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<title>Usabilidoido : Mercado Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description>Comentários sobre as tendências e máus-hábitos do mercado Web, ou seja, o grupo social de pessoas que fazem websites para viver.</description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2008-06-17T15:35:34-03:00</dc:date>
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<title>Webdesigner 2.0: Requisitos mínimos para o upgrade profissional</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/webdesigner_20_requisitos_minimos_para_o_upgrade_profissional.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Web está mudando muito nos últimos anos para atender a crescente demanda por interatividade. As pessoas querem mais do que hipertextos, elas querem um meio para realizar atividades em conjunto com outras pessoas à distância. O desafio de projetar aplicações para tais demandas é muito maior do que projetar simples websites estáticos, portanto, é chegada a hora do webdesigner expandir seus horizontes.</p><p>Palestra apresentada no <a href="http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a14846.htm&subTab=00000&uf=&local=&testeira=453&l=&template=&unit=">Planeta Web 2008</a>, evento promovido no Senac Campinas. Será também apresentada no dia 17 na Lapa Tito, dia 18 Lapa Scipião e dia 19 em Guarulhos.</p>

<h2>Slides</h2>
<object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=webdesigner2upgradeprofissional-1213722876057809-8"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=webdesigner2upgradeprofissional-1213722876057809-8" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>

<p>Dessa vez consegui finalmente usar o Keynote pra sincronizar o áudio da apresentação.</p>

<h2>Slides com áudio</h2>

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<p><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/screencasts/webdesigner2upgradeprofissional.mov">[ Download vídeo ]</a> 14mb
</p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/webdesigner2.mp3">Webdesigner 2.0: Requisitos mínimos para o upgrade profissional</a> [MP3] 7 mb - 30 min
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/webdesigner_20_requisitos_minimos_para_o_upgrade_profissional.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Palestras</dc:subject>
<dc:date>2008-06-17T15:35:34-03:00</dc:date>
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<title>Marketing para buscadores dá resultados impressionantes</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/marketing_para_buscadores_da_resultados_impressionantes.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Desde os primeiros artigos do <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/alexandre-kavinski">Alexandre Kavinski no Webinsider</a> e as conversas com ele em pessoa, fiquei atento para as oportunidades de marketing para buscadores. A id&eacute;ia &eacute; boa: voc&ecirc; est&aacute; procurando um produto, n&oacute;s ajudamos voc&ecirc; a encontr&aacute;-lo. A propaganda aparece na hora em que voc&ecirc; quer v&ecirc;-la. </p><p>Desenvolvi algum conhecimento em <a href="http://usabilidoido.com.br/otimizacao_para_buscadores_encontrabilidade_e_marketing.html">otimiza&ccedil;&atilde;o do site para melhorar sua encontrabilidade</a>, o chamado SEO, e obtive alguns resultados interessantes aqui no Usabilidoido e com meus clientes, mas ainda n&atilde;o tinha tido a oportunidade de experimentar o marketing para buscadores propriamente dito, o SEM. O ve&iacute;culo mais popular para SEM &eacute;, claro, o Google, que <a href="http://usabilidoido.com.br/anuncie_com_google_adwords.html">atrav&eacute;s do Adwords</a> oferece muitas ferramentas para gerenciar campanhas de palavras-chave. </p>
<p>Pois bem, hoje visitei meu amigo Tiago Luz que coordena a equipe de SEM na <a href="http://www.midiadigital.com.br/">M&iacute;dia Digital</a> e que acaba de lan&ccedil;ar seu <a href="http://www.tiagomsluz.com/">blog sobre marketing para buscadores</a>. Fiquei boquiaberto com os resultados que ele me mostrou. Gravei um podcast ao volante seguindo a moda do <a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/">Ren&eacute; de Paula Jr</a> para compartilhar o que vi. </p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/marketing_buscadores.mp3">Marketing para buscadores dá resultados impressionantes</a>[MP3] 5.4 Mb - 12 minutos</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/marketing_para_buscadores_da_resultados_impressionantes.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">706@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2007-11-01T19:26:59-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Formação em Design de Interação </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Minha forma&ccedil;&atilde;o em Design de Intera&ccedil;&atilde;o &eacute; essencialmente autodidata. Queria fazer uma faculdade nessa &aacute;rea, mas n&atilde;o existia na minha cidade e eu nem conhecia esse assunto por esse nome. Achava que Engenharia da Computa&ccedil;&atilde;o era o mais pr&oacute;ximo disso, mas antes do vestibular descobri que n&atilde;o. Acabei fazendo Jornalismo devido ao gosto pela escrita.</p>
<p>Claro que a <a href="http://usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html">faculdade contribuiu muito</a>, mas &eacute; no <a href="http://usabilidoido.com.br/iniciando_o_mestrado.html">Mestrado que estou podendo desenvolver</a> melhor esses conhecimentos. Entretanto, o Mestrado &eacute; mais orientado &agrave; teoria e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e menos &agrave; pr&aacute;tica. Gostaria de ter feito um curso como o do Instituto Ivrea que o <a href="http://usabilidoido.com.br/designer_brasileiro_passa_por_instituto_ivrea_e_ideo.html">Belmer Negrillo fez</a> ou o da Carneggie Mellon que <a href="http://www.odannyboy.com/blog/cmu/">fez o Dan Saffer</a>. </p>
<p>S&atilde;o mestrados profissionais que abordam o Design de Intera&ccedil;&atilde;o em diferentes m&iacute;dias, desde produtos eletr&ocirc;nicos at&eacute; interfaces computacionais. Como expliquei anteriormente, &eacute; uma <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">abordagem que transcende a mera preocupa&ccedil;&atilde;o com a usabilidade</a>, incluindo fatores sociais, culturais, afetivos,  &eacute;ticos e est&eacute;ticos no design de artefatos interativos. </p><p>Para ter uma id&eacute;ia, eis alguns projetos interessantes desenvolvidos nesses cursos:</p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/buddybeads.gif" alt="Buddy Beads, um bracelete de comunica&ccedil;&otilde;es" width="455" height="269"> 
<p><a href="http://people.interaction-ivrea.it/r.kikin-gil/thesis1.html">BuddyBeads</a> &eacute; um bracelete que permite que adolescentes de um grupo restrito se comuniquem entre si secretamente atrav&eacute;s de uma linguagem de c&oacute;digo de luzes. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/singingsocks.jpg" alt="Meia para tocar m&uacute;sica" width="543" height="312">
<p><a href="http://www.interaction.rca.ac.uk/people/alumni/04-06/matt-brown/projects/project2.html">Singing Socks</a> s&atilde;o meias usadas como fantoches que tocam m&uacute;sica de acordo com o movimento de abertura e fechamento da boca. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/animaland.jpg" alt="Animaland, um game com interface tang&iacute;vel" width="600" height="451">
<p><a href="http://yg.typepad.com/makingtoys2/2006/12/animaland_in_pr.html">Animaland</a> &eacute; um conjunto de bichos de pel&uacute;cia que ao serem colocados na frente de um computador, o software mostra algumas informa&ccedil;&otilde;es sobre o bicho.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/smoke.jpg" alt="Smoke, uma boneca cr&iacute;tica" width="468" height="312">
<p><a href="http://www.interaction.rca.ac.uk/people/alumni/04-06/daniel-goddemeyer/projects/project1.html">Smoke</a> &eacute; um brinquedo que alerta os pais dos males que o cigarro fumado perto de uma crian&ccedil;a pode trazer.  Se a boneca &eacute; muito exposta ao cigarro, sua respira&ccedil;&atilde;o diminui at&eacute; parar.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/pregnant_cellphone.jpg" alt="Emma um smartphone para gr&aacute;vidas" width="678" height="486">
<p><a href="http://www.textually.org/picturephoning/archives/2005/06/008905.htm">Emma</a> &eacute; um Smartphone feito especialmente para casais gr&aacute;vidos. Ele permite capturar imagens e sons do feto e compartilh&aacute;-las num blog com familiares e amigos. </p>
<p>Ser&aacute; que poderemos ter um curso assim aqui no Brasil algum dia?</p>
<p>Estou no momento conversando com algumas institui&ccedil;&otilde;es de ensino brasileiras e avaliando a possibilidade de montar cursos nessa linha. </p>
<p>Qual &eacute; a opini&atilde;o de voc&ecirc;s leitores/comentadores? Voc&ecirc;s fariam um curso de gradua&ccedil;&atilde;o ou p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (especializa&ccedil;&atilde;o)  nessa &aacute;rea? O que acham que deveria ser ensinado? O que gostariam de aprender? </p>
<p>Isto n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma pesquisa de mercado, mas tamb&eacute;m uma oportunidade para discutirmos educa&ccedil;&atilde;o em Design.  Fiquem &agrave; vontade. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">656@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-04-09T12:43:39-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/animaland.jpg" length="69025" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/buddybeads.gif" length="40870" type="image/gif" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/pregnant_cellphone.jpg" length="66309" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/singingsocks.jpg" length="138914" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/smoke.jpg" length="37502" type="image/jpeg" />
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<title>Como fazer um bom briefing de website</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_bom_briefing_de_website.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para escrever um bom briefing, &eacute; preciso certa experi&ecirc;ncia. O texto que segue foi escrito h&aacute; tr&ecirc;s anos atr&aacute;s, quando trabalhava numa ag&ecirc;ncia de propaganda como webdesigner. &Eacute; uma tentativa de compartilhar minha experi&ecirc;ncia com os leitores deste blog, que vivem me mandando mensagens perguntando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html">como fazer um briefing</a>. Sempre tento explicar que briefar n&atilde;o &eacute; somente preencher um formul&aacute;rio com os dados do cliente e da pe&ccedil;a a ser produzida para servir de contrato entre designer e cliente, mas sim uma atividade de projeto. </p>
<p>Para decidir o que entra no briefing, &eacute; preciso pesquisar, refletir e negociar. O briefing vai guiar todo o projeto, ele n&atilde;o pode ser considerado uma ferramenta trivial. Mesmo que o briefing n&atilde;o seja oficializado, escrito ou assinado, ainda assim as decis&otilde;es de design que ele costuma encerrar estar&atilde;o nas mentes, nas conversas e nos pap&eacute;is das pessoas que participam do projeto.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do objeto </h2>
<p>Esta &eacute; a parte mais delicada do briefing. Se fechar demais a defini&ccedil;&atilde;o do objeto, poder&aacute; ficar preso a elas at&eacute; o final do projeto, mesmo que se constate depois que n&atilde;o s&atilde;o ideais; se for muito gen&eacute;rico na defini&ccedil;&atilde;o, pode deixar o projeto sem rumo, divagando em possibilidades infinitas sem sair do lugar. </p>
<p>A melhor estrat&eacute;gia que encontrei at&eacute; agora foi definir o tipo de objeto (website, hotsite, CD-Rom, anima&ccedil;&atilde;o e etc) e agregar apenas as caracter&iacute;sticas que a pesquisa inicial indicar como interessant&iacute;ssimas. O segredo &eacute; saber escolher as caracter&iacute;sticas que v&atilde;o transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o ao leitor do briefing de que ele  sabe do que se trata e que isso &eacute; uma boa coisa.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Fazer pequenas pesquisas n&atilde;o leva muito tempo. Navegar pelos websites da concorr&ecirc;ncia e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html">anotar o que est&atilde;o fazendo de bom ou de ruim</a> &eacute; o primeiro passo para definir <a href="http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html">o diferencial do projeto</a>. Conhecer melhor a empresa j&aacute; &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o mesmo, ent&atilde;o n&atilde;o custa anotar o seu diferencial competitivo. O p&uacute;blico-alvo &agrave;s vezes parece &oacute;bvio, mas nunca se sabe com certeza que  grupo de pessoas vai se interessar pelo servi&ccedil;o que ser&aacute; disponibilizado. Por isso, o designer tem que estar a par dos costumes das principais perfis de usu&aacute;rios da Internet da regi&atilde;o. Tem gente que acessa para jogar, xeretar a vida alheia (blogs e afins), consumir pornografia, obter informa&ccedil;&otilde;es, procurar emprego, pesquisar e uma infinidade de outras atividades.</p>
<p>Conhecendo bem a tribo a que o usu&aacute;rio-alvo faz parte, fica bem mais f&aacute;cil projetar. Se isso for poss&iacute;vel, uma visita a um local onde hajam potenciais usu&aacute;rios do website j&aacute; &eacute; suficiente para ambientar o designer. Imagine ir a um baile da terceira idade antes de projetar um website de um retiro? Emocionante n&atilde;o? Claro que n&atilde;o para o designer, mas sim para os velhinhos! <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">Se o designer se coloca no lugar dos usu&aacute;rios</a>, percebe que o que &eacute; feio para ele, &eacute; bonito para outros. Texto em fonte Verdana 18px &eacute; horr&iacute;vel para a maioria dos designer que conhe&ccedil;o, mas para os idosos &eacute; &oacute;timo!</p>
<p>Caso o artefato interativo seja usado numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, dados sobre esta ser&atilde;o de grande valia para o designer. Saber que o artefato ser&aacute; usado principalmente em ambiente coorporativo de escrit&oacute;rio j&aacute; deixa o designer com um p&eacute; atr&aacute;s para usar sons. Se o ambiente for uma f&aacute;brica barulhenta, som ser&aacute; completamente in&uacute;til. Por&eacute;m, no aconchego do lar, ele pode ser muito agrad&aacute;vel caso seja associado ao entretenimento. Cyber-caf&eacute;s e Lans-house equipadas com fones de ouvido tamb&eacute;m s&atilde;o prop&iacute;cias ao bom som, &eacute; claro. No entanto, esses lugares podem n&atilde;o ser muito bem iluminados, o que torna os contrastes mais fortes no monitor. Existem <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html">muitos fatores ergon&ocirc;micos</a> que podem influenciar o uso de um software ou website espec&iacute;fico e, caso sejam recorrentes na situa&ccedil;&atilde;o de uso almejada, o projeto deve se adaptar a eles. </p>
<p>No caso de design de aplica&ccedil;&otilde;es, a visita pode ser menos recreativa. An&aacute;lises de tarefas e de workflow podem ser um tanto cansativas, mas s&atilde;o muito, muito valiosas quando a aplica&ccedil;&atilde;o apresentar complexidade. Esse tipo de an&aacute;lise pode acontecer numa fase posterior ao briefing, mas antes de sair a campo &eacute; poss&iacute;vel <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">esbo&ccedil;ar um fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a> geral entre as pessoas que v&atilde;o usar o sistema com base nas conversas iniciais com os clientes. </p>
<p>O tempo todo em que o designer estiver no local da situa&ccedil;&atilde;o, deve aproveitar para observar como as pessoas se comunicam. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio incorporar todo o vocabul&aacute;rio utilizado, mas certas palavras podem tornar a interface familiar. Tamb&eacute;m &eacute; interessante notar como outras m&iacute;dias se comunicam com essas pessoas. Folderes, cartazes, outdoors, propagandas televisivas e jornais de &aacute;reas espec&iacute;ficas devem ser analisados com carinho pelo designer. Que imagens s&atilde;o frequentes? Que ideologias est&atilde;o por tr&aacute;s delas? Que  valores s&atilde;o priorizados? </p>
<p>Comparar os websites que esse pessoal acessa com frequ&ecirc;ncia, &eacute; mais interessante ainda. <a href="http://usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html">&Eacute; poss&iacute;vel identificar padr&otilde;es</a>, os clich&ecirc;s que funcionam e os batidos demais e aplicar ou n&atilde;o diretamente no design. N&atilde;o que ele deva reproduzir somente o lugar-comum, mas deve ter elementos familiares aos usu&aacute;rios. Reproduzir o lugar-comum &eacute; f&aacute;cil para o designer, mas buscar uma identidade &uacute;nica sem estra&ccedil;alhar com os padr&otilde;es estabelecidos &eacute; uma tarefa muito mais instigante. &Eacute; como estar no limiar, tentando inovar mas sem colocar o carro na frente dos bois. Ser 100% correto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel na pr&aacute;tica, mas o Zen nos ensina que devemos ser pelo menos 99%. O que vale &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o, ou melhor, o que vale &eacute; o retorno que o design vai dar.</p>
<h2>Objetivos </h2>
<p>O que se pretende comunicar? Vender um skate e acess&oacute;rios? Apresentar dados demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira? Mostrar que o filme &quot;X&quot; vale &agrave; pena assistir? Essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa nem ser oficializada, desde que o cliente deixe bem claro o que quer para o designer. Entretanto, ela vai martelando na mente do designer at&eacute; o final do projeto. Ser&aacute; seu norte, a base mais elementar para qualquer decis&atilde;o do design. Assim como na programa&ccedil;&atilde;o orientada a objetos, todos os objetivos secund&aacute;rios do projeto herdar&atilde;o a constitui&ccedil;&atilde;o do objetivo principal. </p>
<p>O objetivo deve ser claro e conciso, mas n&atilde;o pode lhe faltar especificidade, do contr&aacute;rio n&atilde;o tem utilidade. De que adianta ter como objetivo de um website &quot;fornecer informa&ccedil;&otilde;es a quem se interessar por elas&quot;? Qualquer website pode fazer isso, no entanto, cada website faz isso de forma diferente, pois existe uma inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s do fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es. O cliente pode dizer que o objetivo do website &eacute; &quot;transmitir informa&ccedil;&otilde;es sobre os carros que sua empresa vende&quot;, mas isso n&atilde;o &eacute; o que a empresa realmente quer obter. O que a empresa quer &eacute; vender carros, mesmo que o website sirva apenas para influenciar um ato posterior de compra. &quot;Vender carros&quot; &eacute; o verdadeiro objetivo do website. As informa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o transmitidas ser&atilde;o meros  argumentos para convencer o consumidor.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, a mensagem  principal que deve ser transmitida &eacute; &quot;os carros da nossa marca s&atilde;o os melhores para voc&ecirc;&quot;. N&atilde;o importa que informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o utilizadas como argumento, a mensagem &eacute; a mesma. Como as possibilidades de argumenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o grandes, &eacute; interessante deixar documentada essa mensagem, de prefer&ecirc;ncia no briefing do projeto ou em outros documentos prim&aacute;rios, para que a imagina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o divague demais. </p>
<p>Aplica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m transmitem mensagens principais, embora n&atilde;o sejam t&atilde;o expl&iacute;citas. O anti-vir&uacute;s precisa transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a; o Mozilla Firefox precisa mostrar que &eacute; melhor que o Internet Explorer sem ser muito diferente; e o Google precisa conquistar a confian&ccedil;a de que pode encontrar qualquer coisa.</p>
<h2>Retorno do investimento </h2>
<p>Voc&ecirc; sabe o quanto vale o seu trabalho? Vale mais ou menos a metade daquilo que seu cliente vai ganhar com ele a curto prazo. Se o lucro almejado pelo cliente &eacute; grande, ent&atilde;o o or&ccedil;amento pro design deve ser grande, oras. No Brasil, &eacute; comum fazer das tripas cora&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento de websites com os or&ccedil;amentos apertados e os prazos curtos, mas &eacute; dif&iacute;cil algu&eacute;m saber o quanto o cliente est&aacute; lucrando com isso. Por isso, &eacute; interessante tanto para a equipe que desenvolve o projeto quanto para o cliente, calcular o Retorno do Investimento (ROI - Return On Investment). </p>
<p>O Retorno do Investimento &eacute; uma estimativa objetiva dos lucros que o projeto trar&aacute;. Alguns tipos de retornos comums s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>corte nos custos </li>
  <li> maior participa&ccedil;&atilde;o no mercado (market-share), </li>
  <li>maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da marca (branding awareness)</li>
  <li>aumento direto nas vendas </li>
  <li>influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de compra</li>
  <li>aumento de produtividade</li>
  <li>    aumento de audi&ecirc;ncia</li>
  <li>atra&ccedil;&atilde;o de nova audi&ecirc;ncia</li>
  <li>fideliza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia</li>
  <li>aumento da credibilidade do neg&oacute;cio</li>
  <li>aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o subjetiva  <br>
  </li>
</ul>
<p>Para definir o Retorno, basta reunir-se com os representantes da empresa e discutir o que se almeja e o que &eacute; vi&aacute;vel obter com o or&ccedil;amento destinado. Esse processo deve ser muito bem documentado j&aacute; que, se o Retorno for alcan&ccedil;ado, ele servir&aacute; como excelente argumento de venda dos seus servi&ccedil;os de design. </p>
<p>Entretanto, n&atilde;o adianta calcular antes e n&atilde;o verificar qual foi o Retorno concreto depois da execu&ccedil;&atilde;o do projeto. O cliente fornecer&aacute; os dados facilmente se ele estiver empolgado com o resultado. Do contr&aacute;rio, pode ficar a cargo da equipe do design checar isso. Vale &agrave; pena n&atilde;o s&oacute; pelo valor comercial que esses dados tem, mas tamb&eacute;m pela gratifica&ccedil;&atilde;o ao designer respons&aacute;vel; faz bem para sua auto-estima.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>At&eacute; aqui maravilhoso, mas &eacute; preciso cair na real e dizer como tudo isso vai acontecer. Descrever a metodologia d&aacute; grande credibilidade ao projeto, mas &eacute; preciso segui-la depois. Se comprometer com as ferramentas tecnol&oacute;gicas a serem empregadas no projeto tamb&eacute;m &eacute; complicado, mas pode ser necess&aacute;rio. </p>
<p>Nesse ponto n&atilde;o posso dar muitas mais recomenda&ccedil;&otilde;es, pois a forma de proceder estar&aacute; determinada pelos elementos acima citados. </p>
<h2>Uma ressalva </h2>
<p>Esses eram os pontos que eu costumava pensar at&eacute; alguns meses atr&aacute;s em projetos tradicionais. Recentemente, estou tentando reduzir os <a href="http://usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceitos</a> antes de ter contato com a realidade na pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de uso. Para entrar de cabe&ccedil;a no <a href="http://usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html">design participativo que acredito ser crucial para a Web 2.0</a>, &eacute; preciso estar preparado para trabalhar sem briefing, do contr&aacute;rio fecha-se ou induz a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas dentro <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/18/nao-se-trata-de-fazer-o-usuario-trabalhar-para-voce/">daquilo que se quer obter delas</a>. Se &eacute; pra participar, que seja <a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o pra valer</a>!  </p>

