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<title>Usabilidoido : Usabilidade</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description>Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros. Veja também essa entrevista sobre o que é usabilidade.</description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2008-08-10T23:09:35-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Teorias de Interação Humano-Computador</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/teorias_de_interacao_humano-computador.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Depois de apresentar as <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/247">diferentes abordagens que conheço em Design de Interação</a>, aprofundei com meus alunos as duas principais teorias que permeiam as abordagens. Embora Interação Humano-Computador seja uma área multi-disciplinar, as teorias psicológicas são muito usadas para fundamentar pesquisas nessa área. 
</p>
<p>Da Psicologia Cognitiva veio a Teoria do Processamento de Informação e da Psicologia Sócio-Histórica, veio a Teoria da Atividade. Embora Design de Interação seja uma área prática - diferente de IHC que é científica - essas teorias são muito importantes porque delineiam as metodologias, métodos, técnicas e princípios empregados na prática. </p>

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	<p class="documento"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/psicologia_aplicada_design.pdf">Slides</a> [PDF] 6 mb</p>
<p>
A Teoria do Processamento de Informação é a mais conhecida (e muitas vezes a única). Ela se baseia na premissa que a mente humana é um processador extremamente complexo de informações. No entanto, se subdividimos seus componentes e descobrirmos como eles se relacionam, é possível compreender o funcionamento da mente. Os cientistas observam o comportamento, formulam modelos abstratos de funcionamento e rodam experimentos para tentar comprová-los. Essa teoria possibilitou o desenvolvimento das seguintes coisas, por exemplo:
</p>
<ul>
	<li>O computador</li>
	<li>Interfaces gráficas</li>
	<li>Design Centrado no Usuário</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/teste_de_usabilidade.html">Teste de Usabilidade</a></li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/cardsorting_classificando_conteudo.html">Card-sorting</a></li>
</ul>
<p>
Já a Teoria da Atividade é menos conhecida, mas também influente. A idéia principal é que o sujeito é construído socialmente através da interação com seus pares, sempre mediada por instrumentos ou signos. A consciência se manifesta na atividade (social) e, consequentemente, a constituição mental de um indivíduo é delineada pelas atividades em que ele participa. Para investigar a mente, é preciso investigar o locus social dos indivíduos e, principalmente, suas atividades. Essa teoria possibilitou o desenvolvimento das seguintes coisas, por exemplo:
</p>
<ul>
	<li>Websites de redes sociais</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_softwares_multiusuario.html">Softwares colaborativos multi-usuário </a></li>
	<li>Design Centrado na Atividade</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_participativo_no_design_de_interacao_e_na_web_20.html">Design Participativo</a><br type="_moz" />
	</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">Etnografia</a></li>
</ul>
<p>
Conhecer estas duas teorias é fundamental para o designer de interação ser crítico em relação à sua prática e, principalmente, com as conceitualizações ingênuas de sua prática. O designer praticante não é um teórico, portanto, não precisa ficar preso a nenhuma dessas correntes e sim, aproveitar suas contribuições. 
</p>

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	<p>[ Download <a href="http://multimidia.faberludens.com.br/psicologia_aplicada_design.mov">vídeo</a> ]</li>
	<p class="audio"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens09_08_2008.mp3">Áudio</a> [MP3] 51 mb</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/teorias_de_interacao_humano-computador.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-08-10T23:09:35-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Lei de Fitts</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/lei_de_fitts.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Um pesquisador chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Fitts">Paul Fitts</a> fez uma descoberta óbvia nos anos 50: "<b>A dificuldade para atingir um alvo é uma função da distância do alvo e de seu tamanho</b>". Por isso, quanto maior o alvo e mais perto da origem do movimento, mais fácil é de acertar. Dãããã... essa você já sabia desde criança. Pois é, mas continua praticamente inexplorada pelos designers de interação até hoje.<br /></p><!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN">
<html>
<head>
  <meta content="text/html; charset=ISO-8859-1"
 http-equiv="content-type">
  <title></title>
</head>
<body>
<p>&Eacute; comum encontrar bot&otilde;es grandes nas
interfaces? N&atilde;o. A navega&ccedil;&atilde;o
secund&aacute;ria est&aacute; sempre o mais perto
poss&iacute;vel da navega&ccedil;&atilde;o principal?
N&atilde;o. Os cantos do monitor s&atilde;o usados como alvo?
N&atilde;o.&nbsp;</p>
<p>Talvez a facilidade motora n&atilde;o seja importante para
a maioria dos projetos de interface, mas acredito que se essa Lei fosse
mais conhecida, seria melhor aproveitada. Numa sociedade que <a
 href="http://usabilidoido.com.br/usabilidade_percebida_e_o_que_importa.html">valoriza
mais a dimens&atilde;o sem&acirc;ntica</a> (significado)
do que a pragm&aacute;tica (uso) das interfaces, isso &eacute;
compreens&iacute;vel.</p>
<h2>Bot&otilde;es grandes<span class="Apple-style-span"
 style="font-size: 13px;"></span><span
 class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"></span></h2>
<p>Bot&otilde;es grandes s&atilde;o mais
f&aacute;ceis de acertar, mas s&atilde;o dif&iacute;ceis de
encaixar nos layouts porque dificultam a hierarquia visual. Se o
bot&atilde;o n&atilde;o &eacute; usado na tarefa, ele chama
a aten&ccedil;&atilde;o desnecessariamente. Se o
bot&atilde;o &eacute; grande, tamb&eacute;m &eacute;
maior a &ecirc;nfase persuasiva na op&ccedil;&atilde;o.</p>
<span
 class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img
 alt="Bot&otilde;es grandes enfatizam um certo lugara para clicar"
 src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/botoesgrandes.gif"
 class="mt-image-center"
 style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;"
 height="138" width="151"></span>
<p>Uma dica simples &eacute; que a &aacute;rea de
a&ccedil;&atilde;o do bot&atilde;o tenha, pelo menos, 12px
de largura e 24px de altura, que &eacute; o tamanho do cursor
padr&atilde;o do mouse. Assim n&atilde;o resta
d&uacute;vida se o cursor est&aacute; dentro ou fora do
bot&atilde;o. Al&eacute;m disso, pode-se estender a
&aacute;rea de a&ccedil;&atilde;o para fora do desenho do
bot&atilde;o, o que d&aacute; uma margem de erro para a
pontaria do cursor. Na Web, o cursor muda automaticamente quando
est&aacute; sobre a &aacute;rea de a&ccedil;&atilde;o
do bot&atilde;o.<br>
</p>
<span
 class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img
 alt="N&iacute;veis de facilidade para clique"
 src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/facilidade_para_clique.gif"
 class="mt-image-center"
 style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;"
 height="105" width="174"></span>
<h2>Cantos da tela</h2>
<p>Melhor do que bot&atilde;o grande, s&oacute;
posicionando o bot&atilde;o no canto da tela. Por mais que o
usu&aacute;rio arremesse seu mouse para o lado, n&atilde;o
h&aacute; como passar al&eacute;m do limite da tela.
&Eacute; como se o bot&atilde;o tivesse altura e largura
infinitas. Para um destro, o canto inferior direito &eacute; o mais
r&aacute;pido de acessar, seguidos do canto superior esquerdo,
superior direito e inferior esquerdo. Mexa o mouse e deixe que seus
m&uacute;sculos lhe provem isso. Os pontos das bordas entre os
cantos tamb&eacute;m s&atilde;o poderosos, mas possuem apenas
uma das dimens&otilde;es infinitas: ou largura ou altura.</p>
<span
 class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img
 alt="Os cantos da tela s&atilde;o mais f&aacute;ceis de acertar"
 src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cantos_da_tela.png"
 class="mt-image-center"
 style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;"
 height="268" width="380"></span>
<p>O Mac OSX faz bom uso da Lei de Fitts. Os menus dos softwares
est&atilde;o posicionados sempre no topo absoluto da tela, o que os
torna muito mais r&aacute;pidos de acessar do que os menus no
Windows, posicionados ligeiramente abaixo do topo da tela, quando a
janela est&aacute; maximizada. Quando trabalhava na Apple, <a
 href="http://www.asktog.com/columns/022DesignedToGiveFitts.html">Bruce
Tognazzini verificou que a performance</a><br>
dessa disposi&ccedil;&atilde;o era muito melhor do que outro
computador com dois monitores, um em cima do outro, com o menu no topo
do monitor de baixo, o que eliminava a altura infinita do menu. </p>
<p>O Dock, a met&aacute;fora de barra de programas do OSX,
al&eacute;m de estar grudada num dos cantos da tela, amplia os
&iacute;cones na medida em que o mouse se aproxima.</p>
<span
 class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><a
 href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/iphoto_dock.jpeg"><img
 alt="Dock do OSX, mostra os programas dispon&iacute;veis"
 src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2008/02/iphoto_dock-thumb-600x375.jpeg"
 class="mt-image-center"
 style="margin: 0pt auto 20px; text-align: center; display: block;"
 height="375" width="600"></a></span>
<p>O OSX peca, entretanto, na barra de rolagem. Quando se
maximiza uma janela, ela n&atilde;o encosta no canto direito da
tela.&nbsp;</p>
<h2>Proximidade do mouse</h2>
<p>Entretanto, a Lei de Fitts n&atilde;o deve ser prioridade
absoluta em todas as ocasi&otilde;es no Design de
Intera&ccedil;&atilde;o. Bruce Tognazzini sugeriu certa vez que
os menus contextuais (acionados com o bot&atilde;o direito do
mouse) deveriam se alinhar centralizadamente ao ponteiro do mouse,
deixando as op&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas do
ponteiro. Isso de fato facilitaria o acesso a algumas
op&ccedil;&otilde;es do menu, mas complicaria a
compreens&atilde;o do contexto.&nbsp;</p>
<p>No buscador de m&uacute;sicas <a
 href="http://www.songza.com/">Songza</a>, criado pelo<a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aza_Raskin"> filho de
Jeff Raskin</a>, quando se clica num item da lista, o menu
aparece em c&iacute;rculo ao redor do cursor.&nbsp;</p>
<img style="width: 491px; height: 273px;"
 alt="Songza, um buscador que aproveita o menu contextual centralizado"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/songza_menu_contextual.png">
<p>Comparando com o menu contextual do iTunes, &eacute;
poss&iacute;vel perceber a inten&ccedil;&atilde;o de
priorizar as op&ccedil;&otilde;es mais comuns, bem como uma
ordem l&oacute;gica.</p>
<span style="font-style: italic;"><img
 style="width: 338px; height: 388px;"
 alt="Menu contextual do itunes"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/menu_contextual_itunes.gif"></span><br>
<div><br>
</div>
</body>
</html>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/lei_de_fitts.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">726@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2008-02-10T08:25:18-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/menu_contextual_itunes.gif" length="31313" type="image/gif" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/songza_menu_contextual.png" length="26104" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2008/02/iphoto_dock-thumb-600x375.jpeg" length="92414" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/botoesgrandes.gif" length="1252" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cantos_da_tela.png" length="50661" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/facilidade_para_clique.gif" length="2527" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/iphoto_dock.jpeg" length="327308" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>A insustentável leveza da simplicidade</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_insustentavel_leveza_da_simplicidade.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A simplicidade est&aacute; na moda... de novo. Ap&oacute;s o conturbado final do s&eacute;culo XX, salpicado de rupturas tecnol&oacute;gicas e amea&ccedil;as apocal&iacute;pticas, as pessoas est&atilde;o procurando conciliar o que o presente nos oferece com o que o passado tinha de bom. &ldquo;Antigamente tudo era t&atilde;o mais simples...&rdquo; dizem uns. Entretanto, ningu&eacute;m quer nem pode se desfazer dos novos confortos e voltar ao passado. Os produtos que fazem mais sucesso no momento s&atilde;o os que recuperam a simplicidade sem perder a sofistica&ccedil;&atilde;o. </p><p>Parece um paradoxo, algo imposs&iacute;vel de acontecer, simplicidade e sofistica&ccedil;&atilde;o estarem num mesmo lugar, no mesmo objeto. Mas &eacute; real: empresas como a Apple e Google&nbsp; est&atilde;o chamando a aten&ccedil;&atilde;o do mundo pelo fino equil&iacute;brio entre essas qualidades. A Google saiu do fundo de uma garagem para se tornar uma das maiores empresas do mundo em menos de 10 anos gra&ccedil;as &agrave; simplicidade de sua p&aacute;gina e &agrave; sofistica&ccedil;&atilde;o de seu mecanismo de busca. S&oacute; &eacute; preciso digitar uma palavra e apertar um bot&atilde;o para ter acesso a milhares de informa&ccedil;&otilde;es espalhadas na Web. A complexidade fica por conta do sistema, que realiza <a href="http://www.google.com/technology/">opera&ccedil;&otilde;es mirabolantes</a> para indicar &agrave; pessoa as p&aacute;ginas mais relevantes. </p>
<p>Mas a simplicidade tem um pre&ccedil;o: a simplicidade esconde mais do que revela. Olhamos para um objeto ou uma pessoa simples e pensamos: &ldquo;puxa vida, gostaria de ser como aquela pessoa&rdquo; ou &ldquo;ter o que ela tem&rdquo;. O que n&atilde;o sabemos &eacute; que ser simples n&atilde;o &eacute; simples. Um s&aacute;bio indiano certa vez escreveu que o segredo da felicidade &eacute; &ldquo;<a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.krishna.com%2Fdownloads%2Fvida_simples.pdf&amp;ei=o7grR83BHZuUggLB0YT4CQ&amp;usg=AFQjCNET6cwlMsYSpwTUfenO_38IAZMGBA&amp;sig2=sZb0Khv0Oh4dbr8U7KxftA">vida simples, pensamento elevado</a>&rdquo;. Tento aplicar isso em minha vida, mas &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil... O problema &eacute; que, em nossa sociedade atual, a vida &eacute; muito complicada. Temos que <a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_posmodernos_.html">desempenhar diversos pap&eacute;is sociais</a>, vivenciar dramas, equilibrar conhecimento, economia e prazer numa agenda sempre lotada!</p>
<p>A simplicidade est&aacute; na moda porque a complexidade impera. A cada momento, multiplicam-se em progress&atilde;o geom&eacute;trica as coisas que precisamos conhecer, relacionar e interagir para sobreviver. Definitivamente, n&atilde;o damos conta de tudo. Quando aparece um deserto nesse mar de o&aacute;sis, ficamos embasbacados, pensando como &eacute; poss&iacute;vel que ningu&eacute;m sacou antes que poderia ser simples assim? Esse efeito estarrecedor da simplicidade &eacute; pura ilus&atilde;o. Na miragem, o iPod parece uma caixa com um bot&atilde;o, uma rodinha e um display que &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para as demandas de consumo de m&uacute;sica do indiv&iacute;duo. Desmistificada a eleg&acirc;ncia da simplicidade, percebemos que ao inv&eacute;s de solucionar qualquer coisa, o iPod complexifica ainda mais a vida das pessoas. Agora temos que escolher n&atilde;o uma dentre 10 m&uacute;sicas do Discman, mas uma dentre 5.000!</p>
<p>A &uacute;ltima vers&atilde;o do iPod, agora com monitor sens&iacute;vel ao toque, comporta menos m&uacute;sicas, mas faz um monte de outras coisas: funciona como agenda, calculadora e navegador de Internet. Na verdade, a Apple aproveitou o sucesso do iPhone e fez uma vers&atilde;o sem telefone: o <a href="http://www.apple.com/ipodtouch/">iPod Touch</a>. Para quem j&aacute; tinha um iPod anterior e acompanhou o <a href="http://usabilidoido.com.br/iphone_inaugura_novo_paradigma_para_interfaces_moveis.html">lan&ccedil;amento do iPhone</a>, ele parece t&atilde;o simples quanto o primeiro iPod. Agora, para quem est&aacute; de fora dessa cultura, ele &eacute; uma quimera t&atilde;o assustadora quanto o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/guiasydney23.htm">programador de grava&ccedil;&atilde;o do videocassete</a>. Como diz John Maeda em seu livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?ProdTypeId=1&amp;ProdId=1793291&amp;franq=137623">As Leis da Simplicidade</a>, &ldquo;<a href="http://lawsofsimplicity.com/?p=53">o conhecimento faz tudo mais simples</a>&rdquo;, logo a simplicidade n&atilde;o &eacute; universal: para alguns &eacute; simples, para outros, n&atilde;o.</p>
<p>&Eacute; por tudo isso que n&atilde;o concordo quando algu&eacute;m evoca o velho bord&atilde;o do design cunhado pelo arquiteto <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mies_van_der_Rohe">Mies van der Rohe</a> na escola Bauhaus: &ldquo;menos &eacute; mais!&rdquo; Eu pergunto: menos &eacute; mais para quem? Van der Rohe usava ela para aludir &agrave; racionaliza&ccedil;&atilde;o extrema de recursos: usar o m&iacute;nimo de material para obter o m&aacute;ximo de efici&ecirc;ncia de uso. O modernismo almejava a padroniza&ccedil;&atilde;o do cotidiano segundo leis de bem-estar pretensamente universais. Hoje em dia, ningu&eacute;m acredita que isso seja poss&iacute;vel, no entanto continua-se a repetir que &ldquo;menos &eacute; mais&rdquo;. &Eacute; porque a frase adquiriu um novo sentido. Diante de tamanha abund&acirc;ncia de produtos e tecnologia, oferecer menos &eacute; um diferencial de mercado, ou seja, destaca o produto. Hoje, menos &eacute; diferente, n&atilde;o &eacute; mais. Se fosse mais, as pessoas pediriam menos produtos, menos funcionalidades, menos consumo, mas n&atilde;o &eacute; o que se observa na pr&aacute;tica: as pessoas querem sempre mais e mais! Menos &eacute; menos e mais e mais; n&atilde;o d&aacute; pra correlacionar quantidade com qualidade.</p>
<p>Assim como o protagonista do romance <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=35656&amp;franq=137623">A Insustent&aacute;vel Leveza do Ser</a> sente o peso do comprometimento com a liberdade quando se envolve com uma mulher, n&oacute;s sentimos o peso da simplicidade quando sua complexidade inerente se desvela. Negar a complexidade &eacute; tapar o sol com a peneira: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos">o caos se alastra inevitavelmente</a>. Entretanto, precisamos crer em simples ideais para sobreviver ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernidade">caos que nos consome em nossa sociedade atual</a>.</p>
<p>Nota: a id&eacute;ia desse artigo &eacute; problematizar a vis&atilde;o simplista que se tem da rela&ccedil;&atilde;o entre simplicidade e complexidade, manifesta, por exemplo, na excelente (por&eacute;m simplista) <a href="http://www.slideshare.net/horacio.soares/design-for-simplicity-rio-info-2007/">palestra do meu amigo Hor&aacute;cio Soares</a>. O primeiro artigo que encontrei que me fez repensar a empolga&ccedil;&atilde;o com a simplicidade foi o <a href="http://www.jnd.org/dn.mss/the_truth_about.html">questionamento sobre a pretensa simplicidade do Google</a> de Donald Norman.  Depois, o contato com os projetos explorando os <a href="http://www.interaction.rca.ac.uk/briefs/complicatedPleasures.html">prazeres complicados</a> dos seres-humanos no Royal College of Art me convenceram de vez a ser mais cr&iacute;tico a respeito dessa quest&atilde;o. </p>


