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<title>Usabilidoido : Design de Interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description>Design de Interação é a maneira como um artefato proporciona ações em conjunto entre pessoas e sistemas. Além de indicar o aspecto essencial dos produtos interativos, o termo também define um processo de criação e uma sub-disciplina do Design que se ocupa em estudá-lo. Saiba mais sobre o assunto.</description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2008-08-19T15:31:31-03:00</dc:date>
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<title>O fim das desculpas para não fazer pesquisa com usuários</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Em minha experiência de academia e mercado, cheguei à conclusão que não se faz pesquisa com usuários em projetos não por falta de recursos, mas por falta de conhecimento. Não se sabe o que é, pra quê serve, quando fazer e como fazer. Quando o profissional sabe o que é possível fazer, sempre consegue encaixar algum tipo de pesquisa, por menor que seja.</p>


<p>Essa foi umas das forças motivadoras para fundar o <a href="http://www.faberludens.com.br/">Instituto Faber-Ludens</a>. Expliquei esse ponto na <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">palestra do Encontro de Webdesign em 2007</a>. Com o Instituto, queremos promover pesquisa de qualidade no Brasil, pois somente assim chegaremos à tão desejada inovação econômica, política, social. Em se tratando de Design de Interação, falo de pesquisa com usuários, não de pesquisa técnica. A contribuição principal do Design de Interação não é a invenção de novas técnicas de produção e sim novas formas de aplicação da técnica, como expliquei na <a href="http://usabilidoido.com.br/ajax_e_design_de_interacao_dois_lados_da_mesma_moeda.html">palestra sobre Ajax</a>. </p>

<p>Se o problema principal é a falta de conhecimento, eis um esforço para tentar reverter isso: Criamos no Instituto Faber-Ludens um <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/26">Guia Colaborativo</a> que inclui uma seção sobre <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/36">métodos de pesquisa</a>. Se você conhece algum método, por favor, colabore e acrescente conteúdo. Se você não conhece, aproveite para conhecer. Uma referência sobre esse assunto é o <a href="http://dpl.kaist.ac.kr/design-methodology/Main_Page">wiki Design Methodology</a>, mas está em inglês.</p>

<p>Tenho também uma aula do curso de especialização que fala um pouco sobre alguns dos métodos citados no Guia. Quero explicar com mais calma o assunto num livro ou artigo. Por enquanto, é o que tenho de mais completo.</p>

<object style="margin: 0px" height="355" width="425">
	<param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=pesquisa-de-campo-em-design-de-interao-3371&amp;stripped_title=pesquisa-de-campo-em-design-de-interao">
	</param>
	<param name="allowFullScreen" value="true">
	</param>
	<param name="allowScriptAccess" value="always">
	</param>
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</object>
<p class="documentos">

<ul>
	<li><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pesquisa_campo_design_interacao.pdf">Slides</a> [PDF]</li>
	<li><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pesquisa_campo_design_interacao2.mov">Slides com áudio</a> [MOV]</li>
	<li><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens16_08_2008.mp3">Áudio</a> [MP3] </li>
</ul>
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-08-19T15:31:31-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Teorias de Interação Humano-Computador</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/teorias_de_interacao_humanocomputador.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Depois de apresentar as <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/247">diferentes abordagens que conheço em Design de Interação</a>, aprofundei com meus alunos as duas principais teorias que permeiam as abordagens. Embora Interação Humano-Computador seja uma área multi-disciplinar, as teorias psicológicas são muito usadas para fundamentar pesquisas nessa área. 
</p>
<p>Da Psicologia Cognitiva veio a Teoria do Processamento de Informação e da Psicologia Sócio-Histórica, veio a Teoria da Atividade. Embora Design de Interação seja uma área prática - diferente de IHC que é científica - essas teorias são muito importantes porque delineiam as metodologias, métodos, técnicas e princípios empregados na prática. </p>

<object style="margin: 0px" height="355" width="425">
	<param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=psicologia-aplicada-ao-design-de-interao-21006&amp;stripped_title=psicologia-aplicada-ao-design-de-interao">
	</param>
	<param name="allowFullScreen" value="true">
	</param>
	<param name="allowScriptAccess" value="always">
	</param>
	<embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=psicologia-aplicada-ao-design-de-interao-21006&amp;stripped_title=psicologia-aplicada-ao-design-de-interao" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="355" width="425"></embed>
</object>
	<p class="documento"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/psicologia_aplicada_design.pdf">Slides</a> [PDF] 6 mb</p>
<p>
A Teoria do Processamento de Informação é a mais conhecida (e muitas vezes a única). Ela se baseia na premissa que a mente humana é um processador extremamente complexo de informações. No entanto, se subdividimos seus componentes e descobrirmos como eles se relacionam, é possível compreender o funcionamento da mente. Os cientistas observam o comportamento, formulam modelos abstratos de funcionamento e rodam experimentos para tentar comprová-los. Essa teoria possibilitou o desenvolvimento das seguintes coisas, por exemplo:
</p>
<ul>
	<li>O computador</li>
	<li>Interfaces gráficas</li>
	<li>Design Centrado no Usuário</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/teste_de_usabilidade.html">Teste de Usabilidade</a></li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/cardsorting_classificando_conteudo.html">Card-sorting</a></li>
</ul>
<p>
Já a Teoria da Atividade é menos conhecida, mas também influente. A idéia principal é que o sujeito é construído socialmente através da interação com seus pares, sempre mediada por instrumentos ou signos. A consciência se manifesta na atividade (social) e, consequentemente, a constituição mental de um indivíduo é delineada pelas atividades em que ele participa. Para investigar a mente, é preciso investigar o locus social dos indivíduos e, principalmente, suas atividades. Essa teoria possibilitou o desenvolvimento das seguintes coisas, por exemplo:
</p>
<ul>
	<li>Websites de redes sociais</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_softwares_multiusuario.html">Softwares colaborativos multi-usuário </a></li>
	<li>Design Centrado na Atividade</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_participativo_no_design_de_interacao_e_na_web_20.html">Design Participativo</a><br type="_moz" />
	</li>
	<li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">Etnografia</a></li>
</ul>
<p>
Conhecer estas duas teorias é fundamental para o designer de interação ser crítico em relação à sua prática e, principalmente, com as conceitualizações ingênuas de sua prática. O designer praticante não é um teórico, portanto, não precisa ficar preso a nenhuma dessas correntes e sim, aproveitar suas contribuições. 
</p>

<embed src="http://multimidia.faberludens.com.br/psicologia_aplicada_design.mov" width="480" height="360" scale="tofit" autoplay="false" />

	<p>[ Download <a href="http://multimidia.faberludens.com.br/psicologia_aplicada_design.mov">vídeo</a> ]</li>
	<p class="audio"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens09_08_2008.mp3">Áudio</a> [MP3] 51 mb</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/teorias_de_interacao_humanocomputador.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">761@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-08-10T23:09:35-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Ensinando Design de Interação com brincadeiras</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ensinando_design_de_interacao_com_brincadeiras.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Como se pode perceber pelos últimos posts, este ano estou envolvido intensamente com a formação de novos profissionais em design de interação. A partir de 2007, notei que começaram a surgir vagas procurando profissionais com esse perfil. Hoje elas são preenchidas com dificuldade. As empresas estão sendo obrigadas a treinar os novos profissionais, porém, sentem dificuldade em fazê-los captar o que elas querem.</p><p>Por mais que se mostrem <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">definições teóricas do que é design de interação</a>, a ficha demora a cair. Designers são profissionais que aprendem fazendo muito mais do que teorizando. Como ensinar fazendo algo que ainda não está sendo feito? </p>