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<guid isPermaLink="false">654@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-03-23T23:18:01-03:00</dc:date>

</item>
 
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<title>Revisitando os princípios da Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A edi&ccedil;&atilde;o da <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/">Revista de Webdesign</a> de fevereiro de 2007 traz uma reportagem sobre os princ&iacute;pios fundamentais que regem a Web. Abaixo transcrevo a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo durante a reportagem: </p><p><strong>Luis Rocha - Os especialistas afirmam que para se atingir a plenitude no design para web &eacute; preciso dominar os princ&iacute;pios fundamentais que regem este campo do conhecimento. Por outro lado, ser&aacute; necess&aacute;rio conhecer tamb&eacute;m as particularidades que permeiam o ambiente no qual aplicaremos tais conceitos. Diante de sua experi&ecirc;ncia, quais s&atilde;o as particularidades da internet que influenciam na pr&aacute;tica do design para web?</strong></p>
<p>Frederick van Amstel - Ao contr&aacute;rio dos demais meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a Internet n&atilde;o foi inventada por uma &uacute;nica pessoa, nem tampouco &eacute; controlada por um pequeno grupo de pessoas. J&aacute; no seu ber&ccedil;o militar, a descentraliza&ccedil;&atilde;o era seu princ&iacute;pio fundamental de exist&ecirc;ncia. Quando passou a ser usada pelas universidades, a descentraliza&ccedil;&atilde;o permitiu que mensagens fossem trocadas livremente. Esta liberdade, por sua vez, permitiu que as pessoas se mobilizassem para agir em conjunto atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o. A World Wide Web consolidou-se dessa forma gra&ccedil;as &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o conjunta de diversas pessoas que sonhavam com um mundo sem fronteiras, sem censuras e sem burocracia. Quem quer que deseje continuar a evolu&ccedil;&atilde;o da Web deve ter em mente esses tr&ecirc;s princ&iacute;pios-chave: descentraliza&ccedil;&atilde;o, liberdade e colabora&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>L -- Na edi&ccedil;&atilde;o de novembro de 2006, o professor Jo&atilde;o Leite analisava que &quot;...o ambiente do hiperm&iacute;dia &eacute; uma novidade por n&oacute;s ainda explorada como se fosse papel. Como se fosse uma superf&iacute;cie plana sobre a qual se disp&otilde;e a informa&ccedil;&atilde;o, sem considerar que este ambiente, por exemplo, acaba com a perspectiva renascentista. A l&oacute;gica, por exemplo, pode ser das superposi&ccedil;&otilde;es. Dos planos que se encobrem e por vezes permitem transpar&ecirc;ncias&quot;. Diante disso, quais s&atilde;o os principais obst&aacute;culos para se explorar os princ&iacute;pios fundamentais da internet dentro do design para web?</strong></p>
<p>F - Na hist&oacute;ria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o se observa que as novas m&iacute;dias s&atilde;o primeiramente exploradas como melhorias das m&iacute;dias pr&eacute;-existentes. Os primeiros notici&aacute;rios radiof&ocirc;nicos serviam para ler os jornais impressos e as primeiras pel&iacute;culas cinematogr&aacute;ficas serviam para adicionar movimento a fotografias de cenas do cotidiano. Conforme se percebe que as novas m&iacute;dias possibilitam tamb&eacute;m novas formas de comunica&ccedil;&atilde;o, desenvolve-se uma linguagem pr&oacute;pria para cada nova m&iacute;dia. A Internet tem pouco mais de dez anos, mas j&aacute; poss&iacute;vel perceber diferen&ccedil;as significativas na forma como s&atilde;o editados e lidos os jornais impressos e jornais online, por exemplo. O hipertexto realmente facilita o controle da leitura, mas a Internet permite n&iacute;veis de interatividade mais intensos. O estadunidense Slashdot e o brasileiro Overmundo s&atilde;o parecidos com jornais online, mas quem escreve e edita as not&iacute;cias s&atilde;o os pr&oacute;prios leitores. Estes &ldquo;jornais colaborativos&rdquo; n&atilde;o v&atilde;o substituir os jornais online, assim como o computador pessoal n&atilde;o substituiu o papel, mas representam a vanguarda da Internet como m&iacute;dia interativa. </p>
<p><strong>L - Em <a href="http://www.agenciaclick.com.br/br/empresa/noticia_1763.asp">artigo recente</a>, o presidente da Ag&ecirc;nciaClick, Pedro Cabral, apontou que &quot;...se num passado n&atilde;o muito distante - cerca de 10 anos atr&aacute;s - os internautas procuravam a internet principalmente para ler as &uacute;ltimas not&iacute;cias, hoje lhe interessam muito mais servi&ccedil;os de comunicadores instant&acirc;neos, e-mail (que sempre foi um grande foco, e agora &eacute; ainda mais importante), busca, download de m&uacute;sica. Essas s&atilde;o, atualmente, as maiores audi&ecirc;ncias de internet: audi&ecirc;ncias de servi&ccedil;o e ambientes de comunidade&quot;. De que forma as caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios (forma de navega&ccedil;&atilde;o, prefer&ecirc;ncia pelo ambiente a ser utilizado para navega&ccedil;&atilde;o etc.) deve transformar a cria&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de ambientes digitais?</strong></p>
<p>F - A Internet inaugurou uma nova forma de relacionamento das pessoas com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. O internauta n&atilde;o est&aacute; limitado a assistir, ouvir e ler o que os outros pensam. Ele pode atuar, falar e escrever o que ele pr&oacute;prio pensa, bem como contrapor seus pensamentos ao de outros internautas. A limita&ccedil;&atilde;o, por enquanto, &eacute; a dificuldade para fazer isso. Antigamente, para manter uma p&aacute;gina pessoal era preciso ter no&ccedil;&otilde;es de HTML, dominar o Frontpage, saber o que &eacute; uma conex&atilde;o FTP e etc. Hoje, &eacute; poss&iacute;vel criar uma p&aacute;gina pessoal no MySpace preenchendo alguns formul&aacute;rios e clicando em alguns bot&otilde;es. Daqui a algum tempo, &eacute; poss&iacute;vel que cada pessoa tenha a sua pr&oacute;pria rede de comunica&ccedil;&atilde;o personalizada, a chamada minim&iacute;dia, integrando seus blogs, fotologs, podcasts, redes sociais e o que mais surgir. As pessoas est&atilde;o conquistando cada vez mais poder sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e, conseq&uuml;entemente, est&atilde;o se deparando com os dilemas que somente os astros globais j&aacute; haviam experimentado: a invas&atilde;o de privacidade, a superexposi&ccedil;&atilde;o, a influ&ecirc;ncia sobre a opini&atilde;o p&uacute;blica e etc. As ferramentas para a minim&iacute;dia devem ajudar as pessoas a lidar com tais dilemas. </p>
<p><strong>L - No livro &quot;design/web/design: 2&quot;, lan&ccedil;ado em 2001, Luli Radfahrer ressaltava que &quot;...pode parecer rid&iacute;culo, mas o que n&atilde;o falta para a execu&ccedil;&atilde;o de belos e eficientes websites &eacute; a tecnologia. O problema &eacute; que a maioria dos websites est&aacute; sendo feita por profissionais que ainda n&atilde;o entenderam direito para que serve o hipertexto e como us&aacute;-lo, ou seja, n&atilde;o conhecem as ferramentas com que trabalham&quot;. Passados seis anos, voc&ecirc; acredita que as ag&ecirc;ncias e os profissionais brasileiros conseguiram aperfei&ccedil;oar a forma como produzimos projetos digitais?</strong></p>
<p>F - Numa olhada r&aacute;pida pelo anu&aacute;rio Ibest de 2002 e no de 2006 percebo que os websites em destaque est&atilde;o mais polidos visualmente, mais organizados e mais f&aacute;ceis de usar. Acredito que isso seja resultado do amadurecimento dos processos de projeto que agora est&atilde;o mais definidos e otimizados. Entretanto, o conte&uacute;do pouco mudou. A Internet brasileira, em sua maioria, ainda continua sendo usada como mero ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o institucional, ou seja, empresas conversando com empresas ou com consumidores. As aplica&ccedil;&otilde;es Web 2.0 que os brasileiros tanto usam como Orkut, Blogger e Gmail foram todas criadas fora do Brasil. Isso denota como os profissionais que fazem Internet no Brasil est&atilde;o atrasados; est&atilde;o mais atrasados que os pr&oacute;prios internautas brasileiros, campe&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o desses novos servi&ccedil;os! Acredito que isso aconte&ccedil;a porque temos uma elite conservadora que teme amea&ccedil;as ao seu poder, especialmente, o que exerce sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Nos Estados Unidos os profissionais est&atilde;o arriscando muito mais porque j&aacute; entenderam que a participa&ccedil;&atilde;o popular na m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; uma amea&ccedil;a; pelo contr&aacute;rio, &eacute; oportunidade.</p>
<p><strong>L - Ainda no livro, Luli afirma que algumas caracter&iacute;sticas fundamentais da internet possibilitam a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes adimensionais, alineares, manipul&aacute;veis, personaliz&aacute;veis e colaborativos. Diante destas caracter&iacute;sticas, &eacute; poss&iacute;vel dizer que o movimento Web 2.0 representa uma evolu&ccedil;&atilde;o na forma como criamos e desenvolvemos sites?</strong></p>
<p>F - Estou cada vez mais convencido de que Web 2.0 &eacute; mais do que uma transforma&ccedil;&atilde;o na forma como desenvolvemos sites. Trata-se de uma mudan&ccedil;a dr&aacute;stica da rela&ccedil;&atilde;o que as pessoas tem com a m&iacute;dia de massa. N&atilde;o &eacute; a toa que a revista Time escolheu a soma das pessoas que contribuem para a Internet como a personalidade do ano. Em muito breve, surgir&atilde;o &ldquo;novas revistas&rdquo; editadas por pessoas comuns que apontar&atilde;o cada uma, uma personalidade do ano diferente. As pessoas n&atilde;o ter&atilde;o somente 15 minutos de fama, mas ter&atilde;o quantos minutos quiserem, ou melhor, quantos minutos conseguirem conquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros. N&atilde;o ser&aacute; mais preciso prestar vestibular para jornalismo, fazer um book fotogr&aacute;fico ou ser eleito vereador para aparecer na m&iacute;dia. Cada pessoa ter&aacute; a sua pr&oacute;pria m&iacute;dia pessoal, a <a href="http://www.gravity7.com/blog/media/2006/07/of-you-me-mini-me-mass-media-and-mini.html">minim&iacute;dia</a>, nas palavras do designer Adrian Chan. </p>
<p><strong>L - Voc&ecirc; poderia apontar dois sites (e suas caracter&iacute;sticas principais) que conseguem explorar, em sua plenitude, os princ&iacute;pios fundamentais da web? </strong></p>
<p>F - Os exemplos que mais chegam perto dos princ&iacute;pios fundamentais da web s&atilde;o os antag&ocirc;nicos Blogger e Wikipedia. Enquanto o primeiro permite registrar um conhecimento individual, no segundo, &eacute; poss&iacute;vel colaborar para a constru&ccedil;&atilde;o de um conhecimento coletivo. Entretanto, como for&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; fraqueza, no Blogger, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada e, na Wikipedia, existe uma certa centraliza&ccedil;&atilde;o na modera&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>7 - Quais dicas bibliogr&aacute;ficas (artigos, livros, sites etc) voc&ecirc; traria para o profissional que deseja se aprofundar no assunto?</strong></p>
<p>Livros:</p>
<ul>
  <li><a href="http://www.newmediareader.com/">The New Media Reader</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=31184&franq=137623">Gera&ccedil;&atilde;o Digital</a></li>
  <li><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1644179&ST=SE&franq=137623">A Cauda Longa</a></li>
</ul>
<p>Sites:</p>
<ul type="disc">
  <li><a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/">Roda e Avisa</a></li>
  <li><a href="http://www.lent.com.br/viu/">Viu Isso</a></li>
  <li><a href="http://www.gravity7.com/blog/media/index.html">Social Interaction      Design</a></li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/revisitando_os_principios_da_web.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">651@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2007-02-27T15:38:23-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Dando de comer aos computadores </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Computadores t&ecirc;m fome de dados. Se n&atilde;o s&atilde;o alimentados com dados, n&atilde;o podem retornar outros dados, ficam in&uacute;teis. Computador n&atilde;o cria, s&oacute; computa. Por isso, ele &eacute; feito para extorquir o m&aacute;ximo poss&iacute;vel de dados de seus usu&aacute;rios que, sob essa &oacute;tica, seriam melhor chamados de funcion&aacute;rios. </p>
<p>A express&atilde;o &quot;funcion&aacute;rio&quot; &eacute; usada por Vil&eacute;m Flusser em sua <a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=176396&ST=SE&franq=137623">Filosofia da Caixa Preta</a> para designar o homem agindo em fun&ccedil;&atilde;o dos aparelhos. O funcion&aacute;rio desconhece a origem do aparelho, como ele funciona e como ele se encaixa nas cadeias produtivas da sociedade. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; alimentar o <em>input</em> e colher o <em>output</em>. O programa desse processamento &eacute; ignorado, como se acontecesse automagicamente. O funcion&aacute;rio n&atilde;o sabe que ele mesmo faz parte do sistema e que seu comportamento &eacute; programado pelo aparelho, pois este s&oacute; aceita como input dados que s&atilde;o do seu interesse, ou seja, alimentos apropriados. </p><p>A inten&ccedil;&atilde;o incutida no aparelho &eacute;, segundo Flusser, induzir os homens a aperfei&ccedil;oar o aparelho. O aperfei&ccedil;oamento gera novas possibilidades de uso para o homem que o seduz a explor&aacute;-las at&eacute; o ponto em que &eacute; necess&aacute;rio mais aperfei&ccedil;oamento. O aparelho &eacute; um monstro faminto que evolui &agrave;s custas da sede humana pelo poder de fazer cada vez mais coisas com menos esfor&ccedil;o. </p>
<p>A inoc&ecirc;ncia costumaz que os aparelhos nos apresentam foi muito bem capturada pela ilustra&ccedil;&atilde;o de <a href="http://www.artshole.co.uk/matthewhull">Matthew Hull</a>: </p>
<img src="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/machine.jpg" alt="Machine, Matthew Hull">
<p>Flusser coloca as coisas nesses termos para chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o despertar da consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica sobre a fotografia que, para ele, seria o aparelho que inaugurou a invers&atilde;o de dom&iacute;nio do aparelho sobre o homem. Os aparelhos criados desde ent&atilde;o foram se tornando cada vez mais complexos e mais desconhecidos do homem, a tal ponto que o homem passou a servir os aparelhos sem se dar conta disso. </p>
<p>Enquanto penso que escrevo no meu computador, o computador est&aacute; me ordenhando dados, o mercado profissional onde atuo est&aacute; se apropriando de minhas informa&ccedil;&otilde;es, meus leitores est&atilde;o usurpando meu conhecimento. Enquanto reflito sobre isso e penso que fa&ccedil;o isso em troca de fama ou de dinheiro, o &quot;aparelho social&quot; vai se retorcendo para expelir a <a href="http://www.contraditorium.com/2005/11/09/ganhe-dinheiro-com-seu-blog/">pr&oacute;xima recompensa</a> pelos <a href="http://www.usabilidoido.com.br/post_numero_500.html">meus servi&ccedil;os prestados</a>. Se meus escritos forem vistos por muitas pessoas, posso at&eacute; <a href="http://www.contraditorium.com/2006/08/05/ganhe-dinheiro-colocando-o-seu-na-reta/">ganhar um aumento</a>. </p>
<img src="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/15.jpg" alt="15, Matthew Hull">
<p>Claro que posso tentar subverter o sistema exatamente como penso que estou fazendo agora, mas, francamente, quem &eacute; que quer subverter o sistema e correr o risco de perder todos os confortos que a sociedade nos oferece para ficarmos em paz? </p>
<p>Flusser foi perseguido durante a guerra e teve que <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=87058&ST=CM11676&franq=137623">vir morar no Brasil</a>, onde foi relegado a dar aula numa faculdade insignificante. Enquanto vivo, era um ilustre desconhecido. Depois que morreu, sua obra come&ccedil;ou a despertar interesse e hoje &eacute;  autor &quot;quente&quot; no assunto. </p>
<p>N&atilde;o quero esperar pela morte para ser ouvido. Na verdade, tenho mais interesse em <a href="http://www.usabilidoido.com.br/podem_me_contradizer.html">ouvir o que os outros tem a dizer</a> sobre minhas id&eacute;ias do que em ser ouvido e isso s&oacute; posso fazer enquanto vivo. Sigo me adequando ao sistema, mas sem deixar de questionar sua l&oacute;gica. Quem sabe assim eu consigo um cargo pol&iacute;tico no pr&oacute;ximo governo...</p>

