ser&aacute; completamente in&uacute;til. Por&eacute;m, no aconchego do lar, ele pode ser muito agrad&aacute;vel caso seja associado ao entretenimento. Cyber-caf&eacute;s e Lans-house equipadas com fones de ouvido tamb&eacute;m s&atilde;o prop&iacute;cias ao bom som, &eacute; claro. No entanto, esses lugares podem n&atilde;o ser muito bem iluminados, o que torna os contrastes mais fortes no monitor. Existem <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html">muitos fatores ergon&ocirc;micos</a> que podem influenciar o uso de um software ou website espec&iacute;fico e, caso sejam recorrentes na situa&ccedil;&atilde;o de uso almejada, o projeto deve se adaptar a eles. </p>
<p>No caso de design de aplica&ccedil;&otilde;es, a visita pode ser menos recreativa. An&aacute;lises de tarefas e de workflow podem ser um tanto cansativas, mas s&atilde;o muito, muito valiosas quando a aplica&ccedil;&atilde;o apresentar complexidade. Esse tipo de an&aacute;lise pode acontecer numa fase posterior ao briefing, mas antes de sair a campo &eacute; poss&iacute;vel <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">esbo&ccedil;ar um fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a> geral entre as pessoas que v&atilde;o usar o sistema com base nas conversas iniciais com os clientes. </p>
<p>O tempo todo em que o designer estiver no local da situa&ccedil;&atilde;o, deve aproveitar para observar como as pessoas se comunicam. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio incorporar todo o vocabul&aacute;rio utilizado, mas certas palavras podem tornar a interface familiar. Tamb&eacute;m &eacute; interessante notar como outras m&iacute;dias se comunicam com essas pessoas. Folderes, cartazes, outdoors, propagandas televisivas e jornais de &aacute;reas espec&iacute;ficas devem ser analisados com carinho pelo designer. Que imagens s&atilde;o frequentes? Que ideologias est&atilde;o por tr&aacute;s delas? Que  valores s&atilde;o priorizados? </p>
<p>Comparar os websites que esse pessoal acessa com frequ&ecirc;ncia, &eacute; mais interessante ainda. <a href="http://usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html">&Eacute; poss&iacute;vel identificar padr&otilde;es</a>, os clich&ecirc;s que funcionam e os batidos demais e aplicar ou n&atilde;o diretamente no design. N&atilde;o que ele deva reproduzir somente o lugar-comum, mas deve ter elementos familiares aos usu&aacute;rios. Reproduzir o lugar-comum &eacute; f&aacute;cil para o designer, mas buscar uma identidade &uacute;nica sem estra&ccedil;alhar com os padr&otilde;es estabelecidos &eacute; uma tarefa muito mais instigante. &Eacute; como estar no limiar, tentando inovar mas sem colocar o carro na frente dos bois. Ser 100% correto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel na pr&aacute;tica, mas o Zen nos ensina que devemos ser pelo menos 99%. O que vale &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o, ou melhor, o que vale &eacute; o retorno que o design vai dar.</p>
<h2>Objetivos </h2>
<p>O que se pretende comunicar? Vender um skate e acess&oacute;rios? Apresentar dados demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira? Mostrar que o filme &quot;X&quot; vale &agrave; pena assistir? Essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa nem ser oficializada, desde que o cliente deixe bem claro o que quer para o designer. Entretanto, ela vai martelando na mente do designer at&eacute; o final do projeto. Ser&aacute; seu norte, a base mais elementar para qualquer decis&atilde;o do design. Assim como na programa&ccedil;&atilde;o orientada a objetos, todos os objetivos secund&aacute;rios do projeto herdar&atilde;o a constitui&ccedil;&atilde;o do objetivo principal. </p>
<p>O objetivo deve ser claro e conciso, mas n&atilde;o pode lhe faltar especificidade, do contr&aacute;rio n&atilde;o tem utilidade. De que adianta ter como objetivo de um website &quot;fornecer informa&ccedil;&otilde;es a quem se interessar por elas&quot;? Qualquer website pode fazer isso, no entanto, cada website faz isso de forma diferente, pois existe uma inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s do fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es. O cliente pode dizer que o objetivo do website &eacute; &quot;transmitir informa&ccedil;&otilde;es sobre os carros que sua empresa vende&quot;, mas isso n&atilde;o &eacute; o que a empresa realmente quer obter. O que a empresa quer &eacute; vender carros, mesmo que o website sirva apenas para influenciar um ato posterior de compra. &quot;Vender carros&quot; &eacute; o verdadeiro objetivo do website. As informa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o transmitidas ser&atilde;o meros  argumentos para convencer o consumidor.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, a mensagem  principal que deve ser transmitida &eacute; &quot;os carros da nossa marca s&atilde;o os melhores para voc&ecirc;&quot;. N&atilde;o importa que informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o utilizadas como argumento, a mensagem &eacute; a mesma. Como as possibilidades de argumenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o grandes, &eacute; interessante deixar documentada essa mensagem, de prefer&ecirc;ncia no briefing do projeto ou em outros documentos prim&aacute;rios, para que a imagina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o divague demais. </p>
<p>Aplica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m transmitem mensagens principais, embora n&atilde;o sejam t&atilde;o expl&iacute;citas. O anti-vir&uacute;s precisa transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a; o Mozilla Firefox precisa mostrar que &eacute; melhor que o Internet Explorer sem ser muito diferente; e o Google precisa conquistar a confian&ccedil;a de que pode encontrar qualquer coisa.</p>
<h2>Retorno do investimento </h2>
<p>Voc&ecirc; sabe o quanto vale o seu trabalho? Vale mais ou menos a metade daquilo que seu cliente vai ganhar com ele a curto prazo. Se o lucro almejado pelo cliente &eacute; grande, ent&atilde;o o or&ccedil;amento pro design deve ser grande, oras. No Brasil, &eacute; comum fazer das tripas cora&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento de websites com os or&ccedil;amentos apertados e os prazos curtos, mas &eacute; dif&iacute;cil algu&eacute;m saber o quanto o cliente est&aacute; lucrando com isso. Por isso, &eacute; interessante tanto para a equipe que desenvolve o projeto quanto para o cliente, calcular o Retorno do Investimento (ROI - Return On Investment). </p>
<p>O Retorno do Investimento &eacute; uma estimativa objetiva dos lucros que o projeto trar&aacute;. Alguns tipos de retornos comums s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>corte nos custos </li>
  <li> maior participa&ccedil;&atilde;o no mercado (market-share), </li>
  <li>maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da marca (branding awareness)</li>
  <li>aumento direto nas vendas </li>
  <li>influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de compra</li>
  <li>aumento de produtividade</li>
  <li>    aumento de audi&ecirc;ncia</li>
  <li>atra&ccedil;&atilde;o de nova audi&ecirc;ncia</li>
  <li>fideliza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia</li>
  <li>aumento da credibilidade do neg&oacute;cio</li>
  <li>aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o subjetiva  <br>
  </li>
</ul>
<p>Para definir o Retorno, basta reunir-se com os representantes da empresa e discutir o que se almeja e o que &eacute; vi&aacute;vel obter com o or&ccedil;amento destinado. Esse processo deve ser muito bem documentado j&aacute; que, se o Retorno for alcan&ccedil;ado, ele servir&aacute; como excelente argumento de venda dos seus servi&ccedil;os de design. </p>
<p>Entretanto, n&atilde;o adianta calcular antes e n&atilde;o verificar qual foi o Retorno concreto depois da execu&ccedil;&atilde;o do projeto. O cliente fornecer&aacute; os dados facilmente se ele estiver empolgado com o resultado. Do contr&aacute;rio, pode ficar a cargo da equipe do design checar isso. Vale &agrave; pena n&atilde;o s&oacute; pelo valor comercial que esses dados tem, mas tamb&eacute;m pela gratifica&ccedil;&atilde;o ao designer respons&aacute;vel; faz bem para sua auto-estima.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>At&eacute; aqui maravilhoso, mas &eacute; preciso cair na real e dizer como tudo isso vai acontecer. Descrever a metodologia d&aacute; grande credibilidade ao projeto, mas &eacute; preciso segui-la depois. Se comprometer com as ferramentas tecnol&oacute;gicas a serem empregadas no projeto tamb&eacute;m &eacute; complicado, mas pode ser necess&aacute;rio. </p>
<p>Nesse ponto n&atilde;o posso dar muitas mais recomenda&ccedil;&otilde;es, pois a forma de proceder estar&aacute; determinada pelos elementos acima citados. </p>
<h2>Uma ressalva </h2>
<p>Esses eram os pontos que eu costumava pensar at&eacute; alguns meses atr&aacute;s em projetos tradicionais. Recentemente, estou tentando reduzir os <a href="http://usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceitos</a> antes de ter contato com a realidade na pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de uso. Para entrar de cabe&ccedil;a no <a href="http://usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html">design participativo que acredito ser crucial para a Web 2.0</a>, &eacute; preciso estar preparado para trabalhar sem briefing, do contr&aacute;rio fecha-se ou induz a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas dentro <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/18/nao-se-trata-de-fazer-o-usuario-trabalhar-para-voce/">daquilo que se quer obter delas</a>. Se &eacute; pra participar, que seja <a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o pra valer</a>!  </p>

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</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 23:18:01 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Revisitando os princípios da Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A edi&ccedil;&atilde;o da <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/">Revista de Webdesign</a> de fevereiro de 2007 traz uma reportagem sobre os princ&iacute;pios fundamentais que regem a Web. Abaixo transcrevo a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo durante a reportagem: </p><p><strong>Luis Rocha - Os especialistas afirmam que para se atingir a plenitude no design para web &eacute; preciso dominar os princ&iacute;pios fundamentais que regem este campo do conhecimento. Por outro lado, ser&aacute; necess&aacute;rio conhecer tamb&eacute;m as particularidades que permeiam o ambiente no qual aplicaremos tais conceitos. Diante de sua experi&ecirc;ncia, quais s&atilde;o as particularidades da internet que influenciam na pr&aacute;tica do design para web?</strong></p>
<p>Frederick van Amstel - Ao contr&aacute;rio dos demais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a Internet n&atilde;o foi inventada por uma &uacute;nica pessoa, nem tampouco &eacute; controlada por um pequeno grupo de pessoas. J&aacute; no seu ber&ccedil;o militar, a descentraliza&ccedil;&atilde;o era seu princ&iacute;pio fundamental de exist&ecirc;ncia. Quando passou a ser usada pelas universidades, a descentraliza&ccedil;&atilde;o permitiu que mensagens fossem trocadas livremente. Esta liberdade, por sua vez, permitiu que as pessoas se mobilizassem para agir em conjunto atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o. A World Wide Web consolidou-se dessa forma gra&ccedil;as &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o conjunta de diversas pessoas que sonhavam com um mundo sem fronteiras, sem censuras e sem burocracia. Quem quer que deseje continuar a evolu&ccedil;&atilde;o da Web deve ter em mente esses tr&ecirc;s princ&iacute;pios-chave: descentraliza&ccedil;&atilde;o, liberdade e colabora&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>L -- Na edi&ccedil;&atilde;o de novembro de 2006, o professor Jo&atilde;o Leite analisava que &quot;...o ambiente do hiperm&iacute;dia &eacute; uma novidade por n&oacute;s ainda explorada como se fosse papel. Como se fosse uma superf&iacute;cie plana sobre a qual se disp&otilde;e a informa&ccedil;&atilde;o, sem considerar que este ambiente, por exemplo, acaba com a perspectiva renascentista. A l&oacute;gica, por exemplo, pode ser das superposi&ccedil;&otilde;es. Dos planos que se encobrem e por vezes permitem transpar&ecirc;ncias&quot;. Diante disso, quais s&atilde;o os principais obst&aacute;culos para se explorar os princ&iacute;pios fundamentais da internet dentro do design para web?</strong></p>
<p>F - Na hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o se observa que as novas m&iacute;dias s&atilde;o primeiramente exploradas como melhorias das m&iacute;dias pr&eacute;-existentes. Os primeiros notici&aacute;rios radiof&ocirc;nicos serviam para ler os jornais impressos e as primeiras pel&iacute;culas cinematogr&aacute;ficas serviam para adicionar movimento a fotografias de cenas do cotidiano. Conforme se percebe que as novas m&iacute;dias possibilitam tamb&eacute;m novas formas de comunica&ccedil;&atilde;o, desenvolve-se uma linguagem pr&oacute;pria para cada nova m&iacute;dia. A Internet tem pouco mais de dez anos, mas j&aacute; poss&iacute;vel perceber diferen&ccedil;as significativas na forma como s&atilde;o editados e lidos os jornais impressos e jornais online, por exemplo. O hipertexto realmente facilita o controle da leitura, mas a Internet permite n&iacute;veis de interatividade mais intensos. O estadunidense Slashdot e o brasileiro Overmundo s&atilde;o parecidos com jornais online, mas quem escreve e edita as not&iacute;cias s&atilde;o os pr&oacute;prios leitores. Estes &ldquo;jornais colaborativos&rdquo; n&atilde;o v&atilde;o substituir os jornais online, assim como o computador pessoal n&atilde;o substituiu o papel, mas representam a vanguarda da Internet como m&iacute;dia interativa. </p>
<p><strong>L - Em <a href="http://www.agenciaclick.com.br/br/empresa/noticia_1763.asp">artigo recente</a>, o presidente da Ag&ecirc;nciaClick, Pedro Cabral, apontou que &quot;...se num passado n&atilde;o muito distante - cerca de 10 anos atr&aacute;s - os internautas procuravam a internet principalmente para ler as &uacute;ltimas not&iacute;cias, hoje lhe interessam muito mais servi&ccedil;os de comunicadores instant&acirc;neos, e-mail (que sempre foi um grande foco, e agora &eacute; ainda mais importante), busca, download de m&uacute;sica. Essas s&atilde;o, atualmente, as maiores audi&ecirc;ncias de internet: audi&ecirc;ncias de servi&ccedil;o e ambientes de comunidade&quot;. De que forma as caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios (forma de navega&ccedil;&atilde;o, prefer&ecirc;ncia pelo ambiente a ser utilizado para navega&ccedil;&atilde;o etc.) deve transformar a cria&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de ambientes digitais?</strong></p>
<p>F - A Internet inaugurou uma nova forma de relacionamento das pessoas com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. O internauta n&atilde;o est&aacute; limitado a assistir, ouvir e ler o que os outros pensam. Ele pode atuar, falar e escrever o que ele pr&oacute;prio pensa, bem como contrapor seus pensamentos ao de outros internautas. A limita&ccedil;&atilde;o, por enquanto, &eacute; a dificuldade para fazer isso. Antigamente, para manter uma p&aacute;gina pessoal era preciso ter no&ccedil;&otilde;es de HTML, dominar o Frontpage, saber o que &eacute; uma conex&atilde;o FTP e etc. Hoje, &eacute; poss&iacute;vel criar uma p&aacute;gina pessoal no MySpace preenchendo alguns formul&aacute;rios e clicando em alguns bot&otilde;es. Daqui a algum tempo, &eacute; poss&iacute;vel que cada pessoa tenha a sua pr&oacute;pria rede de comunica&ccedil;&atilde;o personalizada, a chamada minim&iacute;dia, integrando seus blogs, fotologs, podcasts, redes sociais e o que mais surgir. As pessoas est&atilde;o conquistando cada vez mais poder sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e, conseq&uuml;entemente, est&atilde;o se deparando com os dilemas que somente os astros globais j&aacute; haviam experimentado: a invas&atilde;o de privacidade, a superexposi&ccedil;&atilde;o, a influ&ecirc;ncia sobre a opini&atilde;o p&uacute;blica e etc. As ferramentas para a minim&iacute;dia devem ajudar as pessoas a lidar com tais dilemas. </p>
<p><strong>L - No livro &quot;design/web/design: 2&quot;, lan&ccedil;ado em 2001, Luli Radfahrer ressaltava que &quot;...pode parecer rid&iacute;culo, mas o que n&atilde;o falta para a execu&ccedil;&atilde;o de belos e eficientes websites &eacute; a tecnologia. O problema &eacute; que a maioria dos websites est&aacute; sendo feita por profissionais que ainda n&atilde;o entenderam direito para que serve o hipertexto e como us&aacute;-lo, ou seja, n&atilde;o conhecem as ferramentas com que trabalham&quot;. Passados seis anos, voc&ecirc; acredita que as ag&ecirc;ncias e os profissionais brasileiros conseguiram aperfei&ccedil;oar a forma como produzimos projetos digitais?</strong></p>
<p>F - Numa olhada r&aacute;pida pelo anu&aacute;rio Ibest de 2002 e no de 2006 percebo que os websites em destaque est&atilde;o mais polidos visualmente, mais organizados e mais f&aacute;ceis de usar. Acredito que isso seja resultado do amadurecimento dos processos de projeto que agora est&atilde;o mais definidos e otimizados. Entretanto, o conte&uacute;do pouco mudou. A Internet brasileira, em sua maioria, ainda continua sendo usada como mero ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o institucional, ou seja, empresas conversando com empresas ou com consumidores. As aplica&ccedil;&otilde;es Web 2.0 que os brasileiros tanto usam como Orkut, Blogger e Gmail foram todas criadas fora do Brasil. Isso denota como os profissionais que fazem Internet no Brasil est&atilde;o atrasados; est&atilde;o mais atrasados que os pr&oacute;prios internautas brasileiros, campe&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o desses novos servi&ccedil;os! Acredito que isso aconte&ccedil;a porque temos uma elite conservadora que teme amea&ccedil;as ao seu poder, especialmente, o que exerce sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Nos Estados Unidos os profissionais est&atilde;o arriscando muito mais porque j&aacute; entenderam que a participa&ccedil;&atilde;o popular na m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; uma amea&ccedil;a; pelo contr&aacute;rio, &eacute; oportunidade.</p>
<p><strong>L - Ainda no livro, Luli afirma que algumas caracter&iacute;sticas fundamentais da internet possibilitam a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes adimensionais, alineares, manipul&aacute;veis, personaliz&aacute;veis e colaborativos. Diante destas caracter&iacute;sticas, &eacute; poss&iacute;vel dizer que o movimento Web 2.0 representa uma evolu&ccedil;&atilde;o na forma como criamos e desenvolvemos sites?</strong></p>
<p>F - Estou cada vez mais convencido de que Web 2.0 &eacute; mais do que uma transforma&ccedil;&atilde;o na forma como desenvolvemos sites. Trata-se de uma mudan&ccedil;a dr&aacute;stica da rela&ccedil;&atilde;o que as pessoas tem com a m&iacute;dia de massa. N&atilde;o &eacute; a toa que a revista Time escolheu a soma das pessoas que contribuem para a Internet como a personalidade do ano. Em muito breve, surgir&atilde;o &ldquo;novas revistas&rdquo; editadas por pessoas comuns que apontar&atilde;o cada uma, uma personalidade do ano diferente. As pessoas n&atilde;o ter&atilde;o somente 15 minutos de fama, mas ter&atilde;o quantos minutos quiserem, ou melhor, quantos minutos conseguirem conquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros. N&atilde;o ser&aacute; mais preciso prestar vestibular para jornalismo, fazer um book fotogr&aacute;fico ou ser eleito vereador para aparecer na m&iacute;dia. Cada pessoa ter&aacute; a sua pr&oacute;pria m&iacute;dia pessoal, a <a href="http://www.gravity7.com/blog/media/2006/07/of-you-me-mini-me-mass-media-and-mini.html">minim&iacute;dia</a>, nas palavras do designer Adrian Chan. </p>
<p><strong>L - Voc&ecirc; poderia apontar dois sites (e suas caracter&iacute;sticas principais) que conseguem explorar, em sua plenitude, os princ&iacute;pios fundamentais da web? </strong></p>
<p>F - Os exemplos que mais chegam perto dos princ&iacute;pios fundamentais da web s&atilde;o os antag&ocirc;nicos Blogger e Wikipedia. Enquanto o primeiro permite registrar um conhecimento individual, no segundo, &eacute; poss&iacute;vel colaborar para a constru&ccedil;&atilde;o de um conhecimento coletivo. Entretanto, como for&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; fraqueza, no Blogger, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada e, na Wikipedia, existe uma certa centraliza&ccedil;&atilde;o na modera&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>7 - Quais dicas bibliogr&aacute;ficas (artigos, livros, sites etc) voc&ecirc; traria para o profissional que deseja se aprofundar no assunto?</strong></p>
<p>Livros:</p>
<ul>
  <li><a href="http://www.newmediareader.com/">The New Media Reader</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=31184&franq=AFL-03-26957">Gera&ccedil;&atilde;o Digital</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1644179&ST=SE&franq=AFL-03-26957">A Cauda Longa</a></li>
</ul>
<p>Sites:</p>
<ul type="disc">
  <li><a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/">Roda e Avisa</a></li>
  <li><a href="http://www.lent.com.br/viu/">Viu Isso</a></li>
  <li><a href="http://www.gravity7.com/blog/media/index.html">Social Interaction      Design</a></li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 27 Feb 2007 15:38:23 -0300</pubDate>


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</item>
 
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<title>Dando de comer aos computadores </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Computadores t&ecirc;m fome de dados. Se n&atilde;o s&atilde;o alimentados com dados, n&atilde;o podem retornar outros dados, ficam in&uacute;teis. Computador n&atilde;o cria, s&oacute; computa. Por isso, ele &eacute; feito para extorquir o m&aacute;ximo poss&iacute;vel de dados de seus usu&aacute;rios que, sob essa &oacute;tica, seriam melhor chamados de funcion&aacute;rios. </p>
<p>A express&atilde;o &quot;funcion&aacute;rio&quot; &eacute; usada por Vil&eacute;m Flusser em sua <a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=176396&ST=SE&franq=AFL-03-26957">Filosofia da Caixa Preta</a> para designar o homem agindo em fun&ccedil;&atilde;o dos aparelhos. O funcion&aacute;rio desconhece a origem do aparelho, como ele funciona e como ele se encaixa nas cadeias produtivas da sociedade. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; alimentar o <em>input</em> e colher o <em>output</em>. O programa desse processamento &eacute; ignorado, como se acontecesse automagicamente. O funcion&aacute;rio n&atilde;o sabe que ele mesmo faz parte do sistema e que seu comportamento &eacute; programado pelo aparelho, pois este s&oacute; aceita como input dados que s&atilde;o do seu interesse, ou seja, alimentos apropriados. </p><p>A inten&ccedil;&atilde;o incutida no aparelho &eacute;, segundo Flusser, induzir os homens a aperfei&ccedil;oar o aparelho. O aperfei&ccedil;oamento gera novas possibilidades de uso para o homem que o seduz a explor&aacute;-las at&eacute; o ponto em que &eacute; necess&aacute;rio mais aperfei&ccedil;oamento. O aparelho &eacute; um monstro faminto que evolui &agrave;s custas da sede humana pelo poder de fazer cada vez mais coisas com menos esfor&ccedil;o. </p>
<p>A inoc&ecirc;ncia costumaz que os aparelhos nos apresentam foi muito bem capturada pela ilustra&ccedil;&atilde;o de <a href="http://www.artshole.co.uk/matthewhull">Matthew Hull</a>: </p>
<img src="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/machine.jpg" alt="Machine, Matthew Hull">
<p>Flusser coloca as coisas nesses termos para chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o despertar da consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica sobre a fotografia que, para ele, seria o aparelho que inaugurou a invers&atilde;o de dom&iacute;nio do aparelho sobre o homem. Os aparelhos criados desde ent&atilde;o foram se tornando cada vez mais complexos e mais desconhecidos do homem, a tal ponto que o homem passou a servir os aparelhos sem se dar conta disso. </p>
<p>Enquanto penso que escrevo no meu computador, o computador est&aacute; me ordenhando dados, o mercado profissional onde atuo est&aacute; se apropriando de minhas informa&ccedil;&otilde;es, meus leitores est&atilde;o usurpando meu conhecimento. Enquanto reflito sobre isso e penso que fa&ccedil;o isso em troca de fama ou de dinheiro, o &quot;aparelho social&quot; vai se retorcendo para expelir a <a href="http://www.contraditorium.com/2005/11/09/ganhe-dinheiro-com-seu-blog/">pr&oacute;xima recompensa</a> pelos <a href="http://www.usabilidoido.com.br/post_numero_500.html">meus servi&ccedil;os prestados</a>. Se meus escritos forem vistos por muitas pessoas, posso at&eacute; <a href="http://www.contraditorium.com/2006/08/05/ganhe-dinheiro-colocando-o-seu-na-reta/">ganhar um aumento</a>. </p>
<img src="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/15.jpg" alt="15, Matthew Hull">
<p>Claro que posso tentar subverter o sistema exatamente como penso que estou fazendo agora, mas, francamente, quem &eacute; que quer subverter o sistema e correr o risco de perder todos os confortos que a sociedade nos oferece para ficarmos em paz? </p>
<p>Flusser foi perseguido durante a guerra e teve que <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=87058&ST=CM11676&franq=AFL-03-26957">vir morar no Brasil</a>, onde foi relegado a dar aula numa faculdade insignificante. Enquanto vivo, era um ilustre desconhecido. Depois que morreu, sua obra come&ccedil;ou a despertar interesse e hoje &eacute;  autor &quot;quente&quot; no assunto. </p>
<p>N&atilde;o quero esperar pela morte para ser ouvido. Na verdade, tenho mais interesse em <a href="http://www.usabilidoido.com.br/podem_me_contradizer.html">ouvir o que os outros tem a dizer</a> sobre minhas id&eacute;ias do que em ser ouvido e isso s&oacute; posso fazer enquanto vivo. Sigo me adequando ao sistema, mas sem deixar de questionar sua l&oacute;gica. Quem sabe assim eu consigo um cargo pol&iacute;tico no pr&oacute;ximo governo...</p>

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<p>Aproveitando o ensejo, compre os livros indicados abaixo e voc&ecirc; se livrar&aacute; do mal da aliena&ccedil;&atilde;o e eu ganharei uma comiss&atilde;o pela venda. </p>
<h2>Livros indicados </h2>
<a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=176396&ST=SE&franq=AFL-03-26957"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/176396.jpg" alt="Filosofia da Caixa Preta" /></a><a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=173606&ST=SE&franq=AFL-03-26957"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/173606.jpg" alt="Ind&uacute;stria Cultural e Sociedade" width="130" height="184" border="0" /></a><a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=151583&ST=SE&franq=AFL-03-26957"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/151583.jpg" alt="Cultura da Interface" width="130" height="184" border="0" /></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">626</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 06 Nov 2006 15:29:10 -0300</pubDate>


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</item>
 
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<title>Apelo à compra e identidade visual no ecommerce</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/apelo_a_compra_e_identidade_visual_no_ecommerce.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Durante o Intercon encontrei dois velhos amigos que estão agora trabalhando no Submarino: <a href="http://hipergame.blogspot.com/">Lucas Haeser</a> e <a href="http://spaces.msn.com/bandaidx/PersonalSpace.aspx">Evandro Temperini</a>. Aproveitei para perguntar como a equipe de design do Submarino lida com a tens&atilde;o entre a polui&ccedil;&atilde;o visual caracter&iacute;stica do ponto-de-venda e a austeridade franciscana da Web. Acompanhe a conversa: </p><p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/apelo_venda_clean_haeser_temperini.mp3">Apelo à compra e identidade visual no ecommerce</a> [MP3] 4 minutos - 2 mb
</p>

<a href="http://www.flickr.com/photos/haeser/283929940/"><img src="http://static.flickr.com/99/283929940_9de89260ea.jpg?v=0" alt="Os entrevistados" /></a>

<p>Lucas Haeser, Frederick van Amstel e Evandro Temperini no Intercon 2006.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/apelo_a_compra_e_identidade_visual_no_ecommerce.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<pubDate>Mon, 30 Oct 2006 15:02:13 -0300</pubDate>


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<title>Tecnologia, Cultura e Sociedade </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/tecnologia_cultura_e_sociedade_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No fechamento da disciplina Dimens&otilde;es S&oacute;cio-Culturais da Tecnologia do Mestrado, a professora Mar&iacute;lia Gomes de Carvalho, uma das mais respeitadas no programa, conseguiu resumir em apenas 25 minutos a amplitude de assuntos que o <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/">PPGTE</a> abrange. &Eacute; uma excelente introdu&ccedil;&atilde;o para quem est&aacute; curioso em conhecer o programa. </p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/dimensoes_socio_culturais_tecnologia.mp3">Tecnologia, Cultura e Sociedade</a> [MP3] 10 mb 25 minutos 

</p>

<p>Com a explica&ccedil;&atilde;o da professora Mar&iacute;lia fica f&aacute;cil entender porque escolhi esse programa de Mestrado para pesquisar Design de Intera&ccedil;&atilde;o; estou mais interessado na interfer&ecirc;ncia dos artefatos nas rela&ccedil;&otilde;es sociais do que nas caracter&iacute;sticas particulares dos artefatos. Disciplinas como essa tem me ajudado a ampliar minha vis&atilde;o para al&eacute;m de bot&otilde;es e alavancas, enxergando tamb&eacute;m as din&acirc;micas sociais onde esses bot&otilde;es e alavancas est&atilde;o inseridos. </p><p>Meu questionamento n&atilde;o &eacute; se o bot&atilde;o &eacute; ou n&atilde;o us&aacute;vel. Quero saber porque o bot&atilde;o foi colocado ali. Quero saber o que significa esse bot&atilde;o. Quero saber quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias sociais daquele bot&atilde;o. Quero saber como a sociedade chegou ao c&uacute;mulo de criar bot&otilde;es que, <a href="http://www.historyofthebutton.com/2006/07/04/the-big-red-nuclear-button/">ao serem apertados</a>, devastam cidades e matam centenas de milhares de pessoas de uma s&oacute; vez. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/tecnologia_cultura_e_sociedade_.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<pubDate>Wed, 06 Sep 2006 14:10:09 -0300</pubDate>