<p>A esse respeito, tive uma experiência muito bem sucedida com meus alunos da <a href="http://www.unisul.br/">Unisul</a> recentemente que gostaria de compartilhar. A disciplina era Usabilidade e Ergonomia de Interfaces, mas por achar mais importante compreenderem design de interação como um todo, não enfatizei os aspectos do nome da disciplina. Em 30 horas de aula eu precisava dar essa visão geral e ainda construir com eles um projeto. </p>

<p>Comecei mostrando alguns projetos que julgo interessantes por explorar as possibilidades do design de interação. Designers são ótimos em observar outros projetos e <a href="http://usabilidoido.com.br/tendencias_cliches_e_reproducao_cultural_no_design.html">reproduzir suas características</a>. Porém, eu queria que eles compreendessem que design de interação não é o projeto do artefato em si e sim o que as pessoas vão poder fazer com o artefato. </p>

<p>Lá pelas tantas, apresentei um dos projetos do Instituto Faber-Ludens, o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/226">Catálogo de Brincadeiras</a>. Expliquei que as brincadeiras de criança são formas de design de interação popular que existem a muito tempo e que a diferença para o design de interação profissional de hoje é que este embute as regras da brincadeira (ou qualquer outra atividade) nos artefatos. Os alunos se interessaram tanto que decidiram desenvolver o projeto da disciplina a partir dessa idéia. No videocast número 2 do Instituto explico melhor esse conceito:</p>

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jiCPnr_A0dg&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/jiCPnr_A0dg&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

<p>A proposta era que eles extraíssem as regras de uma brincadeira e aplicassem-nas numa outra situação que não fosse uma brincadeira, tentando prazer e resultados práticos aos participantes. Primeiro eles tinham que levantar uma lista de brincadeiras que conheciam e uma lista de possíveis situações em que ela seria aplicável. Depois que escolhiam o melhor "encaixe", iam a campo pesquisar tanto a brincadeira quanto a situação. Na volta, tiveram que diagramar a brincadeira e apresentar as entrevistas sobre a situação. Veja o exemplo do projeto <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Pok">Pok</a>, que visa aplicar no trânsito a brincadeira de jogar pipoca em pessoas que incomodam no cinema.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/diapok.jpg" alt="Pessoas jogando pipocas em que faz barulho" />

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1oF8t8iw1kI&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1oF8t8iw1kI&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

<p>No caso desse projeto, a solução foi uma buzina melhorada. A buzina padrão é um sinal genérico que não indica o quê está sendo avisado, nem quem está sendo avisado. Por isso, é comum os motoristas devolverem com buzinadas, gerando uma confusão infernal. Os alunos Marco e Alan criaram uma buzina direcionada, acionada por um controle remoto. A recepção do sinal é dada por um adesivo colado no vidro ou capô do carro. Esse adesivo também exibe o status do motorista. Se ele recebe muitas advertências como essa, fica com a pontuação baixa. É um "Como estou dirigindo dinâmico". O motorista advertido fica sabendo na hora com o seu próprio controle remoto, que emite sinal sonoro dentro do carro. É uma espécie de "pipoca eletrônica" que, além de avisar o intransigente, o coloca numa situação de constrangimento social, inibindo o comportamento indesejado pelas pessoas ao redor.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/diagramapok.jpg" width=" 600" alt="diagrama da proposta Pok" />

<p>Outro projeto interessante foi inspirado na brincadeira <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/228">Elefantinho Colorido</a> e aplicado em festas. As pessoas entram na balada e recebem um botom colorido, cada um de uma cor. De vez em quando, o DJ aciona um alerta e os botons de uma determinada cor acendem, incentivando que as pessoas com a mesma cor se encontrem e dancem juntas.
Ajudei as alunas Bárbara e Mirela a construir um protótipo do <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Elefante%20Psicodélico">Elefante Psicodélico</a> na própria universidade. (Note no vídeo a precariedade da fixação do meu datashow).</p>

<object width="425" height="350"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uB2Dw-094hI">  <embed src="http://www.youtube.com/v/uB2Dw-094hI" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed>  </object>

<p>Pode-se criticar que eles estão sonhando com uma realidade distante do mercado de produtos eletrônicos brasileiro. Sim, dar liberdade para desenvolver projetos experimentais é fundamental numa faculdade que deseja formar profissionais para o futuro e não só para o mercado atual. Porém, o que estou tentando ensinar não é o modo de funcionamento desses artefatos e sim o processo de design de interação. Este se aplica a qualquer artefato, inclusive aqueles que já estão bem estabelecidos no mercado. Um outro projeto que demonstra isso bem legal é o <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/boo">Boo</a>, que se configurou num aplicativo OpenSocial para o Orkut. A inspiração veio da brincadeira <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/231">Caça ao Tesouro</a> e a situação foi o primeiro beijo de um adolescente. Já avisei ao Jader e a Juliana que eles podem ganhar muito dinheiro se conseguirem desenvolver mais o projeto.</p> 

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TVqhE3lijTs&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TVqhE3lijTs&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

<p>Ainda desenvolvemos outros projetos interessantes com os alunos, cujo processo está todo documentado no <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/">blog da disciplina</a>. Aliás, graças a este blog, outros professores estão aplicando algumas das idéias em suas disciplinas, como é o caso de <a href="http://projetosinterativos.blogspot.com/">Elton Vinicius da Silva com seus alunos da UFES</a>. Adorei os trabalhos dos alunos e espero que essa iniciativa esteja contribuindo para vivermos num mundo melhor projetado!</p>

<p>No curso de <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">especialização do Instituto Faber-Ludens</a> estou aplicando uma versão mais completa do exercício. Aliás, estamos planejando levar o curso a outras cidades. Quem tiver interesse, por favor, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/246">participe da enquete</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ensinando_design_de_interacao_com_brincadeiras.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-08-05T10:36:53-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Modelo conceitual para Design de Interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/modelo_conceitual_para_design_de_interacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Há alguns anos venho tentando desenvolver um modelo que permita visualizar e compreender diferentes abordagens existentes em design de interação. Comecei listando os diferentes <a href="http://usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html">design centrado em tã-nã-nã</a> que conhecia. Depois, propus o <a href="http://usabilidoido.com.br/o_dominio_do_design_de_interacao.html">domínio do design de interação</a>, tentando integrar cada um dos centros identificados. Na <a href="http://usabilidoido.com.br/reconceitualizando_a_interacao.html">pesquisa com usuários do Orkut</a> notei que não se trata de um domínio e sim de uma arena de conflitos, que é o que costuma levar a gambiarras. </p>
<img alt="Modelo de Design de Interação" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/modelodi.gif" /> 

<p>A novidade é que identifiquei elementos mediadores entre comportamentos humanos e as adaptações dos sistemas: o gênero. Sabe quando estamos sentindo aquelas pressões para fazer algo parecido ou com elementos de projetos do mesmo tipo? E aquele jeito tenso de assistir filmes de terror ou jogar jogos firt-person shooter? É o tal do gênero, que envolve competências tanto de escrita quanto de leitura e, por isso, é mediação.</p>

<img alt="Esquema de design de interação" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/esquema_design.png" width="400" />

<p>Apresentei o modelo na minha aula de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/taxonomy/term/169">Fundamentos de Design de Interação</a> e os alunos parecem ter captado, apesar da avalanche de informação.</p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens02_08_2008.mp3">Audio</a> [MP3] 2 hs 50 mb</p>

