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<title>Usabilidoido : Estética</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description>Para os filósofos é a busca pelo bem-estar. Uma das coisas que traz mais bem estar é a beleza, e é disso que trato nessa seção.</description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2008-09-24T23:53:23-03:00</dc:date>
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<title>Transparência e design afetivo</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/transparencia_e_design_afetivo.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Esbarrei no HD externo de meu amigo, caiu no ch&atilde;o e
quebrou a cabe&ccedil;a de leitura. L&aacute; se foram 80 GB de
dados, alguns sem backup. Para recuperar, somente mandando numa oficina
cir&uacute;rgica, que cobra o olho da cara. Outro amigo que
presenciou a cena tentou consolar: "olha s&oacute;, <span
 style="font-weight: bold;">&eacute; um problema de
Usabilidade</span>: o cabo de USB soltou na queda, mas ele
poderia ter segurado, poderia ter uma trava". Claro que isso
n&atilde;o diminuiu meu sentimento de burrice nem um pouco.</p>
<p>Levei num <a href="http://www.agathec.com.br/">t&eacute;cnico
especializado em reparo de hard-disks</a> e descobri um submundo.
Na oficina dele, haviam centenas de HDs esperando para serem
consertados. Diz ele que o neg&oacute;cio t&aacute; crescendo
muito porque os fabricantes competem em quantidade e n&atilde;o
qualidade, ou seja, vale mais &agrave; pena fazer dois HDs
meia-boca do que um de qualidade.&nbsp;</p>
<p>Tudo bem que eles s&atilde;o obrigados a trocar um HD
defeituoso na garantia, como &eacute; o caso do meu amigo, por um
novo, mas a maioria das pessoas n&atilde;o sabe disso e
simplesmente joga fora o HD defeituoso.&nbsp;</p>
<p>Na opini&atilde;o do t&eacute;cnico, HDs externos como
o do meu amigo <span style="font-weight: bold;">n&atilde;o
s&atilde;o adequados para a mobilidade</span> que os
fabricantes prop&otilde;em, j&aacute; que n&atilde;o tem
resist&ecirc;ncia alguma a quedas e sacudidas.&nbsp;</p>
<p>Coincid&ecirc;ncia ou n&atilde;o, o HD que caiu era
igualzinho ao da <a
 href="http://www.wdc.com/pt/products/index.asp?Cat=9">propaganda
abaixo</a> e estava exatamente na mesma
posi&ccedil;&atilde;o quando esbarrei. Nunca fa&ccedil;a
isso, pois a probabilidade de cair quando voc&ecirc; usar o teclado
do laptop &eacute; muito grande.</p>
<img style="width: 673px; height: 241px;"
 alt="Propaganda WD Passport"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/propaganda_wd_passport.jpg"><br>
<p>O t&eacute;cnico me disse que quando as pessoas manipulam
um HD interno elas s&atilde;o super cuidadosas, mas quando
est&aacute; num case USB, como no HD externo, elas tratam com o
mesmo desleixo da garota propaganda acima. O case parece t&atilde;o
confi&aacute;vel e robusto que voc&ecirc; pode at&eacute;
carregar no bolso.</p>
<img style="width: 400px; height: 400px;" alt="HD de bolso!"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/wdfPassport_Portable_21.jpg">
<p>O t&eacute;cnico disse que algumas pessoas nem sabem que
dentro do case tem um HD comum, menor e mais delicado. Acham que
&eacute; s&oacute; um pendrive grand&atilde;o...</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Quem sabe se o
case fosse transparente, as pessoas n&atilde;o tomariam mais
cuidado?</span> Fiz um modelo r&aacute;pido de como ficaria
isso no <a href="http://sketchup.google.com/">Google
Sketchup</a>, juntando <a
 href="http://sketchup.google.com/3dwarehouse/details?mid=5b78f05b2d5a8af859321639b0083486&amp;prevstart=0">modelos</a>
prontos criados por usu&aacute;rios. Primeira vez que mexi nesse
software. Achei super-f&aacute;cil, mesmo para quem nunca modelou
nada em 3D. </p>
<img style="width: 576px; height: 384px;"
 alt="HD externo com case USB"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/hd_case_transparente.jpg">
<p>A Western Digital at&eacute; tem um modelo de <a
 href="http://www.wdc.com/pt/products/products.asp?driveid=494">HD
interno com case transparente</a>, mas &eacute; focado no
p&uacute;blico Geek que supostamente seria curioso para ver as
entranhas da m&aacute;quina funcionando. Para o p&uacute;blico
leigo, a transpar&ecirc;ncia inspiraria n&atilde;o curiosidade,
mas medo. <span style="font-weight: bold;">Venderia muito
menos, mais duraria muito mais</span>.&nbsp;</p>
<p>Por outro lado, a transpar&ecirc;ncia f&iacute;sica
poderia contribuir&nbsp;para uma imagem corporativa de
transpar&ecirc;ncia com o consumidor. A Apple conquistou uma
legi&atilde;o de adoradores quando lan&ccedil;ou os iMacs com
case transl&uacute;cidos multi-coloridos. Johnattan Ive <a
 href="http://www.designmuseum.org/exhibitions/online/jonathan-ive-on-apple/imac-1998">diz
que foi numa f&aacute;brica de doces</a> para se inspirar no
uso da transpar&ecirc;ncia no design. A t&eacute;cnica fez
tanto sucesso que foi copiada em diversos produtos
eletr&ocirc;nicos e, mais recentemente, produtos de
pl&aacute;stico em geral.</p>
<img style="width: 700px; height: 237px;"
 alt="Evolu&ccedil;&atilde;o da transpar&ecirc;ncia do iMac"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/imacs.jpg">
<p><span style="font-weight: bold;">Transpar&ecirc;ncia
&eacute; um poderoso recurso para o design afetivo</span>.
Pode&nbsp;causar atra&ccedil;&atilde;o ou
repuls&atilde;o, ensinar ou alienar, diferenciar ou homogeneizar,
dependendo do caso. Essa caracter&iacute;stica amb&iacute;gua
demonstra como a escolha de materiais no Design n&atilde;o
&eacute;&nbsp; algo trivial, mas envolve quest&otilde;es
psicol&oacute;gicas e comportamentais bem complicadas, mas com
grandes perspectivas de retorno. </p>
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<dc:subject>Estética</dc:subject>
<dc:date>2008-09-24T23:53:23-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Uma inexplicável sensação de bem-estar</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/uma_inexplicavel_sensacao_de_bem-estar.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Sabe aquela sensa&ccedil;&atilde;o que d&aacute; quando estamos satisfeitos com alguma coisa? &Eacute; t&atilde;o bom... mas dura pouco! Quando atingimos a plenitude e nada mais nos falta, a primeira provid&ecirc;ncia que tomamos &eacute; neg&aacute;-la. Sempre falta <a href="http://usabilidoido.com.br/pequenos_detalhes_que_encantam.html">algum detalhe</a>, algo que ficou por ser feito e que continua nos requisitando. Mas claro: viver &eacute; fazer.</p><p>Bem-estar n&atilde;o &eacute; um estado que se atinge quando cessam os desejos, mas sim <a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">uma busca</a>. Quem vive bem, vive bem porque pode experimentar e descobrir o que &eacute; viver bem. Se existisse uma receita pronta para uma boa vida que servisse a todos, <a href="http://www.dotecome.com/DOTeCAFe/textos/vertice3.htm">o socialismo teria dado certo</a>. Na verdade, um dos fatores que mant&eacute;m o capitalismo funcionando em nossa sociedade &eacute; sua capacidade de produzir bens de consumo diversificados em abund&acirc;ncia, adequando-se razoavelmente a diferentes estilos de vida dos consumidores.</p>
<p>O design surgiu, precisamente, quando o capitalismo atingia seu &aacute;pice de abund&acirc;ncia e a concorr&ecirc;ncia, inevitavelmente, tinha que acontecer em outra arena. Uma sa&iacute;da encontrada por algumas ind&uacute;strias foi a diversifica&ccedil;&atilde;o da linha de produtos, trabalhando com p&uacute;blicos menores, por&eacute;m fi&eacute;is. O design entrava com a melhoria da qualidade do produto, um diferencial que permitia elevar seus pre&ccedil;os. A refer&ecirc;ncia inicial eram valores universais como os ideais cl&aacute;ssicos de harmonia, o conceito de &ldquo;boa forma&rdquo; da Gestalt, a adapta&ccedil;&atilde;o dos produtos &agrave;s <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropometria">medidas corporais da m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o</a> e etc. </p>
<p>Essa estrat&eacute;gia universalista durou enquanto os consumidores estavam satisfeitos em se identificarem com &ldquo;a massa&rdquo;. A partir dos anos 60, o burburinho provocado pelo contato entre culturas promovido pela rede de transportes e comunica&ccedil;&atilde;o, as pessoas passaram a procurar estilos de vida pr&oacute;prios, procurando <a href="http://usabilidoido.com.br/a_atracao_pelo_design.html">uma mistura que as tornassem &uacute;nicas</a> no mundo todo. Dif&iacute;cil definir o que era bem-estar para essas pessoas, j&aacute; que cada uma pensava diferente. Alguns queriam paz e amor, outros s&oacute; pensavam em fama e dinheiro...</p>
<p>No final do s&eacute;culo XX, o contato intercultural se tornou familiar. As pessoas j&aacute; conversavam na mesa do jantar como era viver no socialismo sovi&eacute;tico ou na tecnocracia japonesa. Ao inv&eacute;s de criticar, as pessoas tentavam entender as diferen&ccedil;as, afinal de contas, os outros povos tamb&eacute;m eram humanos e cidad&atilde;os do mesmo mundo. As viagens tur&iacute;sticas para o exterior adquiriram outra conota&ccedil;&atilde;o: era uma forma de aprender como outras pessoas conseguiam viver bem em situa&ccedil;&otilde;es completamente diferentes &agrave;s que o viajante considerava boas em sua pr&oacute;pia cultura.</p>
<p>O bem-estar hoje &eacute; considerado relativo, entretanto, as pessoas concordam em uma coisa: bom mesmo &eacute; poder experimentar. O desejo dos consumidores por novas sensa&ccedil;&otilde;es, novas experi&ecirc;ncias, novos estilos de vida, tem levado o design a abstrair seus objetos de trabalho. A forma dos produtos parecem cada vez mais <a href="http://usabilidoido.com.br/propiciacao_e_clicabilidade.html">sugerir as experi&ecirc;ncias que se pretendem a proporcionar</a>. Os designers chegam a cogitar se o que estariam projetando n&atilde;o seria <a href="http://www.nahipermidia.com/blog/?m=200706">a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia do produto</a>. Se a experi&ecirc;ncia &eacute; projet&aacute;vel ou n&atilde;o, o fato &eacute; que ela &eacute; s&oacute; mais uma tentativa na busca do indiv&iacute;duo pelo bem-estar dentro de seu estilo de vida pr&oacute;prio. O design, para os consumidores, n&atilde;o define o que &eacute; bem-estar mas &eacute; um caminho.</p>