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<item>
<title>Design centrado em quê?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Todo design tem um foco, mesmo que n&atilde;o declarado.  O centro do design &eacute; o aspecto que dever&aacute; ser priorizado na tomada de decis&otilde;es. As caracter&iacute;stica do design que beneficiarem esse aspecto ser&atilde;o escolhidas, as que prejudicarem, ser&atilde;o rejeitadas.</p>
<p>Identifiquei alguns centros comuns e incomuns no Design de Intera&ccedil;&atilde;o, mas deve ficar claro que eles podem acontecer em conjunto e mudar no decorrer do projeto: </p><h2>Design centrado no cliente</h2>
<p>O cliente est&aacute; pagando, ele manda. Em geral, o cliente que solicita o design de um produto interativo tem um objetivo de retorno claro; ele sabe onde quer chegar, s&oacute; n&atilde;o sabe exatamente como. <strong>O papel do designer &eacute; dar a forma para a id&eacute;ia do cliente</strong>. </p>
<p>Quando digo cliente, me refiro &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o que solicita o projeto. O cliente pode ser representado por um dirigente apenas ou por uma gama de representantes dos mais diferentes n&iacute;veis gerenciais. O que eles tem em comum &eacute; a vis&atilde;o de que o produto deve trazer um determinado retorno  para a organiza&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Entretanto, o produto interativo pode tamb&eacute;m fazer parte de uma estrat&eacute;gia pessoal dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Um dirigente buscando por ascender a cargos mais elevados pode solicitar um projeto apenas com o fim de promover-se, por exemplo. Ou ent&atilde;o, se ele &eacute; o dirigente m&aacute;ximo, pode estar encomendando um produto apenas por vaidade perante seus concorrentes. Isso acontece muito quando o dirigente se identifica demais com a organiza&ccedil;&atilde;o, ou seja, ele trata a organiza&ccedil;&atilde;o como uma extens&atilde;o de sua pr&oacute;pria personalidade. </p>
<p>Quase todos os websites institucionais s&atilde;o designs centrados no cliente. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; transmitir a imagem que a organiza&ccedil;&atilde;o quer passar para os usu&aacute;rios do site. Alguns sites adotam discurso mais persuasivo e abstrato, como &eacute; o caso da <a href="http://www.faculdadepitagoras.com.br/">Faculdade Pit&aacute;goras</a>, comentado <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html#701">anteriormente</a>, mas a maioria espelha ou a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empresa_servicos_contato.html">rela&ccedil;&atilde;o entre a empresa e o mercado</a>, como &eacute; o caso da <a href="http://www.ufpr.br/">UFPR</a>, ou a pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o interna (ex: <a href="http://www.ufes.br/">UFES</a>). </p>
<p>Um caso paradoxal &eacute; o design de intranet centrado no cliente. A primeira vista, pode parecer correto organizar uma intranet de acordo com os departamentos e hierarquia da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o, mas na pr&aacute;tica isso diminui muito sua perfomance de uso. O problema &eacute; que para fazer qualquer coisa l&aacute; dentro, o usu&aacute;rio precisa entender a estrutura de organiza&ccedil;&atilde;o da empresa. Se ele &eacute; um funcion&aacute;rio novo ou se no seu trabalho ele n&atilde;o costuma se relacionar com todos os demais departamentos, ele vai precisar de ajuda para se mover dentro na organiza&ccedil;&atilde;o. A intranet que seria uma ferramenta para agilizar a troca de informa&ccedil;&otilde;es dentro da organiza&ccedil;&atilde;o acaba duplicando a burocracia... </p>
<h2>Design centrado no designer</h2>
<p>O designer acha que o usu&aacute;rio final vai usar o produto da mesma forma como ele ou, pior, que ele <strong>tem que usar da mesma forma.</strong> O designer tamb&eacute;m acha que sabe melhor do que seus clientes o que &eacute; melhor para o usu&aacute;rio, logo, n&atilde;o aceita sugest&otilde;es. Se houver atrito com o cliente que resulte em imposi&ccedil;&atilde;o ao trabalho do designer, este realiza seu trabalho com extrema m&aacute; vontade. </p>
<p><strong>O resultado de um design  centrado no designer &eacute;, quase sempre, uma obra de arte.</strong> Isso n&atilde;o &eacute; necessariamente ruim. Se o designer tiver uma no&ccedil;&atilde;o clara da realidade e puder desenvolver sua id&eacute;ia, a obra de arte pode ter relev&acirc;ncia para o p&uacute;blico-alvo e superar suas expectativas. </p>
<p>Na palestra do <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cobertura_do_intercon_2005.html">Intercon 2005</a>, Max Chanan deixou claro que o  hotsite do filme <a href="http://www.nina7pecados.com.br/">Nina 7 Pecados</a> (fora do ar) foi resultado de design centrado no designer. O site  criava uma experi&ecirc;ncia l&uacute;dica completamente diferente do que estamos acostumados na Web.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/nina7pecados.png" alt="Techo do hotsite Nina 7 Pecados" width="487" height="339">
<p>Nessa tela, h&aacute; um formul&aacute;rio para deixar uma mensagem, mas sem bot&atilde;o para submeter a mensagem. Ao clicar no cora&ccedil;&atilde;o, se voc&ecirc; n&atilde;o escreve nenhuma mensagem, a interface tro&ccedil;a de voc&ecirc;. Dentro do contexto do roteiro do filme que est&aacute; sendo apresentado pelo site, esse design &eacute; mais do que adequado. </p>
<p>Eu fiquei muito tempo navegando pelo site, maravilhado, mas n&atilde;o tenho certeza se o p&uacute;blico-alvo do filme fruiria da mesma forma. Pelo menos a <a href="http://www.virtualnet.com.br/">ag&ecirc;ncia</a> levou um Cannes...</p>
<h2>Design centrado no sistema </h2>
<p><strong>O produto &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o de habilidade tecnol&oacute;gica</strong>. O funcionamento do sistema &eacute; mais importante do que a forma como ele &eacute; usado. As funcionalidades do sistema n&atilde;o s&atilde;o definidas pela sua utilidade para o usu&aacute;rio final, mas sim pela sua relev&acirc;ncia tecnol&oacute;gica no mercado. Dominar uma nova tecnologia significa estar um passo a frente da concorr&ecirc;ncia. </p>
<p>Esse tipo de abordagem &eacute; comum quando n&atilde;o s&atilde;o empregados designers humanistas no projeto. Programadores tem mais facilidade para lidar com tecnologia do que com pessoas, por isso tomam decis&otilde;es mais com base em argumentos tecnol&oacute;gicos do que humanos. Al&eacute;m disso, como est&atilde;o sempre buscando melhorar sua habilidade tecnol&oacute;gica, podem escolher uma determinada tecnologia mais porque anseiam  o dom&iacute;nio sobre ela do que pela sua relev&acirc;ncia para o projeto. </p>
<p>O design centrado no sistema &eacute; otimizado para funcionar com o <strong>m&iacute;nimo de recursos poss&iacute;veis, mesmo que isso complique o uso da interface</strong>. As estrat&eacute;gias de intera&ccedil;&atilde;o tendem a ser orientadas de acordo com as funcionalidades e o funcionamento do sistema, exigindo que o usu&aacute;rio entenda o modelo do sistema visualizado pelo seu desenvolvedor. </p>
<p>Sempre que sai uma nova tecnologia na Web, acontece uma profus&atilde;o de designs centrados no sistema. A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ajax_vai_desifentar_o_flash.html">&uacute;ltima onda &eacute; o Ajax </a>e n&atilde;o poderiam faltar esses exemplos. O site da <a href="http://www.cp.pt/">CP Passageiros</a>, uma rede de trens portuguesa, usa Ajax na sua ferramenta de compra de bilhetes: </p>
<p><a href="http://www.cp.pt/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cp_autocompletar.png" alt="Auto-Completar em Ajax" width="148" height="324" border="0"></a></p>
<p>O auto-completar no preenchimento das esta&ccedil;&otilde;es s&oacute; &eacute; &uacute;til se sei exatamente o nome da esta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; muito comum lembrarmos apenas parte dos nomes dos lugares porque &eacute; o que se usa no cotidiano. A &quot;Vila Franca de Xira&quot; numa conversa informal provavelmente &eacute; tratada como &quot;Franca&quot;. Se digito &quot;franca&quot; na ferramenta de busca, ela n&atilde;o completa o nome da esta&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o exibe nenhuma mensagem de erro. S&oacute; depois que termino de preencher o formul&aacute;rio e dou OK &eacute; que o sistema apresenta algum erro:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cp_erro.png" alt="Mensagem: &quot;N&atilde;o foi poss&iacute;vel efectuar a opera&ccedil;&atilde;o desejada, por favor tente mais tarde.&quot;" width="767" height="395">
<p>Essa parece ser uma mensagem de erro padr&atilde;o para qualquer problema que o sistema apresente. Pior do que n&atilde;o ajudar o usu&aacute;rio a resolver o erro (completar o nome da esta&ccedil;&atilde;o), ela diz ao usu&aacute;rio que o erro foi causado por uma falha no sistema e manda ele embora do site! Como podem gastar tanto espa&ccedil;o na home com anima&ccedil;&otilde;es de marketing da empresa e tratar o usu&aacute;rio desse jeito na <em>hora H</em>? </p>
<p>Apesar desse p&eacute;ssimo exemplo, o design centrado no sistema pode ser &uacute;til nos casos em que o usu&aacute;rio precise de fato conhecer o funcionamento do sistema para us&aacute;-lo corretamente. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wconfig.png" alt="Utilit&aacute;rio de configura&ccedil;&atilde;o do Windows" width="572" height="384">
<p>Se o utilit&aacute;rio de configura&ccedil;&atilde;o da inicializa&ccedil;&atilde;o do Windows (comando 'msconfig') fosse um assistente cheio de pessoas sorrindo e ursinhos de pel&uacute;cia, o usu&aacute;rio poderia acabar fazendo besteira sem querer. &Eacute; bom que a tela do msconfig exija que o usu&aacute;rio saiba o que &eacute; SYSTEM.INI para poder us&aacute;-la. Quando um usu&aacute;rio incauto desesperado para resolver uma problema causado por um spyware abre essa tela por acaso, ele &eacute; imediatamente avisado de que ali a coisa &eacute; s&eacute;ria e n&atilde;o d&aacute; pra ficar  &quot;mexendo&quot; pra ver se resolve. </p>
<p>Outros bons exemplos de design centrado no sistema s&atilde;o as ferramentas de desenvolvimento de sistemas (&oacute;bvio), as interfaces de linha de comando (ex: DOS) e motores de ve&iacute;culos. </p>
<h2>Design centrado no usu&aacute;rio</h2>
<p>O produto deve se adaptar &agrave;s necessidades atuais e caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios. Antes de iniciar o desenvolvimento do produto, o p&uacute;blico-alvo &eacute; definido e suas necessidades s&atilde;o levantadas. O produto deve atend&ecirc;-las da melhor forma poss&iacute;vel. </p>
<p>O design centrado no usu&aacute;rio surgiu como rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s abordagens anteriores que estavam apresentando resultados insatisfat&oacute;rios. O usu&aacute;rio final do produto era quem de fato deveria ser consultado na hora de tomar decis&otilde;es cruciais. Por isso, a pesquisa &eacute; t&atilde;o importante para o design centrado no usu&aacute;rio. Como saber se o produto atende &agrave;s necessidades do usu&aacute;rio se n&atilde;o perguntamos a ele? </p>
<p>Como n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel envolver todos os usu&aacute;rios de um produto durante a pesquisa, o design centrado no usu&aacute;rio tende a gerar produtos adaptados somente para aqueles usu&aacute;rios que participaram das pesquisas, ou seja,  h&aacute; risco de agradar poucos e desagradar muitos. O nome mais correto para essa abordagen seria <em>design centrado em alguns usu&aacute;rios</em>. </p>
<p>Como bem observou <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cobertura_do_intercon_2005.html">Luli Radfahrer numa entrevista</a>, o design centrado no usu&aacute;rio est&aacute; criando uma cultura de usu&aacute;rios mimados que n&atilde;o est&atilde;o abertos a novidades. <strong>O design centrado no usu&aacute;rio tende a ser conservador, assim como os pr&oacute;prios usu&aacute;rios</strong>. O usu&aacute;rio espera o padr&atilde;o, portanto, o designer tem que seguir o padr&atilde;o. Para superar essa tend&ecirc;ncia, a  <a href="http://www.ideo.com/">IDEO</a>, por exemplo, prefere envolver pessoas com perfis anormais, pois elas tendem a provocar insights mais inovadores.  <a href="http://www.itconversations.com/shows/detail821.html">Tom Kelley explica</a> que as pessoas normais est&atilde;o acostumadas com o que consomem, ent&atilde;o tendem a pedir aquilo que j&aacute; conhecem. </p>
<p>A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/redesign_do_usabilidoido_versao_seurat.html">vers&atilde;o  Seurat do Usabilidoido</a> &eacute; fruto de design centrado no usu&aacute;rio. Seja atrav&eacute;s de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_da_segunda_pesquisa_com_leitores.html">pesquisas com leitores</a>, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/perfil_semiotico_um_metodo_para_especificar_design_grafico_de_interfaces.html">Perfil Semi&oacute;tico</a>, emails de leitores e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/analisando_logs_de_busca.html">estat&iacute;sticas de acesso e busca</a>, estou sempre tentando adapt&aacute;-lo ao m&aacute;ximo &agrave;s caracter&iacute;sticas de uma fatia do p&uacute;blico que considero mais importante para mim: os leitores regulares. <strong>Assim como todo design centrado no usu&aacute;rio, alguns usu&aacute;rios gostaram e outros n&atilde;o</strong>. </p>
<h2>Design centrado no comportamento</h2>
<p>O design deve suportar os padr&otilde;es comportamentais dos usu&aacute;rios. Ao inv&eacute;s de prestar mais aten&ccedil;&atilde;o no que o usu&aacute;rio diz e focar num grupo de usu&aacute;rios espec&iacute;fico (como o design centrado no usu&aacute;rio), o design centrado no comportamento procura prestar mais aten&ccedil;&atilde;o no que o usu&aacute;rio faz e, assim, identificar padr&otilde;es comportamentais compartilhados por um grupo de pessoas. Os padr&otilde;es costumam ser agrupados em perfis demogr&aacute;ficos ou perfis de pap&eacute;is. </p>
<p>Andrew Chak identifica no livro <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_criar_sites_persuasivos.html">Como Criar Sites Persuasivos</a> quatro perfis de pap&eacute;is em lojas virtuais:</p>
<ul>
  <li><strong>navegadores</strong> (est&atilde;o s&oacute; &quot;dando uma olhadinha&quot;)</li>
  <li><strong>avaliadores</strong> (est&atilde;o comparando produtos e pre&ccedil;os)</li>
  <li><strong>compradores</strong> (est&atilde;o decididos a fechar o neg&oacute;cio o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel)</li>
  <li><strong>clientes</strong> (j&aacute; compraram uma vez e querem ser valorizados por isso) </li>
</ul>
<p>O autor recomenda que os ecommerces devem dar suporte a todos os tipos acima, por&eacute;m um deles deve ser privilegiado. O <a href="http://www.ebay.com">Ebay.com</a> h&aacute; alguns anos atr&aacute;s, por exemplo, dava mais &ecirc;nfase aos clientes da casa, mas agora j&aacute; est&aacute; mudando. Est&atilde;o tornando a interface mais f&aacute;cil e enchendo de ajuda para principiantes o site. Isso pode incomodar um pouco quem j&aacute; conhece as regras do jogo, por isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel agradar a todos os tipos de p&uacute;blico numa tacada s&oacute;.</p>
<p>Al&eacute;m de ecommerce, websites que possuem facetas do p&uacute;blico bem definidas e com objetivos d&iacute;spares costumam adotar design centrado no comportamento. N&atilde;o &eacute; raro esses sites estarem divididos em se&ccedil;&otilde;es destinadas especificamente a cada uma das facetas do p&uacute;blico. </p>
<p>O website da <a href="http://www.ufrj.br/">UFRJ</a> j&aacute; na primeira p&aacute;gina, ou melhor, na introdu&ccedil;&atilde;o em Flash (!) j&aacute; deixa claro que a navega&ccedil;&atilde;o &eacute; por perfil: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ufrj_intro.png" alt="Navega&ccedil;&atilde;o por perfil na intro do site da UFRJ" width="761" height="446"> 
<p>No meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">TCC</a>, que tratava do design do site de uma outra Universidade P&uacute;blica, rejeitei esse tipo de abordagem pelo seguinte motivo: </p>
<blockquote>
  <p>O website segmentado por p&uacute;blico pode oferecer complica&ccedil;&otilde;es ao usu&aacute;rio quando
    este acessa-o com um objetivo n&atilde;o previsto pela estrutura do website. Por exemplo, um aluno
    adiantado que deseja preencher seu Curr&iacute;culo Lattes. A &uacute;nica forma de impedir que isso
    aconte&ccedil;a em larga escala &eacute; monitorar o comportamento dos usu&aacute;rios ao acessar o website
    constantemente e identificar as mudan&ccedil;as nos seus objetivos para fazer os ajustes necess&aacute;rios.
    Por&eacute;m, essa &eacute; uma alternativa cara e invi&aacute;vel para o website de uma Universidade P&uacute;blica.</p>
</blockquote>
<p>No caso da <a href="http://www.ufrn.br/">UFRN</a>, o site prioriza a navega&ccedil;&atilde;o por perfil, mas  oferece tamb&eacute;m outros caminhos para encontrar informa&ccedil;&otilde;es. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ufrn.png" alt="Home da UFRN conta com v&aacute;rios caminhos de navega&ccedil;&atilde;o" width="634" height="543">
<p>O perigo do design centrado no comportamento &eacute; acreditar que todas as pessoas dentro dos perfils identificados v&atilde;o se comportar exatamente da mesma maneira. &Eacute; preciso estar preparado para os usu&aacute;rios que n&atilde;o se encaixam nos perfis e para as situa&ccedil;&otilde;es imprevistas. Por isso, &eacute; importante oferecer caminhos alternativos, como faz o site da UFRN. </p>
<p><strong>Quando o design centrado no comportamento n&atilde;o &eacute; baseado em pesquisas, ele degenera para o ester&oacute;tipo generalizado</strong>.  Publicit&aacute;rios e marketeiros s&atilde;o mestres em captar os estere&oacute;tipos que povoam o imagin&aacute;rio coletivo para sustentar suas campanhas mirabolantes. &quot;Todo mundo sabe que quem compra cueca n&atilde;o &eacute; o homem e sim a mulher que compra para o homem, por isso o site deve ser orientado para o p&uacute;blico feminino, com fotos de homens sarad&otilde;es, cores past&eacute;is e formas arredondadas,  de acordo com essa <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u18799.shtml">pesquisa desses cientistas americanos</a>.&quot; </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/skatista_cueca_caindo.jpg" alt="Skatista com cueca aparecendo" width="139" height="250" align="left">O problema &eacute; que estere&oacute;tipos s&oacute; existem na cabe&ccedil;a das pessoas. A realidade &eacute; muito mais complexa e diversificada. O website da <a href="http://www.zorba.com.br/">Zorba</a> me parece bem orientado ao p&uacute;blico feminino. Eu n&atilde;o gostei nem um pouco das fontes suavizadas, do colorido e das anima&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>Em Curitiba, &eacute; comum os homens adolescentes skatistas ou de estilo grunge procurarem cuecas diferentes para usar, ou melhor, exibir. Eles deixam a cal&ccedil;a bem baixa, quase caindo, para mostrar a barra da cueca. A maioria das mulheres que conhe&ccedil;o acha isso rid&iacute;culo, ent&atilde;o, porque manter o design feminino at&eacute; na p&aacute;gina da cueca especial para skatistas? </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/zorba_extreme.png" alt="Zorba extreme, a cueca para skatistas" width="697" height="284">
<h2>Design centrado na atividade </h2>
<p>O produto deve se adaptar &agrave; cultura do grupo de usu&aacute;rios. O dom&iacute;nio do design &eacute; mais amplo do que as caracter&iacute;sticas do produto, ou seja, <strong>quando se projeta pensando na atividade, se projeta tamb&eacute;m as mudan&ccedil;as nas estruturas sociais e simb&oacute;licas dos indiv&iacute;duos</strong>. O design centrado na atividade &eacute; uma abordagem ecol&oacute;gica para o design de produtos, pois enfatiza a conscientiza&ccedil;&atilde;o do impacto do produto no seu ambiente.</p>
<p>O produto funciona como um suporte para a intermedia&ccedil;&atilde;o entre as pessoas que participam de uma atividade. Se ele for adaptado para um grupo de usu&aacute;rios espec&iacute;fico, como no caso do design centrado no usu&aacute;rio, a atividade pode n&atilde;o funcionar quando o perfil dos usu&aacute;rios mudar. Se o Orkut tivesse sido projetado para as caracter&iacute;sticas dos primeiros usu&aacute;rios, os entusiastas de novas tecnologias, talvez n&atilde;o tivesse sido aceito pelos usu&aacute;rios que entraram depois e que n&atilde;o eram t&atilde;o entusiastas assim. </p>
<p>Um bom exemplo de design centrado na atividade &eacute; o <a href="http://www.flirtomatic.com/">Flirtomatic</a>. &quot;Flirt&quot; em ingl&ecirc;s &eacute; parecido com o nosso flertar, mas tem um car&aacute;ter mais sexual do que rom&acirc;ntico. O &quot;flirt&quot; nem sempre tem o objetivo de estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de verdade, ou seja, &eacute; mais uma brincadeira sem compromisso. O interessante &eacute; que o  Flirtomatic &eacute; todo orientado para induzir esse tipo de relacionamento, ou melhor, atividade. J&aacute; no preenchimento do perfil, ele pede para voc&ecirc; escolher algumas imagens de duplo sentido que representam sua personalidade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_desenhos_duplo_sentido.png" alt="Desenhos de duplo sentido para representar a personalidade" width="519" height="229">
<p>Alguns usu&aacute;rios do servi&ccedil;o podem at&eacute; n&atilde;o se sentir &agrave; vontade com a abordagem c&ocirc;mica sobre o assunto, mas eles s&atilde;o obrigados a se adaptar a ela, pois essa &eacute; uma caracter&iacute;stica essencial da atividade. A brincadeira permite que uma pessoa trate a outra com intimidade sem que isso pare&ccedil;a atrevimento. </p>
<p>O Flirtomatic parece mais interessante de ser acessado pelo celular, mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel pela Web. Gra&ccedil;as &agrave; influ&ecirc;ncia da interface mobile, a interface Web suporta muito bem o fluxo da atividade. Ao inv&eacute;s de oferecer todos os recursos que a tecnologia permite, ela oferece o m&iacute;nimo de funcionalidades necess&aacute;rias para suportar a atividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_home.png" alt="In&iacute;cio do Flirtomatic Web" width="394" height="532">
<p>Quando inicio a tarefa principal (&quot;encontrar uma pessoa interessante para flertar&quot;), a interface n&atilde;o tenta me oferecer nada que v&aacute; me desviar do meu objetivo:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_encontrar_uma_pessoa.png" alt="Encontrar uma pessoa para flertar" width="394" height="533">
<p>Na maioria das aplica&ccedil;&otilde;es sociais e websites, espa&ccedil;o vazio &eacute; considerado crime. &quot;Se sobrou espa&ccedil;o, temos que preencher com alguma outra funcionalidade que o usu&aacute;rio talvez possa querer naquele momento&quot;. &Eacute; por causa desse tipo de posicionamento que as pessoas reclamam tanto de excesso de informa&ccedil;&atilde;o, polui&ccedil;&atilde;o visual, desconcentra&ccedil;&atilde;o, desorienta&ccedil;&atilde;o e etc. Quando o designer conhece bem as atividades que os usu&aacute;rios realizam usando a ferramenta, ele adapt&aacute;-la o m&aacute;ximo poss&iacute;vel para suportar  o fluxo da atividade, do come&ccedil;o ao fim, sem interrup&ccedil;&otilde;es. </p>
<p><strong>Design centrado na atividade &eacute; essencial para produtos inovadores </strong>(aqueles que v&atilde;o criar novas atividades), games e elearning. </p>
<h2>Design centrado na tarefa</h2>
<p>O fluxo das  tarefas que o usu&aacute;rio realiza usando o produto deve estar de acordo com o modelo mental do usu&aacute;rio. A experi&ecirc;ncia que o usu&aacute;rio possui com sistemas similares condiciona seu modelo mental, portanto, a interface deve preferir seguir &agrave;s conven&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas j&aacute; existentes. </p>
<p>A diferen&ccedil;a das demais abordagens &eacute; que no design centrado na tarefa, s&oacute; interessa o modelo mental do usu&aacute;rio sobre a tarefa em quest&atilde;o. A personalidade do usu&aacute;rio e seu entorno cultural n&atilde;o s&atilde;o levados em conta, pois <strong>as tarefas devem ser independentes desses fatores</strong>. </p>
<p>O design centrado na tarefa tem suas origens na ergonomia das linhas de produ&ccedil;&atilde;o, onde os trabalhadores s&atilde;o tratados de forma bastante impessoal. A efici&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia da linha &eacute; mais importante do que a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal de cada trabalhador. </p>
<p>O design centrado na tarefa ideal &eacute; aquele que mostra claramente quais s&atilde;o as etapas necess&aacute;rias para realizar uma determinada tarefa. Melhor do que isso &eacute; quando <strong>a interface s&oacute; exibe as op&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o prosseguimento da tarefa</strong>. O Office 12 que a Microsoft est&aacute; <a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/">preparando para lan&ccedil;ar</a> esse ano est&aacute; sendo completamente reestruturado com esse objetivo. Ao inv&eacute;s da dupla menu + barras de ferramentas, eles criaram uma barra de ferramentas contextual chamada &quot;<a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/archive/2005/09/14/467126.aspx">ribbon</a>&quot; que muda de acordo com a tarefa atual do usu&aacute;rio. Se escolho a aba &quot;Page Layout&quot;, s&oacute; aparecem op&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; formata&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina.  </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/office12_dialog_launcher.png" alt="Sequ&ecirc;ncia de tarefa no Office 12" >
<p>Nas vers&otilde;es anteriores do Office, a op&ccedil;&atilde;o para mudar as colunas de texto estava sempre dispon&iacute;vel na barra de ferramentas, mas se quisesse um ajuste fino al&eacute;m do que ela oferece, tenho que fechar esse bot&atilde;o e ir para o menu Formatar &gt; Colunas. Esta sequ&ecirc;ncia &eacute; bem menos l&oacute;gica do que Page Layout &gt; Columns &gt; Advanced. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/office2000_formatar_colunas.png" alt="Office 2000 formatando colunas" width="616" height="151">
<p>Outra caracter&iacute;stica do design centrado em tarefas &eacute; <strong>priorizar as tarefas mais frequentes</strong>. Foi pensando nisso que a Microsoft lan&ccedil;ou h&aacute; alguns anos atr&aacute;s os menus adaptivos, que mostram apenas as op&ccedil;&otilde;es que o usu&aacute;rio usa de fato. Pena que eles demoraram tanto tempo para <a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/archive/2005/10/10/479123.aspx">perceber</a> que isso era uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/menus_adaptivos.html">p&eacute;ssima id&eacute;ia</a>...</p>
<p>Na nova <a href="http://www.usp.br">home da USP</a>, n&atilde;o consigo perceber uma ordem de organiza&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o seja a frequ&ecirc;ncia de uso. A desvantagem &eacute; que se for uma op&ccedil;&atilde;o pouco utilizada, voc&ecirc; precisa ler todas as outras op&ccedil;&otilde;es para chegar at&eacute; a que voc&ecirc; deseja. Se o cat&aacute;logo fosse por ordem alfab&eacute;tica, acho que seria mais f&aacute;cil de usar: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/usp_catalogo.png" alt="Cat&aacute;logo do site da USP" width="611" height="274"> 
<p>Para mais detalhes sobre design centrado na tarefa, veja meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">TCC</a> que, embora se intitule design centrado no usu&aacute;rio &eacute;, na verdade, centrado na tarefa. </p>
<h2>Design centrado na a&ccedil;&atilde;o  </h2>
<p>O produto deixa o usu&aacute;rio &agrave; vontade para usar como quiser. O mais importante &eacute; que cada a&ccedil;&atilde;o resulte na rea&ccedil;&atilde;o esperada pelo usu&aacute;rio, por isso, a interface deve seguir estritamente os padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o conhecidos pelo usu&aacute;rio.</p>
<p>O design centrado na a&ccedil;&atilde;o enfatiza que as funcionalidades do produto devem estar sempre dispon&iacute;veis e de r&aacute;pido acesso. A <a href="http://www.uie.com/articles/three_click_rule/">famosa regra dos 3 cliques</a> &eacute; puro design centrado na a&ccedil;&atilde;o, pois desconsidera o contexto. As maioria das <a href="http://www.usabilidoido.com.br/sabedoria_do_taro_e_usabilidade.html">heur&iacute;sticas</a>, guidelines e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade_50_websites_descontruidos.html">recomenda&ccedil;&otilde;es</a> dos gurus da usabilidade tamb&eacute;m tem essa caracter&iacute;stica. </p>
<p>Em geral, o design centrado na a&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro passo que o programador toma quando come&ccedil;a a se preocupar com o usu&aacute;rio e deixa de fazer design centrado no sistema. Assim como aplica padr&otilde;es de codifica&ccedil;&atilde;o no c&oacute;digo, ele aplica na interface. O risco &eacute; que os componentes da interface podem ficar us&aacute;veis, mas o produto como um todo n&atilde;o. </p>
<p>Interfaces orientadas a objetos tamb&eacute;m entram dentro do design centrado na a&ccedil;&atilde;o. Nesse tipo de interface, as funcionalidades s&atilde;o criadas depois de definidos os objetos de interesse do usu&aacute;rio (documentos, pastas, figuras, etc). Ao inv&eacute;s do usu&aacute;rio manipular o sistema para modificar o objeto, o usu&aacute;rio age diretamente sobre o objeto com a ajuda do sistema. A diferen&ccedil;a &eacute; sutil, mas se voc&ecirc; pensar na diferen&ccedil;a entre compor um desenho escrevendo os pontos do vetor no Actionscript e usando a ferramenta caneta do Flash fica bem mais claro. </p>
<p>O pr&oacute;prio Windows e boa parte dos aplicativos de desktop s&atilde;o designs centrados na a&ccedil;&atilde;o. Se voc&ecirc; j&aacute; tem experi&ecirc;ncia com o Photoshop, tente esquec&ecirc;-la por um momento e se coloque no lugar de quem nunca teve a oportunidade. Pense como voc&ecirc; faria para dar um tom s&eacute;pia nessa antiga foto do Jakob Nielsen:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/photoshop_centrado_na_acao.png" alt="Edi&ccedil;&atilde;o de foto no Photoshop" width="711" height="608"> 
<p>N&atilde;o tem nenhum bot&atilde;o ou painel que se refira a s&eacute;pia, muito menos &agrave; tonalidade. Sim, eu sei que voc&ecirc; poderia criar uma camada coberta de marrom e mescl&aacute;-la com o fundo para dar o efeito, mas o conceito &eacute; extra-terrestre para quem nunca abriu o software. O jeito &eacute; fu&ccedil;ar nos menus, mais provavelmente &quot;Imagem&quot; e &quot;Filtro&quot;. Os menus me oferecem muitas op&ccedil;&otilde;es, mas nenhuma delas est&aacute; diretamente ligada &agrave; minha tarefa (mudar a tonalidade da foto). No final das contas, sou obrigado a ir tentando uma por uma at&eacute; encontrar aquela que pode fazer o que desejo. Como existem v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es que podem fazer o efeito que procuro, a chance de conseguir &eacute; grande. </p>
<p>Agora compare com o Picasa, um software bem focado em tarefas:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/picasa_centrado_na_tarefa.png" alt="Picasa &eacute; centrado na tarefa" > 
<p>O Photoshop &eacute; mais flex&iacute;vel, pois permite chegar ao mesmo resultados de diferentes maneiras, mas o Picasa &eacute; muito mais f&aacute;cil de aprender para essa tarefa. Se fosse uma outra tarefa que o Picasa n&atilde;o oferece diretamente (pr ex: transformar em negativo), o Photoshop sairia ganhando. </p>
<p>Design centrado na a&ccedil;&atilde;o &eacute; indicado para produtos que possam ser usados para uma gama muito diversificada de tarefas e atividades. Sistemas operacionais, aplicativos gen&eacute;ricos e aplicativos de cria&ccedil;&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o complexos s&atilde;o bons candidatos.</p>
<h2>Pesquisa</h2>

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<p>Essa enquete foi disponibilizada facilmente usando o <a href="http://www.daniweb.com/techtalkforums/thread13312.html">Flash Poll System</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 30 Jan 2006 12:18:43 -0300</pubDate>