<embed autoplay="false" scale="tofit" src="http://multimidia.faberludens.com.br/abordagens_di.mov" width="480" height="340" />
<p>[ <a href="http://multimidia.faberludens.com.br/abordagens_di.mov">Download video</a> ]</p>

<p class="documento"><a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/system/files/abordagens_di.pdf">Slides</a> [PDF] 6 mb</p>

<p>Estou interessado em dar a visão mais abrangente possível a meus alunos para que eles possam escolher o caminho a trilhar e não fiquem alienados achando que só existe uma única abordagem que é a melhor do mundo. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/modelo_conceitual_para_design_de_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">757@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2008-08-04T16:14:46-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://multimidia.faberludens.com.br/abordagens_di.mov" length="123818596" type="video/quicktime" /><enclosure url="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens02_08_2008.mp3" length="59876486" type="audio/mpeg" /><enclosure url="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/modelodi.gif" length="15143" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/esquema_design.png" length="40396" type="image/png" />
</item>
 
<item>
<title>É possível controlar o comportamento humano?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/e_possivel_controlar_o_comportamento_humano.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Esse foi o tema (espinhoso) da sexta aula de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/taxonomy/term/169">Fundamentos de Design de Interação</a>. De fato, acredito que designers de interação são algum tipo de reguladores do comportamento, legisladores de um espaço digital. O design embute premissas acerca do comportamento social que inibem ou habilitam certas ações. Apesar disso, as pessoas podem, dependendo da severidade, subverter as inibições ou não usar as habilidades do artefato.
</p>
	<p class="audio"><a href="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens26_07_2008.mp3">É possível controlar o comportamento humano?</a> [MP3] 86 mb 
	</p>
<p>
<a href="http://pt.shvoong.com/social-sciences/1632203-vigiar-punir-panóptico-michel-foucault/">Michel Foucault apresenta a seguinte teoria</a>: o que permite o controle do comportamento é o poder, porém, este só se manifesta quando a pessoa aceita o poder do outro. Na verdade, poder é justamente essa força que parte do dominado em favor do dominador e que pode, a qualquer momento, ser redirecionada. Violência não é poder, mas o medo dela pode ser. 
</p>
	<p class="documento">Slides: <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/system/files/design_comportamento_humano.pdf">Design do Comportamento Humano</a> [PDF]</p>
<p>
Foucault demonstra que da Idade Média para a Era Moderna, mudamos o modo de regular o comportamento social de um paradigma de punição selvagem pública (esquartejamentos, enforcamentos) para um controle invisível exercido pela disciplina. Enquanto estamos preocupados se alguém nos está observando, verificando se estamos dentro da disciplina, estaremos nos auto-regulando. 
</p>
<p>
A estrutura ideal de controle, na opinião de Foucault, é o Panopticon de Jeremy Benthan, que induz os presos a se regularem uns aos outros. Podemos observar essa estratégia também no próprio urbanismo de cidades como Popayan, cujos prédios possuem sacadas de frente pra rua, induzindo a observação dos transeuntes.
</p>
<object width="425" height="344">
	<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kkQ6ykrkf-E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1">
	</param>
	<param name="allowFullScreen" value="true">
	</param>
	<embed src="http://www.youtube.com/v/kkQ6ykrkf-E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed>
</object>
<p>
Esse artifício é o que Foucault chama de &quot;tecnologias do eu&quot; e podem ser encontradas às milhares na Internet: Twitter, Orkut, MSN, Email... todas essas ferramentas ajudam os outros a nos observar e a nós mesmos a observar os outros. Não teremos no futuro um Big Brother que centraliza a observação e sim uma observação descentralizada de &quot;irmãos menores&quot;, executada pelos próprios observados horizontalmente: esse é o verdadeiro sentido do Panopticon. 
</p>
<p>
Mas nem tudo é sinistro nessa história de controle. A arquitetura também pode ser usada para a autonomização do indivíduo, dando a ele mais poder do que tira. Alguns exemplos nos vídeos abaixo:
</p>
<object width="425" height="344">
	<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kbiGkOVcZLc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1">
	</param>
	<param name="allowFullScreen" value="true">
	</param>
	<embed src="http://www.youtube.com/v/kbiGkOVcZLc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed>
</object>
<object width="425" height="344">
	<embed src="http://www.youtube.com/v/1ry0Fn4jgPs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed>
</object>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/e_possivel_controlar_o_comportamento_humano.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">756@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-08-04T15:50:51-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://multimidia.faberludens.com.br/pos_faberludens26_07_2008.mp3" length="89925133" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Surrealidade e Realidade Aumentada</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/surrealidade_e_realidade_aumentada.html</link>
<description><![CDATA[
 <p>
Minha terceira aula de <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/taxonomy/term/169">Fundamentos em Design de Interação</a> foi profunda. Começamos com o problema básico da Filosofia: a relação entre o homem e o mundo. Existem basicamente três explicações possíveis: a realidade são as idéias (idealismo), a realidade é a matéria (materialismo) ou a realidade é um produto da interação entre o homem e o mundo (fenomenologia). Seguindo essa terceira via, distinguimos diferentes tipos de mediações
que os artefatos podem desempenhar, transformando a percepção do mundo
(realidade subjetiva). A base é o livro <a href="http://www.amazon.com/What-Things-Philosophical-Reflections-Technology/dp/0271025409/ref=pd_bbs_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1214099288&amp;sr=8-1">What Things Do</a>, <a href="http://www.odannyboy.com/blog/new_archives/2006/11/review_what_thi.html">indicado pelo Dan Saffer</a> como uma interessante abordagem filosófica ao Design.
</p>
    <p class="audio">
    <a href="http://www.faberludens.com.br/files/audio/pos_faberludens21_06_2008.mp3">Surrealidade e Realidade Aumentada</a> [MP3] 1h43m - 66 mb</p>
 <p>
<p>
Como exemplo, discutimos o <a href="http://www.dunneandraby.co.uk/designing/placebo/fplacebo.html">Projeto Placebo</a> de Anthony Dunne e Fiona Raby, que usa produtos eletrônicos como forma de promover reflexão sobre campos eletromagnéticos. A surrealidade cria um distanciamento entre as pessoas e os objetos, fazendo-as ver relações de afeto e dependência que nunca tinham notado.
</p>
<p class="documento">
<a href="http://www.faberludens.com.br//files/video/placebo_project.mov">Projeto Placebo</a> [MOV] 22min 21mb
</p>
<p>
Na outra ponta, existe a Realidade Virtual, que propõe um mundo das idéias perfeito e controlado. De uma forma mais bem humorada do que no filme O Passageiro do Futuro, alunos da Carnegie Mellon relembram de antigos jogos da Nintendo e alertam para os &quot;perigos&quot; da realidade virtual nesse vídeo:
</p>
<object height="344" width="425">
    <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9xGJNQZ3wCA&amp;hl=pt-br">
    </param>
    <embed type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425" src="http://www.youtube.com/v/9xGJNQZ3wCA&amp;hl=pt-br"></embed>
</object>
<p>Por essas e outras a Realidade Virtual está dando lugar a Realidade Aumentada que, ao invés de substituir o mundo onde vivemos, oferecer ferramentas para aumentar nossas capacidades de interação com ele.
</p>