<cite>Artigo a ser publicado na Revista Design do website da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>. </cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_insustentavel_leveza_da_simplicidade.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">707@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-11-02T22:12:24-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Acidente da Tam pode ter sido causado por problemas de usabilidade </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/acidente_da_tam_pode_ter_sido_causado_por_problemas_de_usabilidade_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Est&aacute; todo mundo querendo encontrar a causa e os culpados pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V&ocirc;o_TAM_3054">acidente da Tam ocorrido ontem</a>, dia 17/07/2007 no aeroporto de Congonhas. O avi&atilde;o tentou posar lotado, sob chuva forte, numa pista incompleta, em alta velocidade e em plena crise da avia&ccedil;&atilde;o. Derrapou e explodiu num pr&eacute;dio. Mais de 200 mortos. </p>
<p>Agora, a opini&atilde;o p&uacute;blica quer culpar algu&eacute;m para aliviar sua raiva. Os jornais citam a possibilidade de uma falha t&eacute;cnica no avi&atilde;o, mas n&atilde;o se levanta que poss&iacute;veis falhas t&eacute;cnicas poderiam ter ocorrido. Os jornalistas s&oacute; querem saber de suspeitos:</p><ul>
  <li>O Presidente Lula, por <a href="http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/444001-444500/444308/444308_1.html">n&atilde;o ter botado ordem na casa depois do acidente com o avi&atilde;o da Gol</a> ano passado</li>
  <li>Aos controladores de v&ocirc;o, por terem autorizado o pouso em condi&ccedil;&otilde;es sub-&oacute;timas</li>
  <li>Aos medidores do n&iacute;vel de &aacute;gua na pista por terem informado que a pista estava <a href="http://br.youtube.com/watch?v=Vrsayd-nHlo">levemente molhada</a> </li>
  <li>Os diretores da Tam, que <a href="http://www.valoronline.com.br/valoronline/Geral/brasil/Infraero+e+Aeronautica+recomendam+esperar+investigacao+sobre+acidente+que+pode+levar+10+meses,,,5,4426134.html">pressionam os pilotos</a> para descer mesmo em condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis para evitar a insatisfa&ccedil;&atilde;o dos clientes</li>
  <li>Os pilotos, que <a href="http://www.valoronline.com.br/valoronline/Geral/brasil/Infraero+e+Aeronautica+recomendam+esperar+investigacao+sobre+acidente+que+pode+levar+10+meses,,,5,4426134.html">n&atilde;o estariam capacitados para a opera&ccedil;&atilde;o</a> ou teriam cometido erros na avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o </li>
</ul>
<p>A <a href="http://www.valoronline.com.br/valoronline/Geral/brasil/Infraero+e+Aeronautica+recomendam+esperar+investigacao+sobre+acidente+que+pode+levar+10+meses,,,5,4426134.html">investiga&ccedil;&atilde;o pode demorar 10 meses</a>, isso se n&atilde;o acabar em pizza.  Enquanto o resultado oficial n&atilde;o chega, as opini&otilde;es se dividem em duas hip&oacute;teses: erro humano ou falha mec&acirc;nica. Eu n&atilde;o entendo nada de avia&ccedil;&atilde;o, mas quando li a not&iacute;cia tive o pressentimento de que poderiam ser as duas coisas em conjunto: comportamento  das pessoas e adapta&ccedil;&atilde;o  das m&aacute;quinas inadequados para a situa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O comportamento das pessoas, a m&iacute;dia j&aacute; est&aacute; cuidando de avaliar, ou melhor, julgar. Ent&atilde;o, aqui pretendo levantar as inadequa&ccedil;&otilde;es das adapta&ccedil;&otilde;es das m&aacute;quinas, em especial, no n&iacute;vel da interface entre os pilotos e o sistema. Esse ponto &eacute; relevante para an&aacute;lise do acidente porque <a href="http://usabilidoido.com.br/relevancia_da_etica_no_design_de_interacao.html">a a&ccedil;&atilde;o humana &eacute; restringida pelas possibilidades que o sistema oferece</a>. Se os pilotos tomaram uma decis&atilde;o que levou ao acidente, pode ser que n&atilde;o houvessem outras alternativas dispon&iacute;veis no sistema para aquela situa&ccedil;&atilde;o ou, mesmo que elas existissem, elas n&atilde;o estavam vis&iacute;veis. </p>
<p>Antes, um esclarecimento: n&atilde;o sou especialista no assunto. O que escrevo abaixo me baseio exclusivamente na minha experi&ecirc;ncia como designer de intera&ccedil;&atilde;o para a   Web, na leitura de alguns artigos de Donald Norman sobre a <a href="http://www.jnd.org/TurnSignals/TS-CoffeeCupsInCockpit.html">Psicologia Cognitiva em cockpits</a> e numa breve pesquisa que fiz sobre a documenta&ccedil;&atilde;o do modelo do avi&atilde;o e simuladores. Se algu&eacute;m entender mais do que eu, por favor, corrija-me. </p>
<p>Para come&ccedil;ar, vamos ver o que a Tam diz sobre a an&aacute;lise de acidentes em seu <a href="http://flightsafety.org/gain/OFSH_portugese.pdf">guia para a seguran&ccedil;a em v&ocirc;os</a>: </p>
<blockquote>
  <p>E.3.2.1 Em poucos anos, sistemas complexos t&ecirc;m evolu&iacute;do para sistemas automatizados 
    sofisticados com muitas intera&ccedil;&otilde;es e interfaces. Esses sistemas podem ser formados por vastos 
    subsistemas de hardware, firmware (isto &eacute;, software com dongle), software de eletr&ocirc;nica, avi&ocirc;nica, 
    hidr&aacute;ulica, pneum&aacute;tica, biomec&acirc;nica, ergonomia e fatores humanos. H&aacute; complica&ccedil;&otilde;es adicionais 
    envolvendo outras considera&ccedil;&otilde;es, como o potencial de supervis&atilde;o pela ger&ecirc;ncia e percep&ccedil;&atilde;o do 
    risco. Um paradigma mais completo do risco de um sistema deve levar em considera&ccedil;&atilde;o todas estas 
    complexidades.</p>
</blockquote>
<p>At&eacute; a&iacute; tudo bem. Eles prop&otilde;em, ent&atilde;o, o modelo SHEL (Software, Hardware, Environment - Ambiente e Liveware - Pessoas):</p>
<p><img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/shel.png" alt="Modelo Shel" width="382" height="246" /></p>
<p>A partir da&iacute;, as pessoas s&atilde;o tratadas como &quot;Equipamento humano&quot; e os demais equipamentos devem combinar com &agrave;s suas caracter&iacute;sticas peculiares. O problema &eacute; que as pessoas tem o &quot;p&eacute;ssimo h&aacute;bito&quot; de... </p>
<blockquote>
  <p>adaptar-se 
    a m&aacute;s combina&ccedil;&otilde;es, mascarando, dessa forma, qualquer m&aacute; combina&ccedil;&atilde;o sem remov&ecirc;-la 
    e, como tal, constitui um perigo potencial. Exemplos disso s&atilde;o alt&iacute;metros de tr&ecirc;s 
    ponteiros, mau layout dos assentos nas cabines, que pode atrasar a evacua&ccedil;&atilde;o, etc.    </p>
</blockquote>
<p>Eu n&atilde;o diria que isso &eacute; um p&eacute;ssimo h&aacute;bito. Diria que, se uma pessoa &eacute; obrigada a usar um determinado sistema, o melhor a fazer &eacute; adaptar-se a ele. E o inverso tamb&eacute;m &eacute; verdadeiro: os sistema deve se adaptar &agrave; pessoa.  Numa rela&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua, os conflitos se assentam, mas, quando emergem vari&aacute;veis externas incomuns, a adapta&ccedil;&atilde;o acaba: o homem vai prum lado e a m&aacute;quina vai pro outro.  O homem abandona os procedimentos padr&otilde;es e age <a href="http://usabilidoido.com.br/emocao_culturalmente_situada.html">com base na emo&ccedil;&atilde;o</a> para encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o inesperada para um problema inesperado, enquanto a m&aacute;quina solicita ou executa  procedimentos pr&eacute;-definidos para a solu&ccedil;&atilde;o do problema - isso se ela tiver percebido a adversidade.  </p>
<p>Segundo <a href="http://www.presstur.com/site/news.asp?news=11114">relatos dos controladores de v&ocirc;o da torre do aeroporto</a>, os pilotos foram avisados de que a pista estava molhada e escorregadia antes do pouso. Tocaram o solo normalmente, mas n&atilde;o se sabe por que, os pilotos resolveram tentar subir de novo. A torre s&oacute; se deu conta de que alguma coisa estava errada quando ouviram um dos pilotos gritar &quot;vira, vira, vira!&quot;, mas em seguida o avi&atilde;o bateu e explodiu. Os colegas dos pilotos acreditam que o avi&atilde;o entrou em aquaplanagem (um estado em que o atrito com o solo &eacute; reduzido) e, quando n&atilde;o havia mais espa&ccedil;o, tentaram decolar novamente ou dar um cavalo-de-pau. </p>
<p>O avi&atilde;o pode ter entrado r&aacute;pido demais na pista para a condi&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica da situa&ccedil;&atilde;o, o que indicaria uma decis&atilde;o errada dos pilotos. Mas vejamos se essa decis&atilde;o foi tomada s&oacute; pelos pilotos ou se a m&aacute;quina tamb&eacute;m participou da decis&atilde;o. </p>
<p>Segundo o FCOM, o <a href="http://www.smartcockpit.com/plane/airbus/A320/">manual do A320</a>, quando a aeronave se encontra a baixa altitude, o modo de controle muda para pouso automaticamente. A partir da&iacute;, a m&aacute;quina faz o ajuste autom&aacute;tico da velocidade do avi&atilde;o e do &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o dentro de certos limites, que podem ser definidos pelo piloto.  A imagem <a href="http://paginas.terra.com.br/lazer/ctfspacau/ctfs10.htm">capturada de um simulador</a> do A320  demonstra a sinaliza&ccedil;&atilde;o visual de que o auto-land est&aacute; ativado:  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/auto_land.jpg" alt="Autoland no controle do cockpit" width="644" height="431" />
<p>Em seguida, o piloto pode ativar o auto-brake, que possui tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es:</p>
<ul>
  <li>Lo - condi&ccedil;&otilde;es normais de pista</li>
  <li>Med -   pistas curtas ou molhadas</li>
  <li>Max - n&atilde;o recomend&aacute;vel para pousos  </li>
</ul>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/autobrakes.jpg" alt="Autobrakes no cockpit" width="381" height="378" /> 
<p>Pode ser que os pilotos, acostumados com o procedimento padr&atilde;o, ativaram o auto-brake Lo, quando deveria ser Med ou Max. Tamb&eacute;m pode ser que eles  tenham superestimado a velocidade m&aacute;xima que o avi&atilde;o poderia atingir naquela situa&ccedil;&atilde;o e usaram o padr&atilde;o. Em ambos os casos, a m&aacute;quina n&atilde;o toma a decis&atilde;o sozinha, mas contribui para o piloto tomar. </p>

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<p>Quando se automatizam procedimentos nas m&aacute;quinas, o processo n&atilde;o fica expl&iacute;cito para os homens e eles tendem a confiar demais na automatização. &Eacute; por isso que a cabine do avi&atilde;o tem tantos displays e controles. Poderia ser tudo automatizado e controlado atrav&eacute;s de poucos controles, mas devido &agrave;s experi&ecirc;ncias fracassadas de outrora, a avia&ccedil;&atilde;o tenta reduzir ao m&iacute;nimo a automatiza&ccedil;&atilde;o.  </p>
<p>Entretanto, talvez a avia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esteja atenta para os perigos da automatiza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o humana.  Quando as pessoas repetem os mesmos procedimentos diversas e diversas vezes, a tend&ecirc;ncia &eacute; que ignorem pequenas varia&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, como uma redu&ccedil;&atilde;o da velocidade em fun&ccedil;&atilde;o da chuva.  </p>
<p>Quando os pilotos perceberam que n&atilde;o ia dar pra parar na pista, era tarde demais. O procedimento padr&atilde;o &eacute; identificar a inadequa&ccedil;&atilde;o para pouso antes de tocar o solo porque, para levantar novamente do solo, &eacute; preciso uma velocidade muito mais alta do que quando se pousa. Se, mesmo assim o avi&atilde;o pousa e ultrapassa uma marca na pista, ele &eacute; aconselhado a arremeter. Nesse caso, o avi&atilde;o aterrissou antes da marca, mas n&atilde;o conseguiu reduzir o suficiente. Na verdade, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL72444-5605,00.html">o avi&atilde;o acelerou</a>, n&atilde;o se sabe se por inten&ccedil;&atilde;o do piloto ou mal-funcionamento   do reverso.  </p>
<p>Se a investiga&ccedil;&atilde;o apontar &quot;erro humano&quot; na opera&ccedil;&atilde;o, devemos considerar se n&atilde;o seriam problemas de usabilidade imprevistos que surgiram  na situa&ccedil;&atilde;o de risco e n&atilde;o permitiram a r&aacute;pida recupera&ccedil;&atilde;o do problema ou se a automatiza&ccedil;&atilde;o induziu ao &quot;erro humano&quot;.  </p>

<p>Quem quizer saber mais sobre usabilidade em situações críticas, dê uma olhada no blog <a href="http://pcs5006.blogspot.com/">Confiabilidade humana</a>, mantido pelos pesquisadores da USP.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/acidente_da_tam_pode_ter_sido_causado_por_problemas_de_usabilidade_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">686@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2007-07-19T04:02:32-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/auto_land.jpg" length="172699" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/autobrakes.jpg" length="114521" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/shel.png" length="16220" type="image/png" />
</item>
 