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<title>Web 2.0  no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign">Revista Webdesign</a> de Janeiro de 2006 traz uma excelente reportagem sobre Web 2.0 do ponto de vista dos brasileiros que est&atilde;o antenados no assunto. Ao inv&eacute;s de abordar o assunto como uma evolu&ccedil;&atilde;o de paradigmas tecnol&oacute;gicos, a reportagem mostra que Web 2.0 &eacute; muito mais do que isso. Foram entrevistados profissionais como <a href="http://www.agenciaclick.com.br">Abel Reis</a>, <a href="http://www.crisdias.com/">Cristiano Dias</a>, <a href="http://www.camiseteria.com">Fabio Seixas</a>, <a href="http://www.mtristao.com.br/">M&aacute;rcio Trist&atilde;o</a> e eu. </p>
<p>Al&eacute;m dessa reportagem, a edi&ccedil;&atilde;o conta com uma boa entrevista com <a href="http://www.fmemoria.com.br">Felipe Mem&oacute;ria</a>, autor de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_para_a_internet_projetando_a_experiencia_perfeita.html">Design para a Internet</a>. Vale &agrave; pena conferir. </p>
<p>Abaixo publico a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo para escrever a reportagem. Na revista foram publicados  os melhores trechos. </p><p><strong>O &quot;modo perp&eacute;tuo beta&quot; &eacute; o modelo para desenvolvimento na Web 2.0?</strong></p>
<p>Vejo mais o pessoal usar o selo &quot;vers&atilde;o beta&quot; como desculpa para eventuais bugs de sistemas lan&ccedil;ados precocemente do que como incentivo para usu&aacute;rios sugerirem modifica&ccedil;&otilde;es no sistema. A proposta do est&aacute;gio beta n&atilde;o &eacute; encontrar bugs. Para isso existem as vers&otilde;es alpha distribu&iacute;das anteriormente para os departamentos de qualidade das empresas. A moda de perp&eacute;tuo beta pegou porque o investimento em Web 2.0 ainda &eacute; arriscado demais para custear departamentos de qualidade. Na medida em que o retorno seja comprovado, as empresas v&atilde;o querer garantir que n&atilde;o haja problemas com seus sistemas e o beta terminar&aacute;. </p>
<p><strong> Quais s&atilde;o as principais diferen&ccedil;as da Web 2.0, em termos de conceitos e 
tecnologias, em rela&ccedil;&atilde;o a &quot;Web 1.0&quot;? Quais s&atilde;o as vantagens da Web 2.0?</strong></p>
<p>N&atilde;o gosto desse nome Web 2.0 porque d&aacute; a impress&atilde;o de que houve uma Web 1.0 anterior. Web 2.0 &eacute; um movimento social que discute os fundamentos da rede, n&atilde;o uma vers&atilde;o de software ou de arquitetura de redes e &eacute; a primeira vez que isso &eacute; feito em p&uacute;blico. A Web que temos hoje foi criada pela elite acad&ecirc;mica e o W3C, que atualiza seus padr&otilde;es, ainda &eacute; constitu&iacute;do por esse pessoal mais os engenheiros das grandes fabricantes de softwares. </p>
<p>A grande vantagem da Web 2.0 &eacute; justamente essa: mais poder para o usu&aacute;rio. Ele agora &eacute; pe&ccedil;a-chave na gera&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, pode remixar o conte&uacute;do gerado por outros usu&aacute;rios, pode classificar informa&ccedil;&otilde;es como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc. </p>
<p><strong> Alguns usu&aacute;rios j&aacute; <a href="http://andrewwooldridge.com/myapps/webtwopointoh.html">brincam</a> com toda a aten&ccedil;&atilde;o que o tema Web <a href="http://web2.0validator.com/">2.0</a> vem 
  recebendo. Independente do seu sucesso ou n&atilde;o, quais
  mudan&ccedil;as o conceito e a pr&aacute;tica da Web 2.0 trar&aacute; para o trabalho do
webdesigner?</strong></p>
<p>Para fazer Web 2.0, o webdesigner precisar&aacute; entender muito melhor sua fun&ccedil;&atilde;o social. Porque a empresa precisa dessa interface? Como ela se insere em suas estrat&eacute;gias? Quem s&atilde;o as pessoas que v&atilde;o us&aacute;-la? Que impacto a interface tem em suas vidas? O webdesigner 2.0 precisa saber que seu trabalho vai muito al&eacute;m de uma tela de computador. </p>
<p><strong> Podemos considerar as comunidades virtuais como o &quot;mapa da mina&quot; no 
mercado Web 2.0?</strong></p>
<p>Desde que surgiu a Internet volta e meia algu&eacute;m diz que o futuro s&atilde;o as comunidades, da&iacute; surgem um monte de iniciativas rid&iacute;culas como f&oacute;runs de discuss&atilde;o para &quot;troca de receitas&quot; no site de uma marca de molho de tomate famosa. A id&eacute;ia do f&oacute;rum n&atilde;o &eacute; ruim, o problema &eacute; o lugar onde ele est&aacute;. Dificilmente uma pessoa ser&aacute; motivada a se transformar num super-usu&aacute;rio (aqueles caras que carregam a comunidade nas costas) se n&atilde;o pode brilhar mais do que a marca do molho. Poderiam ser oferecidos pr&ecirc;mios para compensar, mas ser&aacute; que um brinde vale mais do que ser a estrela de um f&oacute;rum? </p>
<p>O que motiva as pessoas a participar ativamente de comunidades n&atilde;o &eacute; o sentimento altru&iacute;sta de ajudar o pr&oacute;ximo, mas sim o contr&aacute;rio. Numa comunidade virtual, as pessoas podem construir seu alter-ego e v&ecirc;-lo crescer pouco-a-pouco, seja em n&uacute;mero de amigos, figurinhas de comunidades, f&atilde;s, posts, cora&ccedil;&otilde;ezinhos, gelinhos e etc. &Eacute; como num RPG, onde voc&ecirc; pode escolher todas as caracter&iacute;sticas do seu personagem e mostrar aos outros e dizer: &quot;olha que legal quem eu sou e os pontos que ganhei&quot;. Entretanto, para ganhar pontos numa comunidade &eacute; preciso ajudar outras pessoas, ou seja, para se ajudar &eacute; preciso ajudar o pr&oacute;ximo! </p>
<p>Ent&atilde;o o  que est&aacute; funcionando na Web 2.0 n&atilde;o s&atilde;o as comunidades, mas sim a amplia&ccedil;&atilde;o de oportunidades para que ilustres desconhecidos brilhem como sempre desejaram. </p>
<p><strong> No artigo &quot;<a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html">What Is the Web 2.0</a>&quot;, Tim O'Reilly aponta que o &quot;SQL &eacute; o novo 
  HTML&quot;. Podemos considerar o gerenciamento de banco de dados como uma das 
chaves para o sucesso na Web 2.0?</strong></p>
<p>Gerenciar um enorme banco de dados &eacute; f&aacute;cil, dif&iacute;cil &eacute; extrair valor dele. Mais importante do que saber formular uma consulta SQL para retornar dados relevantes &eacute; saber como transform&aacute;-los em conhecimento. Quando um dado &eacute; contextualizado, ele se transforma em informa&ccedil;&atilde;o e quando essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; transmitida para algu&eacute;m, ela pode se transformar em conhecimento. Se isso n&atilde;o acontecer, a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; in&uacute;til. </p>
<p>A  folcsonomia do <a href="http://del.icio.us/">Delicious</a>, por exemplo, permite que as pessoas colem etiquetas (<em>tags</em>) em urls inc&oacute;gnitas, permitindo que se ache ela depois que for jogada numa pilha. A etiqueta contextualiza a url e transforma-a em informa&ccedil;&atilde;o que pode ser recuperada pelo usu&aacute;rio. Al&eacute;m de permitir o acesso &agrave;s urls, essa informa&ccedil;&atilde;o pode ajudar o usu&aacute;rio a entender seus pr&oacute;prios interesses e costumes manifestados no conjunto de suas etiquetas. Como s&atilde;o poucos os profissionais que se preocupam com a forma&ccedil;&atilde;o desse tipo de conhecimento, talvez tenhamos que esperar por outro movimento que vise tornar a Web mais inteligente... </p>
<p><strong> Na Web 2.0, a id&eacute;ia do que &eacute; conte&uacute;do finalmente vai al&eacute;m do texto?</strong></p>
<p>Enquanto a unidade fundamental da Web for a p&aacute;gina, o texto continuar&aacute; sendo o formato principal de veicula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, assim como nos livros e revistas de onde foi tirada essa met&aacute;fora. </p>
<p>A mudan&ccedil;a principal no &acirc;mbito do conte&uacute;do  proposta pela Web 2.0 &eacute; sua independ&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o original. Atrav&eacute;s do XML,  conte&uacute;dos vindos de diferentes fontes podem ser remixados numa nova aplica&ccedil;&atilde;o, gerando informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis anteriormente. O housingmaps.com, por exemplo, &eacute; fruto do cruzamento dos mapas do Google Maps com os an&uacute;ncios de venda e aluguel de im&oacute;veis do craiglist.com. </p>
<p><strong>Qual a import&acirc;ncia do AJAX para a Web 2.0?</strong></p>
<p>O Ajax est&aacute; permitindo fazer as primeiras experimenta&ccedil;&otilde;es para ultrapassar a met&aacute;fora de p&aacute;ginas da Web. Gra&ccedil;as a ele, o foco est&aacute; saindo da informa&ccedil;&atilde;o e passando &agrave; intera&ccedil;&atilde;o. Os websites podem oferecer agora al&eacute;m do acesso, manipula&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; um bom caminho para transformar toda esse montar&eacute;u de informa&ccedil;&atilde;o que temos dispon&iacute;veis em conhecimento. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 12 Jan 2006 11:22:57 -0300</pubDate>


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<item>
<title>Princípios fundamentais da Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Esses dias a <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/index2.asp">revista Webdesign</a> me consultou sobre o que achava que havia dado certo ou errado na Web este ano. Pensei logo em exemplos como <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a>, <a href="http://del.icio.us/">Delicious</a>, <a href="http://www.google.com/adsense">Google Adsense</a>, etc. Mas o que essas iniciativas teriam em comum? Qual &eacute; o segredo do sucesso? </p>

<h2>Web 2.0</h2>
<p>Bem, todas  fazem parte de um movimento chamado Web 2.0 que visa usar melhor a rede tanto do ponto de vista tecnol&oacute;gico quanto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico. Apesar do conceito original ser bastante amplo, muitas pessoas tem <a href="http://www.google.com/url?sa=t&ct=res&cd=5&url=http%3A//www.jonathanboutelle.com/mt/archives/2005/07/ajax_web_20.html&ei=VbNOQ9SkHYOY-gHj3rS1Dw&sig2=TzHh5oBsBamVnqZpKIyHkw">discutido Web 2.0 como sin&ocirc;nimo de Ajax</a>, Webservices, RSS, Blogs e etc. Estas s&atilde;o apenas meios para atingir o paradigma Web 2.0. </p>
<p>Mesmo o pr&oacute;prio Tim O&acute;Reilly, um dos fundadores do movimento, s&oacute; consegue explicar no que consiste esse paradigma <a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html">atrav&eacute;s de exemplos</a> do tipo: &quot;isso &eacute; Web 2.0&quot; ou &quot;isso n&atilde;o &eacute; Web 2.0&quot;. Os padr&otilde;es que ele identifica nos modelos de neg&oacute;cios, design de intera&ccedil;&atilde;o e infra-estrutura s&atilde;o de fato percept&iacute;veis, mas ele n&atilde;o consegue sintetizar qual &eacute; a ess&ecirc;ncia da Web 2.0. </p><p>Poderia muito bem responder &agrave; revista Webdesign o que acho da Web 2.0, citar exemplos e tecnologias utilizadas e os leitores poderiam pensar: &quot;nossa, como esse cara &eacute; atualizado... nem sabia que existia isso. Vou logo baixar umas apostilas sobre o assunto&quot;. Isso n&atilde;o seria justo de minha parte porque Web 2.0 n&atilde;o faz parte da realidade brasileira ainda. N&atilde;o entendemos nem direito como usar a Web 1.0, que dir&aacute; de uma nova vers&atilde;o. </p>

<h2>Atraso brasileiro</h2>

<p>Na minha opini&atilde;o, estamos atrasados por dois motivos principais: modelo de gest&atilde;o familiar e m&iacute;dia de massa. </p>
<p>Muitas empresas ainda s&atilde;o administradas pelo patriarca, seguido pelos filhos e outros parentes. Mesmo quando n&atilde;o &eacute; familiar, a hierarquia da empresa ainda &eacute; patriarcal. O chefe manda, voc&ecirc; obedece. Decis&otilde;es estrat&eacute;gias s&oacute; v&ecirc;m de cima para baixo, nunca de baixo para cima. Devido &agrave; centraliza&ccedil;&atilde;o excessiva, a empresa se move devagar e emperra na burocracia. </p>
<p>Quase todos os  ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o exemplos claros do modelo de gest&atilde;o familiar. Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es manda na Bahia com seu jornal e rede de televis&atilde;o. No Paran&aacute;, Fransciso Cunha Pereira n&atilde;o &eacute; t&atilde;o poderoso, mas muito influente. Otavio Frias Filho dirige o jornal que herdou do pai, <a href="http://www.folha.uol.com.br/">Folha de S&atilde;o Paulo</a> e tamb&eacute;m o <a href="http://www.uol.com.br/">Universo Online</a>, do mesmo grupo.  </p>
<p>A problema disso &eacute; que o ve&iacute;culo &eacute; usado para reafirmar essa rela&ccedil;&atilde;o patriarcal. &quot;Se saiu no jornal, &eacute; porque &eacute; verdade&quot;, diz o povo. Tudo bem que n&atilde;o &eacute; todo mundo que acredita em tudo que publicam, mas &eacute; dif&iacute;cil contestar uma fonte quando n&atilde;o h&aacute; alternativas. Quantos jornais voc&ecirc; tem dispon&iacute;veis em sua cidade com posicionamentos diferentes? E redes de televis&atilde;o? N&atilde;o vai dar uma m&atilde;o.  </p>
<p>&Eacute; natural que para esses &quot;coron&eacute;is da m&iacute;dia&quot; a Web seja mais uma m&iacute;dia de massa. Ao inv&eacute;s de explorar seu diferencial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras m&iacute;dias, reproduzem o mesmo modelo viciado. Para um modelo de gest&atilde;o conservador isso &eacute; certo, j&aacute; que o retorno &eacute; mais previs&iacute;vel e r&aacute;pido.</p>
<p>N&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o conservadores. A maioria das empresas brasileiras &eacute; assim, devido ao modelo de gest&atilde;o familiar, que &eacute; conservador por natureza. &Eacute; por isso que vemos t&atilde;o poucas experi&ecirc;ncias inovadoras na nossa Web. &quot;&Eacute; melhor copiar o que est&aacute; dando certo do que tentar inventar moda&quot;, pensam os empres&aacute;rios. N&atilde;o arriscam porque se der errado, quebram a empresa e, em &uacute;ltima an&aacute;lise, a fam&iacute;lia. </p>
<p>Por&eacute;m, os princ&iacute;pios fundamentais da Web n&atilde;o apoiam essa postura. H&aacute; alguns anos, li o Irapuan Martinez evocando esses princ&iacute;pios na <a href="http://groups-beta.google.com/group/arqhp">ArqHP</a>, mas n&atilde;o consegui encontrar a defini&ccedil;&atilde;o original.   Pensei em tr&ecirc;s: </p>
<dl>
  <dt>Descentraliza&ccedil;&atilde;o</dt>
  <dd>Qualquer pessoa deve poder emitir mensagens e escolher de quais fontes quer receber mensagens. Exemplos: no  <a href="http://www.uol.com.br">UOL</a>, a vida de figuras da grande m&iacute;dia &eacute; not&iacute;cia, enquanto que no  <a href="http://www.blogger.com">Blogger</a> a vida de qualquer um poder ser not&iacute;cia. </dd>
  <dt> Liberdade </dt>
  <dd>N&atilde;o deve haver censura para emitir mensagens nem impedimentos para receb&ecirc;-las. Exemplos: No <a href="http://www.mercadolivre.com.br">Mercado Livre</a>, n&atilde;o &eacute; permitido publicar informa&ccedil;&otilde;es de contato antes de fechar a negocia&ccedil;&atilde;o, mas no <a href="http://www.ebay.com">Ebay</a> isso n&atilde;o &eacute; problema. </dd>
  <dt> Colabora&ccedil;&atilde;o</dt>
  <dd>Os usu&aacute;rios da rede devem poder modificar as mensagens. Exemplos: no <a href="http://www.webinsider.com.br">Webinsider</a> n&atilde;o se pode nem comentar os artigos, que dir&aacute; construir textos colaborativos como na <a href="http://www.wikipedia.org">Wikipedia</a>.</dd>
</dl>
<p>Respondi &agrave; revista que este ano, mais do que nunca, deram certo as iniciativas que souberam aproveitar esses princ&iacute;pios. Se nossa sociedade &eacute; patriarcal, &eacute; justamente na Web onde os filhos revoltados se encontram para encontrar o que essa sociedade n&atilde;o oferece. Se dermos o que eles precisam, pode ser que nossa sociedade se transforme quando esses filhos ocuparem o lugar dos pais. Sacou a responsa, webdesigner? </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 13 Oct 2005 18:11:09 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>A Faculdade deve ser um Curso Superior</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O Curso Superior &eacute; aquele que &eacute; capaz de transformar profundamente o intelecto de uma pessoa. Quem faz um Curso Superior abre as portas, as janelas e os por&otilde;es da mente para a entrada da luz do conhecimento. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia inigual&aacute;vel. </p>
<p>Agora que eu terminei meu Curso Superior, parei pra olhar pra tr&aacute;s e vi o tamanho da caminhada. S&atilde;o tantos vales, montanhas, florestas e rios que cruzei que nem consigo mais ver onde come&ccedil;ou isso tudo. S&oacute; posso dizer que antes do primeiro passo n&atilde;o podia imaginar que o mundo era t&atilde;o grande... e t&atilde;o complexo. </p>
<p>Agora j&aacute; posso colocar no meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/curriculo_amstel.doc">curr&iacute;culo</a> o t&iacute;tulo de Bacharel em Comunica&ccedil;&atilde;o Social com Habilita&ccedil;&atilde;o em Jornalismo, mas sabe do que mais? Isso &eacute; o de menos. A Faculdade n&atilde;o me ensinou a ganhar dinheiro, a Faculdade me ensinou a pensar. Pensar sobre a sociedade, pensar sobre o homem, pensar sobre eu mesmo. Ao inv&eacute;s de sair preparado para o mercado, saio da Universidade preparado para a vida. </p><p>Apesar de n&atilde;o trabalhar diretamente com Jornalismo, n&atilde;o me arrependo do caminho que escolhi. Entender a fun&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia de massa, por exemplo, me levou a tomar uma decis&atilde;o muito importante na minha vida pessoal: dispensar a televis&atilde;o, jornais e revistas. Nesses quase 3 anos sem assinaturas e sem televis&atilde;o em casa, encontrei tempo para realizar atividades mais &uacute;teis e divertidas. N&atilde;o sei se ser&aacute; assim a vida inteira e nem aconselho que outros sigam meu exemplo, mas at&eacute; agora tem sido muito bom! </p>
<p>Durante a Faculdade, o fen&ocirc;meno da comunica&ccedil;&atilde;o de massa foi apenas um dos t&oacute;picos tratados. Para entender esse assunto, &eacute; preciso conhecer um pouco de sociologia, hist&oacute;ria, literatura e at&eacute; filosofia, acredite se quiser. Todas essas &aacute;reas se entrela&ccedil;am e tem relev&acirc;ncia para a vida pessoal de cada um. Conhec&ecirc;-las &eacute; crescimento pessoal, n&atilde;o s&oacute; crescimento profissional. </p>
<p>Uma vantagem do Curso Superior que escolhi &eacute; que o curr&iacute;culo &eacute; extremamente flex&iacute;vel. Do total de 2710 horas, 840 s&atilde;o optativas, ou seja, pode-se fazer disciplinas em qualquer outro Curso Superior da universidade desde que hajam vagas sobrando. Claro que, como era de se esperar de uma universidade p&uacute;blica, as oportunidades n&atilde;o eram assim t&atilde;o f&aacute;ceis de achar. Mesmo assim, consegui fazer disciplinas nos cursos de Design, Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o, Publicidade, Letras, Filosofia, Antropologia e at&eacute; Engenharia Mec&acirc;nica.  </p>
<p>Abaixo listo as disciplinas que tiveram maior relev&acirc;ncia para minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_apresentacao.html">&aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o profissional</a> atual:</p>
<ul type="disc">
  <li>Aspectos semi&oacute;ticos da informa&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>Comunicacao e tecnologia </li>
  <li>Comunicacao sociedade e cultura </li>
  <li>Disseminacao seletiva da       informacao</li>
  <li>Fotojornalismo </li>
  <li>Fundamentos de ergonomia </li>
  <li>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Publicidade &amp; Propaganda </li>
  <li>Promocao de vendas e merchandising </li>
  <li>Rituais e simbolismo </li>
  <li>Teoria da Forma</li>
  <li>T&oacute;picos em inform&aacute;tica aplicada       ii</li>
  <li>Topicos especiais em marketing i </li>
</ul>
<p>Estas aqui n&atilde;o tiveram rela&ccedil;&atilde;o direta com minha profiss&atilde;o, mas ampliaram muito minha vis&atilde;o de mundo: </p>
<ul>
  <li>Estetica i</li>
  <li>Filosofia para ciencias humanas </li>
  <li>Introducao a filosofia ii</li>
  <li>Lingua portuguesa i </li>
  <li>Lingua portuguesa iii</li>
  <li>Lingua portuguesa v </li>
  <li>Literatura infanto - juvenil i</li>
</ul>
<p>E, por fim, as disciplinas restantes da Habilita&ccedil;&atilde;o em Jornalismo: </p>
<ul>
  <li>Comunicacao e linguagem </li>
  <li>Comunicacao integrada </li>
  <li>Etica e legislacao de jornalismo</li>
  <li>Historia contemporanea iii </li>
  <li>Historia sociais dos meios de       comunicacao </li>
  <li>Jornalismo impresso avancado</li>
  <li>Laboratorio avancado de jornalismo       impresso </li>
  <li>Laboratorio de jornalismo       impresso </li>
  <li>Laboratorio de radiojornalismo </li>
  <li>Laboratorio de telejornalismo </li>
  <li>Metodologia da pesquisa </li>
  <li>Planejamento e producao grafica </li>
  <li>Redacao e producao em       radiojornalismo </li>
  <li>Redacao e producao em       telejornalismo </li>
  <li>Redacao jornalistica i </li>
  <li>Redacao jornalistica ii </li>
  <li>Redacao jornalistica iii </li>
  <li>Sociologia geral iii </li>
  <li>Tecnicas basicas de meios       impressos </li>
  <li>Tecnicas basicas de radio </li>
  <li>Tecnicas basicas de tv </li>
  <li>Tecnicas fotograficas </li>
  <li>Teoria da comunicacao i </li>
  <li>Teoria da comunicacao ii </li>
  <li>Teoria do conhecimento </li>
  <li>Teoria do jornalismo i </li>
</ul>
<p>Al&eacute;m das disciplinas regulares, tive um ano para me dedicar ao <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">meu Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso</a>, este sim especificamente na &aacute;rea em que atuo: <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_arquitetura_da_informacao.html">Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o</a>. Apesar dos professores do Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poderem me orientar nesse assunto, encontrei <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">v&aacute;rios livros</a> nas bibliotecas da UFPR que me ajudaram na pesquisa. Para encontr&aacute;-los tive que ir olhando de prateleira em prateleira, procurando pistas aqui e ali, j&aacute; que tanto a categoriza&ccedil;&atilde;o quanto o sistema de busca est&atilde;o obsoletos. </p>
<p>Na disciplina Aspectos Semi&oacute;ticos da Informa&ccedil;&atilde;o (<a href="http://www.decigi.ufpr.br/">Departamento de Ci&ecirc;ncias e Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o</a>) encontrei finalmente <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783987Z8">um professor</a> que p&ocirc;de me orientar numa pesquisa sobre Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o. O <a href="http://www.usabilidoido.com.br/uma_proposta_semiotica_para_a_avaliacao_de_estruturas_de_navegacao.html">artigo original</a> intitulado &quot;Uma proposta semi&oacute;tica para a avalia&ccedil;&atilde;o de estruturas de navega&ccedil;&atilde;o&quot; gerou um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/poster_semiotica_avaliacao.pdf">p&ocirc;ster</a> que ser&aacute; apresentado no <a href="http://www.prppg.ufpr.br/coord_iniciacao/Evinci_13/Evinci.html">evento de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</a> da universidade. Essa mesma pesquisa rendeu tamb&eacute;m um artigo resumido aprovado no <a href="http://www.smsi2005.cotemig.com.br/">SMSI 2005</a>. Fiquei t&atilde;o empolgado com a Semi&oacute;tica que comecei a desenvolver por conta pr&oacute;pria o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/perfil_semiotico_amstel_webmedia_2005.pdf">Perfil Semi&oacute;tico</a>, m&eacute;todo que os leitores deste blog conhecem bem. </p>
<p>Gostei tanto da atividade de pesquisa que n&atilde;o vejo a hora de fazer um Mestrado. Em Curitiba, me interessa o <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/">Mestrado em Tecnologia</a> do CEFET-PR, que possui um grupo de pesquisa em Design, Arte e Cultura. Ainda n&atilde;o sei qual seria meu projeto de pesquisa, mas poderia ser sobre Design de Intera&ccedil;&atilde;o. Veremos como as coisas se desenrolam. </p>
<p>Bem, isso &eacute; tudo. Espero que meu exemplo sirva de incentivo para leitores que gostam de estudar e ainda n&atilde;o fizeram uma gradua&ccedil;&atilde;o. Meu conselho &eacute;: procurem um Curso Superior de verdade. N&atilde;o se preocupem com a t&eacute;cnica, preocupem-se com a tecnologia. N&atilde;o se preocupem com o status social, preocupem-se com a sociologia. N&atilde;o se preocupe com o dinheiro, preocupem-se com a economia. Todo o resto vem em consequ&ecirc;ncia. Como diria meu Tio Alexandre Kober: &quot;N&atilde;o &eacute; o dinheiro que vai lhe trazer conhecimento, &eacute; o conhecimento que vai lhe trazer dinheiro&quot;. Ainda n&atilde;o fiquei rico, mas confio nas palavras dele. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 28 Sep 2005 00:09:03 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Manifesto contra a leitura desatenta</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No monitor, as pessoas l&ecirc;em com pressa devido &agrave; caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas do suporte. Esse modo de leitura &eacute; chamado de &quot;scanning&quot;, porque &eacute; caracterizado pela busca de palavras-chave ou trechos de interesse num texto maior. Como voc&ecirc; j&aacute; deve ter lido isso em muitos lugares, ou pulou para o pr&oacute;ximo par&aacute;grafo, ou j&aacute; desistiu de ler. </p>
<p>Calma.</p>
<p>Libere o mouse, respire fundo. Sugiro o teclado para rolar o texto. </p>
<p>Leitura r&aacute;pida &eacute; &uacute;til, mas <strong>s&oacute; leitura r&aacute;pida &eacute; f&uacute;til</strong>. Se voc&ecirc; usa a Web como principal fonte de leitura, h&aacute; grande chances de voc&ecirc; estar perdendo tempo quando pensa que est&aacute; economizando tempo. Termine de ler o artigo e depois fa&ccedil;a o tira-teima:</p>
<h2>Sua leitura é desatenta?</h2>