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<p>Aproveitando o ensejo, compre os livros indicados abaixo e voc&ecirc; se livrar&aacute; do mal da aliena&ccedil;&atilde;o e eu ganharei uma comiss&atilde;o pela venda. </p>
<h2>Livros indicados </h2>
<a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=176396&ST=SE&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/176396.jpg" alt="Filosofia da Caixa Preta" /></a><a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=173606&ST=SE&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/173606.jpg" alt="Ind&uacute;stria Cultural e Sociedade" width="130" height="184" border="0" /></a><a href="http://submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=151583&ST=SE&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/151583.jpg" alt="Cultura da Interface" width="130" height="184" border="0" /></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/dando_de_comer_aos_computadores_.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">626@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-11-06T15:29:10-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/15.jpg" length="16027" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.artshole.co.uk/arts/artists/Matthew Hull/machine.jpg" length="67458" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Apelo à compra e identidade visual no ecommerce</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/apelo_a_compra_e_identidade_visual_no_ecommerce.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Durante o Intercon encontrei dois velhos amigos que estão agora trabalhando no Submarino: <a href="http://hipergame.blogspot.com/">Lucas Haeser</a> e <a href="http://spaces.msn.com/bandaidx/PersonalSpace.aspx">Evandro Temperini</a>. Aproveitei para perguntar como a equipe de design do Submarino lida com a tens&atilde;o entre a polui&ccedil;&atilde;o visual caracter&iacute;stica do ponto-de-venda e a austeridade franciscana da Web. Acompanhe a conversa: </p>

<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/files/8/1/2/1007812.mp3">Apelo à compra e identidade visual no ecommerce</a> [MP3] 4 minutos - 2 mb
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</p>

<a href="http://www.flickr.com/photos/haeser/283929940/"><img src="http://static.flickr.com/99/283929940_9de89260ea.jpg?v=0" alt="Os entrevistados" /></a>

<p>Lucas Haeser, Frederick van Amstel e Evandro Temperini no Intercon 2006.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/apelo_a_compra_e_identidade_visual_no_ecommerce.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">624@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-10-30T15:02:13-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Tecnologia, Cultura e Sociedade </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/tecnologia_cultura_e_sociedade_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No fechamento da disciplina Dimens&otilde;es S&oacute;cio-Culturais da Tecnologia do Mestrado, a professora Mar&iacute;lia Gomes de Carvalho, uma das mais respeitadas no programa, conseguiu resumir em apenas 25 minutos a amplitude de assuntos que o <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/">PPGTE</a> abrange. &Eacute; uma excelente introdu&ccedil;&atilde;o para quem est&aacute; curioso em conhecer o programa. </p>
<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/0/8/4/dimensoes_socio_culturais_tecnologia.mp3">Tecnologia, Cultura e Sociedade</a> [MP3] 10 mb 25 minutos 