<cite>Este artigo foi publicado originalmente na Revista Design do website da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>. </cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/uma_inexplicavel_sensacao_de_bem-estar.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-08-06T23:23:12-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>A atração pelo design</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_atracao_pelo_design.html</link>
<description><![CDATA[
<p>De uma palavra estrangeira desconhecida, &ldquo;design&rdquo; passou ao status de <em>sexy</em> nos &uacute;ltimos anos. As pessoas em geral <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061030195948AAPcwNz">n&atilde;o sabem muito bem o que significa</a>, mas sabem que &eacute; melhor ter do que n&atilde;o ter. O consumidor est&aacute; descobrindo o design s&oacute; agora porque s&oacute; agora ele se tornou <a href="http://www.businessweek.com/magazine/content/04_20/b3883001_mz001.htm">estrat&eacute;gia de diferencia&ccedil;&atilde;o no mercado.&nbsp;</a> </p>
<p>Nunca tivemos tanta op&ccedil;&otilde;es de consumo &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o como agora. As prateleiras est&atilde;o lotadas de variedades, cada uma querendo chamar mais a aten&ccedil;&atilde;o. O design de embalagens procura estrat&eacute;gias de diferencia&ccedil;&atilde;o h&aacute; d&eacute;cadas, mas n&atilde;o &eacute; esse tipo de design que est&aacute; entrando no vocabul&aacute;rio popular. O campo de competi&ccedil;&atilde;o agora se d&aacute; no cotidiano, nos lugares onde as pessoas delineiam suas identidades. As empresas est&atilde;o investindo pesado na diferencia&ccedil;&atilde;o pelo design do produto porque os objetos est&atilde;o participando cada vez mais da identidade das pessoas. O design que atrai &eacute;, portanto, o design da identidade.</p>
<p>Antigamente, as pessoas se contentavam em ser normais. Hoje, elas n&atilde;o dispensam a normalidade, mas procuram ansiosamente um algo a mais que as diferencie. Elas precisam de um &ldquo;diferencial competitivo&rdquo; n&atilde;o s&oacute; no mercado profissional, mas tamb&eacute;m nas rela&ccedil;&otilde;es familiares, nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas, na religi&atilde;o. Para se tornar algu&eacute;m na vida, &eacute; preciso ser como ningu&eacute;m. E como demonstrar isso pras outras pessoas? Atrav&eacute;s de suas posses e atitudes. </p>
<p>&Eacute; a&iacute; que entra o design. Ele &eacute;, ao mesmo tempo, posse e atitude. N&atilde;o &eacute; o produto, mas est&aacute; nele; n&atilde;o faz coisas, mas participa do que &eacute; feito atrav&eacute;s dele. Design s&atilde;o escolhas deliberadas embutidas nos objetos e, quando se adquire o objeto, adquire-se tamb&eacute;m as atitudes que o criaram &mdash; o processo de design &mdash; e as atitudes que o objeto proporciona &mdash; conforto, exalta&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>As pessoas em geral n&atilde;o est&atilde;o muito interessadas no processo de produ&ccedil;&atilde;o dos objetos do cotidiano. Entretanto, quando ouvem outras dizer que objeto &ldquo;tem&rdquo; um design inovador ou moderno, o processo se torna interessante porque sabem que as escolhas foram feitas priorizando a qualidade. </p>
<p>Antigamente, as marcas tradicionais asseguravam que o produto teria qualidade. As pessoas confiavam tanto nas marcas que se o produto apresentasse defeito era considerado apenas uma exce&ccedil;&atilde;o &shy;&mdash; e ai de quem desconfiasse da marca que a fam&iacute;lia confiava h&aacute; gera&ccedil;&otilde;es! Hoje as pessoas n&atilde;o se identificam tanto com as marcas a ponto de ignorar defeitos porque suas identidades est&atilde;o t&atilde;o indefinidas e mutantes que as marcas j&aacute; n&atilde;o conseguem mais se agarrar nelas. </p>
<p>O design atrai porque &eacute; perfeito para a <a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_posmodernos_.html">bricolagem dessas identidades</a> e n&atilde;o exige fidelidade &agrave; marca nenhuma. A sala que voc&ecirc; escolheu cuidadosamente os m&oacute;veis representa a sua identidade, n&atilde;o a das marcas dos produtos. Mesmo que voc&ecirc; tenha um set de cozinha de uma marca famosa, ainda assim ser&aacute; a sua cozinha porque &eacute; voc&ecirc; quem define como ela ser&aacute; usada. </p>
<p>Algumas empresas tentam se adaptar &agrave; essa realidade criando sub-marcas e linhas de produtos com diversas identidades associadas. Na minha vis&atilde;o, quem est&aacute; realmente adaptado &agrave; nova realidade &eacute; quem deixa para que o pr&oacute;prio consumidor decida como encaixar o produto na sua teia de objetos de identidade, seja da marca delas ou n&atilde;o. </p>
<p>A Ikea, empresa sueca que fabrica e vende m&oacute;veis populares, por exemplo, adota a estrat&eacute;gia de oferecer milhares de m&oacute;veis diferentes em suas lojas. Os produtos n&atilde;o v&ecirc;m montados e o consumidor pode combinar partes de outros m&oacute;veis, criando solu&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que a Ikea fez o tr&acirc;nsito entrar em colapso quando abriu suas portas em algumas cidades estadunidenses. Isso &eacute; que &eacute; atra&ccedil;&atilde;o pelo design!</p>
<p>O design, hoje, atrai tanto porque ajuda a responder as duas quest&otilde;es mais complicadas dos tempos p&oacute;s-modernos em que vivemos: &ldquo;quem sou eu?&rdquo; e &ldquo;como viver bem?&rdquo;.</p>
<cite>Este artigo foi publicado originalmente na Revista Design do website da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>. A inspiração veio de um <a href="http://www.hugocristo.com.br/blog.php?blog=23&e=16&lang=pt">post apressado do Hugo Cristo</a> que ressonou a algumas coisas que venho percebendo recentemente e não estava conseguindo sintetizar.</cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_atracao_pelo_design.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-07-26T15:50:34-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>A estética do cotidiano</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_estetica_do_cotidiano.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A sabedoria popular diz que &#8220;a beleza é um estado de espírito&#8221; e que &#8220;a beleza está nos olhos de quem vê&#8221;. Se for assim, tudo pode ser belo, desde que nossos olhos possam encontrar a beleza de cada coisa. Na verdade, é exatamente isso que a visão e os demais sentidos estão fazendo o tempo todo. Procuramos os caminhos mais aprazíveis, as pessoas mais interessantes, as comidas mais gostosas, os móveis mais confortáveis e por aí vai, muitas vezes nem se dando conta de que estamos fazendo escolhas com base na estética. </p><p>Estética, dizem os filósofos, é a eterna busca pelo belo, mas o que é belo vai depender do gosto individual e coletivo. O gosto individual é tão variado que as pessoas costumam encerrar prematuramente conversas sobre o assunto quando encontram diferenças, afinal, &#8220;gosto não se discute!&#8221;. Apesar da intolerância, as diferenças não são tão drásticas assim dentro de um grupo de pessoas. Eu gosto de sofás felpudos, arredondados e coloridos e você gosta de sofás lisos, retangulares e de cores pastéis, mas ambos gostamos de sofá. No Japão, uma cultura bem diferente da nossa, as pessoas gostam é de sentar no chão!</p>

<p>O gosto também varia de acordo com a época. Pegue o álbum de fotos da família e veja como aquelas roupas usadas há muitas décadas atrás lhe parecem ridículas, mas na época, eram uma &#8220;brasa mora&#8221;...</p>

<p>Entretanto, algumas pessoa acreditam que, nos dias de hoje, a estética já não é mais tão importante. Desde que o dia-a-dia passou a ser contado no relógio, o tempo passou a ficar cada vez mais curto. É preciso comer o mais rápido possível, descansar o mínimo, trabalhar e estudar o máximo. <a href="http://usabilidoido.com.br/tempo_para_refletir.html">Não há tempo</a> para <a href="http://usabilidoido.com.br/faltam_horizontes_sobram_espelhos.html">apreciar o mundo</a>, é preciso produzir, produzir, produzir! </p>

<p>Para maximizar a produtividade do dia-a-dia, a indústria em geral vende produtos baratos e funcionais, mas não necessariamente bonitos. Nas propagandas, eles enfatizam a multifuncionalidade, a facilidade de limpeza, os benefícios para a saúde, mas nada de falar da beleza. Em alguns casos, o &#8220;design moderno&#8221; é listado dentre as demais características funcionais do produto, como se todo o resto também não fizesse parte do design.</p>

<p>Mas isso é o que eles querem que a gente pense, <a href="http://www.nahipermidia.com/blog/?p=90">ideologia</a>, mas não é necessariamente o que a gente faz. Muitos produtos são rejeitados no mercado simplesmente porque as pessoas acham feio demais, enquanto outros superam as expectativas de venda porque todo mundo achou lindo. </p>

<img alt="Fiat Uno" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/uno10fz1.jpg" width="640" height="480" />
<p>O Fiat Uno é um caso interessante. Inicialmente foi rejeitado pelos brasileiros devido ao formato da carroceria ser muito destoante do padrão da época, ou como chamavam na época, a &#8220;botinha ortopédica&#8221;. Depois foi <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=232658">aceito</a> e se tornou forte nas vendas, mas sempre associado a valores como economia e desempenho. O Fusca, curiosamente, apesar de ser ainda mais diferente dos demais, é considerado por muitos como um carro charmoso até nos dias de hoje. Não é raro encontrar pelas ruas brasileiras Fuscas turbinados, customizados, antigos, mas bem cuidados. As pessoas desenvolvem tal afeto pelo carro que não trocam por outro. </p>