<form name="form1" method="post" action="http://www.usabilidoido.com.br/mt-static/pesquisa_leitura.php">
  <p><strong>Quantos textos voc&ecirc; leu no &uacute;ltimo dia que acessou a Web para ler?</strong></p>
  <p>
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="tantos textos que j&aacute; n&atilde;o lembro mais">
    foram tantos que j&aacute; n&atilde;o lembro</label>
    mais<br />
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="mais de 20 textos">
    mais de 20</label>
    <br />
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="mais de 10 textos">
    mais de </label>
    10<br>
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="menos de 5 textos">
    menos de </label>
    5 </p>
  <p><strong>Quantos deles foram realmente relevantes para sua vida? </strong></p>
  <p>
    <label> </label>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 20 foram relevantes">
    menos de 20</label>
    <br />
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 10 foram relevantes">
    menos de </label>
    10<br>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 5 foram relevantes">
    menos de </label>
    5 <br>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="nenhum deles foi relevante">
    nenhum </label>
  </p>
  <p><strong>Descreva como o mais importante deles mudou sua vida </strong>(se algum o fez)<strong>:</strong></p>
  <p>
    <textarea rows="5" name="importante" id="importante"></textarea>
  </p>
  <p><strong>Convide amigos e amigas</strong> para participar da pesquisa adicionando um email por linha:</p>
  <p>
    <textarea rows="5" name="emails_amigos" id="emails_amigos"></textarea>
  </p>
  <p>Seu nome:
      <input name="nome" type="text" id="nome">
  </p>
  <p>Seu email:
      <input name="email" type="text" id="email">
  </p>
  <p>Como prefere ser identificado(a)?
      <input name="artigo" type="radio" value="o" checked>
    amigo
    <input name="artigo" type="radio" value="a">
    amiga </p>
  <p>
    <input name="concorda_termo" type="checkbox" id="concorda_termo" value="sim">
    concordo com os <a href="javascript: void (window.open('http://www.usabilidoido.com.br/termo_privacidade.html', 'pop', 'width=300, height=400') )">termos de privacidade</a> </p>
  <p>
    <input type="submit" name="Submit" value="Enviar">
    <input name="_redirect" type="hidden" id="_redirect" value="http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html">
  </p>
</form>
<h2>Porque a leitura &eacute; desatenta?</h2>
<p>Ler no computador &eacute; muito desconfort&aacute;vel. N&atilde;o d&aacute; pra levar ele pra ler deitado na cama, na rede ou no sof&aacute;. O monitor &eacute; uma fonte de luz ligada direto na sua cara. Ele tamb&eacute;m tem pouca resolu&ccedil;&atilde;o e, por isso, o reconhecimento das letras fica mais devagar. S&oacute; cabe uma pequena parte de texto de cada vez.... enfim, s&atilde;o muitas as <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2022">raz&otilde;es f&iacute;sicas para a pressa</a>. </p>
<p>Por outro lado, existem as raz&otilde;es psicol&oacute;gicas. Sua av&oacute; j&aacute; dizia que &quot;quem faz tudo ao mesmo tempo, n&atilde;o faz nada bem feito&quot;, mas os sistemas operacionais continuam incentivando a multi-tarefa. Cada janelina aberta dispende uma porcentagem de sua aten&ccedil;&atilde;o porque mesmo que voc&ecirc; n&atilde;o esteja esperando pelo processamento de algo, ela pode de uma hora pra outra come&ccedil;ar a piscar. </p>
<p>O problema &eacute; que uma interrup&ccedil;&atilde;o na leitura de um texto &eacute; muito prejudicial para sua compreens&atilde;o. &Eacute; preciso grande concentra&ccedil;&atilde;o para entender o entrela&ccedil;amento das id&eacute;ias. N&atilde;o se trata de uma sequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es encadeadas que pode ser continuada do ponto onde se parou sem perdas. Ningu&eacute;m gosta de ser interrompido enquanto l&ecirc;, mas no computador as pessoas s&atilde;o obrigadas a aceitar isso. </p>
<p>Existem outras press&otilde;es psic&oacute;logicas, inclusive de origem social. Samuel Wurman identifica o fen&ocirc;meno da <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=125157&ST=SE&franq=AFL-03-26957">ansiedade de informa&ccedil;&atilde;o</a>, no qual as pessoas estariam se auto-pressionando para adquirir informa&ccedil;&otilde;es, mesmo que irrelevantes para seu contexto atual. &Eacute; preciso estar atualizado para sobreviver. </p>
<h2>Quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias?</h2>
<p>A curto-prazo, &eacute; como sua av&oacute; disse (se n&atilde;o entendeu, releia o trecho anterior). </p>
<p>A longo-prazo temos dois poss&iacute;veis futuros para os zilh&otilde;es de fragmentos de informa&ccedil;&atilde;o adquirida:</p>
<ol>
  <li>s&atilde;o interligados formando complexos consistentes, conhecimento &uacute;til para lidar com novas situa&ccedil;&otilde;es</li>
  <li>s&atilde;o deixados de lado porque j&aacute; n&atilde;o servem mais pra nada</li>
</ol>
<p>S&oacute; depende de voc&ecirc;. &quot;Ou voc&ecirc; usa o c&eacute;rebro, ou perde ele&quot;, j&aacute; dizia o neurologista Glenn Doman. </p>
<p>Um bom livro &eacute; a melhor ferramenta para incentivar tais liga&ccedil;&otilde;es. &Eacute; como trilhar uma picada aberta pelo autor rumo a uma reflex&atilde;o sobre um assunto particular. Os bons livros sempre mudam nossa vida. </p>
<h2>O que fazer? </h2>
<p>Embora o fen&ocirc;meno da leitura desatenta seja mundial, tenho a impress&atilde;o de que no Brasil ele &eacute; ainda pior. Em pa&iacute;ses mais conscientes, a escola ainda incentiva a leitura de livros. Aqui s&atilde;o pouqu&iacute;ssimos os jovens que terminam o segundo-grau conhecendo mais do que os livros que s&atilde;o cobrados no vestibular. </p>
<p>Estou escrevendo esse manifesto na esperan&ccedil;a de incentivar o leitor a ler mais livros, sejam profissionais ou liter&aacute;rios. Espero tamb&eacute;m diminuir o efeito da press&atilde;o psicol&oacute;gica que nos impele a essa atualiza&ccedil;&atilde;o constante. O conhecimento que est&aacute; nos livros &eacute; mais est&aacute;vel e valioso. </p>
<p>Diariamente recebo mensagens de leitores interessados em obter conhecimento sobre um assunto espec&iacute;fico, mas quando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">indico um livro</a>, eles perdem o interesse. Um amigo certa vez me disse: &quot;pra qu&ecirc; comprar livros se tem tudo na Internet?&quot; Na minha opini&atilde;o, tem de tudo um pouco, mas n&atilde;o tem nada de muito espec&iacute;fico. </p>
<p>Se o problema &eacute; falta de dom&iacute;nio sobre a l&iacute;ngua inglesa, j&aacute; dei <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_vai_seu_ingles.html">dicas de como superar</a>. </p>
<p>[ nota ] Se voc&ecirc; leu o artigo com aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ter preenchido a pesquisa acima ainda. Se for preencher, nem precisa enviar o resultado, voc&ecirc; deve ser capaz de uma auto-an&aacute;lise. Caso voc&ecirc; j&aacute; tenha enviado a pesquisa antes de ler at&eacute; aqui, ent&atilde;o os endere&ccedil;os indicados v&atilde;o receber um email com suas respostas e uma sugest&atilde;o para lhe darem um livro de presente (voc&ecirc; tamb&eacute;m receber&aacute; uma c&oacute;pia). Se voc&ecirc; est&aacute; revoltado porque n&atilde;o sabia que isso ia acontecer &eacute; porque foi duplamente desatento e n&atilde;o leu os termos de privacidade. </p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 23 Aug 2005 22:39:09 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Simplicidade não é senso-comum</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/simplicidade_nao_e_senso-comum.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Philips, grande fabricante de aparelhos eletr&ocirc;nicos, reposicionou sua marca e quer associ&aacute;-la &agrave; facilidade de uso com o lema &quot;bom senso e simplicidade&quot;. No <a href="http://www.philips.com.br/about/brand/whysimplicity/index.html">site institucional</a>, afirmam que &quot;nossa marca hoje reflete nossa cren&ccedil;a de que simplicidade pode ser um objetivo da tecnologia.&quot; Eles tem at&eacute; uma <a href="http://www.philips.com.br/about/brand/simplicityadvisoryboard/index.html">equipe de consultores</a> s&oacute; para garantir a simplicidade de seus produtos, que conta com a participa&ccedil;&atilde;o do conhecido professor John Maeda, do MIT. </p><p>Mas por qu&ecirc; ter um departamento s&oacute; para tratar do assunto se todo mundo sabe o que &eacute; simples e o que n&atilde;o &eacute;? Muito simples! Segundo o soci&oacute;logo Edgar Morin, vivemos uma &eacute;poca em que o aumento da complexidade &eacute; constante em todos os sistemas da sociedade. Os produtos est&atilde;o ficando cada vez mais complexos, mais cheios de funcionalidade. Torn&aacute;-los simples n&atilde;o &eacute; acabar com a complexidade, mas sim dom&aacute;-la para que o usu&aacute;rio final possa ter uma boa experi&ecirc;ncia. Isso significa que podemos ter produtos complexos e simples, ao mesmo tempo.</p>
<p>Paradoxal? Claro! Segundo o historiador Hobsbawm, o s&eacute;culo XX foi a &quot;era dos extremos&quot;, dos paradoxos. O reposicionamento da Philips faz parte de um movimento natural da sociedade que come&ccedil;a a reconciliar os extremos. O objetivo da Philips e das demais empresas que investem em design de tecnologia deve ser proporcionar experi&ecirc;ncias satisfat&oacute;rias com unidade. </p>
<p>As empresas que n&atilde;o tomarem esse cuidado perder&atilde;o clientes. Os consumidores, ou melhor, pessoas n&atilde;o compram um produto, compram o benef&iacute;cio que ele proporciona. Um dos benef&iacute;cios do produto &eacute; a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia de us&aacute;-lo ou fru&iacute;-lo (no caso de algo com fun&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica). Essa experi&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; algo que possa ser deixada ao acaso da sorte, &eacute; preciso prev&ecirc;-la e planej&aacute;-la. <a href="http://www.adaptivepath.com/publications/essays/archives/000501.php">N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel controlar a experi&ecirc;ncia</a>, porque afinal, ela &eacute; DO usu&aacute;rio, mas podemos controlar aspectos do design do produto que contribuir&atilde;o para uma boa experi&ecirc;ncia. </p>
<p>Ali&aacute;s, o profissional que vai cuidar disso tamb&eacute;m precisa ter uma boa experi&ecirc;ncia, mas no sentido de saber muito bem o que est&aacute; fazendo. John S. Rhodes conta nesse <a href="http://webword.com/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=775">interessante podcast</a> como a avia&ccedil;&atilde;o reconheceu cedo que era preciso trazer profissionais de outras &aacute;reas para a engenharia, antes que mais avi&otilde;es ca&iacute;ssem por problemas de usabilidade nos controles de tr&aacute;fego a&eacute;reo. Psic&oacute;logos e ergonomistas ajudaram os engenheiros a fazerem interfaces mais simples e muitas vidas (e dinheiro) foram salvos por isso. </p>
<p>Hoje temos profissionais de diversas &aacute;reas contribuindo (e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/quem_contem_o_excesso_de_informacao.html">disputando</a>) para conter a complexidade. Todas as contribui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o v&aacute;lidas. O que n&atilde;o vale &eacute; achar que s&oacute; porque tiveram uma forma&ccedil;&atilde;o ou experi&ecirc;ncia similar, v&atilde;o conseguir lidar com tamanho desafio. Para dominar a complexidade, &eacute; preciso antes de tudo <strong><em>assumir sua pr&oacute;pria complexidade</em></strong>. Do contr&aacute;rio, confunde-se o simples com o simpl&oacute;rio e o complexo com o complicado. Se voc&ecirc; n&atilde;o tem muita certeza da diferen&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; num post de blog que voc&ecirc; vai compreender todos os liames da quest&atilde;o. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">Melhor ler livros,</a> refletir e trocar experi&ecirc;ncias com outros profissionais. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/simplicidade_nao_e_senso-comum.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 12 Jul 2005 23:15:39 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Como aprender inglês</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_aprender_ingles.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Como vai o seu inglês? More or less? So-so?... Nothing?! Se voc&ecirc; &eacute; como eu, deve estar prometendo pra si mesmo que come&ccedil;a um curso no m&ecirc;s que vem h&aacute; anos. Se voc&ecirc; trabalha com tecnologia, cada m&ecirc;s que voc&ecirc; empurra com a barriga &eacute; uma porta que se fecha. Poucas vagas de emprego exigem que voc&ecirc; tenha flu&ecirc;ncia em ingl&ecirc;s, mas em todas elas, isso &eacute; diferencial. Principalmente, porque os empregadores espertos desse ramo sabem que quem domina ingl&ecirc;s pode aprender e se manter atualizado pela Internet, sem gastos. </p>

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<p>Na minha adolesc&ecirc;ncia fiz um curso na <a href="http://www.ingleswisdom.com.br/">Wisdom</a> durante 2 anos, mas n&atilde;o cheguei ao n&iacute;vel m&aacute;ximo. Gostei muito do m&eacute;todo de conversa&ccedil;&atilde;o, s&oacute; cinco pessoas numa mesa redonda e o professor falando o tempo todo em ingl&ecirc;s. O chato era o desn&iacute;vel das turmas. Tinha uns caras que n&atilde;o iam bem e mesmo assim eram aprovados nos testes, da&iacute; ficava atrasando o resto da turma. </p>
<p>Sa&iacute; do curso incapaz de ler e escrever textos maiores com facilidade, mas a experi&ecirc;ncia valeu porque senti que havia captado a &quot;ess&ecirc;ncia da l&iacute;ngua&quot;. O problema &eacute; que minha pr&aacute;tica se resumia aos textos dos programas que usava no computador. </p>
<p>Anos depois, comecei a trabalhar com webdesign e logo percebi que havia muito pouco material em portugu&ecirc;s para aprender sobre o assunto na Web. Quando fazia buscas em ingl&ecirc;s, tinha muito, muito mais dispon&iacute;vel. At&eacute; dava pra navegar e tal, de repente pescar algumas palavras, mas sempre aparecia uma frase que parecia crucial e eu empacava porque n&atilde;o entendia uma palavra ou uma constru&ccedil;&atilde;o frasal. Que raiva! Porque n&atilde;o estudei mais quando tinha tempo pra isso?</p>
<p>Um dia, passeando pela <a href="http://www.portal.ufpr.br/">biblioteca da faculdade</a> me deparei com os livros de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/projetando_websites.html">Jakob Nielsen</a> e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/nao_me_faca_pensar.html">Steve Krug</a> que eu queria tanto ler, mas s&oacute; tinha em ingl&ecirc;s. &Eacute; agora ou nunca, vou aprender esse neg&oacute;cio na marra! </p>
<p>No come&ccedil;o, n&atilde;o entendia patavina. N&atilde;o tinha saco de ficar olhando no dicion&aacute;rio as palavras que n&atilde;o faziam parte do meu vocabul&aacute;rio porque eram muitas! Simplesmente ia tentando captar as id&eacute;ias centrais do texto, atrav&eacute;s das palavras que eu conhecia, do tipo de constru&ccedil;&atilde;o e etc. Esse &eacute; um tipo de conhecimento bem t&aacute;cito, ou seja, dif&iacute;cil de explicar para outra pessoa.</p>
<p>Quando terminei o segundo livro estava lendo ingl&ecirc;s pelo menos 4 vezes melhor do que antes. N&atilde;o sei explicar exatamente como se deu esse aprendizado, s&oacute; me lembro de que quando haviam palavras que eu n&atilde;o entendia, eu formulava hip&oacute;teses que depois se confirmavam quando o autor usava a mesma palavra em outro contexto. </p>
<p>O chato s&atilde;o os falos cognatos, palavras que parecem iguais no portugu&ecirc;s, mas n&atilde;o s&atilde;o, como por exemplo &quot;comprehensive&quot;, que ao inv&eacute;s de significar o mesmo que &quot;compreens&iacute;vel&quot;, significa o mesmo que &quot;abrangente&quot;. Quando fico na d&uacute;vida, consulto o dicion&aacute;rio. Em geral os cognatos s&atilde;o quase todos verdadeiros, afinal de contas o ingl&ecirc;s &eacute; a l&iacute;ngua que mais sofreu influ&ecirc;ncia externa de outras l&iacute;nguas, dentre elas o pr&oacute;prio Latim de onde originou o portugu&ecirc;s.</p>
<p>Se n&atilde;o pudesse ter lido <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">esses livros em ingl&ecirc;s</a>, n&atilde;o saberia nem um d&eacute;cimo do que sei hoje sobre os assuntos deste blog. Isso sem falar nos in&uacute;meros websites e <a href="http://www.bloglines.com/public/amstel">blogs</a> que acompanho, tudo em ingl&ecirc;s. Infelizmente, em portugu&ecirc;s as discuss&otilde;es est&atilde;o sempre com alguns meses de defasagem, &agrave;s vezes anos. Este blog &eacute; uma tentativa de contribuir para reverter esse quadro. </p>
<p>Hoje j&aacute; consigo ler com tranquilidade at&eacute; livros acad&ecirc;micos em ingl&ecirc;s, mas n&atilde;o consigo falar nem entender com flu&ecirc;ncia. Meu pai me deu uma boa dica: assistir DVDs com legendas em ingl&ecirc;s. Gostaria de ouvir podcasts tamb&eacute;m, mas at&eacute; agora n&atilde;o encontrei nenhum sobre os assuntos que me interesso. Se algu&eacute;m souber de um, me avise!</p>
<p>Est&aacute; mais incentivado a aprender ingl&ecirc;s? N&atilde;o deixe para amanh&atilde;, comece hoje. A ci&ecirc;ncia diz que quanto mais velho ficamos, mais dif&iacute;cil pra aprender uma nova l&iacute;ngua. </p>
<p>Mas te dou um conselho: aprenda fazendo. &Eacute; importante saber regras gramaticais? Sim, important&iacute;ssimo. Mas, n&atilde;o tente decorar. Leia como se fosse uma curiosidade. Quando voc&ecirc; estiver diante de uma situa&ccedil;&atilde;o real, esse conhecimento ser&aacute; recuperado. Procure as situa&ccedil;&otilde;es reais. N&atilde;o vicie no dicion&aacute;rio. Confie em voc&ecirc; mesmo. Voc&ecirc; j&aacute; tem o sistema operacional da linguagem, s&oacute; falta instalar e configurar o programa &quot;ingl&ecirc;s&quot;. Esse <a href="http://www.sk.com.br/quizzes/q-apren.htm">teste</a> ajuda a desfazer alguns  conceitos err&ocirc;neos. </p>
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<p><img src="http://solucoes.webaula.com.br/images/noticias/thumb07.jpg" align="left">Navegando pelo Submarino encontrei dois cursos em CD-Rom (<a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=285540&ST=SE&franq=AFL-03-26957">intermedi&aacute;rio</a> e <a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=285540&ST=SE&franq=AFL-03-26957">avan&ccedil;ado</a>) que parece interessante. Al&eacute;m das li&ccedil;&otilde;es e exerc&iacute;cios, o Tell me More tem um sistema de reconhecimento de voz e an&aacute;lise de pron&uacute;ncia. Diz at&eacute; que ele fala com o aluno.  </p>
<p class="alerta"><a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=285540&ST=SE&franq=AFL-03-26957">Compre já</a> o curso básico do <a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=285540&ST=SE&franq=AFL-03-26957">Tell me More</a></p>  -->
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</description>
<guid isPermaLink="false">398</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 20 Jun 2005 00:53:04 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/falar_ouvido.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Grande evento de Web no Paraná</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/grande_evento_de_web_no_parana.html</link>
<description><![CDATA[
<p>T&ocirc; no mercado curitibano h&aacute; quatro anos e ainda n&atilde;o tinha visto nada parecido por estas bandas, sinal de que a coisa t&aacute; melhorando. Apesar da divulga&ccedil;&atilde;o restrita regional, o <a href="http://www.tudoparana.com.br/webmasters/">1&deg; Web Masters</a> reuniu mais de 200 pessoas por tr&ecirc;s dias seguidos. O assunto principal foi publicidade online, provavelmente por interesse da organizadora do evento em incentivar a venda de espa&ccedil;o publicit&aacute;rio no seu portal regional. </p>
<p>No segundo dia, tivemos a presen&ccedil;a de 11 profissionais de m&iacute;dia online do mercado de S&atilde;o Paulo para debater quest&otilde;es levantadas por Ricardo Almeida (I-group). AlmapBBDO, BuscaP&eacute;, Age, Ogilvy, JW Thompson, &Aacute;frica, Dez Minutos, RMG, I-bizz, Euro, Chleba, tavam todos l&aacute;. Tinha tanta gente no debate que cada um s&oacute; pode falar um pouquinho e mesmo assim s&oacute; terminou 1 hora depois do previsto. </p>
<p>No intervalo, tive o prazer de conhecer pessoalmente um dos <a href="http://www.usabilidoido.com.br/profissionais_que_me_influenciam.html">profissionais que me influenciam</a>, o <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=29">Michel Lent Schwartzmann</a> da <a href="http://www.10minutos.com.br/">10 Minutos</a>. Claro que n&atilde;o perdi a oportunidade para uma entrevista em &aacute;udio:</p>
<p class="audio"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/audio/entrevista_michel_lent.mp3">Entrevista sobre Publicidade Online com Michel Lent</a> [MP3] quase 10 Minutos ;) </p><h2>Novos formatos rich-media </h2>
<p>Antes do debate, Jo&atilde;o Binda contou sua experi&ecirc;ncia na AlmapBBDO, onde faz a ponte entre a m&iacute;dia offline e online. A empresa cuida de contas como Pepsi, Linhas A&eacute;res Gol, Volkswagen e etc. Hoje, quase toda campanha que sai da Almap inclui a&ccedil;&otilde;es na Internet. As vantagens do meio s&atilde;o a segmenta&ccedil;&atilde;o, modernindade, agilidade no gerenciamento, visibilidade garantida e as oportunidades de inova&ccedil;&atilde;o. Os clientes est&atilde;o percebendo isso e pouco a pouco investindo cada vez mais. </p>
<p>Ele mostrou uma s&eacute;rie de cases da ag&ecirc;ncia que aproveitam novos formatos, as chamadas rich-media. O full-banner padr&atilde;o est&aacute; perdendo espa&ccedil;o para o expanding-banner, que &eacute; igual at&eacute; o usu&aacute;rio passar o mouse por cima. Num deles, o usu&aacute;rio passava o mouse por cima e imediatamente descia uma tela para especificar os detalhes para uma viagem de avi&atilde;o pela Gol. </p>
<p>Depois vieram outros formatos mais intrusivos: dhtml checkm8, intersticiais, video commercial, superstitial e por a&iacute; vai. Basicamente, eles se colocam em cima do conte&uacute;do do portal que o usu&aacute;rio est&aacute; acostumado a ler por alguns segundos. O v&iacute;deo commercial carrega enquanto o usu&aacute;rio l&ecirc; o site e quando fecha a p&aacute;gina, pula o popup e exibe o v&iacute;deo. Para veicular an&uacute;ncios como esse, &eacute; preciso pagar muito e ter uma boa rela&ccedil;&atilde;o com o ve&iacute;culo. </p>
<p>Durante o debate Ricardo Almeida levantou se esses formatos poderiam incomodar os usu&aacute;rios, mas todos os publicit&aacute;rios concordaram que n&atilde;o havia risco desde que houvesse um bot&atilde;o para fechar e o an&uacute;ncio fosse de qualidade. </p>
<p>Minha opini&atilde;o sobre o assunto &eacute; que a propaganda na Internet deve  ser o m&iacute;nimo intrusiva o poss&iacute;vel. Internauta n&atilde;o tem paci&ecirc;ncia, Web n&atilde;o &eacute; televis&atilde;o. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cegueira_de_banner.html">banner j&aacute; era</a>. No futuro, prevejo que a propaganda vai estar cada vez mais integrada ao conte&uacute;do, como <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_da_propaganda_e_o_merchandising.html">merchandising</a>. Um exemplo &eacute; o site-piada <a href="http://www.legendofomaha.com.br/">The Legend of Omaha</a> criado pela Almap para divulgar um novo carro off-road da Volkswagen. </p>
<p><a href="http://www.legendofomaha.com.br/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/legend_omaha.jpg" alt="Screenshot do site The Legend of Omaha" width="350" height="164" border="0"></a></p>
<h2>Marketing Viral </h2>
<p>No primeiro dia, Ricardo Almeida havia explicado que, quando a publicidade tem conte&uacute;do, o pr&oacute;prio usu&aacute;rio faz a replica&ccedil;&atilde;o da mensagem e convida amigos a v&ecirc;-la. Atrav&eacute;s da curiosidade, inova&ccedil;&atilde;o, como&ccedil;&atilde;o ou culpa, o usu&aacute;rio pode ser atra&iacute;do para tais pe&ccedil;as e, se tiver algum benef&iacute;cio, certamente ir&aacute; propag&aacute;-la mais ainda. </p>
<p>Durante todo o evento, foram exibidos diversos daqueles v&iacute;deos curtos de humor rasgado que vemos volta e meia cair na nossa caixa postal. Pelo meio viral, &eacute; poss&iacute;vel veicular pe&ccedil;as mais ousadas, porque &eacute; o pr&oacute;prio usu&aacute;rio que escolhe quem vai receber. Os v&iacute;deos podem ser produzidos com menos recursos e mesmo assim ter um impacto muito bom para a divulga&ccedil;&atilde;o da marca. </p>
<p>Outro dia um amigo me mostrou um <a href="http://www.snopes.com/photos/advertisements//vwpolo.asp">v&iacute;deo</a> de um cara que entrou cheio de bombas num carro e estacionou em frente a um restaurante. O homem detonou os explosivos ao invÃ©s de quebrar tudo em volta, o carro parecia n&atilde;o ter sofrido grandes estragos. Polo: pequeno, mas seguro. A Volkswagen n&atilde;o admite ter produzido, mas tenho certeza que foram eles. </p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 09 Jun 2005 17:09:25 -0300</pubDate>


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<item>
<title>Mercado de Games brasileiro</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/mercado_de_games_brasileiro.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Estive em um dos três dias de palestras da <a href="http://www.cdgrio.com.br/">Conferência de Desenvolvedores de Games</a> que aconteceu no Rio de Janeiro. Tive meu primeiro contato real com o mercado de games, que apresenta os primeiros sinais de viabilidade no Brasil. </p>

<p>Ao contrário do que pensaria o senso-comum, o mercado de games surge como uma indústria séria, composta por sonhadores que resolveram colocar os pés-no-chão e desenvolver games como profissão. </p>

<p>Um projeto típico de games leva anos para ser concluído e envolve o trabalho de diversos profissionais. Depois que fica pronto o game, é preciso vendê-lo e isso não é nada fácil. Se antes de começar não for feita cuidadosa análise de mercado, todo o trabalho vai pro lixo. Não é brincadeira de final-de-semana.</p>

<p>Na platéia, os adolescentes eram minoria. A maior parte dos presentes eram estudantes de cursos de ciência da computação que desejavam se especializar na área. A idade variava entre 16 e 40 anos, mais ou menos. </p>

<p>O evento foi uma excelente oportunidade para aqueles que apenas sonhavam em trabalhar perceberem como a realidade é dura nessa área. Enquanto que nos Estados Unidos, a indústria movimenta quase tanto dinheiro quanto Hollywood, no Brasil, o mercado é pífio, principalmente por causa da pirataria desenfreada.</p>

<p>No total, cerca de 40 empresas atuam na área por aqui e só raramente abrem novas vagas. Para entrar numa delas, é preciso já ter alguma experiência, um bom portifólio, demos e etc. Mesmo assim, a procura é muito grande por essas vagas. Apesar do glamour ser muito maior, não posso deixar de fazer o paralelo com nosso mercado Web:</p>

<p class="audio"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/audio/mercado_games_web.mp3">Mercado Web e Mercado de Games</a> [MP3] 4 minutos</p>

<p>O evento sofre do mesmo mal que aflige o Encontro de Webdesign: a auto-promoção em detrimento do conteúdo pedagógico. Apesar de oferecer tutoriais como alternativa, algumas palestras foram ocupadas para mostrar &#8220;que legal&#8221; são os trabalhos dos profissionais em destaque e não para explicar como foram feitos. </p>

<p>Marcelo Tatagiba, professor da PUC-Rio, chegou a ironizar a prática dizendo que sua palestra não seria como aqueles making-offs da TV a cabo em que os diretores e técnicos em efeitos especiais dizem que &#8220;foi incrível fazer esse filme&#8221;, mas não explicam patavina de como foi feito. </p>

<p>Tatagiba mostrou passo-a-passo como é a criação de um personagem de games, desde sua concepção até a modelagem em 3D.</p>

<p>Abaixo segue minhas anotações feitas no Palm durante as palestras que assisti no dia 28/05.</p><p>Como fazer games AAA<br />
Marcelo &#8211; Devworks</p>

<p>- celular jogos em 3d<br />
- brasil de igual pra fora agora</p>

<p>- self promo</p>

<p>- aaa mundo financeiro = risco baixo<br />
- recursos ilimitados<br />
- resultado do dinheiro<br />
necessario<br />
- grana<br />
- publico-alvo<br />
- grande desafio<br />
- aumenta auto-estima<br />
  - max payne<br />
- fazer muitos jogos<br />
  - quanto mais errar melhor<br />
- eguipe especializada<br />
- game designer experiente</p>

<p>engines indicadas<br />
- virtools $9.500 <br />
- gamebryo $65.000 ou menos<br />
- renderware $75.000 <br />
- engine barata nao tem suporte<br />
- desenvolver engine custa muito</p>

<p>como conseguir dinheiro<br />
- finep<br />
- bndes<br />
- bancos<br />
- capital de risco<br />
- angel<br />
- publisher - gamasutra<br />
- lei de incentivo a cultura no futuro</p>

<p>middleware<br />
- audio miles<br />
- video bink<br />
- ai implant<br />
- rede butterfly</p>

<p>artss<br />
- photoshop<br />
- after effects<br />
- 3d studio<br />
- maya</p>

<p>funcoss<br />
- gane design<br />
- storyboard - muito importante<br />
- estruturaccao modulos,<br />
- recorte de imagens<br />
- redacao de algoritnos<br />
- programacao<br />
- testes<br />
- correcao</p>

<p>crucial<br />
- publico alvo<br />
- requisitos de soft<br />
- performance<br />
- resolucao<br />
- tamanho de arquivo<br />
- acessibilidade<br />
- tela de carregamento</p>

<p>aspectos legais<br />
- inpi e uspto<br />
- registrar marcas personagens<br />
- copyright</p>

<p>o  fracasso e a mae do sucesso</p>

<p>- lucro pra jogo de celular - 40 - 70 porcento</p>

<p></p>

<p>wireless design<br />
Fabio Darci &#8211; Wiz Techonologies</p>

<p>- tempo curto projeto</p>

<p>evolucao do tijolao<br />
nao existia mercado<br />
wap abriu mercado mas era caro<br />
- demanda de bebidas ambev <br />
- mutacao de celular<br />
- ngage celular por acaso<br />
- celular vira pc<br />
- a demanda hoje e o conteudo de personalizacao</p>

<p>midias diferente solucoes diferentes<br />
- no celular tem que fazer jogos simples<br />
- o cara do celular nao e gamer<br />
- nao pode ter manual <br />
- menor envolvimento<br />
- games do passado</p>

<p>- equipe multidisciplinar<br />
- o momennto e o game simples</p>

<p>pixelart<br />
- riqueza de informacao<br />
- area muito reduzida<br />
- pequeno nao perde perfeicoss<br />
- tomate 2<br />
- tem que rabiscar no papel antes<br />
- a carta a mao exprime mais a personalidade da pessoa<br />
- o usuario tem que sentir a vida<br />
- estudo de cor pra ficar mais leve no peso<br />
- trabalhar com contraste <br />
- fazer estudo de cor</p>

<p>animando personagem<br />
- a animacao incentiva o jogo <br />
- contraste e crucial<br />
- a simplicidade compensa com animacao</p>

<p>aplicativos de conteudo<br />
- iconografia economiza espaco<br />
- tipografia contribui pro grafico<br />
- portabilidade</p>

<p>nao basta jogo inteligente, tem que ser bonito</p>

<p>wmail<br />
- fundo azul irrita</p>

<p>Futuro dos games<br />
???</p>

<p>- o que importa e o entretenimento<br />
- a maguina principal e a cafeteira<br />
- o brasileiro joga muito<br />
- revolucionario = sonhador = ser criticado = por em pratica</p>

<p>premissas basicas<br />
- tem que fazer pesquisas - viabilidade<br />
- estrelas sao insuportaveis</p>

<p>- bons profissionais mudam de endereco<br />
- conhecimento em varias areas<br />
- velocidade atualizacao</p>

<p>- mercado mais diversificado (projeto, licenca, publisher, audio)</p>

<p>- o filho joga o pai banca - mkt em cima dele<br />
jogo na internet <br />
 - elimina vendedor<br />
 - reduz pirataria</p>

<p>no brasil so vale a pena se for pela web - massivos<br />
- muita pirataria</p>

<p>jogos educacionais<br />
- crianca como atravessa a rua<br />
- o ser humano se lembra de 60 % do que interage<br />
- economia de recursos humanos<br />
- reducao do tempo de aprendizado</p>

<p>advertainment</p>

<p>medicina<br />
- o jogo pode ajudar o psicologo a acessar altista <br />
- reducao da dor - a gente nao presta atencao em outras coisas<br />
- simulacao de cirurgias<br />
- shoppings virtuais<br />
- arquitetura</p>

<p>jogos femininos<br />
- complexas demais<br />
- 32% dos jogadores</p>

<p>jogos dos coroas<br />
- desafios mentais</p>

<p>treinamentos de emergencia</p>

<p>simuladores na petrobras e na embraer</p>

<p></p>

<p>Programando em linguagem de musico<br />
André Poyart</p>

<p>- enfase na grafica<br />
- limar no audio<br />
- graficos tendendo ao hiperrealismo</p>

<p>- os pais so conseguem ouvir o game<br />
- som enche o saco do pai</p>

<p>- definir as limitacoes tecnologicas<br />
- formatos de entrega<br />
- banco de sons mid</p>

<p>- concepcao artistica<br />
- o musico precisa ver as imagens<br />
- intencao do audio<br />
- narrativas e dialogos<br />
- segurar a onda para a criacao<br />
- deixar o hobby de lado<br />
- serio mas nao sisudo<br />
- dificuldade de expressao da fala se supera com exemplo de sons<br />
- duracao da musica<br />
- transicoes entre trilhas</p>

<p>- splash - impacto rapido<br />
- abertura - impacto<br />
- cinematicas - <br />
- telas de menu - loop<br />
- ambiente de jogo - fundo que nao atrapalhe<br />
- fim de jogo - recompensa<br />
- creditos - loop</p>

<p>- o grande barato do jogo e a imersao<br />
- se o som quebra, ele sai da realidade<br />
- lista de efeitos sonoros nao precisam ser detalhadas<br />
- aleatoriedade e importante<br />
- o efeito sonoro tem que estar em concordancia com a musica - abrir buracos sonoros na frequencia<br />
- manipular um pouco o som do banco sonoro<br />
- foley criar som a partir de coisas reais<br />
- texto tem que ser bom pra ler - frases curtas, nao rebuscada<br />
- vozes e muito caro contratar atores <br />
- os espectros de som nao devem se sobrepor senao embola</p>

<p>importante<br />
- tamanho x qualidáde<br />
- equilibrio sonoro<br />
- consistencia<br />
- controle de qualidade<br />
- insercao na programacao<br />
- deixa de lado a preferencia musical<br />
- cuidado para nao se apegar com o placeholder</p>

