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<title>Usabilidoido: Arquitetura da Informação</title>
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<description>A definição de Arquitetura da Informação é o &quot;estudo da organização da informação que permite ao usuário chegar ao entedimento&quot;. Na prática, ela se refere à organização da estrutura de um website e seu conteúdo, rotulagem e categorização da informação e o design dos sistemas de navegação e de busca.
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<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
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<itunes:author>Frederick van Amstel</itunes:author>
<itunes:summary>A definição de Arquitetura da Informação é o &quot;estudo da organização da informação que permite ao usuário chegar ao entedimento&quot;. Na prática, ela se refere à organização da estrutura de um website e seu conteúdo, rotulagem e categorização da informação e o design dos sistemas de navegação e de busca.
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<copyright>Frederick van Amstel</copyright>

 
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<title>Como entrevistar usuários</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_entrevistar_usuarios.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A entrevista contextual consiste em conversar com o usuário em seu território, muitas vezes em sua casa, local público ou espaço de trabalho. Os temas da conversa variam de acordo com o interesse do entrevistador e do entrevistado, mas tipicamente giram em torno da relação do usuário com os serviços e produtos que o entrevistador está interessado.</p>
<p>Por que é feito? As histórias de vivências que o usuário conta ajudam a compreender suas motivações, dificuldades e desejos. A entrevista permite uma compreensão mais profunda do que outros métodos de pesquisa, pois a pessoa pode se expressar livremente.</p>

<h2>Passo-a-passo</h2>

<ol>
<li>Definição de usuários e temas de interesse. Não é aconselhado escrever de ante-mão as perguntas a serem feitas, apenas uma lista de temas a serem tratados.</li>

<li>Busca de usuários em locais públicos ou através de redes de amigos.</li>

<li>Marcar o local e a data da entrevista com o usuário.</li>

<li>Conversa relaxada sobre os temas de interesse, sem parecer inquérito policial. O entrevistador tem duas opções: anota num caderno para não esquecer os principais momentos das histórias descritas ou grava o áudio da entrevista, com a autorização do entrevistado.</li>

<li>As entrevistas com diferentes usuários são comparadas e histórias similares aparecem.</li></ol>

<h2>Vídeo</h2>

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<p>Créditos: Vídeo produzido pela Hotmilk PUCPR e Imago Produções Educativas em 2017, como material didático para o programa de inovação aberta Renault Experience. Esta cópia faz parte do arquivo pessoal de Frederick van Amstel, responsável pelo roteiro e apresentação. Direção: Tatiana de Paula Lopes.</p>

<h2>Transcrição</h2>

    <p>Para fazer a entrevista contextual, você precisa definir quais são os usuários que você vai entrevistar e quais serão os tópicos que você irá abordar. Não é necessário fazer uma lista de perguntas, isso vai levar você a fazer uma entrevista que mais parece um inquérito policial do que uma conversa. A melhor maneira de você se preparar para a entrevista é fazer uma lista solta de tópicos a serem abordados.</p>
    
    <p>O método de entrevista contextual consiste em ter um diálogo, uma conversa no território do próprio usuário, na casa dele, no escritório, na universidade, onde ele normalmente costuma frequentar. Lá, você irá ter uma conversa sobre temas de interesse do usuário, não necessariamente os seus próprios temas. A partir do momento que você engaja nessa conversa, você pode sim acrescentar tópicos do seu interesse, mas o mais importante é não interromper o fluxo da conversa e manter o clima de diálogo aberto.</p>
    
    <p>Quando o usuário estiver falando, tome notas num caderno para se lembrar dos principais pontos da conversa. Você pode, se tiver autorização do usuário, gravar o áudio também, mas lembre-se, depois que você for ouvir esse áudio, você irá gastar o mesmo tempo para extrair algum dado relevante, logo, anotar no caderno é mais importante do que gravar a conversa em áudio.</p>
    
    <p>Enquanto o usuário estiver falando, aproveite para encaixar a sua pergunta no mesmo tema, mesmo que ele esteja numa ordem diferente na sua lista de tópicos. Isso vai ajudar o usuário a se sentir mais à vontade na conversa e você poderá ir mais a fundo no tema.</p>
    
    <p>As perguntas que você for fazer ao usuário não devem ser perguntas muito fechadas, que a pessoa possa responder sim ou não e a conversa acabar. O ideal é você fazer perguntas mais abertas, vagas mesmo, com a intenção da pessoa se abrir e aí sim você trabalhar no tema que é de interesse dela.</p>
    
    <p>Se você sentir necessidade, você pode ter uma outra pessoa te ajudando a tomar notas enquanto o usuário vai falando, você pode se concentrar então em fazer perguntas relevantes. Caso você fique sem algum assunto ou não saiba mais o que perguntar, volte à sua lista de tópicos anotada no caderno e veja se você abordou todos os tópicos.</p>
    
    <p>Se você ficar com dúvidas sobre alguma coisa que a pessoa disser, aproveite para utilizar o "por quê", essa ferramenta mais importante numa entrevista que vai ajudar o usuário a expressar as motivações dele.</p>
    
    <p>Quando você tiver abordado todos os tópicos da sua lista e não tiver mais nenhuma dúvida sobre o que o usuário falou, então agradeça essa pessoa e termine a entrevista.</p>


<h3>Série</h3>
<p>Este tutorial faz parte de uma <a href="https://youtube.com/playlist?list=PL9tgFFr71mw0BzckreXohNLlPuBaV_moR&si=JRdH3LY1HnG21NsA">toolkit de inovação no design</a>, com outros métodos que podem ser combinados. Esses métodos não precisam ser executados necessariamente nesta ordem.</p>
<ol class="alerta">

<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_brainstorming.html">Brainstorming</a>
</li>



<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_analise_de_similares.html">Análise de similares</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_briefing_de_projeto_de_experiencia.html">Briefing de projeto de experiência</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_de_shadowing_do_usuario.html">Pesquisa de shadowing do usuário</a>


<li>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_pesquisar_um_dia_na_vida_dos_usuarios.html">"Um Dia na Vida" dos usuários</a>
</li>

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<a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_storyboard_de_interacao.html">Storyboard de interação</a>
</li>

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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_entrevistar_usuarios.html">Entrevista contextual</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_personas_de_usuarios.html">Personas de usuários</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_jornada_do_usuario_.html">Jornada do usuário </a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_prototipo_bruto.html">Protótipo bruto</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_teste_de_usabilidade.html">Teste de usabilidade</a>
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<a href="https://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_avaliacao_heuristica_de_interfaces.html">Avaliação heurística de interfaces</a>
</li>

</ol>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_entrevistar_usuarios.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Vídeos</dc:subject>
<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 11:49:10 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>A história da experiência do usuário no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_historia_da_experiencia_do_usuario_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Após ouvir o último <a href="https://medium.com/itera-ideia/itera-ideia-08-ux-design-virou-uma-bolha-26f9b061ada3">episódio do Itera Ideia sobre a possibilidade de uma bolha na área profissional de UX no Brasil</a>, fiquei aturdido com a falta de noção histórica dos profissionais da atualidade. O podcast apresenta uma ótima discussão sobre profissionais júnior que se consideram senior, porém, assim como a maior parte das publicações sobre o assunto, não remete à história da profissão no contexto brasileiro. Quando há referências históricas, essas são quase sempre pessoas ou organizações de fora do Brasil.</p><p>Se é para a bolha estourar, que estoure. Porém, não posso permitir que se perca, junto com o termo, a história da profissão. Em&nbsp;<a href="https://brasil.uxdesign.cc/as-disciplinas-e-as-indisciplinas-de-ux-71b9dae7e60c">2013, já alertava que essa nomenclatura não ia durar</a>. Desde 2015, passei a utilizar&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_que_e_e_o_que_deveria_ser_experiencia_do_usuario_exu.html">a tradução de UX como ExU</a>&nbsp;para provocar os profissionais da área a pensarem o contexto histórico brasileiro. Meu amigo Horácio Soares fez até uma camiseta para discutir o assunto no <a href="http://craftproduct.io/arena/">Product Arena</a>. Porém, apesar das reclamações destes "dinossauros", até agora não foi feito nenhum trabalho substancial de levantar a história da profissão no Brasil.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/2018-07-26%2021.57.00-1.jpg" alt="2018 07 26 21 57 00 1" width="599" height="415">
<p>Uma profissão que não tem consciência de sua própria história corre o risco de desaparecer entre uma troca de nomenclatura e outra. Felizmente, essa área de atuação profissional já mudou de nome diversas vezes no Brasil e continua existindo. Isso graças a uma série de pessoas que trabalharam arduamente para criar uma prática consistente e umas outras tantas que trabalharam para tornar essa prática conhecida e reconhecida na sociedade (e não só no mercado).</p>
<p>Essas pessoas não fizeram isso isoladamente. Desde o início da profissão, essas pessoas se juntaram em grupos, comunidades, times e eventos. Esses coletivos fizeram diversas ações que deveriam hoje ser reconhecidas como marcos históricos pela contribuição fundamental à profissão, porém, pela falta de consciência profissional, hoje encontram-se esquecidas. Profissionais que hoje reclamam da bolha não sabem o quanto foi difícil para convencer a sociedade e os empregadores de que essa profissão era importante.</p>
<p>Vou construir aqui um rascunho de uma&nbsp;história da experiência do usuário no Brasil à partir do que consigo me lembrar. Mencionarei diversas pessoas que conheci ao longo destes 20 anos praticando esta profissão. Sugiro que os colegas profissionais conversem com essas pessoas, estudem seu trabalho e construam históricos menos parciais do que o que irei prover aqui. Isso irá contribuir muito para aumentar a consciência histórica da profissão e também, quem sabe, ampliar seu futuro.</p>
<p>Pra começar, ExU no Brasil não surgiu no mercado. Embora o termo tenha sido cunhado por Donald Norman enquanto ele trabalhava na Apple no começo dos anos 1990, no Brasil o termo começou a ser utilizado na metade dos anos 2000. Isso não significa que não havia práticas voltadas à experiência do usuário antes disso.&nbsp;</p>
<p>Os pioneiros de ExU no Brasil foram pesquisadores de Universidades que, por curiosidade ou orientação ética, começaram a criar grupos e laboratórios de pesquisa voltados a processos que priorizavam o usuário em projetos de produtos e sistemas já nos anos 1990. Conheço os trabalhos pioneiros de Maria Cecília Baranauskas (<a href="https://www.nied.unicamp.br">NIED</a> - Unicamp),&nbsp;Clarisse Sieckenius de Souza (<a href="http://www.serg.inf.puc-rio.br">SERG</a> - PUC-Rio), Walter Cybis (<a href="http://www.labiutil.inf.ufsc.br">LabIUtil</a> - UFSC), Luiz Ernesto Merkle (UTFPR), Anamaria de Moraes (<a href="https://www.linkedin.com/company/leui-laboratorio-ergodesign-interfaces/?originalSubdomain=pt">LEUI</a> - PUC-Rio) e Lúcia Filgueiras (<a href="http://inova.usp.br">InovaUSP</a>). Esses acadêmicos organizaram e continuam organizando conferências acadêmicas como <a href="http://www.ihc2018.ufpa.br">IHC</a> e <a href="http://www.ergodesign2017.com.br">Usihc</a>. Nas orientações e eventos, esses pesquisadores formaram outros pesquisadores, que espalharam o assunto em outras Universidades ao redor do Brasil.&nbsp;É provável que existam outros pesquisadores pioneiros que não tenha mencionado aqui por não conhecer.</p>
<p>Nos anos 2000, por conta da bolha da Internet, o assunto começa a aparecer amplamente no mercado. Dois livros foram bem importantes para mim: Projetando websites (2000) e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade_50_websites_desconstruidos.html">Homepage: Usabilidade</a> (2002), de&nbsp;Jakob Nielsen. Nesta época, eu estava começando minha carreira de web designer e a faculdade de Comunicação Social. Senti que neste campo podia juntar as duas coisas e decidi enveredar para a Usabilidade que, na época, era o nome desta profissão.</p>
<p>Nessa época também, descobri o <a href="https://webinsider.com.br">Webinsider</a>, um website editado por <a href="https://outrolado.com.br/author/vicente_tardin/">Vicente Tardin</a> que reunia várias colunas escritas por profissionais de Internet. Além de assinar uma coluna no Webinsider,&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/miclent/?locale=pt_BR">Michel Lent Schwartzman</a>, que sempre foi entusiasta de comunidades online,&nbsp;lançou a lista de email WDUse em 2002 para os profissionais de Usabilidade discutirem o assunto. Destaco a participação da&nbsp;<a href="https://webinsider.com.br/lista-de-discussao-wduse-completa-um-ano/">Livia Labate</a>&nbsp;nessa lista. Ela sempre respondia a dúvida de quem aparecia.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/menu_layout_antigo.jpg" alt="Menu layout antigo" width="599" height="585">
<p>Livia, assim como outros profissionais desta área, foram impactados pelo lançamento de&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/information_architecture_for_the_world_wide_web.html">Information architecture for the world wide web</a> (2002) de Peter Morville e Louis Rosenfeld, o famoso livro com a capa do urso polar. Esse livro nunca chegou a ser lançado no Brasil, mas foi muito influente. Os profissionais que antes se identificavam como especialistas em usabilidade começaram a se identificar como arquitetos da informação depois de ler esse livro, eu inclusive. Neste mesmo ano, um grupo de arquitetos da informação dos EUA&nbsp;<a href="https://www.iainstitute.org/news/launch-asilomar-institute-information-architecture">fundaram o&nbsp;</a><a href="https://www.iainstitute.org/news/launch-asilomar-institute-information-architecture">Asilomar Institute for Information Architecture (AIfIA)</a>, que mais tarde seria renomeado como Information Architecture Institute. Livia Labate, que havia se mudado para os EUA, abriu uma lista de email vinculada ao AifiA para discussão em português em 2003, a <a href="https://lists.ibiblio.org/mailman/listinfo/aifia-pt">AifiA-pt</a>. Essa lista foi super-importante para a área, pois conseguiu reunir praticamente todo mundo que trabalhava na área na época. Os membros da lista organizaram diversos encontros em bares de São Paulo e do Rio de Janeiro. Eu participei de alguns no Rio.</p>
<p>Nessa época, a formação mais comum dos profissionais que trabalhavam com experiência do usuário no Brasil era Comunicação Social e não Design. Os designers da época, se preocupavam mais com aspectos visuais da experiência e tinham certa resistência em incorporar princípios de usabilidade em seus projetos. A introdução do wireframe, que vi pela primeira vez numa <a href="http://www.usabilidoido.com.br/wireframes_e_rabiscos.html">palestra do Luli Radfahrer</a>&nbsp;(USP) em 2003, separou a estrutura informacional da aparência visual da interface.</p>
<p>A disponibilização de ferramentas simples de usar para publicação de blogs provocou uma fragmentação nos portais como o Webinsider a partir de 2003. Todo mundo começou a ter um blog. <a href="https://www.linkedin.com/in/renedepaula/?originalSubdomain=br">Rene de Paula Jr</a>, um dos articulistas do Webinsider fez algo diferente: começou a gravar <a href="https://rodaeavisa.com/os_impagaveis/">posts em áudio</a>, o que&nbsp;viria a ficar conhecido anos depois como Podcast.&nbsp;No mesmo ano que o Rene lançou o Roda e Avisa, eu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/primeiro_post_comendo_o_chapeu.html">lancei o Usabilidoido</a>, inicialmente sem posts em áudio.&nbsp;</p>
<p>Ainda em 2003, <a href="https://www.asktog.com/columns/057ItsTimeWeGotRespect.html">Bruce Tognazzini publicou um artigo em seu site pessoal</a> provocando uma outra parte da comunidade profissional a se organizar e padronizar uma nomenclatura de cargo. Esse artigo disparou a fundação de uma outra associação, a <a href="https://ixda.org/ixda-global/about-history/">Interaction Design Association, mais conhecida como IxDA</a>. Diferente da AifiA, essa organização desenvolveu um programa de capítulos locais que foi bastante efetivo no Brasil.</p>
<p>Em 2005, foi o organizado pela professora Lúcia Filgueiras o primeiro evento público que colocou a profissão em evidência em São Paulo, o&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/dia_mundial_da_usabilidade.html">Dia Mundial da Usabilidade</a>. Nesse evento, lembro da palestra dada por <a href="http://bruno-rodrigues.blog.br">Bruno Rodrigues</a>&nbsp;sobre webwriting e usabilidade. Em 2006, esse evento <a href="http://www.usabilidoido.com.br/dia_mundial_da_usabilidade.html">ocorreu também em Curitiba</a>, organizado pela professora <a href="http://www.interfacil.com.br">Adriana Betiol</a>.</p>
<p>Todos os eventos nesta época tiveram casa cheia. Não havia muita informação disponível em português e as Universidades não tinham cursos específicos sobre o assunto. A <a href="https://www.designdeinteracao.com.br">primeira pós-graduação lato sensu sobre Design de Interação</a> foi criada na PUC-Minas em 2006 por&nbsp;Caio Cesar, Marcos André Kutova e Daniel Alenquer. Essa pós formou uma geração de profissionais extremamente ativos em Belo Horizonte.</p>
<p>Em 2007,&nbsp;membros da AifiA-pt começaram a discutir a possibilidade de organizar um evento de maior fôlego, com palestras enviadas pela comunidade.&nbsp;&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/guilhermo">Guilhermo Reis</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.saiba-mais.com">Carol Leslie</a>&nbsp;assumiram a responsabilidade e organizaram o&nbsp;<a href="http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html">Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação</a>, que teve palestras de vários profissionais ativos na comunidade brasileira, tais como <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abel_Reis">Abel Reis</a>, <a href="http://www.feiramoderna.net">Mauro Pinheiro</a>,&nbsp;<a href="http://acessodigital.net/quem_somos.html">Leda Spelta</a>&nbsp;muitos outros. Na ocasião, &nbsp;Leda mostrou um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zNVrNo7MxsA">vídeo sobre acessibilidade</a> que havia produzido junto com Horácio Soares, Bruno Torres e Marcos Antônio de Queiroz (MAQ). Esse vídeo foi muito impactante na época, pois mostrava o impacto da falta de acessibilidade na vida dos deficientes visuais. Na ocasião também Silvia Melo apresentou o Blog de AI, criado pelos funcionários da Agência Click que queriam compartilhar suas experiências sobre Arquitetura da Informação, dentre eles Fabrício Teixeira, que viria a transformar este blog no&nbsp;<a href="https://uxdesign.cc">UX Collective</a>&nbsp;alguns anos depois. Também conheci no evento o Eduardo Agni, que iria fundar anos depois a <a href="http://www.mergo.com.br">Mergo</a>.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/ebai_todos.jpg" alt="Ebai todos" width="1000" height="750">
<p>Até aqui, a maior parte dos eventos, discussões e oportunidades de emprego estavam localizadas em Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Perguntei a <a href="https://www.linkedin.com/in/kavinski/">Alexandre Kavinski</a>&nbsp;se o mercado de Curitiba estava preparado para uma empresa especializada em usabilidade, tal como a <a href="http://try.com.br">Try</a>, fundada por&nbsp;Maria Ercília Galvão em 2003, ou a consultoria da <a href="https://mercedessanchez.com.br/pt/">Mercedes Sanchez</a>. Ele me disse que não. Fiquei um pouco frustrado com a resposta, mas concordei. Refletindo, cheguei à conclusão que era necessário formar pessoas na região. Lancei um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html">chamado aqui no Usabilidoido</a>&nbsp;para quem tivesse interesse em montar uma pós lato sensu em Curitiba. Responderam <a href="http://movimentoux.com/work/ep10_ericofileno/">Érico Fileno</a>, Rodrigo Scama, <a href="http://howedu.com.br">Leandro Henrique de Sousa</a>, Renato da Costa e Gonçalo Ferraz. Juntos fundamos o <a href="http://faberludens.com.br">Instituto Faber-Ludens</a> e abrimos uma pós-graduação em parceria com as Faculdades San Martín no ano de 2008. Tivemos grande impacto local com essa pós e com a posterior atividade de consultoria do Instituto. Saíram de lá duas ferramentas importantes para disseminar e organizar o conhecimento da profissão: o <a href="http://uxcards.org">UXCards</a> e a <a href="http://corais.org/">Plataforma Corais</a>.</p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/faber-ludens.jpg" alt="Faber ludens" width="600" height="450">
<p>Enquanto nós formávamos a cena curitibana, os paulistas estavam a mil por hora. O capítulo da IxDA-SP, fundado por Amyris Fernandez e Fábio Palamedi organizou vários <a href="https://brasil.uxdesign.cc/caf%C3%A9-com-intera%C3%A7%C3%A3o-do-ixda-sp-29841162b456">Café com Interação</a>. Estes eventos serviram para preparar a cidade para sediar o primeiro Interaction South America em 2009, evento que contou com a participação de vários palestrantes de fora do Brasil. Em 2010, o ISA foi organizado em Curitiba por Érico Fileno. Hoje, este evento se chama <a href="http://ila.ixda.org">Interaction Latin America</a>.&nbsp;</p>
<p>A vertente de Design de Serviços começou nessa época. Em 2009, dei uma palestra em Joinville sobre Design de Serviços (talvez a primeira do Brasil sobre o tema) e conheci <a href="https://luisalt.com">Luis Alt</a>, que havia acabado de voltar da Espanha. Comentei com ele que ele era a segunda pessoa que eu encontrava no Brasil que conhecia bem o que era Design de Serviços. A outra pessoa era o <a href="http://www.tennypinheiro.com">Tennyson Pinheiro</a>. Logo depois, em 2010, os dois se encontraram e fundaram a <a href="http://www.liveworkstudio.com.br">LiveWork Brasil</a>&nbsp;e escreveram o livro <a href="https://books.google.com.br/books/about/Design_Thinking_Brasil.html?id=LVK5rS9WQxMC&amp;source=kp_book_description&amp;redir_esc=y">Design Thinking Brasil</a>, uma reflexão importante sobre o que funcionava no nosso contexto.</p>
<p>Design Thinking, a propósito, foi melhor introduzido no Brasil por Juliana Proserpio e Ricardo Ruffo, da <a href="https://echos.cc">Design Echos</a>. Eles tiveram a oportunidade de fazer um curso intensivo no <a href="https://hpi.de/en.html">Hasso-Plattner Institute</a>&nbsp;e voltaram ao Brasil cheio de ideias. A <a href="https://escoladesignthinking.echos.cc">Escola de Design Thinking</a>&nbsp;da Design Echos formou milhares de pessoas em competências básicas de design thinking, design de serviços e business design. Nessa linha do Design Thinking, destaco também a atuação da <a href="http://www.mjv.com.br">MJV</a>&nbsp;no cenário brasileiro.</p>
<p>De 2011 a 2015 eu fiquei longe da comunidade brasileira por conta do meu doutorado na Holanda, então não tenho como descrever bem os acontecimentos históricos da época. Só posso dizer que, quando voltei, só se fala no tal do ExU designer, enquanto que papéis e assuntos relacionados a Usabilidade e Arquitetura da Informação desapareceram do mapa. Consegui entender melhor esse cenário através do excelente podcast <a href="http://movimentoux.com">Movimento UX</a>, produzido por <a href="https://twitter.com/izabeladefatima">Izabela de Fátima</a>. Embora esteja focado na história de profissionais que se destacaram no mercado, esse podcast é a melhor fonte de informações sobre a história da experiência do usuário no Brasil que vi até agora.&nbsp;</p>
<p>Eu não vou descrever o que aconteceu de 2015 até 2018 porque ainda é uma história muito recente. O que posso dizer é que não acho que ExU está se tornando uma bolha. Vejo mais uma consolidação da prática profissional, porém, o termo ExU está ficando cada vez mais caduco para descrever o que fazemos. Hoje, profissionais dessa área trabalham facilitando processos de cocriação, gerenciado produtos e criando estratégias. Eu continuo preferindo usar o termo design de interação ao invés de ExU para minha atuação, porém, reconheço que sou um dos poucos que ainda usa. Acredito que a profissão ainda tem muita história pela frente, porém, acredito fortemente que o ExU Designer irá desaparecer.</p>
<p class="alerta"><strong>Atualização 1</strong>: O Podcast Itera Ideia gravou um episódio respondendo a essa provocação: <a href="https://medium.com/itera-ideia/itera-ideia-09-do-ux-ao-exu-uma-odisseia-no-brasil-ffd5e4f297fb">Do UX ao ExU: Uma Odisseia no Brasil</a>. O episódio traz também as visões de Caroline Leslie e Eduardo Agni sobre a história da profissão.</p>
<p class="alerta"><strong>Atualização 2</strong>: A DEXConf organizou uma mesa de discussão sobre este assunto, mediada pela Melina Alves, com a presença de Horácio Soares, Guilhermo Reis e eu. A gravação está <a href="https://open.spotify.com/episode/1tP0XHOETZDcANtBlc8F8p">no podcast da conferência</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_historia_da_experiencia_do_usuario_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Sat, 22 Sep 2018 18:21:18 -0300</pubDate>


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<title>Indo além dos problemas de comunicação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/indo_alem_dos_problemas_de_comunicacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Designers procurando oportunidades de inovação frequentemente encontram um problema comum dentro das organizações: o problema de comunicação. As pessoas não se comunicam o suficiente e conflitos, erros e desastres acontecem por falta de informação.</p>
<p>Este é um daqueles problemas que eu classifico como superficial e genérico. Qualquer organização moderna pode ser acusada de ter um "problema de comunicação". Basta encontrar um erro causado pela falta de informação do tipo "fulano não informou os colegas que era para fazer X e foi feito Y". A partir dessa acusação, fica fácil justificar a implementação de protocolos de comunicação rígidos e tecnologia da informação que obrigam as pessoas a se comunicarem.</p><p>Embora pareça uma solução lógica, raramente elas funcionam. Isso porque a comunicação não é um mero recurso que possa ser controlado pela organização. <strong>A comunicação surge à partir da vontade das pessoas de se comunicar e não à partir da existência de canais, protocolos e regras. </strong>Estes podem até fazer as pessoas perderem a vontade de comunicar caso sejam projetados sem levar em consideração suas intenções.</p>
<p>Uma intenção comum na comunicação dentro das organizações é a coordenação horizontal, ou seja, uma pessoa se alinhar com outra sem depender de uma relação hierárquica. Esse tipo de comunicação é muito importante, pois serve para cobrir os <a href="http://www.usabilidoido.com.br/planejamento_versus_emergencia.html">buracos no planejamento e atender as inevitáveis emergências</a>. Esta comunicação informal e horizontal é a base do improviso.</p>
<img title="vertical-and-horizonal-comm.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//vertical-and-horizonal-comm.png" border="0" alt="Vertical and horizonal comm" width="500" height="270" />
<p>As soluções que os designers criam à partir de problemas de comunicação costumam incluir sistemas que organizam, estruturam ou arquitetam a comunicaçao informal. Estas soluções elevam o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/niveis_de_formalidade_na_interacao.html">nível de formalidade da interação</a> e acabam engessando a comunicação. Como consequência, a organização perde resiliência e flexibilidade, ou seja, perde a capacidade de se adaptar a situações adversas.</p>
<p>O fato de uma pessoa inserir uma informação num sistema não garante a comunicação com outra pessoa. A outra pessoa podem nem ver a informação ou considerá-la irrelevante pela falta de contexto. A comunicação informal é fundamental para preencher estas lacunas, provendo contexto e sentido para o fluxo de informação. Não é uma palavra ou frase que faz a diferença para entender o fluxo, mas sim a continuidade do processo comunicativo. Um acompanha o outro.</p>
<p>Quando um processo comunicativo é substituído por um fluxo de informação, o resultado é o caos. As pessoas não conseguem mais se coordenar, ninguém sabe onde está a informação que precisa e ninguém se responsabiliza mais pelos erros. Tudo vira culpa do sistema.</p>
<img style="border: 0px initial initial;" title="office-chaos.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//office-chaos.jpg" border="0" alt="Office chaos" width="715" height="304" />
<p><strong>O problema de comunicação se intensifica quando é tratado como um problema de informação.</strong> Conforme exposto, informação e comunicação não são a mesma coisa. Um não garante o outro. O problema de informação pode ser solucionado pela implementação de sistemas de informação, porém, um problema de comunicação não pode ser solucionado.</p>
<p>O problema de comunicação pode ser considerado um <strong>problema capcioso</strong>. Conforme escrevi em <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_thinking_como_pensamento_projetual.html">outro post</a>:</p>
<blockquote>
<p>Os problemas do pensamento projetual expansivo são conhecidos como capciosos (wicked problems). Tais problemas estão em constante expansão (daí o nome desse pensamento). Quando você pensa ou fala sobre ele, ele já se transforma e se torna mais difícil de resolver. Por isso, ao invés de começar pela definição do problema, o pensamento projetual expansivo começa pela empatia para com as pessoas envolvidas com o problema.Isso pode ser desenvolvido de maneira distanciada pela observação ou pela participação em atividades comunitárias.</p>
<p>Ao invés de buscar requisitos, os projetistas buscam entender a moral do contexto. Já que não é possível resolver o problema, o que seria ético fazer a respeito? A resposta a um problema capcioso não é uma solução tecnicamente correta, mas uma ação para transformar o mundo de maneira ética, mesmo que não se tenha certeza sobre a solução do problema.</p>
</blockquote>
<p>Na minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/expansive_design_designing_with_contradictions.html">tese de doutorado</a>, eu proponho que o design vá além dos problemas capciosos. Isso porque eu acredito que qualquer problema tem uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_expansivo_e_contradicoes_encontradas.html">contradição</a> por trás que pode ser estudada pelo designer, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/colocando_o_projeto_multidisciplinar_em_jogo.html">reproduzida através de jogos</a> e utilizada como <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_impulsionado_por_contradicoes.html">impulso para a transformação da sociedade</a>.</p>
<p>O design expansivo vai além dos problemas de comunicação porque busca suas origens na <a href="http://www.usabilidoido.com.br/atividade_social_como_base_de_projetos_de_interacao.html">história da atividade em questão</a>. Com frequência, problemas de comunicação são manifestações da contradição entre a divisão do trabalho e o objeto da atividade. O objeto é complexo e precisa ser construído por várias pessoas, porém, cada pessoa se preocupa apenas com a parte que lhe cabe na divisão do trabalho. Em outras palavras, <strong>a contradição entre as necessidades de especialização e de colaboração é a origem da maioria dos problemas de comunicação</strong>.</p>
<p>Uma solução que ataque o sintoma não irá modificar a causa e, portanto, o problema de comunicação permanecerá mesmo após a implementação de um sistema de informação.</p>
<p><strong>A solução que eu recomendo para um problema de comunicação é juntar as pessoas envolvidas e conversar sobre suas origens históricas, quando o problema começou e o que está por trás dele.</strong> À partir dessa conversa é possível desenvolver táticas para conviver com esse problema de maneira saudável.</p>
<p>Numa <a href="http://fredvanamstel.com/blog/using-activity-theory-to-situate-design-thinking">oficina de pensamento projetual que realizei no Projac da Rede Globo</a>, os participantes perceberam que os problemas de comunicação eram inevitáveis. Primeiro, nós mapeamos as atividades que apresentavam problemas utilizando o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/atividade_social_como_base_de_projetos_de_interacao.html">modelo da atividade</a>.</p>
<img title="100_0285_thumb.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//100_0285_thumb.jpg" border="0" alt="100 0285 thumb" width="640" height="323" />
<p>Depois, nós elencamos problemas e soluções utilizando o <a href="http://www.corais.org/node/119">método PSP</a>.</p>
<img title="100_0296_thumb.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//100_0296_thumb.jpg" border="0" alt="100 0296 thumb" width="640" height="361" />
<p>Por fim, chegamos à conclusão que a maioria dos problemas eram insolúveis. Fizemos, então, uma visualização das contradições em forma de estrela.</p>
<img title="100_0300_thumb.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//100_0300_thumb.jpg" border="0" alt="100 0300 thumb" width="583" height="480" />
<p>Esse exercício não resolveu os problemas de comunicação mas ajudou a equipe da Rede Globo a se tornar mais consciente de suas origens. Não tivemos tempo suficiente durante a oficina para elaborar <a href="http://fredvanamstel.com/publications/expensive-or-expansive-learning-the-value-of-boundary-crossing-in-design-projects">táticas para conviver com essas contradições</a>, mas acredito que teria sido interessante pensar em maneiras de tornar mais visíveis os problemas e as soluções corriqueiras.</p>
<p>Um aprendizado fundamental desta oficina foi <strong>a equipe reconhecer que sua capacidade de improviso não seria uma fraqueza mas sim uma força</strong>. Ao invés de implementar novos sistemas de informação, a equipe ficou interessada em fazer mais eventos como a oficina de pensamento projetual, para trocar experiências e desenvolver ideias em conjunto.</p>
<p>Sistemas de informação não são inúteis, entretanto. Eu acredito que eles possam aumentar a resiliência da organização, porém, para que isso aconteça, eles precisam ser projetados com a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_e_design_participativo.html">participação de todos os membros da organização</a>. Combinado com o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/pensamento_projetual_expansivo.html">pensamento projetual expansivo</a>, o chamado design thinking, o desenvolvimento de sistemas pode ser uma oportunidade para compreender a história da organização e projetar o seu futuro. Os designers que quiserem fazer algo útil a respeito de problemas de comunicação vão precisar encarar a complexidade da organização tal como encaram a complexidade do desenvolvimento de sistemas.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/indo_alem_dos_problemas_de_comunicacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Thu, 07 Jul 2016 11:27:28 -0300</pubDate>