<img alt="Fusca altamente customizado" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/fusca_customizado.jpg" width="640" height="480" />
<p>A estética, portanto, guia a experiência humana inclusive na rotina do cotidiano. A beleza não está distante de nós, restrita às vitrines e à televisão; ela está aqui, dentro de nossas casas. A estética do cotidiano não é a estética do exótico, do inalcançável, do perfeito, mas sim do que é verdadeiramente humano: o comum, o rotineiro, o gostosinho, o bonitinho, o bom.  </p>

<cite>Publicado originalmente na Revista Design do site da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>.</cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_estetica_do_cotidiano.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-06-10T20:52:25-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Pequenos detalhes que encantam</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pequenos_detalhes_que_encantam.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No Design, um ideal que está cada vez mais em voga é o holismo, ou seja, a consciência de todos os múltiplos aspectos de um produto. É preciso considerar utilidade, beleza, emotividade, ergonomia, história, técnicas de produção, custos e todos os aspectos relevantes ao design. O produto deve ser coerente em todos esses aspectos e deslumbrante, já que o todo é maior que a soma das partes. </p><p>Como todo ideal, o holismo é inatingível na prática. Nem um batalhão de designers conseguiria dar conta de todas as possibilidades na criação de um produto. E mesmo que dessem conta, não conseguiriam controlá-las depois que o produto começasse a ser usado pelas pessoas. Mas, por perseguir o ideal, os designers fazem melhores previsões e os produtos tem maior chance de sucesso.</p>

<p>O holismo pode até ser usado como argumento de venda. Há alguns anos atrás, por exemplo, a Tramontina usava um slogan que acabou caindo no gosto popular: &#8220;Tramontina é BBB: Bom, Bonito e Barato&#8221;. Se antes de escutar o slogan uma pessoa achava que os produtos da Tramontina eram bons, agora ela poderia perceber que eles também eram bonitos e baratos. </p>

<p>Na hora de comprar, é muito complicado para o consumidor considerar todos os aspectos do produto em relação à sua própria vida. Enquanto não se pode usar o produto no dia-a-dia, não se pode saber o seu real valor. O máximo que ele pode fazer é observar como as outras pessoas usam e o que elas dizem sobre, mas isso toma tempo. O consumidor acaba, na maioria das vezes, escolhendo o produto por uma característica em particular que lhe chama a atenção, algo que ele tem certeza que terá valor. </p>

<p>Esse apego ao detalhe persiste depois que o produto passa a fazer parte da vida da pessoa. Aos poucos, a pessoa vai descobrindo em que local da casa o produto fica melhor, o que ele faz bem feito, com quais outros objetos ele combina e etc. Como a vida está sujeita às transformações da história, essas relações são constantemente modificadas. O que combina com o estilo de vida hoje pode não combinar amanhã; o que funciona hoje pode não funcionar amanhã. Esse processo de ressignificação não termina nem mesmo quando o produto é jogado fora. </p>

<p>Eu, por exemplo, não me esqueço da minha primeira bicicleta que ganhei do Papai-Noel; não me esqueço dos utensílios domésticos que comprei quando me casei; não me esqueço da primeira vez em que usei o iPod de um amigo. </p>

<p>O tempo passa, a memória muda. Algumas pessoas dizem que fica mais fraca, mas pra mim me parece o contrário. O que permanece na memória são as coisas importantes e, conforme ficamos mais experientes, nossa memória se torna mais seletiva sobre o que é importante. </p>

<p>Da bicicleta, eu me lembro da pegada do guidão; dos utensílios, eu me lembro do preço baixo; do iPod, eu me lembro do barulhinho que fazia ao girar o dedo sobre o disco central. Lembro desses detalhes porque foram importantes para a situação em que eu vivia e continuam sendo importantes hoje.</p>

<p>O holismo é uma abordagem interessante para o Design, mas o que encanta são os detalhes. Melhor do que tentar abranger todos os aspectos possíveis é buscar aqueles que serão mais importantes para as pessoas numa determinada situação. Perde-se em generalizações, ganha-se em particularidades. Não é à toa que produtos encantadores parecem que foram feitos sob medida...</p>

<p><cite>Publicado originalmente na Revista Design do site da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>.<br />
</cite></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pequenos_detalhes_que_encantam.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-06-02T13:10:22-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>A forma não segue necessariamente a função</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_forma_nao_segue_necessariamente_a_funcao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na linha funcionalista do Design, que &eacute; muito influente no Brasil, acredita-se que a forma de um objeto projetado segue a sua fun&ccedil;&atilde;o. Seguindo essa id&eacute;ia, o garfo de quatro dentes &eacute; assim porque esta forma &eacute; a que ofereceu a melhor performance para a fun&ccedil;&atilde;o de espetar alimentos e levar &agrave; boca, dentre todas as outras que foram projetadas at&eacute; hoje. Ao rever a hist&oacute;ria do garfo, podemos perceber que a performance n&atilde;o foi o &uacute;nico crit&eacute;rio para sua evolu&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Na Europa da Idade M&eacute;dia, usar garfos artificiais ao inv&eacute;s dos garfos naturais &shy;&mdash; os dedos &mdash; era considerado um insulto ao Criador. Garfos eram utilizados apenas como utens&iacute;lios de cozinha. No s&eacute;culo XVI, os italianos passaram a utiliz&aacute;-los na mesa, mas com dentes menores, para diferenci&aacute;-lo dos garfos de cozinha. A cozinha era o lugar dos servi&ccedil;ais, que comiam com a m&atilde;o, e n&atilde;o dos nobres. </p>
<p>No s&eacute;culo XIX, a sofistica&ccedil;&atilde;o da burguesia era tamanha, que os jogos de talheres inclu&iacute;am dezenas de pe&ccedil;as especializadas, dentre as quais, haviam pelo menos quatro garfos diferentes. Nem todas as pe&ccedil;as especializadas eram mais &uacute;teis, mas seu uso num jantar demarcava o status social dos anfitri&otilde;es. </p>
<p>No s&eacute;culo XX, o consumo de massa levou &agrave; padroniza&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as b&aacute;sicas dos jogos de talheres. No final do s&eacute;culo, com o aumento da competi&ccedil;&atilde;o entre fabricantes, alguns faqueiros come&ccedil;aram a sair de f&aacute;brica ligeiramente fora do padr&atilde;o, exibindo detalhes de acordo com um estilo ao qual um determinado perfil de consumidores procuraria se alinhar. Em alguns faqueiros, os garfos s&atilde;o t&atilde;o arredondados e curtos que mal servem para espetar o alimento, fun&ccedil;&atilde;o que o diferencia da colher. </p>
<p>A colher pode ser at&eacute; mais efetiva para comer a comida processada feita para as refei&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas da rotina agitada do s&eacute;culo XXI, mas a preocupa&ccedil;&atilde;o com a manuten&ccedil;&atilde;o do estilo ainda existe, mesmo na correria. O garfo e a faca ainda s&atilde;o os utens&iacute;lios b&aacute;sicos da mesa, enquanto a colher &eacute; relegada &agrave;s crian&ccedil;as e aos alimentos predominantemente l&iacute;quidos. </p>
<p>A hist&oacute;ria do garfo demonstra que n&atilde;o h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o determinante da fun&ccedil;&atilde;o sobre a forma. Henry Petroski conclui no livro <a href="http://www.amazon.com/Evolution-Useful-Things-Artifacts-Zippers-Came/dp/0679740392/ref=pd_bbs_sr_1/104-0504053-7000752?ie=UTF8&s=books&qid=1179789619&sr=8-1&tag=usabilidoido-20">The Evolution of Useful Things</a> que a &uacute;nica coisa determinante sobre a forma &eacute; a frustra&ccedil;&atilde;o com o que j&aacute; existe. O desejo de ter algo melhor &eacute; o que motiva a inven&ccedil;&atilde;o de novas formas e n&atilde;o necessidades pr&eacute;-existentes. O garfo era absolutamente desnecess&aacute;rio enquanto as m&atilde;os e facas pontiagudas cumpriam a fun&ccedil;&atilde;o de levar o alimento &agrave; boca; a necessidade j&aacute; estava sendo atendida. Entretanto, o desejo pela distin&ccedil;&atilde;o social levou &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos garfos na mesa. </p>
<p>A forma &eacute;, portanto, delineada por uma multiplicidade de fatores dif&iacute;ceis de serem tracejados fora de contexto. Novos modelos surgem por mudan&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es de uso, nos padr&otilde;es de comportamento social e nas tend&ecirc;ncias de estilos. Um bom <em>design</em> deve seguir tais mudan&ccedil;as e n&atilde;o ficar preso a um ideal de performance &oacute;tima para uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Os melhores <em>designs</em> encantam, os med&iacute;ocres funcionam.</p>

<cite>Publicado originalmente na Revista Design do site da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>.
</cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_forma_nao_segue_necessariamente_a_funcao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2007-05-21T21:15:46-03:00</dc:date>