<p></p>

<p>concepcao e modelagem de personagens<br />
- a melhor placa de video e o cerebro<br />
- pong 72<br />
- os jogos hoje nao tem apelo de personagens<br />
- pacman para publico feminino<br />
- primeiro personagem a ter nome<br />
- modo japones de criar personagens nao e sistematizados<br />
- diminiuicao das cabecas desde flash gordon - duke nukem, brok unreal<br />
- principios da animacao - preston blair<br />
- o personagem tem que ter carisma<br />
- formulas dos estereotipos de personagens</p>

<p>fazer personagem<br />
- pesquisa de campo<br />
   - fotos<br />
   - concorrencia<br />
- ferramentas de design <br />
   - desenho de conceito<br />
   - planta de modelo - model sheet<br />
- execucao da modelagem<br />
   - nao se cria nada, so executa</p>

<p>Desenvolvimento de jogos para o mercado internacional<br />
Chris Kashmidt ??</p>

<p>- 40% do mercado nos eua<br />
- brasil esta junto com korea<br />
- 50% das empresas sao independentes<br />
- mercado internacional da 10 a 20 vezes mais</p>

<p>o clube<br />
- varejo controla a industria 60%<br />
- apenas publishers grandes conseguem colocar nas prateleiras</p>

<p>riscos<br />
- falta de experiencia<br />
- idioma<br />
- diferencas culturais (nao e tao diferente)<br />
- dificuldades juridicas<br />
- publishess nao gostam de novas ideias. Tem que ter experiiencia<br />
- falta de licenca<br />
- investimenao pesado</p>

<p>a chance de conseguir com um publicador no primeiro projeto e de 1 em 200</p>

<p>aumentar chances<br />
- entender mercado<br />
- conhecer o genero (escolher area que da pra competir - morg, rpg<br />
 fps) escolher um nicho<br />
- montar a equipe certa (gerente, representante, cont, project lead, game designer, artistas, programadores)<br />
- experiencia (nome vale ouro)</p>

<p>os publicadores tem que dizer quantos copias vai vender, por isso e preciso ser parecido com jogos existentes</p>

<p>projeto<br />
- proposta chamativa de 4 a 8 paginas (cheio be imagens)<br />
- design do semi-completo<br />
- cronograma e orcamento<br />
- prototipo impressionte<br />
- mostrar pra pessoa certa</p>

<p>publishers nao querem ideas eles querem experiencia</p>

<p>erro<br />
- valorizacao tecnologia sobre arte<br />
- falta de empredimento<br />
- falta de hierarquia<br />
- falta de contatos</p>

<p>artistas<br />
- falta no mercado<br />
- criativo<br />
- 3 artistas para 1 programador</p>

<p>aviso<br />
- regra de 2x = sempre demora duas vezes mais</p>

<p>segredo do sucesso<br />
- boas ferramentas,cedo<br />
- metas razoaveis entre 4 a 8 semanas<br />
- boa comunicacao<br />
- unica visao explicada<br />
- documentacao</p>

<p>funcao do game designer<br />
- diretor do filme<br />
- criativo<br />
- entender todas partes<br />
- experiencia</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/mercado_de_games_brasileiro.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sun, 29 May 2005 19:10:18 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cpl_world_tour_2005.jpg" />

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</item>
 
<item>
<title>Conferência sobre Games no Rio</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/conferencia_sobre_games_no_rio.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Se soubesse teria avisado voc&ecirc;s antes. Do dia 27 a 29 de maio acontece a II <a href="http://www.cdgrio.com.br/">Confer&ecirc;ncia</a> de Desenvolvedores de Games no Rio de Janeiro. J&aacute; que que vou estar no Rio para o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/congresso_e_encontro_no_rio.html">USIHC e o Ergodesign</a>, aproveito e pego o dia 28 desse congresso tamb&eacute;m. As palestras que mais me interessaram foram essas:</p>
<dl>
  <dt>Tecnologias para desenvolver jogos para celulares</dt>
  <dd>Introdu&ccedil;&atilde;o ao design de jogos, o estado atual dos jogos wireless, aspectos conceituais do design para esse tipo de dispositivos; passando por algumas &quot;regras&quot; e solu&ccedil;&otilde;es gerais para lidar com as restri&ccedil;&otilde;es dos dispositivos e da tecnologia. 
    Al&eacute;m disso, ser&aacute; feita uma pequena an&aacute;lise do futuro dos jogos para celular. </dd>
  <dt>Hist&oacute;ria dos Jogos Eletr&ocirc;nicos</dt>
  <dd>A Cosmologia dos Jogos Eletr&ocirc;nicos trata-se de uma introdu&ccedil;&atilde;o a Ludologia, o estudo dos jogos eletr&ocirc;nicos e seu papel cultural na sociedade contempor&acirc;nea. A apresenta&ccedil;&atilde;o expositiva &eacute; baseada nas defini&ccedil;&otilde;es conceituais do entretenimento eletr&ocirc;nico e avan&ccedil;a atrav&eacute;s da linha do tempo, apresentando a hist&oacute;ria dos jogos sob o vi&eacute;s do design, da tecnologia e da interatividade. </dd>
  <dt>Design de jogos para celulares</dt>
  <dd>Cria&ccedil;&atilde;o em midia diferente; Pixel art ; cria&ccedil;&atilde;o de personagens; anima&ccedil;&atilde;o de personagens ; Iconografia para aplicativos de conte&uacute;do ; Tipografia</dd>
</dl>
<p>Apesar de nunca ter tocado no assunto aqui, me interesso muito pela &aacute;rea. J&aacute; li alguns livros, mas sempre pensava que n&atilde;o adiantava investir nisso porque o mercado de games no Brasil era praticamente inexistente. Era. A <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2439">pesquisa da Abragames</a> n&atilde;o &eacute; mentirosa: v&aacute;rios amigos j&aacute; comentaram sobre o assunto. Come&ccedil;am a surgir possibilidades reais de trabalhar produzindo games. </p>
Trabalhando ou n&atilde;o na &aacute;rea, games s&atilde;o grande fonte de inspira&ccedil;&atilde;o para designers de interfaces. Na verdade, games tem papel fundamental na experimenta&ccedil;&atilde;o em intera&ccedil;&atilde;o. Tive o privil&eacute;gio de ler em primeira m&atilde;o a monografia do meu amigo Lucas Haeser, fazendo a ponte entre as duas &aacute;reas. Segue o resumo:<blockquote>
  <h2> Hipergames: O Videogame entre a Hiperm&iacute;dia e o Entretenimento </h2>
  <p>Os videogames atuais levantam dezenas de novas quest&otilde;es para pesquisadores de &aacute;reas diversas. Estas quest&otilde;es variam desde a intera&ccedil;&atilde;o entre homem e m&aacute;quina, rela&ccedil;&otilde;es &agrave; dist&acirc;ncia em ambientes ficcionais, at&eacute; o tipo de conte&uacute;do que alguns t&iacute;tulos oferecem, e que tipo de influ&ecirc;ncia teriam no comportamento dos jogadores.</p>
  <p> Neste contexto, o papel dos videogames ultrapassa a barreira do entretenimento infantil e aproxima-se dos valores idealizados pela hiperm&iacute;dia. Esta pesquisa visa identificar semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre os dois universos e apontar caminhos para o desenvolvimento de um meio de comunica&ccedil;&atilde;o hipot&eacute;tico, que denominamos hipergames.</p>
  <p>  HAESER, Lucas. Monografia (Comunica&ccedil;&atilde;o, Arte e Tecnologia), Faculdade de Belas Artes de S&atilde;o Paulo, 2005.  </p>
</blockquote>
<p>Haeser faz o estado-da-arte dos videogames e mostra como ele est&atilde;o ficando cada vez mais sofisticados, n&atilde;o s&oacute; do ponto de vista tecnol&oacute;gico, mas principalmente tem&aacute;tico. O chamado ciberdrama j&aacute; &eacute; realidade em games narrativos como Resident Evil (que virou filme), Grand Theft Auto e Metal Gear Solid. Haeser n&atilde;o tem medo de propor que assim como o cinema, alguns desses jogos podem ser encarados como obras de arte. </p>
<p>Assim como o hipertexto, e sua vers&atilde;o turbinada, a hiperm&iacute;dia, o videogame compartilha caracter&iacute;sticas em todos seus conceitos chaves: interface, interatividade, n&atilde;o-linearidade e co-autoria. Porque n&atilde;o consider&aacute;-lo tamb&eacute;m como uma forma de hiperm&iacute;dia? Evitando complica&ccedil;&otilde;es maiores, Haeser cria o termo hipergames (hiper = que vai al&eacute;m) para designar games que exploram tais caracter&iacute;sticas. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/conferencia_sobre_games_no_rio.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">373</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 23 May 2005 23:53:11 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/conferencia_the_sims.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Quem contém o excesso de informação?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/quem_contem_o_excesso_de_informacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Comentando o <a href="http://www.carreirasolo.org/archives/000256.html">artigo de Mauro Amaral</a> sobre o tal vício de informação:</p>

<p>J&aacute; ouvi dizer que o profissional feito para resolver esse problema &eacute; o Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas, porque ele det&eacute;m o maquiav&eacute;lico poder da Comunica&ccedil;&atilde;o Integrada em suas m&atilde;os.</p>
<p>Se um RP fala isso em voz alta e um jornalista ouve, certamente pensa: &quot;RP &eacute; tudo um bando de puxa-saco, precisamos de pessoas que esclare&ccedil;am os fatos&quot;. </p>
<p>O administrador de marketing dir&aacute; que o problema &eacute; a falta de comunica&ccedil;&atilde;o interna e a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; uma campanha de endo-marketing para estimular a comunica&ccedil;&atilde;o (!).</p>
<p>Falou em campanha, o publicit&aacute;rio acorda e sai bradando frases malucas. &quot;A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; o nonsense! S&oacute; com o humor podemos administrar o excesso de informa&ccedil;&atilde;o.&quot;</p>
<p>Ao escutar tais palavras, um biblioteconomista resolve ficar diante de um computador conectado &agrave; Internet durante 72 horas sem parar, s&oacute; atualizando seus conceitos. Durante esses 3 dias, ele sofre uma metamorfose e se transforma no incr&iacute;vel Gestor da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Al&eacute;m das n&aacute;degas quadradas, seu c&eacute;rebro inchou tanto que n&atilde;o cabe mais dentro da cabe&ccedil;a. &quot;A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; guardar o conhecimento dentro de um bem planejado sistema de informa&ccedil;&atilde;o&quot;, avisa o rec&eacute;m-promovido a Gestor da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Antes mesmo de ligar pra ele, o Analista de Sistemas j&aacute; chegou e est&aacute; com o projeto pronto de um sistema mirabolante de armazenamento de informa&ccedil;&atilde;o. &quot;E como o usu&aacute;rio vai recuperar toda essa informa&ccedil;&atilde;o?&quot;, pergunta o Gestor. &quot;Acho que um website seria uma boa n&eacute;?&quot;</p>
<p>&quot;Que tipo de website?&quot;, pergunta um outro ex-biblioteconomista que passou n&atilde;o 72, mas 128 horas na frente do computador. &quot;Precisamos definir bem a estrutura disso a&iacute;, sen&atilde;o o pr&eacute;dio desmorona,&quot; preconiza o auto-intitulado Arquiteto da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>&quot;De que adianta um pr&eacute;dio sem uma boa fachada?&quot;, desafia o Designer Gr&aacute;fico. &quot;Voc&ecirc;s podem ter muita informa&ccedil;&atilde;o, mas se ela n&atilde;o for bem apresentada ao usu&aacute;rio, de nada vai adiantar.&quot;</p>
<p>Antes mesmo de chegar o pessoal da Psicologia, Antropologia e Lingu&iacute;stica, o refeit&oacute;rio da empresa j&aacute; est&aacute; lotado de profissionais querendo cada um puxar o bife pro seu lado. </p>
<p>A solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um profissional-chave. Para lidar com as demandas de informa&ccedil;&atilde;o dentro e fora de uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso, antes de tudo, mudar seu modo de produ&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s de dar vaz&atilde;o apenas a produtos e servi&ccedil;os, a empresa deve produzir tamb&eacute;m conhecimento. Para isso, ela precisa estabelecer um <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2264">fluxo cont&iacute;nuo</a> de entrada de informa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise, discuss&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos. A empresa que quiser guardar pra si todo conhecimento gerado nos seus dom&iacute;nios ficar&aacute; para tr&aacute;s. A melhor forma de adquirir conhecimento &eacute; pela troca. </p>
<p>Dentro desse fluxo, a&iacute; sim, cada um dos profissionais citados ter&aacute; um enfoque diferente e poder&aacute; lidar de maneira mais ou menos eficiente em determinados aspectos. O segredo &eacute; ter a informa&ccedil;&atilde;o correta, ou melhor, conhecimento.</p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 13 May 2005 13:43:38 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/excesso_informacao.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Website é mais que fachada</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/website_e_mais_que_fachada.html</link>
<description><![CDATA[
<p>10 anos de Internet e ainda há empresas ainda não entenderam que precisam investir em presenças de qualidade na Web. Preferem investir centenas de milhares de reais em outros meios e deixar apenas algunas tostões para a Web. </p>
<p>Empresários míopes consideram que a Web não é um bom negócio nesse ramo, porque ninguém compra móveis pela Internet. Pode até ser, mas ninguém compra móveis pela fachada da loja também, no entanto, esses mesmos empresários investem muito mais só nas fachadas. </p>
<p>Se tivesse falando com um desses empresários, imagino a conversa: </p>
<blockquote>
  <p>- Ah, mas vendo a fachada, o cliente está a meio-passo de comprar. A fachada serve para atrair clientes.<br>
    - E o website, não teria a mesma função?<br>
    - Sim, mas é muito pouca gente que procura móveis na Internet. Nosso website recebe menos de 50 visitas todo dia.<br>
    - É porque seu website não está otimizado para buscadores. <a href="http://www.terespondo.com.br">Segundo a Terespondo.com</a>, só no mês de março, 9246 pessoas fizeram buscas incluindo a palavra chave "móveis". Você pode atrair toda essa gente se quiser.<br>
    - Ah é? E como faço isso?<br> 
    - Jogue fora seu site em Flash e faça outro com bastante conteúdo. <br>
    - Mas aí o site vai ficar sem graça...<br>
    - Compense em serviços. Ofereça algo de útil para seus clientes, como por exemplo um simulador de ambientes, um guia de decoração ou um customizador de móveis.<br>
    - Nossa! Nunca tinha pensado nisso... Quando podemos começar?<br>
  - Agora mesmo e...</p>
</blockquote>
<p>Deculpem, me empolguei... Óbvio que na realidade conversas como esses não são tão fáceis assim, heheheh. </p>

<h2>Florense</h2>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/florence_fachada.jpg" alt="Fachada da loja Florense" width="350" height="257"> </p>
<p>Possui 90 lojas espalhadas pelo Brasil, todas com fachadas invejáveis como essa, mas apenas <a href="http://www.florense.com.br/">um website</a>. Não é difícil acreditar que o que foi gasto nesse website equivale a menos de 10% do custo de  uma dessas fachadas.</p>
<p>Imagine que antes de entrar na loja, você fosse obrigado a passar por um gigantesco corredor com paredes lotadas de fotos de ambientes que em nada se parecem com sua casa. Absurdo? Mas é assim no website. </p>
<p>Agora digamos que não houvessem atendentes disponíveis na loja (como no website) e você precisasse ir até a sessão de armários residenciais. A loja é enorme e não permite que você veja os móveis à distância. A única referência que você tem disponível são as placas no teto da loja, mas elas estão tão pequenas que é preciso um binóculo para lê-las. Absurdo? É assim no website, vide submenu. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/florence_website1.gif" alt="Fonte pequena de mais para a leitura confortável e ainda borrada" width="350" height="52"> </p>
<h2>Bontempo</h2>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/bontempo_fachada1.jpg" alt="Fachada da loja Bontempo" width="350" height="280"></p>
<p>Há alguma dúvida por onde você entraria na loja? Para mim, parace claro que a porta é o vidro do meio, inclusive pelas dicas da logomarca ao lado, o tapete e o caminho no jardim. No <a href="http://www.bontempo.com.br">website</a>, não há dicas:</p>
<p><a href="http://www.bontempo.com.br"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/bontempo_website1.jpg" alt="Captura de tela da home do Site da Bontempo" width="350" height="189" border="0"></a> </p>
<p>Depois de tocada uma breve intro, fica aquela sensação de "e agora, o que faço, onde clico?" Para iniciar o uso do website, é preciso encontrar o botão "menu", bem pequeno no canto inferior esquerdo. </p>
<p>Imagine que você entra numa loja dessas querendo saber quais sãos as cores disponíveis para os projetos Bontempo e uma vendedora lhe responde prontamente: "Pois não, temos as cores Miniboreal, Soft Square, Argentado, Noce e muitas outras. Qual você escolhe?" Asssim mesmo, sem mostrar nenhum exemplo da cor aplicada a uma superfície. Absurdo? É assim no website, vide seção FAQ:</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/bontempo_website2.gif" alt="FAQ da Bontempo que nao mostra exemplos de cores" width="348" height="249"></p>
<h2>Todeschini</h2>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/todeschini_fachada.jpg" alt="Fachada da loja Todeschini" width="350" height="249"></p>
<p>Uma loja de móveis só é aberta quando sua obra está completamente terminada, afinal de contas é exatamente disso que ela trata: mobilhar é a última etapa da construção. </p>
<p>Imagine que  por fora a loja parece completa, mas ao adentrar em determinadas salas, você esbarra em baldes de cimento, ferramentas, tijolos. Absurdo? Algumas seções do <a href="http://www.moveistodeschini.com.br/">website</a> estão com conteúdo imcompleto, mas você só descobre isso depois que clica no botão e não acontece nada. Veja onde leva um link anunciado na primeira página (guia de profissionais):</p>
<p><a href="http://www.moveistodeschini.com.br/sistema/modelos_profissional_ficha.php?id_profissional=22"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/todeschini_website1.gif" alt="Pagina incompleta no site da Todeschini" width="350" height="248" border="0"></a></p>
<h2>Dellano</h2>
<p><em><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/dellano_fachada.jpg" alt="Fachada Dellano" width="350" height="214"></em></p>
<p>Imagine que ao entrar na loja, você está num corredor fechado com apenas um telão no fundo mostrando imagens do último lançamento da Dellano e há 8 portas, 4 de cada lado. Cada porta tem apenas um desses símbolos pendurados:</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/dellano_website1.gif" alt="Ícones de navegação do website da Dellano" width="338" height="48"></p>
<p>Parece cena de vídeo-game ou então de filme de terror, não é mesmo? Absurdo, mas no website é assim. </p>
<p>Quando vi os ícones na navegação principal, não contive meu impulso de passar o mouse por cima para saber o que significavam. Passei o mouse em cima do primeiro e vi o rótulo "Cozinha". Gosto de ícones, mas esses realmente estão difíceis de pegar sem rótulos. Duvido que quem não trabalha fazendo ícones vai gostar de navegar desse jeito. </p>
<p>Agora tente você adivinhar os demais, como eu fiz. </p>
<p>Segue o resultado dos meus chutes (da esquerda pra direita, à partir do segundo):</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/dellano_website1.gif" alt="Ícones de navegação do website da Dellano" width="338" height="48"></p>
<table width="350" border="0" cellspacing="3">
  <tr>
    <th scope="col">Chute</th>
    <th scope="col">Fato</th>
  </tr>
  <tr>
    <td>quarto</td>
    <td bgcolor="#33CC00">dormitórios</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>escritório</td>
    <td bgcolor="#FF3333">banheiros</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>sala-de-estar</td>
    <td bgcolor="#FFCC00">home-theater</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>sala-de-jantar</td>
    <td bgcolor="#FF3333">home-office </td>
  </tr>
  <tr>
    <td>armários montados </td>
    <td bgcolor="#00CC00">sistemas dell-ano </td>
  </tr>
  <tr>
    <td>prateleiras</td>
    <td bgcolor="#FF3333">puxadores</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>não sei </td>
    <td bgcolor="#FF3333">Sig Bergamin </td>
  </tr>
</table>
<p>Tudo bem que posso saber o significado dos ícones passando o mouse por cima, mas sendo assim qual a vantagem de usá-los? Melhor usar somente os rótulos, então!</p>
<p>Apesar do problema com os ícones, até agora é o website da categoria que investiu melhor na Web. Ele tem realmente bastante conteúdo: animações interessantes, boas fotos e redação publicitária como essa: </p>
<blockquote>
  <p>"A cozinha é um lugar especial, com aromas e sabores diferentes. Aproxima as pessoas e proporciona momentos de prazer."</p>
</blockquote>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Webdesigners, temos que fazer melhor do que nos é pedido. Temos que superar as expectativas do usuário e, consequentemente, do cliente. Se o cliente não sabe como ter uma boa presença na Web (em geral eles não sabem), temos que ensinar isso pra eles. Dê exemplos. Na falta deles, mostre esse post. </p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 25 Apr 2005 14:06:42 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Adobe abocanha Macromedia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/adobe_abocanha_macromedia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Num negócio de mais de 3 bilhões, os donos do Photoshop adquiriram os donos do Flash. Prepare-se webdesigner, mudanças drásticas na sua rotina de produção estão pela frente. A Adobe possui uma cultura corporativa diferente da Macromedia e inclusive possui produtos concorrentes. Alguns produtos irão sair de mercado ou fundir com outros e o relacionamento com a comunidade de desenvolvedores mudará, para melhor ou para pior.</p>
<p>A aquicisão só se dará no segundo semestre de 2005 e depende de confirmações dos acionistas. A marca da Macromedia <a href="http://www.adobe.com/aboutadobe/invrelations/pdfs/AdobeMacromediaFAQ.pdf">não permanecerá</a>. Pode ir se acostumando com o nome Adobe Flash.</p>
<p>Com relação aos produtos, seguem as especulações: </p>
<ul>
  <li>O Dreamweaver, carro chefe da Macromedia, provavelmente será fundido com seu principal concorrente,  o Adobe GoLive</li>
  <li> Freehand será abolido em favor do melhor succedido Adobe Ilustrator</li>
  <li> Flash Paper não ameaçará o PDF</li>
  <li>Flash Player fundirá com o Acrobat Reader</li>
  <li>Há chances de Flash se tornar mais próximo ao padrão SVG, já que a Adobe possui um player de SVG há tempos </li>
</ul>
<p>Andava meio frustrado com relação ao novo player que a Macromedia está pra lançar, cheio de <a href="http://www.moock.org/blog/archives/000146.html">novos recursos gráficos</a>. Achava que eles eram espertos o suficiente para perceber que precisavam atender a padrões, como o SVG, mas parece que vão dar ênfase mesmo em efeitos especiais. Sobre isso <a href="http://www.flash-brasil.com.br/?q=adobemacromedia">José Carlos Caribé</a> comenta:</p>
<blockquote>A enfase da Macromedia para incluir mais recursos graficos no novo Flash começa a fazer sentido, será que a Adobe já estava trabalhando em conjunto com a Macromedia ?</blockquote>
<p>Como sou um cara esperançoso, acredito que a Adobe vai mudar radicalmente o Flash Player para torná-lo mais estruturado, mais parecido com a proposta SVG. Isso seria uma vantagem bem vinda também para o Acrobat Reader, cuja função importante é veicular textos na Web. Agora que os dois estarão juntos, não será tão difícil disso ocorrer. </p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=317"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=317" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

<p>Produtos vem, produtos vão. Quem acreditava que o Flash iria durar para sempre, pode ir mudando de idéia. Ao contrário de projetos open-source, projetos proprietários não estão preocupados com relacionamentos emocionais, a não ser que seja para se aproveitar disso para fins de marketing. Conheço muita gente que não tem vergonha de dizer que "ama Flash". Você ainda amaria sua namorada se ela mudasse de nome e fizesse uma operação plástica drástica? </p>
<p>Digo e repito novamente: profissional, não se especialize em tecnologias, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/especializese.html">especialize-se no seu uso</a>. Se interesse mais por seus efeitos na sociedade, na economia, nos indivíduos e não nos seus detalhes técnicos. Saiba mais do que o "como fazer", saiba o "porquê fazer". </p>
<p>Nos últimos anos, enquanto me aprofundava em Usabilidade, colegas se aprofundaram em Dreamweaver, Actionscript, Tableless e etc. O mundo pode sofrer um colapso tecnológico que meus conhecimentos de usabilidade ainda serão úteis, mas o dos meus amigos não tem tanta estabilidade. Há quem goste da dinâmica de estar sempre sendo confrontado com o desafio de dominar novas tecnologias (eu gosto disso), mas é sempre bom ter um pé bem fincado no chão. </p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 18 Apr 2005 16:04:45 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/adobe_flash.gif" />


</item>
 
<item>
<title>Materializar o virtual dá credibilidade</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/materializar_o_virtual_da_credibilidade.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ainda hoje, um dos grandes dilemas das lojas virtuais é inspirar confiança para o comprador de primeira viagem. Graças à cobertura sensacionalista que a mídia fez sobre hackers há alguns anos atrás, o senso-comum dúvida da segurança do envio do número do cartão de crédito pela Internet. Mesmo com os esforços de <a href="http://www.verisign.com/">auditores terceirizados</a>, o estigma ainda está presente.</p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=295"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=295" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

<p>Colocar o <a href="http://blogdeusabilidade.blogspot.com/2005/02/bandeiras-de-carto-de-crdito-na-home.html">selo da operadora</a> de cartão de crédito numa loja virtual pode ajudar, mas não resolve. Melhor do que isso é materializar o virtual, através de medidas que são melhores explicadas nesse post em áudio:</p>
<p class="audio"><a href="http://www.archive.org/download/materializando_virtual/materializando_virtual.mp3">Materialize o virtual e ganhe credibilidade</a> [MP3] 9'51"</p>

<p>Resumindo:</p>
<ul>
  <li>telefone e endereço em local proeminente</li>
  <li>publicar nomes de pessoas</li>
  <li>usar fotos reais e não banco de imagem </li>
  <li>dar um bom feedback para toda interferência do usuário </li>
  <li>enviar emails de confirmação </li>
  <li>enviar catálogos impressos gratuitamente</li>
</ul><p>O Projeto de <a href="http://credibility.stanford.edu/">Webcredibility</a> da Universidade de Stanford realizou <a href="http://www.consumerwebwatch.org/dynamic/web-credibility-reports-evaluate-abstract.cfm">alguns estudos</a> sobre como os usuários avaliam a credibilidade de websites e chegaram à conclusão de que a imagem que o website imprime tem mais peso até que sua política de privacidade na hora de inspirar confiança:</p>
<blockquote>
  <p>Por exemplo, quase metade de todos os consumidores (46,1 %) do estudo julgaram a credibilidade dos sites baseado em parte pela aparência geral do design gráfico, incluindo o layout, tipografia, tamanho da fonte e esquema de cores. </p>
  <p>Nossos resultados com os consumidores sobre a a proeminência do design do site e aparência geral não foi o que esperávamos encontrar. Os participantes pareciam fazer decisões sobre a credibilidade das pessoas e a organização por trás do site baseadas no visual. Nós esperávamos ver pessoas usando critérios mais rigorosos quando acessam sites. O resultado indica que o Consumer Web Watch, juntamente com os bibliotecários e profissionais de informação, tem que aumentar os esforços para educar os consumidores a fazerem deciões mais ponderadas, particularmente quando isso pode afetar seu bolso ou sua saúde.</p>
</blockquote>
<p>Não é só na Web que as pessoas julgam a credibilidade baseadas na imagem. Julgar um livro pela capa é impulso natural ao homem desde tempos imemoriais. Foi somente no século passado que o capitalismo descobriu que poderia aproveitar essa fraqueza do ser humano para encher a bola de produtos e instituições. </p>
<p>Existe  hoje uma tendência do consumidor se tornar mais crítico e criterioso, porém ela cresce junto com a tendência dos publicitários a se tornarem mais hábeis em criar imagens. Melhor do que disputar com o consumidor é dar o que ele quer: a verdade. Se a empresa tem credibilidade, melhor comunicar isso de forma honesta e pontual do que enganá-lo com imagens fictícias. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/materializar_o_virtual_da_credibilidade.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">295</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 11 Apr 2005 16:46:31 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/sai_baba.jpg" />

<enclosure url="http://www.archive.org/download/materializando_virtual/materializando_virtual.mp3" length="1776016" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Padrões são inevitáveis, até no design</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Não adianta torcer o nariz, a tendência hoje é padronizar. O mercado exige e não é só na Web, vide o exemplo da valorização das certificações de qualidade ISO (International Organization for <strong>Standardization</strong>). Nos últimos 10 anos, médias e grandes empresas foram forçadas a se adaptar para atender as normas de qualidade que as certificações exigem. Indústria que não tem nem ISO 9001, perde muitos negócios porque ninguém confia nela. </p>
<p> Hoje em dia, a primeira coisa que faço quando acesso o website de uma agência Web é verificar se o site dela adere aos <strong>webstandards</strong> ou pelo menos possui um job em destaque que é complacente aos padrões. Assim já fico sabendo se ela está antenada às mudanças do mercado ou não. Empresa que se preste a trabalhar com tecnologia de ponta não pode comer mosca, fica pra trás rapidinho. </p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=290"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=290" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

<p>Porém existe um tipo de padrão que está se estabelecendo na Web de forma não oficial e é preciso observá-lo. Trata-se dos padrões de usabilidade, ou melhor, Padrões de Interação, porque possuem escopo mais amplo do que somente usabilidade. </p>
<p>Quer um exemplo rápido? </p>
<form method="get" action="http://www.usabilidoido.com.br/cgi-bin/mt/mt-search.cgi" >
  <input type="text" name="search" />
  <input type="submit" value="Buscar" />
</form>
<p>Precisa explicar do que se trata e como se interage? Somente se o usuário estiver nos seus primeiros dias de Internet ele não reconhecerá a ferramenta de busca. O usuário reconhece a forma e relaciona com sua experiência prévia com outros websites que usam um esquema parecido. </p>
<p>Mesmo o Cadê usando o padrão <a href="http://web.archive.org/web/19961225005433/http://cade.com.br/">desde 1996</a> (*nostalgia*), o IG preferiu <a href="http://web.archive.org/web/20000408202824/http://ig.com.br/">explicar</a> a busca com o seguinte texto "Diga o que você quer que o iG procura". Lembrem-se de que nessa época, uma grande quantidade de novos usuários entraram na Internet, graças a provedores como esse. Eles precisavam de ajuda, mas nem tanto. Na sua <a href="http://www.ig.com.br/v7/br/">sétima versão</a>, o IG desvia um pouco do padrão, mas perceberam que não há necessidade de maiores explicações. </p>

<img alt="Facetas no Webinsider em 7/04/2005" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/facetas_webinsider.gif" width="132" height="332" align="left" />