<item>
<title>Designer: acessibilidade é bom pra você também </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/designer_acessibilidade_e_bom_pra_voce_tambem_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Voc&ecirc; pode n&atilde;o saber exatamente o que &eacute; acessibilidade, mas certamente j&aacute;
  precisou dela um dia. </p>
<p>Se voc&ecirc; j&aacute; <strong>quebrou a perna</strong> e teve que subir uma escada de muletas, sabe a falta que faz uma rampa para uma pessoa que tem de usar muletas a vida inteira. </p><p>Quando voc&ecirc; era crian&ccedil;a, voc&ecirc; queria <strong>ligar no orelh&atilde;o</strong> pra passar trote e n&atilde;o conseguia porque era muito alto. &quot;Telefone &eacute; coisa de gente grande&quot;, diziam os adultos, mas e quanto aos adultos que usam cadeira de rodas e precisa fazer uma liga&ccedil;&atilde;o urgente?</p>
	<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/cadeirante_telefone.jpg" alt="Cadeirante n&atilde;o consegue subir na cal&ccedil;ada nem alcan&ccedil;ar o telefone" width="259" height="319" />
<p>Neste momento, enquanto voc&ecirc; l&ecirc; esse texto, voc&ecirc; pode achar que a <strong>fonte est&aacute; grande ou pequena demais</strong> para a sua vista. Se voc&ecirc; tem um mouse com rodinha de rolagem, voc&ecirc; pode segurar a tecla Ctrl (windows) ou Command (mac) e girar a rodinha; o texto vai aumentar ou diminuir de acordo com a sua vontade. Legal isso n&eacute;? </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/maus.jpg" alt="Scrollwheel: a rodinha do mouse" width="220" height="255" />
<p>Mas e se voc&ecirc; n&atilde;o tivesse como usar o mouse? Sim, pode ser que voc&ecirc; n&atilde;o tenha nascido com dificuldades motoras, mas pode adquir&iacute;-la futuramente se <strong>quebrar um bra&ccedil;o, se for alco&oacute;latra, se vier a sofrer de Parkinson</strong> e etc. Nesse caso, basta usar as teclas Ctrl ou Command combinadas com as teclas + ou - para ter o mesmo efeito. </p>
<p>Essas op&ccedil;&otilde;es de acessibilidade est&atilde;o embutidas no seu software navegador, mas se eu tivesse bloqueado a mudan&ccedil;a do tamanho do texto usando uma medida fixa para a fonte, pode ser que voc&ecirc; n&atilde;o conseguisse us&aacute;-las. </p>
<p>Porque eu faria isso? Ora, pra que meu layout fique sempre igual do jeito que eu quero e quem n&atilde;o conseguir ler, que <a href="http://usabilidoido.com.br/designers_analfabetos_funcionais.html">diminua a resolu&ccedil;&atilde;o do monitor</a>. Ou talvez eu fa&ccedil;a isso porque &eacute; mais f&aacute;cil. Se usar um tamanho de fonte relativo, terei que garantir que todo <a href="http://www.ivogomes.com/blog/layout-fixo-liquidofluido-ou-elastico/">o layout se ajuste</a>, o que daria um trabalh&atilde;o e os clientes n&atilde;o iriam me pagar o extra. N&atilde;o vale &agrave; pena. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/385845_nokia_9300_in_use.jpg" alt="Navegando com um Nokia smartphone antigo" width="300" height="225" />
<p>Economizando desse jeito,   logo consigo juntar uma grana pra comprar um <a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=10&amp;CatId=11129&amp;ProdId=1888183&amp;ST=BV11129&amp;OperId=0&amp;CellType=2&amp;franq=137623">PDA com acesso &agrave; Internet </a>. Abro este site no navegador do PDA pra mostrar pros meus amigos e o danado do site fica todo desconjuntado porque eu mesmo defini que ele &eacute; &quot;melhor visualizado com Internet Explorer 6.0, 1024x768 pixels de resolu&ccedil;&atilde;o e Flash Player vers&atilde;o 9 instalada&quot;. A vergonha d&aacute; pra disfar&ccedil;ar com uma desculpa esfarrapada, mas e se fosse uma situa&ccedil;&atilde;o crucial na qual eu precisasse muito das informa&ccedil;&otilde;es do site? </p>
<p><strong>O fato &eacute; que, mais cedo ou mais tarde, seremos v&iacute;timas das barreiras que n&oacute;s mesmos criamos. </strong>Se &eacute; assim, por que n&atilde;o se esfor&ccedil;ar para evitar as barreiras? N&oacute;s sa&iacute;mos ganhando com isso; nossos amigos saem ganhando com isso; pessoas que nem conhecemos saem ganhando com isso; enfim, a sociedade como um todo sai ganhando com isso. </p>
<h2>Oxo: exemplo de sucesso </h2>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/oxo_chaleira.gif" alt="Chaleira da Oxo" width="257" height="250" />
<p>Sam Farber tinha uma f&aacute;brica de utens&iacute;lios dom&eacute;sticos chamada Copco nos Estados Unidos. <a href="http://www.design.ncsu.edu/cud/projserv_ps/projects/case_studies/oxo.htm">Ele sempre se preocupou</a> em criar produtos acess&iacute;veis para pessoas idosas e com defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas, mas isso n&atilde;o era o foco da empresa. Quando se aposentou, ele e sua esposa passaram algumas semanas na Fran&ccedil;a e os utens&iacute;lios &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o eram terr&iacute;veis para quem tinha artrite como a esposa de Sam.  Sam decidiu voltar &agrave; ativa e fundou a <a href="http://www.oxo.com">Oxo International</a> com a proposta de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Universal">design universal</a> como miss&atilde;o da empresa. Os novos produtos ganharam visibilidade na m&iacute;dia e cairam no gosto popular. Mesmo quem n&atilde;o tinha nenhuma defici&ecirc;ncia, preferia comprar Oxo pela facilidade de uso. A empresa ganhou v&aacute;rios pr&ecirc;mios e Sam pode se aposentar de novo, agora com a satisfa&ccedil;&atilde;o de ter contribu&iacute;do e muito para um mundo melhor. </p>
<h2>Acessibilidade em tr&ecirc;s passos </h2>
<p><strong>Primeiro passo: n&atilde;o exclua ningu&eacute;m, a n&atilde;o ser o preconceito. </strong>Mesmo que determinadas pessoas n&atilde;o se encaixem no p&uacute;blico-alvo do projeto, elas devem ter livre acesso. Voc&ecirc; n&atilde;o gostaria de ser barrado numa portaria de um pr&eacute;dio s&oacute; porque n&atilde;o faz parte do &quot;p&uacute;blico-alvo&quot; do pr&eacute;dio, n&atilde;o &eacute; mesmo? Discrimina&ccedil;&atilde;o &eacute; crime, mas, atrav&eacute;s do design, a discrimina&ccedil;&atilde;o pode se reproduzir da <a href="http://usabilidoido.com.br/design_e_etnocentrismo_.html">forma mais cruel e impercept&iacute;vel poss&iacute;vel</a>, mesmo aos olhos do pr&oacute;prio designer. Designers precisam conscientizar-se de que o diferente n&atilde;o &eacute; amea&ccedil;ador; pelo contr&aacute;rio: &eacute; com ele que aprendemos coisas novas. </p>
<p><strong>Segundo passo: flexibilize o acesso.</strong> Todas as pessoas s&atilde;o iguais perante &agrave; Lei e, portanto, tem os mesmos direitos. No entanto, a maneira como cada pessoa goza de seus direitos &eacute; diferente, j&aacute; que cada pessoa tem um corpo diferente, pensa diferentemente e age diferentemente. Os objetos e ambientes projetados s&atilde;o os mesmos para muitas pessoas, mas eles podem ser flex&iacute;veis a ponto de suportar algumas diferen&ccedil;as b&aacute;sicas. Algumas pessoas s&atilde;o altas e outras baixas e, para n&atilde;o impedir o acesso de ambos, devemos ter degraus baixos e portas altas. <a href="http://www.ivogomes.com/blog/25-dos-utilizadores-web-sao-deficientes/">Nivelamos pelo  percentil 5 e 95 </a>. Quando a diferen&ccedil;a &eacute; na percep&ccedil;&atilde;o sensorial, devemos oferecer conte&uacute;do alternativo para outros sentidos: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Closed_Caption">textos que podem ser lidos</a> por  surdos oralizados  ou <a href="http://www.freedomscientific.com/fs_products/software_jaws.asp">sintetizadores de voz</a> para cegos, por exemplo. Por fim, devemos permitir que as pessoas acessem com diferentes apetrechos (carro ou bicicleta; laptop ou smartphone) e encontrem caminhos alternativos para chegar onde elas querem (sinaliza&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&atilde;o ou  balc&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es; navega&ccedil;&atilde;o por menus ou busca por palavra-chave). </p>
<p><strong>Terceiro passo: se coloque no lugar do outro. </strong>Teste o que voc&ecirc; projetar. Baixe o <a href="http://www.freedomscientific.com/fs_products/software_jaws.asp">leitor de telas Jaws</a> e tente navegar no seu website de olhos fechados, usando apenas o teclado. Se voc&ecirc; n&atilde;o for cego, isso s&oacute; vai te dar uma sensa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima da que passar&aacute; um cego de verdade, pois ele n&atilde;o poder&aacute; abrir os olhos quando chegar numa parte confusa. Por outro lado, eles est&atilde;o muito mais acostumados do que voc&ecirc; a se virar em situa&ccedil;&otilde;es como essa. Celebre a diferen&ccedil;a observando como as outras pessoas acessam seus projetos e aprenda com isso. Tome como guia os princ&iacute;pios de <a href="http://usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">Empatia</a> e de <a href="http://usabilidoido.com.br/o_tao_do_senso_critico.html">Cr&iacute;tica</a>. </p>
<h2>Chamando &agrave; responsabilidade </h2>
<p>A Acessibilidade &eacute; uma &aacute;rea que justifica especialistas como os meus <a href="http://acessodigital.net/quem_somos.html">colegas da Acesso Digital</a>, mas isso n&atilde;o significa que todo o trabalho deve ser empurrado a algu&eacute;m que entenda do assunto. Entender do assunto &eacute;  responsabilidade social de todo designer. O design acess&iacute;vel pode permitir que as pessoas fa&ccedil;am coisas maravilhosas que, sem ele, seriam imposs&iacute;veis. A Leda e o MAQ sempre foram vozes muito ativas nas atividades da Acesso Digital e <a href="http://acessodigital.net/video.html">nesse v&iacute;deo n&atilde;o foi diferente</a>. Quem viu, viu; quem n&atilde;o viu, ouviu; quem n&atilde;o ouviu, leu e quem n&atilde;o viu, n&atilde;o ouviu e n&atilde;o leu, n&atilde;o sabe o que est&aacute; perdendo. </p>

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<p class="download"><a href="http://acessodigital.net/video.html">Download completo em v&aacute;rios formatos</a>.  </p>