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<title>Crítica à gestalt da percepção visual</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/critica_a_gestalt_da_percepcao_visual.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Percepção_visual">percep&ccedil;&atilde;o visual</a> &eacute; um fen&ocirc;meno dif&iacute;cil de explicar, pois &eacute;  o ponto de contato, a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/interface_o_sagrado_toca_o_profano.html">interface</a>, entre o mundo f&iacute;sico e o mundo mental. A  biologia explica o processo at&eacute; a estimula&ccedil;&atilde;o da luz sobre os cones e  bastonetes no fundo do olho, mas n&atilde;o pode dizer como essa estimula&ccedil;&atilde;o leva a  forma&ccedil;&atilde;o de imagens. N&atilde;o h&aacute; como extrair uma imagem das entranhas do c&eacute;rebro,  embora j&aacute; se tenha <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobotomia">tentado fazer isso</a>. A imagem se forma na mente, que &eacute; uma  abstra&ccedil;&atilde;o mantida pelo c&eacute;rebro para o ser-vivo se adaptar melhor ao meio-ambiente  em que vive. </p><p>A percep&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para a sobreviv&ecirc;ncia, pois &eacute; com base no  conhecimento do meio-ambiente que a mente engendra seus <a href="http://www.usabilidoido.com.br/propiciacao_e_clicabilidade.html">planos de a&ccedil;&atilde;o</a>. Sendo assim, a percep&ccedil;&atilde;o transforma os est&iacute;mulos da luz em  rela&ccedil;&otilde;es entre imagens e o meio-ambiente em que vive a pessoa. </p>
<p>A percep&ccedil;&atilde;o pode  provocar rea&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas como no caso de estar escrevendo um texto num editor  de texto e de repente ver uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BSOD">tela toda azul</a>. N&atilde;o &eacute; a cor azul que lhe causa  ansiedade, mas sim a amea&ccedil;a de perder seu trabalho, pois esta tela &eacute;  completamente diferente da que voc&ecirc; estava anteriormente. A rela&ccedil;&atilde;o entre a  imagem e o meio-ambiente indica perigo. Ap&oacute;s algumas reincid&ecirc;ncias do caso,  pode ser que sua percep&ccedil;&atilde;o se acostume com o est&iacute;mulo e transforme a ansiedade  em <a href="http://www.usabilidoido.com.br/canalize_a_raiva_do_usuario.html">raiva</a> pelos <a href="http://www.quatrocantos.com/LENDAS/65_gates_anticristo.htm">autores do software</a> ou num estranho prazer.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/bluescreenofdeathtshirt_01.jpg" alt="Camiseta com a tela azul" width="360" height="267">
<p> O resultado da percep&ccedil;&atilde;o de um arranjo visual &eacute;, portanto, determinado  pelas rela&ccedil;&otilde;es que a pessoa faz entre as imagens e seu contexto. Essas rela&ccedil;&otilde;es  s&atilde;o &uacute;nicas para cada pessoa e cada contexto, mas s&atilde;o balisadas nas experi&ecirc;ncias  pr&eacute;vias da pessoa. </p>
<p>Certa vez, um pesquisador mostrou fotografias a uma tribo  ind&iacute;gena que tinha tido pouco contato com nossa cultura ocidental e eles  simplesmente n&atilde;o conseguiram entender que ali haviam objetos representados,  pois sua percep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estava treinada para converter a imagem bidimensional da  foto numa cena tridimensional. Em nossa cultura, estamos t&atilde;o acostumados a  fazer isso que existe grande possibilidade de voc&ecirc; ver primeiro um cubo na  figura abaixo, embora o que esteja desenhado seja uma s&eacute;rie de linhas. &nbsp;</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/hexagono_cortado.gif" alt="Hex&aacute;gono que parece cubo">
<p>  Essa figura &eacute; usada como exemplo para a lei de Pr&auml;gnanz, que  determina que a percep&ccedil;&atilde;o de uma forma segue a melhor Gestalt poss&iacute;vel. Melhor  aqui &eacute; entendido como harm&ocirc;nico, regular, ordenado e simples. Se a lei est&aacute;  certa, as pessoas deveriam ver a forma mais simples primeiro &mdash; um hex&aacute;gono, mas  n&atilde;o &eacute; o que aconteceu quando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/percepcao_visual_gosta_do_simples.html">expus a imagem em meu blog</a>. Muitas pessoas comentaram  que viram um cubo primeiro. Provavelmente um gestaltista ortodoxo diria que n&atilde;o  repeti o experimento como no original, num laborat&oacute;rio, sem influ&ecirc;ncias de  contexto, e por isso n&atilde;o deu certo. Minhas explica&ccedil;&otilde;es, o lugar em que estava  publicado, as pessoas que leram, tudo isso interferiu no resultado do teste. </p>
<p>  Entretanto, os pr&oacute;prios livros de gestalt fazem isso  descaradamente. Ao apresentar a lei de fechamento, eles dizem para olhar para a  figura abaixo e ver 4 pacmans:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pacman_gestalt1.gif" alt="Um ret&acirc;ngulo escondido entre pacmans" width="171" height="123">
<p>  Na verdade eles pedem para que voc&ecirc; veja um ret&acirc;ngulo branco  no centro. Quem viu 4 pacmans pode entender o poder que tem a influ&ecirc;ncia do  contexto sobre a percep&ccedil;&atilde;o. Quem n&atilde;o viu os pacmans, que veja nessa outra  figura:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pacman_gestalt2.gif" alt="Tela do jogo Pacman" width="448" height="576">
<p> Se as leis s&oacute; se confirmam dentro de um laborat&oacute;rio, que  utilidade t&ecirc;m para um produto que inevitavelmente estar&aacute; sujeito a todo tipo de  influ&ecirc;ncias de contexto quando for percebido, como &eacute; o caso da tela do jogo  acima? </p>
<p> A verdade &eacute; que <strong>n&atilde;o existem leis universais da percep&ccedil;&atilde;o</strong>.</p>


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<p> Se  as leis da percep&ccedil;&atilde;o realmente existissem, como sustenta a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestalt">Psicologia Gestalt</a>,  ent&atilde;o a percep&ccedil;&atilde;o seria control&aacute;vel mediante o dom&iacute;nio das leis. Bastaria  descobrir todas essas leis para montar um algoritmo que geraria layouts  automaticamente a partir das rea&ccedil;&otilde;es perceptuais desejadas, dispensando a  atua&ccedil;&atilde;o de um designer humano. A maior contribui&ccedil;&atilde;o do designer humano n&atilde;o &eacute; a  aplica&ccedil;&atilde;o de leis, mas sim a escolha dos est&iacute;mulos mais interessantes para os  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">diversos contextos de uso</a>. Atrav&eacute;s desses est&iacute;mulos, <strong>o designer pode at&eacute;  inaugurar novas formas de percep&ccedil;&atilde;o</strong>. </p>
<p>Se os gestaltistas admitem que a percep&ccedil;&atilde;o  &eacute; influenciada pela experi&ecirc;ncia pr&eacute;via, porque n&atilde;o seria a percep&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m  influenciada pelas novas experi&ecirc;ncias? </p>
<h2>A gestalt din&acirc;mica</h2>
<p>Tais questionamentos n&atilde;o visam descartar a aplica&ccedil;&atilde;o da Psicologia  Gestalt no Design, mas sim <a href="http://www.designwritingresearch.org/essays/modtheory.html">atualiz&aacute;-la</a>. Se considerarmos a gestalt de um  artefato como um todo em transforma&ccedil;&atilde;o, sua aplica&ccedil;&atilde;o se torna interessante para  entender melhor alguns aspectos do design de intera&ccedil;&atilde;o, por exemplo. </p>
<p> Enquanto o design gr&aacute;fico trabalha com formas visuais e o  design de produto com formas f&iacute;sicas, o design de intera&ccedil;&atilde;o trabalha com formas  imateriais. Uma tela congelada de um software n&atilde;o pode representar sua  totalidade, pois n&atilde;o est&atilde;o representadas in&uacute;meras qualidades que s&oacute; se realizam  no momento de uso. S&oacute; enquanto o software &eacute; usado &eacute; poss&iacute;vel perceber a  dimens&atilde;o do tempo, que se manifesta de forma n&atilde;o-linear. &Agrave; soma dessas  qualidades, <a href="http://flake.iguw.tuwien.ac.at/wiki/bin/viewfile/DesignInstruments/WebHome?rev=1.2;filename=interactionDesignInstruments.txt">Jonas L&ouml;wgren d&aacute; o nome de gestalt din&acirc;mica</a>, ou  seja, a percep&ccedil;&atilde;o geral das intera&ccedil;&otilde;es, sensa&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o proporcionadas  pelos artefatos interativos. </p>
<p>  Acho que &eacute; aquele &ldquo;gostinho&rdquo; inexplic&aacute;vel que sinto logo que  compro um novo gadget. No meu caso, enquanto a usabilidade vai bem, <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_experiencia_de_usar_um_palm.html">a percep&ccedil;&atilde;o  geral &eacute; muito favor&aacute;vel</a>, mas quando tenho problemas, essa percep&ccedil;&atilde;o &eacute; afetada. Outras  pessoas menos &ldquo;usabilidoidas&rdquo; valorizam outras qualidades do produto, portanto,  a gestalt din&acirc;mica varia de pessoa para pessoa. </p>
<p> Creio que a <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2004/11/30/experience-design-atracao-e-engajamento/">proposta do Experience Design</a> &eacute; justamente  estudar essa gestalt din&acirc;mica. Al&eacute;m do <a href="http://www.experiencedesignbooks.com/">livro do Nathan Shedroff</a>, vi pouca coisa  discutindo a rela&ccedil;&atilde;o do todo com as partes. Em geral, vejo designers utilizando  o termo como mero guarda-chuva para discutir uma parte do todo como a  usabilidade, arquitetura da informa&ccedil;&atilde;o, design de intera&ccedil;&atilde;o, design gr&aacute;fico,  design emocional e etc. Deve ser porque, para complicar ou simplificar, o todo é maior que a soma das partes.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/critica_a_gestalt_da_percepcao_visual.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">633@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-12-02T21:10:13-03:00</dc:date>