<p>Esse é um padrão simples, mas existem outros bem mais complexos e menos estabelecidos. A navegação facetada, por exemplo, ainda nem foi descoberta pelas principais lojas virtuais do Brasil. O <a href="http://webinsider.uol.com.br/">Webinsider</a> oferece duas facetas para encontrar artigos (por editoria e por tema) e duas para colunas (por autor e pelo nome da coluna), porém cada faceta está representada diferente.</p>
<p>Lá fora, os arquitetos da informação já perceberam que o recurso pode ser muito útil para permitir que o usuário encontre determinada informação por caminhos diversos. Segundo Heidi Adkisson, 69% dos <a href="http://www.webdesignpractices.com/navigation/facets.html">sites que pesquisou</a> usavam uma forma de navegação facetada. Epicurious, o maior site de receitas do mundo, permite que o usuário <a href="http://www.epicurious.com/recipes/find/browse/">navegue</a> pelo ingrediente principal, pelo método de preparação, pela ocasião, pelo tipo de prato e etc. </p>
<p>Existem também padrões que, de tão batidos, já estão sendo evitados, como por exemplo o esquema básico de navegação <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empresa_servicos_contato.html">Empresa - Serviços - Contato</a>. Mesmo variando o nome e conteúdo das seções de um website corporativo, dificilmente desviará do padrão para esse <a href="http://www.welie.com/patterns/showPattern.php?patternID=corporate">tipo específico de site</a>. Basicamente, ele vai dizer o que a empresa faz, como faz, para quem faz, com quem faz e como comprar sua produção.</p>
<p>Dificilmente um empresário vai permitir que seu site institucional fuja a esse padrão. Esse padrão ele consegue reconhecer na concorrência, mas poderia passar despercebido uma quebra de padrão de hiperlink (sem sublinhado ou outro destaque). Na medida em que se tornem mais experientes no assunto, é natural que comecem a esperar e cobrar trabalhos padronizados de seus webdesigners. </p>
<p>O velho Nielsen já falava sobre a <a href="http://www.useit.com/alertbox/20040913.html">necessidade de padronização </a>há tempos. Isso facilita a vida do usuário porque ele pode aproveitar o conhecimento adquirido em outros websites para interagir com website ainda não visitado. Ele vai se sentir mais no controle da experiência, porque: </p>
<ul>
  <li> sabe que funcionalidades esperar</li>
  <li>sabe a aparência que a funcionalidades terá</li>
  <li> sabe onde encontrar tal funcionalidade</li>
  <li>sabe como operar a interface </li>
  <li>não perde tempo tentando entender elementos desconhecidos </li>
  <li>não tem surpresas quando algo não reage como esperado</li>
</ul>
<p>Ok, você se rende. Vai aderir aos webstandards, padrões de interação, normas ISO e o escambau, em todos os sites que fizer. Por favor, não! Se nos contentarmos somente em atender aos padrões, a Web não evoluirá mais. Podemos fazer melhor do que o padrão estabelecido, podemos criar novos padrões, podemos ser felizes e usar nossa criatividade. </p>
<p>A primeira coisa a fazer é reconhecer os padrões que estão por aí. Preste mais atenção ao navegar. Compare websites. Anote e publique num blog o que você encontrar. Martjin van Welie tem a melhor <a href="http://www.welie.com/patterns/">coleção de padrões</a> de interação na Web disponíveis gratuitamente, mas somente em inglês. Acho essencial que surja esse tipo de material em português, inclusive com adaptações para o mercado brasileiro, que é um pouco diferente.</p>
<p>Quem quiser aprofundamento no assunto, estarei ministrando um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/padroes_de_interacao_na_web.html">curso online</a> de 4 horas só sobre Padrões de Interação ainda esse mês. Vejo vocês lá ;-) </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">290</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<pubDate>Thu, 07 Apr 2005 22:57:19 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/padronizacao.gif" />


</item>
 
<item>
<title>No limite entre inspiração e cópia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/no_limite_entre_inspiracao_e_copia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Existem duas formas de se proteger contra o plágio. Uma é registrando 
  a expressão de uma idéia através dos <b>direitos autorais 
  </b>e a outra é registrando a prática da idéia através 
  de uma <b>patente</b>. Acho que orkut não tem nenhum dos dois (escrevo 
  assim para não chover gente pedindo convite), mas encontrei hoje uma 
  meia-cópia dele: o <a href="http://www.gazzag.com.br">Gazzag</a>, feito 
  por brasileiros.</p>
<p>Tá certo que os bugs frequentes e a lentidão do orkut são 
  frustrantes, tanto que desisti de acessá-lo a não ser as comunidades 
  de Usabilidade e AI. Também o descaso em não traduzirem para o 
  português mesmo os brasileiros representando 63% dos usuários é 
  frustrante. Porém, isso não justifica fazer uma cópia do 
  serviço sem esses e outros defeitos. </p>
<p>O nome não é parecido, mas também é uma palavra 
  curta e nonsense. A idéia de rede social também não é 
  nova. Se fosse só isso, tudo bem, mas vejam essa sequência de screenshots:</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/comunidade_freelancers_thumb.gif" width="350" height="211" alt="orkut: Comunidade Freelancers Web"></p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/comunidade_odeio_thumb.gif" width="350" height="207" alt="Gazzag: Comunidade Eu Odeio o Orkut"></p>
<p>Mesmas idéias, mesmas funcionalidades, mesma disposição 
  das informações, mesmos rótulos. Só muda no design 
  gráfico, que é bem mais limpo, por sinal. E não é 
  só essa tela. Quase tudo é assim, focinho do orkut. </p>
<p>Imagino que o serviço tenha nascido da vontade de fazer algo no estilo 
  mas melhor do que o orkut, porém, não precisava ser tão 
  "no estilo". Aliás, nem foi o tal engenheiro do Google que 
  criou a idéia. Antes dele, já existia o <a href="http://www.friendster.com">Friendster</a> 
  com bastante destaque nos Estados Unidos. Ao invés de copiar o que já 
  existia, o pessoal do Google fez melhor, muito melhor, por isso fizeram sucesso. 
  Criaram novas funcionalides e, principalmente, deram uma roupagem muito <a href="http://www.usabilidoido.com.br/orkut_e_exemplo_de_web_viciante.html">mais 
  atrativa e emocional</a> que a do Friendster (veja os screenshots dele <a href="http://www.friendster.com/info/532_friendster_showcase.htm">nesta 
  apresentação</a>). </p>
<p>Infelizmente, esse tom emocional não está presente no Gazzag, 
  que tem um ar um tanto quanto anti-séptico por causa do excesso de branco 
  e do cinza. Os ícones e botões coloridos salvam um pouco, mas 
  o que mais me faz falta é o bom-humor da interface do orkut. Veja 
  nas telas de edição do perfil:</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/editar_perfil_orkut.png" width="264" height="246" alt="Editar perfil no O-r-h-u-t"></p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/editar_perfil.png" width="302" height="336" alt="Editar perfil no Gazzag"></p>
<p>"Descrição do corpo"? Não sei se é implicância 
  minhas, mas esse rótulo trata a pessoa como objeto? Melhor seria "Descreva 
  como você se parece" ou algo do gênero. Vamos com calma nessa 
  objetivação, minha gente, senão daqui a pouco teremos um 
  ícone de uma caminhonete onde se arrastam amigos pra comer feijão 
  na chácara do vô. Não é assim que funciona no mundo 
  real, não é assim que vai funcionar no mundo virtual.</p>
<p>Não posso dizer que não houve melhorias no Gazzag, mas ainda 
  são poucas. A que eu achei mais legal parou de funcionar há alguns 
  minutos (ou eu delirei):</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/exibir_perfil.png" width="336" height="344" alt="Exibir perfil do Gazzag"></p>
<p>Nessa tela o clique lá nas quase abas revelava o conteúdo abaixo 
  instantaneamente, porque era feito por Javascript. Não sei porque mudaram, 
  acho que talvez essa área (urg) cinza seja algum bug de css. Agora o 
  clique nas quase abas leva à uma seção mais abaixo na mesma 
  tela (âncora), solução muito pior porque leva à desorientação. 
</p>
<p>Outro ponto forte é o menu principal de navegação, reclamação 
  antiga do pessoal do orkut:</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/menu_navegacao.gif" width="350" height="141" alt="Menu de navegação principal no Gazzag"></p>
<p>Posição atual bem marcada, informações melhores 
  distribuídas, rótulos precisos. Mesmo assim, não consegui 
  encontrar a lista de espera por aprovação, nem uma busca de amigos 
  por nome. Saber se meus amigos já estão lá é crucial 
  para decidir se uso o serviço ou não. </p>
<p>Sei que o plágio não foi de má intenção. 
  O usuário gosta quando encontra algo familiar, que já sabe usar, 
  mas se tudo for tão igual, ficamos na mesmice, não há evolução. 
  O outro post de hoje fala <a href="http://www.usabilidoido.com.br/acessibilidade_e_inovacao.html">um 
  pouco sobre isso</a>.</p>
<p>Vale a menção de que, assim como orkut, o site é gratuito 
  e não tem propaganda (ainda). Por isso, não podemos reclamar demais. 
  Se alguém quiser convite pra essa nova rede, pode me mandar um email 
  que eu adiciono os 20 primeiros que chegarem. Depois ignorarei completamente 
  os pedidos. Ah, se vocês esperam que vão ficar livres dos "bad 
  donuts" do orkut, estão enganados. Apesar da velocidade ser 
  muito maior (tableless, é claro), ainda há vários bugs 
  a serem consertados, mas pelo <a href="http://oavodoantonio.blogspot.com/2004/12/quantos-graus-me-separam-de-voc.html">entusiasmo do Antonio</a> devem desparecer logo.</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/bug.gif" width="306" height="102" alt="Mensagem de erro desconhecido no Gazzag"></p>
<p>O mais gozado de tudo isso é que o Gazzag não clama propriedade 
  sobre as informações lá contidas, mas o orkut sim. 
  Aliás, não entendi essa. Será que o Google quer ganhar 
  em cima da descoberta da pedra filosofal quando alguém o fizer dentro 
  do orkut? Ponto pros gazzagueiros.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/no_limite_entre_inspiracao_e_copia.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">257</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 28 Dec 2004 02:01:45 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Acessibilidade e inovação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/acessibilidade_e_inovacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Hoje tive uma conversa bem interessante com o leitor Leandro Ferreira, o famoso Durang do <a href="http://www.flashmasters.com.br/forum/">fórum FlashMasters</a>, que me contava sobre uma tentativa de tentar tornar o conteúdo em Flash mais acessível. Como <a href="http://www.usabilidoido.com.br/websites_em_flash_x_em_html.html">sabemos</a>, tudo que se coloca dentro de um SWF dificilmente será acessado por um buscador ou um usuário com necessidades especiais (leitores de tela, aumento de fonte, navegação só pelo teclado, etc). Isso pode não parecer importante, mas um dia você se sensibilizará com a causa, seja pelo coração, seja pelo bolso.</p>
<p>Resumindo, eu disse a ele que não adianta tentar tornar o Flash mais acessível. Enquanto a Macromedia não fizer isso pra valer com um código no SWF mais estruturado e complacente a padrões como o SVG, não adianta o esforço extra. Se a acessibilidade é importante para o conteúdo, então melhor não usar Flash. </p>
<p>Porém, o rapaz usou <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=1938">meu próprio argumento</a> para defender o uso do Flash: "precisamos inovar nas interfaces". O objetivo dele é encontrar uma solução que envolve detecção em Flash e XML com XLST para gerar XHTML. Complicado né? Por isso eu disse que não valia o esforço, mas se ele conseguir será um bem valioso para toda a comunidade de desenvolvedores de Flash. Acompanhe um trecho da conversa:</p><p><span class="interlocutor1"><br />
fred:<br />
bem, pelo que tenho visto, é difícil um site todo em Flash apresentar alguma vantagem para usuário<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
isso por falta de uma solucao diferente de estrutura e metaforas que funcione pro usuario final<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
eu penso<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
fred:<br />
eu pensava assim tb<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
fred:<br />
mas mudei de idéia depois de ler alguns livro sobre design de softwares<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
fred:<br />
metáforas são muito perigosas<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
nao é algo facil.. esquema do windows funciona e todos acham facil<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
porque o designer fica apaixonado por elas<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
e acaba levando ao pé da letra<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
trazendo todas as dificuldades do objeto real<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
mas novidade é importantee imagino que seja possivel mudar sem tornar tudo mais dificil<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
simconcordo plenamente<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
e o Flash é o máximo nisso<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
entaogrande lastima nao se aproveitar dele<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
grande lástima o flash ser menos flexiveldo ponto de vista da acessibilidade<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
por isso acho que a Macromedia vai adotar uma forma semelhante de SVG<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
exatamente uma solucao de acessibilidade que eu to procurando<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
mas não é em qualquer trabalho que se pode experimentar inovações<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
aliásas oportunidades são muito restritas<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
em geralo usuário espera o padrão<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
orasmas experimentar é preciso..<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
nao to fazendo nenhum site comercial<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
depois de comprovado que funciona queas coisas saem da experimentacao<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
pense nos seus usuárioseles ficarão chateados se tiverem que reaprender alguns conceitos para poder navegar pelo seu site?<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
no caso do Usabilidoido eu achava que sim<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
mas depois de receber frequentemente reclamaçõespretendo adotar um modelo mais padrão<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
nao acho essa uma açao muito boa.. como encontrar boas solucoes se nao tentar?</p>

<p>nao to criando nenhum site pessoalou comercialou o que seja<br />
o objetivo de tudo seria exatamente testar um metodo pra deixar o conteudo do flash acessivel<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
porque não falou antes? vai fundoheheheh<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
mas te dou um conselho<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
não esquente muito com isso<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
porque talvez o Flash nunca seja acessível<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
pelo menos é o que acredita o Collin Moock<br />
</span><span class="interlocutor2"><br />
fred:<br />
ele diz que o foco do Flash é no visualpor isso não adianta<br />
</span><span class="interlocutor1"><br />
Leandro:<br />
bemnao custa tentar<br />
</span></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/acessibilidade_e_inovacao.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">256</guid>
<dc:subject>Acessibilidade</dc:subject>
<pubDate>Tue, 28 Dec 2004 01:16:25 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>O futuro da propaganda é o merchandising</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_da_propaganda_e_o_merchandising.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Vocês querem saber como eu acho que vai ser a TV Interativa? Pois bem, 
  acessem o site da lendária <a href="http://www.amazon.com">Amazon</a> 
  e verão que estão destacando na primeira página um <a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/browse/-/13609411/104-2559717-6758326">curta-metragem</a> 
  intitulado <em>Do Geese See God?</em> muito, mas muito bom. Adivinha que tecnologia escolheram para o formato do vídeo 
  padrão? Flash! E porquê? Fora a ubiquidade do plugin, o filme é 
  interativo. Não parece, mas é. Aliás, acho até que 
  eles deveriam dar uma indicação mais direta (uma seta dizendo 
  onde se deve clicar), afinal, nunca interagi com um filme dessa forma. Fiquem 
  espertos ;)</p>
<p>O filme conta a história de um cara atormentado, que sai correndo pelas 
  ruas alucinado atrás de não sei o quê. Não entendi 
  muito bem os diálogos porque a qualidade do som estava ruim demais para 
  minha compreensão parca de inglês falado. Já que era um 
  filme destinado para a Web, deveriam tomar o cuidado de deixar mais claros os 
diálogos, eliminando sons de fundo no momento. </p>
<p>No meio de toda a confusão, toda hora aparece algum aparelho eletrônico 
  que a Amazon vende. No final, é claro que estão lá as ofertas 
  dos produtos exibidos no filme. Propaganda não intrusiva, subliminar 
  e inteligente. Quem não é seduzido assim? </p>
<p>Sei que dessa forma, estarei ainda mais à mercê de publicitários 
  ardilosos, mas prefiro do que ser obrigado a assistir comerciais, ser incomodado 
por banners, receber spam... </p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=208"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=208" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
</OBJECT>

<p>Publicitários, acordem! Não precisa ser Amazon para fazer merchandising. 
  <a href="http://www.google.com/adsense/">Google Adsense</a> é um bom exemplo de merchandisign...</p>
<p>[ Atualiza&ccedil;&atilde;o ] O curta-metragem exemplo de merchandisign n&atilde;o est&aacute; mais online, por&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel ver sua <a href="http://www.imdb.com/title/tt0432464/">ficha no IMDB</a>. </p>

<h2>Livros sobre o assunto</h2>

<a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=164955&ST=SE&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/164955.jpg" alt="Merchandising no Ponto-de-Venda" /></a>

<a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=256504&ST=SE&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/256504.jpg" alt="Vitrinas Entre_Vistas: Merchandising Visual" /></a>

<a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=273460&ST=SE&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img0/273460.jpg" alt="Marketing da Promoção e Merchandising" /></a>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_da_propaganda_e_o_merchandising.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">208</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 29 Nov 2004 00:55:44 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>A tendência tableless</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_tendencia_tableless.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Estava quase indo dormir, quando o <a href="http://www.pvision.com.br">digom</a> me abordou para uma conversa no MSN. Puxa, como valeu à pena ficar mais um pouco acordado. Passamos por várias tenções: usabilidade X acessibilidade, persuasão X informação, quadrado X redondo e etc. O mais incrível é que tudo tinha a ver, na medida em que a conversa se desenrolava. Esse é só a ponta do iceberg que nos aguarda quando novos dispositivos tiverem acesso à Web. Leiam e fiquem de olho:</p><p><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=216872&ST=SE&franq=AFL-03-26957" /><img align="left" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/216872.jpg" align="left" alt="Capa do livro Projetando Websites Compatíveis" /> </a></p>

<p><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: quanto a questões de compatibilidade com outros sistemas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu já não sou mto a favor<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pq acredito que uma versão feita pra web, pra ser vista em micros<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: é diferente de uma pra PDAs e Celulares<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o que defendo é unificação da informação<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: claro que se vc tem que apresentar o mesmo conteúdo em 3 "plataformas" diferentes<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: claro que a informação tem que vir da mesma fonte<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: concordo contigo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas não necessariamente sobre o mesmo "encapsulamento"<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: não se trata de criar 3 versões do site<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: e sim front-ends que tragam a informação da mesma fonte comum<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: o problema todo acoontece quando as pessaos confundem acessibilidade com usabilidade<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: tem que te as duas coisas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: quer ver um exemplo que fere esse princípio "estragado" que tá sendo formado na cabeça de muitos profissionais daqui?<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: manda<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: é uma situação que encontrei naquele próprio site que estava te mostrando<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: várias funcionalidades do site na web, não tem pé nem cabeça para constarem numa versão pda por exemplo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: muito menos num celular...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: ex...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: você parar pra baixar os whitepappers da marca no seu celular..<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: ou seja, é óbvio que existe um tratamento diferente<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: os canais são diferenciados...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: 1 menu para uma versão para celulares jamais vai ser igual a um menu web<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: a forma de caracterizar a informação<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o que fico puta da vida, é que nego defendo o tableless como se fosse a solução pra fugir da santa inquisição<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: concordo contigo, a usabilidade óptiima requer uma dedicação exclusiva ao suporte<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: Acessível... compatível... <br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: e funcionalidade?<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: aí que está o X da questão<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas, se você pode prover acessibildiade a um site sem fazer maiores esforços, porque não o fazê-lo?<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: tableless é a maior moleza<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: e ajuda muito a acessibilidade<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: concordo com você<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu vim do html na unha<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas eu acho o seguinte<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o único problema que eu vejo, é a contra-mão da essência do design<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: futuramente, teremos que projetar uma mesma página para ser aberta em diferentes dispositivos<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim...<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: só que junto com a página<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas não dispositivos totalmente adversativos<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: vai as especificações de como exibir em cada dispositivo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: no CSS tem um lance chamado mediatypes<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: e existe o XLST que faz o mesmo pro HTML<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: é possível ter sites completamente diferentes nas plataformas diferentes<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas já existe pleno suporte por parte dos browsers?<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas com o mesm conteúdo<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: existe sim<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: nesse caso eu concordo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: só que mesmo assim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas, o problema é o seguinte<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: existem recursos pertinentes a cada meio...<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: wireless ainda é muito caro<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: não é simplesmente a forma de apresentar<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pq se você for ver, o retrabalho que isso vai gerar, vai ser quase equivalente que criar versões autônomas, apenas com a mesma fonte de dados<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: apropriadas aos seus meios<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: não, não é mais fácil<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: a chave pra tudo é a separação<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: só que 1 mecanismo de detecção eficiente<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: entre conteúdo, apresentação e comportamento<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: e não precisa de detecção<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: o browser faz isso<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim, nesse caso não<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: se a coisa caminha para um processo evolutivo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: como o xhtml transicional<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: aí julgo válido<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pq cá entre nós cara<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: desenvolvendo em tableless muitos recursos visuais são perdidos<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: não se perde nada, isso é um mito<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: quer ver?<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: posso lançar um desafio então?<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: você passar um site pra tableless, sem perder nenhuma caractística...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: já vi vários sites "quadradões" convertidos pra tableless<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: dá uma olhada nesse site de banda de rock<br />
w.adrenalyn.net/news/<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: até aí sim.. válido...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: totalmente válido<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: vejamos<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: putz<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: quadrado cara..<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eheh<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: tem cara de site tableless<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: você quer redondo?<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: então peraí<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas vou falar uma coisa<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o cara foi inteligente<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: nas adaptações<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: isso eu admito<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: http://www.blogger.com/start<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: ehehhe<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: já vi esse tbm cara :)<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: concordo contigo numa coisa<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: por falar nisso, é um dos que julgo os melhores<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: que site tableless tem cara de site tableles<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: isso é fato<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas isso não é por causa da limitação<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: do código<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas sim por causa de uma tendência do design<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: então é uma tendência retrógrada?<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: a tendência por si só sempre é vanguardista<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas, ela é diferente doq ue estamos fazendo<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: por isso, podemos julgar antiquada<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: uma tendência no design, está intimamente ligada ao suporte<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: isso significa que toda a filosofia do tableless está influenciando esse pessoal<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: agora, temos que fazer sites clean<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim cara<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: que sejam estruturados<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: que tenham títulos, caixas delimitadas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: só que depende do foco<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: claro, mas tendência está acim disso<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: imagina eu querer desnevolver um hotsite<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: você pega a tendência e aplica no seu projeto, ou não<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pra persuadir um determinado público<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: existem coisas que de cara<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu sei que se eu jogar "quadrado" pro usuário<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: concordo contigo<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: para essas coisas existe Flash<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: vou ter resultados de péssimos pra catastróficos<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: http://www.nicotinol.com.br/<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: entra nesse<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: imagina tudo isso em box quadrados<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: um indicativo visual de "proibido fumar"<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: quadrado....<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: é bem uma analogia<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: talvez o cara entende...<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas não da mesma forma<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: hahahaha, mas é possível converter para webstandards mole esse siter<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: esse sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: você só não vê isso pelo seguinte<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: usei um mal exemplo :)<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: nesse eu concordo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: e percebo isso<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: a filosofia do tableless preconiza rapidez no download<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: quanto mais economico você for, melhor<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas não exatamente da mesma forma<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: ninja<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: esse site,não tem jeito, teria que ter aquela imagem de fundo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu sei<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: é pesado isso<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu já peguei o espírito da coisa<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: já li bastante sobre<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pra falar a verdade<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: estou desenvolvendo um projeto<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: tableless<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: onde a economia de banda vai ser indispensável<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: foi esse o determinante<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: tá mais ou menos na linha do blogger<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: eu tb peguei um projeto assim, heheheh<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mais ou menos um "finjo que sou redondo, mas no fundo sou quadradão"<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eheh<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: ainda mais que é um projeto pessoal, e vai arder no meu bolso<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: olha só mais um nessa linha: http://www.lousco.com/index.htm<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: a vantagem desse é que ele consegue ser emocional, coisa rar em site tableless<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: um que gosto, embora seja quadrado, mas gosto, é do cara que comenta o usabilidoido<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o vitor<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: vitor?<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: Isso<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: troquei as bolas !<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: IVO!<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eheh<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: ah sim<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: esse dos labradores está bacana<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas vai de contra a natureza orgânica do produto<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: é o site dele é massa mesmo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: labradores quadrados :)<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: outro dia estava pensando sobre isso<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: quadrado X redondo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: http://www.mesquita.com/<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: e cheguei à conclusão de que não podemos negar, nossa sociedade é quadrada<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: os carros, as casas, os prédios, as ruas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: tudo produto do racionalismo<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: que é quadrado<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: mas tendemos às linhas orgânicas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: o famoso "arredondado"<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: não redondo... arredondado<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: sim, quando queremos voltar àquele eu natural<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: acredito que o arredondamento<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: é uma tendência de redução do impacto racional das formas<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: com certeza<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: o redondo é irracional<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: é uma linha que não tem começo nem fim!<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: é o infinito dentro dele<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: porém, não podemos nos esquecer do seguinte<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: estamos dentro de um ambiente extremamente racional<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: o computador<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: está mudando lentamente, mas não adianta<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: daí que vem a magia da coisa<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: a grande sacada<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: que massa o site dos câes que você passou<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: por ele ser um ambiente tipicamente racional, a busca do orgânico é evidente e crescente<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu também adorei cara<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: e na boa<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: tudo no peso certo<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: redondo onde tem que ser, quadrado onde tem que ser<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: flash na medida certa<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: concordo contigo, é uma tenção constante<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: precisamos do redondo, tanto quanto do quadrado<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: mas, estou convicto de que no momento, predomina no computador a busca pelo quadrado<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu estou acompanhando a tendência<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: estudando<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: pra caso tenha que mudar drasticamente por exigência do meio<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: eu não seja atropelado<br />
</span><span style="color: #336699"><strong>fred</strong>: temos que ter a capacidade de fazer as duas coisas<br />
</span><span style="color: #CC6600"><strong>digom</strong>: sim</span></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_tendencia_tableless.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">199</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sat, 13 Nov 2004 00:29:43 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Profissionais que me influenciam</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/profissionais_que_me_influenciam.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Todos tem seus arquétipos, seja na vida pessoal, religiosa ou profissional. 
  Precisamos de referências para saber por onde seguir. Às vezes 
  conhecemos em carne-e-osso essas pessoas, outras vezes só ouvimos falar 
  de seus feitos. Podemos gostar dessa ou daquela característica dessa 
  pessoa. Podemos discordar delas em alguns pontos ou mesmo acreditar em tudo 
  que dizem. Quando se tratam de arquétipos profissionais, é inevitável 
  ter a pessoa como nosso "benchmark" pessoal. É aquele negócio 
  do "um dia quero ser tão bom quanto ele"... </p>
<p>E quando sentimos que conseguimos alcançar essa meta, dá uma 
  sensação muito gostosa. Ficamos com aquela sensação 
  de que estamos indo pelo caminho certo, porque afinal de contas, essa caminhada 
  não acaba nunca. Mal superamos um mestre e já nos submetemos a 
  outro. Porém, não descartamos nosso referencial superado. Pelo 
  contrário, agradecemos de coração pelos ensinamentos, nem 
  que seja só pelo exemplo dado.</p>
<p>Sem medo de parecer puxa-saco, listo os profissionais que mais me influenciam 
  e por que:</p><dl> 
  <dt>Irapuan Martinez</dt>
  <dd>Ele é incansável. Está diariamente nas listas de email 
    combatendo tudo aquilo que vai contra "os princípios básicos 
    da Web", sem medo de queimar o filme com grandes agências. Suas 
    palavras são contundentes e muito bem fundamentadas. Seus emails são 
    bem formatados e, por ora, longos. Como dizem no orkut, é praticamente 
    onisciente, lê muito. Fui convertido aos webstandards graças 
    a eles. Em contrapartida, fico decepcionado quando ele diz coisas como: "Que 
    importa a forma? O que interessa é o conteúdo" ou "A 
    Web não é um veículo visual". Ele pende demais para 
    o lado racional, analítico e não aceita visões mais subjetivas 
    de design. É tão teimoso que se recusa a comentar neste blog, 
    só por causa do "sábias palavras" lá dos comentários, 
    apesar de adorar tirar um sarrinho dos defensores da "não-simplicidade 
    funcional". <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/textos/entrevista_irapuan.htm">Entrevistei 
    ele pro FlashMasters</a> há algum tempo falando sobre os pontos-fracos 
    do Flash. Com certeza é o homem-<a href="http://www.lab404.com/chicago/10a.html">HTMinimalism</a>.
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=923481"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=923481" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

	</dd>
  <dt>Marcos Albuquerque e Marcos Saura</dt>
  <dd>Os magos da <a href="http://www.lifemotion.com.br">Lifemotion</a>. Nos meus 
    tempos de newbie no Flash sonhava em um dia descobrir como fazer aqueles impressionantes 
    efeitos especiais com tão poucos Kbytes. Com o tempo, fui analisando 
    seus trabalhos e descobri que esse papo de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/use_a_emocao_para_persuadir.html">criar 
    emoções não era só piração</a>, 
    mas realmente adicionava valor aos websites. <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=10">Entrevistei 
    o Saura</a> e descobri que ele também era uma pessoa normal. Fiquei 
    contente. Ídolos não existem. Os últimos trabalhos deles 
    são tão diferentes do que se espera de um website, que pode 
    até ser que criem um novo gênero, caso as soluções 
    tragam benefícios reais aos seus clientes. Com esse objetivo, o Albuquerque 
    está cada vez mais preocupado com navegabilidade e de vez em quando 
    me pede a opinião sobre os novos trabalhos. Diria que fazem parte do 
    estilo <a href="http://www.lab404.com/chicago/04a.html">Drafting Table Transformer</a>.
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=937132"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=937132" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>
	
	</dd>
  <dt>Michel Lent Schwartzmann</dt>
  <dd>Apesar de ser sócio de uma das <a href="http://www.10minutos.com.br">mais 
    conhecidas agências de Internet do Brasil</a>, ainda continua sendo 
    tão humilde quanto nos tempos de ativismo político na Promit. 
    Mantém as <a href="http://www.10minutos.com.br/listas/">listas de email 
    mais importantes</a> da comunidade de produção para a Web do 
    Brasil e de vez em quando até participa das discussões. Trabalha 
    na área desde 1994, quando terminou o mestrado nos EUA. Pensamentos 
    de visionário e jeito de amigão, vide participação 
    no orkut. Me concedeu uma <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=29">grande 
    entrevista</a> sem cerimônias, nem adiamentos. O que mais me admira 
    nele é seu esforço para encontrar o caminho do meio e apartar 
    as brigas das listas. 
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=923529"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=923529" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

	</dd>
  <dt>Celina Uemura</dt>
  <dd>Consegue conciliar conhecimento técnico, percepção 
    estética e ainda ergonomia numa mesma cabeça. Coisa rara isso. 
    Conseguiu agradar clientes de alto escalão e trabalhou em empresas 
    respeitáveis. Há pouco tempo abriu sua própria produtora, 
    a <a href="http://cezinha.com.br/ipedigital/">Ipê Digital</a>. Lê 
    muito e está sempre atualizada com as novas tendências, apesar 
    de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/textos/entrevista_cezinha.htm">na 
    entrevista</a> ter negado seguí-las. Pelo seu site pessoal, enquadraria-a 
    no estilo <a href="http://www.lab404.com/chicago/05a.html">1950&acute;s Hello 
    Kit School</a>.
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9234955"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9234955" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

  </dd>
  <dt>Jonas Galvez</dt>
  <dd>Qualquer um que escreve um bom livro técnico com 15 anos merece louros, 
    mas ele não é qualquer um. Nerds desse tipo são quase 
    como robôs, não se interessam pelo lado humano da vida (!). Além 
    de altíssimo conhecimento técnico em Actionscript e outras linguagens 
    de programação, lê e discute sobre filosofia, sociologia 
    e psicologia mesmo tendo abandonado a escola (ou quem sabe foi por causa disso). 
    Antigamente sua prepotência me incomodava, mas depois que ele <a href="http://jonasgalvez.com/br/blog/2004-08/a-vaidade-online">assumiu 
    isso publicamente</a>, posso suportá-la melhor ;)
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9124955"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9124955" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