<p>[nota] Aproveitei para criar uma nova seção neste blog para agregar tudo o que já escrevi sobre <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_acessibilidade.html">Acessibilidade</a>. Como disse o <a href="http://horaciosoares.blogspot.com/">Horácio</a>, depois que conheci o pessoal da Acesso Digital, estou me tornando também um acessibilidoido.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/designer_acessibilidade_e_bom_pra_voce_tambem_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">679@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Acessibilidade</dc:subject>
<dc:date>2007-06-18T18:07:08-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>As 10 heurísticas de Nielsen </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/as_10_heuristicas_de_nielsen_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Em 2003, traduzi e adaptei as <a href="http://www.useit.com/papers/heuristic/heuristic_list.html">heur&iacute;sticas do Nielsen</a> para uma oficina na faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o. O site da oficina saiu do ar e as heur&iacute;sticas tamb&eacute;m, mas notei que muita gente havia linkado. Estou disponibilizando novamente, dessa vez na ordem original do Nielsen. Quatro anos depois e elas ainda continuam relevantes, mas n&atilde;o exaustivas, ou seja, existem muitos <a href="http://usabilidoido.com.br/heuristicas_semioticas.html">outros aspectos n&atilde;o citados</a> bem como <a href="http://www.geocities.com/claudiaad/heuristicas_web.html">outras solu&ccedil;&otilde;es</a>.</p>
<p>Vale ressaltar que as heur&iacute;sticas s&atilde;o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/sabedoria_do_taro_e_usabilidade.html"> s&iacute;ntese de um conhecimento maior</a>. Para aproveit&aacute;-las &eacute; preciso entender <a href="http://usabilidoido.com.br/avaliacao_heuristica_exige_experiencia.html">como se chegou a elas</a>. </p>
<h2>1) Feedback</h2>
<ul type="disc">
  <li>O sistema deve informar      continuamente ao usu&aacute;rio sobre o que ele est&aacute; fazendo. </li>
  <li>10 segundos &eacute; o limite para      manter a aten&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio focalizada no di&aacute;logo. </li>
</ul>
<h2>2) Falar a linguagem do usu&aacute;rio</h2>
<ul type="disc">
  <li>A terminologia deve ser      baseada na linguagem do usu&aacute;rio e n&atilde;o orientada ao sistema. As informa&ccedil;&otilde;es      devem ser organizadas conforme o modelo mental do usu&aacute;rio. </li>
</ul>
<h2>3) Sa&iacute;das claramente demarcadas</h2>
<ul type="disc">
  <li>O usu&aacute;rio controla o      sistema, ele pode, a qualquer momento, abortar uma tarefa, ou desfazer uma      opera&ccedil;&atilde;o e retornar ao estado anterior. </li>
</ul>
<h2>4) Consist&ecirc;ncia</h2>
<ul type="disc">
  <li>Um mesmo comando ou a&ccedil;&atilde;o      deve ter sempre o mesmo efeito. </li>
  <li>A mesma opera&ccedil;&atilde;o deve ser      apresentada na mesma localiza&ccedil;&atilde;o e deve ser formatada/apresentada da mesma      maneira para facilitar o reconhecimento. </li>
</ul>
<h2>5) Prevenir erros</h2>
<ul type="disc">
  <li>Evitar situa&ccedil;&otilde;es de erro. </li>
  <li>Conhecer as situa&ccedil;&otilde;es que      mais provocam erros e modificar a interface para que estes erros n&atilde;o      ocorram. </li>
</ul>
<h2>6) Minimizar a sobrecarga de mem&oacute;ria do usu&aacute;rio</h2>
<ul type="disc">
  <li>O sistema deve mostrar os      elementos de di&aacute;logo e permitir que o usu&aacute;rio fa&ccedil;a suas escolhas, sem a necessidade      de lembrar um comando espec&iacute;fico. </li>
</ul>
<h2>7) Atalhos</h2>
<ul type="disc">
  <li>Para usu&aacute;rios experientes      executarem as opera&ccedil;&otilde;es mais rapidamente. </li>
  <li>Abrevia&ccedil;&otilde;es, teclas de      fun&ccedil;&atilde;o, duplo clique no mouse, fun&ccedil;&atilde;o de volta em sistemas hipertexto. </li>
  <li>Atalhos tamb&eacute;m servem para      recuperar informa&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o numa profundidade na &aacute;rvore navegacional a      partir da interface principal. </li>
</ul>
<h2>8) Di&aacute;logos simples e naturais</h2>
<ul type="disc">
  <li>Deve-se apresentar      exatamente a informa&ccedil;&atilde;o que o usu&aacute;rio precisa no momento, nem mais nem      menos. </li>
  <li>A seq&uuml;&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o e      o acesso aos objetos e opera&ccedil;&otilde;es devem ser compat&iacute;veis com o modo pelo      qual o usu&aacute;rio realiza suas tarefas. </li>
</ul>
<h2>9) Boas mensagens de erro</h2>
<ul type="disc">
  <li>Linguagem clara e sem      c&oacute;digos. </li>
  <li>Devem ajudar o usu&aacute;rio a      entender e resolver o problema. </li>
  <li>N&atilde;o devem culpar ou      intimidar o usu&aacute;rio. </li>
</ul>
<h2>10) Ajuda e documenta&ccedil;&atilde;o</h2>
<ul type="disc">
  <li>O ideal &eacute; que um software      seja t&atilde;o f&aacute;cil de usar (intuitivo) que n&atilde;o necessite de ajuda ou      documenta&ccedil;&atilde;o. </li>
  <li>Se for necess&aacute;ria a ajuda      deve estar facilmente acess&iacute;vel on-line. </li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/as_10_heuristicas_de_nielsen_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">678@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2007-06-18T10:26:00-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Personas e cenários para antecipar o futuro </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O segredo do bom projeto  &eacute; <a href="http://usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">conhecer muito bem 
  as pessoas</a> que v&atilde;o usufruir do projeto. Por&eacute;m, como aproveitar esse conhecimento 
  de forma pr&aacute;tica durante o desenvolvimento? Como lidar com as diferen&ccedil;as 
que  existem entre essas pessoas? Como n&atilde;o perder de vista as caracter&iacute;sticas dessas pessoas?</p>
<p> A t&eacute;cnica de <strong>cria&ccedil;&atilde;o 
  de personas</strong> aliado &agrave; t&eacute;cnica de <strong>cen&aacute;rios</strong> s&atilde;o as melhores respostas para 
  essas perguntas. &Eacute; barato, &eacute; f&aacute;cil e divertido para a equipe 
de desenvolvimento e n&atilde;o tem contra-indica&ccedil;&atilde;o.</p><p>Em resumo, <strong>os dados coletados sobre as pessoas na etapa de pesquisa  
  s&atilde;o utilizados para construir modelos de usu&aacute;rios 
  que servir&atilde;o como crit&eacute;rios para a adequa&ccedil;&atilde;o do projeto</strong>. Ao inv&eacute;s de tentar projetar para uma grande 
  quantidade de pessoas e nivelar por baixo para ter seguran&ccedil;a, com personas, projeta-se para um n&uacute;mero bem pequeno de usu&aacute;rios fict&iacute;cios, 
  por&eacute;m representativos. </p>
<p>As vantagens dessa t&eacute;cnica s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>engaja e conscientiza a equipe de projeto </li>
  <li>chega-se a um consenso dos interesses do usu&aacute;rio</li>
  <li>mant&eacute;m o foco no usu&aacute;rio durante todo o projeto</li>
  <li>agiliza a tomada de decis&otilde;es porque n&atilde;o &eacute; 
    preciso consultar usu&aacute;rios reais a cada etapa do projeto</li>
</ul>
<p>A persona &eacute; como uma ficha de personagem de RPG do usu&aacute;rio-modelo 
  criado a partir de dados reais. Cont&eacute;m seu nome, seus gostos, seus h&aacute;bitos, 
  suas habilidades e etc. Essas informa&ccedil;&otilde;es podem ser obtidas atrav&eacute;s 
  de entrevistas com usu&aacute;rios potenciais ou atrav&eacute;s de conversas com 
  quem lida frequentemente com esse p&uacute;blico.<strong> Um vendedor de telefones celulares 
  sabe bem como &eacute; o comportamento dos consumidores desse produto</strong>, ent&atilde;o 
  &eacute; uma fonte muito rica para coletar dados para a persona. Basta perguntar 
  a ele quais s&atilde;o as dificuldades que os consumidores mais tem, do que 
  eles gostam, como tratam o vendedor e etc.</p>
<p>Nas entrevistas com usu&aacute;rios, entretanto, as perguntas n&atilde;o devem ser t&atilde;o 
  diretas. Al&eacute;m das perguntas objetivas sobre dados socio-econ&ocirc;micos, 
  o entrevistador precisa descobrir quais s&atilde;o as expectativas do usu&aacute;rio 
  em rela&ccedil;&atilde;o ao artefato que est&aacute; sendo projetado.  </p>
<ul>
  <li>Ser&aacute; que ele vai ter tempo para aprender como us&aacute;-la melhor?</li>
  <li> Ser&aacute; 
    que ele se importa com a apar&ecirc;ncia?</li>
  <li> Que cores odeia? </li>
  <li>O que tem medo que 
    aconte&ccedil;a enquanto usa um artefato como esse? </li>
</ul>
<p>Essas perguntas devem 
  ser respondidas pelos usu&aacute;rios, mas n&atilde;o necessariamente  devem 
  ser feitas nessas palavras, diretamente. &Eacute; melhor come&ccedil;ar por uma pergunta 
  aberta, do tipo: &quot;qual &eacute; a primeira coisa que voc&ecirc; faz quando 
  se conecta &agrave; Internet?&quot; Lembre-se de que a entrevista n&atilde;o &eacute; um 
  inqu&eacute;rito; &eacute; uma conversa e quanto mais hist&oacute;rias forem 
  contadas, melhor. Afinal, uma persona &eacute; exatamente isso: uma hist&oacute;ria 
  particular. Por esse motivo &eacute; mais importante que as entrevistas sejam 
  qualitativas do que quantitativas. <strong>&Eacute; melhor ouvir bem meia d&uacute;zia 
  de pessoas, do que ser superficial com duas d&uacute;zias</strong>.</p>
<p>Depois das perguntas mais abertas, &eacute; poss&iacute;vel ir entrando nos 
  detalhes, t&atilde;o valiosos. &quot;Quer dizer que voc&ecirc; abre primeiro 
  o email? E quantas vezes por dia voc&ecirc; faz isso? Voc&ecirc; recebe muito 
  spam?&quot; e por a&iacute; vai. Quando o usu&aacute;rio contar um causo peculiar 
  que aconteceu com ele usando um artefato similar, ou relacionado &agrave; atividade 
  em quest&atilde;o, anote bem anotado. <strong>Hist&oacute;rias permanecem muito mais tempo na mem&oacute;ria do que dados estat&iacute;sticos </strong>.</p>
<p>Baseado no <a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=137623">livro de Alan Cooper</a> que primeiro apresentou esta t&eacute;cnica, seguem as dicas mais quentes para criar personas 
  &uacute;teis:</p>
<ul>
  <li>identifique o fluxo de trabalho (workflow) e os padr&otilde;es de comportamento 
    em detalhes</li>
  <li>especifique a habilidade com inform&aacute;tica </li>
  <li>inclua detalhes sobre a vida da pessoa para torn&aacute;-la mais f&aacute;cil 
    de memorizar. Escolha alguns detalhes bem pessoais, s&oacute; para torn&aacute;-la 
    mais interessante</li>
  <li>n&atilde;o use uma pessoa conhecida como uma persona. Al&eacute;m de expor 
    a pessoa, acorrenta as caracter&iacute;sticas da persona &agrave; pessoa real. 
    Crie um arqu&eacute;tipo baseado em pesquisas e dados, mas seja realista</li>
  <li>mantenha o n&uacute;mero de personas pequeno, entre 3 e 7, dependendo da 
    variedade do p&uacute;blico. Quanto mais personas, mais risco de interesses 
    conflitantes, confus&atilde;o, etc</li>
  <li>n&atilde;o recicle as personas para novos projetos. Cada persona &eacute; 
    feita especificamente para o seu projeto</li>
  <li><strong>n&atilde;o viaje na maionese ou ent&atilde;o a persona perde credibilidade</strong></li>
</ul>
<h2>Comunica&ccedil;&atilde;o interna </h2>
<p><strong>Personas s&atilde;o um meio muito eficaz de comunica&ccedil;&atilde;o interna 
  da equipe.</strong> <a href="http://research.microsoft.com/research/coet/Grudin/Personas/Grudin-Pruitt.pdf">Na Microsoft por exemplo</a>, esse m&eacute;todo &eacute; muito utilizado 
  nos projetos de software. Eles criam cartazes atraentes comparando as caracter&iacute;sticas 
  das personas, imprimem camisetas, bon&eacute;s e at&eacute; mesmo canecas com 
  os seus rostos, tudo para lembrar constantemente a equipe do foco do projeto. </p>
<p>Outro ponto forte das personas &eacute; sua capacidade de concis&atilde;o para apresentar resultados de pesquisa. No ritmo agitado da produ&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, poucos s&atilde;o os que tem tempo (e interesse) em ler relat&oacute;rios de dezenas de p&aacute;ginas sobre os estudos de 
  usabilidade, as etnografia e as pesquisas de mercado do marketing. </p>
<p><strong>As personas se aproveitam do 
  poder das narrativas para aumentar a aten&ccedil;&atilde;o, a memoriza&ccedil;&atilde;o 
  e a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados coletados sobre os usu&aacute;rios</strong>. 
  E quando uma descoberta importante &eacute; feita sobre, &eacute; muito mais 
  f&aacute;cil comunicar a equipe toda, por exemplo: &quot;o Adalberto n&atilde;o 
  est&aacute; conseguindo usar a ferramenta de busca na nossa p&aacute;gina&quot; 
  &eacute; muito melhor do que &quot;uma quantidade representativa dos participantes 
  de testes de usabilidade tiveram problemas com a ferramenta de busca&quot;.</p>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel que o criador das personas se sinta tentado a usar 
  caricaturas para torn&aacute;-las ainda mais atrativas. Em geral, as pessoas 
  acham mais f&aacute;cil encontrar o meio termo quando lhe s&atilde;o apresentadas 
  os extremos porque podem julgar pelo senso-comum. Entretanto, essa abordagem 
  corre o risco de levar as decis&otilde;es para longe da realidade, desviar do 
  sentido original das personas que &eacute; orientar o design centrado em usu&aacute;rios 
  reais. Outro problema &eacute; que isso pode levar a discrimina&ccedil;&otilde;s 
  de ordem social, como por exemplo tirar sarro de deficientes f&iacute;sicos 
  e outros perfis diferentes. <strong>N&atilde;o &eacute; porque a persona 
  &eacute; fict&iacute;cia que deixamos de trat&aacute;-la como um ser humano 
  de verdade</strong>, com todos os seus direitos.</p>
<p>As personas podem, por outro lado, <a href="http://www.adaptivepath.com/publications/essays/archives/000524.php">ter efeito funesto ao projeto se forem manipuladas 
  a esmo ou n&atilde;o levadas a s&eacute;rio</a>. A tenta&ccedil;&atilde;o de criar 
  e alterar a persona de acordo com o que for mais c&ocirc;modo para a equipe 
  ou para um profissional em particular pode ser desastrosa. Por isso, vale ressaltar 
  que cada detalhe da persona deve estar muito bem embasado em dados reais, n&atilde;o 
  em meras presun&ccedil;&otilde;es. </p>
<h2>Cen&aacute;rios</h2>
<p>Os cen&aacute;rios, ao contr&aacute;rio, s&atilde;o descri&ccedil;&otilde;es de leg&iacute;timas situa&ccedil;&otilde;es 
  hipot&eacute;ticas em que s&atilde;o colocadas pessoas que interessam ao projeto. Essa t&eacute;cnica &eacute; usada de maneiras muito diferentes. Alguns utilizam para
  auxiliar numa decis&atilde;o crucial de projeto,  para avaliar as caracter&iacute;sticas do projeto, para demonstrar as caracter&iacute;sticas do artefato projetado em uso e etc. </p>
<p>O cen&aacute;rio pode se escrito formalmente, servindo como documenta&ccedil;&atilde;o de projeto, ou ser criado enquanto se discute quest&otilde;es de projeto.<strong> Utilizo muito essa t&eacute;cnica durante reuni&otilde;es em que s&atilde;o discutidas as funcionalidade do artefato e quando preciso defender ou justificar um <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a>.</strong>  </p>
<p>Provavelmente voc&ecirc; j&aacute; at&eacute; utilizou essa t&eacute;cnica e nem sabia que tinha um nome. O que se segue a essa frase &eacute; um cen&aacute;rio: &quot;suponha que o usu&aacute;rio fa&ccedil;a isso, ent&atilde;o...&quot; </p>
<p>Melhor do que utilizar um usu&aacute;rio gen&eacute;rico num cen&aacute;rio &eacute; utilizar um usu&aacute;rio definido, pois assim se pode avaliar melhor a pertin&ecirc;nica do cen&aacute;rio. Cen&aacute;rios muito desconexos da realidade s&atilde;o interessantes no in&iacute;cio de projeto, quando o conceito do artefato ainda est&aacute; em quest&atilde;o, mas nas demais etapas de desenvolvimento, &eacute; preciso estar cada vez mais conectado com a realidade emp&iacute;rica de uso. </p>
<p>Usando, por exexmplo, uma persona chamada Mariana que &eacute; contadora, podemos 
  criar o seguinte cen&aacute;rio:</p>
<blockquote>Mariana quer abrir uma pasta num sistema operacional e acessar um 
  memorando de or&ccedil;amentos. Entretanto, a pasta est&aacute; cheia de planilhas 
  que ela quer conferir enquanto l&ecirc; o memorando. As planilhas s&atilde;o 
  t&atilde;o grandes que quase ocupam toda a tela. Ela p&aacute;ra, franze a testa, 
  e pensa por alguns segundos. Redimensiona a planilha, move-a parcialmente 
  para fora da tela, abre a pasta, abre o memorando, redimensiona e reposiciona 
  o memorando para continuar a trabalhar, aliviada.</blockquote>
<p>O cen&aacute;rio poderia tamb&eacute;m criar uma situa&ccedil;&atilde;o ambiental 
  adversa, como por exemplo:</p>
<blockquote>Mariana precisa fazer uma planilha com c&aacute;lculos corriqueiros 
  numa sala com v&aacute;rias outras pessoas falando alto. Ela n&atilde;o consegue 
  se concentrar direito e precisa terminar o trabalho logo. Resolve procurar alguma 
  forma automatizada de inserir os dados. Por sorte, o software possui assistentes 
  para inserir dados passo-a-passo e fazer os c&aacute;lculos mais comuns. A ajuda 
  d&aacute; conta do recado, embora o processo todo tenha demorado mais do que 
  se ela tivesse feito como sempre faz, manualmente.</blockquote>
<p>Num projeto simples, os cen&aacute;rios n&atilde;o precisam ser necessariamente 
  oficializados, escritos. Eles podem surgir no meio de conversas da equipe, ou 
  apenas na mente do designer. <strong>O mais importante &eacute; estar colocando &agrave; 
  prova o jogo de cintura da aplica&ccedil;&atilde;o</strong>. Isso se torna especialmente 
  importante nos momentos tensos da aplica&ccedil;&atilde;o: formul&aacute;rios 
  complexos, negocia&ccedil;&otilde;es financeiras, tratamento de erros e etc.</p>
<h2>Cen&aacute;rios com personas </h2>
<p>Cen&aacute;rios n&atilde;o se baseiam em dados reais, s&atilde;o apenas imaginados, 
  previstos. No entanto, se criados para dar vida &agrave;s personas, eles n&atilde;o levar&atilde;o 
  a concep&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas.  Se a persona estiver bem baseada na realidade, o cen&aacute;rio 
tamb&eacute;m estar&aacute; e, consequentemente, a situa&ccedil;&atilde;o prevista ter&aacute; alta probabilidade de se realizar. </p>
<p>Durante os testes de usabilidade com usu&aacute;rios 
  reais, os cen&aacute;rios podem ser reaproveitados para criar tarefas espec&iacute;ficas 
  e verificar se os usu&aacute;rios conseguem mesmo resolver os problemas. &Eacute; 
  por isso que aconselho a usar os cen&aacute;rios o mais cedo poss&iacute;vel 
  no projeto. Antes mesmo de qualquer prot&oacute;tipo, o designer j&aacute; deve 
  ter na cabe&ccedil;a os pontos do artefato em que o usu&aacute;rio pode se 
bater para encaminhar para a avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Apresentando esses cen&aacute;rios para os colegas da equipe, ele j&aacute; 
  pode iniciar discuss&otilde;es produtivas sobre o design. N&atilde;o fica aquela 
  conversa mole de &quot;eu acho que ficaria melhor um vermelhinho naquela caixa&quot;. 
  &Eacute; muito mais interessante dizer que &quot;o vermelho na caixa pode ter 
  conota&ccedil;&atilde;o de alarme para o usu&aacute;rio Marcos e faz&ecirc;-lo parar 
  seu fluxo de trabalho&quot;.</p>
<p>Para ver um exemplo pr&aacute;tico de aplica&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas, veja as <a href="http://usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html">personas e os cen&aacute;rios</a> criados para o redesign do Usabilidoido vers&atilde;o Seurat. </p>
<h2>Livros que eu ainda quero ler </h2>
<a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=137623"><img src="http://contentcafe.btol.com/Jacket/Jacket.aspx?SysID=Jacket&CustID=Image&Return=1&Type=L&Key=0672326140" alt="The Inmates are Running The Asylum" width="130" border="0"></a> 
<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=52971&ST=SR&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/52971.jpg" alt="O princ&iacute;pio Persona" width="130" height="187" border="0"></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">662@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-04-24T10:55:28-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/52971.jpg" length="5412" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Empatia com os pés-no-chão </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pes-no-chao_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para tomar cada decis&atilde;o sobre o design de intera&ccedil;&atilde;o de um artefato projetado, o designer deve se colocar no lugar das pessoas que v&atilde;o usar esse artefato. Isso implica em se <a href="http://usabilidoido.com.br/o_tao_do_senso_critico.html">desprender do seu pr&oacute;prio ego</a>, fazer o que vai agradar &agrave;s outras pessoas e n&atilde;o a si mesmo. </p>
<p>A constante inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica nos impele a esquecer das outras pessoas durante um projeto. Precisamos experimentar as vantagens das novas tecnologias mesmo que isso implique em desvantagens para as outras pessoas. O crit&eacute;rio de decis&atilde;o raramente &eacute; o interesse das pessoas que v&atilde;o usar a tecnologia, mas sim o interesse da pr&oacute;pria ind&uacute;stria tecnol&oacute;gica e do profissional, que precisa se manter atualizado. </p>
<p>A <a href="http://usabilidoido.com.br/ajax_vai_desifentar_o_flash.html">corrida pelo Ajax</a>, ao inv&eacute;s de solucionar os problemas de usabilidade da web est&aacute;tica, est&aacute; criando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ajax_e_design_de_interacao.html">novos problemas</a>, devido &agrave; maior complexidade das intera&ccedil;&otilde;es que as aplica&ccedil;&otilde;es turbinadas imp&otilde;em.</p>
<p><strong>A qualidade que mais aprecio em designers de intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a dom&iacute;nio sobre a t&eacute;cnica, mas sim a sensibilidade humana, em especial, a empatia </strong>(&quot;Tend&ecirc;ncia para sentir o que sentiria outra pessoa caso se estivesse na situa&ccedil;&atilde;o experimentada por ela&quot;, segundo o <a href="http://www.uol.com.br/michaelis/">Michaelis</a>). Isso n&atilde;o &eacute; um dom, &eacute; uma habilidade que pode ser desenvolvida em qualquer momento da vida por qualquer pessoa. Pessoas que sofrem acidentes e ficam cegas passam a ser mais sens&iacute;veis ao tato, por exemplo. </p>
<p>&quot;Acho que o usu&aacute;rio vai gostar disso... ser&aacute; mesmo que ele vai gostar? &Eacute;, talvez alguns gostem, outros n&atilde;o. Ah, nunca se pode agradar a todos!&quot;, pensa o designer e vai em frente. Essa desculpa &eacute; velha, armadilha da mente. Na d&uacute;vida, &eacute; melhor <a href="http://www.usabilidoido.com.br/incorporando_o_usuario.html">estudar o comportamento das pessoas</a>,  pesquisar como outros designers lidam com o problema, perguntar por a&iacute; o que os usu&aacute;rios acham e por a&iacute; vai.</p>
<h2>Generaliza&ccedil;&otilde;es apressadas </h2>
<p>N&atilde;o &eacute; suficiente confiar em generaliza&ccedil;&otilde;es como essa: &quot;Todo mundo sabe que um &iacute;cone com a letra X significa apagar, portanto, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio r&oacute;tulo algum&quot;. E quem nunca se deparou com uma associa&ccedil;&atilde;o entre a letra X e &agrave; exclus&atilde;o de um arquivo? Voc&ecirc; costuma usar o bot&atilde;o X no Windows explorer para excluir arquivos ou voc&ecirc; usa a tecla del? </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/botao_excluir_explorer.png" alt="Bot&atilde;o excluir no explorer" width="341" height="156" />
<p>A associa&ccedil;&atilde;o mais usada do X no Windows &eacute; para fechar a janela. O efeito do bot&atilde;o &eacute; muito diferente; o arquivo n&atilde;o &eacute; exclu&iacute;do, apesar de que podem ser perdidas informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o salvas que estavam contidas na janela. </p>
<p><img align="left" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/x_para_fechar_janela.png" alt="botao_fechar_janela" width="77" height="49" /> J&aacute; vi amigos se baterem com aplica&ccedil;&otilde;es Web que exibem &iacute;cones com X em contextos que parecem bot&otilde;es de fechar, dando a entender que o efeito &eacute; esconder o objeto associado, quando na verdade &eacute; apagar o objeto definitivamente (sem direito &agrave; lixeira). </p>
<p>Devido &agrave; dificuldade de generaliza&ccedil;&otilde;es de solu&ccedil;&otilde;es para quest&otilde;es humanas, o senso-comum &eacute; apenas o par&acirc;metro inicial para a tomada de decis&atilde;o. &Eacute; preciso <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">investigar</a> mais sobre os costumes das pessoas, seus gostos, suas motiva&ccedil;&otilde;es e objetivos.  O primeiro passo &eacute; estar convicto de que n&atilde;o se sabe o suficiente sobre os usu&aacute;rios-alvo. Nenhuma pessoa &eacute; igual a outra, mas &eacute; poss&iacute;vel encontrar pontos em comum entre elas, desde que tais pessoas tenham se desenvolvido sob condi&ccedil;&otilde;es similares, ou em outras palavras, <a href="http://usabilidoido.com.br/diferencas_culturais_no_uso_da_wikipedia.html">compartilhem de alguma forma de cultura</a>. </p>
<h2>Usu&aacute;rio m&eacute;dio n&atilde;o existe </h2>
<p>Existe uma cren&ccedil;a maligna no design de intera&ccedil;&atilde;o que separa os usu&aacute;rios em tr&ecirc;s faixas de experi&ecirc;ncia no uso do computador: <em>hard-user</em>, <em>average-user</em> e <em>low-user</em>. Isso &eacute; perigoso porque o comportamento do usu&aacute;rio &eacute; sempre relativo e um tanto quanto imprevis&iacute;vel. Hard-users podem estar familiarizados com as tarefas rotineiras que executam no seu computador v&aacute;rias horas por dia. Mas, diante de uma aplica&ccedil;&atilde;o que nada tem a ver com a sua rotina, com tarefas nunca antes realizadas, ele ser&aacute; t&atilde;o novato quanto aquele que mexe pouco no computador. Ele pode at&eacute; ter um desempenho menor do que este se tiver menor capacidade de abstra&ccedil;&atilde;o do que o low-user.</p>
<p>A solu&ccedil;&atilde;o simplista para lidar com esse paradoxo &eacute; projetar para o average-user. Pior a emenda do que o soneto. Usu&aacute;rio m&eacute;dio n&atilde;o existe! Ningu&eacute;m &eacute; mediano em tudo, cada um &eacute; bom em algumas coisas e ruim em outras. Usar essa abordagem &eacute; como como voltar ao velho modelo de comunica&ccedil;&atilde;o de massa da televis&atilde;o, que nivela sempre por baixo. O diferencial da Web como meio de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; a segmenta&ccedil;&atilde;o de p&uacute;blico e n&atilde;o h&aacute; como obter sucesso sem conhecer muito bem esse p&uacute;blico. </p>
<p>O mito do usu&aacute;rio m&eacute;dio cria at&eacute; hoje intermin&aacute;veis discuss&otilde;es sobre o que as pessoas gostam e n&atilde;o gostam na Web. Da&iacute; partem manique&iacute;smos como: 
  menu drop-down &eacute; mau; lista de links s&atilde;o boas 
  frames s&atilde;o maus; link sublinhados s&atilde;o bons<br>
cores fortes s&atilde;o m&aacute;s; barra de navega&ccedil;&atilde;o na lateral esquerda &eacute; bom... A lista &eacute; imensa!</p>
<p> Para a maiora das pessoas que estejam na Web, talvez isso fa&ccedil;a sentido. Por&eacute;m, o p&uacute;blico do seu projeto talvez n&atilde;o abranja essa maioria... N&atilde;o h&aacute; resposta f&aacute;cil para as quest&otilde;es de design de intera&ccedil;&atilde;o. Cada caso &eacute; um caso e &eacute; lidando com isso que o designer mostra o seu valor. Se a <a href="http://usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">imers&atilde;o no contexto</a> n&atilde;o fosse relevante, bastaria alimentar o computador para que ele mesmo projetasse a interface baseado no perfil do usu&aacute;rio-m&eacute;dio. Sem o fator humano, a interface perde o aleat&oacute;rio, o imprevis&iacute;vel, o assim&eacute;trico, o intoc&aacute;vel. E &eacute; exatamente isso que a torna a <a href="http://usabilidoido.com.br/interface_o_sagrado_toca_o_profano.html">interface &uacute;nica e bela</a>.</p>
<h2>P&eacute;s-no-ch&atilde;o</h2>
<p>Apesar de Design de Intera&ccedil;&atilde;o ser uma sub-&aacute;rea do Design, o material de que trata (tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o) ancora sua praxis na racionalidade l&oacute;gica, que opera sobre generaliza&ccedil;&otilde;es. Se A &eacute; igual a B, ent&atilde;o A ser&aacute; sempre igual a B. Apesar de alguns psicol&oacute;gos cognitivistas n&atilde;o concordarem, a subjetividade n&atilde;o est&aacute; sujeita &agrave; l&oacute;gica, <a href="http://usabilidoido.com.br/emocao_culturalmente_situada.html">nem pode ser generalizada</a>. </p>
<p>Quando disse que a empatia pode ser desenvolvida, certamente n&atilde;o me referia &agrave; um procedimento l&oacute;gico para seu desenvolvimento. <strong>Empatia &eacute; algo que se sente melhor do que se explica</strong>. </p>
<p>N&atilde;o estou preconizando que designers devam se tornar mais sentimentais e tomar para si as dores do mundo. Isso seria sentimentalismo barato, desconectado da realidade, como esse que motiva algumas pessoas a darem doa&ccedil;&otilde;es para institui&ccedil;&otilde;es de caridade que nunca ouviram falar por telefone. </p>