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</p>

<p>Com a explica&ccedil;&atilde;o da professora Mar&iacute;lia fica f&aacute;cil entender porque escolhi esse programa de Mestrado para pesquisar Design de Intera&ccedil;&atilde;o; estou mais interessado na interfer&ecirc;ncia dos artefatos nas rela&ccedil;&otilde;es sociais do que nas caracter&iacute;sticas particulares dos artefatos. Disciplinas como essa tem me ajudado a ampliar minha vis&atilde;o para al&eacute;m de bot&otilde;es e alavancas, enxergando tamb&eacute;m as din&acirc;micas sociais onde esses bot&otilde;es e alavancas est&atilde;o inseridos. </p><p>Meu questionamento n&atilde;o &eacute; se o bot&atilde;o &eacute; ou n&atilde;o us&aacute;vel. Quero saber porque o bot&atilde;o foi colocado ali. Quero saber o que significa esse bot&atilde;o. Quero saber quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias sociais daquele bot&atilde;o. Quero saber como a sociedade chegou ao c&uacute;mulo de criar bot&otilde;es que, <a href="http://www.historyofthebutton.com/2006/07/04/the-big-red-nuclear-button/">ao serem apertados</a>, devastam cidades e matam centenas de milhares de pessoas de uma s&oacute; vez. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/tecnologia_cultura_e_sociedade_.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">606@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-09-06T14:10:09-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Design centrado em quê?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Todo design tem um foco, mesmo que n&atilde;o declarado.  O centro do design &eacute; o aspecto que dever&aacute; ser priorizado na tomada de decis&otilde;es. As caracter&iacute;stica do design que beneficiarem esse aspecto ser&atilde;o escolhidas, as que prejudicarem, ser&atilde;o rejeitadas.</p>
<p>Identifiquei alguns centros comuns e incomuns no Design de Intera&ccedil;&atilde;o, mas deve ficar claro que eles podem acontecer em conjunto e mudar no decorrer do projeto: </p><h2>Design centrado no cliente</h2>
<p>O cliente est&aacute; pagando, ele manda. Em geral, o cliente que solicita o design de um produto interativo tem um objetivo de retorno claro; ele sabe onde quer chegar, s&oacute; n&atilde;o sabe exatamente como. <strong>O papel do designer &eacute; dar a forma para a id&eacute;ia do cliente</strong>. </p>
<p>Quando digo cliente, me refiro &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o que solicita o projeto. O cliente pode ser representado por um dirigente apenas ou por uma gama de representantes dos mais diferentes n&iacute;veis gerenciais. O que eles tem em comum &eacute; a vis&atilde;o de que o produto deve trazer um determinado retorno  para a organiza&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Entretanto, o produto interativo pode tamb&eacute;m fazer parte de uma estrat&eacute;gia pessoal dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Um dirigente buscando por ascender a cargos mais elevados pode solicitar um projeto apenas com o fim de promover-se, por exemplo. Ou ent&atilde;o, se ele &eacute; o dirigente m&aacute;ximo, pode estar encomendando um produto apenas por vaidade perante seus concorrentes. Isso acontece muito quando o dirigente se identifica demais com a organiza&ccedil;&atilde;o, ou seja, ele trata a organiza&ccedil;&atilde;o como uma extens&atilde;o de sua pr&oacute;pria personalidade. </p>
<p>Quase todos os websites institucionais s&atilde;o designs centrados no cliente. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; transmitir a imagem que a organiza&ccedil;&atilde;o quer passar para os usu&aacute;rios do site. Alguns sites adotam discurso mais persuasivo e abstrato, como &eacute; o caso da <a href="http://www.faculdadepitagoras.com.br/">Faculdade Pit&aacute;goras</a>, comentado <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html#701">anteriormente</a>, mas a maioria espelha ou a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empresa_servicos_contato.html">rela&ccedil;&atilde;o entre a empresa e o mercado</a>, como &eacute; o caso da <a href="http://www.ufpr.br/">UFPR</a>, ou a pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o interna (ex: <a href="http://www.ufes.br/">UFES</a>). </p>
<p>Um caso paradoxal &eacute; o design de intranet centrado no cliente. A primeira vista, pode parecer correto organizar uma intranet de acordo com os departamentos e hierarquia da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o, mas na pr&aacute;tica isso diminui muito sua perfomance de uso. O problema &eacute; que para fazer qualquer coisa l&aacute; dentro, o usu&aacute;rio precisa entender a estrutura de organiza&ccedil;&atilde;o da empresa. Se ele &eacute; um funcion&aacute;rio novo ou se no seu trabalho ele n&atilde;o costuma se relacionar com todos os demais departamentos, ele vai precisar de ajuda para se mover dentro na organiza&ccedil;&atilde;o. A intranet que seria uma ferramenta para agilizar a troca de informa&ccedil;&otilde;es dentro da organiza&ccedil;&atilde;o acaba duplicando a burocracia... </p>
<h2>Design centrado no designer</h2>
<p>O designer acha que o usu&aacute;rio final vai usar o produto da mesma forma como ele ou, pior, que ele <strong>tem que usar da mesma forma.</strong> O designer tamb&eacute;m acha que sabe melhor do que seus clientes o que &eacute; melhor para o usu&aacute;rio, logo, n&atilde;o aceita sugest&otilde;es. Se houver atrito com o cliente que resulte em imposi&ccedil;&atilde;o ao trabalho do designer, este realiza seu trabalho com extrema m&aacute; vontade. </p>
<p><strong>O resultado de um design  centrado no designer &eacute;, quase sempre, uma obra de arte.</strong> Isso n&atilde;o &eacute; necessariamente ruim. Se o designer tiver uma no&ccedil;&atilde;o clara da realidade e puder desenvolver sua id&eacute;ia, a obra de arte pode ter relev&acirc;ncia para o p&uacute;blico-alvo e superar suas expectativas. </p>
<p>Na palestra do <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cobertura_do_intercon_2005.html">Intercon 2005</a>, Max Chanan deixou claro que o  hotsite do filme <a href="http://www.nina7pecados.com.br/">Nina 7 Pecados</a> (fora do ar) foi resultado de design centrado no designer. O site  criava uma experi&ecirc;ncia l&uacute;dica completamente diferente do que estamos acostumados na Web.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/nina7pecados.png" alt="Techo do hotsite Nina 7 Pecados" width="487" height="339">
<p>Nessa tela, h&aacute; um formul&aacute;rio para deixar uma mensagem, mas sem bot&atilde;o para submeter a mensagem. Ao clicar no cora&ccedil;&atilde;o, se voc&ecirc; n&atilde;o escreve nenhuma mensagem, a interface tro&ccedil;a de voc&ecirc;. Dentro do contexto do roteiro do filme que est&aacute; sendo apresentado pelo site, esse design &eacute; mais do que adequado. </p>
<p>Eu fiquei muito tempo navegando pelo site, maravilhado, mas n&atilde;o tenho certeza se o p&uacute;blico-alvo do filme fruiria da mesma forma. Pelo menos a <a href="http://www.virtualnet.com.br/">ag&ecirc;ncia</a> levou um Cannes...</p>
<h2>Design centrado no sistema </h2>
<p><strong>O produto &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o de habilidade tecnol&oacute;gica</strong>. O funcionamento do sistema &eacute; mais importante do que a forma como ele &eacute; usado. As funcionalidades do sistema n&atilde;o s&atilde;o definidas pela sua utilidade para o usu&aacute;rio final, mas sim pela sua relev&acirc;ncia tecnol&oacute;gica no mercado. Dominar uma nova tecnologia significa estar um passo a frente da concorr&ecirc;ncia. </p>
<p>Esse tipo de abordagem &eacute; comum quando n&atilde;o s&atilde;o empregados designers humanistas no projeto. Programadores tem mais facilidade para lidar com tecnologia do que com pessoas, por isso tomam decis&otilde;es mais com base em argumentos tecnol&oacute;gicos do que humanos. Al&eacute;m disso, como est&atilde;o sempre buscando melhorar sua habilidade tecnol&oacute;gica, podem escolher uma determinada tecnologia mais porque anseiam  o dom&iacute;nio sobre ela do que pela sua relev&acirc;ncia para o projeto. </p>
<p>O design centrado no sistema &eacute; otimizado para funcionar com o <strong>m&iacute;nimo de recursos poss&iacute;veis, mesmo que isso complique o uso da interface</strong>. As estrat&eacute;gias de intera&ccedil;&atilde;o tendem a ser orientadas de acordo com as funcionalidades e o funcionamento do sistema, exigindo que o usu&aacute;rio entenda o modelo do sistema visualizado pelo seu desenvolvedor. </p>
<p>Sempre que sai uma nova tecnologia na Web, acontece uma profus&atilde;o de designs centrados no sistema. A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/ajax_vai_desifentar_o_flash.html">&uacute;ltima onda &eacute; o Ajax </a>e n&atilde;o poderiam faltar esses exemplos. O site da <a href="http://www.cp.pt/">CP Passageiros</a>, uma rede de trens portuguesa, usa Ajax na sua ferramenta de compra de bilhetes: </p>
<p><a href="http://www.cp.pt/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cp_autocompletar.png" alt="Auto-Completar em Ajax" width="148" height="324" border="0"></a></p>
<p>O auto-completar no preenchimento das esta&ccedil;&otilde;es s&oacute; &eacute; &uacute;til se sei exatamente o nome da esta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; muito comum lembrarmos apenas parte dos nomes dos lugares porque &eacute; o que se usa no cotidiano. A &quot;Vila Franca de Xira&quot; numa conversa informal provavelmente &eacute; tratada como &quot;Franca&quot;. Se digito &quot;franca&quot; na ferramenta de busca, ela n&atilde;o completa o nome da esta&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o exibe nenhuma mensagem de erro. S&oacute; depois que termino de preencher o formul&aacute;rio e dou OK &eacute; que o sistema apresenta algum erro:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/cp_erro.png" alt="Mensagem: &quot;N&atilde;o foi poss&iacute;vel efectuar a opera&ccedil;&atilde;o desejada, por favor tente mais tarde.&quot;" width="767" height="395">
<p>Essa parece ser uma mensagem de erro padr&atilde;o para qualquer problema que o sistema apresente. Pior do que n&atilde;o ajudar o usu&aacute;rio a resolver o erro (completar o nome da esta&ccedil;&atilde;o), ela diz ao usu&aacute;rio que o erro foi causado por uma falha no sistema e manda ele embora do site! Como podem gastar tanto espa&ccedil;o na home com anima&ccedil;&otilde;es de marketing da empresa e tratar o usu&aacute;rio desse jeito na <em>hora H</em>? </p>
<p>Apesar desse p&eacute;ssimo exemplo, o design centrado no sistema pode ser &uacute;til nos casos em que o usu&aacute;rio precise de fato conhecer o funcionamento do sistema para us&aacute;-lo corretamente. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wconfig.png" alt="Utilit&aacute;rio de configura&ccedil;&atilde;o do Windows" width="572" height="384">
<p>Se o utilit&aacute;rio de configura&ccedil;&atilde;o da inicializa&ccedil;&atilde;o do Windows (comando 'msconfig') fosse um assistente cheio de pessoas sorrindo e ursinhos de pel&uacute;cia, o usu&aacute;rio poderia acabar fazendo besteira sem querer. &Eacute; bom que a tela do msconfig exija que o usu&aacute;rio saiba o que &eacute; SYSTEM.INI para poder us&aacute;-la. Quando um usu&aacute;rio incauto desesperado para resolver uma problema causado por um spyware abre essa tela por acaso, ele &eacute; imediatamente avisado de que ali a coisa &eacute; s&eacute;ria e n&atilde;o d&aacute; pra ficar  &quot;mexendo&quot; pra ver se resolve. </p>
<p>Outros bons exemplos de design centrado no sistema s&atilde;o as ferramentas de desenvolvimento de sistemas (&oacute;bvio), as interfaces de linha de comando (ex: DOS) e motores de ve&iacute;culos. </p>
<h2>Design centrado no usu&aacute;rio</h2>
<p>O produto deve se adaptar &agrave;s necessidades atuais e caracter&iacute;sticas dos usu&aacute;rios. Antes de iniciar o desenvolvimento do produto, o p&uacute;blico-alvo &eacute; definido e suas necessidades s&atilde;o levantadas. O produto deve atend&ecirc;-las da melhor forma poss&iacute;vel. </p>
<p>O design centrado no usu&aacute;rio surgiu como rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s abordagens anteriores que estavam apresentando resultados insatisfat&oacute;rios. O usu&aacute;rio final do produto era quem de fato deveria ser consultado na hora de tomar decis&otilde;es cruciais. Por isso, a pesquisa &eacute; t&atilde;o importante para o design centrado no usu&aacute;rio. Como saber se o produto atende &agrave;s necessidades do usu&aacute;rio se n&atilde;o perguntamos a ele? </p>
<p>Como n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel envolver todos os usu&aacute;rios de um produto durante a pesquisa, o design centrado no usu&aacute;rio tende a gerar produtos adaptados somente para aqueles usu&aacute;rios que participaram das pesquisas, ou seja,  h&aacute; risco de agradar poucos e desagradar muitos. O nome mais correto para essa abordagen seria <em>design centrado em alguns usu&aacute;rios</em>. </p>
<p>Como bem observou <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cobertura_do_intercon_2005.html">Luli Radfahrer numa entrevista</a>, o design centrado no usu&aacute;rio est&aacute; criando uma cultura de usu&aacute;rios mimados que n&atilde;o est&atilde;o abertos a novidades. <strong>O design centrado no usu&aacute;rio tende a ser conservador, assim como os pr&oacute;prios usu&aacute;rios</strong>. O usu&aacute;rio espera o padr&atilde;o, portanto, o designer tem que seguir o padr&atilde;o. Para superar essa tend&ecirc;ncia, a  <a href="http://www.ideo.com/">IDEO</a>, por exemplo, prefere envolver pessoas com perfis anormais, pois elas tendem a provocar insights mais inovadores.  <a href="http://www.itconversations.com/shows/detail821.html">Tom Kelley explica</a> que as pessoas normais est&atilde;o acostumadas com o que consomem, ent&atilde;o tendem a pedir aquilo que j&aacute; conhecem. </p>
<p>A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/redesign_do_usabilidoido_versao_seurat.html">vers&atilde;o  Seurat do Usabilidoido</a> &eacute; fruto de design centrado no usu&aacute;rio. Seja atrav&eacute;s de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_da_segunda_pesquisa_com_leitores.html">pesquisas com leitores</a>, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/perfil_semiotico_um_metodo_para_especificar_design_grafico_de_interfaces.html">Perfil Semi&oacute;tico</a>, emails de leitores e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/analisando_logs_de_busca.html">estat&iacute;sticas de acesso e busca</a>, estou sempre tentando adapt&aacute;-lo ao m&aacute;ximo &agrave;s caracter&iacute;sticas de uma fatia do p&uacute;blico que considero mais importante para mim: os leitores regulares. <strong>Assim como todo design centrado no usu&aacute;rio, alguns usu&aacute;rios gostaram e outros n&atilde;o</strong>. </p>
<h2>Design centrado no comportamento</h2>
<p>O design deve suportar os padr&otilde;es comportamentais dos usu&aacute;rios. Ao inv&eacute;s de prestar mais aten&ccedil;&atilde;o no que o usu&aacute;rio diz e focar num grupo de usu&aacute;rios espec&iacute;fico (como o design centrado no usu&aacute;rio), o design centrado no comportamento procura prestar mais aten&ccedil;&atilde;o no que o usu&aacute;rio faz e, assim, identificar padr&otilde;es comportamentais compartilhados por um grupo de pessoas. Os padr&otilde;es costumam ser agrupados em perfis demogr&aacute;ficos ou perfis de pap&eacute;is. </p>
<p>Andrew Chak identifica no livro <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_criar_sites_persuasivos.html">Como Criar Sites Persuasivos</a> quatro perfis de pap&eacute;is em lojas virtuais:</p>
<ul>
  <li><strong>navegadores</strong> (est&atilde;o s&oacute; &quot;dando uma olhadinha&quot;)</li>
  <li><strong>avaliadores</strong> (est&atilde;o comparando produtos e pre&ccedil;os)</li>
  <li><strong>compradores</strong> (est&atilde;o decididos a fechar o neg&oacute;cio o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel)</li>
  <li><strong>clientes</strong> (j&aacute; compraram uma vez e querem ser valorizados por isso) </li>
</ul>
<p>O autor recomenda que os ecommerces devem dar suporte a todos os tipos acima, por&eacute;m um deles deve ser privilegiado. O <a href="http://www.ebay.com">Ebay.com</a> h&aacute; alguns anos atr&aacute;s, por exemplo, dava mais &ecirc;nfase aos clientes da casa, mas agora j&aacute; est&aacute; mudando. Est&atilde;o tornando a interface mais f&aacute;cil e enchendo de ajuda para principiantes o site. Isso pode incomodar um pouco quem j&aacute; conhece as regras do jogo, por isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel agradar a todos os tipos de p&uacute;blico numa tacada s&oacute;.</p>
<p>Al&eacute;m de ecommerce, websites que possuem facetas do p&uacute;blico bem definidas e com objetivos d&iacute;spares costumam adotar design centrado no comportamento. N&atilde;o &eacute; raro esses sites estarem divididos em se&ccedil;&otilde;es destinadas especificamente a cada uma das facetas do p&uacute;blico. </p>
<p>O website da <a href="http://www.ufrj.br/">UFRJ</a> j&aacute; na primeira p&aacute;gina, ou melhor, na introdu&ccedil;&atilde;o em Flash (!) j&aacute; deixa claro que a navega&ccedil;&atilde;o &eacute; por perfil: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ufrj_intro.png" alt="Navega&ccedil;&atilde;o por perfil na intro do site da UFRJ" width="761" height="446"> 
<p>No meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">TCC</a>, que tratava do design do site de uma outra Universidade P&uacute;blica, rejeitei esse tipo de abordagem pelo seguinte motivo: </p>
<blockquote>
  <p>O website segmentado por p&uacute;blico pode oferecer complica&ccedil;&otilde;es ao usu&aacute;rio quando
    este acessa-o com um objetivo n&atilde;o previsto pela estrutura do website. Por exemplo, um aluno
    adiantado que deseja preencher seu Curr&iacute;culo Lattes. A &uacute;nica forma de impedir que isso
    aconte&ccedil;a em larga escala &eacute; monitorar o comportamento dos usu&aacute;rios ao acessar o website
    constantemente e identificar as mudan&ccedil;as nos seus objetivos para fazer os ajustes necess&aacute;rios.
    Por&eacute;m, essa &eacute; uma alternativa cara e invi&aacute;vel para o website de uma Universidade P&uacute;blica.</p>
</blockquote>
<p>No caso da <a href="http://www.ufrn.br/">UFRN</a>, o site prioriza a navega&ccedil;&atilde;o por perfil, mas  oferece tamb&eacute;m outros caminhos para encontrar informa&ccedil;&otilde;es. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ufrn.png" alt="Home da UFRN conta com v&aacute;rios caminhos de navega&ccedil;&atilde;o" width="634" height="543">
<p>O perigo do design centrado no comportamento &eacute; acreditar que todas as pessoas dentro dos perfils identificados v&atilde;o se comportar exatamente da mesma maneira. &Eacute; preciso estar preparado para os usu&aacute;rios que n&atilde;o se encaixam nos perfis e para as situa&ccedil;&otilde;es imprevistas. Por isso, &eacute; importante oferecer caminhos alternativos, como faz o site da UFRN. </p>
<p><strong>Quando o design centrado no comportamento n&atilde;o &eacute; baseado em pesquisas, ele degenera para o ester&oacute;tipo generalizado</strong>.  Publicit&aacute;rios e marketeiros s&atilde;o mestres em captar os estere&oacute;tipos que povoam o imagin&aacute;rio coletivo para sustentar suas campanhas mirabolantes. &quot;Todo mundo sabe que quem compra cueca n&atilde;o &eacute; o homem e sim a mulher que compra para o homem, por isso o site deve ser orientado para o p&uacute;blico feminino, com fotos de homens sarad&otilde;es, cores past&eacute;is e formas arredondadas,  de acordo com essa <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u18799.shtml">pesquisa desses cientistas americanos</a>.&quot; </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/skatista_cueca_caindo.jpg" alt="Skatista com cueca aparecendo" width="139" height="250" align="left">O problema &eacute; que estere&oacute;tipos s&oacute; existem na cabe&ccedil;a das pessoas. A realidade &eacute; muito mais complexa e diversificada. O website da <a href="http://www.zorba.com.br/">Zorba</a> me parece bem orientado ao p&uacute;blico feminino. Eu n&atilde;o gostei nem um pouco das fontes suavizadas, do colorido e das anima&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>Em Curitiba, &eacute; comum os homens adolescentes skatistas ou de estilo grunge procurarem cuecas diferentes para usar, ou melhor, exibir. Eles deixam a cal&ccedil;a bem baixa, quase caindo, para mostrar a barra da cueca. A maioria das mulheres que conhe&ccedil;o acha isso rid&iacute;culo, ent&atilde;o, porque manter o design feminino at&eacute; na p&aacute;gina da cueca especial para skatistas? </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/zorba_extreme.png" alt="Zorba extreme, a cueca para skatistas" width="697" height="284">
<h2>Design centrado na atividade </h2>
<p>O produto deve se adaptar &agrave; cultura do grupo de usu&aacute;rios. O dom&iacute;nio do design &eacute; mais amplo do que as caracter&iacute;sticas do produto, ou seja, <strong>quando se projeta pensando na atividade, se projeta tamb&eacute;m as mudan&ccedil;as nas estruturas sociais e simb&oacute;licas dos indiv&iacute;duos</strong>. O design centrado na atividade &eacute; uma abordagem ecol&oacute;gica para o design de produtos, pois enfatiza a conscientiza&ccedil;&atilde;o do impacto do produto no seu ambiente.</p>
<p>O produto funciona como um suporte para a intermedia&ccedil;&atilde;o entre as pessoas que participam de uma atividade. Se ele for adaptado para um grupo de usu&aacute;rios espec&iacute;fico, como no caso do design centrado no usu&aacute;rio, a atividade pode n&atilde;o funcionar quando o perfil dos usu&aacute;rios mudar. Se o Orkut tivesse sido projetado para as caracter&iacute;sticas dos primeiros usu&aacute;rios, os entusiastas de novas tecnologias, talvez n&atilde;o tivesse sido aceito pelos usu&aacute;rios que entraram depois e que n&atilde;o eram t&atilde;o entusiastas assim. </p>
<p>Um bom exemplo de design centrado na atividade &eacute; o <a href="http://www.flirtomatic.com/">Flirtomatic</a>. &quot;Flirt&quot; em ingl&ecirc;s &eacute; parecido com o nosso flertar, mas tem um car&aacute;ter mais sexual do que rom&acirc;ntico. O &quot;flirt&quot; nem sempre tem o objetivo de estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de verdade, ou seja, &eacute; mais uma brincadeira sem compromisso. O interessante &eacute; que o  Flirtomatic &eacute; todo orientado para induzir esse tipo de relacionamento, ou melhor, atividade. J&aacute; no preenchimento do perfil, ele pede para voc&ecirc; escolher algumas imagens de duplo sentido que representam sua personalidade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_desenhos_duplo_sentido.png" alt="Desenhos de duplo sentido para representar a personalidade" width="519" height="229">
<p>Alguns usu&aacute;rios do servi&ccedil;o podem at&eacute; n&atilde;o se sentir &agrave; vontade com a abordagem c&ocirc;mica sobre o assunto, mas eles s&atilde;o obrigados a se adaptar a ela, pois essa &eacute; uma caracter&iacute;stica essencial da atividade. A brincadeira permite que uma pessoa trate a outra com intimidade sem que isso pare&ccedil;a atrevimento. </p>
<p>O Flirtomatic parece mais interessante de ser acessado pelo celular, mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel pela Web. Gra&ccedil;as &agrave; influ&ecirc;ncia da interface mobile, a interface Web suporta muito bem o fluxo da atividade. Ao inv&eacute;s de oferecer todos os recursos que a tecnologia permite, ela oferece o m&iacute;nimo de funcionalidades necess&aacute;rias para suportar a atividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_home.png" alt="In&iacute;cio do Flirtomatic Web" width="394" height="532">
<p>Quando inicio a tarefa principal (&quot;encontrar uma pessoa interessante para flertar&quot;), a interface n&atilde;o tenta me oferecer nada que v&aacute; me desviar do meu objetivo:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flirtomatic_encontrar_uma_pessoa.png" alt="Encontrar uma pessoa para flertar" width="394" height="533">
<p>Na maioria das aplica&ccedil;&otilde;es sociais e websites, espa&ccedil;o vazio &eacute; considerado crime. &quot;Se sobrou espa&ccedil;o, temos que preencher com alguma outra funcionalidade que o usu&aacute;rio talvez possa querer naquele momento&quot;. &Eacute; por causa desse tipo de posicionamento que as pessoas reclamam tanto de excesso de informa&ccedil;&atilde;o, polui&ccedil;&atilde;o visual, desconcentra&ccedil;&atilde;o, desorienta&ccedil;&atilde;o e etc. Quando o designer conhece bem as atividades que os usu&aacute;rios realizam usando a ferramenta, ele adapt&aacute;-la o m&aacute;ximo poss&iacute;vel para suportar  o fluxo da atividade, do come&ccedil;o ao fim, sem interrup&ccedil;&otilde;es. </p>
<p><strong>Design centrado na atividade &eacute; essencial para produtos inovadores </strong>(aqueles que v&atilde;o criar novas atividades), games e elearning. </p>
<h2>Design centrado na tarefa</h2>
<p>O fluxo das  tarefas que o usu&aacute;rio realiza usando o produto deve estar de acordo com o modelo mental do usu&aacute;rio. A experi&ecirc;ncia que o usu&aacute;rio possui com sistemas similares condiciona seu modelo mental, portanto, a interface deve preferir seguir &agrave;s conven&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas j&aacute; existentes. </p>
<p>A diferen&ccedil;a das demais abordagens &eacute; que no design centrado na tarefa, s&oacute; interessa o modelo mental do usu&aacute;rio sobre a tarefa em quest&atilde;o. A personalidade do usu&aacute;rio e seu entorno cultural n&atilde;o s&atilde;o levados em conta, pois <strong>as tarefas devem ser independentes desses fatores</strong>. </p>
<p>O design centrado na tarefa tem suas origens na ergonomia das linhas de produ&ccedil;&atilde;o, onde os trabalhadores s&atilde;o tratados de forma bastante impessoal. A efici&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia da linha &eacute; mais importante do que a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal de cada trabalhador. </p>
<p>O design centrado na tarefa ideal &eacute; aquele que mostra claramente quais s&atilde;o as etapas necess&aacute;rias para realizar uma determinada tarefa. Melhor do que isso &eacute; quando <strong>a interface s&oacute; exibe as op&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o prosseguimento da tarefa</strong>. O Office 12 que a Microsoft est&aacute; <a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/">preparando para lan&ccedil;ar</a> esse ano est&aacute; sendo completamente reestruturado com esse objetivo. Ao inv&eacute;s da dupla menu + barras de ferramentas, eles criaram uma barra de ferramentas contextual chamada &quot;<a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/archive/2005/09/14/467126.aspx">ribbon</a>&quot; que muda de acordo com a tarefa atual do usu&aacute;rio. Se escolho a aba &quot;Page Layout&quot;, s&oacute; aparecem op&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; formata&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina.  </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/office12_dialog_launcher.png" alt="Sequ&ecirc;ncia de tarefa no Office 12" >
<p>Nas vers&otilde;es anteriores do Office, a op&ccedil;&atilde;o para mudar as colunas de texto estava sempre dispon&iacute;vel na barra de ferramentas, mas se quisesse um ajuste fino al&eacute;m do que ela oferece, tenho que fechar esse bot&atilde;o e ir para o menu Formatar &gt; Colunas. Esta sequ&ecirc;ncia &eacute; bem menos l&oacute;gica do que Page Layout &gt; Columns &gt; Advanced. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/office2000_formatar_colunas.png" alt="Office 2000 formatando colunas" width="616" height="151">
<p>Outra caracter&iacute;stica do design centrado em tarefas &eacute; <strong>priorizar as tarefas mais frequentes</strong>. Foi pensando nisso que a Microsoft lan&ccedil;ou h&aacute; alguns anos atr&aacute;s os menus adaptivos, que mostram apenas as op&ccedil;&otilde;es que o usu&aacute;rio usa de fato. Pena que eles demoraram tanto tempo para <a href="http://blogs.msdn.com/jensenh/archive/2005/10/10/479123.aspx">perceber</a> que isso era uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/menus_adaptivos.html">p&eacute;ssima id&eacute;ia</a>...</p>
<p>Na nova <a href="http://www.usp.br">home da USP</a>, n&atilde;o consigo perceber uma ordem de organiza&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o seja a frequ&ecirc;ncia de uso. A desvantagem &eacute; que se for uma op&ccedil;&atilde;o pouco utilizada, voc&ecirc; precisa ler todas as outras op&ccedil;&otilde;es para chegar at&eacute; a que voc&ecirc; deseja. Se o cat&aacute;logo fosse por ordem alfab&eacute;tica, acho que seria mais f&aacute;cil de usar: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/usp_catalogo.png" alt="Cat&aacute;logo do site da USP" width="611" height="274"> 
<p>Para mais detalhes sobre design centrado na tarefa, veja meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">TCC</a> que, embora se intitule design centrado no usu&aacute;rio &eacute;, na verdade, centrado na tarefa. </p>
<h2>Design centrado na a&ccedil;&atilde;o  </h2>
<p>O produto deixa o usu&aacute;rio &agrave; vontade para usar como quiser. O mais importante &eacute; que cada a&ccedil;&atilde;o resulte na rea&ccedil;&atilde;o esperada pelo usu&aacute;rio, por isso, a interface deve seguir estritamente os padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o conhecidos pelo usu&aacute;rio.</p>
<p>O design centrado na a&ccedil;&atilde;o enfatiza que as funcionalidades do produto devem estar sempre dispon&iacute;veis e de r&aacute;pido acesso. A <a href="http://www.uie.com/articles/three_click_rule/">famosa regra dos 3 cliques</a> &eacute; puro design centrado na a&ccedil;&atilde;o, pois desconsidera o contexto. As maioria das <a href="http://www.usabilidoido.com.br/sabedoria_do_taro_e_usabilidade.html">heur&iacute;sticas</a>, guidelines e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade_50_websites_descontruidos.html">recomenda&ccedil;&otilde;es</a> dos gurus da usabilidade tamb&eacute;m tem essa caracter&iacute;stica. </p>
<p>Em geral, o design centrado na a&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro passo que o programador toma quando come&ccedil;a a se preocupar com o usu&aacute;rio e deixa de fazer design centrado no sistema. Assim como aplica padr&otilde;es de codifica&ccedil;&atilde;o no c&oacute;digo, ele aplica na interface. O risco &eacute; que os componentes da interface podem ficar us&aacute;veis, mas o produto como um todo n&atilde;o. </p>
<p>Interfaces orientadas a objetos tamb&eacute;m entram dentro do design centrado na a&ccedil;&atilde;o. Nesse tipo de interface, as funcionalidades s&atilde;o criadas depois de definidos os objetos de interesse do usu&aacute;rio (documentos, pastas, figuras, etc). Ao inv&eacute;s do usu&aacute;rio manipular o sistema para modificar o objeto, o usu&aacute;rio age diretamente sobre o objeto com a ajuda do sistema. A diferen&ccedil;a &eacute; sutil, mas se voc&ecirc; pensar na diferen&ccedil;a entre compor um desenho escrevendo os pontos do vetor no Actionscript e usando a ferramenta caneta do Flash fica bem mais claro. </p>
<p>O pr&oacute;prio Windows e boa parte dos aplicativos de desktop s&atilde;o designs centrados na a&ccedil;&atilde;o. Se voc&ecirc; j&aacute; tem experi&ecirc;ncia com o Photoshop, tente esquec&ecirc;-la por um momento e se coloque no lugar de quem nunca teve a oportunidade. Pense como voc&ecirc; faria para dar um tom s&eacute;pia nessa antiga foto do Jakob Nielsen:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/photoshop_centrado_na_acao.png" alt="Edi&ccedil;&atilde;o de foto no Photoshop" width="711" height="608"> 
<p>N&atilde;o tem nenhum bot&atilde;o ou painel que se refira a s&eacute;pia, muito menos &agrave; tonalidade. Sim, eu sei que voc&ecirc; poderia criar uma camada coberta de marrom e mescl&aacute;-la com o fundo para dar o efeito, mas o conceito &eacute; extra-terrestre para quem nunca abriu o software. O jeito &eacute; fu&ccedil;ar nos menus, mais provavelmente &quot;Imagem&quot; e &quot;Filtro&quot;. Os menus me oferecem muitas op&ccedil;&otilde;es, mas nenhuma delas est&aacute; diretamente ligada &agrave; minha tarefa (mudar a tonalidade da foto). No final das contas, sou obrigado a ir tentando uma por uma at&eacute; encontrar aquela que pode fazer o que desejo. Como existem v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es que podem fazer o efeito que procuro, a chance de conseguir &eacute; grande. </p>
<p>Agora compare com o Picasa, um software bem focado em tarefas:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/picasa_centrado_na_tarefa.png" alt="Picasa &eacute; centrado na tarefa" > 
<p>O Photoshop &eacute; mais flex&iacute;vel, pois permite chegar ao mesmo resultados de diferentes maneiras, mas o Picasa &eacute; muito mais f&aacute;cil de aprender para essa tarefa. Se fosse uma outra tarefa que o Picasa n&atilde;o oferece diretamente (pr ex: transformar em negativo), o Photoshop sairia ganhando. </p>
<p>Design centrado na a&ccedil;&atilde;o &eacute; indicado para produtos que possam ser usados para uma gama muito diversificada de tarefas e atividades. Sistemas operacionais, aplicativos gen&eacute;ricos e aplicativos de cria&ccedil;&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o complexos s&atilde;o bons candidatos.</p>
<h2>Pesquisa</h2>