	</dd>
  <dt>Jakob Nielsen</dt>
  <dd>Um crítico mordaz. Suas palavras são duras e racionais. Mete 
    o dedo na ferida e é irônico, mas fala boas verdades. Se não 
    fosse por ele, não estaria estudando usabilidade. Seu livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=168450&ST=SE&franq=AFL-03-26957">Homepage: 
    Usabilidade</a> foi um marco na minha carreira. "Ei, quero fazer isso 
    que ele faz também, tenho jeito pra coisa". Sim, também 
    gosto de criticar, mas tenho uma postura mais holística e construtiva. 
    Enquanto que ele costuma deixar o ego dos designers lá no chão 
    ou provocar uma chuva de tomates, prefiro um caminho mais tranquilo. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/subvertendo_jakob_nielsen.html">Discutimos 
    aqui no blog</a> outro dia sobre o seu site pessoal.
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9456944"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9456944" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>
	
	</dd>
  <dt>Luke Wroblemski</dt>
  <dd>Escreveu um <a href="http://www.lukew.com/resources/site_seeing.html">livro 
    bem deglutível</a> sobre usabilidade e publica um <a href="http://www.lukew.com/ff/index.asp">blog 
    recheado</a> de reflexões sobre design de interfaces. Ao contrário 
    da maioria do pessoal que escreve e ensina sobre design, ele tem um <a href="http://www.lukew.com/">website 
    pessoal</a> muito bonito e funcional. Além de dar aulas, está 
    trabalhando como designer no Ebay.com, mas sempre ligado no que acontece na 
    comunidade de designers. 
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9456944"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9234966" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>
	
	</dd>
  <dt>Jeffrey Zeldman</dt>
  <dd>Antigamente não gostava muito de seu estilo de design, mas admirava 
    muito o que escrevia e mantinha na revista <a href="http://www.alistapart.com">Alistapart</a>. 
    Parece que de um ano para cá, ele passou a valorizar mais layouts um 
    pouco menos minimalistas, vide o site de <a href="http://www.happycog.com/">sua 
    empresa</a>. Seu <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=216872&ST=SE&franq=AFL-03-26957">livro 
    sobre webstandards</a> muito gostoso de ler e preciso. Me influencia mais 
    justamente na importância de uma Web semântica e estruturada. 
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
	 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9234953"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=9234953" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

  </dd>
  <dt>Edward Tufte</dt>
  <dd>Seus livros conseguem elevar o minimalismo ao estatuto de princípio 
    básico no design de informação. O minimalismo dele chega 
    a ser extremamente belo, pela inteligência e perspicácia. Ainda 
    não li seu livro sobre design de interfaces, mas li dois sobre gráficos 
    e mapas. O mais legal é que é ele próprio quem banca 
    a edição de seus livros, que acabam sempre virando best-sellers 
    na área. Me marcou uma frase sua: "Quem acha que um gráfico 
    é chato é porque escolheu os números errados". Ele 
    insiste que não é preciso recorrer a enfeites para atrair a 
    atenção para informações interessantes. É 
    mais importante ser claro e preciso. Seu <a href="http://www.edwardtufte.com/">site 
    pessoal</a> abriga uma comunidade de <a href="http://www.edwardtufte.com/bboard/">discussões</a> 
    e de vez em quando ele coloca os <a href="http://www.edwardtufte.com/bboard/q-and-a-fetch-msg?msg_id=0001TV&topic_id=1&topic=Ask%20E.T.">rascunhos</a> 
    de seus novos livros. 
	<br />
	<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
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	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=98893431"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=98893431" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>
	
	</dd>
</dl>
<p>Com certeza, admiro muitos outros profissionais, mas não os conheço 
  o suficiente para escrever o porquê da admiração. Listei 
  aqui os que estão me influenciando no momento. No passado foram outros, 
  no futuro serão outros. Leitores também, apontem seus mentores.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/profissionais_que_me_influenciam.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">184</guid>
<dc:subject>Recursivas</dc:subject>
<pubDate>Wed, 01 Sep 2004 10:30:52 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Usabilidade para vender mais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_para_vender_mais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Os portugueses Ivo Gomes e Juan Leal fizeram um <a href="http://www.ivogomes.com/cd/ecommerce.html">estudo de usabilidade</a> comparativo entre três lojas virtuais de lá: <a href="http://www.fnac.pt">Fnac</a>, <a href="http://www.worten.pt">Worten</a> e <a href="http://www.shoppingdirect.pt">Shopping Direct</a>. Acabei de ler o relatório e tenho como uma das melhores referências no assunto em português. Colocaram 30 usuários para fazer algumas tarefas nos sites como comprar e encontrar produtos e anotaram tudo o que eles fizeram. O relato das dificuldades encontradas é mais do que suficiente para convencer qualquer um que usabilidade em ecommerce é crucial para vender, mais até do que um design atrativo. Ao contrário do <a href="http://www.nngroup.com/">Nielsen Norman Group</a>, o Ivo Gomes disponibiliza o relatório gratuitamente mediante <a href="http://www.ivogomes.com/contacto">pedido por email</a>. Já avisei ele que os leitores do Usabilidoido irão contatá-lo. Façam bom proveito.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_para_vender_mais.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">164</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<pubDate>Fri, 13 Aug 2004 17:50:07 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Especialize-se</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/especialize-se.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A mais <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2178">nova coluna de Michel Lent</a> no Webinsider fala sobre a necessidade de especialização no mercado de Web. Ele diz que agora que o mercado se recuperou da depressão que reinava, está atrás de profissionais para grandes projetos, os melhores profissionais em cada área. Ele reclama que só recebe currículo de Webdesigner-faz-tudo. </p>

<p>No Jornalismo idem, é uma tendência esse negócio de especialização. Quanto mais especializado, mais remuneração. A meu ver, ao mesmo tempo, mais alienação também. Creio que é uma forma de controlar mais o poder que cada indivíduo tem na sociedade. Mas tudo bem, não é imposto. É apenas uma tendência e que é acostumado a nadar contra a correnteza, vai saber se virar como um bom generalista.</p>

<p>Como não pretendo correr riscos, percebi isso faz tempo e encontrei meu nicho na usabilidade. Mais precisamente, estou me especializando em usabilidade de aplicações ricas de Internet. E você? Qual é a sua? Posta aí nos comentários para os demais leitores que ainda não tinham sacado isso terem uma idéias de para onde seguir.</p>

<p>De relance, consigo identificar as possíveis grandes áreas de especialização para um webdesigner:</p>

<ul>
<li>designer de interfaces de aplicativos</li>
<li>designer de interfaces Web</i>
<li>arquiteto da informação</li>
<li>arquiteto/designer da interação</li>
<li>designer da informação/visualização</li>
<li>jornalista visual/multimídia</li>
<li>engenheiro de usabilidade</li>
<li>especialista em experiência do usuário</li>
<li>ergonomista</li>
<li>ilustrador/animador/sonoplasta</li>
<li>especialista em semântica e arquitetura de documentos (XML/CSS, etc)</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/especialize-se.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">156</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 22 Jul 2004 18:05:47 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Retorno do Investimento em Design</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/retorno_do_investimento_em_design.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Está rolando uma discussão na <a href="http://www.10minutos.com.br/wddesign/">WDDesign</a> sobre o que é ROI. Colei um trecho do meu livro que fala sobre e acho que vocês vão gostar também:</p>

<p>Você sabe o quanto vale o seu trabalho? Vale mais ou menos a metade daquilo
que seu cliente vai ganhar com ele a curto prazo. Se o lucro almejado pelo
cliente é grande, então o orçamento pro design deve ser grande, oras. No
Brasil, é comum fazer das tripas coração no desenvolvimento de websites com
os orçamentos apertados e os prazos curtos, mas é difícil alguém saber o
quanto o cliente está lucrando com isso. Por isso, é interessante tanto para
a equipe que desenvolve o projeto quanto para o cliente, calcular o Retorno
do Investimento (ROI - Return On Investment).</p>

<p>Ele apresenta uma estimativa clara dos lucros que o projeto trará. O retorno
pode ser corte nos custos, maior participação no mercado (market-share),
conscientização da marca (branding awareness), aumento direto nas vendas (no
caso de e-commerces), influência na compras, etc. Basta sentar com o cliente
e definir o que ele espera receber em troca e o que o projeto pode
conseguir. Tudo isso deve ser muito bem documentado já que, se o ROI for
alcançado, ele servira como excelente argumento de venda dos serviços
futuros de design.</p>
<p>Por falar nisso, não adianta calcular antes e não verificar qual foi o ROI
concreto depois da execução do projeto. O cliente fornecerá os dados
facilmente se ele estiver empolgado com o resultado. Do contrário, pode
ficar a cargo da equipe do design checar isso. Vale à pena não só pelo valor
comercial que esses dados tem, mas também pela gratificação ao designer
responsável. Faz bem para sua auto-estima.</p>

<p>Um projeto de design centrado no usuário, como este que estou propondo neste
capítulo, pode ser apresentado ao cliente resultando nas seguintes
vantagens:</p>
<ul>
<li>reduz os custos e o tempo de desenvolvimento e de manutenção</li>
<li>vida útil do design maior</li>
<li>aumenta as transações, o tráfico e o tamanho da audiência</li>
<li>atrai novos clientes e os retém</li>
<li>aumenta a competitividade e credibilidade do negócio</li>
<li>aumenta a produtividade e a satisfação do cliente</li>
<li>corta custos nos call-centers (suporte por telefone)</li>
<li>diminui a curva de aprendizado</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/retorno_do_investimento_em_design.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">155</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 21 Jul 2004 20:11:23 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Ebook bom e de graça, pegue já!</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ebook_bom_e_de_graca_pegue_ja.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://superfluousbanter.org/">Didier Hilhorst e Dan Rubin</a> lançam agora um <a href="http://www.sinelogic.com/">ebook de 17 páginas</a> sobre como lidar com orçamentos curtos e mesmo assim entregar trabalhos de qualidade no mercado Web. Faça o download rápido, porque a partir do dia 6 de junho, eles vão começar a cobrar. Já dei uma folheada (ou rolada) e achei interessante. Veja esse trecho:</p>

<blockquote>
É de senso comum que qualquer produto ou serviço caro é sinal de estética e funcionalidade superiores. Nós acreditamos que isso é uma concepção errada. Fundos limitados não é mais uma desculpa válida para desanimar e entregar trabalhos porcos.<br>
<small>(tradução livre e enviesada)</small>
</blockquote><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ebook_bom_e_de_graca_pegue_ja.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">108</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 28 May 2004 19:43:47 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Escravagiário</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/escravagiario.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Eu não ia contar essa história que me aconteceu semana passada, mas depois 
  de ler a <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=colunas&as=mostra&cat=3&id=44">última 
  coluna revoltada da Carol</a>, não posso me furtar. Depois de três anos, ainda 
  estou numa posição semelhante ao estágio, porque apesar de ser empregado da 
  <a href="http://www.dcdois.com.br/">DC2</a>, só trabalho meio período por causa 
  da faculdade. </p>
<p>Fiquei sabendo que uma das mais famosas agências de internet aqui do Paraná 
  (que não vou citar o nome) faria uma seleção de estagiários. Precisava fazer 
  umas peças só para participar. Não gosto de fazer trabalho de graça e resolvi 
  não participar. Quando cheguei em casa, tive uma idéia tão boa e tão fácil de 
  implementar que não pude evitar de fazer. As <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/trabalhos/campanhas/">peças 
  da campanha estão aqui</a>. Resultado: fui chamado pra entrevista.</p><p>Chegando lá, tive um papo muito gostoso com a diretora de criação. Ela estava 
  muito interessada no que eu tinha a dizer. Nessa hora, senti que vale à pena 
  todo esse estudo que faço no campo da usabilidade e design analítico. Posso 
  justificar praticamente todas as minhas decisões, que era o que ela queria saber. 
  Olhei para os lados, mais da metade da equipe de criação eram de estagiários, 
  fiquei desconfiado. Era uma casa grande, com muito espaço vazio.</p>
<p>Dias depois, ligaram para minha casa dizendo que eu era "o escolhido". Segue 
  a conversa: 
<p>- Ent&atilde;o, voc&ecirc; pode vir aqui amanh&atilde; &agrave; tarde?<br>
  - De tarde n&atilde;o d&aacute;... estou no trabalho. Pode ser pelas 9?<br>
  - &Atilde;h? Voc&ecirc; trabalha? Isso ningu&eacute;m tinha me dito!<br>
  - U&eacute;, eu falei pra diretora de cria&ccedil;&atilde;o que eu trabalhava 
  na DC2 Propaganda e tal.<br>
  - Ah, deixa pra l&aacute;... agora voc&ecirc; me pegou de vendido, sacanagem... 
  mas me diga, quanto voc&ecirc; est&aacute; ganhando?<br>
  - X<br>
  - Ai, ai, ai... bem, ent&atilde;o t&aacute;. Me pegaram de vendido... tudo bem, 
  tchau Frederick.<br>
  - Tchau.</p>
<p>N&atilde;o me ligaram mais e um colega da faculdade acabou sendo &quot;o escolhido&quot;.</p>
<p>Saindo um pouco da minha indigna&ccedil;&atilde;o pessoal, posso dizer que 
  ag&ecirc;ncia que n&atilde;o prioriza a qualidade da produ&ccedil;&atilde;o 
  est&aacute; fadada &agrave; decad&ecirc;ncia. Contratar estagi&aacute;rios &eacute; 
  bom para formar novos profissionais valiosos e qualificados. Claramente, n&atilde;o 
  &eacute; isso que acontecia l&aacute;. Estavam mais preocupados em ter m&atilde;o-de-obra 
  barata, j&aacute; que a quantidade de estagi&aacute;rios superava o n&uacute;mero 
  de contratados. N&atilde;o tinha acreditado quando uma amigo que j&aacute; havia 
  trabalhado l&aacute; me contou que tinha gente l&aacute; que depois de formado 
  e 3 anos de casa, ainda n&atilde;o tinha sido admitido. </p>
<p>Assim como essa ag&ecirc;ncia, existem milhares. Meu conselho &eacute;: n&atilde;o 
  entre nelas de jeito nenhum. Elas v&atilde;o te sugar e voc&ecirc; n&atilde;o 
  vai aprender tanto quanto em outros lugares. Vai estar pagando para ser explorado, 
  porque a bolsa-mis&eacute;ria desse est&aacute;gio deve estar perto de sal&aacute;rio 
  m&iacute;nimo. Se você é empregador e está fazendo algo parecido com essa agência, fique esperto que uma hora você vai cair do cavalo. Digo e repito, estágio não é mão-de-obra barata.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/escravagiario.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">107</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 28 May 2004 16:59:12 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Banda larga cada vez mais barata</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/banda_larga_cada_vez_mais_barata.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Há alguns anos atrás, assinei a banda larga ADSL da <a href="http://www.brasiltelecom.com.br/turbo/frame.jsp?frame=http://www.brasiltelecom.com.br/turbo/pre_br/main.jsp">Brasil Telecom</a> com o provedor <a href="http://www.brturbo.com.br">BrTurbo</a>, que custava na época R$ 14,90 mensais. <strong>Cansado de pagar um preço injusto</strong>, visto que o trabalho do provedor se resume a manter um login e uma senha em suas bases de dados, estava sempre procurando alternativas até encontrar o exclusivo provedor de banda larga <a href="http://www.ps5.com.br/">PS5</a>, por R$ 2 mensais. Fui assinante deles por 2 anos sem ter problemas, até que encontrei outro provedor de banda larga mais barato: o <a href="http://www.adslresidencial.com.br/afl/866">ADSL Residencial por R$ 1,50 mensais!</a> Estou logado com eles há alguns meses e minha banda larga tá funcionando perfeitamente. Para quem não tem interesse no conteúdo oferecido pelo portal BrTurbo, é a melhor opção para ter acesso à internet banda larga. </p>



<!--
<p>Agora é oficial: você não precisa mais pagar provedor para acessar a Internet por ADSL. Isso diminue em média, em R$20 os custos da banda larga para usuários caseiros. Quem quizer saber como, é só ligar pra companhia telefônica ou <a href="http://www.linuxit.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=2717">tentar isso direto</a>. A pressão da <a href="http://www.abusar.org/anatel.html">Abusar</a> valeu à pena. Preparem-se amigos, a Internet no Brasil está prestes a cair no gosto popular. Eu chuto que ela vai aos poucos substituir o lugar da Televisão para dar entretenimento. E hoje, a melhor plataforma para isso é nada mais, nada menos que o fantástico Flash! Fiquem ligados.</p>

-->

<p>O ADSL Residencial só funciona em linhas telefônicas da <a href="http://www.gvt.com.br/portalturbonet/turbonetmaxx/prospect/index.jsp">GVT</a>. Se você ainda não assina os serviços de internet banda larga deles, terá que fazer isso além de pagar a taxa ao ADSL Residencial.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/banda_larga_cada_vez_mais_barata.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">99</guid>
<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 20 May 2004 04:44:50 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Superando a concorrência</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Quase sempre, nossos clientes querem somente igualar a concorrência. Se for melhor tudo bem, mas não pode ser diferente demais. O Evandro Temperini (que tá sempre comentando por aqui) escreveu um <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2118">artigo inspirado de como lidar com essa situação</a>, que é super-comum em mercados marginais. Isso não é necessariamente ruim, se o atendimento souber lidar com a vaidade do cliente. Quem é que não quer se gabar de ter o melhor site do ramo?</p><p>Aqui na agência, sempre que fazemos uma proposta, começamos fazendo uma pequena pesquisa para ver o que se está fazendo por aí. Abro o Google e digito as palavras-chave do negócio. Raramente encontro bons trabalhos. Dou uma olhada se tem algo parecido nos vencedores do <a href="http://www.premioibest.com.br">Ibest</a> (na falta de uma referência melhor). Se não encontro nada nacional, parto pros exemplos gringos. <a href="http://www.cwd.dk/">CWD.dk</a> e <a href="http://www.nolimitmedia.com">Nolimitmedia</a> são minhas melhores referências no aspecto de design porque tem mais exemplos comerciais e menos portfólios experimentais (que não são muito úteis nessa fase). Claro, se eu já tiver passado por bom website do ramo, tenho um link guardadinho já para esse tipo de referência. Por isso galerias como <a href="http://www.cssvault.com/">CSS Vault</a> estão sempre me deixando atualizado sobre o que de melhor se faz por aí.</p>

<p>Depois que fechar o negócio com o cliente, é bom perguntar se ele já viu websites dos seus concorrentes e dar uma olhada nas urls. Aí já dá pra especificar no briefing qual é o posicionamento do cliente com relação à concorrência, se quer que seja similar ou não. Se ele for do tipo empresário pra frente, vai ter uma boa lista de links que vão ajudar e muito o nosso trabalho. </p>

<p>Aliás, isso foi algo que eu esqueci de fazer no último job aqui da agência (e que eu citei no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html">último post sobre briefing</a>) e que acabou resultando em perda de tempo tentando adivinhar o que o cliente queria. Até escrevi um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/porque_prefiro_contrastes_suaves.html">post no começo desse projeto</a>, relatando minha dificuldade em conciliar um "design colorido que enchesse o olho e fosse ao mesmo tempo simples". Numa segunda reunião, descobrimos que o cliente não queria nada disso, ele queria apenas algo <a href="http://www.rudolph.com.br/">parecido com a concorrência</a>.</p>

<p>Ok, saí dessa reunião com duas tarefas: simplificar aquele layout coloridão e criar correndo um splash "site em construção". Fiz o splash em uma hora, bem simples mesmo. Depois de mais alguns dias de trabalho, apresentei a versão simplificada daquele outro layout e me espantei com o cliente que disse que preferia aquele splash. Pois bem, refiz o <a href="http://www.dcdois.com.br/ibratec/">site todo naquela linha</a> (só funciona no IE) em dois dias. Se tivéssemos sacado isso no começo do job, teríamos economizado umas três semanas de trabalho, pelo menos.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 17 May 2004 11:32:14 -0300</pubDate>



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<title>Direção de Arte na Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/direcao_de_arte_na_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Em hotsites, é crucial uma <a href="http://www.ztour.com.br/">boa Direção de Arte</a>, mas o que viria a ser isso? Poucas pessoas sabem, porque poucas escolas ensinam. Que eu saiba, tem a <a href="http://www.masespm.com.br/index.htm">Miami Ad School</a>, onde meu amigo Michel Lent dá aula. Deve ser um curso fascinante. </p>

<p>Resolvi escrever esse post em virtude de uma conversa com o <a href="http://www.lifemotion.com.br/">Marcos Albuquerque</a>, comentando sobre o <a href="http://www.colgate.com.br/Fase2/Palmolive%20Naturals/index.htm">último site que a MHK produziu</a> (só no IE). Concordamos que era o melhor trabalho que eles produziram desde que ela perdeu seus principais talentos de outrora. Um design razoável, alguns efeitos aqui e ali, mas faltando um elemento agregador, uma idéia forte, uma direção de arte.</p>

<p>E hoje, li dois artigos muito interessantes exatamente sobre o assunto. Primeiro, no Webinsider, <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2113">Maira Costa diz</a> que:</p>

<blockquote>"O boom da internet fez surgirem muitos profissionais de design autodidatas, o que é ótimo do ponto de vista criativo, pois aí surgem as novas técnicas. Porém a falta de embasamento cria no mercado designers sensíveis, muito sensíveis, sensíveis demais às &#8220;agressões&#8221; à sua &#8220;arte&#8221;. Enquanto deveriam ser sensíveis às necessidades do cliente."</blockquote>

<p>E então, a revista <a href="http://www.alistapart.com/articles/artdirweb/">Alistapart lança o artigo que diz que</a>:</p>
<blockquote>Na matemática, o todo é sempre igual a soma das suas partes; dois e dois são invariavelmente quatro. Nas artes, entretanto, o todo é muito mais do que a soma das partes ou muito menos. (...) Designers, programadores e outros especialistas criam os elementos essenciais do todo. Mas é o diretor de arte que é incumbido de amarrar essas partes para ter o máximo de resultados.</blockquote>

<p>Resumindo, estou embebido pelos conceitos de Direção de Arte e louco para começar um novo projeto que me desafie nesse sentido. Realmente são poucas as vezes que temos a oportunidade de botarmos nossas garras para fora no campo das idéias, mas quando podemos, temos que ser rápidos, rasteiros e não largar de jeito nenhum. Enquanto esse job não chega, me divirto com esse <a href="http://www.ronreason.com/simple/index.html">teste de conhecimentos de Direção de Arte</a>.<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/direcao_de_arte_na_web.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sun, 09 May 2004 06:37:33 -0300</pubDate>



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<title>O futuro do webdesign</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_do_webdesign.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Dirk Knemeyer escreveu um artigo inspirado <a href="http://www.digital-web.com/features/digital_convergence.shtml">profetizando sobre o futuro de nossa profissão</a>, na Digital Web. Ele começa falando sobre o ritmo frenético que temos que nos submeter para estar atualizados, prestando atenção nas tecnologias que mudam o tempo todo. Flash era o must há alguns anos atrás, agora é o CSS. Amanhã, quem sabe é o SVG ou o que for. Porém, o ponto mais importante é que a Web não vai se restringir a um único aparelho (PC). Isso o Michel Lent já tinha me dito numa <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=29">entrevista sobre o mesmo assunto</a>, que aliás casa bem com esse artigo.</p>

<p>Em breve teremos que ser capazes de lidar com um projeto que envolvem diversas mídias, com suas diferentes abordagens. Para nos darmos bem, teremos que ser ecléticos, não dá pra ficar só escarafunchando só o Tableless. Precisamos nos ater aos conceitos, esses mudam mais devagar. Estudar usabilidade, arquitetura da informação, design de interfaces, redação e o escambau. </p>

<p>Eu particularmente, nunca gostei dessa pressão constante de atualização que me forçava a frequentar fóruns de discussão como o da <a href="http://www.mugb.com.br">Macromedia</a>. Quando adquiri conhecimento suficiente para fazer o que precisava, parei com isso. Agora foco meus estudos nos conceitos, nas questões mais amplas. Claro, não deixo de estudar programação e outras ferramentas úteis para o meu trabalho, mas com outra visão, mais despreocupada. Se tivesse me escarafunchado no Actionscript naquela época, certamente hoje estaria frustrado porque o Actionscript 2 veio e mudou tudo.</p>

<h2>Livros recomendados</h2>
<p>Para quem está começando, recomendo estes livros:</p>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=225381&ST=SR&franq=AFL-03-26957"> <img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/225381.jpg" alt="Webdesign: Teoria e Prática" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=167095&ST=SR&franq=AFL-03-26957"> <img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/167095.jpg" alt="Aprenda Web Design" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1073596&ST=SR&franq=AFL-03-26957"> <img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/1073596.jpg" alt="Design para a Internet: Projetando a Experiência Perfeita" /></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_futuro_do_webdesign.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 07 May 2004 04:02:19 -0300</pubDate>



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<title>Design de interface é política</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interface_e_politica.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Muito interessante o <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2103">artigo que saiu no Webinsider</a>. Apesar de ser apenas retrato da situação e não dar conselhos de como lidar com os interesses dentro da empresa, vale a leitura. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interface_e_politica.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 28 Apr 2004 06:24:20 -0300</pubDate>



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<title>Curso de Design de Hipermídia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/curso_de_design_de_hipermidia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Me deu a maior vontade de fazer esse curso de <a href="http://www.hipermidia.info/">pós-graduação em Hipermídia</a>. Ao contrário da maioria dos websites acadêmicos da área, o design é bonito. Claro, não é por isso que desejo estudar lá, afinal, o que importa mesmo é o conteúdo do curso. Dá pra ver que há um esforço grande em incentivar o aluno a pensar, a refletir a interatividade, ao invés de simplesmente ensinar como fazer a coisa acontecer.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/curso_de_design_de_hipermidia.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 22 Apr 2004 06:10:08 -0300</pubDate>



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<title>Pressão X criatividade</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pressao_x_criatividade.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Thiago Braga escreveu um <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2086">artigo muito inspirado no Webinsider</a> sobre os prazos curtíssimos que as produtoras impõe aos seus funcionários e os efeitos negativos disso. Para ele, é preciso de mais tempo para curtir a vida, só assim os "criativos" podem desenvolver seu potencial. Concordo, mas isso é assim para todas as profissões e esse mal é congênito ao Brasil e sua realidade sócio-econômica.</p>

<p>Ele sugere também que os "criativos" podem trabalhar melhor se estiverem em casa, através do modelo "teletrabalho". Embora eu concorde, acho que sempre haverá reuniões presenciais regulares.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pressao_x_criatividade.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 06 Apr 2004 04:10:12 -0300</pubDate>



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<title>Macromedia Flex</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/macromedia_flex.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O Marlo Carmo escreveu um <a href="http://www.marloscarmo.com/lis_blogcomments.php?code=83">post que explica bem fácil o que é esse tal de Flex</a> que a Macromedia lançou esses dias. O Jonas também já havia feito alguns <a href="http://jonasgalvez.com/br/blog/2003-11/flashempresarial">breves comentários sobre</a>. Na prática, pelo que entendi esse produto só muda a vida de programadores obsecados por código escrito a mão. É uma estratégia da Macromedia para pegar a base de desenvolvedores Java e permitir que eles dêem saída pelo Flash Player sem precisar usar o programinha Flash, que ainda considerado no meio como um brinquedo.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/macromedia_flex.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 05 Apr 2004 11:43:06 -0300</pubDate>



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<title>Ocas informatizadas</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ocas_informatizadas.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Telefonica publicou em 2002 um <a href="http://www.telefonica.com.br/internas/links/link_socied_home.htm">relatório sobre o futuro e a situação atual do Brasil</a> rumo à Sociedade da Informação (onde o maior valor está nas informações, não nos meios de produção, nem nos serviços).</p>

<p>Os dados são muito relevantes para nossa profissão, até para argumentar com clientes. Anotei os que mais me impressionaram:</p>
<ul>
<li>os internautas brasileiros sãos os que mais usam bate-papo e ICQ, MSN, etc no mundo</li>
<li>é o que fica mais tempo conectado, em média</li>
<li>o que mais faz falta na Web, na opinião deles, é velocidade</li>
<li>mais de 95% das grandes e médias empresas já tem website próprio</li>
<li>temos mais de 3 milhões de pessoas fazendo teletrabalho</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ocas_informatizadas.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 30 Mar 2004 04:40:42 -0300</pubDate>



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<item>
<title>AOL adotará webstandards</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/aol_adotara_webstandards.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Quem diria... a <a href="http://www.forbes.com/business/newswire/2004/03/24/rtr1310375.html">America Online sempre criou plataformas proprietárias</a> para o máximo de negócios possíveis. Mais uma prova de que tudo o que vai contra os princípios básicos da Web não sobrevive nela. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/aol_adotara_webstandards.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 26 Mar 2004 12:56:05 -0300</pubDate>



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<title>Interatividade real</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/interatividade_real.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Hoje encontrei o que promete ser um excelente exemplo do que falei na minha <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2056">última coluna do Webinsider</a>. O website da <a href="http://www.triton.com.br/manifesto/home/home.htm">grife de roupas Triton</a> está com uma campanha inusitada: "quem e importa com os desfiles de moda". A idéia é questionar o lugar-comum que tomou conta do ramo. O website promete que vai se tornar um mural de discussões sobre o assunto, fiquemos de olho.</p>

<p>Note como os designers da <a href="http://www.grafikonstruct.com.br/">Graficonstrukt</a> conseguiram expresar bem o sentimento de revolta da campanha. Tem até umas latinhas de spray para aumentar a pichação. Genial. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/interatividade_real.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 18 Mar 2004 05:54:19 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Projete website para abrir no Palm</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/projete_website_para_abrir_no_palm.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Webmonkey lançou um tutorial bem humorado e explicado sobre <a href="http://hotwired.lycos.com/webmonkey/04/12/index4a.html?tw=design">como desenvolver websites que podem ser abertos</a> em Palmtops, Pocket PCs, etc. Na verdade, se você tiver seguido bem as recomendações da W3C, seu website vai abrir razoavelmente usável. Ao contrário, se você tiver abusado de tabelas, imagens e marcação sem sentido, a página vai ficar um lixo.</p>

<p>Seguem as dicas mais quentes do tutorial:</p>
<ul>
<li>Manter as imagens na largura máxima de 120px de largura</li>
<li>Use o atributo ALT nas imagens, porque muitos usuários preferem carregar as páginas sem as imagens (eu sou um deles)</li>
<li>Nunca sublinhe o que não for link</li>
<li>Não dá pra usar itálico. Alguns aparelhos deformam a fonte, outros exibem como negrito</li>
<li>Negrito pode tornar a leitura menos monótona</li>
<li>O Pocket PC tem as fontes Tahoma, Bookdings, Frutiger Linotype, e Courier, mas o Palm só tem uma padrão</li>
</ul>

<p>Para quem não sabe, existem duas formas de navegar na Web usando esses pequenos aparelhos: através de uma conexão sem fio em locais que ofereçam o serviço (cyber-cafés, que eu saiba até agora) ou sincronizando pelo PC. Um software do PC baixa o site para ser lido offline no handheld. Eu uso à beça. No meu Palm VX, o browser <a href="http://www.avantgo.com">Avantgo</a> desliga as stylesheets e as tabelas, portanto é uma experiência basicamente textual.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/projete_website_para_abrir_no_palm.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 17 Mar 2004 05:13:59 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Novo livro brasileiro sobre Flash</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/novo_livro_brasileiro_sobre_flash.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Que a editora queira, <a href=/editora_axcel_nao_aceita_criticas.html>quer não</a>, segue minha resenha do <a href=http://www.flashmasters.com.br/?site=artigos&as=mostra&id=50>Flash Animado: Técnicas Avançadas (?) de Design (?) e Animação</a>. Para mim, parece outro título que está aí para tirar grana dos micreiros que estão tentando deixar de ser micreiros. Se alguém tiver lido o livro e discorda do meu posicionamento obtuso, por favor, se pronuncie. </p>