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<title>Identidade e subjetividade em tempos pós-modernos </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_pos-modernos_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Voc&ecirc; j&aacute; parou para se perguntar porque foi t&atilde;o dif&iacute;cil preencher a informa&ccedil;&atilde;o &quot;quem sou eu&quot; no seu perfil do Orkut? </p>
<p>O primeiro impulso &eacute; descrever suas caracter&iacute;sticas externas, ou seja, aquilo que as pessoas podem observar de fora. &quot;Eu sou divertido, tenho X de altura, tor&ccedil;o para o time Y, trabalho com isso, estudo aquilo.&quot; O neg&oacute;cio come&ccedil;a a ficar complicado quando algumas dessas caracter&iacute;sticas s&atilde;o contradit&oacute;rias, como no caso de um evang&eacute;lico que bebe socialmente. Nesse caso, basta omitir sua filia&ccedil;&atilde;o religiosa, afinal de contas, no Orkut n&atilde;o &eacute; vantagem ser reconhecido como um crente. L&aacute; pelas tantas, afloram as contradi&ccedil;&otilde;es internas. Voc&ecirc; escreve que &eacute; uma pessoa rom&acirc;ntica enquanto o tempo todo fica martelando na cabe&ccedil;a que seu neg&oacute;cio &eacute; <a href="http://www.usabilidoido.com.br/sexo_a_interacao_original.html">sexo</a>. A&iacute; fica a d&uacute;vida: posso ser rom&acirc;ntico e metrossexual ao mesmo tempo? </p>
<p>A maioria das pessoas n&atilde;o consegue resolver tais dilemas e prefere deixar em branco esta informa&ccedil;&atilde;o ou com um poema qualquer. </p><p>Isso acontece, a meu ver, por dois motivos: a) cada pessoa tem uma s&eacute;rie de m&uacute;ltiplas identidades, exibidas em diferentes situa&ccedil;&otilde;es e grupos sociais e b) o culto da superficialidade desencoraja a reflex&atilde;o sobre essas identidades e suas contradi&ccedil;&otilde;es inerentes, exigindo que as pessoas pare&ccedil;am bem resolvidas. O resultado &eacute; uma forte tens&atilde;o entre o que as pessoas sentem que s&atilde;o  e aquilo que elas s&atilde;o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/moda_e_identidade_social.html">obrigadas a parecer que s&atilde;o</a>. Quando a contradi&ccedil;&atilde;o aflora, a sociedade reprime rotulando pejorativamente o momento de &quot;crise de identidade&quot; e encaminha o aflito para um tratamento psicol&oacute;gico, afinal de contas, roupa suja se lava na lavanderia.</p>
<p>Se voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; satisfeito com isso tudo ou quer se aproveitar da situa&ccedil;&atilde;o para ganhar mais dinheiro, recomendo escutar a apresenta&ccedil;&atilde;o do semin&aacute;rio sobre o assunto elaborado pela minha equipe no Mestrado. Aos interessados na grana, recomendo altamente os <a href="http://www.usabilidoido.com.br/badulaques_de_identidade.html">slides que usei para tratar dos badulaques de identidade</a> (roupas, iPod, celulares, etc). </p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/identidade_subjetiva_globalizada.mp3">Identidade e subjetividade na globaliza&ccedil;&atilde;o</a> [MP3] 2 horas e meia 
</p>
<p>Equipe: <a href="http://liberland.blogspot.com/">Liber Paz</a> (o mascarado simpático do início), Monique Hornhardt, Jusmeri Medeiros, Arildo Camargo, Alan Witikoski, F&aacute;bio Luciano e Frederick van Amstel. </p>
<p>Ao final da apresenta&ccedil;&atilde;o do semin&aacute;rio, a plat&eacute;ia foi solicitada a construir com lixo recicl&aacute;vel algo que exprimisse suas identidades. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/lixao_identidade.jpg" alt="Mesa com lixo" width="500" height="407">
<p>Depois da dif&iacute;cil escolha, cada um explicou o significado de seu montinho de lixo. Minha colega &Iacute;sis, por exemplo, criou um bichinho com roupas coloridas que exprimem sua alegria permanente, com tr&ecirc;s olhos para xeretar aqui e ali, com espetos pelo corpo porque ela se sente um tanto quanto pressionada no momento e um cone na boca porque ela fala muito. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/isis_com_seu_bichinho.jpg" alt="Isis e seu bichinho" width="500" height="380">

<h2>Livros recomendados</h2>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1074355&ST=SE&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/1074355.jpg" alt="Identidade" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=34732&ST=SE&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/34732.jpg" alt="A Identidade Cultural na Pós-Modernidade" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=251809&ST=SE&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/251809.jpg" alt="Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos" /></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_pos-modernos_.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">607@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-09-07T18:43:24-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Moda e identidade social</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/moda_e_identidade_social.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.psiconcept.org/">Hugo Sant&acute;ana</a> apresentou um p&ocirc;ster interessant&iacute;ssimo no <a href="http://www.design.ufpr.br/ped2006">7&deg; P&amp;D Design</a> sobre o papel da moda na forma&ccedil;&atilde;o da identidade do sujeito. Para Hugo, escolhemos o design dos artefatos que usamos com base nas tend&ecirc;ncias da moda vigentes no grupo em que desejamos ser aceitos ou inclu&iacute;dos. A moda influencia os m&oacute;vies de nossas casas, nossos carros, nossos websites, nossos telefones celulares e, principalmente, nossas roupas. </p><p>Designers gostam de vestir roupas fora da moda padr&atilde;o com o objetivo de se diferenciar, mas no congresso de Design ficou n&iacute;tido que mesmo os mais ousados n&atilde;o estavam s&oacute;s, ou seja, estavam identificados com um determinado grupo social. </p>
<p>O pr&oacute;prio Hugo, por exemplo, era um dos poucos que estava vestido com vestimentas consideradas formais em nossa sociedade (veja na foto), mas certamente n&atilde;o estava sozinho. Certamente queria refor&ccedil;ar com sua indument&aacute;ria o profissionalismo de sua pesquisa, uma das mais bem embasadas que encontrei em todo o P&amp;D. Confira o bate-papo com ele sobre o assunto: </p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/p_d2006_moda_identidade_social.mp3">Moda e identidade social</a> [MP3] 10 minutos - 1,8 Mb 
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/moda_e_identidade_social.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">599@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-08-12T23:55:54-03:00</dc:date>

</item>
 
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<title>Dimensões da estética na formação do gosto</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/dimensoes_da_estetica_na_formacao_do_gosto.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Nos corredores do  <a href="http://www.design.ufpr.br/ped2006">7&deg; P&amp;D Design</a>, topei com Jos&eacute; Pirau&aacute;, que pesquisa no mestrado em Design da UFPE uma ferramenta para avalia&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica no Web Design. Pirau&aacute; acredita que o julgamento est&eacute;tico depende de tr&ecirc;s dimens&otilde;es: biol&oacute;gica, cultural e individual. Algumas coisas eu acho bonito porque isso &eacute; natural, algumas coisas eu acho bonito porque todos ao meu redor acham e outras coisas s&oacute; eu acho bonito e mais ningu&eacute;m. Acompanhe a breve discuss&atilde;o:</p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/p_d2006_dimensoes_estetica_piraua.mp3">Dimens&otilde;es da est&eacute;tica na forma&ccedil;&atilde;o do gosto</a> [MP3]  4 minutos 
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/dimensoes_da_estetica_na_formacao_do_gosto.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">597@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-08-10T01:15:43-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Estimulação emocional e propiciação de materiais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/estimulacao_emocional_e_propiciacao_de_materiais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Ao t&eacute;rmino da palestra de Wilson Kindlein Jr na abertura do <a href="http://www.design.ufpr.br/ped2006">7&deg; P&amp;D Design</a>, fiz-lhe algumas perguntas sobre as propriedades subjetivas dos materiais usados para fazer produtos. Eu estava particularmente interessado no papel dos materiais no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/relacoes_entre_design_emocao_e_atividade_.html">design emocional</a> e na <a href="http://www.usabilidoido.com.br/propiciacao_e_clicabilidade.html">propicia&ccedil;&atilde;o</a>. </p>
<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/p_d2006_estimulacao_emocional_materiais.mp3">Estimula&ccedil;&atilde;o emocional e propicia&ccedil;&atilde;o de materiais</a> [MP3] 3 minutos 

</p><p>
<img alt="Wilson Kindlein JR." src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wilson_kindlein.jpg" width="160" height="156" align="right" />
Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o, Kindlein mostrou exemplos como o anel ao lado,  com textura sint&eacute;tica de couro de arraia que, segundo as pesquisas do <a href="http://www.ufrgs.br/ndsm/">Laborat&oacute;rio da UFRGS</a>, cria v&iacute;nculo emocional com o usu&aacute;rio. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/estimulacao_emocional_e_propiciacao_de_materiais.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">596@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-08-10T00:46:17-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Relações entre design, emoção e atividade </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/relacoes_entre_design_emocao_e_atividade_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A quarta aula da disciplina <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/disciplinas/ti/pgt2044de.htm">Estudos em Intera&ccedil;&atilde;o Ser-Humano Computador</a> foi uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Psicologia S&oacute;cio-Hist&oacute;rica, desenvolvida pelos russos Vygotski, Luria e Leontijev. Trata-se de uma abordagem radicalmente diferente da cognitivista por tratar os processos mentais como indissoci&aacute;veis da media&ccedil;&atilde;o social e instrumental (atrav&eacute;s de artefatos). </p>
<p>Para o Design de Intera&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma abordagem muito interessante, j&aacute; que a media&ccedil;&atilde;o adquire papel central na teoria. Ademais, essa media&ccedil;&atilde;o &eacute; encarada como uma rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica entre o indiv&iacute;duo e a sociedade, o que evita cair no determinismo social (se a sociedade faz assim, todo mundo tem que fazer igual) e no determinismo tecnol&oacute;gico (o artefato condiciona o comportamento das pessoas). </p>
<p>Num outro post, fiz uma cr&iacute;tica &agrave; abordagem cognitivista do <a href="http://www.usabilidoido.com.br/emocao_culturalmente_situada.html">Donald Norman sobre o design emocional</a>, mas n&atilde;o apresentei um esquema alternativo. Nesta aula, Aladir Jr. fez uma excelente apresenta&ccedil;&atilde;o da perspectiva s&oacute;cio-hist&oacute;rica sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre emo&ccedil;&atilde;o no design, publicada originalmente no <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/tandf/ttie/2004/00000005/00000001/art00002">artigo de Janette Aboulafia e Liam Bannon</a>.</p>
<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/files/7/3/0/609730.mp3">Entendendo a afetitividade no design</a> [MP3] 15 MB 1 hora e meia 
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</p>
<p class="documento"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/understanding_affect_in_design.ppt">Slides da apresenta&ccedil;&atilde;o</a> [PPT] 2 MB </p>
<p>A segunda parte da aula, apresentada por Andr&eacute;a Santana teve interfer&ecirc;ncias de uma furadeira na sala ao lado e ficou inaud&iacute;vel... </p>
<p>Os textos da pr&oacute;xima aula s&atilde;o:</p>
<ul><li>SANTOS, Marin&ecirc;s Ribeiro dos (2000) <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/dissertacoes/2000/marines.pdf">Design, Produ&ccedil;&atilde;o e Uso dos Artefatos: Uma abordagem a partir da atividade humana</a>. Curitiba, 82 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Tecnologia) - Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Tecnologia, Curitiba, Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica do Paran&aacute;.</li>
  <li>SPINUZZI, Clay (2003) Introduction: Tyrants, Heroes, and Victims in Information Design. <a href="http://mitpress.mit.edu/0262194910">Tracing Genres through Organizations: A sociocultural approach to information design</a>. Cambridge, Massachusets: The MIT Press, Chapter 1-3, p. 1-23.</li>
</ul>

<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/relacoes_entre_design_emocao_e_atividade_.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-07-07T09:52:57-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Emoção culturalmente situada</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/emocao_culturalmente_situada.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na Psicologia Cognitiva a emo&ccedil;&atilde;o era considerada como um resqui&ccedil;o de instintos animais e n&atilde;o teria participa&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o do pensamento. Entretanto, estudos recentes apontam para a indissociabilidade entre sistema cognitivo e afetivo. Enquanto a cogni&ccedil;&atilde;o serve para entender as coisas, o sentimento serve para julgar. </p>