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<p>Estou ressaltando que a emo&ccedil;&atilde;o (e a irracionalidade) t&ecirc;m seu lugar no processo de design e, como tal, devem ser vivenciadas na pr&aacute;tica. Observar pessoas usando artefatos que n&oacute;s projetamos &eacute; uma pr&aacute;tica saud&aacute;vel e revigorante. S&oacute; com isso j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel saber se a interface apresenta algum conceito que n&atilde;o faz sentido para outras pessoas, etc. Tamb&eacute;m &eacute; legal observar usu&aacute;rios navegando pela concorr&ecirc;ncia para aprender com o seus pontos fortes e fracos. </p>
<p>Navegar para ver o que se est&aacute; fazendo por a&iacute; &eacute; rotina de todo designer e, para alguns, a fonte principal de aprendizado no of&iacute;cio (auto-didatas intuitivos), mas observar usu&aacute;rios navegando n&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica muito comum. Precisamos <a href="http://usabilidoido.com.br/designer_saia_da_frente_do_pc.html">sair mais da frente do nosso pr&oacute;prio PC</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pes-no-chao_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-01-25T14:31:24-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>iPhone inaugura novo paradigma para interfaces móveis</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/iphone_inaugura_novo_paradigma_para_interfaces_moveis.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Finalmente <a href="http://www.engadget.com/2007/01/09/live-from-macworld-2007-steve-jobs-keynote/">foi lan&ccedil;ado</a> o telefone celular da Apple, com o nome que era <a href="http://appleiphone.blogspot.com/">esperado pelo p&uacute;blico</a>: iPhone. O visual do bichinho &eacute; bem diferente do padr&atilde;o de celulares, mas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o estranho se comparado aos <a href="http://www.pbase.com/gpspassion/image/33586652/large.jpg">PDAs atuais</a>. Um bot&atilde;o, uma c&acirc;mera e uma tela sens&iacute;vel ao toque. Visto de longe, n&atilde;o &eacute; nada demais. O diferente &eacute; o que voc&ecirc; poder&aacute; fazer com ele. </p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/iphone.png" alt="iPhone, o celular da Apple" width="494" height="556">
<p>Para come&ccedil;ar, a tela n&atilde;o precisa de canetas especiais e pode ser operada com dois dedos ao mesmo tempo. Isso permite controlar a interface de <a href="http://cs.nyu.edu/~jhan/ftirtouch/">formas incomuns</a>. Para aumentar o zoom de uma foto, por exemplo, basta arrastar dois dedos em dire&ccedil;&atilde;o a um ponto &uacute;nico; para diminuir o zoom, o contr&aacute;rio: arrastar os dedos em dire&ccedil;&otilde;es opostas. </p>
<p>Nos v&iacute;deos de <a href="http://www.apple.com/iphone/phone/">demonstra&ccedil;&atilde;o do iPhone</a>, s&oacute; aparece esse recurso nas fotos, mas ele &eacute; capaz de muito mais. Veja na demonstra&ccedil;&atilde;o desse <a href="http://www.tactiva.com/tactapad.html">outro produto</a>, como o uso de um programa de desenho pode se tornar muito <a href="http://www.tactiva.com/tactadrawmoviesmall.html">mais natural</a>.</p>
		
<p>A mesa que permite esse tipo de intera&ccedil;&atilde;o torna mais real a sensa&ccedil;&atilde;o de estar &quot;pegando&quot; os objetos desenhados do que com um mouse convencional. Na verdade, voc&ecirc; est&aacute; apenas esfregando seus dedos sobre uma superf&iacute;cie especial. Colocar os dedos sobre a tela n&atilde;o seria mais interessante porque, como diz o ditado, &quot;carne de burro n&atilde;o &eacute; transparente&quot;.  </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/tactapad2.jpg" alt="Tactapad, mesa de intera&ccedil;&atilde;o" width="242" height="468"></p>
<p>Nos v&iacute;deos de demonstra&ccedil;&atilde;o do iPhone, ao inv&eacute;s do dedo apontando, eles mostram uma bolinha que funciona como um cursor de mouse para indicar onde o dedo est&aacute; apertando. Da primeira vez que vi pensei: &quot;essa Apple, sempre pensando no usu&aacute;rio. Assim fica mais f&aacute;cil de ver a interface, porque n&atilde;o tem uma m&atilde;o na frente.&quot; Agora que passou a empolga&ccedil;&atilde;o inicial, vejo como essa substitui&ccedil;&atilde;o permitiu que eles n&atilde;o mostrassem as limita&ccedil;&otilde;es que o ded&atilde;o na tela imp&otilde;e. </p>
<p>Os ded&otilde;es s&atilde;o os &uacute;nicos dedos que ficam dispon&iacute;veis para digitar em conjunto se voc&ecirc; est&aacute; segurando o iPhone nas m&atilde;os. Eles cobrem boa parte da tela e a &aacute;rea de contato &eacute; grande, o o que dificulta acertar a tecla correta. Num teclado protuberante, como o do <a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=10&ProdId=1314208&franq=137623">Treo</a>, n&oacute;s temos a informa&ccedil;&atilde;o t&aacute;til para nos orientar. Podemos saber onde come&ccedil;a e termina uma tecla sem olhar e, com o tempo, podemos desenvolver uma &quot;mem&oacute;ria t&aacute;til&quot; da posi&ccedil;&atilde;o dos bot&otilde;es, tal qual num teclado de PC. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/treo.jpg" alt="Palm Treo" width="200" height="425">
<p>Veja nessa demonstra&ccedil;&atilde;o em v&iacute;deo abaixo minha tentativa ineficiente de digitar usando o touchscreen do <a href="http://www.geekzone.co.nz/content.asp?contentid=2178">meu PocketPC</a>:</p>

<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w499x3A2tTw"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/w499x3A2tTw" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="350"></embed></object>

<p>Desde a primeira vez que tentei digitar no teclado virtual de <a href="http://usabilidoido.com.br/a_experiencia_de_usar_um_palm.html">um Palm</a> percebi que isso n&atilde;o era muito eficiente. Mesmo numa tela mais espa&ccedil;osa como a do PocketPC ainda &eacute; uma desgra&ccedil;a, como se pode perceber pelo v&iacute;deo acima. Steve Jobs fez pouco da caneta stylus desnecess&aacute;ria  para o iPhone, mas a verdade &eacute; que ela pode fazer maravilhas com bom treino. Compare: </p>

<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qHlqN713QZk"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qHlqN713QZk" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="350"></embed></object>


<p>Talvez a Apple tenha conseguido aprimorar o reconhecimento das dedadas at&eacute; chegar a uma precis&atilde;o razo&aacute;vel, mas s&oacute; poderei saber quando pegar um iPhone na m&atilde;o. </p>
<p>Uso mais interessante dos dedos na tela &eacute; para gestos de manipula&ccedil;&atilde;o dos elementos da tela. Esse v&iacute;deo conceitual da Nokia mostra que eles n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o atr&aacute;s assim da Apple, pelo menos em objetivos: </p>

<embed src="http://www.youtube.com/v/LN0vVf-a9V0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed>