<p>Por outro lado, acho que pode ser útil para quem já sabe desenhar e tem dinheiro de sobra.  A única parte que se salva é mesmo a de animação, porém para quem lê inglês, há uma gama de livros muito melhores, como <a href=http://www.flashenabled.com/book/>Flash Enabled</a> que, com um capítulo mata tudo o que foi dito no livro brasileiro e trás outros conteúdos. Em breve vou resenhar esse título também, que por sinal é muito bom.</p>

<p>Se você é brasileiro e pretende escrever livros em português sobre Flash e afins dou toda a força. Mas por favor, não faça isso só pelo dinheiro. Faça pela comunidade de profissionais e aprendizes que enchem as listas, fóruns e websites com conteúdo gratuito. Devolva a eles o que você aprendeu lá. Assim, além do dinheiro, você ganha respeito profissional, cumpre sua responsabilidade social e cresce como pessoa. Sem falar que se a Internet me ensinou algo é que <a href=http://www.bogieland.com/infodesign/xtra/bogaards22052003.htm>dar conhecimento é melhor do que guardar para si</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/novo_livro_brasileiro_sobre_flash.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 04:24:54 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Publicidade na Web é diferente</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/publicidade_na_web_e_diferente.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Isso é óbvio, mas tem gente que <a href=http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/story/2004/02/040203_comercialas.shtml>insiste que tem que ter comerciais</a> iguais aos de televisão na Web.  Isso só pode dar errado, imagine abrir um popup de tela cheia inesperado, esperar carregar 2MB e assistir um vídeo de 30 de braço cruzado! É por essas e outras idéias que tá cheio de <a href=http://www.wired.com/news/business/0,1367,62541,00.html>bloqueadores de popups e de Flash</a> por aí.</p>
<p>Como em qualquer mídia, a campanha tem que se adaptar e falar a linguagem do meio. Assim como ninguém reproduz um outdoor na televisão, não se pode <a href=http://www.usatoday.com/money/industries/technology/2004-02-24-richmedia_x.htm>reaproveitar comerciais de TV</a> e folders na Web. Linguagem da Web é basicamente sobre informação, não é à toa que navegamos por um mar de informações. Por isso, melhor vir com fatos do que com opiniões. Melhor dizer que o carro tem 200 cavalos de potência do que dizer que é ultra-potente. Melhor ainda se as informações puderem ser manipuladas de acordo com o interesse do usuário, ou seja, interatividade.</p>

<p>Ok, vamos a um exemplo prático. Peguei um job simples semana passada. Adaptar esse outdoor para figurar no topo da homepage do cliente:
<br /><img alt="Outdoor: Qualidade é uma questão de seleção." src="/imagens/outdoor_ervilha.jpg" width="400" height="134" border="0" /></p>

<p>São no total 17 cursos anunciados. Incluir 17 figuras seria inviável, focar nos principais cursos teria problemas políticos dentro da faculdade. Resolvi usar a interatividade para aproveitar múltiplas camadas. Assim, mostro todos os cursos separados por área:
<br /><img alt="Banner: Pós-Graduação de Qualidade, escolha seu curso." src="/imagens/banner_ervilha.jpg" width="400" height="135" border="0" /></p>

<p>Aqui na <a href=http://www.dcdois.com.br>agência</a> ainda não temos vasta experiência com publicidade online, então a direção de arte olhou e perguntou: "Não seria melhor manter pelo menos a frase do outdoor?". Expliquei que não, porque era preciso dar uma ordem ao usuário para que ele não tomase aquilo como um mero banner e ignorasse. Era preciso deixar que o usuário atestasse a qualidade por ele mesmo, já que a quantidade de informação disponível sobre cada curso é infinitas vezes maior do que num outdoor. Torceram o nariz, mas aceitaram. </p>

<p>Nós que estamos acostumados com a Web temos que mostrar isso para nossos patrões. Não podemos ficar fazendo brochureware a vida toda só porque nos é imposto. Vale à pena gastar um pouco de saliva. O trabalho é mais gratificante e o retorno do cliente maior. Isso significa que a longo prazo, os patrões se convencem de que você sabe o que está dizendo.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/publicidade_na_web_e_diferente.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 05 Mar 2004 06:07:22 -0300</pubDate>



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<title>CSS é quente</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/css_e_quente.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ontem escrevi de relance um artigo outorgando que todo <A href=http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2059>webdesigner que se preza tem que dominar CSS</a>. Sempre fui e continuo sendo um entusiasta do Flash, mas depois que vi que até o <A href=http://www.wddg.com/>WDDG</a> (tradicional estúdio de webdesign de vanguarda) entrou nessa de <a href=http://www.atipico.com.br/apresentacao/default.asp?c=1>webstandards</a> eu senti que isso finalmente está pegando. Tem até <a href=http://www.webstandardsawards.com/>prêmio</a> para os melhores sites que adotem esses padrões. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/css_e_quente.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 27 Feb 2004 02:13:28 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Celular: usabilidade para a massa</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/celular_usabilidade_para_a_massa.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Batendo uma bola com meus amigos que escreveram sobre a <a href=http://blogdeusabilidade.blogspot.com/2004_02_01_blogdeusabilidade_archive.html#10778520961030286>usabilidade dos aparelhos de celulares</a> vendidos no Brasil, vou comparar os websites das principais operadoras do país. A abrangência da telefonia móvel pode ser o <a href=http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2044>segredo para a expansão da Web</a> nos próximos anos, se conseguirem chegar a funcionalidades próximas dos PDAs.</p>
<p>Para começar, um splash perguntando o estado é o padrão em todos. Odeio isso e como também tenho ogeriza a celulares, não sei se isso é realmente necessário. Quem faz melhor é a <a href=http://www.vivo.com.br>Vivo</a> que mostra algumas promoções e informações gerais da empresa.<p>Mas não se engane, uma vez dentro de <a href=http://www.vivo-prsc.com.br/>certos websites regionais da Vivo</a>, você pode ter certeza que está perdido. Outro dia, acompanhei uma amiga minha tentando baixar ringtones para seu celular fashion. Ela ficou duas horas, eu disse duas horas, navegando no website da Vivo atrás deles e não achou. Clicando em Serviços > <a href=http://www.vivo.com.br/vivodownloads/>Downloads</a> seria o mais óbvio, mas parece que é um serviço disponível somente para um determinado modelo de celular. Usaram um termo padrão da Web para designar um serviço específico que não tem nada a ver com baixar arquivos pro PC e sim direto ao Celular. </p>
<p>O website da <a href=http://www.vivo-rs.com.br/>Vivo Gaúcha</a> é o único que mostra em algum lugar visível o link para os ringtones, mas infelizmente o link está quebrado. </p>
<p>A primeira impressão da <a href=http://www.claro.com.br/portal/site/siteTA/?epi_menuItemID=61dc49d73ce89f4b020fdda1908051a0&epi_menuID=05341fa85af675a8020fdda1908051a0&epi_baseMenuID=05341fa85af675a8020fdda1908051a0&idlocal=47>Claro é muito boa</a>. A interface é muito limpa e as regiões bem delimitadas. O menu parece bem organizado e as animações são lentas e concentradas em apenas um lado da interface, ao contrário da <a href=http://www2.timsul.com.br/>Tim</a>, que posiciona animações concorrentes em lados opostos da tela</p>
<p>O <a href=http://www.oi.com.br>website da OI vive fora do ar</a>.
<p>Bem, to meio corrido pra escrever mais sobre...</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/celular_usabilidade_para_a_massa.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 27 Feb 2004 01:29:57 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Consumidores ligam pra interface</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/consumidores_ligam_pra_interface.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Minha esposa acha uma chatice esse negócio de usabilidade, mas escolheu a máquina de lavar roupa por causa da sua interface. Estávamos na dúvida entre os modelos TOP6 e LM06 da Electrolux. O primeiro é mais moderno mas as <a href="http://eden.electrolux.com.br/Internet_Brasil/compareProd.asp?category=Washing%20Machines&Project_ID={0C583FC5-1BA5-11D4-B917-0090274DFDA1}&prod=21061DBE&brand=Electrolux&prod=21061CBB&brand=Electrolux">especificações técnicas</a> são quase iguais. O que decidiu mesmo a compra foram os botõezinhos.</p>

<p>A interface da LM06, com seus botões mecânicos e seletores giratórios cheios de opções, todos proeminentes e sedutores:<br>
<img alt="interface_LM06_montado.jpg" src="/imagens/interface_LM06_montado.jpg" width="300" height="100" border="0" />

<p>A interface da TOP6, que ela não gostou porque tinha menos botões e parecia mais complicada de usar e menos resistente:<br>
<img alt="interface_TOP6.jpg" src="/imagens/interface_TOP6.jpg" width="297" height="125" border="0" /></p>

<p>Se fosse eu a escolher, preferiria a interface da TOP6, parece mais desafiadora, mais moderna, enfim bonita. Mas minha mulher quer praticidade, segurança. Com certeza a LM06 parece muito mais robusta e sua interface é mais parecida com o que a dona de casa está acostumada a operar há décadas.</p>

<p>Vale notar que eu também preferi comprar a marca <a href="http://www.electrolux.com.br">Electrolux</a> porque o site deles é muito melhor do que o da <a href="http://web.archive.org/web/20030218023749/http://www.consul.com.br/">Consul</a> <small>(versão antiga armazenada no archives.org)</small>, que tem preços mais baixos. Investimento em um site bom significa preocupação com os clientes e me dá expectativas de que serei bem atendido se tiver algum problema depois de comprar.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/consumidores_ligam_pra_interface.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 10 Feb 2004 09:57:48 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Internet Explorer a la Opera</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/internet_explorer_a_la_opera.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href=/imagens/screenshot_phaseout5.gif><img alt="Clique para ver screenshot" src="/imagens/screenshot_phaseout5_cuted.gif" width="201" height="109" border="0" align="left" hspace="10"/></a> Navegação por abas (isso é bão demais), maior velocidade de renderização e skins muito mais atrativos. Além disso, barra lateral que mostra thumbnails das páginas abertas. Tudo isso feito com os famigerados Internet Explorer e Flash. </p>
<p>Não acredita? Então <a href=http://download.com.com/redir?pid=10208905&merid=112268&mfgid=112268&edId=3&siteId=4&oId=3000-2356-10208905&ontId=2356&ltype=dl_dlnow&lop=link&destUrl=%2F3001-2356-10208905.html>baixa os 1,7 MB</a> e instala pra ver. Já tentei usar o Opera mas travava direto aqui; hoje uso Firebird; amanhã quem sabe <a href=http://www.phaseout.net>Phaseout</a> porque ele abre instaneamente, que nem o Internet Explorer.</p>
<p>O skin padrão do browser frankestein é ao estilo high-end-sites, <a href=http://www.fantasyinterfaces.com>Fantasy Interfaces</a> (que aliás está de site novo) e similares. Acho que esse estilo influenciado pelo video-game está vindo pra abocanhar os gamemaníacos que navegam na Web. Boa sacada!</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/internet_explorer_a_la_opera.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 26 Jan 2004 03:01:24 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Poluição visual vende mais?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/poluicao_visual_vende_mais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Estou aqui lendo <a href=http://www.useit.com/alertbox/20040105.html>coluna recente do Nielsen</a> que dá dicas de como evitar poluição informacional e me lembro do dilema que passei ontem. Fui fotografar a loja de um cliente daqui da <a href=http://www.dcdois.com.br>agência</a> que queria tornar a sua fachada mais atratativa, colocar uns cartazes e tal. Enfim, mais poluída. Segundo ele, isso ajudaria a vender mais. </p>

<p>O design da fachada e do interior da joalheria é um dos mais requintados nas redondezas. Realmente dá uma impressão bem elitista, mas o dono disse que tem preços bacanas, acessíveis para qualquer um.</p>

<p>Enquanto batia as fotos, tinha que ficar esperando um tempão as pessoas sairem da frente da vitrine. A maioria das mulheres parava, olhava o preço e ia embora. A fachada então, funcionava perfeitamente, o problema eram os preços. Agora, estou convencido de que o dono da loja é esperto. Ele não quer destacar preços baixos, ele quer que os <b>preços pareçam baixos</b>. Uma fachada cheia de cartazes, não importa muito seu conteúdo, dá aquela impressão de varejão, de liquidação. A soma de todos os cartazes cria um contexto ilusório de preços baixos e o consumidor fica com aquela sensação de estar economizando.</p>

<p>Antes do Natal, <a href=/decoracao_de_natal_virtual.html>critiquei as grandes lojas-virtuais brasileiras</a> por poluirem suas homepages. Continou com o mesmo posicionamento. A força do e-commerce não são os preços baixos, é a comodidade. Homepage leve é mais cômodo e ponto.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/poluicao_visual_vende_mais.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sat, 24 Jan 2004 10:20:11 -0300</pubDate>



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<title>Flash Player 7 está popular</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/flash_player_7_esta_popular.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Segundo <a href=http://www.macromedia.com/software/player_census/flashplayer/version_penetration.html>pesquisa da Macromedia</a>, ele já está em 1/3 dos computadores dos Estados Unidos. A versão 6, está em mais de 90%. Isso é muito mais do que eu esperava. No Brasil, posso dizer que com certeza essas estatísticas são menores, mas calculo que o Flash 6 terá ubiquidade de 90% no meio desse ano.</p>

<p>Por enquanto, só publico para o player 5. É mais seguro, não quero que meu cliente perca nem 2% da sua clientela. A maioria dos designers nem liga para isso, publicam no default do Flash. Essa questão é muito importante, imagine que você vai apresentar o site para o cliente e ele não tem a versão do Flash mais atual (já aconteceu comigo...)? Pega mal à beça.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/flash_player_7_esta_popular.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 22 Jan 2004 05:48:48 -0300</pubDate>



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<title>Ranço na publicidade online</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ranco_na_publicidade_online.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Guerry McGovern publicou um artigo <a href=http://www.gerrymcgovern.com/nt/2004/nt_2004_01_19_ad1.htm>descendo o cacete</a> nas grandes agências de publicidade estadunidenses por causa dos seus websites. Com a desculpa do branding (fazer com que a marca fique na grudada na cabeça), as empresas se esmeram em fazer apresentações que encham os olhos, mas que não são práticas e não tem conteúdo útil.</p>

<P>Para ele isso é culpa do <b>ranço da mentalidade de mídia impressa e televisiva</b>. Eu concordo plenamente. Acho que isso é muito, muito forte na publicidade na Web. São raras as peças que exploram as reais vantagens dessa mídia e muito menos ainda as que falam a linguagem da Web. A desculpa que dão é que o meio é muito novo, não se pode afirmar nada com certeza e blá-blá-blá-e o estouro da bolha-blá-blá-blá...</p>

<p>A verdade é que esses caras não navegam. Se não for geek, nunca vai entender que já se desenvolveu uma linguagem própria e bem mutante, caracterizadas pela objetividade, velocidade, relacionamento, interatividade e etc. Quer ver uns exemplos legias, do ponto de vista do conteúdo? Entra nos <a href=http://www.premioibest.com.br/topten/topten.asp?IDCategoria=119&IdMaestro=1&NomeCategoria=iBest+Fidelidade>Top10 de Fidelização do Ibest</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ranco_na_publicidade_online.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2004 03:27:41 -0300</pubDate>



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<title>Programador dorme trabalhando</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/programador_dorme_trabalhando.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href=http://www.deephouse.hpg.ig.com.br/zipnedles/>Guilherme 'Zipnedles'</a> sonhava sempre com telas pretas, arquivos perdidos e falhas no HD toda vez que ficava dois dias sem programar intensamente. Descobriu que vários amigos seus tinham sonhos parecidos. Fizemos uma pequena pesquisa com amigos e concluímos que a grande maioria dos mestres do código continuam a trabalhar depois que dormem.<p>O fenômeno mais frequente é acordar de sopetão com a solução de um problema específico que não conseguiram resolver durante o dia. Acordam e anotam, gostam disso.</p>

<p>A maioria é paranóica com seu framework (biblioteca de código pessoal criada com o suor dos dedos). Fazem cópias compulsivamente, trancam a sete chaves o escritório, passam o anti-vírus 100 vezes e ainda assim tem medo de algum ladrão roubar tudo. </p>

<p>Depois de um dia exaustivo, o programador costuma estar tão agitado que nem consegue dormir. É preciso relaxar de alguma forma. Uns jogam videogame, outros assistem filme ou qualquer outra coisa que desvie sua mente. Mas mesmo depois de conseguir dormir, podem passar a noite inteira dentro do "programa".</p>

<p>Obviamente tudo isso tem relação com o stress, mas porque outros profissionais não tem esses sonhos quando estão estressados (eu por exemplo não tenho)? Que força é essa que atrai esses homens para o mundo da máquina? Onde acaba o mundo real e começa o mundo virtual do programador?  São perguntas como essa que me fascinam dentro da Interação Humano-Computador... </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/programador_dorme_trabalhando.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 13 Jan 2004 05:30:35 -0300</pubDate>



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<title>Acessibilidade é lei no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/acessibilidade_e_lei_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Presidência da República baixou um <a href=http://www.rnp.br/noticias/2004/not-040107.html>decreto</a> que obriga os websites governamentais a se tornarem acessíveis para deficientes físicos em no máximo seis meses. Se a onda de contratação de consultorias por órgãos governamentais já era boa, agora que vai ficar melhor ainda. Essa é uma tendência que começa pelo governo mas em breve será de todas as instituições. Porque não serão só cegos que usarão leitores de tela (softwares que lêem em voz alta). Você um dia vai dirigir enquanto "escuta" uma homepage.</p>

<p>Aqui em Curitiba, existem anúncios colados nos ônibus avisando sobre o lançamento do primeiro local público de acesso à internet para deficiente visuais. O problema é que até hoje, poucos webdesigners se preocuparam em escrever o código da página para que seja usável não só em monitores, mas em leitores de tela. Hora de parar de considerar a Web como um meio de comunicação visual e restringir o Flash (que sempre será inacessível porque o foco é no visual) a apenas aquilo que só o Flash pode fazer. Versões alternativas em HTML são obrigatórias.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/acessibilidade_e_lei_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Acessibilidade</dc:subject>
<pubDate>Fri, 09 Jan 2004 02:52:03 -0300</pubDate>



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<title>Flash em portais banda larga</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/flash_em_portais_banda_larga.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Achei muito legal aquela <a href=http://www.btopenworld.com/gateway_2/0,8314,,00.html>caixinha de utilidades laranja</a>. Os ícones estão bem desenhados e de bom tamanho, fazendo com que seja possível oferecer uma gama muito grande de opções na mesma área minúscula, sem precisar carregar outras páginas. Creio que o rótulo flutuante do ícone poderia ser translúcido.</p>

<p>O que mais frustra é ter que carregar outras páginas para acessar alguns conteúdos, saindo do ambiente Flash. Melhor do que tempos de resposta rápido, é previsibilidade. Você dá o doce do imediato e depois toma por causa de uma limitação do gerenciador de conteúdos, presumo. Por isso acho que a abordagem só home toda em Flash, não vale à pena.<p>Melhor que seja como o <a href=http://max2003.rr.com/flash/index.cfm>RoadRunner</a> que tá 100% Flash. Depois do antigo <a href=http://www.maverick.com>Maverick</a> da <A href=http://www.wddg.com>WDDG</a>, esse é o exemplo que mais me conveceu a aceitar Flash em portais para públicos específicos. Note que eles tomaram o cuidado de fazer um botão para aumentar a fonte do texto e mudar o contraste (realmente nunca tinha visto tamanho cuidado com a usablidade de textos em outra aplicação do Flash).</p>

<p><a href=http://www.flashforthefuture.com/archives/new_road_runner_portal_site.php>Keith Robison foi radical demais</a>, acho que o Flash pode ser muito interessante para esse público. Afinal, se fica até mais rápido do que conexão discada e o plugin baixa em segundos na conexão banda larga, tem mais é que turbinar o website da empresa que fornece o acesso. Mostrando esse potencial, a empresa mostra para aqueles que ainda não tem a banda larga, o que eles estão perdendo. Abordagens de divulgação mais comedidas como <a href=http://promo.yahoo.com/sbc/index.html>essa da Yahoo</a>, são legais e mais fáceis de usar, porém desperdiçam a oportunidade de um 'test-drive'.</p>

<p>Menu em Flash podem ser bonitos e adicionar possibilidades muito interessantes como <a href=http://www.pga.com/pgachampionship/2003/>mostrar vídeos e animações na mesma peça</a>, só que pode haver problemas ao fazer atualizações, como <a href=http://webstandards.org/learn/interviews/tdominey/>revela Todd Dominey (excelente entrevista sobre Webstandards em portais)</a>.</p>

<p>No Brasil, nem pensar nessas coisas por enquanto, hein? A conexão ADSL que temos por aqui é muito instável e o preço proibitivo para usuários domésticos. Quem tá pagando banda larga são empresas e em empresas, diversão não é algo estimulado. Melhor que seja um site em CSS, onde o empregado pode desligar as imagens apertando um botão no Opera quando o chefe passa perto. Faz falta essa flexibilidade e integração com o navegador ao Flash.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/flash_em_portais_banda_larga.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Wed, 17 Dec 2003 02:48:01 -0300</pubDate>



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<title>O computador senta-se à mesa</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_computador_senta-se_a_mesa.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nos Estados Unidos, o espa&ccedil;o para <a href="http://news.com.com/2100-1041_3-5120111.html">o 
  PC passa a fazer parte do planejamento das cozinhas dom&eacute;sticas</a>. Se 
  n&atilde;o &eacute; o fino monitor de cristal l&iacute;quido, &eacute; o laptop 
  na rede wi-fi que &eacute; levado para l&aacute; a fim de enriquecer uma conversa 
  sobre dinossauros, o programa de TV, dar uma receita de abobrinha recheada ou 
  comprar o presente de Natal adiantado. Se a cozinha &eacute; o local da casa 
  onde as pessoas mais interagem, ent&atilde;o a m&aacute;quina interativa tinha 
  que estar l&aacute;. 
<p>Pesquisadores universit&aacute;rios estudam o porque desse fen&ocirc;meno. 
  Se n&atilde;o fosse a banda larga, com os computadores permanentemente conectados, 
  isso n&atilde;o daria certo. Na ocasi&atilde;o, as pessoas querem usar rapidamente, 
  nada de esperar.<p>Com isso, cada vez mais o PC vai tomando espa&ccedil;o dentro da fam&iacute;lia, 
  assim como a TV fez h&aacute; 50 anos atr&aacute;s. Se a TV acabou com as conversas 
  de fim de noite (pergunte para seus pais, ou seus av&oacute;s), arrisco dizer 
  que o computador, ao contr&aacute;rio, vai traz&ecirc;-las de volta. Tomo como 
  exemplo minha experi&ecirc;ncia familiar com o excelente infogr&aacute;fico 
  interativo <a href="http://www.becoming-human.com">Becoming Human</a>, que conta 
  a evolu&ccedil;&atilde;o do ser-humano.</p>
<p>Abri diante de minha esposa e sua tia. Traduzia o que o locutor falava e escolh&iacute;amos 
  em grupo ler alguns textos, ver gr&aacute;ficos, interagir. Cada cena nova era 
  motivo para exclama&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios trazendo informa&ccedil;&otilde;es 
  que um leu numa revista, viu num programa de TV (olha o hipertexto a&iacute;, 
  gente!). &Agrave;s vezes a discuss&atilde;o acabava se alongando por alguns 
  minutos, mas isso s&oacute; podia fluir porque havia sempre um bot&atilde;o 
  de pausa muito conveniente e porque as sess&otilde;es lineares n&atilde;o duram 
  mais de 5 minutos tamb&eacute;m. Al&eacute;m disso, precis&aacute;vamos encher 
  o tempo que demorava para carregar aqui na minha discada :P.</p>
<p>Me lembrei tamb&eacute;m de uma experi&ecirc;ncia adolescente com o antigo 
  jogo <a href="http://www.the-underdogs.org/game.php?name=CivNet">Civilization</a>. 
  Como o sucesso &eacute; determinado pela administra&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria 
  do homem, logo fui perguntar a minha m&atilde;e sobre a import&acirc;ncia dos 
  templos para os eg&iacute;pcios, da escrita para os fen&iacute;cios, o que era 
  comunismo e etc. Enfim, esse jogo refor&ccedil;ou e muito meu gosto pela hist&oacute;ria 
  e digamos que aprendi mais com ele do que nas aulas de hist&oacute;ria da escola 
  secund&aacute;ria. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_computador_senta-se_a_mesa.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Sun, 14 Dec 2003 09:16:45 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Decoração de Natal virtual</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/decoracao_de_natal_virtual.html</link>
<description><![CDATA[
<p class="alerta">Este texto fala sobre o design de lojas virtuais. Se você deseja <strong>dicas para decoração de Nata</strong>l, veja os links selecionados abaixo e DVDs. </p>

<a href="http://www.submarino.com.br/produto/6008646/dvd-decorando-seu-natal?franq=AFL-03-26957">
<img alt="Decorando Seu Natal " src="http://usabilidoido.com.br/imagens/6008646G1.jpg" /></a>

<p>Lojas virtuais dos Estados Unidos <a href=http://www.techweb.com/wire/story/TWB20031204S0008>falharam em completar 20% das vendas</a>, por excesso de enfeites. No Natal, os servidores não aguentam a carga e acabam reduzindo a velocidade. O Flash é apontado como o grande vilão do peso.</p>

<p>Olhe o tamanho do anúncio principal na homepage do <a href=http://www.shoptime.com.br>Shoptime</a>! As fontes estão tão grandes que eu tenho que afastar meu nariz da tela para poder ler... Muito, muito ruído... Parece que esses caras não sabem o que é hipertexto para aprofundamento. A <a href=http://www.americanas.com.br>Americanas</a> também não fica longe. Tem um milhão de coisas chamando a atenção ao mesmo tempo, o site é um soco no olho.</p>
<p>Embora o <a href=http://www.submarino.com.br/>Submarino</a> tenha quebrado no meu Firebird, é muito mais leve e agradável. Entre numa <a href=http://www.submarino.com.br/software.asp?Query=NextLevelPage&ProdTypeId=10&CatId=11153&PrevCatId=11153>página  interna</a> e note o canto esquerdo com a belíssima caixa com os links especiais de Natal. Só esse detalhe já cria o ambiente de Natal e não destrói a sólida identidade visual da empresa.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/decoracao_de_natal_virtual.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 12 Dec 2003 02:31:50 -0300</pubDate>



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<title>Finalmente vou ler ebooks!</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/finalmente_vou_ler_ebooks.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nunca me interessei por PDAs, mas quando ouvi alguém dizer que lia ebooks nele, fiquei babando... Tenho um monte de artigos e PDFs engavetados e não tenho saco nem tempo para ler na frente do computador. Comprei um baratinho, um <a href=http://www.palmbrasil.com.br/modelos/palm-V.html>Palm Vx</a> por R$300 no <a href=http://www.mercadolivre.com.br>Mercado Livre</a>. Levando em conta que gasto cerca de R$50 com livros umas 3 vezes por ano, ele deve se pagar em 2 anos.<p>Gente, eu pensava que era desconfortável para ler, mas não é não. Claro, a resolução não é a mesma do impresso, mas tem umas funcionalidades legais como anotações nas páginas, bookmark e, principalmente, o peso. Dá pra ler andando, deitado, de cabeça para baixo...</p>
<p>Quem é leitor voraz como eu, tem que aderir ao papel eletrônico. E olha que eu nem falei dos outros programas como agenda, lista de afazeres, endereços, GAMES... 
<p>Um programinha chamado <a href=http://www.avantgo.com>AvantGo</a> me deixou extasiado. Você cadastra um site e ele copia e adapta para ler no Palm a cada vez que você sincroniza. Só de onda, abri sites diagramados com tabelas e outro tableless. Pude confirmar o que os gurus do CSS dizem a séculos. Layout sem tabelas é muito mais maleável, acessível. Dá pra navegar tranquilo no Palm, já o de tabelas... bem, não é assim uma Brastemp.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/finalmente_vou_ler_ebooks.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2003 01:59:58 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Handhelds infantis com Flash</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/handhelds_infantis_com_flash.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href=http://www.leapfrog.com/do/findproduct?id=leapster><img src="http://www.leapfrog.com/content/product_images/pr200_leapster_1.jpg" align=right border=0 hspace=5></a>O <a href=http://www.leapfrog.com/do/findproduct?id=leapster>Leapster</a> é como um Gameboy educativo com cartuchos de games, leitor de ebooks, vídeos interativos e outros aplicativos. Tudo feito com Flash. O fabricante escolheu assim, porque é mais fácil para desenvolver e os arquivos ficam menores. A empresa criou <a href=http://www.leapfrog.com/do/findpage?pageID=our_products>outros handhelds educativos</a> que me causam admiração mas ao mesmo tempo receio.<p>Com certeza é uma ferramenta que auxilia o trabalho dos educadores (sejam pais ou profissionais) mas, ao mesmo tempo, para os preguiçosos pode servir como um substituto. Isso me faz pensar: será que seremos educados por robôs no futuro?</p><p>Quem quiser saber mais sobre o assunto, o New York Times tem uma <a href=http://www.nytimes.com/2003/12/04/technology/circuits/04basi.html?ex=1071118800&en=799ca9e93fcab355&ei=5062&partner=GOOGLE>matéria completa sobre o assunto</a>, com avaliações de vários dispositivos.</p><p>Abaixo colo trecho de conversa que tive com <a href=http://www.10minutos.com.br>Michel Lent</a> sobre esses dispositivos:</p>
<p>fred       03/11/03 17:04 isso me faz pensar... será que no futuro vai ter
                               tanto espaço pra interfaces assim?

lent       03/11/03 17:06 p q nao teria? 

fred       03/11/03 17:06 sei lá... resistências. Não te assusta um mundo
                               onde tudo é mediado por computadores?

lent       03/11/03 17:07 mas o q isso teria a ver com as interfaces? 

fred       03/11/03 17:07 bem, computador media por meio de interfaces

fred       03/11/03 17:08 eu penso se as crianças vão querer isso

lent       03/11/03 17:15 as criancas já usam isso mais do q ninguem... 8) 

fred       03/11/03 17:16 mas será que não vai chegar um dia que elas vão
                               se saturar disso e voltar a andar de bicicleta?

lent       03/11/03 17:17 hahah, eu acho q elas nao estao muito preocupadas
                               com isso 

lent       03/11/03 17:17 acho q a interface é tao parte do mundo delas
                               quanto a bicicleta </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/handhelds_infantis_com_flash.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Mon, 08 Dec 2003 03:00:55 -0300</pubDate>



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<title>Converter SWF para HTML</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/converter_swf_para_html.html</link>
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<p>Finalmente, a Macromedia arranjou um jeito de <a href=http://www.macromedia.com/software/flash/download/search_engine/readme.html>indexar o conteúdo dentro do SWF</a>, os arquivos gerados pelo Flash. Pela demonstração, parece perfeito, mas imagino que na prática, haverá algumas restrições. </p>
<p>A deficência de indexação do Flash era o principal motivo por que não recomendo usar Flash para prover conteúdo textual. Desperdiçar o marketing gratuito nos buscadores é inaceitável para websites institucionais e promocionais.</p>
<p>De qualquer forma, ainda vai demorar algum tempo para que "Deus" Google comece a degustar Flash. Por enquanto, continue usando o bom e velho HTML, por favor, afinal ele foi feito para isso mesmo.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/converter_swf_para_html.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Thu, 04 Dec 2003 02:04:39 -0300</pubDate>



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