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<title>Lidando com os interessados no projeto</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/lidando_com_os_interessados_no_projeto.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Quando se desenvolvem projetos de interesse público ou projetos em grandes organizações, uma questão essencial é como lidar com os múltiplos interessados (stakeholders) de um projeto. Cada um quer uma coisa diferente, mas alguns tem mais poder do que outros para fazer valer a sua vontade.<p>A estratégia mais comum é buscar apoio de algum executivo no topo da hierarquia. O projeto é imposto de cima para baixo, aproveitando a reputação e poder que o executivo dispõe.</p><p>Isso nem sempre é possível, entretanto. Quando o projeto envolve várias organizações, não existe uma hierarquia clara entre os seus representantes. Além disso, é preciso contar com a colaboração espontânea dos demais interessados para que o projeto dê certo, o que fica comprometido com imposições de cima para baixo.</p>
<img style="border: 0px initial initial;" title="hierarchy-bird-tree.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//hierarchy-bird-tree.jpg" border="0" alt="Hierarchy bird tree" width="360" height="567" />
<p>A maneira mais sensível de lidar com os interessados é envolvê-los diretamente no projeto. Organizam-se reuniões com os interessados para discutir o delineamento do projeto. O objetivo é chegar a um consenso, ou seja, um mínimo denominador comum com que todos concordem.</p>
<p>Essas reuniões apresentam vários desafios:</p>
<ul>
<li>Se uma pessoa não é convidada para a reunião, ela se sente excluída e pode emperrar o projeto depois</li>
<li>As falas costumam ser longas e vagas</li>
<li>Nem sempre é possível chegar ao consenso na primeira reunião</li>
<li>Essas reuniões não costumam ter resultados concretos (decisões, planos ou estratégias)</li>
</ul>
<p>Alguns gestores acreditam que esses desafios podem ser superados com uma boa dose de <strong>carisma e liderança</strong> da sua parte. Eu não acredito nisso. Já presenciei casos em que pessoas concordaram com líderes carismáticos durante uma reunião e depois fizeram algo completamente diferente. Isso porque elas não concordavam realmente com o que era dito, mas se sentiram pressionadas a concordar.</p>
<p><strong>Mais importante do que liderança e carisma é a capacidade de mediação.</strong> Mediar uma reunião significa garantir que todos tenham a oportunidade de se expressar e de ouvir, mesmo que sejam introvertidos ou tenham menos interesse no projeto. Existem várias técnicas que podem ser usadas nesse tipo de mediação: <a href="http://www.leonardokurcis.com.br/relacionamentos_bastao.html">o bastão falante</a>, <a href="http://corais.org/node/130">roda de conselheiros</a>, <a href="http://www.lego.com/en-us/seriousplay/">lego serious play</a>, <a href="http://www.post-it.com/wps/portal/3M/en_US/PostItNA/Home/Ideas/Collaboration-Central/Brainstorm/">brainstorming com post-its</a> e etc.</p>
<p>Um técnica que eu valorizo bastante nesse tipo de reunião é a co-criação com materiais físicos. O material introduz uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_importancia_dos_materiais_na_co-criacao.html">estrutura menos rígida</a> para a colaboração, suficiente para que hajam resultados tangíveis. O objeto é construído pelos interessados no projeto e, dessa forma, representa o que eles tem de comum. Ele serve como um marco no projeto e é usado como referência posteriormente.</p>
<p>Como exemplo, é possível fazer um mapa dos interessados. Numa oficina que mediei na Holanda, os participantes criaram um mapa que tem o projeto no centro e os interessados ao redor, em círculos concêntricos representando o grau de interesse. Cada interessado é um monstrinho e seu comprometimento é expresso em moedas que ele está disposto a investir. Também existe um círculo ao redor de cada interessado representando sua influência sobre os demais interessados.</p>
<img title="stakeholder_mapping.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br//stakeholder_mapping.jpg" border="0" alt="Stakeholder mapping" width="700" height="458" />
<p>Esse tipo de exercício é bem interessante para descobrir interessados que ainda não foram incluídos no projeto, mas que serão essenciais para o seu sucesso.</p>
<p>Mapear os interessados é só o começo. Em seguida, é preciso pensar como envolver produtivamente todos os interessados. Alguns deles terão a intenção de participar ativamente do design em <a href="http://corais.org/node/125">oficinas participativas</a>, outros estarão mais preocupados com a legislação e finanças. O importante é que os meios de participação sejam transparentes e não deêm a impressão de que o projeto está se fechando numa panelinha.</p>
<p>Lidar com interessados é um trabalho político e pode custar a reputação do mediador caso ele tome um dos lados. Os interessados podem recusar participar do projeto se acharem que o mediador está manipulando opiniões. Por isso, <strong>recomenda-se que esse mediador seja independente</strong>, ou seja, não esteja vinculado a nenhuma das instituições interessadas.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/lidando_com_os_interessados_no_projeto.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 06 May 2015 10:49:00 -0300</pubDate>


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<title>A banalização da pesquisa via questionário</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_banalizacao_da_pesquisa_via_questionario.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nos últimos meses tenho recebido cada vez mais convites para participar de pesquisas acadêmicas sobre design de interação respondendo a um questionário. Fico feliz de saber que o assunto está sendo mais pesquisado na academia brasileira, porém, por outro lado, eu me questiono "por que fazer essa pesquisa via questionário se existem tantos outros métodos interessantes de pesquisa no design de interação?"</p>
<p>Na maioria dos casos, o tema da pesquisa não justifica o instrumento. <a href="http://corais.org/node/115">O questionário é uma ferramenta para pesquisa</a> com grandes amostragens, na casa das centenas de participantes. Os convites que recebo é para pesquisas sobre assuntos tão específicos que apenas umas poucas pessoas poderão responder. E da maneira como o convite é feito ? impessoal, enviado para uma lista de discussão, sem uma promessa de compartilhar resultados ? eu já consigo prever que a taxa de retorno será muito menor do que uma centena.</p><p>Se a amostragem é pequena, faz mais sentido fazer uma <a href="http://corais.org/node/110">entrevista</a> pessoalmente, por telefone, ou por Skype. Uma única entrevista é capaz de ir muito mais a fundo no assunto do que algumas dezenas de questionários respondidos. É claro que não terá a mesma diversidade do que os questionários, mas de que adianta ter diversidade se não há aprofundamento?</p>
<p>Além da entrevista, existem uma porção de outros métodos que podem ser usados para pequenas amostragens: <a href="http://corais.org/node/111">etnografia</a>, <a href="http://corais.org/node/116">sondas culturais</a>, <a href="http://corais.org/node/736">história oral</a>, etc. Um dos <a href="http://www.usabilidoido.com.br/os_diferenciais_do_design_de_interacao.html">diferenciais do design de interação</a> é justamente ir a campo, encontrar o usuário, compreender o seu contexto. Por que deveria ser diferente na pesquisa acadêmica sobre o assunto?</p>
<p>Das duas uma: ou o pesquisador não dispõe de recursos para ir a campo ou o orientador acadêmico não considera os métodos de pesquisa de design de interação científicos o suficiente. O questionário é um instrumento que pode ser elaborado no conforto do escritório com ferramentas que geram dados estatísticos automaticamente. Os gráficos e porcentagens fazem a pesquisa parecer mais científica do que ela realmente é, pois com pequenas amostragens, não dá pra generalizar e dizer que é válido para uma grande população.</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="estatisticas_mirabolantes.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//estatisticas_mirabolantes.png" border="0" alt="Estatísticas mirabolantes" width="600" /></p>
<p>Uma pesquisa via questionário é mais fácil de organizar, permite maior controle do orientador e gera resultados que parecem mais científicos. Porém, de um modo geral, ela não ajuda a clarificar o fenômeno estudado. Se a pesquisa é sobre difusão das práticas de design de interação no mercado (um tema que sou frequentemente convidado apesar de estar na academia no momento), de que adianta saber quantas pessoas estão fazendo testes de usabilidade? Existem muitas outras práticas de design de interação que, inclusive, não constam na literatura acadêmica. O <a href="http://arquiteturadeinformacao.com/recursos/metodologia/o-valor-do-rabiscoframe/">rabiscoframe</a>, por exemplo, é um híbrido de wireframe com protótipo de papel que é bem característico dos estúdios brasileiros.</p>
<p>Em 2005 eu já havia alertado para <a href="http://www.usabilidoido.com.br/contra_a_cultura_de_testes_de_usabilidade.html">não confundir teste de usabilidade com projeto centrado no usuário</a>. Uma coisa não implica na outra. Acontece muito de uma empresa querer uma avaliação no final de um projeto que não foi centrado no usuário. Também acontece de haver projetos centrados no usuário em que o teste de usabilidade não é organizado.</p>
<p>Enviar questionários para confirmar hipóteses tais como "<em>as empresas não permitem que os profissionais utilizem todos os métodos que conhecem</em>" ou "<em>faltam recursos de tempo e dinheiro para involver usuários no projeto</em>" é perda de tempo. Uma métrica dessas não vai ajudar nem a academia a aperfeiçoar a produção de métodos nem tampouco ajudar os profissionais de mercado a conseguir mais recursos.</p>
<p>Mais interessante do que mensurar a aplicação de métodos acadêmicos na prática (teste de usabilidade surgiu na academia), é estudar os métodos criados pela prática e as adaptações feitas nos métodos acadêmicos para situações de poucos recuross. Isso sim gera conhecimento útil não só para a academia, como também para os próprios profissionais de mercado.</p>
<p>Eu não acho que a pesquisa via questionário seja de todo ruim. Eu mesmo já utilizei em vários projetos. Numa <a href="http://www.usabilidoido.com.br/incorporando_o_usuario.html">consultoria para o Flogão</a>, a gente enviou um questionário para todos os usuários e recebemos 900 respostas. O resultado nos surpreendeu: a customização de cores era a funcionalidade mais amada pelos usuários. Na minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/das_interfaces_as_interacoes_design_participativo_do_portal_brofficeorg.html">pesquisa de mestrado sobre a comunidade BrOffice.org</a>, utilizamos os dados na pesquisa feita no registro do produto, mais de 3 mil respostas. Em ambos os projetos, o questionário não foi o único instrumento de pesquisa, sendo triangulado com entrevistas e etnografia virtual.</p>
<p>Outro projeto com questionário que desenvolvi no mestado foi a pesquisa "O Orkut mudou minha vida". Montei um questionário piloto, aperfeiçoei as questões, validei em mensageiros instantâneos, e ainda envolvi os respondentes como participantes pesquisadores. Ficou <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html">tudo documentado  aqui</a> no Usabilidoido e no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_orkut_mudou_minha_vida_incorporando_resultados_de_pesquisa_social_no_design_de_interacao.html">artigo resultante</a>.</p>
<p><img title="orkut_mudou_vida.png" src="http://www.usabilidoido.com.br//orkut_mudou_vida.png" border="0" alt="Orkut mudou vida" width="560" height="638" /></p>
<p>Se você está pensando em utilizar questionários para o seu TCC ou dissertação de mestado, pense duas vezes. Se o problema é falta de tempo, faça algumas entrevistas. Você economiza tempo no planejamento, que não precisa ser tão rigoroso quanto no questionário. Se o problema é vergonha/falta de prática de conversar com pessoas estranhas, faça uma etnografia virtual. Leia o que já foi dito nas comunidades virtuais, listas de email, etc. Se o problema é o orientador que exige dados quantitativos, argumente, defenda a prática essencialmente qualitativa do design de interação. Se você não fizer isso, quem irá fazer?</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_banalizacao_da_pesquisa_via_questionario.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 08:26:37 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br//estatisticas_mirabolantes.png" />


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<title>Visualização: do low-tech ao high-tech</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/visualizacao_do_low-tech_ao_high-tech.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A visualização da informação é um recurso muito usado em projetos arquitetônicos. Além dos modelos em 3D que tentam simular a aparência da construção, existem modelos que ajudam a prever a performance da construção em relação ao vento, incidência de sol e temperatura. </p>  <p>Um aspecto que ainda não é muito visualizado é a atividade do usuário. Na minha pesquisa de doutorado, fiz vários experimentos nesse sentido. Utilizando agentes inteligentes, gerei uma visualização mostrando os locais onde as pessoas tenderiam a passar e os lugares onde as pessoas tenderiam a não passar. </p>  

<a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/agent_simulation2.png"><img style="display: inline" title="agent_simulation2" alt="agent_simulation2" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/agent_simulation2_thumb.png" width="856" height="425" /></a>  <p>O algoritmo é baseado na teoria da <a href="http://www.spacesyntax.net/">sintaxe espacial</a>, que considera fatores como visibilidade em corredores e quantidade de portas cruzadas para se chegar numa sala. Uma sala escondida atrás de 4 portas tende a ser menos frequentada.</p>  <p>Essa visualização parece bem inteligente à primeira vista, mas sofre de dois problemas. O primeiro é que a tendência de uso é uma previsão que não leva em conta a função do espaço. Uma sala de operação hospitalar costuma ser isolada por várias portas para evitar contaminações, o que não significa que elas sejam menos frequentadas na prática. O segundo problema diz respeito à utilidade da visualização no processo de design. Se uma sala está isolada, o que o arquiteto deve fazer? Conectar essa sala a outras salas? Isso a visualização não responde.</p>  <p>Escrevi num <a href="http://www.usabilidoido.com.br/visualizacao_espacial_da_atividade_humana.html">post anterior</a> sobre uma abordagem que desenvolvi para visualização da atividade do usuário que começa no low-tech e termina no high-tech. O low-tech é a maneira que encontrei para envolver os usuários representados pela visualização. O princípio básico é que os usuários representam a si mesmos, evitando qualquer especulação por parte de quem não será usuário. </p>  <p>Cogitei utilizar visualizações high-tech num workshop com usuários, mas logo percebi que eles não conseguiriam se representar numa ferramenta muito complicada. Colocar os usuários para escrever o algoritmo de um agente inteligente é contraproducente, pois introduz uma linguagem completamente alinígena para discutir a atividade.</p>  <p>Por esse motivo, comecei a experimentar com visualizações low-tech, não só por ser mais acessível pelos usuários, mas também por ser mais fácil e rápido para prototipar. A primeira visualização low-tech que fiz foi o chamado ?jogo do tricô?, em que a atividade do usuário é reduzida à movimentação de uma sala à outra, representada por um fio de tricô.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/knitting_game_ctscan2_5.jpg"><img style="display: inline" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" alt="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/knitting_game_ctscan2_thumb_1.jpg" width="714" height="457" /></a>  <p align="left">Os usuários construiram a visualização com suas próprias mãos e depois eu criei uma versão high-tech (<a href="http://fredvanamstel.com/portfolio/optimizing-walking-paths">disponível como um plugin</a>), utilizando um software de modelagem arquitetônica, <a href="http://www.autodesk.com.br/products/revit-family/overview">Autodesk Revit</a>. </p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/design_option2.png"><img style="display: inline" title="design_option2" alt="design_option2" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/design_option2_thumb.png" width="704" height="417" /></a>  <p align="left">Como o software é baseado no paradigma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BIM">modelagem de informação da construção</a> (BIM), tudo que se desenha em 2D pode ter uma representação em 3D automática, baseada em certas informações. A imagem abaixo colore os caminhos pelo prédio à partir da pessoa que está caminhando (enfermeira, paciente, etc).</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/activity_flow_vizualization_small_2.jpg"><img style="display: inline" title="activity_flow_vizualization_small" alt="activity_flow_vizualization_small" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/activity_flow_vizualization_small_thumb.jpg" width="700" height="388" /></a>  <p>A vantagem é que essa versão high-tech pode gerar vários indicadores de performance tais como distância percorrida em metros, tempo dispendido andando, e dados mais aprofundados sobre o que se faz em cada sala.</p>  <p>Exportando os dados dessa visualização e acrescentando dados de tempo (quando a movimentação acontece), eu consigo simular a atividade do usuário numa animação em 4 dimensões (3D + tempo) em outro software, o <a href="http://www.autodesk.com.br/products/navisworks/overview">Autodesk Navisworks</a>. Essas informações todas podem ser úteis pare repensar a ordem das salas e corredores visando minimizar o corre e corre de um lado para o outro dos profissionais da saúde ou ainda evitar que o paciente se perca dentro do hospital.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/CMI_4d_simulation_4.gif"><img style="display: inline" title="CMI_4d_simulation" alt="CMI_4d_simulation" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/CMI_4d_simulation_thumb_1.gif" width="715" height="398" /></a>  <p>O segundo experimento que fiz adota ritmos mais abrangentes. Ao invés de visualizar algumas horas de atividade, esse experimento visualiza semanas, meses e estações do ano. Parti do modelo <a href="http://youthmanual.blogspot.nl/p/what-is-co-design.html">Um dia na vida</a> criado pelo arquiteto Stanley King para codesign de ambientes urbanos.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/P1010355.jpg"><img style="display: inline" title="P1010355" alt="P1010355" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/P1010355_thumb.jpg" width="718" height="495" /></a>  <p>No meu experimento, fui além de visualizar um dia na vida de uma comunidade e pedi para visualizar uma semana e um ano inteiro. Cada post-it representa uma atividade, posicionada ao redor do sol, representando a rotação da Terra e as consequentes estações do ano.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/activities_across_year_2.jpg"><img style="display: inline" title="activities_across_year" alt="activities_across_year" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/activities_across_year_thumb.jpg" width="735" height="471" /></a>  <p>Esse planejamento é importante pois o projeto em questão é de um <a href="http://fredvanamstel.com/portfolio/nature-center">centro de natureza</a> que visa ser o mais sustentável possível. Sabendo quando há picos de atividade, é possível planejar melhor a capacidade de retensão térmica do prédio. Por exemplo: identificou-se que os picos de atividade se darão à noite e durante o inverno, o que demanda menos ventilação e proteção solar. </p>  <p>Modelei o prédio novamente no Autodesk Revit, desta vez colocando as informações sobre o acontecimento das atividades ao longo do ano. O software mostra a incidência do sol e as áreas sombreadas para cada mês do ano.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/insulation_analysis2.png"><img style="display: inline" title="insulation_analysis2" alt="insulation_analysis2" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/insulation_analysis2_thumb.png" width="730" height="453" /></a>  <p>Com essa informação detalhada da atividade (que no software é chamado de ocupação), é possível também rodar uma simulação de custos energéticos. Como era de se esperar, o consumo de energia para aquecimento será alto durante o inverno, o que talvez possa ser diminuído construindo apenas um andar ao invés de dois.</p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/heating_load.png"><img style="display: inline" title="heating_load" alt="heating_load" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/heating_load_thumb.png" width="600" height="339" /></a>  <p>A simulação gera vários indicadores de uso de energia, mas talvez o mais importante para esse projeto seja o de emissões de carbono e o potencial de captação de energia solar. </p>  <a class="thickbox" href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/carbon_emissions.png"><img style="display: inline" title="carbon_emissions" alt="carbon_emissions" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/bdb6a26696b2_D179/carbon_emissions_thumb.png" width="428" height="353" /></a>  <p>Espero que os experimentos que estou fazendo no meu doutorado inspirem arquitetos e engenheiros a incluir usuários no projeto de edificações. A expansão gradual do low-tech ao high-tech não facilita só para o usuário, mas também para a equipe de projeto e o cliente, que entende de onde vieram os números apresentados na visualizações.</p>  <p>Existem muitos outros aspectos da atividade do usuário que poderiam ser explorados em visualizações. O importante é que os dados representados sejam realistas, por isso, é preciso também considerar a maneira como o usuário será envolvido na visualização: será o usuário um mero receptor da visualização ou um <a href="http://webinsider.com.br/2007/02/05/de-usuario-a-co-criador/">cocriador</a>?</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/visualizacao_do_low-tech_ao_high-tech.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2014 12:45:07 -0300</pubDate>


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<title>Prototipação baseada em padrões de interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/prototipacao_baseada_em_padroes_de_interacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ultimamente não tenho postado aqui no Usabilidoido devido à minha pesquisa de doutorado. O pouco tempo que sobra tenho investido na <a href="http://www.corais.org">plataforma Corais</a>. Nesse post vou apresentar um dos projetos que estamos desenvolvendo lá e que você leitor pode participar também se desejar!</p>

<p>Trata-se de uma <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/2560">idéia antiga que surgiu durante uma aula no Instituto Faber-Ludens</a>: criar um prototipador de interfaces que facilite o aprendizado de usabilidade no momento em que o conhecimento&nbsp;é preciso.&nbsp;</p><p><strong>O problema</strong>: o conhecimento de usabilidade está espalhado por muitas diferentes fontes de informação: blogs, livros, manuais, amigos. Na hora em que o designer precisa desse conhecimento, na hora da criação da interface, ele não tem tempo para consultar tais fontes. Por isso, a diferença de experiência de um designer que teve a oportunidade de consultar estas fontes antes de projetar uma interface é tão grande: ele tem esse conhecimento na cabeça. Profissionais experientes são escassos e mesmo que estejam disponíveis, eles podem não saber como expressar seu conhecimento para que novatos aprendam com ele.&nbsp;</p><p>Existem ferramentas de prototipação que ajudam o novato a aprender a projetar, oferecendo <a href="http://graffletopia.com/">stencils</a>, elementos reutilizáveis que agilizam muito o trabalho de criação da interface. Um bom exemplo são os <a href="http://developer.yahoo.com/ypatterns/about/stencils/">stencils da biblioteca de padrões de interação do Yahoo</a>. O problema&nbsp;é que as ferramentas de prototipação importam apenas a forma visual do padrão, os elementos de interface propriamente ditos, deixando de lado todo o conhecimento de usabilidade descrito na <a href="http://developer.yahoo.com/ypatterns/">biblioteca do Yahoo</a>. Apesar de ser uma referência fantástica para aprendizado, essa biblioteca é criada e mantida apenas pelos funcionários do Yahoo e não refletem necessariamente tudo o que acontece na Web. Ela não inclui, por exemplo, os padrões de interação popularizados pelo seu concorrente Google. Então, o profissional que quer realmente saber o que está acontecendo tem que consultar outras bibliotecas como a <a href="http://www.welie.com/patterns/">Welie</a>, <a href="http://ui-patterns.com/">UI Patterns</a> e muitas outras.</p><p><strong>Resultado</strong>: a curva de aprendizado para quem deseja aprender a fazer design de interface é errática e demorada.&nbsp;</p><p><strong>Proposta</strong>: criar um prototipador de interfaces que ajude o designer a aprender fazendo. O prototipador oferecerá conhecimentos de usabilidade no momento em que eles forem necessários, conhecimento este compartilhado pela comunidade de usuários da ferramenta através de um wiki. Resumindo, é uma mistura de <a href="http://www.axure.com/">Axure</a> com o livro <a href="http://designinginterfaces.com/">Designing Interfaces</a>, que apresenta vários padrões de interação, e a <a href="http://www.wikipedia.org/">Wikipedia</a>.</p><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/protopattern2.png" title=""><h2>Mas o que&nbsp;é um padrão de interação?</h2><p>O padrão de interação&nbsp;é um arranjo de elementos de interface frequentemente utilizado por designers. O padrão não&nbsp;é padrão porque uma autoridade o elegeu, mas porque uma comunidade reproduziu. Isso significa que ele pode deixar de ser reproduzido ou mudar com o tempo.</p><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/ps_evolution4-1.jpeg" title=""><p>Por que os padrões mudam os designers precisam estar sempre se atualizando, navegando e observando as mudanças feitas por outros designers. Isso explica porque designers fiquem navegando a esmo pela web, utilizando redes sociais e outras diversões em horário de trabalho. Eles estão atualizando seu conhecimento sobre padrões.</p><p>Como não existe um resultado tangível para tal atividade, gestores não vêem com bons olhos tal atividade e, por vezes, proibem a prática, o que acaba deixando a empresa pra trás em termos de novas práticas de interface.</p><h2>Biblioteca colaborativa de padrões</h2><p>A ferramenta que estamos propondo sistematiza o processo de reconhecimento de padrões, oferecendo resultados tangíveis para a organização, ao mesmo tempo que reduz o tempo necessário de navegação para se atualizar, pois conta com a experiência de outros usuários da ferramenta que estão compartilhando seus achados.&nbsp;</p><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/protopattern3.png" title=""><p>Para ficar mais fácil de perceber como seria essa biblioteca, fiz um rascunho <a href="http://corais.org/metadesign/node/825">num outro post</a> demonstrando o padrão widget calculador de frete.</p><img alt="" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/patter_library_0.png"></p><p>Note o botão&nbsp;"Eu já vi", que funcionaria como um Like do Facebook. Ele vai ajudar a separar quais são os padrões fortes, que devem ser seguidos, e quais não. Na ferramenta de prototipação, o usuário teria acesso a todos esses dados sem precisar ir para o website. Isso seria incorporado na própria interface do prototipador, através de tooltips e painéis.&nbsp;</p><h2>Conjuntos de padrões</h2><p>A motivação para escrever esse post veio ao ler o artigo do nosso aluno Alysson Franklin sobre <a href="http://metawebdesign.org/2011/10/24/forms-e-o-metawebdesign/">Metadesign em formulários</a>. Nosso amigo fez um esforço enorme de catalogar padrões de interface utilizando uma estrutura diferente do que normalmente&nbsp;é utilizada pelas bibliotecas de padrões de interação, mais lógica.</p><p>Porém, o que me chamou a atenção foi o padrão <strong>Formato estruturado</strong>:&nbsp;</p><blockquote><p>Estruturar um campo de input significa quebrar um campo em vários outros, de modo a facilitar o entendimento do que é esperado que o usuário faça. Um bom exemplo seria quebrar um campo único de CEP por exemplo em dois campos, um para os primeiros 5 números, e outro campo para os 3 restantes. Outros exemplos podem ser mencionados: números de telefone, numeros de cartão de crédito (cartões AMEX tem um numero de caracteres diferente de cartões VISA por exemplo).</p></blockquote><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/digiteseu_cep.png" title=""><p>Esse padrão está contido dentro do padrão que eu identifiquei acima! E o meu padrão de calculador de preço de envio está contido no padrão de carrinho de compra!! E o padrão de carrinho de compra está contido no de loja virtual!!!&nbsp;</p><p>Se a biblioteca cadastrar essa relação entre os padrões, será possível fazer recomendações de padrões baseados nas escolhas do usuário. Por exemplo, se ele coloca na tela um calendário,&nbsp;é bem possível que ele vá querer um seletor de data (que costuma estar contido nos mesmos padrões) ou um formulário inteiro de cadastro (que costuma conter calendários). No rabisco abaixo dá pra ver as dicas de usabilidade que vem da biblioteca (inclusive com a opções de editar a biblioteca e complementar com sua experiência) e as dicas de padrões geradas automaticamente.</p><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/protopattern4.png" title=""><p>As bibliotecas de padrões costumam sofrer do mal de serem ou muito específicas ou muito genéricas, mas com essa relação de conjunto entre os padrões, essa biblioteca pode ter os dois. Quem vai decidir isso serão os próprios usuários da biblioteca, que escolherão as relações.&nbsp;</p><p>Acredito que podemos ter sobreposições entre os conjuntos, ou seja, eles não serão relações hierárquicas. Um mesmo padrão pode fazer parte de vários conjuntos. O seletor de data pode fazer parte de formulário de cadastro e postar no blog, por exemplo. Isso permiria oferecer wizards que criariam uma interface inteira mediante critérios escolhidos passo-a-passo.</p><img alt="" class="imagecache-imageboard_preview" src="http://corais.org/sites/default/files/imagecache/imageboard_preview/protopattern5.png" title=""><p>Esse esquema de organização lembra muito <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/2738">outro projeto antigo do Faber-Ludens</a>, no qual o Rodrigo Gonzatto propôs o conceito de infra-etiquetas.&nbsp;É um exemplo de que uma idéia abstrata&nbsp;às vezes leva um tempo para maturar e se tornar aplicável para um produto útil.</p><h2>Gostou?&nbsp;</h2><p>O ProtoPattern&nbsp;é um projeto colaborativo que qualquer um pode participar, basta comentar nesse post ou adicionar <a href="http://corais.org/protopattern/suggestions">sugestões de novas funcionalidades</a>. Precisaremos de muitos voluntários para tornar essa idéia realidade!</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/prototipacao_baseada_em_padroes_de_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 16:45:19 -0300</pubDate>


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<title>Colaboração em redes online e offline</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/colaboracao_em_redes_online_e_offline.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O projeto <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1575">Cubezilla</a> criado pelos alunos da <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o Faber-Ludens/Fisam/UnC</a> foi premiado no <a href="http://design-challenge.mozilla.com/summer09/">desafio da Mozilla Labs</a> na categoria voto popular. O desafio era repensar as abas do navegador, que j&aacute; n&atilde;o d&aacute; conta dos h&aacute;bitos de navega&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, por&eacute;m, nossos alunos foram al&eacute;m: redefiniram a met&aacute;fora de navega&ccedil;&atilde;o para o navegador. Ao inv&eacute;s de navegar uma pilha de documentos, navega-se um cubo Rubik. Veja no v&iacute;deo abaixo:</p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-KCwKSddNbQ&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-KCwKSddNbQ&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Estas id&eacute;ias n&atilde;o apareceram do nada; s&atilde;o resultado de um trabalho &aacute;rduo de semanas, envolvendo a participa&ccedil;&atilde;o de alunos de tr&ecirc;s turmas diferentes. Para organizar os <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/og">projetos</a> desenvolvidos no Instituto Faber-Ludens, n&oacute;s usamos o sistema de grupos do <a href="http://www.drupal.org/">Drupal</a>. Com isso, &eacute; poss&iacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o online, por&eacute;m, sem os encontros offline, o projeto definitivamente n&atilde;o teria ido t&atilde;o longe. </p>
<p>O projeto come&ccedil;ou com algumas pesquisas de refer&ecirc;ncias    de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1581">abas no mundo f&iacute;sico</a>, em <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1578">navegadores</a> e outros <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1577">aplicativos</a>. Como o ponto era as abas dos navegadores, levantamos as <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1589">dificuldades</a> com elas. Surge ent&atilde;o a primeira proposta mais consistente, o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1599">agrupamento de abas</a>. </p>
<img src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/b/brnduarte/thumbs/AbasFirefox2.jpg" width="514" height="530" border="0" />
<p>Sugeri ao <a href="http://www.mormasso.com/">Bruno Duarte</a> aproveitar a met&aacute;fora do clips, que tem uma fun&ccedil;&atilde;o similar, mas a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1599#comments">discuss&atilde;o que se seguiu</a> demonstrou que poder&iacute;amos evoluir mais a id&eacute;ia. </p>
<p><img src="http://www.h4x3d.com/feat/themes/clipped.jpg" width="159" height="213" /></p>
<p>O professor <a href="http://ericofileno.wordpress.com/">&Eacute;rico Fileno</a> prop&ocirc;s desenvolver o projeto em sua disciplina <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/taxonomy/term/226">T&eacute;cnicas de Prototipa&ccedil;&atilde;o I</a> e a&iacute; o projeto deu um g&aacute;s.  Utilizando as t&eacute;cnicas de criatividade em grupo que grandes empresas como <a href="http://www.ideo.com/">IDEO</a>  utilizam, foi poss&iacute;vel gerar uma grande quantidade de id&eacute;ias alternativas. De fato, ainda est&atilde;o para inventar uma plataforma para colabora&ccedil;&atilde;o melhor do que uma mesa, papel e l&aacute;pis/caneta.</p>
<p>Enquanto uma das turmas tinha aula presencial com o &Eacute;rico, outras duas participavam online, promovendo discuss&otilde;es fant&aacute;sticas como esta sobre o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1625">comportamento do usu&aacute;rio em ambientes hipertextuais</a> e esta outra sobre a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1624">necessidade de abrir tantas abas</a>. A discuss&atilde;o se estendeu at&eacute; o <a href="http://karinedrumond.wordpress.com/2009/06/25/produtividade-nos-usuarios-e-as-ferramentas/">blog da Karine Drummond</a>, que nem fazia parte do projeto mas acabou contribuindo para ele. </p>
<p>O prazo estava acabando e ainda n&atilde;o havia sido fechado o conceito a ser proposto. Ent&atilde;o, o pessoal que mora em Curitiba resolveu se reunir presencialmente para fechar. Foi uma noite muito produtiva! Ficamos das 19 at&eacute; 23hs aperfei&ccedil;oando a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1699">proposta do Alexandre Ribeiro de usar o cubo Rubik</a> como met&aacute;fora de navega&ccedil;&atilde;o.  Foi empolgante ver os alunos aplicando os conhecimentos que haviam adquirido com o professor &Eacute;rico! </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4_2w2DIzMvc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4_2w2DIzMvc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>No final de semana que se seguiu, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/145">Tersis</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/40">Alexandre</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/198">Samille</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/147">Vicktoria</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/173">Fernando</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/124">Ana Carla </a>e <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/144">Leonardo</a> deram seu sangue para montar o v&iacute;deo em sucessivos encontros online e offline.   Deu resultado. O projeto recebeu notas muito boas dos jurados na apresenta&ccedil;&atilde;o da proposta, por&eacute;m, acharam que a proposta estava  longe do que tinham pedido: repensar as abas dos navegadores. Realmente o Software Livre est&aacute; precisando urgente de mais designers: eles n&atilde;o sabem o que &eacute; inova&ccedil;&atilde;o. Ainda bem que a vota&ccedil;&atilde;o popular reconheceu o esfor&ccedil;o do pessoal! Eles mereceram.  </p>
<p>Com este projeto comprovei pra mim que a colabora&ccedil;&atilde;o online n&atilde;o substitui a colabora&ccedil;&atilde;o offline, mas complementa. Online &eacute; bom pra analisar, comparar, discutir e desenvolver. Offline &eacute; bom pra criar, decidir e comprometer-se. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/colaboracao_em_redes_online_e_offline.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 12:23:47 -0300</pubDate>



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<title>Ontologia versus Senso-Comum</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ontologia_versus_senso-comum.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Estamos testando um novo formato de pesquisa acadêmica no <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/og">Instituto Faber-Ludens</a> inspirado no Software Livre. Uma pessoa propõe um tópico de pesquisa,
oferece seus resultados de pesquisa encontrados para que outras
pessoas possam também contribuir para a pesquisa, trocando informações
e experiências. Um dos primeiros projetos é o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/482">Conectando Conteúdos</a> que trata dos sistemas de classificação na Web. </p>

<p>Seu criador, Rodrigo Gonzatto, propõe uma evolução das folcsonomias com a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/500">inclusão de subtags</a> que descrevem melhor o objeto a que se refere as tags. Reproduzo abaixo meu comentário sobre a proposta. Desabilitarei os comentários neste post, pois estes devem ser feitos no <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/482">próprio projeto</a>, que é como disse aberto a participação de todos (e licença Creative Commons claro). </p><p>
Na Computação esse debate é recorrente, mas com outros termos. Para discriminar as coisas, <a href="http://usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html">os computadores precisam de categorias explícitas</a>. Porém, eles não são bons em se comunicar conosco porque boa parte das categorias que nós seres humanos usamos para nos orientar, comunicar, interagir são implíticas, <a href="http://usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">dependentes de uma relação tácita com o contexto social</a>. 
</p>
<img alt="Edmundo o jogador animal" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/EDMUNDO%20Blog%20sou%20mais%20vasco.jpg" width="313" height="400" />
<p>
A categoria animal numa aula de biologia é diferente da categoria animal em futebol, porém, existe uma relação entre elas. Quando a torcida começou a gritar que &quot;Au au au o Edmundo é animal&quot;, certamente não estavam se referindo à categoria biológica, porém, estavam referenciando-a. Se não tivessem tido a experiência com a categoria biológica anteriormente, o sentido não seria o mesmo. 
<br /><br />
É por isso que não se pode precisar o significado de um <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_semiotica.html">signo</a> qualquer, pois ele não é único e nem dado. O significado do signo não está nele, nem tampouco num intérprete, mas sim na relação entre eles. O significado está no contexto (social).
<br /><br />
Você está tentando resolver o problema da folcsonomia aprimorando sua capacidade de representação do mundo. Isso a computação tentou fazer através do conceito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ontologia_(ciência_da_computação)">Ontologia</a>. A proposta é definir as categorias universais mais básicas e abrangentes, capazes de classificar tudo em seu esquema, sem exceções. Claro que isso logo se demonstrou impossível e então, passou-se a criar ontologias por áreas do conhecimento, reduzindo o escopo. A Web Semântica é uma das propostas mais humildes dos estudos ontológicos em Computação. <br />
<br />
Mesmo a Web Semântica o pessoal tá percebendo que é meio inviável, não porque as pessoas tenham preguiça de escolher em que categoria classificar os conteúdos da Web, mas porque isso seria extremamente difícil. Em que categoria colocar o Edmundo? Biologia ou Esportes? Parece coerente com o esquema colocar na categoria Esportes, porém, não é somente pela coerência que categorizamos as coisas. Quebramos a coerência justamente para dar sentidos outros. <br />
<br />
O máximo que um computador é capaz de fazer num esquema de classificação é a recursividade, enfim, perceber que esta classificação é uma classificação da classificação. O que ele não consegue perceber é que estamos dando um pulo do gato, estamos indo para outro sentido. Estamos fugindo da classificação sem necessariamente cair em outra. <br />
<br />
Nem tudo no mundo é classificável! O mundo é maior que nossas categorias. O bebê já nasce sabendo isso, mas o computador não. Claro, ele foi construído por quem não aprendeu (ou não se contentou) com isso. <br />
<br />
Os sistemas de classificação que tem tido mais sucesso hoje são aqueles que admitem essa posição humilde e tentam categorizar um conjunto infinito e impreciso de dados, sem o comprometimento de gerar um esquema absoluto.  <br />
<br />
Um exemplo disso são as <a href="http://usabilidoido.com.br/classificacao_ao_alcance_de_todos.html">folcsonomias</a> que, ao invés de contribuir para a emergência ou manutenção de um esquema, contribuem apenas para expandir horizontalmente o que se sabe sobre o mundo. <br />
<br />
Outro exemplo são as bases de senso-comum como a <a href="http://commons.media.mit.edu/en/">OpenMind</a> do MIT. As pessoas cadastram idéias bem simples do tipo: &quot;um carro serve para andar&quot;. &quot;servir é ter utilidade&quot;. &quot;andar é ir de um lugar ao outro&quot;. Aí o computador cruza estes dados e consegue obter algum significado sobre um novo texto dado. Uma versão parecida com o OpenMind foi feita também para classificar emoções e afetividade: <a href="http://commons.media.mit.edu/en/">OpenHeart</a>. Dá pra fazer coisas bem legais com isso, pena que não encontrei nenhum link aqui pra mostrar.
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ontologia_versus_senso-comum.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Semiótica</dc:subject>
<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 15:34:10 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Discussões sobre Folcsonomia no IHC 2008</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/discussoes_sobre_folcsonomia_no_ihc_2008.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No simpósio <a href="http://www.inf.pucrs.br/ihc2008/pt-br/">IHC 2008</a> um dos temas mais comentados foi a tal da <a href="http://usabilidoido.com.br/folcsonomia_vocabulario_descontrolado_anarquitetura_da_informacao_ou_samba_do_crioulo_doido.html">folcsonomia</a>. Gravei algumas <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/">apresentações</a> que achei interessantes compartilhar aqui. </p>