<p>Na verdade, eles v&atilde;o at&eacute; mais longe que o iPhone, imaginando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=92uaW9K6QEk">celulares que mudam de cor e se adaptam</a> a situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia. A Nokia tem investido muito em pesquisa para entender como as pessoas usam celulares, mandando <a href="http://www.janchipchase.com/">pesquisadores</a> para pa&iacute;ses como <a href="http://www.janchipchase.com/blog/archives/by_location/uganda/">Uganda</a>, <a href="http://www.janchipchase.com/blog/archives/by_location/iran/">Ir&atilde;</a> e <a href="http://www.janchipchase.com/blog/archives/by_location/brazil/">Brasil</a>. </p>
<p>Al&eacute;m dos v&iacute;deos conceituais, a Nokia <a href="http://www.palmblvd.com/articles/2006/10/2006-10-9-Nokia-Aeon-All.html">publicou tamb&eacute;m fotos de um prot&oacute;tipo</a> mais pr&oacute;ximo da realidade atual, o chamado Aeon, que conta com dois touchscreens. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/aeon.jpg" alt="Aeon, o novo conceito de celular da Nokia" width="325" height="295"> 
<p>A BenQ-Siemens tamb&eacute;m divulgou um prot&oacute;tipo nesse linha, s&oacute; que mais radical:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/28711_01_The_Black_Box_1.jpg" alt="The Black Box da BenQ-Siemens" width="300" height="300">
<p>Interessante &eacute; a <a href="http://webserver.ifdesign.de/beitrag_details.php?offset=58&sprache=1&award_id=124&beitrag_id=28711">motiva&ccedil;&atilde;o da IF Design</a>, empresa que projetou esse modelo, para usar uma interface que muda de acordo com a fun&ccedil;&atilde;o: </p>
<blockquote>
  <p>Quando mais fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o colocadas num &uacute;nico dispositivo; quando um telefone celular tenta fazer tudo, as solu&ccedil;&otilde;es ficam sempre muito complexas. A funcionalidade perde a sua forma familiar para comunicar com os usu&aacute;rios, o que resulta em dificuldade de uso e compromete a experi&ecirc;ncia como um todo. Interfaces arbitr&aacute;rias causam confus&atilde;o no usu&aacute;rio. O conceito do Black Box &eacute; recuperar e respeitar as conven&ccedil;&otilde;es de longo tempo e as experi&ecirc;ncias com o mundo real usando diferentes ferramentas e dispositivos; mantenha s&oacute; o relevante e o m&iacute;nimo de elementos de interface para suprir o m&aacute;ximo de desejos do usu&aacute;rio. De volta ao cl&aacute;ssico. De volta ao b&aacute;sico. </p>
</blockquote>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/28711_02_The_Black_Box_2.jpg" alt="The Black Box e suas diferentes interfaces" width="300" height="300"></p>
<p>O touchscreen tornou-se o novo paradigma porque permite ampliar a capacidade do celular em suportar as atividades do dia-a-dia. A solu&ccedil;&atilde;o anterior para suportar diferentes funcionalidades atrav&eacute;s de soft-buttons (bot&otilde;es que mudam a fun&ccedil;&atilde;o de acordo com o estado do software) e menus j&aacute; n&atilde;o tem mais f&ocirc;lego para controlar as funcionalidades consideradas b&aacute;sicas dos telefones atuais: fotografia, games, downloads, web, mensagens e conversa. </p>
<p>A Apple saiu na frente novamente e conquistou a simpatia do mercado. Enquanto o iPhone n&atilde;o chega &agrave;s lojas (previs&atilde;o para junho), ficamos com o v&iacute;deo completo com as funcionalidades mostradas no site oficial:</p>