<object width="425" height="344">
    <param value="http://www.youtube.com/v/ZKw_Mp5YkaE&amp;hl=pt-br" name="movie">
    </param>
    <embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/ZKw_Mp5YkaE&amp;hl=pt-br"></embed>
</object>
<p>
A BMW montou um cenário fictício de aplicação de realidade aumentada para auxiliar (ou engessar) reparos em automóveis. <br />
<object width="425" height="344">
    <param value="http://www.youtube.com/v/P9KPJlA5yds&amp;hl=pt-br" name="movie">
    </param>
    <embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/P9KPJlA5yds&amp;hl=pt-br"></embed>
</object>
<br />
Em São Paulo, <a href="http://usabilidoido.com.br/vai_de_radiotaxi_que_nada_vou_de_gpstaxi.html">GPS que ditam o caminho</a> e mostram mapas em 3 dimensões já são comuns. De carona no sucesso, saca só a propaganda: <br />
<object width="425" height="344">
    <param value="http://www.youtube.com/v/mBQb5DUkiBg&amp;hl=pt-br" name="movie">
    </param>
    <embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/mBQb5DUkiBg&amp;hl=pt-br"></embed>
</object>
</p>
<p>
Na Alemanha, os GPS com voz feminina que vinham nos carros da Volvo sofreram Recall para mudar para voz masculina. Os alemães não se sentiam confortáveis para receber ordens de mulheres. Tecnologia também pode ser machista, ou racista.
</p>
<object width="425" height="344">
    <param value="http://www.youtube.com/v/A2gSYCi7roc&amp;hl=pt-br" name="movie">
    </param>
    <embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/A2gSYCi7roc&amp;hl=pt-br"></embed>
</object>

<p>Depois da aula, os alunos estudaram produtos que alteram nossa percepção de realidade no dia-a-dia sem percebemos. Luis Felipe descobriu que algumas pessoas consideram o <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/202">ritual de tomar banho praticamente uma meditação</a>, enquanto Guilherme Silveira constatou que as pessoas só se dão conta de seus <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/212">aparelhos de som quando eles dão problema</a>.
<p>
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]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">755@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-07-31T22:54:40-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.faberludens.com.br//files/video/placebo_project.mov" length="22445254" type="video/quicktime" /><enclosure url="http://www.faberludens.com.br/files/audio/pos_faberludens21_06_2008.mp3" length="69482859" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Corporeidade e interfaces tangíveis</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/corporeidade_e_interfaces_tangiveis.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na segunda aula de <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/taxonomy/term/169">Fundamentos de Design de Intera&#231;&#227;o</a> discutimos o conceito de corporeidade. A id&#233;ia b&#225;sica &#233; que a cogni&#231;&#227;o n&#227;o &#233; um fen&#244;meno localizado na mente e sim algo que acontece na intera&#231;&#227;o entre ser-vivo e o ambiente atrav&#233;s de seu corpo. Segue o áudio da discussão em sala:</p>
<p class="audio"><a href="http://www.faberludens.com.br/files/audio/pos_faberludens14_06_2008.mp3">Corporeidade no Design de Intera&#231;&#227;o</a> [MP3] 1:43h 47 mb<br /></p>
<p>O Nintendo Wii &#233; um dos primeiros produtos digitais a incorporar (literalmente) gestos, aproveitando seu potencial de express&#227;o e envolvimento. Por isso, ap&#243;s a aula, os alunos foram convidados a bolar um conceito de jogo para o Wii que trabalhasse com o corpo e o tema violência, explorado na <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/110">primeira aula</a>. Os que mais gostei foram:</p>

<img border="0" alt="ReferWii - Jogo de arbitragem de futebol" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/l/luisfelipe/thumbs/FDI_ReferWii_1.jpg" />
<p>
<a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/179">ReferWii</a>, criação do Luis Felipe, é um jogo para treinamento de árbitros. Se o cara errar muito, a torcida invade o campo e o árbitro ou bandeirinha é obrigado a se defender como pode!
</p>

<img alt="MalhaJudas!" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/j/julio/malajudas.jpg" /> 

<p>E o Julio Vedovatto criou o <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/182">MalhaJudas!</a> em que os jogadores competem pra ver quem consegue detonar o boneco judas mais rápido. Me lembrou um bonus level do Street Fighter em que era preciso detonar um carro. Eu adorava, porque diferente dos outros lutadores, o carro ia mudando conforme levava porrada.</p>

<p>Inspirado no MalhaJudas! fiz um hack juntando o <a href="http://sourceforge.net/projects/darwiin-remote/">controle do Wii</a> e o boneco da <a href="http://www.neostream.com/">Neostream</a>. Disseram que é bom pra botar pra fora a raiva.</p>