<p>Para mim, a melhor parte do evento foi o <a href="http://www.din.uem.br/gsii/i-waihcws-ihc08">Workshop de Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social</a>, organizado por Sergio da Silva e Roberto Pereira. </p>
<ul>
<li>Introdução por Sergio Silva, apresentando a origem e problemática da Folcsonomia, bem como um possível framework para lidar com questões sociais em aplicativos Web: <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/introducao_websocial_sergio.MP3">Audio</a> [MP3] <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/introducao_websocial_sergio.MP4">Video</a> [MP4] </li>

<li>Práticas de Folksonomia e Social Tagging no Last.fm, por Adriana Amaral & Maria Clara Aquino, demonstra como os usuários escolhem tags também para expressar opinião: <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/lastfm_identidade.mp3">Audio</a> [MP3] <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/lastfm_identidade.MP4">Video</a> [MP4] </li>

<li>Discussão final, com a participação de vários participantes, a melhor parte pra mim:  <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/discussao_final_folcsonomia.MP4">Video</a> [MP4] </li>

<li>Tags Coletivas: Analisando Padrões de Uso para o Suporte a Sistemas de Folksonomia, por Cleber Gouvêa, Stanley Loh & Luís Fernando Fortes Garcia, uma proposta de sistema de classificação automatizado: <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/tags_automatizadas.mp3">Audio</a> [MP3] <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/tags_automatizadas.MP4">Video</a> [MP4] </li>
</ul>

<p>Também nas sessões de artigo, o assunto apareceu em destaque. Um dos artigos selecionados como melhor do evento foi o de autoria dos organizadores do workshop. Roberto Pereira e Sergio da Silva acreditam que sistemas como o <a href="http://www.delicious.com">Delicious</a> poderiam ser melhores se permitissem diferenciar a autoridade dos diferentes contribuidores, o que eles chamam de Folkauthority: <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/bonus_track/folkauthority.mp3">Audio</a> [MP3]. Como sinalizei na pergunta ao final da apresentação, acredito que esse tipo de esquema só seria interessante em determinados contextos em que a autoridade é determinante, como no próprio ambiente acadêmico. </p>

<p>Uma apresentação rápida e interessante foi a proposta de Felipe Côgo para corrigir erros de digitação e inconsistências entre etiquetas de uma folcsonomia: <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/eventos/ihc2008/workshop_websocial/bonus_track/correcao_tags_automaticas.mp3">Audio</a> [MP3]. </p>

<p>Como era de se esperar de um evento da Computação, folcsonomia foi abordado na maioria dos trabalhos como uma mera técnica de organização de informações, a qual pode também ser mudada pelas regras de funcionamento. Assim como Adriana Amaral e Maria Clara Aquino, sustentei na minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/folcsonomia_e_identidade_cultural.html">apresentação do workshop</a> que a folcsonomia não é só uma técnica de classificação, mas de identificação com grupos sociais. Não basta analisar o fenômeno do ponto de vista técnico, pois as estruturas da folcsonomia são construídas e desconstruídas socialmente pelos usuários. As regras do sistema são pontos de partida sobre os quais os usuários criam suas próprias regras. Se novas regras são impostas sem considerar as regras dos usuários, estes podem se frustrar, revoltar ou ir embora.<p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/discussoes_sobre_folcsonomia_no_ihc_2008.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 20:44:27 -0300</pubDate>


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<item>
<title>Personas não é técnica de pesquisa com usuários</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/personas_nao_e_tecnica_de_pesquisa_com_usuarios.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Recentemente, estou vendo se difundir a <a href="http://usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html">prática de criação de Personas</a> em projetos Web, mas o que me chama a atenção é a falta de critério para construí-las. Pessoal está usando Personas somente para parecer que se fez pesquisa com usuários e, assim, sustentar suas definições de projetos.</p>	
<p>O método que está sendo aplicado é o seguinte: envia-se um questionário para algumas pessoas que acredita-se fazer parte do público alvo. Este questionário contém perguntas sobre dados factuais como idade, profissão, localização e dados mais subjetivos como interesses, preferências, gostos. Depois, estes dados são transformados (magicamente) em grupos de perfis, as personas, independente de qualquer critério objetivo de interpretação. Como as personas se parecem com pessoas reais, o resultado é razoavelmente crível, então, quando o desenvolvedor associa uma funcionalidade de seu projeto à um determinado perfil, parece uma relação muito lógica. Claro, o perfil foi construído justamente para justificar a funcionalidade...</p>



<p><a href="http://www.nandico.com.br/2007/07/faa-uma-boa-ao-adote-uma-persona.html" border="0"><img src="http://www.nandico.com.br/img/adote_uma_persona.jpg" alt="Adote uma persona." align="right" /></a> O que me incomoda é que, dessa forma, as Personas tapam o abismo que existe entre desenvolvedores e os usuários e, aí, quando o projeto é lançado, o cliente cai no buraco e o método de Personas é o responsabilizado, perdendo seu crédito. Também acontece muito de outros membros da equipe perceberem a trapaça e não confiarem nas personas, levando ao seu abandono. O Fernando Aquino criou até uma <a href="http://www.nandico.com.br/2007/07/faa-uma-boa-ao-adote-uma-persona.html">campanha para adoção de personas abandonadas</a>.</p>



<p>O problema acontece por uma falta de compreensão do método Personas. Personas não é uma técnica de coleta de dados, mas sim uma técnica de agrupar e apresentar resultados de pesquisas. Quando são tratadas como fim e não meio, acontece toda essa distorção, pois toda a pesquisa passa a ser enviesada para sustentar os perfis, muitas vezes definidos antes mesmo da própria pesquisa!
</p>

<p>
Personas que não se baseiam em pesquisas rigorosas podem ser
manipuladas para defender pontos de vista. A Persona mais usada para esse
intuito é "minha mãe" ou "minha avó". Já ouviram frases do tipo? "Isso
aí nem minha mãe conseguiria usar!" Trata-se
de um mero artifício retórico para parecer que se está preocupando com
o usuário. Na maioria das vezes, a "mãe" ou a "avó" nem faz parte do
público-alvo da interface em questão e mesmo quando faz sua capacidade
de representar a totalidade do público é exarcebada. Isso é muito usado porque é uma figura familiar, fácil de compreender.
Se você fala da sua mãe, eu consigo imaginar melhor como ela vai
reagir do que uma figura abstrata como "mulheres entre 45
e 60 anos". </p>


<p>O Alan Cooper, <a href="http://www.cooper.com/journal/2003/08/the_origin_of_personas.html">criador do método Personas</a>, dá uma ênfase muito grande

para técnicas de observação de comportamento do usuário porque o

objetivo dele é usar Personas para design de interação. No Marketing, o método Personas foi apropriado para fazer segmentação de

serviços/produtos por dados sócio-demográficos, então eles usam muito

questionários, porque são mais eficientes para esse objetivo. Porém,

no design de interação esses dados são pouco úteis.</p>



<p>De que adianta saber se o usuário tem entre 30 e 45 anos na hora que

você vai definir o fluxo da tarefa? É muito mais interessante saber

como essas pessoas agem em situações parecidas. Por isso o Cooper

recomenda entrevistas, observações, testes de usabilidade,

card-sorting, análise da tarefa, leituras e estudos etnográficos e

etc. As Personas entram depois, para resumir tudo aquilo que a gente costuma colocar em extensos relatórios. </p>



<p>No livro <a href="http://www.amazon.com/Ab-Face-Essentials-Interaction-Design/dp/0470084111/ref=pd_bbs_1?ie=UTF8&s=books&qid=1221316190&sr=8-1">About Face</a>, Cooper dá as seguintes etapas para construir Personas</p>



<ol>

<li>Identifique as variáveis comportamentais (geralmente atividades,

atitudes, habilidades, motivações)</li>

<li>Mapeie os entrevistados com as variáveis comportamentais

(classificar de acordo com os critérios levantados na etapa 1)</li>

<li>Identifique padrões comportamentais significativos</li>

<li>Sintetize características e objetivos relevantes (ele enfatiza

muito esse ponto de descobrir quais são os objetivos do

usuário ao usar o produto)</li>

<li>Identifique as variáveis comportamentais (geralmente atividades,

atitudes, habilidades, motivações)</li>

<li>Verificar completude e redundância (polir as personas)</li>

<li>Expandir descrições de atributos e comportamentos</li>

<li>Defina tipos de personas (principais, secundárias, suplementares)</li>

</ol>



<p>Note como em suas orientações o mais cruciais não são os dados que podem ser captados em questionários, mas sim os que precisam ser observados e investigados mais a fundo. Claro, o objetivo do design de interação não é fazer relações semânticas do tipo que é feito pelo marketing ou design gráfico, mas sim relações pragmáticas, em outras palavras, <a href="http://usabilidoido.com.br/e_possivel_controlar_o_comportamento_humano.html">delinear o comportamento humano</a>.</p>



<p>Até que é bom saber que os clientes estão se preocupando cada vez mais com pesquisas, mas é péssimo saber que os desenvolvedores estão correspondendo com
falta de rigor. Se levado à sério, pesquisa pode trazer <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">resultados muito mais valiosos</a> do que simplesmente ter a aprovação do cliente sobre o projeto. Costumo ensinar meus alunos que pesquisa é a <a href="http://usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html">expansão da consciência</a> para além de seu próprio escopo de trabalho, percebendo como este está ligado a toda uma cadeia de produção da própria realidade social.
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/personas_nao_e_tecnica_de_pesquisa_com_usuarios.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 10:43:34 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Pesquisa embutida no orçamento</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Descobri um jeito de n&atilde;o <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">afugentar clientes do investimento em pesquisa</a>. &Eacute; s&oacute; n&atilde;o dizer que &eacute; pesquisa! &Eacute; incr&iacute;vel... falou essa palavra e todo o resto que voc&ecirc; disser &eacute; considerado sonho ou bla-bla-bla. Esse preconceito com a pesquisa no Brasil, que n&atilde;o &eacute; exclusivo do design de intera&ccedil;&atilde;o, deve ser fruto da s&iacute;ndrome de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses que est&atilde;o sempre aparecendo na m&iacute;dia como os grandes pesquisadores.  </p>
<p>O lance &eacute; embutir as t&eacute;cnicas de pesquisa no or&ccedil;amento sem enfatizar isso. O or&ccedil;amento &eacute; para an&aacute;lise de sistemas ou design de produto; as t&eacute;cnicas de pesquisa s&atilde;o s&oacute; etapas essenciais para obter resultados de qualidade. Depois que o cliente aprovar o or&ccedil;amento, v&aacute; mostrando aos poucos as vantagens da pesquisa e, no pr&oacute;ximo projeto, &eacute; bem poss&iacute;vel que o tabu esteja superado. </p>
<p>Pesquisa n&atilde;o custa caro demais, nem exige vasto conhecimento. Como disse numa palestra, todo <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">design &eacute; sempre baseado em alguma forma de pesquisa</a>, mesmo que n&atilde;o nos demos conta disso. </p>
<p>Gravei um podcast contando como descobri essa abordagem num projeto de mercado e como estou aplicando os conhecimentos acad&ecirc;micos na pr&aacute;tica. </p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/pesquisa_embutida.mp3">Pesquisa embutida no orçamento</a> [MP3] 6 mb - 15 minutos</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 23:53:30 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Samba do Crioulo Doido no EBAI</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O <a href="http://www.aibrasil.org/encontro">1o Encontro de Arquitetura da Informação</a> foi demais! Me senti em casa. Conheci pessoalmente muitas pessoas interessantes, assisti palestras geniais e tive a oportunidade de falar de um assunto complexo para uma platéia preparada. Os comentários de minha palestra se concentram na coreografia improvisada (Funk, Samba e Parkour), no entanto, espero que também compreendam os pontos sérios que coloquei.</p><p>Gravei os <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/">áudios das apresentações</a> que asissti e <a href="http://www.slideshare.net/tag/ebai">combinei com os slides</a>. Destaco as apresentações que me chamaram a atenção:</p>

<ul>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/design-de-interacaodesign-da-experiencia-consideracoes-sobre-um-campo-de-atuacao/">Design de interac&#807;a&#771;o e Design da experie&#770;ncia considerac&#807;o&#771;es sobre um campo de atuac&#807;a&#771;o</a> do grande Mauro Pinheiro</li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/arquitetura-da-informao-teoriza-a-web-sem-dar-importncia-funo-editorial/">Arquitetura da informação teoriza a web sem dar importância à função editorial</a> do hilário e corajoso Cassiano Polessi</li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/acessibilidade-web-sete-mitos-e-um-equvoco/">Acessibilidade Web: Sete Mitos e Um Equívoco</a> da lendária Leda da <a href="http://acessodigital.net/">Acesso Digital</a></li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/personalizao-e-colaborao-na-web-20-novos-caminhos-para-a-arquitetura-da-informao/">Personalização e colaboração na Web 2.0: novos caminhos para a Arquitetura da Informação</a> do Daniel Ribeiro cuja linha de pesquisa se assemelha muito com a minha</li>
</ul>

<p>A minha apresentação se encontra abaixo. Quem não foi, pode sentir mais do que um gostinho de estar lá. A discussão continua nos comentários e na Lista de email <a href="http://lists.ibiblio.org/mailman/listinfo/aifia-pt">Aifia-Pt</a>.</p>

<h2>Slides</h2>

<object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=folcsonomia-vocabulrio-descontrolado-anarquitetura-da-informao-ou-samba-do-crioulo-doido-11930203038760-3"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=folcsonomia-vocabulrio-descontrolado-anarquitetura-da-informao-ou-samba-do-crioulo-doido-11930203038760-3" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>

<p class="audio">
<a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/fred_folcsonomia.mp3">Folcsonomia: Vocabulário Descontrolado, Anarquitetura da Informação ou Samba do Crioulo Doido?</a> [MP3] 30 Mb - 1 hora
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">704</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 20:32:42 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ebai_samba_crioulo_doido.jpg" />

<enclosure url="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/fred_folcsonomia.mp3" length="31838208" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Como fazer uma pesquisa qualitativa</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Pesquisa qualitativa &eacute; basicamente aquela que busca entender um fen&ocirc;meno espec&iacute;fico em profundidade. Ao inv&eacute;s de estat&iacute;sticas, regras e outras generaliza&ccedil;&otilde;es, a qualitativa trabalha com descri&ccedil;&otilde;es, compara&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>A pesquisa qualitativa &eacute; mais participativa e, portanto, menos control&aacute;vel. Os participantes da pesquisa podem direcionar o rumo da pesquisa em suas intera&ccedil;&otilde;es com o pesquisador. </p><p>Compare esses dois exemplos hipot&eacute;ticos de trechos de formul&aacute;rios de pesquisa distintos:</p>
<p>
  <label for="select"><strong>1. Pesquisa quantitativa<br>
  </strong> Qual a sua área de atuação profissional?</label>
  <select name="select" id="select">
    <option>Sa&uacute;de</option>
    <option>Administra&ccedil;&atilde;o</option>
    <option>Ind&uacute;stria</option>
    <option>Educa&ccedil;&atilde;o</option>
    <option>Inform&aacute;tica</option>
    <option>Outros...</option>
  </select>
  <label for="textarea"></label>
</p>
<p>
  <label for="textarea"><strong>2. Pesquisa qualitativa<br>
  </strong> Fale sobre sua ocupação profissional</label>
  :
  <br>
  <textarea name="textarea" rows="5" id="textarea"></textarea>
</p>
<p>No primeiro exemplo, a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas &eacute; restrita a escolher uma dentre algumas op&ccedil;&otilde;es. Se a &aacute;rea dela n&atilde;o tiver listada, ter&aacute; que se contentar com um &quot;outro...&quot;, sinal de que o seu perfil n&atilde;o interessa muito aos pesquisadores. </p>
<p>No segundo exemplo, a pessoa poder&aacute; descrever melhor o que faz. Se ela atua em v&aacute;rias &aacute;reas ao mesmo tempo, poder&aacute; explicar. Se atua no mercado informal, poder&aacute; comentar. Pode at&eacute; mesmo dizer que faz parte de um movimento social alternativo de cr&iacute;tica &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o profissional.</p>
<p>Como resultado, o primeiro exemplo pode produzir estat&iacute;sticas do tipo &quot;42,3% dos 1.342 pesquisados atuam na &aacute;rea da Sa&uacute;de&quot;, enquanto que o segundo produz uma s&eacute;rie irregular de relatos pessoais que n&atilde;o podem ser comparados em n&uacute;meros, mas que levam a uma compreens&atilde;o mais rica do fen&ocirc;meno.</p>
<p>A pesquisa quantitativa &eacute; mais comum nas Ci&ecirc;ncias Naturais (Engenharia, F&iacute;sica, Matem&aacute;tica, etc), enquanto que a pesquisa qualitativa &eacute; mais comum nas Ci&ecirc;ncias Humanas (Antropologia, Sociologia, Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Psicologia, etc). </p>
<p>Para fazer pesquisa qualitativa de qualidade, &eacute; preciso entender o Paradigma Interpretativo da Ci&ecirc;ncia. N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para discutir isso aqui neste texto, mas deixo como refer&ecirc;ncia estes <a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/AllSearchResult.aspx?Query=metodologia da pesquisa&franq=AFL-03-26957">livros sobre metodologia da pesquisa</a>. </p>

<!--
<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1965006&ST=SR&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/1965006.jpg" alt="Como fazer pesquisa qualitativa" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=735765&ST=SR&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/735765.jpg" alt="Pesquisa Qualitativa e Subjetividade " /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=81844&ST=SR&franq=AFL-03-26957">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/81844.jpg" alt="Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais" /></a>
-->