<embed src="http://www.youtube.com/v/qQ4rdZvMrh0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/iphone_inaugura_novo_paradigma_para_interfaces_moveis.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2007-01-11T02:17:35-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.pbase.com/gpspassion/image/33586652/large.jpg" length="59471" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/28711_01_The_Black_Box_1.jpg" length="64066" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/28711_02_The_Black_Box_2.jpg" length="72853" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/aeon.jpg" length="16393" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/iphone.png" length="140779" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/tactapad2.jpg" length="35346" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/treo.jpg" length="24771" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>A ergonomia insólita do PC e suas implicações para o design</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para que proporcionemos uma boa experi&ecirc;ncia para o usu&aacute;rio, &eacute; 
  importante levar em conta os fatores ergon&ocirc;micos no momento em que ela 
ocorre. Vamos esperar pelo pior porque se as condi&ccedil;&otilde;es forem 
  mais favor&aacute;veis, o usu&aacute;rio s&oacute; tem a ganhar. Uma interface 
  facilitada para usu&aacute;rios com graves problemas n&atilde;o deixa de ser 
  agrad&aacute;vel para usu&aacute;rios com fatores mais favor&aacute;veis. Os 
  principais fatores, na minha opini&atilde;o, s&atilde;o:</p><ul>
  <li><a href="#postura">postura</a></li>
  <li><a href="#iluminacao">ilumina&ccedil;&atilde;o</a></li>
  <li><a href="#sonora">polui&ccedil;&atilde;o sonora</a></li>
  <li><a href="#temperatura">temperatura ambiente</a></li>
  <li><a href="#saude">poss&iacute;veis problemas de sa&uacute;de</a></li>
</ul>
<p>T&aacute;, todo mundo sofre com esses problemas, mas nem por isso deixam de 
  navegar por um website. Por&eacute;m, a soma desses fatores tem influ&ecirc;ncia 
  sobre o comportamento do usu&aacute;rio. Diria que &eacute; atrav&eacute;s da 
  sua compreens&atilde;o, que entendemos porque temos tanta <a href="http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html">pressa em ler textos 
  no monitor</a>, por exemplo. Veremos os problemas primeiro, depois as consequ&ecirc;ncia 
  deles.</p>
<h2><a name="postura"></a>Postura</h2>
<p>A quantidade de pessoas com problemas de coluna na sociedade urbana &eacute; 
  enorme. Quem &eacute; sedent&aacute;rio dificilmente escapa de uma lordose ou 
  lombalgia espor&aacute;dica. Esse mal afeta at&eacute; mesmo os mais jovens, 
  principalmente aqueles que trabalham sentados por horas. Nesse perfil se encaixa 
  a maior parte do p&uacute;blico da Internet brasileira e, se estamos projetando 
  um website institucional cujo p&uacute;blico s&atilde;o parceiros comerciais, 
  pegaremos o usu&aacute;rio no momento em que ele trabalha. E &eacute; nesse 
  momento em que a coluna est&aacute; mais tensa. </p>
<p>Muita gente trabalha sentado em cadeiras baratas, sem o devido projeto anat&ocirc;mico. 
  Algumas at&eacute; tem as cadeiras boas, mas por costume sentam em postura errada. 
  Outros tem cadeiras boas, mas as mesas s&atilde;o estreitas e n&atilde;o h&aacute; 
  espa&ccedil;o suficiente para esticar as pernas. O corpo humano n&atilde;o foi 
  feito para ficar horas parado nas mesma posi&ccedil;&atilde;o e quando damos 
  aquela &quot;ajeitada&quot;, desviamos a tens&atilde;o de alguns m&uacute;sculos 
  para outros. Isso &eacute; muito bom e importante, mas h&aacute; ambientes apertados 
  onde se articular &eacute; complicado ou at&eacute; mesmo proibido. Um funcion&aacute;rio 
  numa posi&ccedil;&atilde;o que lhe parece confort&aacute;vel pode parecer desleixado 
  &agrave;s vistas de supervisores e clientes. Nada mais &quot;est&eacute;tico&quot; 
  do que uma fileira de funcion&aacute;rios todos sentados na postura padr&atilde;o 
  indicada pelos especialistas: coluna suavemente ereta e com os p&eacute;s bem 
apoiados no ch&atilde;o ou num suporte. &Eacute; ruim, hein?</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cubiculos.jpg" alt="Cub&iacute;culos humanos" width="225" height="303">
<p>Pior, pouqu&iacute;ssima gente faz os alongamentos recomendados para amenizar 
  a tens&atilde;o por conta pr&oacute;pria. Algumas grandes empresas estabelecem 
  programas de gin&aacute;stica laboral, mas isso &eacute; s&oacute; uma porcentagem 
min&uacute;scula do contigente de trabalhadores de escrit&oacute;rio. </p>
<p>J&aacute; os usu&aacute;rios caseiros, est&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o 
  pior ainda. A maioria n&atilde;o investe em mob&iacute;lia anat&ocirc;mica, 
  at&eacute; porque n&atilde;o usam o computador com tanta frequ&ecirc;ncia que 
  justifique o investimento. Vou contar uma hist&oacute;ria t&iacute;pica para 
  ilustrar, talvez voc&ecirc; j&aacute; tenha presenciado algumas dessas situa&ccedil;&otilde;es:</p>
<blockquote>Comprado o t&atilde;o-sonhado computador, agora s&oacute; falta a 
  escrivaninha. Nesses primeiros dias, d&aacute; pra ir usando ele apoiado nas 
  caixas, sentado no ch&atilde;o mesmo. Quando chega a escrivaninha, com gavetas 
  e armarinho embutido mas sem eleva&ccedil;&atilde;o para o monitor, a inten&ccedil;&atilde;o 
  &eacute; que se guarde apenas os objetos referentes &agrave; atividade computacional. 
  Por&eacute;m, conforme vai passando o tempo, ela se torna a mesa de estudo do 
  estudante da casa, a mesa de fechar as contas e at&eacute; um improvisado apoio 
  para o copo de guaran&aacute; e o sandu&iacute;che. Em breve, a escrivaninha 
  est&aacute; entulhada de joysticks, pap&eacute;is e coisas. At&eacute; mover 
  o mouse ficou complicado. Mais: os novos perif&eacute;ricos tem que caber na 
  mesma mesa: impressora, scanner, caixas de som, microfone. E desde que o computador 
  chegou, uma cadeira velha de madeira que estava sobrando &eacute; usada como 
  assento.</blockquote>
<p>Ins&oacute;lito n&atilde;o? Mas confesso que j&aacute; passei por 
   situa&ccedil;&otilde;es como essa. Claro que a mob&iacute;lia inadequada causa desconforto, 
  mas o uso inadequado dela causa ainda mais. Imagine um usu&aacute;rio que costuma 
  anotar senhas em peda&ccedil;os de papel numa escrivaninha dessas? Imagine outro 
  que sente necessidade de anotar todos os passos para realizar uma determinada 
  tarefa de um software para n&atilde;o esquecer? Isso sem falar no que imprime 
  textos de websites. Pode n&atilde;o acontecer com voc&ecirc;, mas saiba que 
  tudo isso &eacute; muito comum.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/tipica_escrivaninha.jpg" alt="Uma t&iacute;pica escrivaninha" width="596" height="436">
<h2><a name="iluminacao"></a>Ilumina&ccedil;&atilde;o</h2>
<p>&Eacute; muito dif&iacute;cil encontrar tamb&eacute;m boa ilumina&ccedil;&atilde;o 
  para o trabalho no ambiente caseiro. Um problema bem comum s&atilde;o os reflexos 
  eventuais na tela do monitor. A escrivaninha do computador n&atilde;o &eacute; 
  um m&oacute;vel t&atilde;o pequeno que seja f&aacute;cil manej&aacute;-lo para 
  que esteja livre da luz das janelas e dos demais aposentos. O excesso de ilumina&ccedil;&atilde;o 
  do ambiente faz com que a luz emitida pelo monitor pare&ccedil;a mais fraca 
  ao nosso olho. O contraste &eacute; menor e, consequentemente, a legibilidade.</p>
<p>No trabalho, onde fica mais vis&iacute;vel a perda de produtividade por esse 
  fator, o cuidado &eacute; maior. Por&eacute;m, ilumina&ccedil;&atilde;o perfeita 
  &eacute; um custo a mais para os empregadores e por isso alguns negligenciam 
  usando apenas luzes frias nas salas de trabalho ou em baixa quantidade. A luz 
  fria &eacute; barata, mas ruim porque tem o espectro de cores menor que a luz 
  incandescente. Isso a torna incompleta. Na verdade, o ideal &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o 
  das duas. </p>
<p>As l&acirc;mpadas fluoerescentes quando est&atilde;o velhas podem apresentar 
  leve tremula&ccedil;&atilde;o que s&oacute; pode ser percebida com muita aten&ccedil;&atilde;o. 
  Mesmo que a frequ&ecirc;ncia das piscadas seja impercept&iacute;vel, pode causar 
  cansa&ccedil;o ao usu&aacute;rio. Por&eacute;m, s&oacute; s&atilde;o trocadas 
  quando queimam de vez ou a dura&ccedil;&atilde;o das piscadas seja t&atilde;o 
  grande que impe&ccedil;a o trabalho. Experimente ligar e desligar repetidamente 
  a luz de uma sala (n&atilde;o me responsabilizo por l&acirc;mpadas queimadas!) 
  e ler um papel ao mesmo tempo. &Eacute; desconfort&aacute;vel porque a pupila 
  se contrai e distende a cada varia&ccedil;&atilde;o brusca de ilumina&ccedil;&atilde;o. 
</p>
<p>Esse mesmo fen&ocirc;meno de tremula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m acontece 
  com os monitores. Os mais modernos passam dos 60 Hz de frequ&ecirc;ncia facilmente, 
  mas os sistemas operacionais indicam essa frequ&ecirc;ncia como padr&atilde;o 
  por seguran&ccedil;a. Nesse n&uacute;mero &eacute; percept&iacute;vel &agrave; 
  oscila&ccedil;&atilde;o se deslocamos o foco da vis&atilde;o para logo ao lado 
  do monitor. Se voc&ecirc; ainda n&atilde;o verificou se seu monitor aguenta 
  frequ&ecirc;ncias maiores de atualiza&ccedil;&atilde;o (refresh-rate), experimente 
  aument&aacute;-la para ver se funciona. Quanto maior a frequ&ecirc;ncia, menor 
  o cansa&ccedil;o dos olhos e maior o conforto. Fa&ccedil;a o teste! </p>
<p>Falando em ajuste, monitores diferem muito na sua regulagem de contraste, brilho 
  e matiz (cor). Em casa, se os monitores est&atilde;o desregulados, ningu&eacute;m 
  liga; a maioria das pessoas nem percebe. O brilho desregulado pode fazer diferentes tonalidades 
  escuras mesclarem-se. J&aacute; contraste fraco torna dif&iacute;cil de distinguir 
  todas as diferen&ccedil;as entre cores. Esses dois podem ser regulados diretamente 
  pelo usu&aacute;rio at&eacute; um certo ponto, mas a matiz n&atilde;o. Na maioria 
  dos monitores a quantidade de vermelho, verde e amarelo (RGB) s&oacute; pode 
  ser alterada mexendo nas entranhas do monitor. Pequenos desajustes de matiz 
  n&atilde;o interferem na legibilidade, mas podem garantir que o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/psicodinamica_das_cores_em_comunicacao.html">efeito emocional 
  das cores</a> tencionado pelo designer caia por terra. Embora o olho humano tenha 
  um excelente ajuste de branco, ou seja, <a href="http://www.purveslab.net/seeforyourself/">percebe as cores de acordo com as que 
  est&atilde;o em volta</a>, o amarelo n&atilde;o vai ter o mesmo efeito psicol&oacute;gico 
  se for exibido meio alaranjado.</p>
<p>Com o tempo, todos os monitores ficam desregulados, uns mais, outros menos. 
  O designer precisa entender isso. Precisa desapegar do resultado final, projetar 
  para que a combina&ccedil;&atilde;o de cores seja efetiva mesmo sobre condi&ccedil;&otilde;es 
  adversas. N&atilde;o espere que os usu&aacute;rios entendam e sigam instru&ccedil;&otilde;es como essa do site da <a href="http://www.fluor.com.br/">Fluor Rich Media</a>: </p>
<a href="http://www.fluor.com.br/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/fluor_calibre_monitor.png" alt="Site da Fluor exige que voc&ecirc; calibre o monitor antes de entrar" width="237" height="433" border="0"></a>
<p>Isso n&atilde;o significa renunciar ao cone de cores e usar apenas 
  preto no branco. Nos pontos onde a legibilidade for crucial (textos), <a href="http://www.usabilidoido.com.br/contraste_de_cor_depende_do_contexto.html">o contraste 
  tem que estar alto</a>, s&oacute; isso. Testar a configura&ccedil;&atilde;o de cores 
  desregulando o seu pr&oacute;prio monitor &eacute; f&aacute;cil, n&atilde;o 
  onera em nada o designer.</p>
<p>Esse fator &eacute; bem percept&iacute;vel, portanto,  mais levado &agrave; s&eacute;rio. 
  J&aacute; a polui&ccedil;&atilde;o sonora quase ningu&eacute;m se d&aacute; 
  conta. </p>
<h2><a name="sonora"></a>Polui&ccedil;&atilde;o sonora </h2>
<p>Tanto no ambiente de trabalho como no caseiro, h&aacute; grandes possibilidades 
  que haja barulhos incovenientes. Eles podem apenas impossibilitar escutar um 
  som emitido pelo computador ou, pior, irritar o usu&aacute;rio. No trabalho, 
  considere gente falando alto, m&uacute;sica ambiente, som de tr&aacute;fego 
  pesado, eventuais obras e constru&ccedil;&otilde;es civis e outras fontes de 
  ru&iacute;dos. Em casa, considere crian&ccedil;as brincando, vizinhos com som 
  alto e conversas paralelas. Por esse motivo a atividade computacional at&eacute; 
  hoje &eacute; silenciosa. Uma televis&atilde;o pode ser ajustada num volume 
  maior para compensar os ru&iacute;dos intrusos, mas o computador &eacute; mais 
  dif&iacute;cil porque &eacute; um som dirigido a apenas uma pessoa, ao contr&aacute;rio 
  da TV, que pode comportar audi&ecirc;ncia m&uacute;ltipla simult&acirc;nea.</p>
<p>Bruce Tognazini, designer de interface na Apple dos anos 80, conta <a href="http://www.asktog.com/columns/055Dishwasher.html">uma situa&ccedil;&atilde;o 
  embara&ccedil;osa que passou por negligenciar esses fatores </a>. A nova vers&atilde;o do 
  MacOS em que ele tinha trabalhado ficava com a tela congelada alguns segundos 
  ap&oacute;s inserir o disquete. Para mostrar que isso era normal, a equipe da 
  Apple tinha escolhido tocar um aviso sonoro. Por&eacute;m, durante uma feira 
  de computa&ccedil;&atilde;o em que ele estava sendo apresentado, o p&uacute;blico 
  achou que o computador travava ao inserir disquetes porque n&atilde;o se conseguia 
  ouvir o aviso no meio da multid&atilde;o barulhenta da feira. Depois da feira, 
  a equipe da Apple resolveu colocar um aviso visual na tela, uma mensagem do 
  tipo: &quot;abrindo disquete&quot;. Pronto, problema resolvido.</p>
<h2><a name="temperatura"></a>Temperatura</h2>
<p>Quanto &agrave; temperatura ambiente inadequada, n&atilde;o h&aacute; muito 
  que o designer pode fazer para amenizar o sofrimento. &Eacute; mais um problema 
  que se soma aos outros para influenciar o comportamento do usu&aacute;rio. Quando 
  se est&aacute; frio demais, os movimentos se tornam mais custosos. A m&atilde;o 
  que repousa sobre o mouse durante horas, pode ficar roxa, com falta de circula&ccedil;&atilde;o. 
  Usar uma luva melhora, mas impede de digitar no teclado. Algumas pessoas tem 
  a mania de enfiar a m&atilde;o embaixo da coxa, dentro do bolso, embaixo das 
  axilas enquanto n&atilde;o a est&atilde;o usando para esquentar. Isso piora 
  a postura e tensiona o bra&ccedil;o. Os membros podem ficar dormentes. Por causa 
  do frio, at&eacute; mesmo os pensamentos ficam mais lentos. </p>
<p>J&aacute; o calor pode deixar a mente muito perturbada. A press&atilde;o sangu&iacute;nea 
  pode aumentar ou diminuir, dependendo da fisiologia da pessoa. Uns podem ficar 
  vermelhos e irritados e outros morrendo de sono. Trabalho mon&oacute;tono nessa 
  situa&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente tedioso se o c&eacute;u l&aacute; 
  fora est&aacute; aberto, um dia bonito. Eventuais assaduras podem tornar a posi&ccedil;&atilde;o 
  sentada uma tortura. Enfim, o calor excessivo n&atilde;o &eacute; t&atilde;o 
  prejudicial do que o frio excessivo, mas &eacute; mais custoso de ser combatido. 
  Um aparelho de ar-condicionado al&eacute;m de mais caro, gasta muito mais energia 
  que um aquecedor el&eacute;trico.</p>
<h2><a name="saude"></a>Problemas de sa&uacute;de </h2>
<p>Pior do que todos esses fatores s&atilde;o as doen&ccedil;as. Isso acaba com 
  a paci&ecirc;ncia de qualquer um. Se uma gripezinha j&aacute; incomoda, imagine 
  uma mol&eacute;stia mais grave. Problemas cr&ocirc;nicos de coluna e tend&otilde;es 
  do bra&ccedil;o s&atilde;o muito comuns, tornam proibitivo o uso seguido do 
  computador. &Uacute;lceras, enxaqueca e hemorr&oacute;idas tamb&eacute;m s&atilde;o 
  comuns, mas n&atilde;o chegam a impossibilitar o uso do computador. Quem usa 
  o computador nessas condi&ccedil;&otilde;es &eacute; porque precisa muito. Os 
  efeitos negativos sobre o comportamento do usu&aacute;rio s&atilde;o dobrados.</p>
<h2>Consequ&ecirc;ncias</h2>
<p>As consequ&ecirc;ncias de todos esses poss&iacute;veis problemas s&atilde;o 
  altera&ccedil;&otilde;es inevit&aacute;veis no comportamento do usu&aacute;rio, 
  aumentado:</p>
<ul>
  <li>pressa</li>
  <li>impaci&ecirc;ncia</li>
  <li>inquieta&ccedil;&atilde;o</li>
  <li>irrita&ccedil;&atilde;o</li>
  <li>desconcentra&ccedil;&atilde;o</li>
  <li>frieza</li>
  <li>stress</li>
</ul>
<p>A evolu&ccedil;&atilde;o dos computadores costuma medir-se em velocidade. Computadores s&atilde;o m&aacute;quinas 
  de economizar tempo, fazer coisas mais rapidamente do que por outros meios. 
  Desenhar, calcular, escrever e uma infinidade de tarefas j&aacute; eram poss&iacute;veis 
  sem o computador, mas agora s&atilde;o feitas com sua ajuda por causa dessa 
  sua qualidade. Se estamos &aacute;vidos por velocidade, &eacute; porque temos 
  pressa. </p>
<h2>Pressa</h2>
<p>Pressa para terminar o trabalho, pressa para comer, pressa at&eacute; no passeio. 
  Desde que o tempo foi capitalizado, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tempo_para_refletir.html">ningu&eacute;m mais tem tempo para nada</a>. 
  Estamos constantemente tentando suprir as infind&aacute;veis necessidades criadas 
  pela nossa mente, todas ao mesmo tempo. Estudar geometria, assistir televis&atilde;o, 
  comprar mais mem&oacute;ria RAM e muitos etc. Como temos uma longa fila de tarefas 
  nem sempre agrad&aacute;veis pela frente, damos cabo delas o mais depressa poss&iacute;vel. 
  E quanto mais sofrida, mais queremos que termine logo. </p>
<p>Por isso considero <strong>a pressa como o efeito primordial dos problemas ergon&ocirc;micos</strong>. 
  Os demais s&atilde;o seus desdobramentos. </p>
<p>Se a pressa &eacute; inimiga da perfei&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o um usu&aacute;rio 
  apressado tem maior chance de cometer erros. Como projetistas de interfaces, 
  precisamos prever esses erros e preven&iacute;-los. Na pressa, podem ser confundidos 
  bot&otilde;es pequenos demais, &iacute;cones parecidos, significados de caixas 
  de di&aacute;logo e etc. Por isso, quanto mais pr&aacute;tica for a tarefa, 
  exija menos sobrecarga cognitiva. </p>
<h2>Impaci&ecirc;ncia</h2>
<p>Fruto direto da pressa &eacute; a impaci&ecirc;ncia. Ali&aacute;s, hoje em 
  dia, para usar PCs &eacute; preciso ter um grande estoque de paci&ecirc;ncia. 
  A falta de praticidade, de intuitividade e a quantidade de erros tanto no hardware 
  quanto no software impedem que o computador seja realmente popular. Somente 
  os mais motivados (e de um certo perfil psicol&oacute;gico) conseguem ter boas 
  experi&ecirc;ncias com a m&aacute;quina. Coloca aquele teu amigo estourado 
  na frente do computador e veja se ele em pouco tempo n&atilde;o est&aacute; 
  praguejando com o pobre monitor, surrando o teclado, arremessando o mouse.</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/computer_rage.jpg" alt="Raiva com o computador" width="215" height="145" align="right">Embora essas altera&ccedil;&otilde;es de comportamento s&oacute; sejam percept&iacute;veis 
  em ocasi&otilde;es isoladas e raras, o projeto da interface precisa ser robusto 
  mesmo nesses momentos. Assim como o amortecedor da motocicleta est&aacute; preparado 
  para uma queda de 1 metro de altura (algo raro de acontecer), <a href="http://www.usabilidoido.com.br/canalize_a_raiva_do_usuario.html">a interface deve 
  estar preparada para acolher o usu&aacute;rio alterado</a>. Pense nas vezes que 
  voc&ecirc; precisou fazer algo no computador rapid&iacute;ssimo e se frustrou. 
  Voc&ecirc; esperava que ele fosse capaz de seguir o seu ritmo, sen&atilde;o 
  nem teria tentado. </p>
<p>&Eacute; por isso que n&atilde;o entendo para qu&ecirc; fazer softwares cada 
  vez mais pesados a medida que o hardware fica mais r&aacute;pido. Se h&aacute; 
  demanda por velocidade por parte do usu&aacute;rio, porque as grandes softwares-houses 
  se esmeram em gastar ao m&aacute;ximo os novos recursos de processamento? Creio 
  que essa velha f&oacute;rmula incremente hardware - incrementa software esteja 
  demonstrando sinais de obsol&ecirc;ncia, vide projetos open-source como o Linux 
  e seus aplicativos.O Macromedia Flash MX 2004 sofreu grandes cr&iacute;ticas 
  porque saiu mais pesado do que era esperado pela comunidade de desenvolvedores, 
  for&ccedil;ando upgrades mesmo em m&aacute;quinas recentes na &eacute;poca de seu lan&ccedil;amento. As vantagens para 
  boa parte deles n&atilde;o justificaram o investimento imediato e a Macromedia 
  fechou o primeiro trimestre de comercializa&ccedil;&atilde;o vendendo menos 
  do que o esperado.</p>
<p>Mas a paci&ecirc;ncia n&atilde;o est&aacute; ligada somente aos tempos de respostas 
  da aplica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m ao esfor&ccedil;o cognitivo, &agrave; 
  postura da interface e diversos outros fatores. Quanta paci&ecirc;ncia &eacute; 
  preciso para decifrar aquela mensagem em linguagem t&eacute;cnica da tela de 
  configura&ccedil;&atilde;o? Quanta paci&ecirc;ncia &eacute; preciso para descobrir 
  o que 10 &iacute;cones significam <a href="http://www.webpagesthatsuck.com/mysterymeatnavigation.html">passando o mouse por cima, um por um</a>? Quanta 
  paci&ecirc;ncia &eacute; preciso para clicar em cinco links at&eacute; chegar 
  &agrave; p&aacute;gina que voc&ecirc; queria?</p>
<h2>Inquieta&ccedil;&atilde;o</h2>
<p>Creio que de todos esses efeitos, <strong>o que mais caracteriza o usu&aacute;rio de 
  computador &eacute; a inquieta&ccedil;&atilde;o</strong>. &Eacute; imposs&iacute;vel 
  ficar sem interagir por muito tempo, d&aacute; aquela coceirinha... E isso n&atilde;o 
  &eacute; mania, tem causas coerentes. Primeiro, a condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica:</p>
<ul>
  <li>permanecer na postura sentada &eacute; desconfort&aacute;vel ap&oacute;s 
    algum tempo porque muitos m&uacute;sculos est&atilde;o tensionados. Quando 
    movemos o bra&ccedil;o ou as pernas, desviamos a tens&atilde;o de um m&uacute;sculo 
    para o outro, o que d&aacute; um certo al&iacute;vio</li>
  <li>a cadeira quase sempre n&atilde;o tem apoios para os bra&ccedil;os repousarem 
    porque al&eacute;m de poder atrapalhar o movimento dos bra&ccedil;os, quase 
    nunca &eacute; usado</li>
  <li>o monitor com sua taxa de atualiza&ccedil;&atilde;o baixa (tremula&ccedil;&atilde;o) 
    e sua luz emitida &eacute; estimulante, em menor grau, como um estrobosc&oacute;pio 
    (aquela luz prateada que pisca nas discotecas)</li>
</ul>
<p>Quantas vezes voc&ecirc; estava com um pouco de sono l&aacute; pelas tantas 
  da noite, resolveu ligar o PC e perdeu o sono? O uso do computador provoca uma 
  mudan&ccedil;a na homeostase, a propriedade do corpo de que controla a estabilidade 
  fisiol&oacute;gica. E n&atilde;o s&atilde;o apenas os est&iacute;mulos externos 
  que provocam essa altera&ccedil;&atilde;o. Fatores psicol&oacute;gicos tamb&eacute;m 
  est&atilde;o ligados ao uso do computador. </p>
<p>A maioria &eacute; individual, vai do psiquismo de cada um. Por&eacute;m, existem 
  alguns estere&oacute;tipos estabelecidos a esse respeito. Por exemplo, o uso 
  do computador est&aacute; diretamente ligado ao trabalho. E trabalho significa 
  ato produtivo do trabalhador. Por isso h&aacute; uma certa press&atilde;o psicol&oacute;gica 
  de estar sempre produzindo algo diante do computador. &Eacute; subsconsciente, 
  mas nos impele a interagir. Mesmo numa atividade recreativa como um jogo, h&aacute; 
  uma certa sensa&ccedil;&atilde;o de que se produz algo, afinal, ele d&aacute; 
  sinal de avan&ccedil;o. </p>
<p>Essa press&atilde;o fica mais percept&iacute;vel quando navegamos na Web, principalmente 
  se a conex&atilde;o &eacute; discada e n&atilde;o &eacute; final de semana. 
  Se voc&ecirc; est&aacute; pagando caro pelos pulsos n&atilde;o quer perder tempo 
  com algo potencialmente in&uacute;til. Ent&atilde;o, n&atilde;o consegue mais 
  ler textos compridos, ficar muito tempo decifrando como navegar por uma p&aacute;gina, 
  vendo anima&ccedil;&otilde;es, esperando carregar e etc. Se esse acesso &eacute; 
  feito a partir do ambiente de trabalho essa press&atilde;o se torna muito consciente (para n&atilde;o dizer expl&iacute;cita).</p>
<h2>Irrita&ccedil;&atilde;o</h2>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/irritada_computador.jpg" alt="Mulher irritada no computador" width="203" height="152" align="left">Quando o relacionamento com o computador n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;rio, 
  o usu&aacute;rio fica irritado. Come&ccedil;a com resmungos internos, mas logo 
  os grunhidos come&ccedil;am a se tornar aud&iacute;veis e quem olha de longe 
  j&aacute; v&ecirc; a nuvenzinha de fuma&ccedil;a formada no topo da cabe&ccedil;a. 
  As pessoas literalmente batem no computador quando algo d&aacute; errado. Algumas 
  xingam a m&aacute;quina, como se ela pudesse ouvir. Quem n&atilde;o acredita 
  na <a href="http://www.usabilidoido.com.br/mais_simulador_de_lavadora.html#68">antropomorfiza&ccedil;&atilde;o</a> do PC precisa prestar mais aten&ccedil;&atilde;o 
  nessas cenas. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/macaco_humano.jpg" alt="Macaco &quot;brincando&quot; com um carrinho" width="150" height="200" align="right">O relacionamento do ser-humano com qualquer objeto ou ser-vivo &eacute; sempre 
  humanizado. S&atilde;o atribu&iacute;das caracter&iacute;sticas humanas mesmo 
  a coisas inanimadas. Seja no document&aacute;rio do Discovery Chanel sobre os 
  macacos da Amaz&ocirc;nia, onde o comportamento do animal &eacute; sempre comparado 
  ao do homem (Ex: &quot;o macaco agora vai dormir porque teve um dia longo&quot;, 
  &quot;ele brigou com o amigo p&aacute;ssaro, que n&atilde;o deixou ele pegar 
  o ninho para brincar&quot;) ou na pr&oacute;pria linguagem (Ex: &quot;a perna 
  da mesa&quot;, &quot;o bra&ccedil;o da cadeira&quot;), o reflexo de si mesmo 
  &eacute; o prisma pelo qual o homem enxerga o mundo. J&aacute; dizia o fil&oacute;sofo grego Prot&aacute;goras, &quot;o homem &eacute; a medida de todas as coisas&quot;.</p>
<p>O designer de intera&ccedil;&atilde;o pode se valer desse fen&ocirc;meno para construir 
  a interface de forma que estabele&ccedil;a um v&iacute;nculo mais forte com 
  o usu&aacute;rio. Uma interface humanizada &eacute; mais f&aacute;cil de ser 
  entendida, a intera&ccedil;&atilde;o com ela fica mais f&aacute;cil. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/assistentes_do_ibm_viavoice.html">Um personagem 
  carism&aacute;tico interativo</a> &eacute; o c&uacute;mulo da humaniza&ccedil;&atilde;o 
  numa interface, mas ainda assim tem sucesso com usu&aacute;rios iniciantes de 
  computador. <img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/clippy.jpg" alt="Clips assistente do Word" width="193" height="169" align="right">Veja o exemplo dos assistentes do Microsoft Office: sua fun&ccedil;&atilde;o 
  &eacute; muito mais de tornar agrad&aacute;vel a interface do que atuar como 
  um verdadeiro agente inteligente. Na primeira vers&atilde;o do Word que inclu&iacute;a 
  o clips animado, fiquei primeiramente deslumbrado. Assim que percebi que o bicho 
  s&oacute; me interrompia para <a href="http://www.rjlsoftware.com/software/entertainment/clippy/screenshots.shtml">falar besteira</a> fiquei frustrado por n&atilde;o 
  encontrar um bot&atilde;o pr&oacute;ximo para <a href="http://www.boreme.com/boreme/funny-2002/paperclip-p1.php">calar a boca dele</a>. Era preciso 
  penetrar uns tr&ecirc;s cliques adentro nas op&ccedil;&otilde;es de configura&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Para minha surpresa, vi pessoas manifestando afeto por esses bichos. &quot;Que 
  bonitinho&quot; dizem algumas mulheres. Se para assitente do Word o assistente 
  me parece pouco inteligente, na sua vers&atilde;o c&atilde;o farejador da busca 
  do Windows XP ele est&aacute; mais apropriado. O di&aacute;logo frio da janela 
  de busca foi substitu&iacute;do por uma s&eacute;rie de perguntas, como se fosse 
  uma conversa com o dito cujo, se tornou muito mais f&aacute;cil de entender. 
  O assistente explica melhor como as escolhas do usu&aacute;rio refletir&atilde;o 
  no resultado da busca. A forma atrativa do c&atilde;ozinho tamb&eacute;m torna 
  a espinhosa tarefa de encontrar arquivos menos assustadora. Pena que a ferramenta de busca &eacute; menos eficiente do que a vers&atilde;o anterior...</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/caozinho_buscador_assistente.png" alt="C&atilde;ozinho farejador no Windows Xp" width="311" height="322">
<h2>Desconcentra&ccedil;&atilde;o</h2>
<p>Na maior parte do tempo, o usu&aacute;rio n&atilde;o presta 
  muita aten&ccedil;&atilde;o nesses desconfortos, afinal ele est&aacute; usando o computador 
  para realizar alguma tarefa e n&atilde;o para ficar reclamando. Sua mente tenta 
  se concentrar no que est&aacute; fazendo, mas &eacute; constantemente 
  interrompida. Al&eacute;m dos picos das dores nas costas e das situa&ccedil;&otilde;es 
  ins&oacute;litas das interfaces, existem est&iacute;mulos internos como &iacute;cones 
  piscando e externos como pessoas falando perto. Tudo isso diminui a concentra&ccedil;&atilde;o. 
  Pior ainda se o usu&aacute;rio estiver fazendo v&aacute;rias coisas ao mesmo 
  tempo. Tem gente que consegue a proeza de assistir televis&atilde;o, usar o 
  PC e ainda comer um sandu&iacute;che ao mesmo tempo, mas &eacute; &oacute;bvio 
  que ela n&atilde;o vai fazer as tr&ecirc;s coisas melhor do que se fizesse uma 
  de cada vez. Cenas do programa s&atilde;o perdidas, arquivos s&atilde;o deletados 
  por engano e o sandu&iacute;che desce mal mastigado. Essas pessoas s&atilde;o 
  as mesmas que costumam ter dez janelas abertas ao mesmo tempo no sistema operacional. 
  Mesmo os maiores magos da ger&ecirc;ncia de aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o 
conseguem escapar do <a href=&amp;quot;http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html">mal da desconcentra&ccedil;&atilde;o</a>.</p>
<p>Uma pessoa nesse estado est&aacute; com o lado esquerdo do c&eacute;rebro a 
  mil, o racional predomina. A oferta de multi-tarefa aliada a todos os desconfortos 
  e estere&oacute;tipos supracitados s&atilde;o os culpados do ambiente computacional 
  ser t&atilde;o frio. Se o designer precisa que o usu&aacute;rio entre num estado 
  sentimental, ele n&atilde;o deve incentivar a multi-tarefa. Esse &eacute; um 
  dos poucos casos em que <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fullscreen_amor_e_odio.html">usar a tela cheia (fullscreen) pode ser perdoado</a>. </p>
<p>Para conferir a efic&aacute;cia, abra o arquivo de email da sua esposa, namorada 
  ou irm&atilde; e procure pelos <a href="http://paginas.terra.com.br/lazer/janelaparaomar/">anexos em Powerpoint</a>. Com certeza, voc&ecirc; 
  vai encontrar uma apresenta&ccedil;&atilde;o em fullscreen com fotos de animais 
  imitando gente acompanhado de mensagens para aumentar a sua auto-estima ou coisa 
  do g&ecirc;nero. Elas recebem dezenas desses todo m&ecirc;s, sinal de que funciona.</p>
<p>Homens, em geral, odeiam esse tipo de email por causa dos estere&oacute;tipos. 
  Se eu recebo um desses, apago na hora e descubro quem foi para bloquear ou pedir 
  encarecidamente que n&atilde;o mande mais. Isso porque n&atilde;o espero receber 
  mensagens desse tipo. Mesmo assim, aumenta um pontinho no meu n&iacute;vel de 
  stress. Por falar nisso, n&atilde;o tem nada pior do que spam, n&atilde;o &eacute; 
  mesmo? Eu fico fulo quando apago um email importante por engano durante a faxina 
  di&aacute;ria na caixa de entrada!</p>
<h2>Stress</h2>
<p>Todos essas rea&ccedil;&otilde;es negativas aumentam e s&atilde;o aumentadas 
  pelo stress. Pressa, impaci&ecirc;ncia, inquieta&ccedil;&atilde;o, irrita&ccedil;&atilde;o, 
  desconcentra&ccedil;&atilde;o e frieza s&atilde;o alguns dos sintomas psicol&oacute;gicos 
  do stress. A lista de manifesta&ccedil;&otilde;es do estado alterado do corpo 
  chamado stress inclui dores pelo corpo, press&atilde;o alta, ins&ocirc;nia, 
  fadiga e muitas outras mol&eacute;stias. Em suma, o designer precisa partir 
  do princ&iacute;pio que <strong>o usu&aacute;rio est&aacute; sempre estressado j&aacute; 
  que a situa&ccedil;&atilde;o em que ele se encontra usando o computador &eacute; 
  tensa</strong>. Ainda n&atilde;o h&aacute; computadores que possam ser operados no conforto 
  da poltrona reclin&aacute;vel da sala. Provavelmente isso nunca vai acontecer. Algumas pessoas tentam, mas &eacute; rid&iacute;culo, veja:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/computador_confortavel.jpg" alt="Finalmente, um computador confort&aacute;vel?" width="600" height="400"> 
<h2>A solu&ccedil;&atilde;o para todos os males </h2>
<p>O barateamento dos notebooks est&aacute; melhorando esse cen&aacute;rio. Agora os brasileiros podem comprar um por <a href="http://www.submarino.com.br/software.asp?Query=NextLevelPage&ProdTypeId=10&CatId=11124&PrevCatId=11124&franq=137623">cerca de R$ 2.500</a>, metade do que custava at&eacute; alguns anos atr&aacute;s. O notebook &eacute; mais confort&aacute;vel porque permite que seja usado em diferentes posi&ccedil;&otilde;es, assentos e locais. Tem gente levando para a cama... e <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundovirtual/2500501-2501000/2500509/2500509_1.xml">tendo problemas no casamento por isso</a>. Entretanto, tamb&eacute;m criam outros problemas ergon&ocirc;micos: incentivam posturas ainda menos saud&aacute;veis, aumentam a tens&atilde;o nos ombros e no pesco&ccedil;o. </p>
<p><a href="http://www.ubiq.com/hypertext/weiser/weiser.html">Alguns acreditam</a> que a computa&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua (ou pervasiva) resolver&aacute; esses problemas. Distribuindo os computadores pelo ambiente, ter&iacute;amos uma sobrecarga cognitiva menor e cada dispositivo poderia ser especialmente adaptado para atender uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Novos dispositivos dotados de reconhecimento de voz, reconhecimento de gestos, RFIDs e outros aparatos tecnol&oacute;gicos permitiriam uma <a href="http://www.naturalinteraction.org/">intera&ccedil;&atilde;o mais natural com os computadores</a>. </p>
<p>A computa&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua j&aacute; &eacute; um fato, pois aonde vou sempre tem algu&eacute;m com um celular (que &eacute; tamb&eacute;m um computador), mas n&atilde;o acredito que o futuro ser&aacute; assim t&atilde;o perfeito. A computa&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua resolver&aacute; algumas contradi&ccedil;&otilde;es e criar&aacute; outras. S&oacute; tenho certeza de uma coisa: n&atilde;o &eacute; no sentido do natural que caminhamos. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/evolucao_humana_computador.jpg" alt="" width="462" height="158">
</body>
</html>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:date>2006-09-29T23:52:47-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Teclando perigosamente</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/teclando_perigosamente.html</link>
<description><![CDATA[
<p>H&aacute; alguns anos atr&aacute;s, a Microsoft disponibilizou no Windows a possibilidade de aceitar diretamente dos teclados os comandos &quot;desligar&quot;, &quot;dormir&quot; (entrar em modo de espera) e &quot;acordar&quot; (voltar do modo de espera). </p>