<p>No seu livro <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0465051367?ie=UTF8&tag=usabilidoido-20&linkCode=as2&camp=1789&creative=9325&creativeASIN=0465051367">Emotional Design</a>, <a href="http://www.jnd.org/">Donald Norman</a> separa o sistema afetivo em tr&ecirc;s n&iacute;veis: <a href="http://www.jnd.org/dn.mss/CH01.pdf">visceral, comportamental e reflexivo</a>. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/niveis_emocionais_norman.gif" alt="Tr&ecirc;s n&iacute;veis de processamento emocional" width="300" height="195">
<p>O impulso natural e autom&aacute;tico de resposta ao est&iacute;mulo sensorial est&aacute; no n&iacute;vel visceral. O frio na espinha ocasionado por uma freiada inesperada do carro &eacute; uma resposta visceral. Sair do carro  batido para discutir com o outro motorista que provocou a freiada &eacute; uma resposta comportamental, pois se trata de uma pr&aacute;tica comum no tr&acirc;nsito. Entretanto, a pessoa pode conter sua frustra&ccedil;&atilde;o, dar meia volta e ir embora se estiver com pressa para chegar a uma reuni&atilde;o de trabalho. O n&iacute;vel reflexivo pode impedir respostas naturais dos n&iacute;veis visceral e comportamental. </p><p>O problema dessa abordagem, segundo <a href="http://www.ics.uci.edu/~jpd/publications/2005/hcic2005-emotions.pdf">De Paula e Dourish</a>, &eacute; que <strong>classifica est&iacute;mulos e respostas em n&iacute;veis r&iacute;gidos e diminui a import&acirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o  onde eles ocorrem</strong>. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/dentro_do_onibus.gif" alt="Enjoado dentro do &ocirc;nibus" width="320" height="240">
<p>O est&iacute;mulo olfativo, sonoro e visual de estar pr&oacute;ximo de uma pessoa vomitando no &ocirc;nibus pode causar enj&ocirc;o. Norman diria que se trata de uma rea&ccedil;&atilde;o visceral ao odor desagrad&aacute;vel, aumentada pelo n&iacute;vel comportamental, pois &eacute; sinal de que o alimento que as pessoas que est&atilde;o ao lado comeram tamb&eacute;m podem estar fazendo mal, j&aacute; que em sociedades primitivas as pessoas compartilhavam o mesmo habitat e, consequentemente, o mesmo alimento. J&aacute; as pessoas que n&atilde;o sentem enj&ocirc;o  estariam sobrepujando a rea&ccedil;&atilde;o visceral e comportamental atrav&eacute;s do n&iacute;vel reflexivo. Elas entenderiam que o v&ocirc;mito alheio n&atilde;o tem nada a ver com si mesma e que lhe traria desvantagens sentir a mesma coisa. </p>
<p>Em outra situa&ccedil;&atilde;o de v&ocirc;mito em p&uacute;blico, como por exemplo logo ap&oacute;s a ingest&atilde;o do ch&aacute; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayahuasca">Ayahuasca</a> num ritual religioso, a rea&ccedil;&atilde;o visceral seria a mesma, mas adquiriria uma conota&ccedil;&atilde;o comportamental caracter&iacute;stica da cultura ritual. A cren&ccedil;a difundida pelos grupos Uni&atilde;o do Vegetal (UDV) e Santo Daime &eacute; de que o v&ocirc;mito seria uma forma de limpeza espiritual, muito comum entre os novatos. Para a pessoa deixar de ser considerada novata, ela precisa aprender a conter a &acirc;nsia de v&ocirc;mito, ou seja, sobrepujar a rea&ccedil;&atilde;o visceral. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ritual_ahayuasca.jpg" alt="Ritual de ingest&atilde;o do Ahayuasca" width="250" height="200">
<p>At&eacute; aqui, o modelo de Norman ainda tem f&ocirc;lego explicativo, mas a partir do momento em que encaramos a <strong>emo&ccedil;&atilde;o como uma teia intrincada de sentimentos ao inv&eacute;s de mero ato reflexo</strong>, ele demonstra-se insuficiente. </p>
<p>Segundo depoimentos colhidos por <a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/27(1)/artigo27(32).htm">Cazenave</a>, as primeiras experi&ecirc;ncias s&atilde;o desagrad&aacute;veis, mas com o tempo, a pessoa passa a ficar satisfeita com o v&ocirc;mito, pois dessa forma, suas &quot;impurezas&quot; s&atilde;o expelidas. Primeiro a pessoa considera o ch&aacute; como sendo o causador do v&ocirc;mito e por isso a experi&ecirc;ncia &eacute; desagrad&aacute;vel, mas conforme internaliza a cultura do ritual, ela passa a considerar o ch&aacute; como um purgante espiritual, que ajuda a expelir &quot;energias indesej&aacute;veis&quot;. &Eacute; somente ap&oacute;s a aceita&ccedil;&atilde;o de tal cren&ccedil;a que o v&ocirc;mito pode provocar sensa&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio. Trata-se de uma emo&ccedil;&atilde;o culturalmente adquirida, cultivada no n&iacute;vel reflexivo, mas que pode vir a se tornar t&atilde;o visceral quanto qualquer outra rea&ccedil;&atilde;o culturamente adquirida (raiva ao ser agredido verbalmente, euforia ao saber que o time de futebol marcou gol e etc). </p>

<p>Norman prop&otilde;e que existe um processo padr&atilde;o de manifesta&ccedil;&atilde;o dos sentimentos que acontece entre o est&iacute;mulo sensorial e a resposta motora, mas a varia&ccedil;&atilde;o de significado da mesma rea&ccedil;&atilde;o emocional em diferentes situa&ccedil;&otilde;es leva-nos a crer de que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel tamanha generaliza&ccedil;&atilde;o. Os n&iacute;veis do sistema afeito ainda podem trazer luz para o estudo das emo&ccedil;&otilde;es culturalmente situadas, mas seu relacionamento assim como proposto por Norman devem ser relativizados. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/emocao_culturalmente_situada.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">581@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-06-10T20:56:13-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Vermelho</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/vermelho.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No semin&aacute;rio de apresenta&ccedil;&atilde;o do livro <a href="http://www.editorasol.com.br/sinopses/design-e-cultura.html">Design &amp; Cultura</a>, a  professora <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/docentes/permanentes/luciana.htm">Luciana Martha Silveira</a> apresentou sua experi&ecirc;ncia de ensino de Teoria da Cor para seus alunos na UTFPR. Como exemplo, ela mostra como &eacute; dif&iacute;cil explicar aos seus alunos que o significado do vermelho depende essencialmente do contexto cultural onde ela est&aacute; inserida.</p>
<p> O significado do vermelho &eacute; constru&iacute;do desde &agrave; inf&acirc;ncia, quando nos s&atilde;o apresentados personagens como os <a href="http://pbskids.org/teletubbies/">Teletubbies</a>. As caracter&iacute;sticas da personalidade da P&ocirc; (a teletubby vermelha) s&atilde;o an&aacute;logas &agrave;s caracter&iacute;sticas simb&oacute;licas do vermelho. </p>

<p class="audio"><a href="http://ia310115.us.archive.org/2/items/O_Contexto_Simblico_da_Cor_Vermelha_algumas_reflexes_iniciais/contexto_simbolico_vermelho.mp3">O Contexto Simb&oacute;lico da Cor Vermelha: algumas reflex&otilde;es iniciais</a> [MP3] 16 minutos 3MB </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/vermelho.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">554@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-04-09T13:16:42-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Sexo, a interação original</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/sexo_a_interacao_original.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Prosseguindo minhas <a href="http://www.usabilidoido.com.br/licoes_da_natureza_o_exemplo_da_banana.html">divaga&ccedil;&otilde;es</a> sobre as li&ccedil;&otilde;es da natureza em design de intera&ccedil;&atilde;o, vamos explorar a mais fabulosa das intera&ccedil;&otilde;es: o sexo. Atrav&eacute;s do seu entendimento, podemos criar aplica&ccedil;&otilde;es sociais (ex: Orkut, ICQ, Flickr) mais prop&iacute;cias para relacionamentos afetivos, por exemplo. </p>
<p>Segundo o livro <a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1435258&ST=SE&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img8/1435258.jpg" alt="" align="right" /> Sexo e a Origem da Morte</a>, Atrav&eacute;s do sexo, dois organismos combinam seus c&oacute;digos gen&eacute;ticos para formar novos organismos, possivelmente mais adaptados ao ambiente. Essas transforma&ccedil;&otilde;es na esp&eacute;cie s&atilde;o essenciais para sua perpetua&ccedil;&atilde;o, pois as condi&ccedil;&otilde;es do ambiente tamb&eacute;m est&atilde;o sempre mudando. Uma vez desenvolvido, o corpo de um animal n&atilde;o pode mudar muito, portanto, &eacute; preciso que ele d&ecirc; lugar a um outro corpo mais adaptado. <strong>Sexo &eacute; sin&ocirc;nimo de vida e, ao mesmo tempo, de morte. </strong></p>