<p>Usarei como exemplo a pesquisa sobre o Orkut, que encontra-se em <a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php&ind=22">est&aacute;gio de coleta de dados</a>, para ilustrar alguns pontos que considero importantes na pesquisa qualitativa.  Vale ressaltar que este relato n&atilde;o esgotar&aacute; todas as possibilidades da pesquisa qualitativa.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do tema</h2>
<p>A partir de minhas leituras no Mestrado em Tecnologia que estou cursando, fiquei cada vez mais interessado nas media&ccedil;&otilde;es que o Orkut potencializa na sociedade brasileira. Jesus Martin-Barbero, um comunic&oacute;logo da linha dos Estudos Culturais explica que <a href="http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&id=10">a tecnologia da comunica&ccedil;&atilde;o e a sociedade se desenvolvem mutuamente</a>, um alterando o outro simultaneamente. Por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; necessariamente equilibrada. H&aacute; constante conflito entre o que a m&iacute;dia apresenta e o que a sociedade discute. </p>
<p>Eu queria entender melhor essa rela&ccedil;&atilde;o, tomando como exemplo o Orkut, pois este representa uma mudan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o das pessoas com a m&iacute;dia. O Orkut permite que as pessoas sejam  participantes mais ativos da m&iacute;dia do que no esquema da televis&atilde;o aberta, jornal e revista. </p>
<p>A quest&atilde;o que me interessa &eacute; <strong>o que as pessoas est&atilde;o fazendo com essa possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o? </strong></p>
<h2>Observa&ccedil;&atilde;o participativa </h2>
<p>Desde que entrei no Orkut, h&aacute; alguns anos, estou observando o comportamento das pessoas l&aacute;, inclusive o meu pr&oacute;prio. Volta e meia pergunto &agrave;s pessoas que mantenho contato porque elas fizeram uma determinada coisa. Observo n&atilde;o s&oacute; o que as pessoas fazem, mas o que elas dizem. </p>
<p>Os insights mais interessantes a respeito da observa&ccedil;&atilde;o, publiquei nestes textos:</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/orkut_e_exemplo_de_web_viciante.html">Orkut &eacute; exemplo de Web viciante</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_posmodernos_.html">Identidade e subjetividade em tempos p&oacute;s-modernos</a></li>
  <li><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_social.html">Design de Intera&ccedil;&atilde;o Social</a>  </li>
  <li><a href="http://www.usabilidoido.com.br/falta_dicas_no_orkut.html">Falta dicas no Orkut</a> </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_design_do_orkut_incentiva_ciumes_.html">O design do Orkut incentiva o ci&uacute;mes?</a>  </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/hack_no_orkut.html">Hack no Orkut</a> </li>
</ul>
<p>Mais delicioso do que escrever foi ler os coment&aacute;rios de outras pessoas. </p>
<h2>Instrumento de pesquisa</h2>
<p>Escolhi trabalhar com formul&aacute;rios online devido a limita&ccedil;&otilde;es de tempo (essa pesquisa &eacute; paralela &agrave; minha disserta&ccedil;&atilde;o) e dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica. Mesmo que trabalhasse apenas com alguns orkuteiros na cidade onde moro, poderia obter maior profundidade com <a href="http://usabilidoido.com.br/entrevistar_usuarios_e_massa.html">entrevistas face-a-face</a> e observa&ccedil;&otilde;es presenciais, mas isso tomaria um tempo que n&atilde;o tenho agora. </p>
<p>O formul&aacute;rio online &eacute; interessante por um lado porque aproveita a mesma m&iacute;dia em que &eacute; usado o Orkut. A id&eacute;ia de criar uma <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308">comunidade sobre a pesquisa</a> foi muito natural, mas caiu como uma luva ao meu interesse na <a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o ativa.</a> As comunidades do Orkut oferecem um f&oacute;rum de discuss&atilde;o e uma ferramenta de enquetes que podem e est&atilde;o sendo usados pelos participantes para explorar quest&otilde;es que eu nem havia pensado. </p>
<h2>Formul&aacute;rio piloto </h2>
<p>Publiquei neste blog o formul&aacute;rio piloto para a pesquisa usando uma ferramenta excelente chamada <a href="http://www.wufoo.com/">Wufoo</a>. Tinha d&uacute;vidas se as pessoas seriam capazes de articular respostas aprofundadas &agrave;s quest&otilde;es que coloquei. Se o Orkut fosse uma &quot;interface transparente&quot; em que as pessoas interagissem entre si sem se dar conta da media&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o  minhas perguntas sobre a media&ccedil;&atilde;o seriam alien&iacute;genas.  </p>
<p>Fiquei muito satisfeito em confirmar o que Carlos Scolari chama a aten&ccedil;&atilde;o em seu <a href="http://weblog.educ.ar/sociedad-informacion/archives/002997.php">livro Hacer Clic</a>: quando uma pessoa est&aacute; usando um artefato ela parece n&atilde;o  prestar aten&ccedil;&atilde;o diretamente no artefato, mas sim na atividade que ele realiza com a media&ccedil;&atilde;o do artefato, entretanto, a atividade &eacute; realizada dentro dos limites que o artefato imp&otilde;e e a pessoa sabe disso. </p>
<p>A maioria dos 58 participantes compartilharam reflex&otilde;es relativamente profundas sobre o papel do Orkut em suas vidas. Veja a resposta dada por um participante sobre a pergunta &quot;<strong>Foi f&aacute;cil ou dif&iacute;cil preencher o seu perfil? Porqu&ecirc;?&quot;</strong></p>
<blockquote>
  <p>No come&ccedil;o foi dif&iacute;cil. Todo mundo escrevia como se a p&aacute;gina do perfil fosse um manual de instru&ccedil;&otilde;es. Aos poucos foram criando comunidades para tudo qualquer coisa e seguindo o fluxo, colocava &quot;Voc&ecirc; descobre mais sobre mim olhando minhas comunidades&quot; mas isso era muito vago. At&eacute; que depois de fazer um teste de personalidade, que encontrei em uma comunidade, e resolvi me descrever usando uma linguagem de programa&ccedil;&atilde;o. O problema foi quando come&ccedil;aram a aparecer os emos, os manos e os desconhecidos de outros estados adicionando sem mais nem menos, ent&atilde;o o perfil acabou se tornando um manifesto pessoal contra essas pessoas e seus r&oacute;tulos. Acho que s&oacute; agora, 2 anos e uns meses (sim, j&aacute; faz tudo isso de tempo) depois de ter criado meu perfil &eacute; que encontrei uma maneira clara e objetiva de me descrever.</p>
</blockquote>
<p>Algumas pessoas responderam essa quest&atilde;o como se a facilidade ou dificuldade estivesse relacionada &agrave; interface do formul&aacute;rio:</p>
<blockquote>
  <p>F&aacute;cil, com perguntas simples e os campos s&atilde;o opcionais.</p>
</blockquote>
<p>O que eu queria saber na realidade &eacute; a dificuldade ou facilidade de expressar a personalidade usando a ferramenta. Mudei o texto da pergunta para <strong>&quot;Como foi sua experi&ecirc;ncia ao preencher seu perfil no Orkut?</strong>&quot; Se quero deixar aberto o espa&ccedil;o das respostas, n&atilde;o posso restringir as pessoas de escolherem dentre as op&ccedil;&otilde;es simplistas &quot;f&aacute;cil&quot; ou &quot;dif&iacute;cil&quot;. </p>
<p><strong>As pergunta fechadas demonstraram-se praticamente in&uacute;teis para a pesquisa</strong>. Perguntei se as pessoas queriam mais ou menos amigos, f&atilde;s e etc e a esmagadora maioria respondeu que &eacute; indiferente. Se s&atilde;o indiferentes, ent&atilde;o o n&uacute;mero de amigos, f&atilde;s e etc para elas n&atilde;o &eacute;  importante. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/perguntas_indiferentes.png" alt="Respostas indiferentes" width="534" height="264">
<p>Eu esperava entender com essas perguntas a motiva&ccedil;&atilde;o das pessoas para usar o Orkut. Minha hip&oacute;tese era que tais n&uacute;meros tivessem alguma influ&ecirc;ncia na motiva&ccedil;&atilde;o, mas j&aacute; pude perceber que n&atilde;o. Desmembrei a quest&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o em duas perguntas abertas:</p>
<ul>
  <li><strong>O que motiva voc&ecirc; a ver o perfil das outras pessoas?</strong></li>
  <li><strong>Voc&ecirc; acha divertido usar o Orkut? Porqu&ecirc;?  </strong></li>
</ul>
<p>A pergunta <strong>&quot;O que mudou na sua vida depois que voc&ecirc; come&ccedil;ou a usar o Orkut?&quot;</strong> foi respondida em profundidade por poucas pessoas, talvez por ser ampla demais. Entretanto, pelas poucas respostas aprofundadas que recebi j&aacute; valeu &agrave; pena. </p>
<blockquote>
  <p>Pontos positivos: voltei a ter contatos com pessoas que n&atilde;o via desde o colegial, com colegas de universidade, com amigos distantes e familiares com muito mais facilidade e rapidez.</p>
  <p>Pontos negativos: A exposi&ccedil;&atilde;o - fofoqueiros de plant&atilde;o, inclusive no trabalho, h&aacute; um certo monitoramento da sua vida. Meu marido n&atilde;o tem orkut, embora insista para que ele fa&ccedil;a, o que eventualmente causa ci&uacute;mes de um amigo com um perfil mais ousado. Embora eu sempre seja muito carinhosa nas minhas rela&ccedil;&otilde;es afetivas, o que se reproduz no orkut, e quem me conhece sabe bem disto. &Agrave;s vezes causa mal entendidos.</p>
</blockquote>
<p>Mantive essa pergunta, pois ela faz uma boa sequ&ecirc;ncia com uma outra que n&atilde;o tinha feito no formul&aacute;rio piloto: <strong>&quot;Se voc&ecirc; pudesse mudar alguma coisa no Orkut, o que mudaria?</strong>&quot; </p>
<p>Veja a rela&ccedil;&atilde;o completa de respostas no  <a href="http://usabilidoido.wufoo.com/reports/resultado-da-pesquisa-piloto-sobre-o-orkut/">relat&oacute;rio gerado pelo Wufoo</a> e tire suas pr&oacute;prias conclus&otilde;es. </p>
<h2>Prototipa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida</h2>
<p>Enquanto analisava as respostas ao formul&aacute;rio piloto, ia testando novas perguntas com amigos no MSN. O certo seria fazer mais um formul&aacute;rio piloto, mas o tempo impedia. Em alguns minutos pude confirmar que as altera&ccedil;&otilde;es citadas acima estavam sendo entendidas como eu precisava e algumas perguntas novas n&atilde;o valiam &agrave; pena serem feitas (por ex: &quot;Como voc&ecirc; aprendeu a usar o Orkut? Como voc&ecirc; aprendeu que o recado se responde no scrapbook do outro?&quot;) </p>
<h2>Formul&aacute;rio final </h2>
<p>Quando terminei o <a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php&ind=22">formul&aacute;rio final</a>, veio aquela id&eacute;ia b&aacute;sica de pedir ao participante que indique outras pessoas a participar. Mas a&iacute; fiquei pensando o que motivaria algu&eacute;m a deixar os emails dos amigos ali. Eu faria isso porque sou o pesquisador interessado, mas os participantes n&atilde;o necessariamente.  Se eles pudessem ser os pesquisadores, ent&atilde;o teriam o mesmo empenho. </p>
<p>Pois foi isso que fiz: o participante da pesquisa n&atilde;o responde apenas, mas tamb&eacute;m reflete e comenta sobre o que os seus amigos indicados respondem. Atrav&eacute;s do email e da comunidade podem se estabelecer conversas paralelas &agrave; pesquisa a respeito do assunto. </p>
<p>Estou inspirado pelo m&eacute;todo de pesquisa etnogr&aacute;fica chamado <a href="http://alistapart.com/articles/culturalprobe">Cultural Probes</a>, na qual os participantes levam m&aacute;quinas fotogr&aacute;ficas, di&aacute;rios e outras ferramentas de registro para o seu dia-a-dia e v&atilde;o eles mesmos fazendo o recorte da pesquisa, sem a presen&ccedil;a de um pesquisador no local. N&atilde;o sei se vai dar certo, mas vamos aproveitar para experimentar! </p>
<h2>Participe voc&ecirc; tamb&eacute;m </h2>
<p>O <a href="http://www.netlus.com.br/">Rafael Dourado</a> me ajudou a programar o sistema da pesquisa e pretende ajudar  na s&iacute;ntese e reflex&atilde;o sobre os resultados. Voc&ecirc; tamb&eacute;m pode participar. Se voc&ecirc; respondeu o formul&aacute;rio piloto, copie e cole suas respostas do <a href="http://usabilidoido.wufoo.com/reports/resultado-da-pesquisa-piloto-sobre-o-orkut/">relat&oacute;rio do Wufoo</a>. Depois que voc&ecirc; enviar as respostas, voc&ecirc; poder&aacute; convidar amigos por email ou por um link no seu blog. Em ambos os casos, voc&ecirc; receber&aacute; as respostas das pessoas indicadas no seu email e poder&aacute; contribuir para a pesquisa com suas conclus&otilde;es a respeito. </p>
<p><a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php">http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/</a></p>
<p><a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308">http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">669</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Sun, 20 May 2007 23:59:59 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pesquisa_qualitativa.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Personas e cenários para antecipar o futuro </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O segredo do bom projeto  &eacute; <a href="http://usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">conhecer muito bem 
  as pessoas</a> que v&atilde;o usufruir do projeto. Por&eacute;m, como aproveitar esse conhecimento 
  de forma pr&aacute;tica durante o desenvolvimento? Como lidar com as diferen&ccedil;as 
que  existem entre essas pessoas? Como n&atilde;o perder de vista as caracter&iacute;sticas dessas pessoas?</p>
<p> A t&eacute;cnica de <strong>cria&ccedil;&atilde;o 
  de personas</strong> aliado &agrave; t&eacute;cnica de <strong>cen&aacute;rios</strong> s&atilde;o as melhores respostas para 
  essas perguntas. &Eacute; barato, &eacute; f&aacute;cil e divertido para a equipe 
de desenvolvimento e n&atilde;o tem contra-indica&ccedil;&atilde;o.</p><p>Em resumo, <strong>os dados coletados sobre as pessoas na etapa de pesquisa  
  s&atilde;o utilizados para construir modelos de usu&aacute;rios 
  que servir&atilde;o como crit&eacute;rios para a adequa&ccedil;&atilde;o do projeto</strong>. Ao inv&eacute;s de tentar projetar para uma grande 
  quantidade de pessoas e nivelar por baixo para ter seguran&ccedil;a, com personas, projeta-se para um n&uacute;mero bem pequeno de usu&aacute;rios fict&iacute;cios, 
  por&eacute;m representativos. </p>
<p>As vantagens dessa t&eacute;cnica s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>engaja e conscientiza a equipe de projeto </li>
  <li>chega-se a um consenso dos interesses do usu&aacute;rio</li>
  <li>mant&eacute;m o foco no usu&aacute;rio durante todo o projeto</li>
  <li>agiliza a tomada de decis&otilde;es porque n&atilde;o &eacute; 
    preciso consultar usu&aacute;rios reais a cada etapa do projeto</li>
</ul>
<p>A persona &eacute; como uma ficha de personagem de RPG do usu&aacute;rio-modelo 
  criado a partir de dados reais. Cont&eacute;m seu nome, seus gostos, seus h&aacute;bitos, 
  suas habilidades e etc. Essas informa&ccedil;&otilde;es podem ser obtidas atrav&eacute;s 
  de entrevistas com usu&aacute;rios potenciais ou atrav&eacute;s de conversas com 
  quem lida frequentemente com esse p&uacute;blico.<strong> Um vendedor de telefones celulares 
  sabe bem como &eacute; o comportamento dos consumidores desse produto</strong>, ent&atilde;o 
  &eacute; uma fonte muito rica para coletar dados para a persona. Basta perguntar 
  a ele quais s&atilde;o as dificuldades que os consumidores mais tem, do que 
  eles gostam, como tratam o vendedor e etc.</p>
<p>Nas entrevistas com usu&aacute;rios, entretanto, as perguntas n&atilde;o devem ser t&atilde;o 
  diretas. Al&eacute;m das perguntas objetivas sobre dados socio-econ&ocirc;micos, 
  o entrevistador precisa descobrir quais s&atilde;o as expectativas do usu&aacute;rio 
  em rela&ccedil;&atilde;o ao artefato que est&aacute; sendo projetado.  </p>
<ul>
  <li>Ser&aacute; que ele vai ter tempo para aprender como us&aacute;-la melhor?</li>
  <li> Ser&aacute; 
    que ele se importa com a apar&ecirc;ncia?</li>
  <li> Que cores odeia? </li>
  <li>O que tem medo que 
    aconte&ccedil;a enquanto usa um artefato como esse? </li>
</ul>
<p>Essas perguntas devem 
  ser respondidas pelos usu&aacute;rios, mas n&atilde;o necessariamente  devem 
  ser feitas nessas palavras, diretamente. &Eacute; melhor come&ccedil;ar por uma pergunta 
  aberta, do tipo: &quot;qual &eacute; a primeira coisa que voc&ecirc; faz quando 
  se conecta &agrave; Internet?&quot; Lembre-se de que a entrevista n&atilde;o &eacute; um 
  inqu&eacute;rito; &eacute; uma conversa e quanto mais hist&oacute;rias forem 
  contadas, melhor. Afinal, uma persona &eacute; exatamente isso: uma hist&oacute;ria 
  particular. Por esse motivo &eacute; mais importante que as entrevistas sejam 
  qualitativas do que quantitativas. <strong>&Eacute; melhor ouvir bem meia d&uacute;zia 
  de pessoas, do que ser superficial com duas d&uacute;zias</strong>.</p>
<p>Depois das perguntas mais abertas, &eacute; poss&iacute;vel ir entrando nos 
  detalhes, t&atilde;o valiosos. &quot;Quer dizer que voc&ecirc; abre primeiro 
  o email? E quantas vezes por dia voc&ecirc; faz isso? Voc&ecirc; recebe muito 
  spam?&quot; e por a&iacute; vai. Quando o usu&aacute;rio contar um causo peculiar 
  que aconteceu com ele usando um artefato similar, ou relacionado &agrave; atividade 
  em quest&atilde;o, anote bem anotado. <strong>Hist&oacute;rias permanecem muito mais tempo na mem&oacute;ria do que dados estat&iacute;sticos </strong>.</p>
<p>Baseado no <a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=AFL-03-26957">livro de Alan Cooper</a> que primeiro apresentou esta t&eacute;cnica, seguem as dicas mais quentes para criar personas 
  &uacute;teis:</p>
<ul>
  <li>identifique o fluxo de trabalho (workflow) e os padr&otilde;es de comportamento 
    em detalhes</li>
  <li>especifique a habilidade com inform&aacute;tica </li>
  <li>inclua detalhes sobre a vida da pessoa para torn&aacute;-la mais f&aacute;cil 
    de memorizar. Escolha alguns detalhes bem pessoais, s&oacute; para torn&aacute;-la 
    mais interessante</li>
  <li>n&atilde;o use uma pessoa conhecida como uma persona. Al&eacute;m de expor 
    a pessoa, acorrenta as caracter&iacute;sticas da persona &agrave; pessoa real. 
    Crie um arqu&eacute;tipo baseado em pesquisas e dados, mas seja realista</li>
  <li>mantenha o n&uacute;mero de personas pequeno, entre 3 e 7, dependendo da 
    variedade do p&uacute;blico. Quanto mais personas, mais risco de interesses 
    conflitantes, confus&atilde;o, etc</li>
  <li>n&atilde;o recicle as personas para novos projetos. Cada persona &eacute; 
    feita especificamente para o seu projeto</li>
  <li><strong>n&atilde;o viaje na maionese ou ent&atilde;o a persona perde credibilidade</strong></li>
</ul>
<h2>Comunica&ccedil;&atilde;o interna </h2>
<p><strong>Personas s&atilde;o um meio muito eficaz de comunica&ccedil;&atilde;o interna 
  da equipe.</strong> <a href="http://research.microsoft.com/research/coet/Grudin/Personas/Grudin-Pruitt.pdf">Na Microsoft por exemplo</a>, esse m&eacute;todo &eacute; muito utilizado 
  nos projetos de software. Eles criam cartazes atraentes comparando as caracter&iacute;sticas 
  das personas, imprimem camisetas, bon&eacute;s e at&eacute; mesmo canecas com 
  os seus rostos, tudo para lembrar constantemente a equipe do foco do projeto. </p>
<p>Outro ponto forte das personas &eacute; sua capacidade de concis&atilde;o para apresentar resultados de pesquisa. No ritmo agitado da produ&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, poucos s&atilde;o os que tem tempo (e interesse) em ler relat&oacute;rios de dezenas de p&aacute;ginas sobre os estudos de 
  usabilidade, as etnografia e as pesquisas de mercado do marketing. </p>
<p><strong>As personas se aproveitam do 
  poder das narrativas para aumentar a aten&ccedil;&atilde;o, a memoriza&ccedil;&atilde;o 
  e a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados coletados sobre os usu&aacute;rios</strong>. 
  E quando uma descoberta importante &eacute; feita sobre, &eacute; muito mais 
  f&aacute;cil comunicar a equipe toda, por exemplo: &quot;o Adalberto n&atilde;o 
  est&aacute; conseguindo usar a ferramenta de busca na nossa p&aacute;gina&quot; 
  &eacute; muito melhor do que &quot;uma quantidade representativa dos participantes 
  de testes de usabilidade tiveram problemas com a ferramenta de busca&quot;.</p>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel que o criador das personas se sinta tentado a usar 
  caricaturas para torn&aacute;-las ainda mais atrativas. Em geral, as pessoas 
  acham mais f&aacute;cil encontrar o meio termo quando lhe s&atilde;o apresentadas 
  os extremos porque podem julgar pelo senso-comum. Entretanto, essa abordagem 
  corre o risco de levar as decis&otilde;es para longe da realidade, desviar do 
  sentido original das personas que &eacute; orientar o design centrado em usu&aacute;rios 
  reais. Outro problema &eacute; que isso pode levar a discrimina&ccedil;&otilde;s 
  de ordem social, como por exemplo tirar sarro de deficientes f&iacute;sicos 
  e outros perfis diferentes. <strong>N&atilde;o &eacute; porque a persona 
  &eacute; fict&iacute;cia que deixamos de trat&aacute;-la como um ser humano 
  de verdade</strong>, com todos os seus direitos.</p>
<p>As personas podem, por outro lado, <a href="http://www.adaptivepath.com/publications/essays/archives/000524.php">ter efeito funesto ao projeto se forem manipuladas 
  a esmo ou n&atilde;o levadas a s&eacute;rio</a>. A tenta&ccedil;&atilde;o de criar 
  e alterar a persona de acordo com o que for mais c&ocirc;modo para a equipe 
  ou para um profissional em particular pode ser desastrosa. Por isso, vale ressaltar 
  que cada detalhe da persona deve estar muito bem embasado em dados reais, n&atilde;o 
  em meras presun&ccedil;&otilde;es. </p>
<h2>Cen&aacute;rios</h2>
<p>Os cen&aacute;rios, ao contr&aacute;rio, s&atilde;o descri&ccedil;&otilde;es de leg&iacute;timas situa&ccedil;&otilde;es 
  hipot&eacute;ticas em que s&atilde;o colocadas pessoas que interessam ao projeto. Essa t&eacute;cnica &eacute; usada de maneiras muito diferentes. Alguns utilizam para
  auxiliar numa decis&atilde;o crucial de projeto,  para avaliar as caracter&iacute;sticas do projeto, para demonstrar as caracter&iacute;sticas do artefato projetado em uso e etc. </p>
<p>O cen&aacute;rio pode se escrito formalmente, servindo como documenta&ccedil;&atilde;o de projeto, ou ser criado enquanto se discute quest&otilde;es de projeto.<strong> Utilizo muito essa t&eacute;cnica durante reuni&otilde;es em que s&atilde;o discutidas as funcionalidade do artefato e quando preciso defender ou justificar um <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a>.</strong>  </p>
<p>Provavelmente voc&ecirc; j&aacute; at&eacute; utilizou essa t&eacute;cnica e nem sabia que tinha um nome. O que se segue a essa frase &eacute; um cen&aacute;rio: &quot;suponha que o usu&aacute;rio fa&ccedil;a isso, ent&atilde;o...&quot; </p>
<p>Melhor do que utilizar um usu&aacute;rio gen&eacute;rico num cen&aacute;rio &eacute; utilizar um usu&aacute;rio definido, pois assim se pode avaliar melhor a pertin&ecirc;nica do cen&aacute;rio. Cen&aacute;rios muito desconexos da realidade s&atilde;o interessantes no in&iacute;cio de projeto, quando o conceito do artefato ainda est&aacute; em quest&atilde;o, mas nas demais etapas de desenvolvimento, &eacute; preciso estar cada vez mais conectado com a realidade emp&iacute;rica de uso. </p>
<p>Usando, por exexmplo, uma persona chamada Mariana que &eacute; contadora, podemos 
  criar o seguinte cen&aacute;rio:</p>
<blockquote>Mariana quer abrir uma pasta num sistema operacional e acessar um 
  memorando de or&ccedil;amentos. Entretanto, a pasta est&aacute; cheia de planilhas 
  que ela quer conferir enquanto l&ecirc; o memorando. As planilhas s&atilde;o 
  t&atilde;o grandes que quase ocupam toda a tela. Ela p&aacute;ra, franze a testa, 
  e pensa por alguns segundos. Redimensiona a planilha, move-a parcialmente 
  para fora da tela, abre a pasta, abre o memorando, redimensiona e reposiciona 
  o memorando para continuar a trabalhar, aliviada.</blockquote>
<p>O cen&aacute;rio poderia tamb&eacute;m criar uma situa&ccedil;&atilde;o ambiental 
  adversa, como por exemplo:</p>
<blockquote>Mariana precisa fazer uma planilha com c&aacute;lculos corriqueiros 
  numa sala com v&aacute;rias outras pessoas falando alto. Ela n&atilde;o consegue 
  se concentrar direito e precisa terminar o trabalho logo. Resolve procurar alguma 
  forma automatizada de inserir os dados. Por sorte, o software possui assistentes 
  para inserir dados passo-a-passo e fazer os c&aacute;lculos mais comuns. A ajuda 
  d&aacute; conta do recado, embora o processo todo tenha demorado mais do que 
  se ela tivesse feito como sempre faz, manualmente.</blockquote>
<p>Num projeto simples, os cen&aacute;rios n&atilde;o precisam ser necessariamente 
  oficializados, escritos. Eles podem surgir no meio de conversas da equipe, ou 
  apenas na mente do designer. <strong>O mais importante &eacute; estar colocando &agrave; 
  prova o jogo de cintura da aplica&ccedil;&atilde;o</strong>. Isso se torna especialmente 
  importante nos momentos tensos da aplica&ccedil;&atilde;o: formul&aacute;rios 
  complexos, negocia&ccedil;&otilde;es financeiras, tratamento de erros e etc.</p>
<h2>Cen&aacute;rios com personas </h2>
<p>Cen&aacute;rios n&atilde;o se baseiam em dados reais, s&atilde;o apenas imaginados, 
  previstos. No entanto, se criados para dar vida &agrave;s personas, eles n&atilde;o levar&atilde;o 
  a concep&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas.  Se a persona estiver bem baseada na realidade, o cen&aacute;rio 
tamb&eacute;m estar&aacute; e, consequentemente, a situa&ccedil;&atilde;o prevista ter&aacute; alta probabilidade de se realizar. </p>
<p>Durante os testes de usabilidade com usu&aacute;rios 
  reais, os cen&aacute;rios podem ser reaproveitados para criar tarefas espec&iacute;ficas 
  e verificar se os usu&aacute;rios conseguem mesmo resolver os problemas. &Eacute; 
  por isso que aconselho a usar os cen&aacute;rios o mais cedo poss&iacute;vel 
  no projeto. Antes mesmo de qualquer prot&oacute;tipo, o designer j&aacute; deve 
  ter na cabe&ccedil;a os pontos do artefato em que o usu&aacute;rio pode se 
bater para encaminhar para a avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Apresentando esses cen&aacute;rios para os colegas da equipe, ele j&aacute; 
  pode iniciar discuss&otilde;es produtivas sobre o design. N&atilde;o fica aquela 
  conversa mole de &quot;eu acho que ficaria melhor um vermelhinho naquela caixa&quot;. 
  &Eacute; muito mais interessante dizer que &quot;o vermelho na caixa pode ter 
  conota&ccedil;&atilde;o de alarme para o usu&aacute;rio Marcos e faz&ecirc;-lo parar 
  seu fluxo de trabalho&quot;.</p>
<p>Para ver um exemplo pr&aacute;tico de aplica&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas, veja as <a href="http://usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html">personas e os cen&aacute;rios</a> criados para o redesign do Usabilidoido vers&atilde;o Seurat. </p>
<h2>Livros que eu ainda quero ler </h2>
<a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=AFL-03-26957"><img src="http://contentcafe.btol.com/Jacket/Jacket.aspx?SysID=Jacket&CustID=Image&Return=1&Type=L&Key=0672326140" alt="The Inmates are Running The Asylum" width="130" border="0"></a> 
<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=52971&ST=SR&franq=AFL-03-26957"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/52971.jpg" alt="O princ&iacute;pio Persona" width="130" height="187" border="0"></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 24 Apr 2007 10:55:28 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Como fazer um bom briefing de website</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_bom_briefing_de_website.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para escrever um bom briefing, &eacute; preciso certa experi&ecirc;ncia. O texto que segue foi escrito h&aacute; tr&ecirc;s anos atr&aacute;s, quando trabalhava numa ag&ecirc;ncia de propaganda como webdesigner. &Eacute; uma tentativa de compartilhar minha experi&ecirc;ncia com os leitores deste blog, que vivem me mandando mensagens perguntando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html">como fazer um briefing</a>. Sempre tento explicar que briefar n&atilde;o &eacute; somente preencher um formul&aacute;rio com os dados do cliente e da pe&ccedil;a a ser produzida para servir de contrato entre designer e cliente, mas sim uma atividade de projeto. </p>
<p>Para decidir o que entra no briefing, &eacute; preciso pesquisar, refletir e negociar. O briefing vai guiar todo o projeto, ele n&atilde;o pode ser considerado uma ferramenta trivial. Mesmo que o briefing n&atilde;o seja oficializado, escrito ou assinado, ainda assim as decis&otilde;es de design que ele costuma encerrar estar&atilde;o nas mentes, nas conversas e nos pap&eacute;is das pessoas que participam do projeto.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do objeto </h2>
<p>Esta &eacute; a parte mais delicada do briefing. Se fechar demais a defini&ccedil;&atilde;o do objeto, poder&aacute; ficar preso a elas at&eacute; o final do projeto, mesmo que se constate depois que n&atilde;o s&atilde;o ideais; se for muito gen&eacute;rico na defini&ccedil;&atilde;o, pode deixar o projeto sem rumo, divagando em possibilidades infinitas sem sair do lugar. </p>
<p>A melhor estrat&eacute;gia que encontrei at&eacute; agora foi definir o tipo de objeto (website, hotsite, CD-Rom, anima&ccedil;&atilde;o e etc) e agregar apenas as caracter&iacute;sticas que a pesquisa inicial indicar como interessant&iacute;ssimas. O segredo &eacute; saber escolher as caracter&iacute;sticas que v&atilde;o transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o ao leitor do briefing de que ele  sabe do que se trata e que isso &eacute; uma boa coisa.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Fazer pequenas pesquisas n&atilde;o leva muito tempo. Navegar pelos websites da concorr&ecirc;ncia e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html">anotar o que est&atilde;o fazendo de bom ou de ruim</a> &eacute; o primeiro passo para definir <a href="http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html">o diferencial do projeto</a>. Conhecer melhor a empresa j&aacute; &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o mesmo, ent&atilde;o n&atilde;o custa anotar o seu diferencial competitivo. O p&uacute;blico-alvo &agrave;s vezes parece &oacute;bvio, mas nunca se sabe com certeza que  grupo de pessoas vai se interessar pelo servi&ccedil;o que ser&aacute; disponibilizado. Por isso, o designer tem que estar a par dos costumes das principais perfis de usu&aacute;rios da Internet da regi&atilde;o. Tem gente que acessa para jogar, xeretar a vida alheia (blogs e afins), consumir pornografia, obter informa&ccedil;&otilde;es, procurar emprego, pesquisar e uma infinidade de outras atividades.</p>
<p>Conhecendo bem a tribo a que o usu&aacute;rio-alvo faz parte, fica bem mais f&aacute;cil projetar. Se isso for poss&iacute;vel, uma visita a um local onde hajam potenciais usu&aacute;rios do website j&aacute; &eacute; suficiente para ambientar o designer. Imagine ir a um baile da terceira idade antes de projetar um website de um retiro? Emocionante n&atilde;o? Claro que n&atilde;o para o designer, mas sim para os velhinhos! <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">Se o designer se coloca no lugar dos usu&aacute;rios</a>, percebe que o que &eacute; feio para ele, &eacute; bonito para outros. Texto em fonte Verdana 18px &eacute; horr&iacute;vel para a maioria dos designer que conhe&ccedil;o, mas para os idosos &eacute; &oacute;timo!</p>
<p>Caso o artefato interativo seja usado numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, dados sobre esta ser&atilde;o de grande valia para o designer. Saber que o artefato ser&aacute; usado principalmente em ambiente coorporativo de escrit&oacute;rio j&aacute; deixa o designer com um p&eacute; atr&aacute;s para usar sons. Se o ambiente for uma f&aacute;brica barulhenta, som ser&aacute; completamente in&uacute;til. Por&eacute;m, no aconchego do lar, ele pode ser muito agrad&aacute;vel caso seja associado ao entretenimento. Cyber-caf&eacute;s e Lans-house equipadas com fones de ouvido tamb&eacute;m s&atilde;o prop&iacute;cias ao bom som, &eacute; claro. No entanto, esses lugares podem n&atilde;o ser muito bem iluminados, o que torna os contrastes mais fortes no monitor. Existem <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html">muitos fatores ergon&ocirc;micos</a> que podem influenciar o uso de um software ou website espec&iacute;fico e, caso sejam recorrentes na situa&ccedil;&atilde;o de uso almejada, o projeto deve se adaptar a eles. </p>
<p>No caso de design de aplica&ccedil;&otilde;es, a visita pode ser menos recreativa. An&aacute;lises de tarefas e de workflow podem ser um tanto cansativas, mas s&atilde;o muito, muito valiosas quando a aplica&ccedil;&atilde;o apresentar complexidade. Esse tipo de an&aacute;lise pode acontecer numa fase posterior ao briefing, mas antes de sair a campo &eacute; poss&iacute;vel <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">esbo&ccedil;ar um fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a> geral entre as pessoas que v&atilde;o usar o sistema com base nas conversas iniciais com os clientes. </p>
<p>O tempo todo em que o designer estiver no local da situa&ccedil;&atilde;o, deve aproveitar para observar como as pessoas se comunicam. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio incorporar todo o vocabul&aacute;rio utilizado, mas certas palavras podem tornar a interface familiar. Tamb&eacute;m &eacute; interessante notar como outras m&iacute;dias se comunicam com essas pessoas. Folderes, cartazes, outdoors, propagandas televisivas e jornais de &aacute;reas espec&iacute;ficas devem ser analisados com carinho pelo designer. Que imagens s&atilde;o frequentes? Que ideologias est&atilde;o por tr&aacute;s delas? Que  valores s&atilde;o priorizados? </p>
<p>Comparar os websites que esse pessoal acessa com frequ&ecirc;ncia, &eacute; mais interessante ainda. <a href="http://usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html">&Eacute; poss&iacute;vel identificar padr&otilde;es</a>, os clich&ecirc;s que funcionam e os batidos demais e aplicar ou n&atilde;o diretamente no design. N&atilde;o que ele deva reproduzir somente o lugar-comum, mas deve ter elementos familiares aos usu&aacute;rios. Reproduzir o lugar-comum &eacute; f&aacute;cil para o designer, mas buscar uma identidade &uacute;nica sem estra&ccedil;alhar com os padr&otilde;es estabelecidos &eacute; uma tarefa muito mais instigante. &Eacute; como estar no limiar, tentando inovar mas sem colocar o carro na frente dos bois. Ser 100% correto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel na pr&aacute;tica, mas o Zen nos ensina que devemos ser pelo menos 99%. O que vale &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o, ou melhor, o que vale &eacute; o retorno que o design vai dar.</p>
<h2>Objetivos </h2>
<p>O que se pretende comunicar? Vender um skate e acess&oacute;rios? Apresentar dados demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira? Mostrar que o filme &quot;X&quot; vale &agrave; pena assistir? Essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa nem ser oficializada, desde que o cliente deixe bem claro o que quer para o designer. Entretanto, ela vai martelando na mente do designer at&eacute; o final do projeto. Ser&aacute; seu norte, a base mais elementar para qualquer decis&atilde;o do design. Assim como na programa&ccedil;&atilde;o orientada a objetos, todos os objetivos secund&aacute;rios do projeto herdar&atilde;o a constitui&ccedil;&atilde;o do objetivo principal. </p>
<p>O objetivo deve ser claro e conciso, mas n&atilde;o pode lhe faltar especificidade, do contr&aacute;rio n&atilde;o tem utilidade. De que adianta ter como objetivo de um website &quot;fornecer informa&ccedil;&otilde;es a quem se interessar por elas&quot;? Qualquer website pode fazer isso, no entanto, cada website faz isso de forma diferente, pois existe uma inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s do fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es. O cliente pode dizer que o objetivo do website &eacute; &quot;transmitir informa&ccedil;&otilde;es sobre os carros que sua empresa vende&quot;, mas isso n&atilde;o &eacute; o que a empresa realmente quer obter. O que a empresa quer &eacute; vender carros, mesmo que o website sirva apenas para influenciar um ato posterior de compra. &quot;Vender carros&quot; &eacute; o verdadeiro objetivo do website. As informa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o transmitidas ser&atilde;o meros  argumentos para convencer o consumidor.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, a mensagem  principal que deve ser transmitida &eacute; &quot;os carros da nossa marca s&atilde;o os melhores para voc&ecirc;&quot;. N&atilde;o importa que informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o utilizadas como argumento, a mensagem &eacute; a mesma. Como as possibilidades de argumenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o grandes, &eacute; interessante deixar documentada essa mensagem, de prefer&ecirc;ncia no briefing do projeto ou em outros documentos prim&aacute;rios, para que a imagina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o divague demais. </p>
<p>Aplica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m transmitem mensagens principais, embora n&atilde;o sejam t&atilde;o expl&iacute;citas. O anti-vir&uacute;s precisa transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a; o Mozilla Firefox precisa mostrar que &eacute; melhor que o Internet Explorer sem ser muito diferente; e o Google precisa conquistar a confian&ccedil;a de que pode encontrar qualquer coisa.</p>
<h2>Retorno do investimento </h2>
<p>Voc&ecirc; sabe o quanto vale o seu trabalho? Vale mais ou menos a metade daquilo que seu cliente vai ganhar com ele a curto prazo. Se o lucro almejado pelo cliente &eacute; grande, ent&atilde;o o or&ccedil;amento pro design deve ser grande, oras. No Brasil, &eacute; comum fazer das tripas cora&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento de websites com os or&ccedil;amentos apertados e os prazos curtos, mas &eacute; dif&iacute;cil algu&eacute;m saber o quanto o cliente est&aacute; lucrando com isso. Por isso, &eacute; interessante tanto para a equipe que desenvolve o projeto quanto para o cliente, calcular o Retorno do Investimento (ROI - Return On Investment). </p>
<p>O Retorno do Investimento &eacute; uma estimativa objetiva dos lucros que o projeto trar&aacute;. Alguns tipos de retornos comums s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>corte nos custos </li>
  <li> maior participa&ccedil;&atilde;o no mercado (market-share), </li>
  <li>maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da marca (branding awareness)</li>
  <li>aumento direto nas vendas </li>
  <li>influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de compra</li>
  <li>aumento de produtividade</li>
  <li>    aumento de audi&ecirc;ncia</li>
  <li>atra&ccedil;&atilde;o de nova audi&ecirc;ncia</li>
  <li>fideliza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia</li>
  <li>aumento da credibilidade do neg&oacute;cio</li>
  <li>aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o subjetiva  <br>
  </li>
</ul>
<p>Para definir o Retorno, basta reunir-se com os representantes da empresa e discutir o que se almeja e o que &eacute; vi&aacute;vel obter com o or&ccedil;amento destinado. Esse processo deve ser muito bem documentado j&aacute; que, se o Retorno for alcan&ccedil;ado, ele servir&aacute; como excelente argumento de venda dos seus servi&ccedil;os de design. </p>
<p>Entretanto, n&atilde;o adianta calcular antes e n&atilde;o verificar qual foi o Retorno concreto depois da execu&ccedil;&atilde;o do projeto. O cliente fornecer&aacute; os dados facilmente se ele estiver empolgado com o resultado. Do contr&aacute;rio, pode ficar a cargo da equipe do design checar isso. Vale &agrave; pena n&atilde;o s&oacute; pelo valor comercial que esses dados tem, mas tamb&eacute;m pela gratifica&ccedil;&atilde;o ao designer respons&aacute;vel; faz bem para sua auto-estima.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>At&eacute; aqui maravilhoso, mas &eacute; preciso cair na real e dizer como tudo isso vai acontecer. Descrever a metodologia d&aacute; grande credibilidade ao projeto, mas &eacute; preciso segui-la depois. Se comprometer com as ferramentas tecnol&oacute;gicas a serem empregadas no projeto tamb&eacute;m &eacute; complicado, mas pode ser necess&aacute;rio. </p>
<p>Nesse ponto n&atilde;o posso dar muitas mais recomenda&ccedil;&otilde;es, pois a forma de proceder estar&aacute; determinada pelos elementos acima citados. </p>
<h2>Uma ressalva </h2>
<p>Esses eram os pontos que eu costumava pensar at&eacute; alguns meses atr&aacute;s em projetos tradicionais. Recentemente, estou tentando reduzir os <a href="http://usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceitos</a> antes de ter contato com a realidade na pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de uso. Para entrar de cabe&ccedil;a no <a href="http://usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html">design participativo que acredito ser crucial para a Web 2.0</a>, &eacute; preciso estar preparado para trabalhar sem briefing, do contr&aacute;rio fecha-se ou induz a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas dentro <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/18/nao-se-trata-de-fazer-o-usuario-trabalhar-para-voce/">daquilo que se quer obter delas</a>. Se &eacute; pra participar, que seja <a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o pra valer</a>!  </p>

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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 23:18:01 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Mapeando modelos conceituais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/mapeando_modelos_conceituais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No in&iacute;cio do projeto de um artefato interativo &eacute; dif&iacute;cil explicar e discutir com outras pessoas como vai se dar a intera&ccedil;&atilde;o, pois a intera&ccedil;&atilde;o acontece no espa&ccedil;o-tempo. As rela&ccedil;&otilde;es entre as formas do artefato (espa&ccedil;o) e as sequ&ecirc;ncias de transforma&ccedil;&otilde;es (tempo) podem estar claras na mente, mas na hora de apresentar ou assimilar uma id&eacute;ia, a tradu&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia se torna extremamente complexa. </p>
<p>Alguns designers preferem fazer rabiscos ou prot&oacute;tipos de como o artefato  vai se parecer e funcionar. Jonas L&ouml;wgren descreve como <a href="http://webzone.k3.mah.se/k3jolo/Sketching/index.htm">&quot;rabiscar&quot; design de intera&ccedil;&atilde;o</a> usando l&aacute;pis e papel, v&iacute;deo, anima&ccedil;&otilde;es e outros artefatos interativos. </p><p>No momento, estou preferindo pensar antes nas rela&ccedil;&otilde;es que o artefato vai mediar do que no pr&oacute;prio artefato. J&aacute; descrevi como utilizo <a href="http://www.usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">diagramas para pensar e discutir o fluxo da intera&ccedil;&atilde;o social</a>, mas n&atilde;o falei do que vem antes disso: o <strong>modelo conceitual do artefato</strong>.</p>
<p>At&eacute; hoje, como designer freelancer nunca fui chamado a participar das pesquisas que antecedem a conceitualiza&ccedil;&atilde;o de um novo artefato. As pessoas me chamam para ajudar quando j&aacute; t&ecirc;m um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceito</a> do artefato e querem que eu d&ecirc; uma forma us&aacute;vel para ele. A essa altura do campeonato, &eacute; muito dif&iacute;cil convenc&ecirc;-las de que <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">o contato com a realidade pode indicar outros conceitos</a> mais interessantes a serem explorados no artefato. O ideal, como ressalta Donald Norman, &eacute; <a href="http://www.jnd.org/dn.mss/why_doing_user_obser.html">fazer pesquisas antes de iniciar o projeto</a>, antes que se formem pr&eacute;-conceitos. </p>
<p>O modelo conceitual, entretanto, pode ajudar a mostrar que alguns dos pr&eacute;-conceitos, seja do designer ou do cliente, n&atilde;o s&atilde;o adequados &agrave; realidade. Nessa etapa ainda &eacute; poss&iacute;vel considerar alternativas, desde que haja um bom racioc&iacute;nio para sustentar sua validade. Em minha humilde experi&ecirc;ncia, visualiza&ccedil;&otilde;es do modelo conceitual do artefato s&atilde;o excelentes para <strong>negociar</strong> mudan&ccedil;as, <strong>definir</strong> melhor conceitos abstratos e consensualizar uma <strong>vis&atilde;o compartilhada</strong> do artefato entre os membros da equipe de projeto. </p>
<h2>Mapa mental </h2>
<p>Como exemplo, vou mostrar diagramas do modelo conceitual do <a href="http://del.icio.us">Delicious</a>, um gerenciador de bookmarks online. Nesse caso, estou elaborando o modelo a partir de uma artefato existente, o que pode ser interessante para discutir o seu aperfei&ccedil;oamento, mas essa utiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o corresponde &agrave; maioria dos meus casos, pois normalmente preciso elaborar visualiza&ccedil;&otilde;es &agrave; partir de id&eacute;ias escritas ou faladas, o que &eacute; muito mais dif&iacute;cil. </p>
<p>Uma ferramenta muito &uacute;til para ir documentando, selecionando e agrupando as id&eacute;ias durante reuni&otilde;es &eacute; o famoso <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental">mapa mental</a>. Numa reuni&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia via Skype, usei o <a href="http://www.mindjet.com/">MindManager</a> para anotar todos os conceitos principais que seriam apresentados ao usu&aacute;rio pelo artefato. Depois de formado, o mapa foi rediscutido e alterado at&eacute; chegar a um consenso. </p>
<p>S&oacute; para atestar a efici&ecirc;ncia da visualiza&ccedil;&atilde;o, veja primeiro como os mesmos dados apresentados em estrutura de t&oacute;picos n&atilde;o explicam t&atilde;o bem...</p>
<ul>
  <li>Arquivar<br>
    <ul>
      <li>Tagear<br>
        <ul>
          <li>Agrupar tags<br>
          </li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Compartilhar<br>
    <ul>
      <li>Indicar para amigos<br>
      </li>
      <li>Linkar no blog<br>
          <ul><li>No post<br>
                  </li>
            <li>Na linkroll<br>
            </li>
          </ul>
      </li>
      <li>Fornecer RSS Feeds<br>
      </li>
      <li>Compartilhar tags<br>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Reencontrar
    <ul>
      <li>Buscar por palavra-chave</li>
      <li>Filtrar por tags
        <ul>
          <li>Ver tags relacionadas</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Descobrir
    <ul>
      <li>Nos populares</li>
      <li>Indicados por amigos<br>
      </li>
      <li>Assinados<br>
        <ul>
          <li>Tag X<br>
          </li>
          <li>Usu&aacute;rio Y<br>
          </li>
        </ul>
      </li>
      <li>Recomendados automaticamente pelas tags</li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<p>...quanto o gr&aacute;fico completo: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_mapa_mental.gif" alt="Mapa mental dos conceitos fundamentais do delicious" width="752" height="311">
<p>Vale ressaltar que esse mapa n&atilde;o teve a inten&ccedil;&atilde;o de levantar os componentes do artefato, como    parece ser o caso do <a href="http://rufspace.com/artigo/rufspace-redesign-1/">ruf space redesign</a>. O foco &eacute; nos conceitos cruciais para o usu&aacute;rio ter dom&iacute;nio total sobre o artefato.</p>
<p>Agora que imaginamos o artefato, &eacute; preciso imerg&iacute;-lo num contexto, mesmo que tamb&eacute;m imaginado, para verificar sua viabilidade. A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/historinhas_em_testes_de_usabilidade.html">cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios</a> &eacute; uma ferramenta curiosa, pois aproveita a pr&oacute;pria imagina&ccedil;&atilde;o que nos faz voar nas alturas para colocar de volta os p&eacute;s-no-ch&atilde;o. </p>
<h2>Contexto cultural </h2>
<p>Antes de pensar em cen&aacute;rios de uso, vamos ampliar este cen&aacute;rio para entender suas rela&ccedil;&atilde;o com as tend&ecirc;ncias macro da sociedade. Vamos descascar a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">cebola dos contextos</a>, come&ccedil;ando pela camada mais abrangente: <strong>o contexto cultural</strong>. Tenha &agrave; m&atilde;o um len&ccedil;o de papel para enxugar as l&aacute;grimas e observe a obra &quot;Information Overload&quot; <a href="http://www.hypart.de/HypArt/texts/gallery.html">produzida colaborativamente</a> por nove artistas em diferentes partes do mundo: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/hypart41_information_overload.jpg" alt="Information overload" width="640" height="660"> 
<p>Nunca tinha usado uma obra de arte como ferramenta de visualiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m nunca tive uma tarefa expl&iacute;cita de pensar t&atilde;o abrangentemente. Em geral, designers levam em considera&ccedil;&atilde;o aspectos culturais ao longo da caminhada, mas raramente param para dialogar sobre isso, talvez porque pare&ccedil;a dif&iacute;cil falar sobre cultura, um assunto t&atilde;o complexo. A arte facilita esse di&aacute;logo e talvez sirva como ferramenta pr&aacute;tica para isso. </p>

<embed src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=631" type="application/x-shockwave-flash" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></embed>