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<p>Essa enquete foi disponibilizada facilmente usando o <a href="http://www.daniweb.com/techtalkforums/thread13312.html">Flash Poll System</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Web 2.0  no Brasil</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign">Revista Webdesign</a> de Janeiro de 2006 traz uma excelente reportagem sobre Web 2.0 do ponto de vista dos brasileiros que est&atilde;o antenados no assunto. Ao inv&eacute;s de abordar o assunto como uma evolu&ccedil;&atilde;o de paradigmas tecnol&oacute;gicos, a reportagem mostra que Web 2.0 &eacute; muito mais do que isso. Foram entrevistados profissionais como <a href="http://www.agenciaclick.com.br">Abel Reis</a>, <a href="http://www.crisdias.com/">Cristiano Dias</a>, <a href="http://www.camiseteria.com">Fabio Seixas</a>, <a href="http://www.mtristao.com.br/">M&aacute;rcio Trist&atilde;o</a> e eu. </p>
<p>Al&eacute;m dessa reportagem, a edi&ccedil;&atilde;o conta com uma boa entrevista com <a href="http://www.fmemoria.com.br">Felipe Mem&oacute;ria</a>, autor de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_para_a_internet_projetando_a_experiencia_perfeita.html">Design para a Internet</a>. Vale &agrave; pena conferir. </p>
<p>Abaixo publico a entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo para escrever a reportagem. Na revista foram publicados  os melhores trechos. </p><p><strong>O &quot;modo perp&eacute;tuo beta&quot; &eacute; o modelo para desenvolvimento na Web 2.0?</strong></p>
<p>Vejo mais o pessoal usar o selo &quot;vers&atilde;o beta&quot; como desculpa para eventuais bugs de sistemas lan&ccedil;ados precocemente do que como incentivo para usu&aacute;rios sugerirem modifica&ccedil;&otilde;es no sistema. A proposta do est&aacute;gio beta n&atilde;o &eacute; encontrar bugs. Para isso existem as vers&otilde;es alpha distribu&iacute;das anteriormente para os departamentos de qualidade das empresas. A moda de perp&eacute;tuo beta pegou porque o investimento em Web 2.0 ainda &eacute; arriscado demais para custear departamentos de qualidade. Na medida em que o retorno seja comprovado, as empresas v&atilde;o querer garantir que n&atilde;o haja problemas com seus sistemas e o beta terminar&aacute;. </p>
<p><strong> Quais s&atilde;o as principais diferen&ccedil;as da Web 2.0, em termos de conceitos e 
tecnologias, em rela&ccedil;&atilde;o a &quot;Web 1.0&quot;? Quais s&atilde;o as vantagens da Web 2.0?</strong></p>
<p>N&atilde;o gosto desse nome Web 2.0 porque d&aacute; a impress&atilde;o de que houve uma Web 1.0 anterior. Web 2.0 &eacute; um movimento social que discute os fundamentos da rede, n&atilde;o uma vers&atilde;o de software ou de arquitetura de redes e &eacute; a primeira vez que isso &eacute; feito em p&uacute;blico. A Web que temos hoje foi criada pela elite acad&ecirc;mica e o W3C, que atualiza seus padr&otilde;es, ainda &eacute; constitu&iacute;do por esse pessoal mais os engenheiros das grandes fabricantes de softwares. </p>
<p>A grande vantagem da Web 2.0 &eacute; justamente essa: mais poder para o usu&aacute;rio. Ele agora &eacute; pe&ccedil;a-chave na gera&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, pode remixar o conte&uacute;do gerado por outros usu&aacute;rios, pode classificar informa&ccedil;&otilde;es como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc. </p>
<p><strong> Alguns usu&aacute;rios j&aacute; <a href="http://andrewwooldridge.com/myapps/webtwopointoh.html">brincam</a> com toda a aten&ccedil;&atilde;o que o tema Web <a href="http://web2.0validator.com/">2.0</a> vem 
  recebendo. Independente do seu sucesso ou n&atilde;o, quais
  mudan&ccedil;as o conceito e a pr&aacute;tica da Web 2.0 trar&aacute; para o trabalho do
webdesigner?</strong></p>
<p>Para fazer Web 2.0, o webdesigner precisar&aacute; entender muito melhor sua fun&ccedil;&atilde;o social. Porque a empresa precisa dessa interface? Como ela se insere em suas estrat&eacute;gias? Quem s&atilde;o as pessoas que v&atilde;o us&aacute;-la? Que impacto a interface tem em suas vidas? O webdesigner 2.0 precisa saber que seu trabalho vai muito al&eacute;m de uma tela de computador. </p>
<p><strong> Podemos considerar as comunidades virtuais como o &quot;mapa da mina&quot; no 
mercado Web 2.0?</strong></p>
<p>Desde que surgiu a Internet volta e meia algu&eacute;m diz que o futuro s&atilde;o as comunidades, da&iacute; surgem um monte de iniciativas rid&iacute;culas como f&oacute;runs de discuss&atilde;o para &quot;troca de receitas&quot; no site de uma marca de molho de tomate famosa. A id&eacute;ia do f&oacute;rum n&atilde;o &eacute; ruim, o problema &eacute; o lugar onde ele est&aacute;. Dificilmente uma pessoa ser&aacute; motivada a se transformar num super-usu&aacute;rio (aqueles caras que carregam a comunidade nas costas) se n&atilde;o pode brilhar mais do que a marca do molho. Poderiam ser oferecidos pr&ecirc;mios para compensar, mas ser&aacute; que um brinde vale mais do que ser a estrela de um f&oacute;rum? </p>
<p>O que motiva as pessoas a participar ativamente de comunidades n&atilde;o &eacute; o sentimento altru&iacute;sta de ajudar o pr&oacute;ximo, mas sim o contr&aacute;rio. Numa comunidade virtual, as pessoas podem construir seu alter-ego e v&ecirc;-lo crescer pouco-a-pouco, seja em n&uacute;mero de amigos, figurinhas de comunidades, f&atilde;s, posts, cora&ccedil;&otilde;ezinhos, gelinhos e etc. &Eacute; como num RPG, onde voc&ecirc; pode escolher todas as caracter&iacute;sticas do seu personagem e mostrar aos outros e dizer: &quot;olha que legal quem eu sou e os pontos que ganhei&quot;. Entretanto, para ganhar pontos numa comunidade &eacute; preciso ajudar outras pessoas, ou seja, para se ajudar &eacute; preciso ajudar o pr&oacute;ximo! </p>
<p>Ent&atilde;o o  que est&aacute; funcionando na Web 2.0 n&atilde;o s&atilde;o as comunidades, mas sim a amplia&ccedil;&atilde;o de oportunidades para que ilustres desconhecidos brilhem como sempre desejaram. </p>
<p><strong> No artigo &quot;<a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html">What Is the Web 2.0</a>&quot;, Tim O'Reilly aponta que o &quot;SQL &eacute; o novo 
  HTML&quot;. Podemos considerar o gerenciamento de banco de dados como uma das 
chaves para o sucesso na Web 2.0?</strong></p>
<p>Gerenciar um enorme banco de dados &eacute; f&aacute;cil, dif&iacute;cil &eacute; extrair valor dele. Mais importante do que saber formular uma consulta SQL para retornar dados relevantes &eacute; saber como transform&aacute;-los em conhecimento. Quando um dado &eacute; contextualizado, ele se transforma em informa&ccedil;&atilde;o e quando essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; transmitida para algu&eacute;m, ela pode se transformar em conhecimento. Se isso n&atilde;o acontecer, a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; in&uacute;til. </p>
<p>A  folcsonomia do <a href="http://del.icio.us/">Delicious</a>, por exemplo, permite que as pessoas colem etiquetas (<em>tags</em>) em urls inc&oacute;gnitas, permitindo que se ache ela depois que for jogada numa pilha. A etiqueta contextualiza a url e transforma-a em informa&ccedil;&atilde;o que pode ser recuperada pelo usu&aacute;rio. Al&eacute;m de permitir o acesso &agrave;s urls, essa informa&ccedil;&atilde;o pode ajudar o usu&aacute;rio a entender seus pr&oacute;prios interesses e costumes manifestados no conjunto de suas etiquetas. Como s&atilde;o poucos os profissionais que se preocupam com a forma&ccedil;&atilde;o desse tipo de conhecimento, talvez tenhamos que esperar por outro movimento que vise tornar a Web mais inteligente... </p>
<p><strong> Na Web 2.0, a id&eacute;ia do que &eacute; conte&uacute;do finalmente vai al&eacute;m do texto?</strong></p>
<p>Enquanto a unidade fundamental da Web for a p&aacute;gina, o texto continuar&aacute; sendo o formato principal de veicula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, assim como nos livros e revistas de onde foi tirada essa met&aacute;fora. </p>
<p>A mudan&ccedil;a principal no &acirc;mbito do conte&uacute;do  proposta pela Web 2.0 &eacute; sua independ&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o original. Atrav&eacute;s do XML,  conte&uacute;dos vindos de diferentes fontes podem ser remixados numa nova aplica&ccedil;&atilde;o, gerando informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis anteriormente. O housingmaps.com, por exemplo, &eacute; fruto do cruzamento dos mapas do Google Maps com os an&uacute;ncios de venda e aluguel de im&oacute;veis do craiglist.com. </p>
<p><strong>Qual a import&acirc;ncia do AJAX para a Web 2.0?</strong></p>
<p>O Ajax est&aacute; permitindo fazer as primeiras experimenta&ccedil;&otilde;es para ultrapassar a met&aacute;fora de p&aacute;ginas da Web. Gra&ccedil;as a ele, o foco est&aacute; saindo da informa&ccedil;&atilde;o e passando &agrave; intera&ccedil;&atilde;o. Os websites podem oferecer agora al&eacute;m do acesso, manipula&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; um bom caminho para transformar toda esse montar&eacute;u de informa&ccedil;&atilde;o que temos dispon&iacute;veis em conhecimento. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2006-01-12T11:22:57-03:00</dc:date>