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<p>Se voc&ecirc; pensa que isso n&atilde;o vale para os seres-humanos, basta observar como a maioria das pessoas idosas j&aacute; n&atilde;o se adaptam t&atilde;o bem &agrave; sociedade como quando eram jovens. As maiores dificuldades n&atilde;o s&atilde;o f&iacute;sicas, mas sim s&oacute;cio-culturais. Mesmo que o corpo n&atilde;o envelhecesse, ainda assim seria preciso dar lugar aos jovens porque os costumes e cren&ccedil;as dos idosos n&atilde;o seriam os mesmos da sociedade em que vivem e est&atilde;o t&atilde;o arraigados que n&atilde;o podem ser mudados. N&atilde;o se pode escapar das leis da natureza. </p><p>Se o sexo &eacute; t&atilde;o importante para a perpetua&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, &eacute; preciso que haja um grande incentivo para que ele aconte&ccedil;a, da&iacute; vem o desejo sexual. Quando o corpo (e a mente) se encontram numa situa&ccedil;&atilde;o que julga prop&iacute;cia para o sexo, certos est&iacute;mulos externos podem fazer surgir o desejo. </p>
<p>Os bi&oacute;logos dizem que a  beleza que nos atrai em potenciais parceiros &eacute; um ind&iacute;cio de que aquele corpo est&aacute; bem adaptado ao ambiente, ou seja, possui um c&oacute;digo gen&eacute;tico &quot;interessante&quot;. Eu acredito que existam muitos outros fatores de atra&ccedil;&atilde;o, inclusive de ordem espiritual, mas para n&atilde;o complicar, adicionemos o fator normas de intera&ccedil;&atilde;o social. Voc&ecirc; n&atilde;o pode chegar para um potencial parceiro e dizer: &quot;Voc&ecirc; parece ter um DNA interessante... quer cruzar com o meu?&quot; Se o parceiro for um homem, pode at&eacute; achar uma cantada inteligente, mas uma mulher provavelmente ficar&aacute; ofendida com tanta objetividade e perder&aacute; a atra&ccedil;&atilde;o pelo galanteador. </p>
<p>&Eacute; da&iacute; que surge nossa primeira li&ccedil;&atilde;o relevante para o design de intera&ccedil;&atilde;o:</p>
<h4>Inclua  subjetividade na interface de intera&ccedil;&atilde;o social </h4>
<p> Se voc&ecirc; n&atilde;o sabe o que &eacute; subjetividade, n&atilde;o serei eu quem vai explicar; tenho medo de ser objetivo demais na defini&ccedil;&atilde;o. Procure alguns livros de psicologia, ou melhor, literatura. Mas, para n&atilde;o ficar discurso vazio, mostrarei dois exemplos. Como j&aacute; havia comentado anteriormente, o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/no_limite_entre_inspiracao_e_copia.html">Gazzag copiou quase tudo do Orkut</a>, menos a subjetividade. Veja como se preenche a informa&ccedil;&atilde;o de onde a pessoa mora em seu perfil:</p>
<h3>Gazzag</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/gazzag_moro.png" width="362" height="95">
<h3>Orkut</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/orkut_baladeiro_plantao.png" width="409" height="118"> 
<p>A equipe do  Gazzag fez assim provavelmente para simplificar o funcionamento do sistema, considerando que isso n&atilde;o era importante. Se eu fosse um &quot;baladeiro de plant&atilde;o&quot;, eu consideraria isso importante. Ali&aacute;s, dos meus amigos, os que poderiam ter assinalado essa op&ccedil;&atilde;o no Orkut n&atilde;o est&atilde;o usando o  Gazzag. Claro que n&atilde;o &eacute; s&oacute; por causa disso, mas a falta de subjetividade pode ser um bom motivo porque eles e os amigos deles n&atilde;o trocam o Gazzag pelo Orkut, mesmo funcionando mais r&aacute;pido e com menos bugs. </p>
<p>Sem subjetividade, a interface n&atilde;o estimula a imagina&ccedil;&atilde;o das pessoas, t&atilde;o necess&aacute;ria para tornar um ambiente interessante. O lugar onde as pessoas se encontram pode ser horr&iacute;vel, mas, com um pouco de imagina&ccedil;&atilde;o, pode se tornar um para&iacute;so. </p>
<p>A subjetividade talvez seja uma das caracter&iacute;sticas que mais nos diferencie dos animais. Enquanto os animais exalam odores, dan&ccedil;am fren&eacute;ticamente, piscam luzes e guincham, os seres-humanos costumam dar sinais bem mais amb&iacute;guos e discretos de disponibilidade sexual. Mesmo ap&oacute;s anos de conviv&ecirc;ncia, os casais n&atilde;o sabem quando o c&ocirc;njuge quer mesmo ou se est&aacute; correspondendo s&oacute; para n&atilde;o frustrar o outro. Para ter certeza, fazem brincadeiras, trocam gracejos, olhares e por a&iacute; vai.  </p>
<p>Segunda li&ccedil;&atilde;o: </p>
<h4>Permita que as pessoas exibam sinais de estado pessoal </h4>
<p>Um dos grandes problemas das aplica&ccedil;&otilde;es sociais &eacute; que elas n&atilde;o permitem exibir esses sinais. Se saio de f&eacute;rias ou fa&ccedil;o uma viagem longa, n&atilde;o h&aacute; como deixar um aviso grande no Orkut que n&atilde;o poderei responder aos recados deixados no meu scrapbook. Se ao menos a pessoa que deixa o recado pudesse confirmar se ele foi lido (assim como alguns sistemas de email permitem), j&aacute; diminuiria a possibilidade de haver alguma frustra&ccedil;&atilde;o. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/msn_emoticons.png" alt="Emoticons do MSN" width="596" height="144">
<p>Nos mensageiros instant&acirc;neos, d&aacute; pra saber quando a outra pessoa est&aacute; online, ocupada ou deu uma saidinha, por&eacute;m, n&atilde;o h&aacute; como expressar fluidamente o estado emocional. O MSN permite v&iacute;deo-confer&ecirc;ncia atrav&eacute;s da webcam, mas &eacute; imposs&iacute;vel o olho-no-olho, t&atilde;o eficaz para transmitir estados emocionais. Algumas pessoas costumam mudar constantemente a foto do perfil no MSN com esse objetivo, mas n&atilde;o &eacute; muito pr&aacute;tico. Os emoticons funcionam bem para esse objetivo, mas est&atilde;o atrelados a um momento espec&iacute;fico, ou seja, n&atilde;o indicam o estado de humor em que a pessoa est&aacute; naquele dia. Al&eacute;m disso, n&atilde;o d&aacute; pra saber o humor da pessoa antes de come&ccedil;ar a conversar com ela. Acho que seria legal ter &iacute;cones para indicar o humor atual (alegre, chateado, nervoso, etc), assim como os de status de conex&atilde;o. </p>
<p>Na hora de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/fullscreen_amor_e_odio.html">expressar emo&ccedil;&otilde;es</a>, &eacute; muito importante que o foco da pessoa n&atilde;o seja desviado. Devido &agrave; experi&ecirc;ncias frustrantes no passado, as pessoas costumam desligar os telefones pr&oacute;ximos antes da rela&ccedil;&atilde;o sexual. Ideal mesmo seria n&atilde;o precisar se preocupar com isso. </p>
<h4>N&atilde;o interrompa o fluxo emocional </h4>
<p>Quando comecei a usar o Orkut, cheguei a ficar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/orkut_e_exemplo_de_web_viciante.html">meio viciado</a>, mas t&atilde;o logo come&ccedil;aram a aparecer os Bad Donuts, eu parei de usar. Ficava muito nervoso quando estava tentando fazer algo interessante e era impedido. </p>
<p>As interrup&ccedil;&otilde;es  (e a constante possibilidade de interrup&ccedil;&atilde;o) &eacute; uma das maiores causas de frustra&ccedil;&atilde;o no uso do computador. Seja no tempo de carregamento de uma p&aacute;gina da Web  ou na mensagem de que seu sistema operacional foi atualizado, sua aten&ccedil;&atilde;o sobre a tarefa que est&aacute; sendo realizada &eacute; desviada. Durante a espera pelo carregamento da p&aacute;gina voc&ecirc; perde tempo, mas no caso da atualiza&ccedil;&atilde;o do sistema, voc&ecirc; perde concentra&ccedil;&atilde;o. Se n&atilde;o estamos completamente concentrados ao expressar uma emo&ccedil;&atilde;o, ela n&atilde;o parece t&atilde;o aut&ecirc;ntica para outras pessoas. </p>
<p>Apesar do MSN permitir expressar melhor emo&ccedil;&otilde;es, ele costuma me incomodar com suas interrup&ccedil;&otilde;es constantes. Antigamente, bastava que algu&eacute;m na minha lista ficasse online, que j&aacute; pulava uma janelinha e tocava um som avisando disso. Na vers&atilde;o 7, ele s&oacute; mostra a janelinha quando voc&ecirc; recebe uma mensagem. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/msn_interrompe.png" alt="Janela de chegada de mensagem no MSN" width="357" height="161">
<p>&Eacute; um dilema: se o mensageiro n&atilde;o avisar quando voc&ecirc; receber uma mensagem, voc&ecirc; pode n&atilde;o responder e passar por mal-educado. Se ele avisar, pode te interromper num momento em que voc&ecirc; n&atilde;o gostaria de ser interrompido.  </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/gtalk_interrompe.png" alt="Interrup&ccedil;&otilde;es do Gtalk" width="374" height="247">
<p>A janelinha  do Gtalk &eacute; mais discreta e exibe o conte&uacute;do completo da mensagem, permitindo que voc&ecirc; n&atilde;o precise nem abrir a janela da conversa para ler. </p>
<p>Por&eacute;m, o que mais me chama a aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a janelinha do mensageiro e sim a janela na barra de tarefas do sistema operacional. O contraste laranja sobre o azul &eacute; muito forte e ainda fica piscando. O problema disso &eacute; que minha aten&ccedil;&atilde;o &eacute; direcionada para l&aacute; e n&atilde;o para a janelinha. </p>
<p>Esse &eacute; um dos principais motivos pelo qual eu uso o <a href="http://www.miranda-im.org/">Miranda</a> ao inv&eacute;s do Gtalk, MSN e ICQ. Ele avisa que tem nova mensagem mudando o &iacute;cone na barra de tarefas. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/miranda.gif" width="478" height="31">
<p>Tudo bem que &agrave;s vezes eu nem percebo que o &iacute;cone est&aacute; l&aacute;, mas isso s&oacute; acontece quando estou muito concentrado em alguma outra tarefa. Na minha opini&atilde;o, resolveram o dilema. O aviso s&oacute; &eacute; percebido quando deve ser.</p>
<p>Essa li&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m implica em focar a interface na tarefa. Na tela de envio de cart&otilde;es eletr&ocirc;nicos do <a href="http://www.emotioncard.com.br/">Emotioncard</a>, as mensagens ao lado do cart&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rias para a realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa, servindo apenas para desviar o usu&aacute;rio de seu objetivo. <a href="http://www.ocarteiro.com.br/">Ocarteiro.com</a> &eacute; bem mais focado e de r&aacute;pido acesso. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/emotioncard.png" width="584" height="450">