<p>A imagem me provoca <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1076559&ST=SE&franq=AFL-03-26957">ansiedade</a>, devido &agrave; grande quantidade de elementos d&iacute;spares e desafiadores. Os olhos presentes em v&aacute;rios locais parecem me fitar e o radar proeminente confirma que estou sendo seguido. Estes olhos tamb&eacute;m me lembram que eu tenho que acompanhar todos os fen&ocirc;menos que acontecem ao mesmo tempo em minha frente, sem piscar uma vez. Tenho que lembrar e entender os c&oacute;digos do registro do windows, que me seduz a us&aacute;-lo com uma interface convidativa. Como &uacute;ltimo recurso posso apelar para o rob&ocirc; com a placa de ajuda, mas ele n&atilde;o me parece muito inteligente...</p>
<p>Se voc&ecirc; n&atilde;o conseguiu enxergar uma rela&ccedil;&atilde;o forte com a navega&ccedil;&atilde;o na Web &eacute; porque n&atilde;o est&aacute; familiarizado com tais valores culturais ou ent&atilde;o nunca refletiu sobre eles. </p>
<h2>Contexto social</h2>
<p>A pr&oacute;xima camada da cebola &eacute; o contexto social, que abrange das rela&ccedil;&otilde;es objetivas e subjetivas entre as pessoas. O Delicious se pretende a guardar os links que uma pessoa julga interessante e, se ela quiser, ajuda a compartilhar os links com outras pessoas interessadas. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_modelo_sociall.gif" alt="Contexto social do delicious" width="394" height="258">
<p>Esse diagrama descreve em termos gerais a rela&ccedil;&atilde;o entre as pessoas, os objetos de interesse e o artefato de media&ccedil;&atilde;o (o sistema de favoritos). </p>
<p>Vamos agora dar um zoom no sistema e observar como o artefato faz essa media&ccedil;&atilde;o.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_fluxo_atividade.gif" alt="Diagrama de fluxo da atividade" width="478" height="437"> 
<p>Talvez algu&eacute;m pense   que se trata de mais um <a href="http://www.macoratti.net/vb_dfd1.htm">diagrama de fluxo de dados</a> (DFD), mas perceba como o foco n&atilde;o &eacute; na descri&ccedil;&atilde;o de como o sistema ir&aacute; tratar os dados, mas sim como as pessoas v&atilde;o utilizar conceitos do sistema para fazer isso. Um exemplo mais completo &eacute; o <a href="http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=336&index=336&domain=">User Model do Flickr</a>, feito por Bryce Glass. </p>
<h2>Contexto simb&oacute;lico</h2>
<p>A &uacute;ltima camada da cebola que est&aacute; no escopo do design de intera&ccedil;&atilde;o &eacute; o contexto simb&oacute;lico. Vejamos agora, como os conceitos do sistema se relacionam, independentemente dos fluxos da atividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_relacoes_conceituais.gif" width="391" height="522">
<p>O conceito de tags utilizado para uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/classificacao_ao_alcance_de_todos.html">classifica&ccedil;&atilde;o folcson&ocirc;mica</a> &eacute; central no modelo conceitual do sistema, pois determina como ser&aacute; a recupera&ccedil;&atilde;o, o compartilhamento e a populariza&ccedil;&atilde;o dos links.</p>
<h2>Discuss&atilde;o</h2>
<p>Mesmo que n&atilde;o se fa&ccedil;a visualiza&ccedil;&otilde;es do modelo conceitual do artefato, ele vai ser constru&iacute;do ao longo do projeto. Luciano Lobato descreve em pormenores porque &eacute; importante que o <a href="http://www.nahipermidia.com.br/blog/?p=46">modelo conceitual corresponda ao modelo mental do usu&aacute;rio</a>. </p>
<p>Gostaria de ver outros exemplos de representa&ccedil;&atilde;o de modelos conceituais de artefatos interativos. Algu&eacute;m fez ou viu algo diferente?</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/mapeando_modelos_conceituais.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">631</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<pubDate>Thu, 30 Nov 2006 14:45:43 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Arquitetura da Informação nas organizações</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_nas_organizacoes.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.univercidade.br/iav/professores_agner.htm">Luiz Agner</a>, professor de design de interface est&aacute; lan&ccedil;ando seu livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1631793&ST=SE&franq=AFL-03-26957">Ergodesign e Arquitetura de Informa&ccedil;&atilde;o:
Trabalhando com o usu&aacute;rio</a> no  <a href="http://www.design.ufpr.br/ped2006">7&deg; P&amp;D Design</a>. Aproveitei para bater um papo com ele sobre os assuntos do livro: conceitos de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, processos de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, testes de usabilidade e quest&otilde;es organizacionais.</p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/p_d2006_arquitetura_informacao_agner.mp3">Lan&ccedil;amento de livro sobre Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o</a> [MP3] 8 minutos 

</p><img alt="Luiz Agner" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/luiz_agner.jpg" />
<p>Além de entrevistado, Luiz Agner foi uma boa compania para o almoço durante o congresso.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_nas_organizacoes.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<pubDate>Thu, 10 Aug 2006 01:38:53 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/strategic_information_architecture.png" />

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<item>
<title>Rastreando gêneros</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/rastreando_generos.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A quinta aula da disciplina <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/disciplinas/ti/pgt2044de.htm">Estudos em Intera&ccedil;&atilde;o Ser-Humano Computador</a> foi a discuss&atilde;o de uma abordagem s&oacute;cio-hist&oacute;rica para o Design da Informa&ccedil;&atilde;o. No livro <a href="http://mitpress.mit.edu/0262194910">Tracing genres through organizations</a>, Clay Spinuzzi conta como se desenvolveu  um sistema de mapeamento de acidentes do estado de Iowa, nos EUA. O levantamento hist&oacute;rico &eacute; importante para perceber como o impulsionador das mudan&ccedil;as no sistema s&atilde;o as contradi&ccedil;&otilde;es sociais que ele acentua. </p><p>Criado para ser um sistema altamente centralizador, as institui&ccedil;&otilde;es espalhadas por Iowa que faziam uso do sistema come&ccedil;aram a criar solu&ccedil;&otilde;es particulares para seus problemas espec&iacute;ficos. A cada nova vers&atilde;o do sistema, as solu&ccedil;&otilde;es de algumas institui&ccedil;&otilde;es eram incorporadas, o que acabava causando problemas para outras institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o haviam sido consultadas. As contradi&ccedil;&otilde;es sempre estar&atilde;o presentes, mas reconhec&ecirc;-las &eacute; o primeiro passo para atenu&aacute;-las. </p>
<p>Outro ponto forte dessa abordagem &eacute; identificar os tra&ccedil;os de um determinado g&ecirc;nero, por exemplo, um mapa, depois de incorporado para dentro do software. &Eacute; importante adaptar com cuidado, pois os usu&aacute;rios estavam acostumados com o mapa impresso e tratar&atilde;o o mapa digital de forma similar. </p>
<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/files/1/2/1/660121.mp3">Rastreando g&ecirc;neros</a> [MP3] 27mb ~ 2 horas e meia 
<embed src="http://www.odeo.com/flash/audio_player_tiny_black.swf" quality="high" width="145" height="25" name="audio_player_tiny_black" align="middle" allowScriptAccess="always" wmode="transparent"  type="application/x-shockwave-flash" flashvars="audio_id=1531796&audio_duration=9381.72&valid_sample_rate=true&external_url=http://media.odeo.com/4/2/2/ishc_ppgte_aula_spinuzzi.mp3" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /></embed></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/rastreando_generos.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<pubDate>Sun, 23 Jul 2006 11:02:08 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Diferenças culturais no uso da Wikipedia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/diferencas_culturais_no_uso_da_wikipedia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na primeira reuni&atilde;o que participei do <a href="http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=1981612WXUZV7N">grupo de pesquisa Design, Arte e Cultura</a> l&aacute; do <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br">Mestrado</a>, o assunto discutido foi diferen&ccedil;as culturais manifestadas na interface. </p>
<p>Um antrop&oacute;logo chamado Geert Hofstede fez uma pesquisa com funcion&aacute;rios da IBM em v&aacute;rios pa&iacute;ses na d&eacute;cada de 70, indentificando 6 categorias que definem as principais caracter&iacute;sticas de uma cultura nacional:</p>
<ul>
  <li><strong>&Iacute;ndice de Dist&acirc;ncia do Poder</strong>:  grau em que indiv&iacute;duos com menos poder
  esperam e aceitam distribui&ccedil;&otilde;es desiguais de poder em sua cultura; </li>
  <li><strong>Individualismo</strong>: grau em que uma cultura enfatiza o indiv&iacute;duo e o n&uacute;cleo familiar em
  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade como um todo; <br>
  </li>
  <li> <strong>Masculinidade:</strong> grau em que os pap&eacute;is masculinos tradicionais de agressividade e
    competi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o enfatizados; <br>
  </li>
  <li><strong>&Iacute;ndice de &ldquo;evitamento de incerteza&quot;:</strong> grau em que os indiv&iacute;duos sentem ansiedade pelo que est&aacute; por vir; <br>
  </li>
  <li><strong> Orienta&ccedil;&atilde;o de Longo Prazo</strong>: grau em que a sociedade est&aacute; comprometida com o futuro distante e valores tradicionais.<br>
  </li>
</ul>
<p>Usando essas categorias numa abordagem quantitativa, Hofstede criou <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_brazil.shtml">rankings para compara&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses</a>. </p>
<p>Abordar o conceito de cultura dessa forma &eacute; generaliza&ccedil;&atilde;o demais para meu gosto e <a href="http://www.design.eti.br/content/view/72/2/">para outros pesquisadores tamb&eacute;m</a>, mas &eacute; um referencial interessante para considerar diferen&ccedil;as culturais na localiza&ccedil;&atilde;o ou globaliza&ccedil;&atilde;o de produtos interativos. </p>

<p>Uma abordagem melhor para entender o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">contexto cultural</a> em que ser&aacute; usado o produto &eacute; adotar uma postura hol&iacute;stica (considerar diferentes &acirc;ngulos de vis&atilde;o), n&atilde;o-sect&aacute;ria (evitar aplicar seus valores para julgar uma cultura com outros valores) e interpretativa (procurar entender fen&ocirc;menos dentro de um contexto hist&oacute;rico).</p>
<p>Como n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer pesquisas de tamanha amplitude, a contribui&ccedil;&atilde;o de Hofstede &eacute; valiosa, mas tamb&eacute;m deve ser alvo de questionamentos. A habilidade para lidar com a complexidade humana &eacute; o diferencial do designer perante outros profissionais de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<h2>Webdesign e cultura  </h2>
<p>Aaron Marcus demonstrou que o resultados da pesquisa de Hofstede coincide com <a href="http://www.amanda.com/resources/hfweb2000/hfweb00.marcus.html">sua an&aacute;lise do design de websites institucionais</a>. A &ecirc;nfase no individualismo fica clara nas op&ccedil;&otilde;es de navega&ccedil;&atilde;o do parque <a href="http://www.nps.gov/glba/InDepth/home.htm">Glacier Bay</a> nos Estados Unidos, a cultura mais individualista do mundo. Entretanto, Marcus parte do pressuposto que o design do website foi feito de acordo com as caracter&iacute;sticas culturais do p&uacute;blico a que se destina, mas isso nem sempre &eacute; verdade, especialmente em websites institucionais. </p>
<p>O website da <a href="http://www.merck.de">Merck</a>, ind&uacute;stria qu&iacute;mica e farmac&ecirc;utica, usa a mesma casca em todas suas filiais ao redor do mundo. S&oacute; isso j&aacute; &eacute; um desrespeito com as culturas que l&ecirc;em da direita para &agrave; esquerda, mas se o conte&uacute;do for adaptado de acordo com a cultura, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o ruim. N&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es de avaliar se o conte&uacute;do dos outros pa&iacute;ses est&atilde;o adaptados ou n&atilde;o, mas o fato do <a href="http://www.merck.com.br/">website brasileiro e</a>xibir uma imagem de um casal asi&aacute;tico na home e o <a href="http://www.merck-china.com">website chin&ecirc;s</a> exibir um casal de ocidentais &eacute;, no m&iacute;nimo, estranho. </p>
<a href="http://www.merck.com.br/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_brasil.png" alt="Home da Merck no Brasil" width="557" height="430" border="0"></a><a href="http://www.merck-china.com"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_china.png" alt="Merck na China" width="562" height="414" border="0"></a>
<p>Por esse motivo, se meu objetivo &eacute; criar interfaces adaptadas para determinadas culturas, prefiro estudar as diferen&ccedil;as culturais no uso e n&atilde;o na cria&ccedil;&atilde;o dos artefatos como fez o Aaron Marcus. Como o uso &eacute; mais espont&acirc;neo do que a cria&ccedil;&atilde;o, ele tende a refletir melhor as caracter&iacute;sticas culturais dos usu&aacute;rios. </p>
<h2>Sobre a Wikipedia</h2>
<p><a href="http://wikipedia.org/">Wikipedia</a> &eacute; uma enciclop&eacute;dia onde qualquer um pode adicionar e editar conte&uacute;do. A credibilidade &eacute; garantida pela quantidade imbat&iacute;vel de autores que se auto-regulam. Se escrevo algo errado, logo algu&eacute;m aparece e conserta o erro. </p>
<p>A p&aacute;gina global da Wikipedia procura passar os valores de liberdade, fraternidade e igualdade atrav&eacute;s de um layout coeso, s&iacute;mbolos de diferentes linguagens e alinhamento em c&iacute;rculo. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_geral.png" alt="Home geral da Wikipedia" width="525" height="464">
<p>O layout procura parecer neutro, refletindo os valores da subcultura de usu&aacute;rios da World Wide Web, por&eacute;m, se situarmos historicamente o projeto Wikipedia podemos notar que &eacute; um dos melhores exemplos da aplica&ccedil;&atilde;o dos ideais da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. Apesar de terem sido iconizados na Fran&ccedil;a, esses ideais foram oficializados pela primeira vez na Constitui&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos. Se a Wikipedia nasceu nos Estados Unidos, n&atilde;o &eacute; estranho que reproduza os valores da cultura deste pa&iacute;s, ainda mais porque ela &eacute; hegem&ocirc;nica na cultura ocidental. </p>
<p>Entretanto, gra&ccedil;as &agrave; liberdade funcional que o sistema oferece, podemos notar diferen&ccedil;as na forma como cada cultura utiliza o sistema. A p&aacute;gina principal de cada idioma, por exemplo, &eacute; bem diferente. </p>
<h2>&Iacute;ndice de Dist&acirc;ncia do Poder </h2>
<p>A <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Portada">vers&atilde;o em Espanhol</a> enfatiza a navega&ccedil;&atilde;o por categorias, mas antes de mostrar o esquema criado pelos usu&aacute;rios, mostra os esquema de classifica&ccedil;&atilde;o usado por bibliotecas h&aacute; s&eacute;culos. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol.png" alt="Wikipedia em espanhol" width="651" height="589">
<p>Al&eacute;m disso, a se&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias da p&aacute;gina &eacute; dominada por temas pol&iacute;ticos. A foto que ilustra a not&iacute;cia sobre uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra o governo mostra policiais posando de her&oacute;is da hist&oacute;ria, comemorando a deten&ccedil;&atilde;o de mais de 40 manifestantes. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol_noticias.png" alt="Not&iacute;cias na Wikipedia em Espanhol" width="334" height="518"></p>
<p>Essas evid&ecirc;ncias de alta dist&acirc;ncia do poder s&atilde;o corroboradas pela pesquisa de Hofstede, que atribui alta pontua&ccedil;&atilde;o tanto para a <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_spain.shtml">Espanha</a> quanto para a <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_argentina.shtml">Argentina</a> e <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_mexico.shtml">M&eacute;xico</a>, pa&iacute;ses que eu suponho que mais contribuam com a Wikipedia em Espanhol. </p>
<h2>Individualismo</h2>
<p>A predomin&acirc;ncia das categorias na <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Accueil">vers&atilde;o em Franc&ecirc;s</a> tamb&eacute;m indicam alta dist&acirc;ncia do poder, mas a maior quantidade de op&ccedil;&otilde;es, o alinhamento centralizado e as &aacute;reas brancas d&atilde;o mais liberdade ao usu&aacute;rio para escolher seu caminho. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances.png" alt="P&aacute;gina inicial da Wikipedia em Franc&ecirc;s" width="655" height="564">
<p>Compare tamb&eacute;m a diferen&ccedil;a na ordem das categorias com a vers&atilde;o em Espanhol. Enquanto na <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Accueil">vers&atilde;o em Franc&ecirc;s</a>, Artes e Hobbies (Vie quotidienne &amp; loisirs) s&atilde;o as primeiras categorias, na <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Portada">vers&atilde;o em Espanhol</a>, esses dois t&oacute;picos est&atilde;o reunidos numa mesma categoria intitulada Cultura, que &eacute; a &uacute;ltima da listagem. </p>
<p>N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que a Fran&ccedil;a, ao contr&aacute;rio da Espanha, &eacute; considerada na <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_france.shtml">an&aacute;lise de Hofstede</a> como uma na&ccedil;&atilde;o com alto n&iacute;vel de individualismo: a vers&atilde;o em Franc&ecirc;s se d&aacute; ao luxo de destacar um software de uso pessoal na p&aacute;gina principal ao inv&eacute;s de um assunto mais relevante para a coletividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances_miranda.png" alt="Wikipedia em Franc&ecirc;s destacando o software Miranda" width="416" height="374">
<h2>&Iacute;ndice de &quot;evitamento de incertezas&quot; </h2>
<p>As se&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina inicial da vers&atilde;o em Franc&ecirc;s est&atilde;o muito bem discriminadas para evitar ambiguidades e n&atilde;o h&aacute; links que direcionam o usu&aacute;rio para escrever um artigo sobre a palavra hiperlinkada (link em vermelho), como faz extensivamente a vers&atilde;o do Chin&ecirc;s Simplificado: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines.png" alt="Wikipedia em Chin&ecirc;s" width="650" height="536">
<p>Na vers&atilde;o em Franc&ecirc;s as caixas em destaque s&atilde;o aquelas que exp&ocirc;em t&oacute;picos de ajuda, enquanto que na vers&atilde;o em Chin&ecirc;s, a ajuda se resume tr&ecirc;s links discretos no topo direito, como podemos ver na vers&atilde;o <a href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&ie=UTF-8&oe=UTF-8&langpair=zh-CN%7Cen&u=http://zh.wikipedia.org/wiki/%25E9%25A6%2596%25E9%25A1%25B5&prev=/language_tools">traduzida automaticamente pelo Google</a>: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_traduzida.png" alt="Wikipedia em Chin&ecirc;s traduzida" width="712" height="450">
<p>Apesar do governo Chin&ecirc;s <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/343069.shtml">bloquear frequentemente o acesso &agrave; Wikipedia</a>, a cultura chinesa &eacute; originalmente ecl&eacute;tica e favor&aacute;vel &agrave; diversidade, ou seja, possui um &iacute;ndice de &quot;evitamento de incertezas&quot; pr&oacute;ximo &agrave; pa&iacute;ses como Su&eacute;cia, Estados Unidos e Inglaterra. De fato, o conte&uacute;do da p&aacute;gina inicial da vers&atilde;o em Chin&ecirc;s &eacute; parecido com o conte&uacute;do das p&aacute;ginas da vers&atilde;o em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Ingl&ecirc;s</a> e <a href="http://sv.wikipedia.org/wiki/Huvudsida">Sueco</a>. Ambos exibem  artigos em destaque, acontecimentos hist&oacute;ricos atuais, acontecimentos hist&oacute;ricos do passado e curiosidades. </p>
<h2>Orienta&ccedil;&atilde;o de Longo Prazo</h2>
<p>Mas se a cultura chinesa &eacute; ecl&eacute;tica, como pode aceitar um governo t&atilde;o repressor? Os chineses aceitam que esse tipo de medida &eacute; desagrad&aacute;vel para alguns indiv&iacute;duos, mas &eacute; ben&eacute;fica para a maioria, pois o governo tem uma vis&atilde;o de coletividade e longo prazo, o que &eacute; muito importante para o povo chin&ecirc;s, segundo a pesquisa de Hofstede. </p>
<p>Enquanto a <a href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&ie=UTF-8&oe=UTF-8&langpair=zh-CN%7Cen&u=http://zh.wikipedia.org/wiki/%25E9%25A6%2596%25E9%25A1%25B5&prev=/language_tools">vers&atilde;o em Chin&ecirc;s</a> destaca fatos hist&oacute;ricos de repercurss&atilde;o coletiva, como a conclus&atilde;o das Olimp&iacute;adas de Inverno, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s</a> destaca fatos na vida de pessoas hist&oacute;ricas, como o caso do atleta Cindy Klassen que ganhou 5 medalhas na ocasi&atilde;o. Essa &eacute; uma diferen&ccedil;a mais ligada ao &iacute;ndice de individualismo, mas tamb&eacute;m est&aacute; correlacionada com a orienta&ccedil;&atilde;o a longo prazo. </p>
<p>A foto da semana na vers&atilde;o em Chin&ecirc;s mostra como era a estrada de ferro Canton-Kowloon h&aacute; 100 anos atr&aacute;s. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_foto.png" alt="Se&ccedil;&atilde;o foto da semana na Wikipedia Chin&ecirc;s" width="433" height="416"> 
<p>Comparando com uma foto atual da mesma estrada de ferro podemos ler as entrelinhas sobre o magn&iacute;fico desenvolvimento da infra-estrutura ocorrido desde aquela &eacute;poca. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/trem_kcr.png" alt="Trem da KCR" width="300" height="225"></p>
<p>Segundo Hofstede, a China &eacute; a na&ccedil;&atilde;o com o mais alto &iacute;ndice de orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; longo prazo enquanto Estados Unidos e Inglaterra est&atilde;o entre os &uacute;ltimos. </p>
<h2>Masculinidade </h2>
<p>Acho inadequado essa categoria para avaliar diferentes culturas, pois as caracter&iacute;sticas que s&atilde;o consideradas essencialmente masculinas variam de acordo com a cultura. Apesar de Hofstede deixar claro que est&aacute; se referindo &agrave;s caracter&iacute;sticas comportamentais tradicionais (que teriam ra&iacute;zes biol&oacute;gicas e, portanto, invari&aacute;veis de acordo com a cultura), ainda assim preferiria se ele tivesse usado um outro nome para essa categoria de acordo com os padr&otilde;es comportamentais que ele identificou. </p>
<p>De qualquer forma, podemos notar uma grande diferen&ccedil;a entre a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipedia em Ingl&ecirc;s</a> e a <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Hoofdpagina">Wikipedia em Holand&ecirc;s</a>, principalmente no quesito est&eacute;tica. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_ingles.png" alt="Wikipedia em Ingl&ecirc;s" width="648" height="435"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_holandes.png" alt="Wikipedia em Holand&ecirc;s" width="647" height="501">
<p>Enquanto a vers&atilde;o em Holand&ecirc;s utiliza contraste suave, linhas finas, alinhamento cuidadoso e imagens com fun&ccedil;&atilde;o decorativa, a vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s utiliza contraste de fundo entre cores complementares (vermelho e azul), divis&atilde;o assim&eacute;trica de colunas, e imagens estritamente ligadas ao conte&uacute;do. </p>
<p>De todas as Wikipedias que eu consegui ler, em Holand&ecirc;s foi a &uacute;nica em que vi uma defini&ccedil;&atilde;o da Wikipedia radicamente diferente. Compare:</p>
<blockquote>
  <p>Bem vindo &agrave; Wikipedia, a enciclop&eacute;dia que qualquer um pode editar.<br>
    <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipedia em Ingl&ecirc;s </a></p>
  <p>Bem vindo &agrave; Wikipedia, um projeto comunit&aacute;rio com o prop&oacute;sito de criar em cada l&iacute;ngua uma enciclop&eacute;dia neutra e livre na web. A Wikipedia &eacute; de gra&ccedil;a e pode ser usada para buscar, criar novas p&aacute;ginas e editar p&aacute;ginas existentes. Por esse motivo, a Wikipedia n&atilde;o pode garantir a veracidade das informa&ccedil;&otilde;es. <br>
    <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Hoofdpagina">Wikipedia em Holand&ecirc;s </a></p>
</blockquote>
<p>Ao inv&eacute;s dos princ&iacute;pios estadunidenses de liberdade, igualdade e fraternidade, essa defini&ccedil;&atilde;o enfatiza a fraternidade, veracidade e liberdade. </p>

<p>Talvez essas diferen&ccedil;as estejam ligadas &agrave; diferen&ccedil;a do &iacute;ndice de masculinidade, alto nos EUA e na Inglaterra e baixo na Holanda, mas n&atilde;o posso afirmar com certeza. </p>

<h2>Conclus&atilde;o</h2>
<p>As categorias do Hofstede me foram muito &uacute;teis para a an&aacute;lise de uso da interface, levando em conta que n&atilde;o possuo conhecimento profundo sobre as caracter&iacute;sticas culturais das na&ccedil;&otilde;es citadas. Entretanto, n&atilde;o posso me basear somente nelas quando for criar vers&otilde;es de websites em uma dessas l&iacute;nguas. Vou precisar realmente mergulhar na cultura correspondente se quiser fazer um trabalho bem feito. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/diferencas_culturais_no_uso_da_wikipedia.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 28 Feb 2006 12:00:36 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Como projetar um web portal?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_projetar_um_web_portal.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Hoje recebi uma pergunta que exemplifica id&eacute;ias que muitos leitores tem antes de escarafunchar este blog:</p>
<p><strong>
   "Fui contratado para desenvolver um portal de um provedor,
    gostaria que voc&ecirc; me indicasse algum portal que esteja
    de acordo com os crit&eacute;rios de usabilidade para ter como
    refer&ecirc;ncia. Ou quem sabe voc&ecirc; escrever um t&oacute;pico analisando
    algum portal."
</strong>
</p>
<p>Espero que depois dessa resposta fique claro que, se fosse trivial projetar grandes websites, n&atilde;o seria necess&aacute;rio profissionais especializados no assunto, os arquitetos da informa&ccedil;&atilde;o. </p><h2>Resposta</h2>
<p>Poderia te mostrar alguns exemplos de portais que considero bem organizados mas, sinceramente, isso n&atilde;o iria te ajudar muito. O web portal &eacute; resultado de tantas decis&otilde;es, que fica dif&iacute;cil pressup&ocirc;-las s&oacute; por navegar por ele. </p>
<p>Mesmo que eu fizesse uma an&aacute;lise de um web portal, ainda assim ela n&atilde;o poderia dar conta de todo o balanceamento das necessidades do usu&aacute;rio e dos investidores do web portal. Poderia apontar algumas falhas na interface que poderiam ser ruins para o usu&aacute;rio, mas essas falhas poderiam tamb&eacute;m ser inevit&aacute;veis dentro das condi&ccedil;&otilde;es de projeto.</p>
<p>&Eacute; comum, por exemplo, ter que sacrificar o conforto do usu&aacute;rio em troca de mais espa&ccedil;o para publicidade. Esse modelo j&aacute; &eacute; padr&atilde;o no mercado, fica dif&iacute;cil propor outras id&eacute;ias. </p>
<p>&Eacute; por isso que n&atilde;o acredito em crit&eacute;rios de usabilidade r&iacute;gidos e fora de contexto como os propostos no livro <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade.html">Homepage:Usabilidade</a>. Cada caso &eacute; um caso. &Eacute; preciso conhecer os usu&aacute;rios do web portal e saber o que vai ser f&aacute;cil de usar para eles e n&atilde;o para o p&uacute;blico em geral. </p>
<p>O &uacute;nico meio de fazer isso &eacute; tendo contato direto com eles. Isso significa que o que voc&ecirc; precisa n&atilde;o &eacute; de um exemplo de web portal, mas sim de uma metodologia de projeto baseada na pesquisa com usu&aacute;rios. </p>
<p>No meu TCC  descrevo um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/projeto_tcc_portal_ufpr.pdf">projeto de Design Centrado no Usu&aacute;rio</a>, do come&ccedil;o ao fim. D&aacute; pra ter uma id&eacute;ia do tamanho do abacaxi. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_projetar_um_web_portal.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 10 Oct 2005 17:55:16 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Quanto mais simples o Wireframe, melhor</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/quanto_mais_simples_o_wireframe_melhor.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Do ponto de vista do design gr&aacute;fico, o documento que o arquiteto da informa&ccedil;&atilde;o gera para especificar os elementos que v&atilde;o compor uma p&aacute;gina (wireframe) deve ser o mais simples poss&iacute;vel. Esse documento deve servir como mera refer&ecirc;ncia para o designer gr&aacute;fico da p&aacute;gina, que pode at&eacute; encontrar uma disposi&ccedil;&atilde;o melhor para os elementos dentro de sua cria&ccedil;&atilde;o. Se o wireframe &eacute; repassado com o grid de alinhamento definido, tamanhos de fontes e at&eacute; tipografia, o designer pode se sentir engessado demais. </p>
<p>Por outro lado, o wireframe normalmente &eacute; entregue ao cliente para aprova&ccedil;&atilde;o antes de ficar pronto o design gr&aacute;fico, ou seja, um monte de rabiscos numa folha de papel causa uma impress&atilde;o pouco profissional. &Eacute; por esse motivo que muitos arquitetos da informa&ccedil;&atilde;o capricham demais na apresenta&ccedil;&atilde;o do wireframe. O exagero come&ccedil;a quando o arquiteto se preocupa se algu&eacute;m vai achar feio seu wireframe. Wireframe n&atilde;o &eacute; pra ser bonito, &eacute; pra ser entendido.</p><p>Antes de entregar wireframes para meus clientes, aviso de que se trata de um esbo&ccedil;o feito para poder discutir logo os elementos que v&atilde;o compor a p&aacute;gina. Al&eacute;m de explicar que depois de definido o wireframe ser&aacute; feito o design gr&aacute;fico, escrevo o seguinte em cima do documento:</p>
<blockquote>
  <p>Este wireframe n&atilde;o especifica design gr&aacute;fico.<br>
    Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentar os elementos que v&atilde;o compor a p&aacute;gina. 
  </p>
</blockquote>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel que na primeira vez o cliente estranhe, mas isso pode ser compensado com uma boa discuss&atilde;o em cima do wireframe. Para enfatizar ainda mais o estado de esbo&ccedil;o, risco com uma caneta em cima o que for para mudar. S&oacute; n&atilde;o deixo que o cliente pegue a caneta, sen&atilde;o pode ser que ele se empolgue demais... </p>
<p>Nem todos os clientes tem tempo para discutir desse jeito, mas oferecer a oportunidade &eacute; importante para que ele sinta que tem controle (ou participa&ccedil;&atilde;o) sobre o projeto. Ressalto que, uma vez aprovado o wireframe, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel voltar atr&aacute;s em suas defini&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>O wireframe abaixo foi apresentado para um cliente bastante participativo e gerou uma excelente discuss&atilde;o (note os rabiscos): </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_rabiscado.png" alt="Wireframe rabiscado" width="300" height="368"> 
<p>Depois da reuni&atilde;o, fiz v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es no wireframe. Como n&atilde;o havia perdido tempo demais com o wireframe anterior, n&atilde;o senti pena de mud&aacute;-lo:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_turminha_alterado.png" alt="Wireframe alterado" width="300" height="445"> 
<p>No Visio voc&ecirc; tem dispon&iacute;vel bibliotecas de elementos (stencils) que podem ser arrastados para a p&aacute;gina e configurados rapidamente. Por enquanto estou trabalhando com uma sele&ccedil;&atilde;o de stencils dispon&iacute;veis gratuitamente na Web por pessoas como <a href="http://www.nickfinck.com/stencils.html">Nick Finck</a> e <a href="http://www.yourtotalsite.com/examples/ia_stencil/GarrettDimon_Wireframes_2003.vsd">Garret Dimon</a>.  </p>
<p>Passei o wireframe para o <a href="http://www.estokero.pop.com.br/">designer gr&aacute;fico</a> e expliquei que ele teria liberdade para mudar a disposi&ccedil;&atilde;o dos elementos da p&aacute;gina, desde que mantivesse os pesos relativos. Veja como ele aproveitou bem a liberdade:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/design_grafico_turminha.png" alt="Design gr&aacute;fico" width="300" height="428">
<p>Esse n&atilde;o &eacute; o layout final do projeto, que ainda est&aacute; sendo desenvolvido pela <a href="http://www.midion.com.br/">Midion</a>, mas &eacute; um bom exemplo de utiliza&ccedil;&atilde;o de wireframes simples. </p>
<p>Para fechar o post, segue uma conversa que tive com o designer de interface <a href="http://www.gmoura.com">Gustavo Moura</a> sobre wireframes e prototipagem:</p>
<p>
<span class="interlocutor1">gmoura: To querendo deixar nossos wireframes navegáveis, para fazer os testes de usabilidade durante o processo de criação do projeto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: por acaso vc conhece alguma boa prática do assunto?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: transformar em protótipos funcionais
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: yeap
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: se vc montou eles no Flash isso vai ser fácil
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eles são ppts
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: os wireframes nascem ppts
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vixi
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ai eh froid
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: formato ppt é pppéssimo
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc não consegue levar para outros softwares
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: complicado... toda as métricas já estao embasadas nos ppts
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eu estava pensando em transforma-los em html
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o problema é que envolve $$ pois teriamos que dedicar um programador pra isso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc pode fazer o seguinte, converter PPT para SWF
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: importar no flash e botar os gotoAndStop()
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: uai, e tem como?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tem sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ai só vem os vetores?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: cada slide é um frame?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: boa fred! vou tentar
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: esses dias tava vendo um software que converter ppt pra swf
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: eu sei que o breeze faz isso, mas ele não é tão fáicl de baixar
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o breeze interpreta o ppt, não?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: como assim?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ele importa o ppt para o ambiente flash
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: as correções precisam ser feita no ppt antes, por exemplo
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: então ele converte pra swf
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: minha dúvida é se ele "esconde" esse swf nessa importação
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ou eu tenho um arquivo limpo pra trabalhar?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: isso num sei
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: mas sincerramente é o preço q paga por usar ppt, hehehehe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: se o problema é velocidade de prototipagem, o visio é bem melhor nesse ponto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: hehehe
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: é o visio que vc recomenda para os wf?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não, recomendo o flash
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: justamente por essa facilidade em transformar em funcional
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: no flash dá pra usar os componentes
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tava testando o visio e fiz um proj com 30 wireframes nele. agora vou ter q refazer eles pra ser funcional :P
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ja fez testes de usabilidade com eles então?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o usuário conseguiu abistrair bem?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: claro q não
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: testes com protótipos são testes que geram resultados prototípicos
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não são confiáveis
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: acho legal protótipos para testar elementos isolados
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: uma vez fiz um protótipo funcional no Palm que tinha só a taxonomia principal e foi muito legal
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: quanto mais abstrato é o protótipo, mais fácil é do usuário abstrair, hehehehe
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: é verdade
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: protótipos de papel também tem suas vantagens
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: além de reforçar q são esboços
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: permite q se façam alterações on-the-fly
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: meus protótipos até agora foram o mais proximo do real
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: perdi muito tempo quando detectei os erros
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não é só vc
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: principalmente os graves
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: quase todos os AI brasileiros fazem isso
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: malditos! hehe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é o seu lado de designers gráficos frustrados :P
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: jhuahuahauhauah 
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: pois é
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sério, tem a ver com nosso ego esse lance
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não queremos mostrar uma coisa feia
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tosca
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: que parece mal-feita
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: principalmente pro cliente, nem pensar!
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o povo do trabalho vive no meu pé..
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: fico passando hrs finalizando os wf mexendo pixel a pixel...
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: huahauhauahauhauahauahauhaua
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eles dizem... dexa o cara, isso é coisa de designer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e cara, acho q em determinados projetos
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: especificar demais o posicionamento das coisas é ruim pro designer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: deixa engessado
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: pois é
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: mas vende mais pro cliente
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc acaba fazendo parte do design gráfico, quando outra pessoa seria mais preparada pra isso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tenho pouca experiência, mas discordo disso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é possível compensar trazendo o cliente pra discutir
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e RISCAR o wireframe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: no último projeto deu muito certo riscar o wireframe durante a reunião de discussão com o cliente
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: já fiz isso tb
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ele se sente mais parte integrante do projeto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o problema é a abstração
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: N clientes não conseguem ver alem das linhas e tons de cinza
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é isso é verdade
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: engraçado agente ta falando disso
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eu estava lendo a respeito da produção de animações para curta metragens
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o processo de criação se parece bastante com o processo de design
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ambos focam o público como fator principal
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: e nosso wf é bem representado no storyboard deles
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sim, tem gente até q chama wf por storyboard
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: onde existem 2 versões.. o storyboard de produção.. que pode ser rascado, rabiscado, feito e refeito
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e o animatic
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: e o de exposição.. para mostrar todo o lado "trabalhado" e pensado do filme para a banca examinadora dos animamunds da visa
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: vida
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: que seria a vr para o cliente assim por dizer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: na publicidade tb tem storyboard sempre antes dos comerciais
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: nesse ramo, os clientes já se acostumaram de trabalhar assim
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: então conseguem entender melhor
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: acho q nossa saída é ensinar o cliente
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: por exemplo: mostrar uma página famosa q o cara use, tipo UOL e um wireframe dela
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ahhh sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: aculturar o cliente sempre é o pto chave</span>
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<guid isPermaLink="false">476</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 03 Oct 2005 11:37:54 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Persona, o usuário mascote do projeto</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Quando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/perfil_semiotico_do_usabilidoido.html">comecei o Perfil Semi&oacute;tico</a> aqui no Usabilidoido realmente n&atilde;o imaginava que ia chegar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cognicao_e_personalidade_na_interacao.html">t&atilde;o longe</a>. Na verdade, nem planejava passar da <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_do_perfil_semiotico_com_leitores.html">primeiridade</a>, pelo receio da complexidade com que teria que lidar. Gra&ccedil;as ao incentivo de voc&ecirc;s, acho que estamos chegando num m&eacute;todo vi&aacute;vel n&atilde;o s&oacute; para entender as expectativas do usu&aacute;rio, mas tamb&eacute;m para identificar padr&otilde;es de personalidade entre os participantes do perfil. </p>
<p>Claro que &eacute; preciso testar o Perfil Semi&oacute;tico em outros projetos, mas se o resultado for realmente confi&aacute;vel seu valor ser&aacute; inestim&aacute;vel. Informa&ccedil;&otilde;es como essa permitem entender (e prever) o comportamento do usu&aacute;rio no momento da intera&ccedil;&atilde;o. Longe de uma postura behaviourista do tipo est&iacute;mulo-rea&ccedil;&atilde;o (como o c&atilde;o que saliva ao ouvir o sino do almo&ccedil;o), podemos encarar de frente a complexidade do ser humano, procurando por padr&otilde;es relevantes entre os participantes do perfil. </p>
<p>&Eacute; um m&eacute;todo que considera n&atilde;o s&oacute; aspectos perceptuais, como a maioria das pesquisas em IHC, mas tamb&eacute;m emocionais e cognitivos, permitindo um panorama hol&iacute;stico da personalidade dos participantes do perfil. </p>
<h2>Tipos psicol&oacute;gicos </h2>
<p>Dentro de uma empresa, conhecer bem a personalidade dos funcion&aacute;rio &eacute; fundamental para formar boas equipes. Grandes empresas contratam psic&oacute;logos organizacionais s&oacute; para auxiliar nessa dif&iacute;cil tarefa. Como nessa situa&ccedil;&atilde;o, cada caso &eacute; analisado em particular, os psic&oacute;logos costumam aplicar diferentes m&eacute;todos para obter um resultado preciso. Um dos m&eacute;todos mais usados &eacute; o <a href="http://www.knowyourtype.com/">Myers-Briggs Type Indicator</a> (MBTI), que encaixa cada pessoa dentro de um dos 16 perfis psicol&oacute;gicos que permite indentificar.</p>
<p>A <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/histo.htm">origem do MBTI</a> remonta ao psiquiatra Carl Jung, que chegou a conclus&atilde;o de que as diferen&ccedil;as de comportamento humano eram fruto da prefer&ecirc;ncias na utiliza&ccedil;&atilde;o das diversas fun&ccedil;&otilde;es mentais. Para ele, cada pessoa pendia para um dos lados de cada uma dessas balan&ccedil;as:</p>
<ul>
  <li>Introvertido - Extrovertido</li>
  <li>Sensoriais - Intuitivos</li>
  <li>Pensadores - Sentimentais</li>
  <li>Julgadores - Perceptivos</li>
</ul>
<p>Essa &uacute;ltima linha foi adicionada mais tarde por Katharine Briggs e Isabel Briggs Myer, que desenvolveram um question&aacute;rio para identificar qual o tipo psicol&oacute;gico da pessoa, o chamado MBTI. Os 16 tipos s&atilde;o resultado da combina&ccedil;&atilde;o das quatro escalas acima, formando por exemplo o tipo Extrovertido Sensorial Sentimental  Perceptivo. Segundo esta p&aacute;gina que cruza os <a href="http://www.learningchoices.com/career-personality.htm">tipos psicol&oacute;gicos com carreiras</a>, uma pessoa do tipo ESFP (F de Feeling) tem jeito para ser veterin&aacute;ria. </p>
<p>A desvantagem principal do MBTI &eacute; que trata-se de um m&eacute;todo propriet&aacute;rio, ou seja, &eacute; preciso contratar uma empresa credenciada para aplicar o teste oficial. Existem alguns sites que oferem <a href="http://similarminds.com/personality_tests.html">question&aacute;rios gigantescos</a> que te d&atilde;o um resultado aproximado, mas &eacute; chato e demorado demais respond&ecirc;-los. Outro problema &eacute; que &eacute; preciso confiar na honestidade de quem est&aacute; respondendo. </p>
<p>Antes que voc&ecirc; responda os question&aacute;rios do site acima, termine de ler o post. Tenho boas evid&ecirc;ncias para chutar que voc&ecirc; seja do tipo <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/intj.htm">INTJ</a> ou <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/istj.htm">ISTJ</a>. </p>
<p>Para entender melhor as escolhas que voc&ecirc;s fizeram no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_do_perfil_semiotico_ii.html">perfil de secundidade</a>, mostrei as fotos para amigos e perguntei que tipo de pessoa gostaria ou n&atilde;o de se sentir como a pessoa da foto. Escolhi as tr&ecirc;s emo&ccedil;&otilde;es mais bem cotadas e tr&ecirc;s emo&ccedil;&otilde;es que me surpreenderam no resultado. Veja no infogr&aacute;fico as caracter&iacute;sticas pessoais sugeridas pelos meus amigos: </p>
<p>
  <object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" width="446" height="566">
    <param name="movie" value="http://www.usabilidoido.com.br/infograficos/emocao_personalidade.swf">
    <param name="quality" value="high">
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  </object>
</p>
<p>Como voc&ecirc; pode ver, algumas caracter&iacute;sticas s&atilde;o contradit&oacute;rias, o que indica que estamos lidando com mais de um tipo de pessoa. Para perceber melhor os padr&otilde;es, montei um diagrama de afinidade entre as caracter&iacute;sticas e liguei as contradit&oacute;rias (em cinza):</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/afinidade_personalidade_leitores.png" width="355" height="409"></p>
<p>Se voc&ecirc; &eacute; um leitor ass&iacute;duo, provavelmente  deve ter se identificado com algumas dessas caracter&iacute;sticas, umas mais, outras menos. </p>