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PAfFszXtKfk&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PAfFszXtKfk&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/corporeidade_e_interfaces_tangiveis.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">754@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-07-31T21:48:44-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.faberludens.com.br/files/audio/pos_faberludens14_06_2008.mp3" length="49687470" type="audio/mpeg" /><enclosure url="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/j/julio/malajudas.jpg" length="83901" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/l/luisfelipe/thumbs/FDI_ReferWii_1.jpg" length="24267" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Os diferenciais do Design de Interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/os_diferenciais_do_design_de_interacao.html</link>
<description><![CDATA[
 <p>Nos &uacute;ltimos meses estive dando palestras em
v&aacute;rios lugares do Brasil apresentando o <a
 href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">conceito
de Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a>. Sempre encontro
alguns gatos pingados que j&aacute; est&atilde;o antenados, mas
a maioria das pessoas fica surpresa com o que v&ecirc;. Elas
imaginam que v&atilde;o ver mais uma
apresenta&ccedil;&atilde;o falando sobre as maravilhas da
Internet, do Flash ou, sei l&aacute;, do Ajax...</p>
<p>Cada palestra &eacute; focada num p&uacute;blico
espec&iacute;fico. A mensagem, no final, &eacute; a mesma:
Design de Intera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma nova forma
de projetar intera&ccedil;&otilde;es entre pessoas,
relacionando aspectos sociais, semi&oacute;ticos,
est&eacute;ticos e f&iacute;sicos.</p>
<p>Essa aqui &eacute; pra quem n&atilde;o tem muita
experi&ecirc;ncia com Design:</p>
<object style="margin: 0px;" height="355" width="425"><param
 name="movie"
 value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=diferencialdesigninteracao-1208890499054798-8"><param
 name="allowFullScreen" value="true"><param
 name="allowScriptAccess" value="always">
<embed
 src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=diferencialdesigninteracao-1208890499054798-8"
 type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always"
 allowfullscreen="true" height="355" width="425"></object>
<p>Essa pra quem tem experi&ecirc;ncia com Design, mas
n&atilde;o muito na &aacute;rea de Design de
Intera&ccedil;&atilde;o:</p>
<object style="margin: 0px;" height="355" width="425"><param
 name="movie"
 value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=diferencialdesigninteracaondesign-1212367526570367-9"><param
 name="allowFullScreen" value="true"><param
 name="allowScriptAccess" value="always">
<embed
 src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=diferencialdesigninteracaondesign-1212367526570367-9"
 type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always"
 allowfullscreen="true" height="355" width="425"></object>
<p>Esta pra quem, ao contr&aacute;rio, tem
experi&ecirc;ncia
com Design de Intera&ccedil;&atilde;o (com audio):</p>
<object style="margin: 0px;" height="355" width="425"><param
 name="movie"
 value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=tendenciasdesigninteracao-1207405201017901-9"><param
 name="allowFullScreen" value="true"><param
 name="allowScriptAccess" value="always">
<embed
 src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=tendenciasdesigninteracao-1207405201017901-9"
 type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always"
 allowfullscreen="true" height="355" width="425"></object><object
 style="margin: 0px;" height="355" width="425"><br>
</object>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/os_diferenciais_do_design_de_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">751@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Palestras</dc:subject>
<dc:date>2008-06-05T23:59:02-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Design da Experiência e Design de Interação comparados</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_da_experiencia_e_design_de_interacao_comparados.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Robinson Melgar me entrevistou para a <a href="http://site.locaweb.com.br/sobre_nos/revista.asp">Revista da Locaweb</a> a respeito das diferenças e semelhanças entre Experience Design e Interaction Design, ou como prefiro, Design da Experiência e Design de Interação. Comento um pouco da história dos dois termos e como os conceitos podem ser aplicados na prática de Web Design.</p><p>
<b>Em poucas palavras (se é que isso é possível) como pode ser definido o Experience Design? E o Interaction Design?</b><br />
<br />
Experience design, ou design da experiência, é uma abordagem para o
projeto de produtos e serviços que, ao invés de focar num ou noutro
aspecto do processo de uso, como a praticidade ou a beleza, defende uma
visão holística, integrada, da experiência do usuário. O design da
experiência enfatiza que as experiências que as pessoas venham a ter
com o produto ou serviço estejam alinhadas com a estratégia de marca de
uma organização. Embora sejam usadas diferentes mídias para marketing,
atendimento ao cliente e transação online e estas sejam mantidas por
diferentes equipes e processos, o cliente final percebe tudo como
fazendo parte da mesma experiência com a marca. O design da experiência
é holístico, porque a percepção do usuário é holística. <br />
<br />
Interaction Design, ou Design da Interação, não é apenas uma abordagem,
mas também uma área do Design que trata especificamente do projeto de
artefatos interativos, como websites, softwares, aparelhos eletrônicos,
instalações interativas, jogos e etc. Tais artefatos ampliam as
possibilidades de interação humana através de suas capacidades de
mediação, sendo este, portanto, o foco do Design de Interação. A
pergunta fundamental é “<a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_entre_pessoas_e_sistemas.html">como mediar a interação entre as pessoas por
meio da tecnologia?</a>”. <br />
<br /><b>
Qual a relação entre o Experience Design e o Interaction Design? São abordagens complementares ou opostas?</b><br />
<br />
A experiência humana se dá a partir da interação com o mundo, portanto,
o design de interação é crucial para o design da experiência.
Entretanto, é preciso compreender que são abordagens que surgiram em
contextos históricos distintos. Design de Interação é a mais antiga,
surgindo nos anos 80 quando o Design começou a se interessar pela
participação em projeto de softwares e outros dispositivos
computacionais. O termo foi cunhado por Bill Verplank e Bill Moggridge.
A partir do final dos anos 90, com a popularização dos
microcomputadores e a Internet, a demanda por design de interação
cresceu muito e a área se consolidou, tanto na academia, quanto no
mercado. <br />
<br />
A partir da consolidação, profissionais começaram a pensar qual seria o
próximo passo do design num mundo cada vez mais mediado por tecnologias
digitais. Primeiro, o termo “experiência do usuário” ganha relevância,
popularizado por Donald Norman, e, em seguida, “design da experiência”,
popularizado por Nathan Shedroff. Ambos estavam interessados em
enfatizar a importância do design em todos os pontos de contato com o
consumidor/usuário e não apenas na interface, como era o foco do Design
de Interação na época. Hoje, alguns profissionais da área de Design de
Interação incorporaram a abordagem do design da experiência e
desempenham papéis mais estratégicos dentro de suas empresas, enquanto
outros defendem que design da experiência seja uma área maior que
abranja Design de Interação e outras áreas ligadas a experiência do
usuário, como a Arquitetura da Informação, Engenharia da Usabilidade,
Acessibilidade e etc. <br />
<br /><b>
Como esses conceitos podem ser usados na web?</b><br />
<br />
A web é um meio de comunicação em que o design desempenha fator
crucial. Tudo que as pessoas vêem, ouvem e sentem é mediado pelo
design. Mais do que isso, as pessoas fazem coisas na web, realizam
atividades que antes eram impossíveis sem tal ambiente. A função do
Design de Interação pode ser comparada à função da Arquitetura no
desenvolvimento de ambientes físicos, definindo as qualidades do
material digital que constitui o ambiente virtual. Na prática, isso
significa que o projeto da interação não se limita a interfaces, mas
inclui também o que as pessoas fazem com estas interfaces, ou seja, as
atividades humanas. A partir dessa visão, o projeto de um website deixa
de ser uma mera questão de ferramentas, tecnologia e estilos gráficos e
passa a ser uma questão de semiótica, sociologia, cultura e outras
coisas mais complexas. É devido a essa complexidade que o design está
alcançando <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/105">patamares mais estratégicos dentro das organizações</a>. <br />
<br />
O Design da Experiência, a meu ver, é uma abordagem abrangente demais
para ser restrita à web. A web seria apenas mais um veículo utilizado
dentro de uma estratégia de experiência que perpassa a propaganda na
televisão, o atendimento das operadoras de telemarketing, o ponto de
vendas, as oficinas de reparos e etc. <br />
<br /><b>Como uma pessoa pode estudar Experience Design? Há cursos ou livros em que ela pode aprender sobre essa prática?<br /></b>
<br />
Recomendo começar pelo livro <a href="http://www.amazon.co.uk/Experience-Design-Nathan-Shedroff/dp/0735710783">Experience Design de Nathan Shedroff</a>. Em
seguida, <a href="http://www.amazon.com/Experience-Economy-Theater-Every-Business/dp/0875848192">The Experience Economy, de Joseph Pine</a>, para uma
fundamentação teórica mais rica. Como a base desse pensamento é o
Marketing, também indico os livros do <a href="http://www.amazon.com/s?ie=UTF8&amp;search-type=ss&amp;index=books&amp;field-author=Philip%20Kotler&amp;page=1">Philip Kotler</a>. <br />
<br /><b>Quem seria responsável pelo Interaction Design em um projeto web? O designer? O programador? Ou um terceiro profissional?<br /></b>
<br />
O responsável pelo Design da Interação deve ser um mix dos dois: meio
programador, meio designer. Se ele não conhece as ferramentas de
programação, não pode explorá-las para propor inovações, nem tampouco
demonstrar como elas devem funcionar (prototipação). Por outro lado, se
ele não for, acima de tudo, um designer com uma visão abrangente, ele
não vai conseguir chegar numa combinação dos recursos que atenda às
necessidades e desejos das diferentes pessoas interessadas no projeto.&nbsp;
<br />
<br /><b>Quais são, em sua opinião, os sites em que os conceitos de Experience Design e Interaction Design foram melhor aplicados?<br /></b>
<br />
Eu gosto muito do <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>, um compartilhador de fotos que permite
encontrar belíssimas fotos e conhecer pessoas interessantes. O projeto
começou como um game online e evoluiu para um álbum de fotos,
preservando o espírito de diversão. Outro serviço que gosto é o <a href="http://www.orkut.com/">Orkut</a>
que, apesar de muito criticado, funciona. Para fazer com que dezenas de
milhões de brasileiros fiquem horas pendurados na frente de um
computador é preciso oferecer perspectivas de interação e experiências
muito atrativas. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_da_experiencia_e_design_de_interacao_comparados.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">750@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-05-26T10:14:46-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Pesquisa de Design em Redes Sociais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_de_design_em_redes_sociais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A <a href="http://www.arteccom.com.br/revista">Revista Webdesign</a> deste mês traz um tópico que me muito me interessa: a utilização de redes sociais na pesquisa de design. Já havia falado em algumas <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">palestras</a> do método de "etnografia virtual", mas como minha participação na matéria se limitava a um comentário curto, falei em termos genéricos.</p> <p>A tecnologia é criada pela sociedade para suportar ou estender suas atividades, mas fazendo isto, modifica as interações entre os membros da sociedade. A fofoca já existia antes do Orkut, mas estava restrita a ambientes particulares. O Orkut permitiu que a fofoca ocupasse espaços públicos, como os livros de recados. Quando alguns&nbsp; usuários começaram a se incomodar com isso, o Orkut foi pressionado a oferecer a opção de tornar o livro de recados particular ou restrito a amigos. </p>