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<item>
<title>Princípios fundamentais da Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Esses dias a <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/index2.asp">revista Webdesign</a> me consultou sobre o que achava que havia dado certo ou errado na Web este ano. Pensei logo em exemplos como <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a>, <a href="http://del.icio.us/">Delicious</a>, <a href="http://www.google.com/adsense">Google Adsense</a>, etc. Mas o que essas iniciativas teriam em comum? Qual &eacute; o segredo do sucesso? </p>

<h2>Web 2.0</h2>
<p>Bem, todas  fazem parte de um movimento chamado Web 2.0 que visa usar melhor a rede tanto do ponto de vista tecnol&oacute;gico quanto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico. Apesar do conceito original ser bastante amplo, muitas pessoas tem <a href="http://www.google.com/url?sa=t&ct=res&cd=5&url=http%3A//www.jonathanboutelle.com/mt/archives/2005/07/ajax_web_20.html&ei=VbNOQ9SkHYOY-gHj3rS1Dw&sig2=TzHh5oBsBamVnqZpKIyHkw">discutido Web 2.0 como sin&ocirc;nimo de Ajax</a>, Webservices, RSS, Blogs e etc. Estas s&atilde;o apenas meios para atingir o paradigma Web 2.0. </p>
<p>Mesmo o pr&oacute;prio Tim O&acute;Reilly, um dos fundadores do movimento, s&oacute; consegue explicar no que consiste esse paradigma <a href="http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html">atrav&eacute;s de exemplos</a> do tipo: &quot;isso &eacute; Web 2.0&quot; ou &quot;isso n&atilde;o &eacute; Web 2.0&quot;. Os padr&otilde;es que ele identifica nos modelos de neg&oacute;cios, design de intera&ccedil;&atilde;o e infra-estrutura s&atilde;o de fato percept&iacute;veis, mas ele n&atilde;o consegue sintetizar qual &eacute; a ess&ecirc;ncia da Web 2.0. </p><p>Poderia muito bem responder &agrave; revista Webdesign o que acho da Web 2.0, citar exemplos e tecnologias utilizadas e os leitores poderiam pensar: &quot;nossa, como esse cara &eacute; atualizado... nem sabia que existia isso. Vou logo baixar umas apostilas sobre o assunto&quot;. Isso n&atilde;o seria justo de minha parte porque Web 2.0 n&atilde;o faz parte da realidade brasileira ainda. N&atilde;o entendemos nem direito como usar a Web 1.0, que dir&aacute; de uma nova vers&atilde;o. </p>

<h2>Atraso brasileiro</h2>

<p>Na minha opini&atilde;o, estamos atrasados por dois motivos principais: modelo de gest&atilde;o familiar e m&iacute;dia de massa. </p>
<p>Muitas empresas ainda s&atilde;o administradas pelo patriarca, seguido pelos filhos e outros parentes. Mesmo quando n&atilde;o &eacute; familiar, a hierarquia da empresa ainda &eacute; patriarcal. O chefe manda, voc&ecirc; obedece. Decis&otilde;es estrat&eacute;gias s&oacute; v&ecirc;m de cima para baixo, nunca de baixo para cima. Devido &agrave; centraliza&ccedil;&atilde;o excessiva, a empresa se move devagar e emperra na burocracia. </p>
<p>Quase todos os  ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o exemplos claros do modelo de gest&atilde;o familiar. Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es manda na Bahia com seu jornal e rede de televis&atilde;o. No Paran&aacute;, Fransciso Cunha Pereira n&atilde;o &eacute; t&atilde;o poderoso, mas muito influente. Otavio Frias Filho dirige o jornal que herdou do pai, <a href="http://www.folha.uol.com.br/">Folha de S&atilde;o Paulo</a> e tamb&eacute;m o <a href="http://www.uol.com.br/">Universo Online</a>, do mesmo grupo.  </p>
<p>A problema disso &eacute; que o ve&iacute;culo &eacute; usado para reafirmar essa rela&ccedil;&atilde;o patriarcal. &quot;Se saiu no jornal, &eacute; porque &eacute; verdade&quot;, diz o povo. Tudo bem que n&atilde;o &eacute; todo mundo que acredita em tudo que publicam, mas &eacute; dif&iacute;cil contestar uma fonte quando n&atilde;o h&aacute; alternativas. Quantos jornais voc&ecirc; tem dispon&iacute;veis em sua cidade com posicionamentos diferentes? E redes de televis&atilde;o? N&atilde;o vai dar uma m&atilde;o.  </p>
<p>&Eacute; natural que para esses &quot;coron&eacute;is da m&iacute;dia&quot; a Web seja mais uma m&iacute;dia de massa. Ao inv&eacute;s de explorar seu diferencial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras m&iacute;dias, reproduzem o mesmo modelo viciado. Para um modelo de gest&atilde;o conservador isso &eacute; certo, j&aacute; que o retorno &eacute; mais previs&iacute;vel e r&aacute;pido.</p>
<p>N&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o conservadores. A maioria das empresas brasileiras &eacute; assim, devido ao modelo de gest&atilde;o familiar, que &eacute; conservador por natureza. &Eacute; por isso que vemos t&atilde;o poucas experi&ecirc;ncias inovadoras na nossa Web. &quot;&Eacute; melhor copiar o que est&aacute; dando certo do que tentar inventar moda&quot;, pensam os empres&aacute;rios. N&atilde;o arriscam porque se der errado, quebram a empresa e, em &uacute;ltima an&aacute;lise, a fam&iacute;lia. </p>
<p>Por&eacute;m, os princ&iacute;pios fundamentais da Web n&atilde;o apoiam essa postura. H&aacute; alguns anos, li o Irapuan Martinez evocando esses princ&iacute;pios na <a href="http://groups-beta.google.com/group/arqhp">ArqHP</a>, mas n&atilde;o consegui encontrar a defini&ccedil;&atilde;o original.   Pensei em tr&ecirc;s: </p>
<dl>
  <dt>Descentraliza&ccedil;&atilde;o</dt>
  <dd>Qualquer pessoa deve poder emitir mensagens e escolher de quais fontes quer receber mensagens. Exemplos: no  <a href="http://www.uol.com.br">UOL</a>, a vida de figuras da grande m&iacute;dia &eacute; not&iacute;cia, enquanto que no  <a href="http://www.blogger.com">Blogger</a> a vida de qualquer um poder ser not&iacute;cia. </dd>
  <dt> Liberdade </dt>
  <dd>N&atilde;o deve haver censura para emitir mensagens nem impedimentos para receb&ecirc;-las. Exemplos: No <a href="http://www.mercadolivre.com.br">Mercado Livre</a>, n&atilde;o &eacute; permitido publicar informa&ccedil;&otilde;es de contato antes de fechar a negocia&ccedil;&atilde;o, mas no <a href="http://www.ebay.com">Ebay</a> isso n&atilde;o &eacute; problema. </dd>
  <dt> Colabora&ccedil;&atilde;o</dt>
  <dd>Os usu&aacute;rios da rede devem poder modificar as mensagens. Exemplos: no <a href="http://www.webinsider.com.br">Webinsider</a> n&atilde;o se pode nem comentar os artigos, que dir&aacute; construir textos colaborativos como na <a href="http://www.wikipedia.org">Wikipedia</a>.</dd>
</dl>
<p>Respondi &agrave; revista que este ano, mais do que nunca, deram certo as iniciativas que souberam aproveitar esses princ&iacute;pios. Se nossa sociedade &eacute; patriarcal, &eacute; justamente na Web onde os filhos revoltados se encontram para encontrar o que essa sociedade n&atilde;o oferece. Se dermos o que eles precisam, pode ser que nossa sociedade se transforme quando esses filhos ocuparem o lugar dos pais. Sacou a responsa, webdesigner? </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">483@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2005-10-13T18:11:09-03:00</dc:date>