<p>Os fabricantes de teclado, afoitos por aumentar a lista de funcionalidades de seus produtos, notaram que havia um espa&ccedil;o vazio entre o teclado direcional e as teclas del, end e page down. A id&eacute;ia foi implementada a custo m&iacute;nimo, pois n&atilde;o era preciso reorganizar nada no teclado. Do ponto de vista das vendas a curto e m&eacute;dio prazo, foi um sucesso, pois h&aacute; alguns anos a maioria dos teclados que vejo est&atilde;o saindo com essas op&ccedil;&otilde;es embutidas. </p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/transparent_kb_buttons.jpg" alt="Teclas power sleep e wake" width="410" height="263">
<p>Por estarem muito pr&oacute;ximas do teclado direcional, as pessoas esbarram nas teclas sem querer e, &agrave;s vezes, acabam perdendo seu trabalho. Algumas pessoas nem percebem que o esbarr&atilde;o &eacute; a causa do desligamento do computador ou da entrada em modo de espera (que, para um leigo, parece a mesma coisa). Essas pessoas s&oacute; se d&atilde;o conta disso quando algu&eacute;m avisa, pois encaram o computador como <strong>uma m&aacute;quina imprevis&iacute;vel, assustadora e cheia de v&iacute;rus que podem desligar tudo a hora que quiserem.</strong> Quando descobrem a causa, passam a se culpar pelos esbarr&otilde;es e tratam de evitar o &quot;erro&quot;. As raras pessoas que costumam personalizar seus sistemas operacionais procuram um <a href="http://forum.clubedohardware.com.br/lofiversion/index.php/t169898.html">jeito de desabilitar os bot&otilde;es</a>. Somente os mais cr&iacute;ticos &eacute; que v&atilde;o deixar de comprar o teclado com essa configura&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Em fun&ccedil;&atilde;o das reclama&ccedil;&otilde;es ou do pr&oacute;prio inc&ocirc;modo dos designers (que tamb&eacute;m s&atilde;o usu&aacute;rios desses teclados), <a href="http://www.lanstore.co.kr/item.php?it_id=1884">alguns modelos</a> j&aacute; est&atilde;o vindo com estes bot&otilde;es no topo do teclado, longe do direcional. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/botao_desligar_no_topo.gif" alt="Bot&atilde;o wake, sleep e power no topo do teclado" width="200" height="175">
<p>Essa decis&atilde;o de projeto n&atilde;o &eacute; fruto de um momento de inspira&ccedil;&atilde;o m&iacute;stico, mas sim do contato com uma realidade outra: a situa&ccedil;&atilde;o de uso. Entretanto, como &quot;a solu&ccedil;&atilde;o para o problema&quot; n&atilde;o teve contato com essa realidade antes de ir para o mercado, outro inc&ocirc;modo surgiu: n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para repousar os dedos acima da tecla para cima enquanto n&atilde;o se est&aacute; usando o teclado direcional e o esbarr&atilde;o ainda acontece, agora na menos perigosa tecla end. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/botao_desligar_no_topo2.gif" width="460" height="351">
<p>J&aacute; neste teclado ergon&ocirc;mico, esse espa&ccedil;o foi respeitado, mas o bot&atilde;o power (o bot&atilde;o maior no canto superior direito) continua sendo apertado por esbarr&atilde;o, <a href="http://www.amazon.com/Belkin-Components-P52246-F8E208-ErgoBoard/dp/B00000J1UG">segundo alguns usu&aacute;rios da Amazon</a>. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/teclado_ergonomico_tecla_power_canto_.jpg" alt="Teclado ergon&ocirc;mico com o bot&atilde;o desligar no canto direito" width="500" height="269">
<p>A insatisfa&ccedil;&atilde;o dos consumidores &eacute; t&atilde;o grande que a Logitech lan&ccedil;ou um modelo ergon&ocirc;mico de baixo custo, cujo destaque &eacute; <a href="http://www.linuxmall.com.br/index.php?product_id=2216">o fato de n&atilde;o ter os inc&ocirc;modos bot&otilde;es</a> de desligar, dormir e acordar!</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/teclado_sem_tecla_power.jpg" alt="Teclado da logitech sem os bot&otilde;es inc&ocirc;modos" width="700" height="402">
<p>Essa despadroniza&ccedil;&atilde;o acontece porque a ind&uacute;stria do PC n&atilde;o &eacute; centralizada. Existe algum grau de concord&acirc;ncia entre as diversas empresas que fabricam componentes para PCs, mas a experimenta&ccedil;&atilde;o de novos padr&otilde;es n&atilde;o &eacute; proibida. O problema &eacute; que a press&atilde;o por estar lan&ccedil;ando novos  produtos com novas funcionalidades obriga as empresas a experimentar diretamente no mercado. Os fracassos s&atilde;o frequentes e as empresas perdem muito dinheiro, mas &eacute; assim que o mercado funciona. </p>
<p>Na Apple, o controle sobre a padroniza&ccedil;&atilde;o &eacute; maior, mas a decis&atilde;o n&atilde;o &eacute; menos problem&aacute;tica. <a href="http://www.jnd.org/dn.mss/design_as_pract.html">Donald Norman conta</a> que, no in&iacute;cio dos anos 90, teve que organizar diversas reuni&otilde;es com v&aacute;rios departamentos da Apple para padronizar os bot&otilde;es de for&ccedil;a em toda a linha de produtos da empresa porque cada detalhe padronizado priorizava um produto e prejudicava outro. Servidores n&atilde;o podem ser desligados facilmente, enquanto computadores caseiros costumam travar e precisam ser desligados frequentemente. </p>
<p>A solu&ccedil;&atilde;o que chegaram foi essa mesma: bot&atilde;o de desligar no teclado, mas a diferen&ccedil;a &eacute; que haveria um di&aacute;logo de confirma&ccedil;&atilde;o e voc&ecirc; n&atilde;o perderia o trabalho se esbarrasse nele. </p>
<p>Imagino que n&atilde;o foram feitas pesquisas com usu&aacute;rios antes de lan&ccedil;ar os produtos em nenhum dos casos. A justificativa deve ser que o valor unit&aacute;rio do teclado &eacute; baixo demais para se preocupar com issso e as vantagens de um design mais adequado n&atilde;o convenceriam o consumidor a pagar a mais pelo conforto. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/teclando_perigosamente.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2006-09-12T17:51:06-03:00</dc:date>
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<title>O valor da pesquisa</title>
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<description><![CDATA[
<p>Nos &uacute;ltimos meses, o seguinte cen&aacute;rio tem se repetido: </p>
<p>&quot;Uma empresa me solicita um or&ccedil;amento de consultoria em usabilidade acreditando que poderei resolver os problemas de seu website. Ao entrar no website, tenho a impress&atilde;o de que a usabilidade n&atilde;o &eacute; t&atilde;o ruim assim e que o buraco &eacute; mais embaixo: trata-se de um problema de utilidade ou at&eacute; mesmo de modelo de neg&oacute;cio. Sou sincero com o cliente e expresso minhas impress&otilde;es, deixando claro que posso prestar uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/avaliacao_de_especialista.html">Avalia&ccedil;&atilde;o de Especialista</a>, mas que provavelmente s&oacute; isso 