<p>O interessante para nós, designers, é que essa dinâmica fica registrada, disponível para consulta e até mesmo nossa participação. Navegando pelo Orkut, podemos <a href="http://usabilidoido.com.br/arquivos/orkut_mudou_minha_vida.pdf">compreender muitas questões sociais</a> tais como motivação, identidade, cultura, espaço e tempo, coordenação e aprendizado. Se antes era necessário <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">visitar lares</a> para estudar os costumes culinários de seus moradores, agora podemos descobrir muita coisa acessando comunidades como “Sou fresco(a) com comida” ou “Moro sozinho e cozinho feijão!”. </p>

<p>Entretanto, é preciso interpretar os dados com cautela. Se alguém diz na comunidade que come feijão todo dia, não quer dizer que ela realmente faça isso. As pessoas se apropriam da virtualidade, muitas vezes, para experimentar diferentes identidades. A fala deve ser interpretada não como um relato fiel da realidade, mas sim como um ato social visando efeitos. Por isso é importante aproveitar as possibilidades de interação que a rede oferece e participar das atividades. A compreensão de um ato para quem está fora é muito diferente de quem está dentro. <a href="http://usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">Contexto continua sendo crucial</a> em pesquisa social. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_de_design_em_redes_sociais.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">747@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-05-06T09:48:26-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Especialização em Design de Interação do Instituto Faber-Ludens</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/especializacao_em_design_de_interacao_do_instituto_faberludens.html</link>
<description><![CDATA[
 <p>No ano passado, come&ccedil;amos a discutir <a
 href="http://usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html">forma&ccedil;&atilde;o
em Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a>. Alguns leitores
sinalizaram o interesse em fazer uma&nbsp;<a
 href="http://usabilidoido.com.br/discutindo_pos_em_design_de_interacao.html">p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o
sobre o assunto</a>. Lan&ccedil;amos um <a
 href="http://especializacao.usabilidoido.com.br">wiki para
discutir o projeto pedag&oacute;gico</a>. Conheci um grupo de
entusiastas e fundamos o <a href="http://www.faberludens.com.br/">Instituto
Faber-Ludens</a>. Procuramos algumas
Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino oferecendo o curso. Estava
dif&iacute;cil convencer de que valia &agrave; pena o
investimento em infra-estrutura de ponta, necess&aacute;ria para
sustentar um curso baseado na pr&aacute;tica. Encontramos a <a
 href="http://www.sanmartinbr.com.br/">Faculdades San Martin</a>,
<a href="http://www.sanmartin.edu.co/">colombiana</a>,
que chegou ao Brasil recentemente.</p>
<p>Pois bem. O curso est&aacute;, finalmente, com as <a
 href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">matr&iacute;culas
abertas</a>. As aulas acontecem sexta &agrave; noite e
s&aacute;bado em Curitiba. Pra quem est&aacute; em
S&atilde;o Paulo ou Santa Catarina, &eacute; um pulo.&nbsp;</p>
<p>Detalhe importante. N&atilde;o &eacute;
necess&aacute;rio ter gradua&ccedil;&atilde;o completa para
fazer nosso curso.&nbsp;Caso o aluno n&atilde;o tenha
conclu&iacute;do gradua&ccedil;&atilde;o antes de terminar
a especializa&ccedil;&atilde;o, ele recebe o diploma de
Profissional Especialista,&nbsp;sem&nbsp;Lato-sensu
(p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o).&nbsp;</p>
<p>O conte&uacute;do do curso &eacute; bem ousado.
Teremos estudos culturais, antropologia,&nbsp;usabilidade,
mobilidade, computa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica,
hiperm&iacute;dia e mais, tudo visto sob o prisma do Design. O
objetivo &eacute; dar toda a base conceitual e pr&aacute;tica
para criar produtos interativos inovadores. O <a
 href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/system/files/projeto_pos_design_interacao_0.pdf">projeto
pedag&oacute;gico final</a> pode ser visto na
&iacute;ntegra. Como pode-se ver por ele, n&atilde;o
&eacute; um curso de Design &nbsp;Gr&aacute;fico, Design de
Produto,&nbsp;Ergodesign ou Usabilidade. &Eacute; um curso de
Design de Intera&ccedil;&atilde;o nos moldes dos <a
 href="http://especializacao.usabilidoido.com.br/index.php?title=Cursos_de_refer%C3%AAncia">cursos
europeus</a>, com &ecirc;nfase em aspectos
s&oacute;cio-culturais.&nbsp;</p>
<p>O objetivo do curso n&atilde;o &eacute; s&oacute;
formar profissionais, mas tamb&eacute;m atrair a
aten&ccedil;&atilde;o da sociedade para <br>
o Design de Intera&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s de um
curso te&oacute;rico, optamos por um curso de studio, ou seja, os
alunos estar&atilde;o sempre desenvolvendo&nbsp;projetos
inovadores para serem divulgados em blogs, youtubes e grande
m&iacute;dia. Os <a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/">projetos
que desenvolvi numa disciplina da Unisul</a> servem como uma
pr&eacute;via do que vir&aacute; na
Especializa&ccedil;&atilde;o. Destaco:</p>
<a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Terminal%20Multim%C3%ADdia"><img
 style="width: 400px; height: 284px;" alt="Terminal multim&iacute;dia"
 src="http://bp2.blogger.com/_0VrnYQaaCB0/R82gVw0MdEI/AAAAAAAAAPY/A7KDJRZ2Z8M/s400/pe%E7a+de+divulga%E7%E3o+TM.jpg"></a>
<p><a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Terminal%20Multim%EDdia">Terminal
Multim&iacute;dia</a> (Bruno Berreta, Felipe Miranda, Thais
Cardoso).</p>
<a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/apanhador%20de%20sonhos"><img
 style="width: 399px; height: 400px;" alt="Apanhador de Sonhos"
 src="http://bp3.blogger.com/_MfBdO339YO8/R8w29bXsIBI/AAAAAAAAAAo/0uUbBzFJSRM/s400/apanhador+de+sonhos.jpg"></a>
<p><a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/apanhador%20de%20sonhos">Apanhador
de Sonhos</a> (Jordana Schulka, Nicole Geller, L&iacute;via
Remor, Silmara Poletto)</p>
<a
 href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Tribograph"><img
 style="width: 320px; height: 241px;" alt="TriboGraph"
 src="http://bp3.blogger.com/_eEWd__3mXYQ/R8yyIJhV9_I/AAAAAAAAAAw/-uvPZETMcyw/s320/rendering.jpg"><br>
<br>
Tribograph</a> (Felipe Santos, Rodrigo Wan Dall, Rodrigo Biz da
Silva)<br>
<br>
<h2>Palestras</h2>
<p>No dia 10 de abril, vamos dar uma palestra gratuita para
interessados no curso. Falaremos sobre&nbsp;Tend&ecirc;ncias no
Design de Intera&ccedil;&atilde;o. Maiores <a
 href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/93">informa&ccedil;&otilde;es
e inscri&ccedil;&otilde;es aqui</a>.&nbsp;</p>
<p>No dia 23 de abril, estarei em Blumenau falando sobre o
Diferencial do Design de Intera&ccedil;&atilde;o na <a
 href="http://www.institutogene.org.br/index.php?item=5&amp;id_evento=1&amp;act=view">Maratona