<p>Outro ponto importante para o sexo e para as aplica&ccedil;&otilde;es sociais &eacute; a distin&ccedil;&atilde;o do que &eacute; p&uacute;blico do que &eacute; privado. Rela&ccedil;&otilde;es sexuais em p&uacute;blico s&atilde;o consideradas atentado ao pudor pelas nossas leis atuais. </p>
<h4>Permita que as atividades sejam p&uacute;blicas ou privadas </h4>
<p>Em geral , as pessoas n&atilde;o pensam se uma mensagem deve ser p&uacute;blica ou privada antes de conceb&ecirc;-la. J&aacute; me peguei escrevendo scraps (recados) no Orkut que deveriam ter sido enviados por email, j&aacute; que eram &iacute;ntimos demais para serem vistos por qualquer um. O Orkut bem que poderia me ajudar nessa hora e oferecer um bot&atilde;o extra para enviar o scrap como mensagem privada. Isso pelo menos conscientizaria mais as pessoas de que o que as mensagens dos recados podem ser lidas por absolutamente qualquer pessoa, seja ela amiga ou n&atilde;o. J&aacute; vi gente deixar hor&aacute;rio e local de encontros, informa&ccedil;&atilde;o valiosa para um sequestrador...</p>
<p>No <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>, o controle do que &eacute; p&uacute;blico e privado &eacute; muito mais expl&iacute;cito. Quando adiciono uma foto, ele me pergunta se quero deixar minhas fotos dispon&iacute;veis apenas para amigos e familiares, por exemplo.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flickr_publico_privado.png" alt="Configura&ccedil;&atilde;o privado/p&uacute;blico da foto no Flickr" width="552" height="601">
<p>No <a href="http://del.icio.us/amstel">Delicious</a>,  gostaria de ter tamb&eacute;m uma op&ccedil;&atilde;o para adicionar alguns links como privados. Se eu adicionasse a etiqueta &quot;pessoal&quot;, ele n&atilde;o exibiria os links para outros usu&aacute;rios. </p>
<p>O modo como uma pessoa lida com o que deve ser p&uacute;blico e o que deve ser privado &eacute; definido por sua personalidade. Exibicionistas (os chamados sem-vergonha) gostam de trocar car&iacute;cias er&oacute;ticas na frente de outras pessoas. Pessoas mais recatadas ficam horrorizadas com isso. De qualquer forma, ambos querem que os demais saibam qual &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o deles sobre a dimens&atilde;o p&uacute;blica/privada. </p>
<p>Se uma pessoa sabe que seu parceiro &eacute; t&iacute;mido, n&atilde;o vai coloc&aacute;-lo em situa&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica desnecess&aacute;ria, sen&atilde;o  poder&aacute; prejudicar o relacionamento. Conhecer (e aceitar) a nossa personalidade e a das pessoas que est&atilde;o ao nosso redor &eacute; a chave para o sucesso na intera&ccedil;&atilde;o social (especialmente no sexo), por isso, &eacute; essencial que a aplica&ccedil;&atilde;o social... </p>
<h4>Permita que as pessoas demonstrem sua personalidade atrav&eacute;s de suas escolhas  </h4>
<p>Numa pesquisa que fiz para o fotolog <a href="http://www.flogao.com.br">Flog&atilde;o</a>, fiquei impressionado como a personaliza&ccedil;&atilde;o do fotolog era importante para seus usu&aacute;rios. Os usu&aacute;rios podem escolher fontes, cores e imagens para decorar o template do seu fotolog: </p>
<a href="http://www.flogao.com.br/impatty"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/flogao_personalizado.png" alt="Flog&atilde;o de uma patricinha" width="759" height="623" border="0"></a>
<p>Se no Flickr, o mais comum &eacute; encontrar pessoas mostrando fotos, no Flog&atilde;o &eacute; mais comum encontrar fotos mostrando pessoas. As pessoas usam o Flog&atilde;o principalmente para fazer novos amigos e julgam se a pessoa &eacute; interessante pelas fotos e cores que ela coloca no fotolog. A intera&ccedil;&atilde;o social &eacute; diferente do Orkut porque enfatiza a apar&ecirc;ncia e n&atilde;o a ess&ecirc;ncia, mas o objetivo &eacute; o mesmo: auto-afirma&ccedil;&atilde;o. Eis um trecho de entrevista que a Revista de Webdesign fez comigo sobre Web 2.0 para a edi&ccedil;&atilde;o deste m&ecirc;s (a qual ainda n&atilde;o puder ler): </p>
<blockquote>
  <p>Numa
    comunidade virtual, as pessoas podem construir seu alter-ego e v&ecirc;-lo
    crescer pouco-a-pouco, seja em n&uacute;mero de amigos, figurinhas de
    comunidades, f&atilde;s, posts, cora&ccedil;&otilde;ezinhos, gelinhos e etc. &Eacute; como num
    RPG, onde voc&ecirc; pode escolher todas as caracter&iacute;sticas do seu
    personagem e mostrar aos outros e dizer: &quot;olha que legal quem eu sou e
    os pontos que ganhei&quot;.</p>
</blockquote>
<p>Sem conhecer a personalidade do parceiro &eacute; muito dif&iacute;cil chegar ao ponto alto numa rela&ccedil;&atilde;o. O climax m&aacute;ximo acontece quando as duas pessoas est&atilde;o em completa integra&ccedil;&atilde;o, quase formando um s&oacute; corpo. Nesse momento, ambos sentem prazer imenso, indescrit&iacute;vel, mas logo a uni&atilde;o termina. Se alguma coisa sair errado nesse derradeiro momento, h&aacute; grandes chances de frustra&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>N&atilde;o &eacute; apenas o sexo que precisa... </p>
<h4>Proporcionar um <strong>bom</strong> momento de climax na intera&ccedil;&atilde;o </h4>
<p>Dos tipos de produtos interativos, talvez o que mais precise de momentos de climax seja o game. Passar de n&iacute;vel, vencer um chef&atilde;o, vencer um amigo ou resolver o quebra-cabe&ccedil;a pode proporcionar prazer suficiente para o jogador ficar horas tentando alcan&ccedil;ar. At&eacute; hoje, n&atilde;o consigo me esquecer dos momentos em que vencia amigos no Mortal Kombat 2 e conseguia realizar um fatality, o ritual de assassinato hediondo. A motiva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a viol&ecirc;ncia gratuita, mas sim a auto-supera&ccedil;&atilde;o e humilha&ccedil;&atilde;o do advers&aacute;rio. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/mk_fatality.png" alt="Fatality no Mortal Kombat" width="395" height="254">
<p>Sempre fui contra a viol&ecirc;ncia, mas paradoxalmente quando adolescente, eu gostava de jogar esse tipo de jogo. Al&eacute;m da divers&atilde;o proporcionada pela competi&ccedil;&atilde;o, o game me atraia pela oportunidade de descarregar a raiva sem  ter consequ&ecirc;ncias desagrad&aacute;veis. Dentre <a href="http://www.xeodesign.com/whyweplaygames.html">os elementos motivadores para jogar identificados pela Xeodesign</a>, o que me atraia mais eram os &quot;estados alterados&quot; de consci&ecirc;ncia. Esse era o climax. </p>
<p>&Eacute; uma pena que o Orkut n&atilde;o tenha algo assim... Estou falando do climax, n&atilde;o da viol&ecirc;ncia! </p>
<p>Talvez a situa&ccedil;&atilde;o que mais possa estimular emo&ccedil;&otilde;es seja quando voc&ecirc; descobre que a pessoa que voc&ecirc; est&aacute; paquerando est&aacute; paquerando voc&ecirc; tamb&eacute;m. Quando voc&ecirc; e uma outra pessoa est&atilde;o interessados em namoro, o Orkut permite adicionar essa pessoa numa lista de paqueras. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/orkut_paquera.png" alt="Adicionar &agrave; lista de paqueras no orkut" width="516" height="274">
<p>O problema &eacute; que o Orkut n&atilde;o explica o que acontece depois de clicar em adicionar paquera. Voc&ecirc; n&atilde;o sabe se a pessoa vai saber que foi adicionada, o que poderia causar uma situa&ccedil;&atilde;o desconfort&aacute;vel demais (leve em considera&ccedil;&atilde;o que se a pessoa precisa do Orkut para paquerar, &eacute; porque deve ser bem t&iacute;mida). Na verdade, a pessoa s&oacute; vai saber que foi paquerada se fizer exatamente a mesma coisa. Nesse momento, o Orkut envia a seguinte mensagem para as duas pessoas:</p>
<blockquote>
  <p>Ol&aacute;, Frederick,</p>
  <p>Est&aacute; um clima de paquera entre voc&ecirc; e Armelinda Pegadora!</p>
  <p>Para ver o perfil de Armelinda Pegadora, clique em: <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3844827304996040502">http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3844827304996040502</a></p>
  <p>Respire fundo e pense nisto...</p>
  <p>O orkut revelou um sentimento m&uacute;tuo e mostrou as flechadas do Cupido. Mas, apesar de ajudarmos a descobrir esse amor, seu rumo ser&aacute; determinado pelos seus cora&ccedil;&otilde;es.</p>
  <p>Contate esta paquera no orkut. http://www.orkut.com</p>
</blockquote>
<p>Se sabem que meu humor &eacute; seco/sarc&aacute;stico - pateta/palha&ccedil;o porque me mandam uma mensagem como essa? A cafonice da mensagem quebrou todo o clima com a Armelinda; tive que desistir da paquera. Se o Orkut tem um perfil t&atilde;o completo sobre minha personalidade, porque n&atilde;o usa isso a seu favor? Como disse antes, se algo sair errado na hora do climax, est&aacute; tudo perdido...</p>
<p>Outros que perdem a oportunidade de proporcionar um bom climax s&atilde;o o Flog&atilde;o e o Flickr. A equipe do Flog&atilde;o escolhe toda semana, alguns fotologs em destaque e coloca-os na <a href="http://www.flogao.com.br">home</a>, por&eacute;m quando voc&ecirc; entra neles n&atilde;o h&aacute; nenhuma esp&eacute;cie de selo ou indica&ccedil;&atilde;o de que aquele &eacute; um fotolog premiado. Analogamente, o Flickr tem a se&ccedil;&atilde;o <a href="http://www.flickr.com/explore/interesting/">Interestingness</a>, que premia automaticamente as fotos mais populares, mas tamb&eacute;m n&atilde;o mostra nada no fotolog premiado. Tudo bem que o aumento do n&uacute;mero de acessos e coment&aacute;rios indica ao dono do fotolog que alguma coisa estranha est&aacute; acontecendo, mas seria muito gratificante contar com um selo de qualidade. Lembra do fator auto-afirma&ccedil;&atilde;o? </p>
<h2>Discuss&atilde;o </h2>
<p>Poder&iacute;amos ficar aqui eternamente encontrando paralelos entre  sexo e aplica&ccedil;&otilde;es sociais, mas acho que est&aacute; de bom tamanho para iniciar uma discuss&atilde;o. Mulheres, por favor, deixem sua vis&atilde;o feminina (provavelmente diferente da minha) sobre o assunto.  </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/sexo_a_interacao_original.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-01-02T22:56:28-03:00</dc:date>

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