<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=450"> 
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	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=450" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>



<h2>Personas</h2>
<p>N&atilde;o pude deixar de aproveitar a oportunidade para aplicar a t&eacute;cnica de Cria&ccedil;&atilde;o de Personas, t&atilde;o pouco conhecida no Brasil. Uma persona &eacute; um perfil de usu&aacute;rio fict&iacute;cio que representa uma fatia do p&uacute;blico-alvo e serve para motivar e guiar os membros de um projeto interativo rumo ao Design Centrado no Usu&aacute;rio. </p>
<p>Durante o projeto do Internet Explorer 5, por exemplo, a Microsoft preparou algumas personas representativas e fez uma campanha interna para conscientizar os desenvolvedores da import&acirc;ncia de oferecer uma boa experi&ecirc;ncia a esses usu&aacute;rios. Durante as discuss&otilde;es sobre o rumo da interface, o nome das personas eram evocadas para defender que determinado recurso seria dif&iacute;cil demais para ser usado por aquela persona, por exemplo. </p>
<p>Como no caso do Usabilidoido n&atilde;o preciso convencer ningu&eacute;m a focar no usu&aacute;rio, as personas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o &uacute;teis, mas montei assim mesmo, com o objetivo de mostrar pra voc&ecirc;s a t&eacute;cnica e verificar se o resultado do Perfil Semi&oacute;tico pode ou n&atilde;o ser usado dessa forma.</p>
<p>Combinando as caracter&iacute;sticas do &uacute;ltimo diagrama com as caracter&iacute;sticas dos tipos psicol&oacute;gicos do MBTI e levando em conta uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_da_pesquisa_com_nossos_leitores.html">antiga pesquisa com leitores</a>, consegui aumentar a profundidade do perfil psicol&oacute;gico dos leitores e percebi que havia uma grande coer&ecirc;ncia em todas as esclas, com exce&ccedil;&atilde;o da Sensorial - Intuitivo. Alguns dos leitores s&atilde;o guiados pelos fatos (sensorial) e outros seguem sua imagina&ccedil;&atilde;o (intuitivo). </p>
<p>Por esse motivo, resolvi criar duas personas: uma INTJ e outra ISTJ. Por&eacute;m, as caracter&iacute;sticas do tipo psicol&oacute;gico do MBTI s&atilde;o gen&eacute;ricas demais. N&atilde;o d&aacute; pra copiar direto e aplicar na persona. Melhor &eacute; adaptar algumas caracter&iacute;sticas e dar o toque liter&aacute;rio que vai tornar a persona interessante para ser lida e lembrada. </p>
<p>Segundo o livro <a href="http://www.freemangames.com/idea/5_1.php">Creating Emotion in Games</a>, para um personagem de filme ou jogo ser interessante, ele deve fugir do clich&ecirc;, do planificado, do previs&iacute;vel. David Freeman recomenda que um personagem t&iacute;pico tenha quatro tra&ccedil;os de personalidade caracter&iacute;sticos e alguns devem ser conflitantes. </p>
<p>Selecionei as caracter&iacute;sticas que tiveram melhor correspond&ecirc;ncia com os tipos MBTI e adicionei uma conflitante, eis o resultado: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/personas_leitores_usabilidoido.png" width="355" height="409">
<h3>Pedro Marcuse</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pedro_marcussi.jpg" alt="Pedro Marcussi" width="200" height="168">
<p>Designer de Interfaces </p>
<p><strong>Forma&ccedil;&atilde;o</strong>: Antes de come&ccedil;ar a faculdade de Desenho Industrial, sua principal ocupa&ccedil;&atilde;o eram os games. Escolheu essa faculdade porque sempre teve facilidade com as artes. Nunca poderia ter feito um curso chato como Administra&ccedil;&atilde;o ou Direito. Come&ccedil;ou a trabalhar a partir do segundo ano de faculdade s&oacute; pra n&atilde;o precisar depender mais da mesada do pai. H&aacute; dois anos formado, Pedro se encontrou no Design de Interfaces e quer se especializar nisso, apesar de seu trabalho atual como webdesigner exigir outras habilidades. </p>
<p><strong>Interesse no Usabilidoido</strong>: Melhorar o discurso para argumentar com clientes e outros membros da equipe, visando obter uma situa&ccedil;&atilde;o profissional superior. </p>
<p><strong>Assuntos Preferidos</strong>:</p>
<ul>
  <li>Usabilidade</li>
  <li>Design gr&aacute;fico de interfaces </li>
</ul>
<p><strong>Tipo psicol&oacute;gico </strong> : <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/intj.htm">INTJ</a> (Introvertido - Intuitivo - Pensador - Julgador)</p>
<p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o da personalidade : </strong></p>
<p>Pedro sente uma press&atilde;o grande por se manter informado nas novidades da profiss&atilde;o. Por vezes, encontramos Pedro sentado na frente do computador fora do hor&aacute;rio de trabalho, s&oacute; para dar conta das novidades que saem nas listas de email, blogs e sites especializados. Quando est&aacute; muito concentrado, prefere terminar de ler um artigo ou livro antes de sair de casa para se divertir. </p>
<p>Quando est&aacute; longe do computador, est&aacute; sempre no mundo-da-lua. Durante as aulas da faculdade, as aulas chatas eram o momento em que ele tinha as melhores id&eacute;ias para solucionar problemas do trabalho. Comprou um Palmtop s&oacute; para anotar as id&eacute;ias porque, sen&atilde;o o fizesse, esquecia depois. </p>
<p>Seu c&iacute;rculo social &eacute; pequeno, n&atilde;o &eacute; um tipo popular. No entanto, valoriza muito o contato com as poucas pessoas que mant&eacute;m v&iacute;nculos fortes. Pedro prefere n&atilde;o ficar com a responsabilidade de l&iacute;der, mas se precisar pode guiar uma equipe em projetos inovadores. Quando trabalha em equipe costuma desenvolver id&eacute;ias em segredo at&eacute; que tenha certeza de que est&aacute; certo. &quot;Dizem que sou teimoso, mas sei reconhecer quando estou errado&quot;, afirma ele. </p>
<h3>Ricardo Saknussem</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ricardo_saknussem.jpg" alt="Ricardo Saknussem" width="200" height="293">
<p>Programador de Interfaces</p>
<p><strong>Forma&ccedil;&atilde;o</strong>: Come&ccedil;ou a trabalhar fazendo websites para amigos do seu pai, um empres&aacute;rio influente. Por causa da press&atilde;o do pai, continuou trabalhando na &aacute;rea mesmo depois de ter entrado na faculdade de Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o. Agora, no &uacute;ltimo ano da faculdade, ele espera desenvolver um projeto inovador que vem matutando h&aacute; tempos e que ir&aacute; definir sua carreira de uma vez por todas. </p>
<p><strong>Interesse no Usabilidoido</strong>: T&eacute;cnicas e m&eacute;todos que possam melhorar a qualidade de seu trabalho. </p>
<p><strong>Assuntos Preferidos</strong>:</p>
<ul>
  <li>Arquitetura da informa&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>Ger&ecirc;ncia de projetos </li>
  <li>Webstandards</li>
</ul>
<p><strong>Tipo psicol&oacute;gico</strong>: <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/istj.htm">ISTJ</a> (Introvertido - Sensorial - Pensador - Julgador)</p>
<p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o da personalidade</strong>:</p>
<p>Quando sai uma nova tecnologia, Rircardo &eacute; o primeiro a questionar sua aplicabilidade. Se ele pudesse, colocaria um freio no mercado para que diminua a produ&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias e melhore as j&aacute; existentes. &quot;N&atilde;o &eacute; preciso reinventar a roda&quot; &eacute; uma das frases que ele mais gosta. </p>
<p>Ricardo n&atilde;o &eacute; um l&iacute;der carism&aacute;tico, mas sabe organizar muito bem uma equipe se precisar. &Eacute; um bom planejador porque faz de tudo para cumprir os prazos combinados, mesmo em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de or&ccedil;amento e prazo. Infelizmente, outras pessoas se aproveitam dessa sua qualidade para mant&ecirc;-lo constantemente sob press&atilde;o e isso lhe causa grande frustra&ccedil;&atilde;o. &quot;Um dia eu chuto o pau-da-barraca&quot;, diz ele consigo mesmo quando est&aacute; nervoso. </p>
<p>Possui mais amigos virtuais do que reais. Sua ex-namorada acusava-o de ser frio demais, mas os testemunhos de amigos do orkut n&atilde;o condizem com isso. &quot;&Eacute; mais f&aacute;cil programar em Assembler do que entender a raz&atilde;o feminina&quot;, brinca ele. </p>
<h2>Discuss&atilde;o</h2>
<p>E a&iacute;, o que acharam? Se identificaram? Por favor, comentem para saber se deu certo ou n&atilde;o o m&eacute;todo. </p>
<p><strong>[ Nota ]</strong> Leitoras, por favor n&atilde;o fiquem chateadas porque n&atilde;o montei uma persona feminina. Os cuecas de plant&atilde;o teriam dificuldade demais para se identificar com uma persona feminina, mas sei que voc&ecirc;s, espertas que s&atilde;o presses assuntos, v&atilde;o entender que os perfis acima poderiam muito bem ser de uma mulher tamb&eacute;m, com algumas pequenas diferen&ccedil;as. </p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Sat, 20 Aug 2005 11:32:14 -0300</pubDate>


<itunes:image href="Através de pesquisa é possível montar perfils representativos que servem para guiar e motivar o Design Centrado no Usuário.


http://www.usabilidoido.com.br/imagens/personas_usabilidoido.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Classificações na Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/classificacoes_na_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O homem n&atilde;o tem condi&ccedil;&atilde;o de lidar com cada entidade que existe no mundo de forma separada, por isso ele agrupa as entidades de acordo com caracter&iacute;sticas em comum. Quanto mais grupos ele cria, mais entidades consegue lidar. </p>
<p>Para ter um website com grande quantidade de conte&uacute;do na Web, &eacute; preciso ter muitos agrupamentos. A Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o desenvolveu ao longo de d&eacute;cadas, diversas formas de classificar entidades. </p>
<p>Estudiosos dessa &aacute;rea trouxeram esse conhecimento para a Web e surgiu a profiss&atilde;o do Arquiteto da Informa&ccedil;&atilde;o. Para descrever suas ferramentas, emprestaram termos que j&aacute; existiam, mas &agrave;s vezes aplicaram de forma ligeiramente diferente do sentido original. Explicarei alguns desses termos, como s&atilde;o usados hoje pelos profissionais que escrevem livros e artigos sobre o assunto. </p>
<p><strong>Taxonomia</strong> &eacute; uma forma de classifica&ccedil;&atilde;o caracterizada por rela&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas. Ela serve como base para formar menus de navega&ccedil;&atilde;o em websites com v&aacute;rias p&aacute;ginas hierarquizadas, mas n&atilde;o &eacute; necessariamente igual a ele. </p>
<p>Um taxonomia pode estar contida dentro de um <strong>vocabul&aacute;rio controlado</strong>, que &eacute; um banco de dados que define os termos mais utilizados num determinado assunto ou por&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e suas rela&ccedil;&otilde;es. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; manter a consist&ecirc;ncia entre o conte&uacute;do e servir como refer&ecirc;ncia para as  diferentes entidades que alimentam o banco de dados.</p>
<p>Imagine que num artigo eu escreva Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador; num outro, Intera&ccedil;&atilde;o Homem-M&aacute;quina e no outro Intera&ccedil;&atilde;o Tecnologia-Ser Humano. Qual dos termos &eacute; o certo? Todos, mas existe um <strong>preferido</strong>. Se meu termo preferido fosse Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador e eu tivesse um vocabul&aacute;rio controlado no <a href="http://www.movabletype.org">meu Gerenciador de Conte&uacute;do</a>, toda vez que escrevesse os outros termos, o sistema me avisaria disso e sugeriria a mudan&ccedil;a. </p>
<p>Essa mesma entrada no vocabul&aacute;rio poderia conter vers&otilde;es do termo preferido escritas com <strong>erros de ortografia</strong>, para que ao digitar errado na busca, voc&ecirc; ainda assim chegasse ao destino. O Google faz isso de <a href="http://www.google.com/search?hl=pt-PT&biw=1001&q=forma+maravilosa&btnG=Pesquisar&lr=">forma maravilhosa</a>, atrav&eacute;s de algoritmos autom&aacute;ticos. </p>
<p>Um vocabul&aacute;rio controlado tamb&eacute;m pode conter um <strong>tesauro</strong>, ou seja, um dicion&aacute;rio de sin&ocirc;nimos. Quando voc&ecirc; digitasse Intera&ccedil;&atilde;o Homem-Computador na busca, isso iria retornar o sin&ocirc;nimo Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador. </p>
<p>Se cada termo tiver uma descri&ccedil;&atilde;o do que significa o termo, ent&atilde;o o vocabul&aacute;rio estar&aacute; contendo um <strong>gloss&aacute;rio</strong>. A utilidade maior &eacute; em ferramentas de ajuda e ensino. Pense numa tooltip que explica o que significa uma palavra que voc&ecirc; n&atilde;o entendeu na p&aacute;gina. </p>
<p>Se um mesmo vocabul&aacute;rio cuida de v&aacute;rias aplica&ccedil;&otilde;es como essas, &eacute; abrangente o suficiente para abarcar qualquer novo termo, possui regras r&iacute;gidas para a inclus&atilde;o e ger&ecirc;ncia dos termos, ent&atilde;o ele pode ser chamado de uma <strong>ontologia</strong>. Um exemplo &eacute; o <a href="http://br.cade.yahoo.com/dir/">diret&oacute;rio do Cad&ecirc;</a> (*nostalgia*). </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/diretorio_cade.jpg" alt="Diret&oacute;rio do Cad&ecirc; cont&eacute;m tudo" width="350" height="328"></p>
<p>Caso n&atilde;o haja absolutamente regra alguma para a inclus&atilde;o de novos termos e existam diversas pessoas incluindo termos ao mesmo tempo, ent&atilde;o voc&ecirc; tem uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/classificacao_ao_alcance_de_todos.html">folcsonomia</a>. Segundo o <a href="http://www.shirky.com/writings/ontology_overrated.html">brilhante artigo</a> de Clay Shirky, as ontologias est&atilde;o com os dias contados na Web, enquanto que as folcsonomias est&atilde;o crescendo.</p>
<p>Provavelmente, surgir&atilde;o outras ferramentas de classifica&ccedil;&atilde;o populares, diferentes da folcsonomia, que &eacute; extremamente ca&oacute;tica. O pr&oacute;prio delicious agora faz <a href="http://del.icio.us/">sugest&atilde;o de tags</a>, mas ainda n&atilde;o pode ser considerada uma classifica&ccedil;&atilde;o realmente colaborativa. </p>
<p>J&aacute; existem softwares de an&aacute;lise de conte&uacute;do que geram classifica&ccedil;&otilde;es automaticamente. O <a href="http://www.cs.waikato.ac.nz/~ml/weka/">Weka</a> &eacute; um exemplo, mas seu principal uso &eacute; na Minera&ccedil;&atilde;o de Dados e n&atilde;o na Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o. Certamente no futuro, teremos softwares que far&atilde;o parte do trabalho do arquiteto da informa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; essencial que surjam tais ferramentas, pois a quantidade de informa&ccedil;&atilde;o que lidamos aumenta cada vez mais. </p>
<p>Penso que cada usu&aacute;rio ter&aacute; um desses ao seu lado, como se fosse um c&atilde;ozinho esperto que busca o jornal e n&atilde;o um osso. Sim, um agente inteligente que encontraria e classificaria conte&uacute;do na Web relevante para esse usu&aacute;rio, de acordo com suas prefer&ecirc;ncias e, principalmente, comportamento. Se ele passa mais tempo lendo um determinado artigo, ent&atilde;o deve gostar do assunto. A tecnologia pra isso j&aacute; existe: perfil do orkut, agregador do Bloglines, personaliza&ccedil;ao da Amazon e etc. J&aacute; ouviu falar da <a href="http://www.robinsloan.com/epic/">Googlezon</a>? </p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Thu, 23 Jun 2005 00:55:56 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/diretorio_cade2.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Software para projetar a navegação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/software_para_projetar_a_navegacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Durante a fase de arquitetura da informa&ccedil;&atilde;o de um website, &eacute; importante trabalhar &agrave; partir de uma vis&atilde;o geral da navega&ccedil;&atilde;o do website. Caso se trate de uma estrutura hier&aacute;rquica, nada melhor que um diagrama cl&aacute;ssico usando caixinhas com r&oacute;tulos ligadas por linhas. Existem softwares que podem ajudar muito nessa hora. </p>
<p>No come&ccedil;o, fazia esses diagramas com l&aacute;pis mesmo, no papel. Na medida em que me envolvia em projetos maiores, o suporte se demonstrou ineficiente. Era preciso mudar a mesma coisa v&aacute;rias vezes, recombinar, sem falar da necessidade de ser apresent&aacute;vel ao cliente e outros membros da equipe. Comecei a usar o pr&oacute;prio Flash, software vetorial que mais me sinto &agrave; vontade (<a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_e_de_interacao.html">exemplo</a>). Fiquei satisfeito e nem senti vontade de tentar o software indicado por outros arquitetos da informa&ccedil;&atilde;o: Microsoft Visio. Sabia at&eacute; que voc&ecirc; podia incluir nele a biblioteca do <a href="http://iainstitute.org/pt/translations/000332.html">Visvocab</a> criada pelo Jesse James Garret, o padr&atilde;o de nota&ccedil;&atilde;o que adoto.</p>
<p>Ano passado, na correria para terminar meu TCC, descobri um tal de <a href="http://www.smartdraw.com/">Smartdraw</a> que tinha inclusive uma vers&atilde;o Trial. Gravei hoje um screencast demonstrando as funcionalidades dele que permitiram que eu fizesse meus diagramas muito mais r&aacute;pido do que imaginava:</p>
<object id  ="flashMovie" 
   codeBase ="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=5,0,0,0" 
   height   ="545" 
   width    ="580 "
   classid  ="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" VIEWASTEXT>
   <PARAM NAME="_cx"                VALUE="26">
   <PARAM NAME="_cy"                VALUE="26">
   <PARAM NAME="FlashVars"          VALUE="csConfigFile=smartdraw6_config.xml">
   <PARAM NAME="Movie"              VALUE="smartdraw6_controller.swf?csConfigFile=smartdraw6_config.xml">   
   <PARAM NAME="Src"                VALUE="smartdraw6_controller.swf?csConfigFile=smartdraw6_config.xml">
   <PARAM NAME="WMode"              VALUE="Window">
   <PARAM NAME="Loop"               VALUE="false">
   <PARAM NAME="Quality"            VALUE="high">
   <PARAM NAME="SAlign"             VALUE="">
   <PARAM NAME="Menu"               VALUE="-1">
   <PARAM NAME="Base"               VALUE="">
   <PARAM NAME="AllowScriptAccess"  VALUE="always">
   <PARAM NAME="DeviceFont"         VALUE="0">
   <PARAM NAME="EmbedMovie"         VALUE="0">
   <PARAM NAME="BGColor"            VALUE="#FFFFFF">
   <PARAM NAME="SWRemote"           VALUE="">
   <PARAM NAME="MovieData"          VALUE="">
   <PARAM NAME="SeamlessTabbing"    VALUE="1">
									
   <EMBED id          ="EmbedflashMovie"
          src         ="smartdraw6_controller.swf?csConfigFile=smartdraw6_config.xml" 
          flashvars   ="csConfigFile=smartdraw6_config.xml" 
          quality     ="high" 
          bgcolor     ="#FFFFFF" 
          width       ="580" 
          height      ="545" 
          type        ="application/x-shockwave-flash" 
          pluginspace ="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer">	
   </EMBED>
</OBJECT>

<p>Lembrei dele porque tive a oportunidade esses dias de experimentar o Visio e n&atilde;o gostei. Ainda acho o Smartdraw muito mais f&aacute;cil de usar e r&aacute;pido. O Visio &eacute; mais flex&iacute;vel e faz mais coisas que o Smartdraw, mas n&atilde;o est&aacute; t&atilde;o otimizado para o que eu queria. O Smartdraw que falo &eacute; a vers&atilde;o 6, que deu lugar para a 7. Esta &uacute;ltima ficou mais parecida com o Visio e perdeu algumas das funcionalidades que demonstro no screencast. A p&aacute;gina oficial do software n&atilde;o oferece o download da vers&atilde;o 6, mas um passarinho me contou que circula uma demo da vers&atilde;o 6 no <a href="http://www.emule-project.net/">Emule</a>. </p>
<p>Outro software interesante &eacute; o <a href="http://www.pocketdraw.com/">PocketDraw</a>, que permite fazer diagramas como esse num computador de m&atilde;o. Se tivesse um PocketPC poderia testar se a aplica&ccedil;&atilde;o ajudaria a discutir a navega&ccedil;&atilde;o numa reuni&atilde;o com equipe e clientes ou at&eacute; mesmo durante aqueles momentos inesperados em que vem uma id&eacute;ia brilhante na cabe&ccedil;a nos lugares mais estranhos. (veja foto do topo tirada por <a href="http://www.visuallee.com/weblog/2003_03_01_archive.html">Mike Lee</a>)</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/software_para_projetar_a_navegacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">389</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 15 Jun 2005 15:17:20 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pocketdraw.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Classificação ao alcance de todos</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/classificacao_ao_alcance_de_todos.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ontem estava lendo um <a href="http://shirky.com/writings/ontology_overrated.html">artigo brilhante</a> que analisa como as bibliotecas, depois o diret&oacute;rio do Yahoo e finalmente o Google foram se superando na efic&aacute;cia de recupera&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o pude deixar de comentar.</p>
<p> Nas bibliotecas, os livros s&atilde;o classificados de acordo com normas r&iacute;gidas e obsoletas, mais preocupadas com as implica&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas do armazenamento do que com os anseios do usu&aacute;rio. No <a href="http://br.yahoo.com/info/diretorio.html">diret&oacute;rio do Yahoo</a>, n&atilde;o havia esse problema, mas ainda assim os classificadores impuseram uma estrutura hier&aacute;rquica pretensamente &quot;correta&quot;. J&aacute; o Google d&aacute; o exemplo de que o lance n&atilde;o &eacute; impor uma classifica&ccedil;&atilde;o, mas sim dar o que o usu&aacute;rio quer segundo seus pr&oacute;prios crit&eacute;rios. </p>
<p>Recentemente, ferramentas como <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a> e <a href="http://deli.icio.us/">Delicious</a> popularizaram um novo modelo de classifica&ccedil;&atilde;o chamado de folcsonomia (do original <em>folksonomy</em>). Agora s&atilde;o os usu&aacute;rios que especificam toda a classifica&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o precisam obedecer a nenhuma regra. Simplesmente classificar da forma como achar melhor. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/tags_flickr.jpg" alt="Exemplo de classifica&ccedil;&atilde;o por tags de uma foto no Flickr" width="220" height="307"></p>
<p>Clay Shirky chega a conclus&atilde;o de que essa &eacute; a forma que est&aacute; mais de acordo com os princ&iacute;pios b&aacute;sicos da Web (compartilhar, referenciar, etc). Concordo com ele, por&eacute;m, assim como <a href="http://usabilityviews.com">Chris McEvoy</a> (que prefere chamar o treco de <a href="http://usability.typepad.com/confusability/2005/04/usersaurus_vs_f.html">Usersaurus</a>), tenho visto o fen&ocirc;meno com certa descren&ccedil;a. Minhas pr&oacute;prias tags s&atilde;o &uacute;teis a mim mesmo, mas dificilmente ser&atilde;o para outras pessoas, veja algumas que tirei do <a href="http://del.icio.us/amstel">meu bookmark</a>:</p>
<ul>
  <li>    ex_turismo </li>
  <li>    ex_vestu&aacute;rio </li>
  <li>    flash </li>
  <li>    hist&oacute;ria </li>
  <li>    informa&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>    intera&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>    internet </li>
  <li>    jogos </li>
  <li> jornalismo </li>
  <li>    multim&iacute;dia </li>
  <li> navega&ccedil;&atilde;o</li>
</ul>
<p>O prefixo &quot;ex_&quot; das duas primeiras indica que s&atilde;o exemplos de bons sites (especialmente no quesito design de interface), mas como voc&ecirc; iria adivinhar se eu n&atilde;o dissesse? Poderia ter colocado &quot;exemplo_turismo&quot;, mas isso daria muito trabalho ter que ficar digitando a cada vez. O sistema de tags est&aacute; fazendo sucesso porque &eacute; pr&aacute;tico para quem insere e n&atilde;o porque &eacute; f&aacute;cil para quem vai recuperar algo dele. Nesse post em &aacute;udio explico melhor (ou n&atilde;o):</p>
<p class="audio"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/audio/folcsonomia_classificacao.mp3">Classifica&ccedil;&atilde;o ao alcance de todos</a> [MP3] 9 minutos </p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=369"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=369" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>

<p>Na realidade, ainda &eacute; cedo para concluir algo sobre folcsonomia. Essas s&atilde;o minhas impress&otilde;es iniciais, que provavelmente ser&atilde;o alteradas conforme a evolu&ccedil;&atilde;o do conceito. Prefiro ser cuidadoso do que sair por a&iacute; tageando a <a href="http://foundcity.net/">tudo</a> e a <a href="http://www.consumating.com/tags/">todos</a>. </p>