de Empreendedorismo na FURB</a>.</p>
<p>Entre e Junho e Julho darei palestras sobre temas relacionados
em v&aacute;rias cidades do interior de S&atilde;o Paulo no
evento Planeta Web do Senac.</p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/especializacao_em_design_de_interacao_do_instituto_faberludens.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">741@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-03-29T19:07:51-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://bp2.blogger.com/_0VrnYQaaCB0/R82gVw0MdEI/AAAAAAAAAPY/A7KDJRZ2Z8M/s400/pe%E7a+de+divulga%E7%E3o+TM.jpg" length="22935" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://bp3.blogger.com/_MfBdO339YO8/R8w29bXsIBI/AAAAAAAAAAo/0uUbBzFJSRM/s400/apanhador+de+sonhos.jpg" length="12955" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://bp3.blogger.com/_eEWd__3mXYQ/R8yyIJhV9_I/AAAAAAAAAAw/-uvPZETMcyw/s320/rendering.jpg" length="4817" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Design Participativo no Design de Interação e na Web 2.0</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_participativo_no_design_de_interacao_e_na_web_20.html</link>
<description><![CDATA[
 <p>A inser&ccedil;&atilde;o progressiva da tecnologia nas
media&ccedil;&otilde;es do cotidiano est&aacute; promovendo
mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas nos processos de
produ&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. As pessoas
est&atilde;o se apropriando das tecnologias de maneira
t&atilde;o consciente que j&aacute; n&atilde;o se pode
considerar os processos de recep&ccedil;&atilde;o dissociados
dos processos de produ&ccedil;&atilde;o. Faz-se,
necess&aacute;rio, portanto, tomar ambos processos numa perspectiva
hist&oacute;rica, para que n&atilde;o se percam seus
entrela&ccedil;amentos e contextos.</p>
<p>A modernidade inaugurou a reprodu&ccedil;&atilde;o em
massa de bens de consumo e obras culturais, <a
 href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Obra_de_Arte_na_era_de_sua_reprodutibilidade_t%E9cnica">ampliando
a gama de setores sociais a serem inclu&iacute;dos na
din&acirc;mica</a> econ&ocirc;mica e cultural do
com&eacute;rcio. Em tempos tardios, a cultura popular se identifica
cada vez mais com a cultura de massa, reivindicando, na mesma medida, a
participa&ccedil;&atilde;o em seu espa&ccedil;os e
temporalidades. Experimenta-se, neste momento, diferentes formas de
formalizar a participa&ccedil;&atilde;o popular na <a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing">produ&ccedil;&atilde;o
de bens</a> e <a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Collective_intelligence">obras
culturais</a>. </p>
<p>O barateamento e simplifica&ccedil;&atilde;o e
tecnologias para a produ&ccedil;&atilde;o de obras culturais,
tais como computadores e c&acirc;meras de fotografia e
v&iacute;deo, est&atilde;o habilitando os membros da
audi&ecirc;ncia dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o
massivos a se tornarem tamb&eacute;m <a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prosumer">produtores
efetivos</a>. Acompanhando e ampliando o movimento, novos meios
de comunica&ccedil;&atilde;o, como a Internet e a rede de
telefonia celular, disponibilizam canais de
distribui&ccedil;&atilde;o das obras, constituindo uma cadeia
de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peer-to-peer">reprodu&ccedil;&atilde;o
horizontal</a>. Profissionais de diferentes &aacute;reas de
produ&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o de
obras culturais discutem o rumo de tais mudan&ccedil;as no contexto
da Internet sob a alcunha de &ldquo;<a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Web_2">Web 2.0</a>&rdquo;.
</p>
<p>Um dos pontos enfatizados na discuss&atilde;o sobre
&ldquo;Web 2.0&rdquo; &eacute; a chamada &ldquo;<a
 href="http://www.oreillynet.com/pub/wlg/3017">Arquitetura da
Participa&ccedil;&atilde;o</a>&rdquo;, que indica uma
estrutura inform&aacute;tica preparada para a extens&atilde;o e
recombina&ccedil;&atilde;o de seus elementos por qualquer um de
seus usu&aacute;rios (APIs, c&oacute;digo aberto, Web Services,
etc). A quest&atilde;o que fica em aberto &eacute; como
promover a participa&ccedil;&atilde;o popular na
cria&ccedil;&atilde;o de tais estruturas. Como modelo de
participa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o citados os <a
 href="http://sourceforge.net/">projetos de Software Livre</a>,
que utilizam estas arquiteturas para a produ&ccedil;&atilde;o
colaborativa de artefatos tecnol&oacute;gicos. Entretanto, para
compreender e usar estas arquiteturas, &eacute;
necess&aacute;rio um conhecimento t&eacute;cnico elevado, no
qual n&atilde;o est&atilde;o interessados muitos dos
usu&aacute;rios dos softwares produzido por meio destas
arquiteturas. Alguns projetos procuram superar esta dificuldade
incluindo <a href="http://www.openusability.org/">especialistas
no comportamento do usu&aacute;rio em suas equipes</a>,
enquanto outros experimentam novas ferramentas que facilitem a
participa&ccedil;&atilde;o popular. </p>
<p>Na ind&uacute;stria de software, a
participa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio &eacute;
historicamente marginal. Apesar de ser considerado refer&ecirc;ncia
para o processo de design (&ldquo;design centrado no
usu&aacute;rio&rdquo;), seu papel n&atilde;o tem poder para
interferir no processo diretamente. Mesmo que seja convidado a
participar de certas din&acirc;micas para
investiga&ccedil;&atilde;o de seu perfil
demogr&aacute;fico, h&aacute;bitos e contexto
s&oacute;cio-cultural, o usu&aacute;rio &eacute; tratado
como objeto, n&atilde;o como sujeito de pesquisa. Ele
n&atilde;o &eacute; considerado capaz de participar do processo
de design, por isso, justifica-se a necessidade de especialistas que
traduzam o comportamento exibido pelo usu&aacute;rio em
determina&ccedil;&otilde;es para o design. Apesar de
hegem&ocirc;nica, esta abordagem n&atilde;o &eacute;
un&iacute;ssona no Design de Intera&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Design Participativo, por exemplo, &eacute; uma abordagem
utilizada h&aacute; d&eacute;cadas em diversas
&aacute;reas&nbsp;&mdash; do <a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Participatory_rural_appraisal">Planejamento
Rural</a> ao Planejamento Urbano, passando pela Arquitetura,
Design de Produtos e pela pr&oacute;pria Engenharia de Software.
Implica numa pr&aacute;tica em que as pessoas influenciadas pelo
que est&aacute; sendo projetado participem ativamente de suas
defini&ccedil;&otilde;es. No Design de
Intera&ccedil;&atilde;o, esta abordagem <a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Participatory_design">come&ccedil;ou
a ser utilizada</a> para a arquitetura de sistemas na
Escandin&aacute;via, nos anos 70. Ampliou sua
aplica&ccedil;&atilde;o quando diversos estudos ligados ao