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<item>
<title>A Faculdade deve ser um Curso Superior</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O Curso Superior &eacute; aquele que &eacute; capaz de transformar profundamente o intelecto de uma pessoa. Quem faz um Curso Superior abre as portas, as janelas e os por&otilde;es da mente para a entrada da luz do conhecimento. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia inigual&aacute;vel. </p>
<p>Agora que eu terminei meu Curso Superior, parei pra olhar pra tr&aacute;s e vi o tamanho da caminhada. S&atilde;o tantos vales, montanhas, florestas e rios que cruzei que nem consigo mais ver onde come&ccedil;ou isso tudo. S&oacute; posso dizer que antes do primeiro passo n&atilde;o podia imaginar que o mundo era t&atilde;o grande... e t&atilde;o complexo. </p>
<p>Agora j&aacute; posso colocar no meu <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fred/curriculo_amstel.doc">curr&iacute;culo</a> o t&iacute;tulo de Bacharel em Comunica&ccedil;&atilde;o Social com Habilita&ccedil;&atilde;o em Jornalismo, mas sabe do que mais? Isso &eacute; o de menos. A Faculdade n&atilde;o me ensinou a ganhar dinheiro, a Faculdade me ensinou a pensar. Pensar sobre a sociedade, pensar sobre o homem, pensar sobre eu mesmo. Ao inv&eacute;s de sair preparado para o mercado, saio da Universidade preparado para a vida. </p><p>Apesar de n&atilde;o trabalhar diretamente com Jornalismo, n&atilde;o me arrependo do caminho que escolhi. Entender a fun&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia de massa, por exemplo, me levou a tomar uma decis&atilde;o muito importante na minha vida pessoal: dispensar a televis&atilde;o, jornais e revistas. Nesses quase 3 anos sem assinaturas e sem televis&atilde;o em casa, encontrei tempo para realizar atividades mais &uacute;teis e divertidas. N&atilde;o sei se ser&aacute; assim a vida inteira e nem aconselho que outros sigam meu exemplo, mas at&eacute; agora tem sido muito bom! </p>
<p>Durante a Faculdade, o fen&ocirc;meno da comunica&ccedil;&atilde;o de massa foi apenas um dos t&oacute;picos tratados. Para entender esse assunto, &eacute; preciso conhecer um pouco de sociologia, hist&oacute;ria, literatura e at&eacute; filosofia, acredite se quiser. Todas essas &aacute;reas se entrela&ccedil;am e tem relev&acirc;ncia para a vida pessoal de cada um. Conhec&ecirc;-las &eacute; crescimento pessoal, n&atilde;o s&oacute; crescimento profissional. </p>
<p>Uma vantagem do Curso Superior que escolhi &eacute; que o curr&iacute;culo &eacute; extremamente flex&iacute;vel. Do total de 2710 horas, 840 s&atilde;o optativas, ou seja, pode-se fazer disciplinas em qualquer outro Curso Superior da universidade desde que hajam vagas sobrando. Claro que, como era de se esperar de uma universidade p&uacute;blica, as oportunidades n&atilde;o eram assim t&atilde;o f&aacute;ceis de achar. Mesmo assim, consegui fazer disciplinas nos cursos de Design, Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o, Publicidade, Letras, Filosofia, Antropologia e at&eacute; Engenharia Mec&acirc;nica.  </p>
<p>Abaixo listo as disciplinas que tiveram maior relev&acirc;ncia para minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_apresentacao.html">&aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o profissional</a> atual:</p>
<ul type="disc">
  <li>Aspectos semi&oacute;ticos da informa&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>Comunicacao e tecnologia </li>
  <li>Comunicacao sociedade e cultura </li>
  <li>Disseminacao seletiva da       informacao</li>
  <li>Fotojornalismo </li>
  <li>Fundamentos de ergonomia </li>
  <li>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Publicidade &amp; Propaganda </li>
  <li>Promocao de vendas e merchandising </li>
  <li>Rituais e simbolismo </li>
  <li>Teoria da Forma</li>
  <li>T&oacute;picos em inform&aacute;tica aplicada       ii</li>
  <li>Topicos especiais em marketing i </li>
</ul>
<p>Estas aqui n&atilde;o tiveram rela&ccedil;&atilde;o direta com minha profiss&atilde;o, mas ampliaram muito minha vis&atilde;o de mundo: </p>
<ul>
  <li>Estetica i</li>
  <li>Filosofia para ciencias humanas </li>
  <li>Introducao a filosofia ii</li>
  <li>Lingua portuguesa i </li>
  <li>Lingua portuguesa iii</li>
  <li>Lingua portuguesa v </li>
  <li>Literatura infanto - juvenil i</li>
</ul>
<p>E, por fim, as disciplinas restantes da Habilita&ccedil;&atilde;o em Jornalismo: </p>
<ul>
  <li>Comunicacao e linguagem </li>
  <li>Comunicacao integrada </li>
  <li>Etica e legislacao de jornalismo</li>
  <li>Historia contemporanea iii </li>
  <li>Historia sociais dos meios de       comunicacao </li>
  <li>Jornalismo impresso avancado</li>
  <li>Laboratorio avancado de jornalismo       impresso </li>
  <li>Laboratorio de jornalismo       impresso </li>
  <li>Laboratorio de radiojornalismo </li>
  <li>Laboratorio de telejornalismo </li>
  <li>Metodologia da pesquisa </li>
  <li>Planejamento e producao grafica </li>
  <li>Redacao e producao em       radiojornalismo </li>
  <li>Redacao e producao em       telejornalismo </li>
  <li>Redacao jornalistica i </li>
  <li>Redacao jornalistica ii </li>
  <li>Redacao jornalistica iii </li>
  <li>Sociologia geral iii </li>
  <li>Tecnicas basicas de meios       impressos </li>
  <li>Tecnicas basicas de radio </li>
  <li>Tecnicas basicas de tv </li>
  <li>Tecnicas fotograficas </li>
  <li>Teoria da comunicacao i </li>
  <li>Teoria da comunicacao ii </li>
  <li>Teoria do conhecimento </li>
  <li>Teoria do jornalismo i </li>
</ul>
<p>Al&eacute;m das disciplinas regulares, tive um ano para me dedicar ao <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_para_o_website_da_universidade_federal_do_parana.html">meu Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso</a>, este sim especificamente na &aacute;rea em que atuo: <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_arquitetura_da_informacao.html">Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o</a>. Apesar dos professores do Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poderem me orientar nesse assunto, encontrei <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">v&aacute;rios livros</a> nas bibliotecas da UFPR que me ajudaram na pesquisa. Para encontr&aacute;-los tive que ir olhando de prateleira em prateleira, procurando pistas aqui e ali, j&aacute; que tanto a categoriza&ccedil;&atilde;o quanto o sistema de busca est&atilde;o obsoletos. </p>
<p>Na disciplina Aspectos Semi&oacute;ticos da Informa&ccedil;&atilde;o (<a href="http://www.decigi.ufpr.br/">Departamento de Ci&ecirc;ncias e Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o</a>) encontrei finalmente <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783987Z8">um professor</a> que p&ocirc;de me orientar numa pesquisa sobre Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o. O <a href="http://www.usabilidoido.com.br/uma_proposta_semiotica_para_a_avaliacao_de_estruturas_de_navegacao.html">artigo original</a> intitulado &quot;Uma proposta semi&oacute;tica para a avalia&ccedil;&atilde;o de estruturas de navega&ccedil;&atilde;o&quot; gerou um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/poster_semiotica_avaliacao.pdf">p&ocirc;ster</a> que ser&aacute; apresentado no <a href="http://www.prppg.ufpr.br/coord_iniciacao/Evinci_13/Evinci.html">evento de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</a> da universidade. Essa mesma pesquisa rendeu tamb&eacute;m um artigo resumido aprovado no <a href="http://www.smsi2005.cotemig.com.br/">SMSI 2005</a>. Fiquei t&atilde;o empolgado com a Semi&oacute;tica que comecei a desenvolver por conta pr&oacute;pria o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/perfil_semiotico_amstel_webmedia_2005.pdf">Perfil Semi&oacute;tico</a>, m&eacute;todo que os leitores deste blog conhecem bem. </p>
<p>Gostei tanto da atividade de pesquisa que n&atilde;o vejo a hora de fazer um Mestrado. Em Curitiba, me interessa o <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/">Mestrado em Tecnologia</a> do CEFET-PR, que possui um grupo de pesquisa em Design, Arte e Cultura. Ainda n&atilde;o sei qual seria meu projeto de pesquisa, mas poderia ser sobre Design de Intera&ccedil;&atilde;o. Veremos como as coisas se desenrolam. </p>
<p>Bem, isso &eacute; tudo. Espero que meu exemplo sirva de incentivo para leitores que gostam de estudar e ainda n&atilde;o fizeram uma gradua&ccedil;&atilde;o. Meu conselho &eacute;: procurem um Curso Superior de verdade. N&atilde;o se preocupem com a t&eacute;cnica, preocupem-se com a tecnologia. N&atilde;o se preocupem com o status social, preocupem-se com a sociologia. N&atilde;o se preocupe com o dinheiro, preocupem-se com a economia. Todo o resto vem em consequ&ecirc;ncia. Como diria meu Tio Alexandre Kober: &quot;N&atilde;o &eacute; o dinheiro que vai lhe trazer conhecimento, &eacute; o conhecimento que vai lhe trazer dinheiro&quot;. Ainda n&atilde;o fiquei rico, mas confio nas palavras dele. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_faculdade_deve_ser_um_curso_superior.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">472@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2005-09-28T00:09:03-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Manifesto contra a leitura desatenta</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No monitor, as pessoas l&ecirc;em com pressa devido &agrave; caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas do suporte. Esse modo de leitura &eacute; chamado de &quot;scanning&quot;, porque &eacute; caracterizado pela busca de palavras-chave ou trechos de interesse num texto maior. Como voc&ecirc; j&aacute; deve ter lido isso em muitos lugares, ou pulou para o pr&oacute;ximo par&aacute;grafo, ou j&aacute; desistiu de ler. </p>
<p>Calma.</p>
<p>Libere o mouse, respire fundo. Sugiro o teclado para rolar o texto. </p>
<p>Leitura r&aacute;pida &eacute; &uacute;til, mas <strong>s&oacute; leitura r&aacute;pida &eacute; f&uacute;til</strong>. Se voc&ecirc; usa a Web como principal fonte de leitura, h&aacute; grande chances de voc&ecirc; estar perdendo tempo quando pensa que est&aacute; economizando tempo. Termine de ler o artigo e depois fa&ccedil;a o tira-teima:</p>
<h2>Sua leitura é desatenta?</h2>