<p><strong>[ nota ]</strong> Logo ap&oacute;s escrever esse post, resolvi testar aqui uma aplica&ccedil;&atilde;o similar &agrave; folcsonomia. Ao final dos posts, voc&ecirc;s leitores podem adicionar palavras-chaves, al&eacute;m das que eu j&aacute; insiro quando publico. A vantagem &eacute; que no futuro, poder&atilde;o encontrar o post mais facilmente. Vejamos no que d&aacute;.</p>
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]]>
</description>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 17 May 2005 23:26:26 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Escopo da Arquitetura da Informação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/escopo_da_arquitetura_da_informacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Irapuan Martinez levantou uma discuss&atilde;o interessante na <a href="http://lists.ibiblio.org/pipermail/aifia-pt/2005-May/000681.html">Aifia-pt</a> sobre o escopo da Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, a &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da disciplina.</p>
<blockquote> 
  <p>Proposi&ccedil;&atilde;o:<br>
    Arquitetura de informa&ccedil;&atilde;o s&oacute; tem sentido em sites com grande volume de 
  informa&ccedil;&atilde;o. Hotsites ou outros cujo o conte&uacute;do se restringe a poucos itens 
  para se navegar, n&atilde;o h&aacute; material para a AI se desenvolver. </p>
  <p>(...)</p>
  <p>Sempre tive essa impress&atilde;o que AI se mostra mais a vontade em lidar com 
    complexidade, mas na simplicidade e na objetividade, n&atilde;o h&aacute; o que ser 
  organizado.</p>
  <p>(...)</p>
  <p>Se a interface prima por objetividade, tende a cortar os excessos. Poucos 
    elementos, pouca coisa para hierarquizar. Sem ter o que organizar, o que a 
  AI tem de recurso a ser utilizado?</p></blockquote>
<p>Imediatamente, os Arquitetos da Informa&ccedil;&atilde;o de plant&atilde;o come&ccedil;aram a justificar sua utilidade nos projetos Web, mesmo pequenos.</p>
<blockquote>
  <p> A dura&ccedil;&atilde;o ou escopo do projeto n&atilde;o &eacute; empecilho para<br>
    o seu planejamento adequado. Na minha experi&ecirc;ncia, hotsites pequenos onde a 
    dupla de design estava completa (AI+designer) deram mais certo do que quando 
    o design estava sozinho. Isto porque a parceria tornou o trabalho mais 
    r&aacute;pido e &aacute;gil e o resultado foi melhor. &Eacute; claro que n&atilde;o foi necess&aacute;rio 
    fazer todos os wireframes e deliverables de AI, mas a participa&ccedil;&atilde;o do AI &eacute; fundamental. <br>
    (<a href="http://blogdeusabilidade.blogspot.com/">Isabel L&ouml;fgren</a>)
</p>
  <p>Quando n&oacute;s pensamos em AI na web, pensamos nos quatro componentes fundamentais (Sistemas de Organiza&ccedil;&atilde;o, de Navega&ccedil;&atilde;o, de Rotula&ccedil;&atilde;o e de Busca) e em todas as t&eacute;cnicas existentes para constru&iacute;-los (vide o livro do urso polar). Quanto maior &eacute; o site, mais trabalhoso &eacute; o projeto e s&atilde;o nesses casos em que as t&eacute;cnicas apresentam melhores resultados. Por&eacute;m, como outros j&aacute; disseram aqui, eu vejo a AI mais como uma filosofia de vida (exajerei :-) ) que um simples conjunto de t&eacute;cnicas.</p>
  <p>Organizar todo mundo sabe. Essa &eacute; uma habilidade natural dos seres humanos usada para simplificar nossos processos cognitivos, nossa memoriza&ccedil;&atilde;o e facilitar nossa intera&ccedil;&atilde;o com o mundo. Desde pequenos nossas m&atilde;es nos ensinaram a organizar nossos quartos e nossas professoras nos ensinavam a organizar nossos cadernos. Mas se todo mundo sabe organizar, porque os sites pessoais, blogs e fotologs normalme nte s&atilde;o t&atilde;o desorganizados ?</p>
  <p>&Eacute; ai que entra a AI. Uma coisa &eacute; organizar as coisas para voc&ecirc;, outra &eacute; organizar para para outras pessoas. Ao organizar para outros voc&ecirc; precisa entender suas necessidades, comportamentos e linguagem. &Eacute; nesse ponto que entra a filosofia e isso se aplica tanto a coisas pequenas quanto grandes.<br>
    (<a href="http://www.guilhermo.com/">Guilhermo Reis</a>)
  </p>
  <p>A quest&atilde;o &eacute; que a disciplina arquitetura de informa&ccedil;&atilde;o na verdade &eacute; m&uacute;ltipla, compreende v&aacute;rias disciplinas. Dessas disciplinas, algumas (as que vieram das library sciences, organiza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do etc.) de fato n&atilde;o se aplicam aos sites muito pequenos ou hotsites, e nisso o Irapuan tem raz&atilde;o. Mas, por outro lado, as disciplinas relacionadas ao planejamento de interfaces continuam sendo pertinentes sim, mesmo para sites pequenos.</p>
  <p>Para ver isso, &eacute; s&oacute; pensar que &eacute; perfeitamente poss&iacute;vel um site pequeno ter uma usabilidade p&eacute;ssima. Isso j&aacute; indica que existe um espa&ccedil;o para o arquiteto de informa&ccedil;&atilde;o atuar, julgando a disposi&ccedil;&atilde;o visual das informa&ccedil;&otilde;es e a navega&ccedil;&atilde;o.</p>
  <p>Na verdade, o processo de selecionar quais disciplinas ser&atilde;o usadas de acordo com o projeto &eacute; a coisa mais comum no nosso trabalho. Ningu&eacute;m vai sair fazendo vocabul&aacute;rio controlado num hotsite de carro, por exemplo. Portanto, nesse caso o pensamento &eacute; o mesmo de todo dia: excluir certas metodologias e incluir outras, usando nossa experi&ecirc;ncia profissional para julgar o que &eacute; mais adequado.<br>
    (Marcelo De Polli)</p>
</blockquote>
<p>Se compreender o conceito de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; dif&iacute;cil, imagine conceb&ecirc;-la como uma &aacute;rea multi-disciplinar. Estou escrevendo este post pois imagino que o leitor pode estar se sentindo como o Rafael Ferraz:</p>
<blockquote>
  <p>Existe uma grande confus&atilde;o ao meu ver sobre o que &eacute; usabilidade, experi&ecirc;ncia 
    do usu&aacute;rio, design de informa&ccedil;&atilde;o, arquitetura de informa&ccedil;&atilde;o e sempre que  
  surgem essas discuss&otilde;es vemos um grande angu de conceitos. </p>
  <p>Ser&aacute; que uma 
    pessoa formada em ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o(meu caso) est&aacute; apta a discorrer 
    sobre usabilidade? sobre experi&ecirc;ncia do usu&aacute;rio? Sobre design de 
    interface???? Ser&aacute; que um designer gr&aacute;fico de forma&ccedil;&atilde;o se sente a vontade 
    para discorrer sobre indexa&ccedil;&atilde;o, sem&acirc;ntica e outras disciplinas da ci&ecirc;ncia da<br>
    informa&ccedil;&atilde;o? Ser&aacute; que qualquer um dos dois tem embasamento conceitual para 
    discutir comportamento de usu&aacute;rio???? Outra coisa que se faz muito na lista 
&eacute; associar ai com planejamento, organiza&ccedil;&atilde;o e disciplina !?!?!?! &Eacute; isso?</p>
</blockquote>
<p>Se estamos falando de fazer Web, n&atilde;o poderia deixar de ser diferente. A Web &eacute; o meio que por excel&ecirc;ncia (ou desgra&ccedil;a) promove o excesso de informa&ccedil;&atilde;o. Quando criaram a Web, ningu&eacute;m pensou em criar uma profiss&atilde;o pra constru&iacute;-la, mas se fez necess&aacute;rio. Profissionais das mais variadas disciplinas vieram e ainda est&atilde;o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/quem_contem_o_excesso_de_informacao.html">brigando pelo bife</a>. Quando pararem de discutir as diferen&ccedil;as e procurarem as semelhan&ccedil;as, as coisas podem ficar mais definidas. Enquanto isso n&atilde;o acontece, temos que saber lidar com essa multi-disciplinaridade, como bem observa a Isabel: </p>
<blockquote>
  <p>Eu acho que hoje em dia, todo profissional de web tem que sacar um pouco de 
    tudo isso o que voc&ecirc; pergunta. Um AI sem experi&ecirc;ncia em usabilidade fica com 
    algo a desejar, assim como um consultor de usabilidade sem no&ccedil;&atilde;o de AI e 
    neg&oacute;cios n&atilde;o vai conseguir avaliar certas quest&otilde;es, e um designer que n&atilde;o 
  sabe bada de AI ou usabilidade tamb&eacute;m vai ficar com algo &quot;faltando&quot;. </p>
  <p>A cada 
    um a sua expertise, mas, em um empreendimento t&atilde;o integrado como a
    constru&ccedil;&atilde;o de uma interface, n&atilde;o d&aacute; para sempre ter um approach de linha de 
    montagem: um faz a tarefa 1, o outro faz a tarefa 2, o terceiro faz a 
    pro&oacute;xima tarefa, etc...Pelo contr&aacute;rio, o ideal &eacute; todo mundo planejar junto, 
    e depois partir para sua &aacute;rea de expertise com uma defini&ccedil;&atilde;o concreta do que 
    vai ser feita, j&aacute; com vis&atilde;o integrada. N&atilde;o &eacute; esperado que um AI discorra
    sobre design ou vice-versa, mas que preste aten&ccedil;&atilde;o no trabalho e nas 
  limita&ccedil;&otilde;es de certas quest&otilde;es para que tudo seja sin&eacute;rgico.</p>
</blockquote>
<p>Acredite se quiser, a origem do  termo Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o veio do Design Gr&aacute;fico e n&atilde;o da Biblioteconomia, bem lembrado pelo Guilhermo:</p>
<blockquote>
  <p>Lembrem-se que a AI n&atilde;o se limita a web, ali&aacute;s ela j&aacute; existia antes da web. Ela tem aplica&ccedil;&otilde;es grandes e pequenas que v&atilde;o muito al&eacute;m das p&aacute;ginas de um site. Wurman tem um livro chamado Information Architects s&oacute; exemplos de aplica&ccedil;&otilde;es da AI em diversas &aacute;reas. Vai desde um pequeno mapa de metro at&eacute; o lay-out de um grande museu. Passa por imagens para diagn&oacute;stico m&eacute;dico, diversos materiais gr&aacute;ficos e at&eacute; um site. </p>
</blockquote>
<p>Por&eacute;m, ressaltei que o termo hoje mudou de significado:</p>
<blockquote>
  <p>Wurman &eacute; um designer (com forma&ccedil;&atilde;o em arquitetura) que se 
    auto-intitulou Arquiteto da Informa&ccedil;&atilde;o para salientar a diferen&ccedil;a 
    entre seu trabalho, mais preocupado com a estrutura, do designer 
  tradicional, mais preocupado com a beleza. Por&eacute;m, ele deveria ter usado o termo existente Designer da Informa&ccedil;&atilde;o.</p>
  <p>Design da Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma disciplina que estuda como maximizar o 
    entendimento de diagramas, gr&aacute;ficos, infogr&aacute;ficos, tabelas, 
    sinaliza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, e inclusive, interfaces interativas.</p>
  <p>S&oacute; alguns anos depois do livro do Wurman &eacute; que o pessoal come&ccedil;ou a
    usar o termo para definir esse pessoal que veio aplicar alguns 
  conceitos da Biblioteconomia (LIS) no meio Web.</p>
</blockquote>
<p>E o Guilherme completou:</p>
<blockquote>
  <p>Sim, foram o Rosenfeld &amp; Morville que possuem forma&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o (acho que ambos s&atilde;o doutores na &aacute;rea). Eles tem uma certa rixa com o Wurman, que na minha opini&atilde;o &eacute; muito mais marketing que outra coisa. Um querendo se firmar sobre o outro. Para a mim a origem do termo &eacute; do Wurman, ele iniciou o trabalho. O Rosenfeld &amp; Morville est&atilde;o fazendo um excelente trabalho em trazer esses conceitos para web e aplicar teorias da Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o, mas eles n&atilde;o tem o direito de se apropriar da autoria do termo.</p>
</blockquote>
<p>Nesse ponto, a discuss&atilde;o cessou e talvez voc&ecirc; tenha esquecido como e porqu&ecirc; come&ccedil;ou tudo isso. Um pouco antes, o Irapuan havia revelado sua inten&ccedil;&atilde;o: </p>
<blockquote>
  <p>Tive id&eacute;ia para esta discuss&atilde;o visitando um site de uma produtora qualquer
    ontem. Ela contava como vantagem, quase expondo como diferencial, usar AI
    em seus trabalhos. Mas um certo volume de trabalho em seu port&oacute;lio eram de
  hotsites e banners.</p>
  <p>Da&iacute; entrei no m&eacute;rito desta quest&atilde;o? Aonde o AI cabe em conte&uacute;dos pequenos?</p>
</blockquote>
<p>Antes disso ainda, levantei que se voc&ecirc; pegar s&oacute; a casca do Google, vai ver que ele &eacute; de fato um site simples. O miolo &eacute; complexo (e bota complexo nisso), mas a casca &eacute; simples. O Irapuan admitiu a possibilidade dessa simplicidade ser justamente devido a um excelente trabalho de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, o Vocabul&aacute;rio Controlado dele que sugere corre&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas. </p>
<p><strong>[ nota ]</strong> Como &eacute; fascinante a forma entr&oacute;pica que os assuntos s&atilde;o discutidos em listas de discuss&atilde;o... A conclus&atilde;o tava no meio, o fim no come&ccedil;o e o meio no fim. N&atilde;o sei se o trabalho de estruturar essa discuss&atilde;o neste post pode ser classificado como Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, mas que deu trabalho deu. </p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Fri, 13 May 2005 22:17:53 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>Quem contém o excesso de informação?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/quem_contem_o_excesso_de_informacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Comentando o <a href="http://www.carreirasolo.org/archives/000256.html">artigo de Mauro Amaral</a> sobre o tal vício de informação:</p>

<p>J&aacute; ouvi dizer que o profissional feito para resolver esse problema &eacute; o Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas, porque ele det&eacute;m o maquiav&eacute;lico poder da Comunica&ccedil;&atilde;o Integrada em suas m&atilde;os.</p>
<p>Se um RP fala isso em voz alta e um jornalista ouve, certamente pensa: &quot;RP &eacute; tudo um bando de puxa-saco, precisamos de pessoas que esclare&ccedil;am os fatos&quot;. </p>
<p>O administrador de marketing dir&aacute; que o problema &eacute; a falta de comunica&ccedil;&atilde;o interna e a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; uma campanha de endo-marketing para estimular a comunica&ccedil;&atilde;o (!).</p>
<p>Falou em campanha, o publicit&aacute;rio acorda e sai bradando frases malucas. &quot;A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; o nonsense! S&oacute; com o humor podemos administrar o excesso de informa&ccedil;&atilde;o.&quot;</p>
<p>Ao escutar tais palavras, um biblioteconomista resolve ficar diante de um computador conectado &agrave; Internet durante 72 horas sem parar, s&oacute; atualizando seus conceitos. Durante esses 3 dias, ele sofre uma metamorfose e se transforma no incr&iacute;vel Gestor da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Al&eacute;m das n&aacute;degas quadradas, seu c&eacute;rebro inchou tanto que n&atilde;o cabe mais dentro da cabe&ccedil;a. &quot;A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; guardar o conhecimento dentro de um bem planejado sistema de informa&ccedil;&atilde;o&quot;, avisa o rec&eacute;m-promovido a Gestor da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Antes mesmo de ligar pra ele, o Analista de Sistemas j&aacute; chegou e est&aacute; com o projeto pronto de um sistema mirabolante de armazenamento de informa&ccedil;&atilde;o. &quot;E como o usu&aacute;rio vai recuperar toda essa informa&ccedil;&atilde;o?&quot;, pergunta o Gestor. &quot;Acho que um website seria uma boa n&eacute;?&quot;</p>
<p>&quot;Que tipo de website?&quot;, pergunta um outro ex-biblioteconomista que passou n&atilde;o 72, mas 128 horas na frente do computador. &quot;Precisamos definir bem a estrutura disso a&iacute;, sen&atilde;o o pr&eacute;dio desmorona,&quot; preconiza o auto-intitulado Arquiteto da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>&quot;De que adianta um pr&eacute;dio sem uma boa fachada?&quot;, desafia o Designer Gr&aacute;fico. &quot;Voc&ecirc;s podem ter muita informa&ccedil;&atilde;o, mas se ela n&atilde;o for bem apresentada ao usu&aacute;rio, de nada vai adiantar.&quot;</p>
<p>Antes mesmo de chegar o pessoal da Psicologia, Antropologia e Lingu&iacute;stica, o refeit&oacute;rio da empresa j&aacute; est&aacute; lotado de profissionais querendo cada um puxar o bife pro seu lado. </p>
<p>A solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um profissional-chave. Para lidar com as demandas de informa&ccedil;&atilde;o dentro e fora de uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso, antes de tudo, mudar seu modo de produ&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s de dar vaz&atilde;o apenas a produtos e servi&ccedil;os, a empresa deve produzir tamb&eacute;m conhecimento. Para isso, ela precisa estabelecer um <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2264">fluxo cont&iacute;nuo</a> de entrada de informa&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise, discuss&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos. A empresa que quiser guardar pra si todo conhecimento gerado nos seus dom&iacute;nios ficar&aacute; para tr&aacute;s. A melhor forma de adquirir conhecimento &eacute; pela troca. </p>
<p>Dentro desse fluxo, a&iacute; sim, cada um dos profissionais citados ter&aacute; um enfoque diferente e poder&aacute; lidar de maneira mais ou menos eficiente em determinados aspectos. O segredo &eacute; ter a informa&ccedil;&atilde;o correta, ou melhor, conhecimento.</p>
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<dc:subject>Mercado de Tecnologia</dc:subject>
<pubDate>Fri, 13 May 2005 13:43:38 -0300</pubDate>


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</item>
 
<item>
<title>O que o usuário espera do seu site?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_que_o_usuario_espera_do_seu_site.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Se você costuma perguntar isso para seus clientes quando recebe o briefing, você sabe bem que a resposta está sempre na ponta da língua. Porém, boa parte das vezes, ele dizem o que <strong>eles gostariam</strong> que seus usuários esperassem. No Brasil, ainda estamos engatinhando no relacionamento com clientes; poucas empresas sabem realmente as motivações e demandas de seus clientes. </p>
<p>Mesmo quando existe um departamento de Marketing que se preocupa com isso, dificilmente ele se baseia em pesquisas com consumidores. Confiar no feeling é legal, mas ficar só nele é arriscado. </p>
<p>Volta-e-meia um colega me conta a experiência com um projeto mirabolante que oferece um serviço que ele sabe que será inútil pra seu público, mas o cliente insiste. A melhor coisa a fazer nesse caso é propor uma validação junto aos usuários através de pesquisa antes de fazer qualquer outra coisa. Se o cliente não se convencer e depois quebrar a cara, ele se lembrará que você o avisou de todas as formas possíveis. Se você apenas advertí-lo verbalmente, ele pode achar que você estava de má-vontade, fez mal-feito e por isso deu errado. </p>

<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=330"> 
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=330" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT><p>Esse mês, iniciei o projeto audacioso de uma editora que deseja oferecer conteúdo rico no seu website, ou melhor, portal. Após a primeira reunião, montei o briefing com o seguinte objetivo:</p>
<blockquote>
  <p>O novo portal visa fidelizar e angariar novos consumidores através da oferta de conteúdo gratuito e da publicação de textos dos leitores. Os serviços que o portal oferecerá serão como iscas para a venda dos produtos, trazendo tanto clientes que nunca entraram no website da editora quanto aqueles que apenas buscaram por palavras-chave relevantes em ferramentas de busca (ex: &lsquo;livro paulo leminski&rsquo;). Os serviços que o portal oferecerá devem ser bons o suficiente para torná-lo referência no setor, atraindo público em todo o Brasil. Dessa forma, a editora estará criando um novo (e mais lucrativo) canal de vendas e fortalecendo sua marca junto ao consumidor.  </p>
</blockquote>
<p>Desde o começo, senti firmeza no projeto, mas sabia que alguns detalhes poderiam não ser tão viáveis. Propus fazer entrevistas com usuários para verificar minhas desconfianças e o cliente aceitou. </p>
<h2>O que queríamos saber</h2>
<ul>
  <li>Mapear o envolvimento emocional com o assunto</li>
  <li>O que o leitor espera do site</li>
  <li>Identificar seus hábitos de compra</li>
  <li>Verificar a imagem da empresa </li>
  <li>Se os leitores estariam dispostos a escrever pro site</li>
  <li>Se os leitores leriam textos publicados por outros leitores</li>
  <li>Se os leitores usam ferramentas de busca</li>
</ul>
<h2>Como foi feito</h2>
<p>O cliente providenciou o telefone de 7 leitores e fiz as entrevistas por telefone mesmo, durando em média 20 minutos cada. Além do roteiro de perguntas, explorava assuntos relacionados quando surgia a oportunidades. </p>
<p>Na medida em que ia fazendo as entrevistas, ia tomando forma na minha mente o website. A cada problema, discutia com os usuários a solução. </p>
<h2>O que descobrimos</h2>
<p>Dentre as descobertas, seguem algumas que nós <strong>não esperávamos encontrar</strong>:</p>
<ul>
  <li>A leitura realizada no computador é apressada e cansativa, porque é &ldquo;chato ficar parado&rdquo; e a &ldquo;a luz da tela incomoda&rdquo;. Os leitores não conseguem ficar mais de 30 minutos lendo na tela </li>
  <li>Quando o texto é grande, os leitores não têm o hábito de imprimir pra ler depois, porque &ldquo;gasta muito&rdquo; e &ldquo;sempre dá algum problema na impressora&rdquo;. Só imprimem quando é necessário fazer anotações ou ler com muita atenção </li>
  <li>Nos sebos, passam mais tempo olhando obras, porque ninguém interrompe e não há apelos visuais distrativos </li>
  <li>A maioria dos leitores já comprou algo pela Internet, porém, ainda acham inseguro o uso de cartão de crédito devido à falta de credibilidade da Internet. O boleto bancário é a opção mais desejada e não representa incômodo ir até o banco </li>
  <li>Alguns leitores acham que se fosse publicados textos dos leitores, a qualidade não seria tão boa </li>
  <li>Os leitores perceberam que o design do website atual não reflete a qualidade gráfica das obras impressas </li>
</ul>
<h2>Que medidas serão tomadas</h2>
<p>A partir do resultado das entrevistas, foi possível elaborar uma lista com 21 recomendações, dentre as quais destaco: </p>
<ul>
  <li>Os textos devem ser curtos e aproveitar o máximo de hipertexto, para quebrar a monotonia</li>
  <li>O design não deve forçar a barra para a compra, o fluxo deve ser suave e espontâneo</li>
  <li>A interface não deve atrapalhar a leitura de forma alguma. Deve ser simulada o quanto possível a atmosfera livre dos sebos</li>
  <li>A venda pela Internet deve oferecer uma vantagem que supere suas desvantagens com relação à venda em livraria (desconto, entrega rápida e gratuita)</li>
  <li>O design do website precisa ser tão arrojado quanto as publicações impressas</li>
</ul>
<h2>Balanço</h2>
<p>Graças às entrevistas confirmamos muitas de nossas hipóteses, mas descobrimos pontos fracos do projeto. Publicar textos dos leitores era para nós uma boa idéia, mas os usuários não se mostraram muito animados nem a enviar, nem a ler textos. </p>
<p>Esse serviço ainda não foi cortado do projeto, mas não é mais prioridade. Teremos que discutir mais a respeito e validar novamente. Imagine quanto tempo teria sido gasto à toa num serviço automatizado de publicação de textos de leitores? </p>
<p>O próximo passo no projeto é, enquanto está sendo feito o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_inventario_do_website.html">Inventário de Conteúdo</a>, organizar um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/grupo_de_foco_e_excitante.html">Grupo de Foco</a>  com os entrevistados mais animados para captar idéias. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_que_o_usuario_espera_do_seu_site.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
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<guid isPermaLink="false">339</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Fri, 22 Apr 2005 11:52:36 -0300</pubDate>


<itunes:image href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/atendendo_telefone.jpg" />


</item>
 
<item>
<title>Design Centrado no Usuário na Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_na_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Após algumas semanas sem dormir direito, terminei finalmente meu Trabalho 
  de Conclusão de Curso em Jornalismo. O assunto, é claro, tinha 
  que ter a ver com Web:</p>
<p>Design 
  Centrado no Usuário para o Website da Universidade Federal do Paraná 
  [<a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/projeto_tcc_portal_ufpr.doc">DOC</a> / <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/projeto_tcc_portal_ufpr.pdf">PDF</a> - 2MB - 93 páginas] e o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ufpr/">Protótipo Final</a> [Flash - 400Kb]</p>
<blockquote>O portal da UFPR (www.ufpr.br) permite o acesso a mais de 200 páginas 
  através de menus de navegação. 35% de seus usuários 
  relataram já terem se perdido navegando pelo website e 60% gostariam 
  que ele fosse mais organizado. O website precisa de uma nova arquitetura e design 
  da informação e, conseqüentemente, novo design gráfico 
  que levem em conta as necessidades e comportamento dos usuários. Para 
  tanto, é proposta a metodologia de Design Centrado no Usuário, 
  contextualizada para a Web por Garret. Sua principal característica é 
  o ciclo iterativo de definir-testar-avaliar, envolvendo usuários a cada 
  ciclo, através de testes com protótipos de papel, card-sorting, 
  entrevistas e etc. O tempo gasto nos testes é compensado seja qual for 
  a métrica de sucesso (satisfação, conscientização 
  de marca, corte de custos em suporte, etc). Apesar do usuário não 
  interagir com o website e sim com quem está por trás dele, a deficiência 
  na sua interface pode ofuscar uma política saudável de relacionamento 
  com clientes. </blockquote>
<p>O objetivo do trabalho não era propor <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ufpr/">um 
  novo website</a>, mas sim a metodologia para a reestruturação 
  dele. Por isso, cada método está descrito em detalhes e sua origem 
  está devidamente reconhecida. Cada decisão do projeto teve sua 
  justificativa. É um bom exemplo de design racional, o mais adequado para 
  esse tipo de website.</p>
<p>Quem acompanha este blog há algum tempo já deve ter visto os 
  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cgi-bin/mt/mt-search.cgi?search=ufpr">destaques 
  do projeto</a> que ia colocando na medida em que estava sendo desenvolvido. 
  Porém, alguns dos leitores me perguntaram como é que se inseriam 
  os métodos dentro de seus projetos. Espero que agora entendam a mecânica 
  do negócio.</p>
<p>Por favor, não pensem que estou sugerindo que todos os projetos sejam 
  iguais a esse. Percebam que a cada novo método, explico porque ele foi 
  escolhido e a variante adotada. Se esse projeto fosse aplicado na prática, 
  por exemplo, eu faria testes com maior confiabilidade, envolveria a administração 
  da Universidade nas tomadas de decisões e teria uma porção 
  de outras variávies que nem posso prever. </p>
<p>Por isso, o que espero que vocês entendam é a idéia de 
  envolver usuários do começo ao fim do design, mantendo uma visão holística do produto final. Como isso será 
  feito, fica a cargo do designer. Além dos métodos que descrevi, 
  existem <a href="http://jthom.best.vwh.net/usability/index.htm">muitos outros</a>.</p>
<p>O trabalho ainda sofrerá as alterações sugeridas pela 
  banca de professores e por vocês, caros leitores. Quem estiver em Curitiba, 
  está convidado para a apresentação do trabalho para a banca 
  na sexta, 16 horas, no Campus Juvevê da UFPR. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_na_web.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">212</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<pubDate>Mon, 06 Dec 2004 23:42:46 -0300</pubDate>


<itunes:image href="Após algumas semanas sem dormir direito, terminei finalmente meu Trabalho 
  de Conclusão de Curso em Jornalismo. O assunto, é claro, tinha 
  que ter a ver com Web." />


</item>
 
<item>
<title>Design interativo tem que ser iterativo</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_interativo_tem_que_ser_iterativo.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Apesar da cacofonia, o que quero dizer é que num projeto de interface 
  com o usuário, é preciso estabelecer um ciclo do tipo entender 
  &gt; criar &gt; testar. Cada etapa deve se repetir, até que o produto 
  alcance as metas desejadas de satisfação do usuário. É 
  claro que não estou sugerindo que batamos a cabeça contra a parede 
  até que ela caia, até porque isso é impossível (design 
  perfeito não existe). </p>
<p>Devemos contemplar as etapas do ciclo em etapas crescentes, seguindo a analogia 
  da espiral (mola). Veja na animação abaixo as etapas de um design 
  centrado no usuário sugeridas pelo <a href="http://www.jjg.net/ia/elements_pt.pdf">Jesse James Garret</a> contempladas pela 
  minha analogia da espiral:</p>
<p>
<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000"
 codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
 WIDTH="235" HEIGHT="310" id="diagrama_iterativo" ALIGN="">
 <PARAM NAME=movie VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/animacoes/diagrama_iterativo.swf"> <PARAM NAME=quality VALUE=high> <PARAM NAME=bgcolor VALUE=#FFFFFF> <EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/animacoes/diagrama_iterativo.swf" quality=high bgcolor=#FFFFFF  WIDTH="235" HEIGHT="310" NAME="diagrama_iterativo" ALIGN=""
 TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></EMBED>
</OBJECT>
</p>
<p>Primeiro você começa entendendo o as motivações 
  do projeto, seu público-alvo e etc. Depois esboça soluções 
  e testa o mais rápido possível com alguns usuários. O resultado 
  deve ser analisado e as lições aprendidas, incorporadas no novo 
  esboço. Essa técnica se repete enquanto os esboços vão 
  ficando cada vez mais detalhados, até chegar ao produto final.</p>
<p>Hoje realizei alguns testes com um protótipo que se assemelha de longe 
  com a versão final do produto. Só continha as opções 
  dos menus principais de navegação, mais nada. Meu objetivo era 
  validar a estrutura de navegação que antes já havia sofrido 
  a iteração do <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cardsorting_e_melhor_que_buraco.html">card-sorting</a>. 
</p>
<p>Tive a excelente idéia de usar um Palm ao invés dos protótipos 
  de papel que a literatura recomenda. Além da motivação 
  extra para os usuários que ficaram impressionados com a nova tecnologia, 
  pude realizar o teste com o usuário em pé e numa velocidade incomparável 
  a alternativa de papel. Imagine carregar 50 folhas de papel, cada uma representando 
  uma página? </p>
<p>Apesar do Palm oferecer algums problemas no quesito tamanho da fonte, interação 
  complicada e número limitados de linhas, creio que esses fatores não 
  tenham afetado muito meu resultado. Só poderia confirmar isso se fizesse 
  os mesmos testes usando papel, mas não tenho tempo para isso. Aliás, 
  eu deveria realizar mais uma bateria de testes como esse para verificar se minhas 
  alterações em decorrência do teste realmente melhoraram 
  a solução, mas infelizmente meu tempo está acabando. Trabalho 
  acadêmico é assim mesmo, sempre deixamos para a última hora 
  e o resultado é meia-boca (pelo menos na minha faculdade é assim...). 
</p>
<p>Fiz o teste orientado a tarefas, aplicando aquela técnica de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/historinhas_em_testes_de_usabilidade.html">criar 
  cenários motivadores</a> para os participantes do teste. Não houve 
  rejeições, pelo contrário, alguns até deram risada. 
  Bom-humor facilita muito para conversar com pessoas que nunca vimos na vida. 
  Dê uma olhada no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/roteiro_teste_prototipo.doc">roteiro 
  de tarefas</a> [DOC] propostas aos usuários e veja como não é 
  difícil aplicar essa técnica. Depois, veja a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/teste_prototipo1.xls">planilha 
  com os resultados</a> [Excel] de cada teste e as mudanças que eles acarretaram 
  ao diagrama de navegação que, por enquanto, está <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/diagrama_proposto2_ufpr.wmf">assim</a> 
  [WMF]. Se alguém tiver soluções para os problemas que ainda 
  não consegui resolver, por favor, me ajude. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_interativo_tem_que_ser_iterativo.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">205</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 22 Nov 2004 18:27:01 -0300</pubDate>


<itunes:image href="Apesar da cacofonia, o que quero dizer é que num projeto de interface 
  com o usuário, é preciso estabelecer um ciclo do tipo entender 
  &gt; criar &gt; testar." />


</item>
 
<item>
<title>Card-sorting é melhor que buraco</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/card-sorting_e_melhor_que_buraco.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O buraco a que me refiro é aquele jogo de cartas cujo objetivo é 
  juntá-las em sequências lógicas, formando trincas e canastras. 
  O card-sorting é uma técnica usada por arquitetos da informação 
  para descobrir como o usuário classifica determinada informação 
  em sua mente. Gosto de buraco, mas card-sorting é ainda melhor porque 
  não depende da sorte para o jogador ganhar!</p>
<p>Ontem terminei de aplicar a técnica com 19 usuários do <a href="http://www.ufpr.br">website 
  da UFPR</a> e estou muito feliz com o resultado. O procedimento foi bem simples:</p>
<ol>
  <li>Escrevi 20 cartões (10x7cm) que descrevem determinados conteúdos 
    que estão contidos no website atual (para isso foi tão importante 
    o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_inventario_do_website.html">inventário 
    de conteúdo</a>), por exemplo:<br>
    <blockquote>Orientação vocacional, explicação 
      sobre cotas, Provar, processo seletivo para pós-graduação, 
      semana do trote, prova do vestibular, estatísticas</blockquote>
  </li>
  <li>Agrupei os cartões em 11 categorias, formando o esboço da 
    taxonomia do website. Criei mais outras 6 categorias alternativas que poderiam 
    ser escolhidas pelos usuários</li>
  <li>No total, foram 17 cartões de categorias (17x5cm) para classificar 
    os cartões de conteúdo, tais como: Academia, Administração, 
    Entrar na UFPR, etc.</li>
  <li>Fui para as bibliotecas da universidade porque lá tem mesas e usuários 
    não muito ocupados</li>
  <li>Perguntei se o usuário tinha 5 minutos para responder uma pesquisa 
    acadêmica e, caso sim, expliquei que bastava que ele pegasse um cartão 
    do monte e escolhesse a categoria mais adequada. Apesar de ter 17 categorias 
    no total, só poderiam ser usadas 10 no máximo. A mesa ficou 
    mais ou menos assim:<br>
    <br>
    <img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/card_sorting_exemplo.jpg" width="275" height="318" alt="Exemplo parcial de um card-sorting"> 
  </li>
  <li>Anotei quando os usuários não entendiam alguma categoria ou 
    conteúdo do cartão e quando faziam alguma observação</li>
  <li>Anotei os códigos contidos atrás de cada cartão, relacionando 
    ao código da categoria escolhida (nos cartões eram letras de 
    "a" a "q", nas categorias, números de 1 a 20)</li>
  <li>Levei o resultado para casa e coloquei no modelo de planilha do Excel que 
    <a href="http://www.boxesandarrows.com/archives/analyzing_card_sort_results_with_a_spreadsheet_template.php">esse 
    tutorial</a> explica como usar</li>
  <li>À partir do resultado gerei a taxonomia final do website</li>
</ol><p>Aa taxonomia é o conjunto das categorias em que será classificado 
  cada conteúdo do website. Ela será a base para especificar metados 
  num gerenciador de conteúdo, quanto para gerar a hierarquia de páginas 
  e o menu de navegação. </p>
<p>A taxonomia é o cerne da arquitetura da informação, por 
  isso é tão importante envolver o usuário no seu desenvolvimento. 
  Se o menu de navegação não fizer sentido para o usuário, 
  o website estará inutilizado. </p>
<p>Abaixo, segue a taxonomia que esbocei antes de fazer o teste, a gerada pelas 
  escolhas do usuário e a final. Note como as escolhas do usuário 
  deixam claro aquilo que precisa ser mudado e o que funciona e como isso auxilia 
  a gerar uma taxonomia muito mais precisa e abrangente que a inicial. De quebra, 
  ainda consegui rotular os agrupamentos.</p>
<table width="100%" border="1">
  <tr> 
    <th>Prevista</th>
    <th>Usuários</th>
    <th>Final</th>
  </tr>
  <tr> 
    <td>
      <ul>
        <li>Entrar na UFPR</li>
        <li>Cursos</li>
        <li>Recursos para o aluno</li>
        <li>Serviços à comunidade</li>
      </ul>
      <ul>
        <li>Ensino</li>
        <li>Pesquisa</li>
        <li>Cultura</li>
      </ul>
      <ul>
        <li>Notícias</li>
        <li>Sobre a UFPR</li>
        <li>Diretório de subsites</li>
        <li>Contato</li>
      </ul>
</td>
    <td>
      <ul>
        <li>Entrar na UFPR</li>
        <li>Central do Aluno</li>
        <li>Serviços ao Aluno</li>
        <li>Cursos</li>
        <li>Docência</li>
        <li>Administração</li>
        <li>Cultura</li>
        <li>Extensão</li>
        <li>Serviços Públicos</li>
        <li>Contato</li>
        <li>Notícias</li>
      </ul>
    </td>
    <td>
      <h4>Academia</h4>
      <ul>
        <li>Entrar na UFPR</li>
        <li>Cursos</li>
        <li>Professores</li>
        <li>Serviços ao Aluno </li>
      </ul>
      <h4>Sobre a UFPR</h4>
      <ul>
        <li>Administração</li>
        <li>Notícias</li>
        <li>Contato</li>
      </ul>
      <h4>Produção</h4>
      <ul>
        <li>Serviços Públicos </li>
        <li>Pesquisa </li>
        <li>Cultura</li>
      </ul>
</td>
  </tr>
</table>
<p>Para alguns pode parecer chato, mas eu acho muito legal esse assunto. Mais 
  interessante que jogar buraco, pelo menos. Ainda há muito a ser falado 
  sobre essa técnica, mas fica aqui uma rápida introdução 
  ao assunto. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/card-sorting_e_melhor_que_buraco.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">202</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Sat, 20 Nov 2004 22:43:22 -0300</pubDate>


<itunes:image href="O card-sorting é uma técnica usada por arquitetos da informação 
  para descobrir como o usuário classifica determinada informação 
  em sua mente. Gosto de buraco, mas card-sorting é ainda melhor porque 
  não depende da sorte para o jogador ganhar!" />


</item>
 
<item>
<title>Arquitetura da Informação comparada</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Vocês lembram das análises heurísticas dos portais de universidade 
  né? Pois bem, agora comparei a arquitetura da informação 
  do <a href="http://www.ufpr.br/">website da UFPR</a> com similares. A análise 
  heurística foi fácil porque é mais fácil encontrar 
  defeitos na capa do livro do que no seu conteúdo, ou melhor, na sua organização. 
</p>
<p>Como nunca tinha lido nada sobre esse tipo de análise, fiz umas buscas 
  tentando encontrar algum procedimento semelhante à <a href="http://www.usabilidoido.com.br/sabedoria_do_taro_e_usabilidade.html">análise 
  heurística</a>, mas que não fosse apenas uma lista de verificação 
  (checklist), para que me desse margem à comparações mais 
  qualitativas.</p>
<p>Por coincidência, poucos dias antes, Louis Rosenfeld havia publicado 
  o que parece ser as <a href="http://www.louisrosenfeld.com/home/bloug_archive/000286.html">primeiras heurísticas para a Arquitetura da Informação</a> 
  de websites:</p>
<ul>
  <li>Página principal</li>
  <li>Interface de busca</li>
  <li>Resultados da busca</li>
  <li>Navegação global (site-wide)</li>
  <li>Navegação contextual</li>
</ul>
<p> Apesar de boas, elas estavam direcionadas mais para uma estratégia 
  de baixo pra cima do que cima para baixo. Explico. </p>
<p>Como estou analisando os websites do lugar de quem vê de fora, não 
  tenho acesso aos procedimentos utilizados para a construção do 
  website, a tal da estratégia de baixo para cima (ou no inglês bottom-up). 
  Não sei os metadados, o algoritmos das buscas e etc. Porém, posso 
  analisar o website à partir daquilo que vejo, penetrando até onde 
  der. Isso é de cima para baixo (top-down). Posso analisar os rótulos, 
  os menus de navegação, os agrupamentos, a hierarquia e vários 
  outros aspectos da arquitetura. </p>
<p>Continuei buscando e acabei caindo em dois documentos da extinta Argus, empresa 
  líder em Arquitetura da Informação que era liderada por 
  Rosenfeld. No <a href="http://argus-acia.com/white_papers/evaluating_ia.html">primeiro</a>, 
  o autor ergue os critérios primários para serem analisados numa 
  arquitetura da informação:</p>
<ul>
  <li>Estrutura</li>
  <li>Agrupamento</li>
  <li>Rotulação</li>
</ul>
<p>Gostei bastante, mas as técnicas de avaliação que o autor 
  sugeria eram baseadas em testes com usuários reais, algo que eu não 
  estava disposto a fazer só para o Benchmark. Queria fazer uma exper-review 
  mesmo.</p>
<p>Foi então que encontrei o irônico paper de Chiara Fox e Keith 
  Instone intitulado <a href="http://argus-acia.com/white_papers/analysts.html">Uma 
  análise da Arquitetura da Informação dos maiores analistas 
  de negócios</a>. Irônico porque eles estavam usando as mesmas armas 
  analíticas desses caras para mostrar que eles não seguem estritamente 
  o que pregam.</p>
<p>A forma como fizeram a comparação foi bem colocada. Escolheram 
  os seguintes aspectos:</p>
<ul>
  <li>Navegação global</li>
  <li>Navegação local</li>
  <li>Navegação contextual</li>
  <li>Navegação suplemental</li>
  <li>Busca</li>
  <li>Organização de cima para baixo (top-down)</li>
  <li>Organização de baixo para cima (bottom-up)</li>
  <li>Rotulação</li>
</ul>
<p>Bem mais compreensivo do que as heurísticas de Rosenfeld, mas muito 
  atrelado à funcionalidades e não a conceitos, que são mais 
  permanentes. De qualquer forma, apresentaram tabelas com pequenos comentários 
  comparando os 6 sites analisados em cada um dos critérios. Logo abaixo 
  explicam as consequências dos problemas nesses critérios. Recomendo 
  imensamente a leitura para qualquer um que deseja ingressar ou já faz 
  parte do ramo de Arquitetura da Informação, pena que está 
  em inglês. </p>
<p>Mas não tem problema, em português tem pelo menos o meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/avaliacao_benchmark_ufpr.doc">relatório 
  sobre o site da UFPR</a> [DOC] Não fui tão criterioso e preferi 
  uma análise mais qualitativa, mas usei os critérios acima para 
  comparar. Tentei ser bastante persuasivo na minha análise, insistindo 
  nos pontos fracos da arquitetura atual. Achei bem interessante criar cenários 
  fictícios para ilustrar meus argumentos. Torna mais paupável os 
  conceitos de Arquitetura da Informação para o leigo. </p>
<p>Se todo novo website fizesse uma análise dessas antes de ser desenvolvido, 
  tenho certeza que a Web avançaria muito mais rápido, porque os 
  erros seriam superados e os acertos mantidos. </p>
<p>Se algum leitor precisar desse tipo de serviço ou quer aprender a fazer, 
  lembre-se, estamos aí para isso mesmo.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">189</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 15 Sep 2004 19:25:42 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>O Inventário do website</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_inventario_do_website.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ô coisa chata de fazer! Mas, como fazer o re-design de um site sem conhecê-lo 
  como a palma da sua mão? Quero propor uma nova organização 
  para o <a href="http://www.ufpr.br">website da UFPR</a>, mas antes preciso saber 
  exatamente o que estarei organizando. Para isso, fui clicando em todos os links 
  que haviam na página inicial e nas secundárias e anotei todos 
  os pedaços de conteúdo que encontrei (content chunks, em inglês).</p>
<p>Se por acaso, estivesse arquitetando um website que ainda não existe, 
  iria entrar em contato com todos os manda-chuvas do projeto (stakeholders) para 
  descobrir o que eles pretendem colocar dentro do website. Seria mais trabalhoso, 
  mas não haveria escolha. </p>
<p>O <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/inventario_conteudo_ufpr.doc">Inventário de Conteúdo</a> tem só 5 páginas porque economizei verbo. Poderia ter 
  sido mais descritivo em cada item, mas já que esse inventário 
  foi escrito só para mim e não para ser compartilhado com uma equipe, 
  nem discutido com manda-chuvas, escrevi só o necessário para ativar 
  minha memória. Em cima desse documento, rabiscarei rótulos e agrupamentos 
  menores. Depois, acho que vou usar um método chamado Diagrama de Afinidades 
  (affinity diagram) para criar agrupamentos maiores. O objetivo é chegar 
  na taxonomia principal do website. Falarei mais disso na sequência.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_inventario_do_website.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">188</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Tue, 14 Sep 2004 06:07:43 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Empresa - Serviços - Contato</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/empresa_-_servicos_-_contato.html</link>
<description><![CDATA[
<p>John Lenker vai buscar na retórica de Aristóteles as bases para 
  um esquema bem manjado, mas efetivo, de persuadir pessoas na Web. Ao longo do 
  livro Train of Thoughts ele repete constantemente a sequência: <b>atrair 
  - informar - intimar</b>. Ele cita Donald Norman para argumentar que "todo 
  design deve ser como uma história", com começo, meio e fim. 
</p>
<p>Se queremos que uma mensagem provoque uma determinada reação 
  (comprar algo por exemplo), precisamos primeiro atrair a pessoa para ouvir nossa 
  ladainha. Para isso, ele sugere que sejamos bem pouco convencionais na abordagem 
  inicial. Quanto mais sair do comum, mais atenção vai chamar. Imagens, 
  multimídia e o que puder ser usado vale à pena. Mas claro, tudo 
  de acordo com a mensagem.</p>
<p>Em seguida, precisamos mostrar alguns fatos para dar credibilidade ao que estamos 
  promovendo. Tudo o que puder se explicado de forma visual, segundo ele, é 
  melhor. Texto tem o seu lugar, mas quase sempre se torna chato demais depois 
  de algumas linhas. </p>
<p>Só depois de guiar a pessoa através dos dois passos anteriores 
  (através de links ou rolagem) é que podemos intimá-la a 
  fazer algo. Podemos pedir que ela compre algo online ou então requisitá-la 
  que mude seu comportamente quanto aos cegos que não podem acessar websites 
  baseados em tags table.</p>
<p>Alguns dias antes me perguntava o porque da sequência empresa - serviços 
  - contato serem um padrão tão bem estabelecido nos menus de navegação 
  em websites. Essa é uma das boas razões: </p>
<ul>
  <li>empresa = atrair</li>
  <li>serviços / produtos = informar</li>
  <li>contato = intimar</li>
</ul>
<p>Existem variações como <b>quem somos - o que fazemos - fale conosco</b> 
  ou então combinações menos consistentes como <b>sobre - 
  produção - contate-nos</b>. No final das contas é a mesma 
  coisa, mas prefiro a sequência lá de cima. É muito mais 
  direta e concisa, por isso se tornou o padrão. </p>
<p>Existem variações como <b>quem somos - o que fazemos - fale conosco</b> 
  ou então combinações menos consistentes como <b>sobre - 
  produção - contate-nos</b>. No final das contas é a mesma 
  coisa, mas prefiro a sequência lá de cima. É muito mais 
  direta e concisa, por isso se tornou o padrão. </p>
<p>Só fico me perguntando se realmente as pessoas acessam as páginas 
  de apresentação da empresa, normalmente lotadas de textos redundantes, 
  insossos e inúteis. É o "fantástico" histórico 
  da empresa, a foto do presidente, a missão e filosofia de trabalho e 
  outras criações idiossincráticas. </p>
<p>Especulando um pouco, talvez isso funcione quando o site seja focado em negócios 
  entre empresas, Business-to-Business. Quem está de fora, vê uma 
  empresa como algo amorfo, mas o seu dono e funcionários alto escalão 
  a vêem como se fosse extensão de seu próprio corpo. Então, 
  veriam as empresas de parceiros da mesma forma: centradas na figura dos seus 
  respectivos donos. Daí rola uma identificação... hmmm, 
  acho que estou indo longe demais. </p>
<p>Quando a empresa me dá liberdade de fazer a redação da 
  página de apresentação da empresa, procuro sempre deixar 
  claro o <a href="http://www.tokstok.com.br/cgi-bin/WebObjects/TSVitrine.woa/wa/mostraEmpresa?ps=3,33,331">diferencial dela perante a concorrência</a>. A meu ver, é isso 
  que atrai. É isso que sai fora do comum, como disse o Lenker. </p>
<p>Na página de serviços/ produtos, o negócio é investir 
  em descrições honestas e concisas, ressaltando os pontos fortes 
  dos produtos, mas sem deixar de mostrar os pontos fracos caso seja desejável 
  que o usuário faça comparações entre eles. Textos 
  suplementares inserindo o produto no seu contexto de uso (por exemplo, uma <a href="http://www.sienaalimentos.com.br/receitas.html">receita 
  com panetone</a>) não só aumentam o valor do produto, como são 
  excelentes para atrair internautas vindos dos buscadores. </p>
<p>Finalmente a página de contato deve ir direto ao ponto e mostrar os 
  formulários, mas não sem antes explicar para quê ele serve. 
  Sugerir coisas como "peça seu orçamento", "mande 
  sugestões" e "proponha uma parceria" é ótimo 
  para incentivá-lo a escrever. Peça sempre o mínimo possível 
  de informações nesse formulário, do contrário ninguém 
  vai se dar ao trabalho. Preencher formulários é a coisa mais chata 
  da navegação na Web, ninguém gosta. Tem gente que tem até 
  paranóia de fornecer dados pessoais.</p>
<p>Outra coisa bem legal e que todo mundo esquece é de fazer uma caixa 
  de texto para o texto da mensagem bem grande, do contrário as mensagens 
  serão pequenas também. É bem simples: "você 
  ganha aquilo que pede." Depois que aumentei o tamanho da caixa de texto 
  dos comentários neste blog, o tamanho médio dos comentários 
  aumentou bastante. </p>
<p>Como recomendei no <a href="http://www.flashmasters.com.br/?site=colunas&as=mostra&cat=6&id=4">primeiro artigo</a> que escrevi para minha 
  coluna de usabilidade no FlashMasters, a ligação entre essas páginas 
  não deve se resumir só ao menu de navegação. É 
  muito melhor ao final de cada texto lido ter um link logo abaixo indicando que 
  devemos ler em seguida. Basta seguir a sequência do Lenker. Na página 
  de empresas, finalize com um link para a página de "serviços" 
  e assim por diante. </p>
<p>Esse tipo de navegação tem agradado muito tanto aos meus clientes 
  quanto aos clientes dos meus clientes. No site que fiz para um <a href="http://www.sienaalimentos.com.br">fabricante 
  de panetones</a>, priorizei esse esquema de navegação, usando 
  caixas sedutoras ao redor dos textos. Joguei o menu lá pra cima (onde 
  não é nada prático), sem medo de ser feliz. Nos testes 
  informais que fiz, parece ter dado muito certo. Usuários sem objetivos 
  bem definidos se sentem bem à vontade em deixar que o site os guie na 
  visita. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/empresa_-_servicos_-_contato.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">173</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Fri, 20 Aug 2004 12:52:30 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Arquitetura da Informação e de Interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_e_de_interacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na medida em que vou aprimorando meus conceitos de projeto de websites, fica cada vez mais claro o que isso significa. Estou fazendo a arquitetura da nova versão da <a href="http://www.flashmasters.com.br/">FlashMasters</a> usando uma abordagem bottom-up (de baixo para cima, bem fundamentada) e a documentação que estou produzindo pode servir para ilustrar o que digo. </p>

<p>A primeira coisa que fiz foi levantar no papel todo conteúdo que tinha no site, ao mesmo tempo que mapeava a navegação atual. O <strong>Inventário de Conteúdo</strong> está <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/inventario_conteudo.txt">neste TXT</a>. Em seguida, listei todos os assuntos abordados ao mesmo tempo em que tentava mantê-los dentro de grandes-áreas: Design, Programação e Operação de Software. Feito isso, comecei a agrupar os conteúdos que eram correlatos e a esboçar algumas classificações que serviriam de base para a navegação e modelagem do banco de dados.</p>

<p>Como vocês podem ver no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/arquitetura_esboco.txt">esboço</a>, identifiquei todos os tipos de conteúdo que o site continha, de uma perspectiva mais de modelagem de dados. O primeiro impulso foi criar a navegação baseada no agrupamento desses tipos de arquivo, por exemplo uma seção só para arquivos de exemplo (.FLA, .SWF, etc).</p>

<a href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/diagrama_navegacao.png"><img alt="Diagrama de navegação do FlashMasters 2004" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/diagrama_navegacao.gif" width="172" height="153" border="0" /></a>
<p>Só quando comecei a desenhar o diagrama de navegação acima, é que percebi que isso não ia funcionar. Afinal, o usuário entra não atrás de um arquivo ou de uma "opinião profissional". O que ele quer é resolver um problema ou saber mais sobre um determinado assunto. Assunto? Opa, eu já havia identificado os ditos cujos. Voltei a eles e percebi que mapeando a navegação em cima dos assuntos na primeira dimensão, seria mais fácil de entender do que se trata o site e diminuir o número de opções no menu (era esse o principal problema da última versão). Consegui resumir a três assuntos: Actionscript, Mexendo no Flash e Design.</p>

<p>Até aqui foi feito só trabalho de Arquitetura da Informação. Apesar de ver lá longe um menu de navegação bidimensional, não era essa minha maior preocupação. Queria que a estrutura fosse facilmente visualizada mentalmente, que formasse um robusto modelo mental. Apesar de ser padrão para sites de recursos sobre Flash usarem a abordagem "tipo de conteúdo", você conseguiria se lembrar de como está organizado o <a href="http://www.flashkit.com">FlashKit</a> sem abrir o site? Ou então, planejar um caminho para resolver um problema no seu preloader? Pelo fato de ser difícil formular esse caminho, quase sempre ia direto ao fórum para perguntar sobre uma questão, mesmo sabendo que podia ter a solução entre os tutoriais e códigos-fonte.</p>

<p>Enquanto montava o diagrama, não resisti em ultrapassar a barreira da informação e começar a pensar em interação. Montei os wireframes (estrutura de cada página) ao mesmo tempo que ia dilapidando o diagrama. O da página inicial foi o primeiro, claro. Mas, enquanto fazia já ia pensando se ia dar certo a sequência com as páginas internas.</p>

<p>Já tinha discutido com o William sobre fazer uma aplicação rica para responder perguntas em linguagem natural imediatamente, como por exemplo: "Como criar um botão invisível?". No wireframe da página <a href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframes_fm2004_mexendo.png">Mexendo no Flash</a> já delineei como serão os componentes da pequena aplicação. Até agora, não pensei e nem fiz nada no campo do design gráfico. Pensei na disposição dos elementos, mas não de uma perspectiva gráfica e sim de informação e interação (como ficaria bem organizado e fácil de usar).</p>

<p>A vantagem de desenvolver tudo isso é que podemos discutir e mudar tudo sem ter que refazer layouts cuidadosos ou mexer em código, estrutura de banco de dados. Gastei no total umas 12 horas pra fazer tudo. Pouco tempo, se for pensar que uma alteração dessa ordem poderia resultar em re-trabalho de semanas. Planejar é essencial para qualquer projeto ter sucesso. Os campos da Arquitetura da Informação e Design da Interação fornecem métodos muito interessantes para esse fim. Webdesign é muito mais do que só visual. Se for levado à sério, apresenta questões muito mais profundas do que imaginamos.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_e_de_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 19 Jul 2004 17:21:28 -0300</pubDate>



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<item>
<title>Entrevistar é começar com o pé direito</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/entrevistar_e_comecar_com_o_pe_direito.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Terminei e analisar o resultado das <a href="http://www.usabilidoido.com.br/entrevistar_usuarios_e_massa.html">entrevistas 
  com os usu&aacute;rios</a> do site da UFPR. As conversas foram muito elucidativas, 
  sinto que comecei o projeto com o p&eacute; direito. Ao contr&aacute;rio do 
  que pensava, os usu&aacute;rios n&atilde;o acham o site t&atilde;o ruim e relataram 
  n&atilde;o ter problemas com ele. &Eacute; poss&iacute;vel que haja sentimentos 
  subjetivos em jogo, como orgulho e auto-estima, mas j&aacute; &eacute; suficiente 
  para sublinhar que as mudan&ccedil;as n&atilde;o poder&atilde;o ser dr&aacute;sticas, 
  j&aacute; que o modelo atual &eacute; satisfat&oacute;rio. Como disse um professor 
  de Hist&oacute;ria, &quot;ele s&oacute; precisa agrupar melhor as informa&ccedil;&otilde;es 
  semelhantes&quot;.</p>
<p>O tempo para fazer perguntar e anotar as respostas n&atilde;o passava de 5 
  minutos, mas todo mundo sempre tinha uma hist&oacute;ria para contar, uma sugest&atilde;o 
  a fazer. Em m&eacute;dia foram 15 minutos bem gastos em cada entrevista, totalizando 
  +-10 horas de trabalho, fora transporte.</p>
<p> Para projetos s&eacute;rios de webdesign esse m&eacute;todo tem um custo benef&iacute;cio 
  muito bom, principalmente porque a amostragem poder ser bem menor do que a minha 
  (34 usu&aacute;rios). Acredito que 4 entrevistas mais longas ou 8 rapidinhas 
  s&atilde;o suficientes para perceber opini&otilde;es semelhantes e padr&otilde;es 
  de comportamento. N&atilde;o d&aacute; um dia inteiro de trabalho e pode ser 
  feito por telefone. </p>
<p>Elaborar o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/textos/resultado_pesquisa_usuarios.doc">relat&oacute;rio</a> 
  [DOC] demorou mais do que pensava. Levei cerca de 6 horas no total, se batendo 
  no Excel. No meu caso, usei estat&iacute;sticas e gr&aacute;ficos, mas isso 
  pode n&atilde;o ser necess&aacute;rio. Uma estimativa como a &quot;maior parte 
  dos usu&aacute;rios diz que bl&aacute;&quot; &eacute; suficiente vindo da boca 
  de um profissional que conta com a confian&ccedil;a da sua equipe. Ali&aacute;s, 
  fazer o relat&oacute;rio &eacute; essencial para comunica&ccedil;&atilde;o interna 
  da equipe e para sustentar as decis&otilde;es do design perante o cliente. Nem 
  que seja meia folha escrita.</p>
<p>Generalizando, as principais li&ccedil;&otilde;es tiradas das entrevistas s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>os usu&aacute;rios tem larga experi&ecirc;ncia de navega&ccedil;&atilde;o 
    na Internet</li>
  <li>as informa&ccedil;&otilde;es mais importantes s&atilde;o sobre procedimentos 
    burocr&aacute;ticos e meios de contato</li>
  <li>os usu&aacute;rios est&atilde;o familiarizados com a estrutura administrativa 
    da Universidade</li>
  <li>a navega&ccedil;&atilde;o atual n&atilde;o est&aacute; complicada</li>
  <li>a identidade visual est&aacute; satisfat&oacute;ria</li>
  <li>as se&ccedil;&otilde;es do website devem ser agrupadas de acordo com tarefas 
    comuns &agrave;s facetas do p&uacute;blico</li>
  <li>falta conte&uacute;do</li>
  <li>o site &eacute; considerado um dos melhores do Brasil em sua categoria</li><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/entrevistar_e_comecar_com_o_pe_direito.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Thu, 08 Jul 2004 16:03:10 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Perigos da era da informação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/perigos_da_era_da_informacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ben Schneiderman fecha o livro Designing the User Interface com um bom debate 
  sociológico situando o designer de interface como elemento importante 
  na construção de um mundo melhor. Ele identifica as <b>10 pragas 
  da era da informação</b>:</p>
<ol>
  <li><b>Ansiedade </b>- medo de estragar o computador, perder dados, parecer 
    burro</li>
  <li><b>Alienação </b>- quanto mais se usa o computador, menos 
    se relaciona diretamente com outras pessoas</li>
  <li><b>Info-excluídos</b> - aqueles que não tem acesso perdem 
    empregos ou oportunidades de estudo</li>
  <li><b>Impotência do indivíduo </b>- contra as grandes coorporações 
    impessoais o que podemos fazer?</li>
  <li><b>Velocidade e complexidade avassaladora </b>- a cada dia as regras do 
    jogo mudam e as tecnologias tem de serem atualizadas</li>
  <li><b>Fragilidade organizacional </b>- uma pessoa só pode causar um 
    blakout de energia elétrica, ou mesmo destruir um terminal de computador 
    e prejudicar milhares de pessoas</li>
  <li><b>Invasão de privacidade </b>- a facilidade de armazenar, trasnferir 
    e consultar dados torna a violação da pricadidade das pessoas 
    mais fácil</li>
  <li><b>Desemprego e obsolência</b> - assim como aumenta a automação, 
    alguns cargos se tornam dispensáveis e as pessoas são mandadas 
    embora</li>
  <li><b>Falta de responsabilidade profissional </b>- é mais fácil 
    culpar o computador ou uma organização impessoal pelas nossas 
    limitações e falhas</li>
  <li><b>Deterioramento da imagem da pessoa</b> - computadores inteligentes ameaçam 
    um dia substituir o homem, em todas as suas habilidades</li>
</ol>
<p>Com certeza há mais problemas, mas achei a lista dele muito abrangente. 
  Tocou nos pontos fundamentais. Para ele, as soluções são:</p>
<ul>
  <li>design centrado no ser humano</li>
  <li>organizações interativas</li>
  <li>educação</li>
  <li>prêmios de responsabilidade social</li>
  <li>conscientização pública</li>
  <li>legislação</li>
  <li>estudos avaçados</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/perigos_da_era_da_informacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 07 Jul 2004 18:28:31 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Analisando logs de busca</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/analisando_logs_de_busca.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Sempre acompanho o registro de todas as buscas que foram feitas nesse blog, mas desde que coloquei a caixa de busca lá em cima, no canto direito, o número de buscas aumentou 5 vezes. Esse negócio de seguir padrões é realmente útil, hein? Tinha colocado lá embaixo, com um tamanho gigantesco justamente para zombar da recomendação do Jakob Nielsen. Redimido de minha rebeldia, descobri que muita gente não acha o que procura nos arquivos desse blog simplesmente porque ele ainda não tinha um <a href="http://www.boxesandarrows.com/archives/synonym_rings_and_authority_files.php">registro de sinônimos</a>.</p>

<p>Alguém buscou uma vez "rastro do mouse" de três combinações diferentes, mas não achou nada. Os post que ele buscava era esse: <a href="http://www.usabilidoido.com.br/movimento_do_mouse_rastreado.html">movimento do mouse rastrado</a> e, em nenhum lugar do texto constava a palavra "rastro". Pesquisei e descobri que o <a href="http://www.movabletype.org/">Movable Type</a> tem um lugar que você coloca palavras-chaves para cada post, mas nunca tinha visto isso na interface. Está escondido por padrão. Para habilitar, basta clicar no pequeno link "Customize the display of this page", embaixo do formulário de novo post. Agora não frustro mais quem digita uma palavra errada, como Jackob Nielsen ao invés de Jakob Nielsen.</p>

<p>Durante a pesquisa, acabei descobrindo uma extensão que permite <a href="http://www.rayners.org/2002/12/17/mtrelatedentries_bykeyword/index.php">agrupar posts por palavras-chave</a>. Agora ao lado do final dos posts, temos uma caixa vermelha com outros posts que provavelmente vão dar continuidade à leitura. Movable Type é o que há!</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/analisando_logs_de_busca.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 14 Jun 2004 14:22:53 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Sobre menus de navegação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/sobre_menus_de_navegacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Paulo Renato escreveu um artigo no Webinsider dando uma <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=2137">boa introdução na arte de criar menus de navegação</a>. Ele conseguiu resumir bem os principais pontos que alguns bibliotecários reformados (leia-se Arquitetos da Informação, hehehe) se esmeram em complicar. Existe toda uma ciência da informação por trás do que eles chamam de taxonomia (esse negócio de categorizar e criar rótulos), mas acredito que não precisamos de tanto preciosismo para um mero menu de um website institucional com menos de 20 páginas. Quando a quantidade aumenta, são úteis. O manual básico de sobrevivência está no artigo do Paulo. Se você se apaixonar pelo assunto (eu me apaixonei), sugiro começar a ler <a href="http://www.d.umn.edu/itss/support/Training/Online/webdesign/navigation.html">artigos específicos sobre</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/sobre_menus_de_navegacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Mon, 07 Jun 2004 22:31:52 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Bom projeto tem que ter bom briefing</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html</link>
<description><![CDATA[
<p>E se o cliente não puder ou não quiser te passar um, simplesmente invente um! Briefing é onde estão as primeiras especificações do que quer o cliente nesse trabalho e o que você pode oferecer para ele. É a matéria-prima que o designer precisa para sair do zero e começar a esboçar uma solução, seja na mente, no papel ou no monitor. Com um briefing detalhado, não há possibilidades de bater aquele branco e a desorientação de não saber por onde começar. Claro, o começo É o briefing!</p>

<p>Nem sempre podemos fazer a reunião de briefing direto com o cliente. Ficamos à mercê do contato comercial e, como não será ele quem vai ter que quebrar a cabeça para inventar algo, em geral, eles não se dão o trabalho de sentar com o cliente e fazer um bom briefing (existem exceções, mas eu ainda tô pra conhecer um pessoalmente). Caso, haja a possibilidade do designer conversar direto com o cliente, melhor. Tem até um <a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/1581153244/qid=1084659140/sr=1-1/ref=sr_1_1/102-4690047-5665769?v=glance&s=books">livro inteiro só para dar as dicas no assunto</a>.

<p>Uma vez eu recebi um briefing sensacional. O diretor da agência me entregou um cartão da empresa e disse: "Ó, faz um site aí. Eles querem essa logo animada, bem grande na home". O resultado <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/novela_silviconsult/">não poderia ser pior</a>. Aprendi a lição. No próximo job, fiz questão de sentar com o cliente para especificar o briefing. Percebi que não era tão fácil quanto parecia e tivemos uma nova novela na agência, mas dessa vez benigna. Nos sentimos no controle e o projeto acabou dando certo, embora tenha havido um bocado de retrabalho e o prazo tenha estourado.</p>

<p>Eu consegui, mas sei que muitas agências não permitem esse contato, ou por questões de tempo ou por questões de filosofia empresarial. De qualquer forma, ainda existe a possibilidade de inventar um briefing. Não quero dizer que você deve ler mentes, mas pode se basear no que já ouviu falar sobre o projeto, nas instruções verbais iniciais, em pesquisas gerais de marketing e sua experiência pessoal. </p>

<p>Ao invés de ficar esperando marcar uma audiência com a direção da <a href="http://www.ufpr.br">Universidade em que estudo</a>, resolvi criar o briefing direto com o meu professor orientador da disciplina. Veja como ficou o exemplo de briefing fictício e pegue a manha.<p>

<p><strong>[ Atualização ]</strong> A pedidos, disponibilizo um briefing real de um pequeno projeto que fiz: <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/briefing_mercado_china.doc">Briefing Mercado da China</a> [DOC] e o <a href="http://www.mchina.com.br">Website final</a></p><h2>Resumo</h2>
<p>A UFPR precisa de um website melhor. Em primeiro lugar, ele precisa se tornar 
  mais organizado e agrad&aacute;vel aos olhos. Em segundo, mais &uacute;til. 
  A proposta &eacute; repensar todos os nuances e amplitudes do website, sem ignorar 
  a experi&ecirc;ncia do website que est&aacute; no ar h&aacute; anos. O objetivo 
  &eacute; propor mudan&ccedil;as no website que o tornariam o mais f&aacute;cil 
  de usar de todas as demais Universidades Federais do Brasil.</p>
<h3>Audi&ecirc;ncia e suas supostas principais expectativas ao usar o website</h3>
<ul>
  <li><b>Alunos</b> 
    <ul>
      <li>ter acesso &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da universidade 
        que seja de seu interessse </li>
      <li>efetuar matr&iacute;culas e outras atividades burocr&aacute;ticas sem 
        depender de servidores ocupados e mal-humorados</li>
      <li>receber avisos de eventos e not&iacute;cias de mudan&ccedil;as que afetem 
        sua rotina de estudante</li>
      <li>encontrar telefones e outras formas eficientes de obter maiores informa&ccedil;&otilde;es</li>
    </ul>
  </li>
  <li><b>Professores</b> 
    <ul>
      <li>encontrar informa&ccedil;&otilde;es de contato com outros professores 
        e entidades dentro da Universidade</li>
      <li>disponibilizar sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pesquisar 
        nas dos colegas</li>
      <li>receber avisos de eventos e not&iacute;cias de mudan&ccedil;as que afetem 
        seu trabalho</li>
      <li>ficar a par da estrutura administrativa e eventuais procedimentos burocr&aacute;ticos</li>
    </ul>
  </li>
  <li><b>T&eacute;cnicos</b> 
    <ul>
      <li>receber not&iacute;cias de mudan&ccedil;as que afetem seu trabalho</li>
      <li>ficar a par da estrutura administrativa e eventuais procedimentos burocr&aacute;ticos</li>
    </ul>
  </li>
  <li><b>Aspirantes aos cursos </b> 
    <ul>
      <li>saber o que a Universidade tem a oferecer</li>
      <li>comparar cursos</li>
      <li>informa&ccedil;&otilde;es para contato com professores e alunos dos 
        cursos </li>
      <li>not&iacute;cias sobre os concursos para ingresso</li>
    </ul>
  </li>
  <li><b>Jornalistas </b> 
    <ul>
      <li>informa&ccedil;&otilde;es para contato com professores</li>
      <li>not&iacute;cias sobre mudan&ccedil;as na estrutura administrativa, eventos 
        e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da Universidade</li>
    </ul>
  </li>
  <li><b>Sociedade em geral </b> 
    <ul>
      <li>receber not&iacute;cias de descobertas cient&iacute;ficas, eventos e 
        outros benef&iacute;cios que a Universidade oferece</li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<h3>Principais problemas identificados</h3>
<p>O website est&aacute; organizado de forma a refletir a estrutura administrativa 
  interna da institui&ccedil;&atilde;o e isso causa problemas aos usu&aacute;rios 
  que n&atilde;o a conhecem por completo (quase todos). &Eacute; praticamente 
  imposs&iacute;vel uma pessoa que n&atilde;o tenha no&ccedil;&atilde;o da estrutura 
  administrativa encontrar uma informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Al&eacute;m 
  disso, h&aacute; uma irregularidade tremenda de um ponto do website ao outro, 
  tanto no aspecto gr&aacute;fico, como textual. Isso &eacute; funesto ao usu&aacute;rio 
  porque a navega&ccedil;&atilde;o &eacute; inconsistente, o que leva &agrave; 
  confus&atilde;o e a desorienta&ccedil;&atilde;o. A Universidade desperdi&ccedil;a 
  assim, a chance de imprimir uma imagem coesa e bem definida.</p>
<h3>Caracter&iacute;sticas desejadas na solu&ccedil;&atilde;o</h3>
<p>O produto entregue deve refletir as seguintes caracter&iacute;sticas da UFPR:</p>
<ul>
  <li>comprometimento com o ensino p&uacute;blico, gratuito e de qualidade</li>
  <li>apoio nos pilares de Ensino, Pesquisa e Extens&atilde;o</li>
  <li>tradi&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo, desbravamento do futuro</li>
  <li>envolvimento nas causas sociais</li>
  <li>ponto de refer&ecirc;ncia no saber</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Sat, 15 May 2004 07:03:59 -0300</pubDate>



</item>
 
<item>
<title>Wireframes e rabiscos</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/wireframes_e_rabiscos.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Wireframes são os esqueletos dos websites, feitos pelos Arquitetos da Informação. Hoje, um <a href=http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=1995>artigo no Webinsider</a> ativou minha rede hipertextual mental sobre o assunto. </p><p>Primeiro, vale à pena fazer. Na agência onde trabalho, estávamos com dificuldade de planejar a disposição do conteúdo num <a href=http://www.dcdois.com.br/visao/>website 100% Flash</a>. Resolvi fazer um  esboço visual, bem tosco, mas indicando a forma grosseira da interface e onde cada conteúdo estaria. Não me custou mais que 1 hora. Na próxima reunião, os publicitários se sentiram muito mais à vontade para discutir o planejamento. Vale notar que eles não tinham grande experiência com Web, então não conseguiam imaginar as minhas propostas antes.<p>Segundo, me lembrei que o Sergio Carvalho da <a href=http://www.sirius.com.br>Sirius</a> me disse uma vez que os wireframes que eles fazem não tem indicação de posicionamento dos elementos ao contrário do proposto pelo artigo no Webinsider. Tem apenas o peso relativo. Ele prefere assim, porque dá maior liberdade para o designer gráfico  trabalhar. </p>
<P>Terceiro, me lembrei que quase todo designer gráfico que se preze faz um esboço no papel quando está discutindo com outras pessoas como vai ficar o projeto. É um wireframe informal. Não dá pra fazer testes com usuários com eles, muito menos mostrar para os clientes.</p>
<p>Quarto, <a href=http://www.luli.com.br>Luli Radfarher</a> mostrou um protótipo do novo portal da <a href=http://www.aol.com.br>AOL</a> que foi apresentado ao cliente para aprovação antes do design gráfico. Ele disse que isso ajuda muito para o cliente não ficar voltando atrás e mudar tudo no final do projeto. Concordo com ele, mas sonho com o dia em que vou poder apresentar algo tão abstrato para um cliente sem ele olhar torto.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/wireframes_e_rabiscos.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<pubDate>Wed, 10 Dec 2003 03:02:20 -0300</pubDate>



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