<form name="form1" method="post" action="http://www.usabilidoido.com.br/mt-static/pesquisa_leitura.php">
  <p><strong>Quantos textos voc&ecirc; leu no &uacute;ltimo dia que acessou a Web para ler?</strong></p>
  <p>
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="tantos textos que j&aacute; n&atilde;o lembro mais">
    foram tantos que j&aacute; n&atilde;o lembro</label>
    mais<br />
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="mais de 20 textos">
    mais de 20</label>
    <br />
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="mais de 10 textos">
    mais de </label>
    10<br>
    <label>
    <input name="leu" type="radio" value="menos de 5 textos">
    menos de </label>
    5 </p>
  <p><strong>Quantos deles foram realmente relevantes para sua vida? </strong></p>
  <p>
    <label> </label>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 20 foram relevantes">
    menos de 20</label>
    <br />
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 10 foram relevantes">
    menos de </label>
    10<br>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="menos de 5 foram relevantes">
    menos de </label>
    5 <br>
    <label>
    <input name="relevantes" type="radio" value="nenhum deles foi relevante">
    nenhum </label>
  </p>
  <p><strong>Descreva como o mais importante deles mudou sua vida </strong>(se algum o fez)<strong>:</strong></p>
  <p>
    <textarea rows="5" name="importante" id="importante"></textarea>
  </p>
  <p><strong>Convide amigos e amigas</strong> para participar da pesquisa adicionando um email por linha:</p>
  <p>
    <textarea rows="5" name="emails_amigos" id="emails_amigos"></textarea>
  </p>
  <p>Seu nome:
      <input name="nome" type="text" id="nome">
  </p>
  <p>Seu email:
      <input name="email" type="text" id="email">
  </p>
  <p>Como prefere ser identificado(a)?
      <input name="artigo" type="radio" value="o" checked>
    amigo
    <input name="artigo" type="radio" value="a">
    amiga </p>
  <p>
    <input name="concorda_termo" type="checkbox" id="concorda_termo" value="sim">
    concordo com os <a href="javascript: void (window.open('http://www.usabilidoido.com.br/termo_privacidade.html', 'pop', 'width=300, height=400') )">termos de privacidade</a> </p>
  <p>
    <input type="submit" name="Submit" value="Enviar">
    <input name="_redirect" type="hidden" id="_redirect" value="http://www.usabilidoido.com.br/manifesto_contra_a_leitura_desatenta.html">
  </p>
</form>
<h2>Porque a leitura &eacute; desatenta?</h2>
<p>Ler no computador &eacute; muito desconfort&aacute;vel. N&atilde;o d&aacute; pra levar ele pra ler deitado na cama, na rede ou no sof&aacute;. O monitor &eacute; uma fonte de luz ligada direto na sua cara. Ele tamb&eacute;m tem pouca resolu&ccedil;&atilde;o e, por isso, o reconhecimento das letras fica mais devagar. S&oacute; cabe uma pequena parte de texto de cada vez.... enfim, s&atilde;o muitas as <a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2022">raz&otilde;es f&iacute;sicas para a pressa</a>. </p>
<p>Por outro lado, existem as raz&otilde;es psicol&oacute;gicas. Sua av&oacute; j&aacute; dizia que &quot;quem faz tudo ao mesmo tempo, n&atilde;o faz nada bem feito&quot;, mas os sistemas operacionais continuam incentivando a multi-tarefa. Cada janelina aberta dispende uma porcentagem de sua aten&ccedil;&atilde;o porque mesmo que voc&ecirc; n&atilde;o esteja esperando pelo processamento de algo, ela pode de uma hora pra outra come&ccedil;ar a piscar. </p>
<p>O problema &eacute; que uma interrup&ccedil;&atilde;o na leitura de um texto &eacute; muito prejudicial para sua compreens&atilde;o. &Eacute; preciso grande concentra&ccedil;&atilde;o para entender o entrela&ccedil;amento das id&eacute;ias. N&atilde;o se trata de uma sequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es encadeadas que pode ser continuada do ponto onde se parou sem perdas. Ningu&eacute;m gosta de ser interrompido enquanto l&ecirc;, mas no computador as pessoas s&atilde;o obrigadas a aceitar isso. </p>
<p>Existem outras press&otilde;es psic&oacute;logicas, inclusive de origem social. Samuel Wurman identifica o fen&ocirc;meno da <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=125157&ST=SE&franq=137623">ansiedade de informa&ccedil;&atilde;o</a>, no qual as pessoas estariam se auto-pressionando para adquirir informa&ccedil;&otilde;es, mesmo que irrelevantes para seu contexto atual. &Eacute; preciso estar atualizado para sobreviver. </p>
<h2>Quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias?</h2>
<p>A curto-prazo, &eacute; como sua av&oacute; disse (se n&atilde;o entendeu, releia o trecho anterior). </p>
<p>A longo-prazo temos dois poss&iacute;veis futuros para os zilh&otilde;es de fragmentos de informa&ccedil;&atilde;o adquirida:</p>
<ol>
  <li>s&atilde;o interligados formando complexos consistentes, conhecimento &uacute;til para lidar com novas situa&ccedil;&otilde;es</li>
  <li>s&atilde;o deixados de lado porque j&aacute; n&atilde;o servem mais pra nada</li>
</ol>
<p>S&oacute; depende de voc&ecirc;. &quot;Ou voc&ecirc; usa o c&eacute;rebro, ou perde ele&quot;, j&aacute; dizia o neurologista Glenn Doman. </p>
<p>Um bom livro &eacute; a melhor ferramenta para incentivar tais liga&ccedil;&otilde;es. &Eacute; como trilhar uma picada aberta pelo autor rumo a uma reflex&atilde;o sobre um assunto particular. Os bons livros sempre mudam nossa vida. </p>
<h2>O que fazer? </h2>
<p>Embora o fen&ocirc;meno da leitura desatenta seja mundial, tenho a impress&atilde;o de que no Brasil ele &eacute; ainda pior. Em pa&iacute;ses mais conscientes, a escola ainda incentiva a leitura de livros. Aqui s&atilde;o pouqu&iacute;ssimos os jovens que terminam o segundo-grau conhecendo mais do que os livros que s&atilde;o cobrados no vestibular. </p>
<p>Estou escrevendo esse manifesto na esperan&ccedil;a de incentivar o leitor a ler mais livros, sejam profissionais ou liter&aacute;rios. Espero tamb&eacute;m diminuir o efeito da press&atilde;o psicol&oacute;gica que nos impele a essa atualiza&ccedil;&atilde;o constante. O conhecimento que est&aacute; nos livros &eacute; mais est&aacute;vel e valioso. </p>
<p>Diariamente recebo mensagens de leitores interessados em obter conhecimento sobre um assunto espec&iacute;fico, mas quando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">indico um livro</a>, eles perdem o interesse. Um amigo certa vez me disse: &quot;pra qu&ecirc; comprar livros se tem tudo na Internet?&quot; Na minha opini&atilde;o, tem de tudo um pouco, mas n&atilde;o tem nada de muito espec&iacute;fico. </p>
<p>Se o problema &eacute; falta de dom&iacute;nio sobre a l&iacute;ngua inglesa, j&aacute; dei <a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_vai_seu_ingles.html">dicas de como superar</a>. </p>
<p>[ nota ] Se voc&ecirc; leu o artigo com aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ter preenchido a pesquisa acima ainda. Se for preencher, nem precisa enviar o resultado, voc&ecirc; deve ser capaz de uma auto-an&aacute;lise. Caso voc&ecirc; j&aacute; tenha enviado a pesquisa antes de ler at&eacute; aqui, ent&atilde;o os endere&ccedil;os indicados v&atilde;o receber um email com suas respostas e uma sugest&atilde;o para lhe darem um livro de presente (voc&ecirc; tamb&eacute;m receber&aacute; uma c&oacute;pia). Se voc&ecirc; est&aacute; revoltado porque n&atilde;o sabia que isso ia acontecer &eacute; porque foi duplamente desatento e n&atilde;o leu os termos de privacidade. </p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">452@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2005-08-23T22:39:09-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Simplicidade não é senso-comum</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/simplicidade_nao_e_senso-comum.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Philips, grande fabricante de aparelhos eletr&ocirc;nicos, reposicionou sua marca e quer associ&aacute;-la &agrave; facilidade de uso com o lema &quot;bom senso e simplicidade&quot;. No <a href="http://www.philips.com.br/about/brand/whysimplicity/index.html">site institucional</a>, afirmam que &quot;nossa marca hoje reflete nossa cren&ccedil;a de que simplicidade pode ser um objetivo da tecnologia.&quot; Eles tem at&eacute; uma <a href="http://www.philips.com.br/about/brand/simplicityadvisoryboard/index.html">equipe de consultores</a> s&oacute; para garantir a simplicidade de seus produtos, que conta com a participa&ccedil;&atilde;o do conhecido professor John Maeda, do MIT. </p><p>Mas por qu&ecirc; ter um departamento s&oacute; para tratar do assunto se todo mundo sabe o que &eacute; simples e o que n&atilde;o &eacute;? Muito simples! Segundo o soci&oacute;logo Edgar Morin, vivemos uma &eacute;poca em que o aumento da complexidade &eacute; constante em todos os sistemas da sociedade. Os produtos est&atilde;o ficando cada vez mais complexos, mais cheios de funcionalidade. Torn&aacute;-los simples n&atilde;o &eacute; acabar com a complexidade, mas sim dom&aacute;-la para que o usu&aacute;rio final possa ter uma boa experi&ecirc;ncia. Isso significa que podemos ter produtos complexos e simples, ao mesmo tempo.</p>
<p>Paradoxal? Claro! Segundo o historiador Hobsbawm, o s&eacute;culo XX foi a &quot;era dos extremos&quot;, dos paradoxos. O reposicionamento da Philips faz parte de um movimento natural da sociedade que come&ccedil;a a reconciliar os extremos. O objetivo da Philips e das demais empresas que investem em design de tecnologia deve ser proporcionar experi&ecirc;ncias satisfat&oacute;rias com unidade. </p>
<p>As empresas que n&atilde;o tomarem esse cuidado perder&atilde;o clientes. Os consumidores, ou melhor, pessoas n&atilde;o compram um produto, compram o benef&iacute;cio que ele proporciona. Um dos benef&iacute;cios do produto &eacute; a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia de us&aacute;-lo ou fru&iacute;-lo (no caso de algo com fun&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica). Essa experi&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; algo que possa ser deixada ao acaso da sorte, &eacute; preciso prev&ecirc;-la e planej&aacute;-la. <a href="http://www.adaptivepath.com/publications/essays/archives/000501.php">N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel controlar a experi&ecirc;ncia</a>, porque afinal, ela &eacute; DO usu&aacute;rio, mas podemos controlar aspectos do design do produto que contribuir&atilde;o para uma boa experi&ecirc;ncia. </p>
<p>Ali&aacute;s, o profissional que vai cuidar disso tamb&eacute;m precisa ter uma boa experi&ecirc;ncia, mas no sentido de saber muito bem o que est&aacute; fazendo. John S. Rhodes conta nesse <a href="http://webword.com/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=775">interessante podcast</a> como a avia&ccedil;&atilde;o reconheceu cedo que era preciso trazer profissionais de outras &aacute;reas para a engenharia, antes que mais avi&otilde;es ca&iacute;ssem por problemas de usabilidade nos controles de tr&aacute;fego a&eacute;reo. Psic&oacute;logos e ergonomistas ajudaram os engenheiros a fazerem interfaces mais simples e muitas vidas (e dinheiro) foram salvos por isso. </p>
<p>Hoje temos profissionais de diversas &aacute;reas contribuindo (e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/quem_contem_o_excesso_de_informacao.html">disputando</a>) para conter a complexidade. Todas as contribui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o v&aacute;lidas. O que n&atilde;o vale &eacute; achar que s&oacute; porque tiveram uma forma&ccedil;&atilde;o ou experi&ecirc;ncia similar, v&atilde;o conseguir lidar com tamanho desafio. Para dominar a complexidade, &eacute; preciso antes de tudo <strong><em>assumir sua pr&oacute;pria complexidade</em></strong>. Do contr&aacute;rio, confunde-se o simples com o simpl&oacute;rio e o complexo com o complicado. Se voc&ecirc; n&atilde;o tem muita certeza da diferen&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; num post de blog que voc&ecirc; vai compreender todos os liames da quest&atilde;o. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">Melhor ler livros,</a> refletir e trocar experi&ecirc;ncias com outros profissionais. </p>
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]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">427@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Mercado Web</dc:subject>
<dc:date>2005-07-12T23:15:39-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Como aprender inglês</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_aprender_ingles.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Como vai o seu inglês? More or less? So-so?... Nothing?! Se voc&ecirc; &eacute; como eu, deve estar prometendo pra si mesmo que come&ccedil;a um curso no m&ecirc;s que vem h&aacute; anos. Se voc&ecirc; trabalha com tecnologia, cada m&ecirc;s que voc&ecirc; empurra com a barriga &eacute; uma porta que se fecha. Poucas vagas de emprego exigem que voc&ecirc; tenha flu&ecirc;ncia em ingl&ecirc;s, mas em todas elas, isso &eacute; diferencial. Principalmente, porque os empregadores espertos desse ramo sabem que quem domina ingl&ecirc;s pode aprender e se manter atualizado pela Internet, sem gastos. </p>

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<p>Na minha adolesc&ecirc;ncia fiz um curso na <a href="http://www.ingleswisdom.com.br/">Wisdom</a> durante 2 anos, mas n&atilde;o cheguei ao n&iacute;vel m&aacute;ximo. Gostei muito do m&eacute;todo de conversa&ccedil;&atilde;o, s&oacute; cinco pessoas numa mesa redonda e o professor falando o tempo todo em ingl&ecirc;s. O chato era o desn&iacute;vel das turmas. Tinha uns caras que n&atilde;o iam bem e mesmo assim eram aprovados nos testes, da&iacute; ficava atrasando o resto da turma. </p>
<p>Sa&iacute; do curso incapaz de ler e escrever textos maiores com facilidade, mas a experi&ecirc;ncia valeu porque senti que havia captado a &quot;ess&ecirc;ncia da l&iacute;ngua&quot;. O problema &eacute; que minha pr&aacute;tica se resumia aos textos dos programas que usava no computador. </p>
<p>Anos depois, comecei a trabalhar com webdesign e logo percebi que havia muito pouco material em portugu&ecirc;s para aprender sobre o assunto na Web. Quando fazia buscas em ingl&ecirc;s, tinha muito, muito mais dispon&iacute;vel. At&eacute; dava pra navegar e tal, de repente pescar algumas palavras, mas sempre aparecia uma frase que parecia crucial e eu empacava porque n&atilde;o entendia uma palavra ou uma constru&ccedil;&atilde;o frasal. Que raiva! Porque n&atilde;o estudei mais quando tinha tempo pra isso?</p>
<p>Um dia, passeando pela <a href="http://www.portal.ufpr.br/">biblioteca da faculdade</a> me deparei com os livros de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/projetando_websites.html">Jakob Nielsen</a> e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/nao_me_faca_pensar.html">Steve Krug</a> que eu queria tanto ler, mas s&oacute; tinha em ingl&ecirc;s. &Eacute; agora ou nunca, vou aprender esse neg&oacute;cio na marra! </p>
<p>No come&ccedil;o, n&atilde;o entendia patavina. N&atilde;o tinha saco de ficar olhando no dicion&aacute;rio as palavras que n&atilde;o faziam parte do meu vocabul&aacute;rio porque eram muitas! Simplesmente ia tentando captar as id&eacute;ias centrais do texto, atrav&eacute;s das palavras que eu conhecia, do tipo de constru&ccedil;&atilde;o e etc. Esse &eacute; um tipo de conhecimento bem t&aacute;cito, ou seja, dif&iacute;cil de explicar para outra pessoa.</p>
<p>Quando terminei o segundo livro estava lendo ingl&ecirc;s pelo menos 4 vezes melhor do que antes. N&atilde;o sei explicar exatamente como se deu esse aprendizado, s&oacute; me lembro de que quando haviam palavras que eu n&atilde;o entendia, eu formulava hip&oacute;teses que depois se confirmavam quando o autor usava a mesma palavra em outro contexto. </p>
<p>O chato s&atilde;o os falos cognatos, palavras que parecem iguais no portugu&ecirc;s, mas n&atilde;o s&atilde;o, como por exemplo &quot;comprehensive&quot;, que ao inv&eacute;s de significar o mesmo que &quot;compreens&iacute;vel&quot;, significa o mesmo que &quot;abrangente&quot;. Quando fico na d&uacute;vida, consulto o dicion&aacute;rio. Em geral os cognatos s&atilde;o quase todos verdadeiros, afinal de contas o ingl&ecirc;s &eacute; a l&iacute;ngua que mais sofreu influ&ecirc;ncia externa de outras l&iacute;nguas, dentre elas o pr&oacute;prio Latim de onde originou o portugu&ecirc;s.</p>
<p>Se n&atilde;o pudesse ter lido <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_resenhas.html">esses livros em ingl&ecirc;s</a>, n&atilde;o saberia nem um d&eacute;cimo do que sei hoje sobre os assuntos deste blog. Isso sem falar nos in&uacute;meros websites e <a href="http://www.bloglines.com/public/amstel">blogs</a> que acompanho, tudo em ingl&ecirc;s. Infelizmente, em portugu&ecirc;s as discuss&otilde;es est&atilde;o sempre com alguns meses de defasagem, &agrave;s vezes anos. Este blog &eacute; uma tentativa de contribuir para reverter esse quadro. </p>
<p>Hoje j&aacute; consigo ler com tranquilidade at&eacute; livros acad&ecirc;micos em ingl&ecirc;s, mas n&atilde;o consigo falar nem entender com flu&ecirc;ncia. Meu pai me deu uma boa dica: assistir DVDs com legendas em ingl&ecirc;s. Gostaria de ouvir podcasts tamb&eacute;m, mas at&eacute; agora n&atilde;o encontrei nenhum sobre os assuntos que me interesso. Se algu&eacute;m souber de um, me avise!</p>
<p>Est&aacute; mais incentivado a aprender ingl&ecirc;s? N&atilde;o deixe para amanh&atilde;, comece hoje. A ci&ecirc;ncia diz que quanto mais velho ficamos, mais dif&iacute;cil pra aprender uma nova l&iacute;ngua. </p>
<p>Mas te dou um conselho: aprenda fazendo. &Eacute; importante saber regras gramaticais? Sim, important&iacute;ssimo. Mas, n&atilde;o tente decorar. Leia como se fosse uma curiosidade. Quando voc&ecirc; estiver diante de uma situa&ccedil;&atilde;o real, esse conhecimento ser&aacute; recuperado. Procure as situa&ccedil;&otilde;es reais. N&atilde;o vicie no dicion&aacute;rio. Confie em voc&ecirc; mesmo. Voc&ecirc; j&aacute; tem o sistema operacional da linguagem, s&oacute; falta instalar e configurar o programa &quot;ingl&ecirc;s&quot;. Esse <a href="http://www.sk.com.br/quizzes/q-apren.htm">teste</a> ajuda a desfazer alguns  conceitos err&ocirc;neos. </p>
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