trabalho colaborativo mediado pelo computador (<a
 href="http://en.wikipedia.org/wiki/Computer_supported_cooperative_work">CSCW</a>)
passaram a preconiz&aacute;-lo como forma de tornar as interfaces
mais adaptadas para as din&acirc;micas sociais que s&atilde;o
por elas mediadas. A partir dos anos 90, algumas empresas produtoras de
tecnologias passaram a incluir o design participativo no seu leque de
m&eacute;todos para a pesquisa e desenvolvimento de produtos.</p>
<p>Uma das vantagens do design participativo &eacute; sua
capacidade em trazer para <a
 href="http://ressabiator.wordpress.com/2007/12/21/o-design-enquanto-negociacao/">negocia&ccedil;&atilde;o
m&uacute;ltiplos aspectos de uma mesma
situa&ccedil;&atilde;o</a>. Tendo a experi&ecirc;ncia
da viv&ecirc;ncia real da situa&ccedil;&atilde;o, os
participantes podem contribuir com propriedade, enfatizando os aspectos
que lhe s&atilde;o cruciais. Como os interesses e
viv&ecirc;ncias s&atilde;o diferenciados para cada pessoa, a
negocia&ccedil;&atilde;o &eacute; um momento em que uma
rica totalidade de vis&otilde;es converge ao debate. O resultado
&eacute; uma <a
 href="http://usabilidoido.com.br/em_busca_de_uma_metodologia_projetual_de_design_de_interacao_materialistadialetica.html">s&iacute;ntese
de m&uacute;ltiplas determina&ccedil;&otilde;es calcadas na
realidade</a>, n&atilde;o uma vis&atilde;o idealista do
que poderia ser e ainda n&atilde;o &eacute;. </p>
<p>No processo de design participativo de um software, a
interface &eacute; apenas a ponta do iceberg; o tema principal das
discuss&otilde;es s&atilde;o as <a
 href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">possibilidades
de uso do software</a>, ou seja, para que ele servir&aacute;,
como ser&aacute; apropriado por cada participante, qual
ser&aacute; o impacto em suas vidas e etc. Neste sentido, o design
participativo pode ser um meio para superar as
delimita&ccedil;&otilde;es de &aacute;rea por produtos (ex:
Engenharia de <span style="font-style: italic;">Software</span>,
Design de <span style="font-style: italic;">Interfaces</span>,
Web Design), que induzem ao foco alienado nas micro-estruturas. Design
de intera&ccedil;&atilde;o pela abordagem participativa
representa uma das formas de implementar na pr&aacute;tica o escopo
amplo em que a &aacute;rea se auto-define: projetar
intera&ccedil;&otilde;es entre seres-humanos. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_participativo_no_design_de_interacao_e_na_web_20.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
<guid isPermaLink="false">739@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2008-03-28T15:24:15-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Interações entre design e comportamento</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/interacoes_entre_design_e_comportamento.html</link>
<description><![CDATA[
 <p>O que &eacute; uma cadeira? Um objeto que serve para
sentar, ou melhor, que foi feito para sentar. Uma cadeira
tamb&eacute;m serve para ficar em p&eacute; e
alcan&ccedil;ar coisas no alto do arm&aacute;rio, apoiar
temporariamene mochilas e bolsas ou brincar de nave espacial, mas
certamente ela n&atilde;o &eacute; t&atilde;o adequada para
estes usos desviados. O design dita como as coisas devem ser usadas e,
se n&oacute;s precisamos das coisas para agir, ele
tamb&eacute;m dita nossas pr&oacute;prias
a&ccedil;&otilde;es, indiretamente. </p>
<p>Ent&atilde;o eu olho ao meu redor, vejo dezenas de
objetos, cada um propiciando fazer algo que um dia eu quiz fazer.
Queria ir de um lugar para o outro rapidamente, comprei um carro;
queria comer p&atilde;o torrado, comprei uma torradeira; queria
minha roupa lavada automaticamente, comprei uma m&aacute;quina de
lavar roupas. Estes objetos realizaram meus desejos, mas
ser&aacute; que tamb&eacute;m n&atilde;o foram
respons&aacute;veis pelo surgimento de tais desejos? Antes de
conhecer a torradeira, at&eacute; que me satisfazia com
p&atilde;o frio...</p>
<p>Ent&atilde;o quer dizer que o design, al&eacute;m de
influenciar nossas a&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m
influencia nossos desejos, sem que nos demos conta disso? Peter-Paul
Verbeek escreve em <a
 href="http://www.odannyboy.com/blog/new_archives/2006/11/review_what_thi.html">What
Things Do</a> que &ldquo;as coisas se escondem no meio das
rela&ccedil;&otilde;es entre os seres humanos e o mundo e,
dessa posi&ccedil;&atilde;o recuada, elas ativamente delineiam
tais rela&ccedil;&otilde;es, transformando tanto a
experi&ecirc;ncia quanto a a&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</p>
<p>Por outro lado, na mesma medida e em sentido reverso, nossas
a&ccedil;&otilde;es e nossos desejos tamb&eacute;m
influenciam o design das coisas. &nbsp;</p>
<p>A cadeira n&atilde;o &eacute; feita pra ficar em
p&eacute; porque temos o costume de sentar nelas. Se insistimos em
deitar, seu design poder&aacute; ser atualizado para dificultar ou
facilitar tal a&ccedil;&atilde;o. As cadeiras das salas de
espera nos aeroportos brasileiros tem bra&ccedil;os compridos em
ambos lados, n&atilde;o para maior conforto do usu&aacute;rio,
mas para impedir que ele durma sobre elas.&nbsp;</p>
<p><img style="width: 430px; height: 286px;"
 alt="Mo&ccedil;a tentando dormir nos bancos de um aeroporto no Egito"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/dormindo_banco_aeroporto.jpg"></p>
<p>Aproveitando a oportunidade, um companhia norueguesa criou a <a
 href="http://www.nemorelax.com/">Nemorelax</a>, uma
cabine futur&iacute;stica com poltrona reclin&aacute;vel. Pode
ser que os usu&aacute;rios percam a vergonha de deitar em
p&uacute;blico em poltronas desse tipo e talvez at&eacute;
aceitem melhor a pr&aacute;tica de deitar sobre bancos em outros
locais, como pra&ccedil;as p&uacute;blicas.</p>
<img style="width: 474px; height: 385px;"
 alt="Cadeira NemoRelax"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/poltrona_nemorelax.jpg">
<p>A intera&ccedil;&atilde;o entre design e comportamento
promove a mudan&ccedil;a, n&atilde;o necessariamente em sentido
positivo. Muitas vezes, a inten&ccedil;&atilde;o do design
&eacute; justamente impedir mudan&ccedil;as no comportamento,
como no caso dos cockpits de avi&atilde;o, constitu&iacute;dos
de in&uacute;meros comandos que s&oacute; funcionam se
acionados numa sequ&ecirc;ncia padronizada. Entretanto, por mais
que se esfor&ccedil;e para controlar o comportamento do
usu&aacute;rio, este pode sempre encontrar um meio de escapar ao
controle, seja com a inten&ccedil;&atilde;o de salvar o
avi&atilde;o de uma pane ou sem inten&ccedil;&atilde;o
alguma, como na queda do v&ocirc;o Tam 3054.</p>
<p><img style="width: 310px; height: 400px;"
 alt="Capa da revista Veja numero 380"
 src="http://imagens.usabilidoido.com.br/capa_veja380.jpg"></p>
<p>Trata-se de uma rela&ccedil;&atilde;o
dial&eacute;tica entre as pr&aacute;ticas de
produ&ccedil;&atilde;o e recep&ccedil;&atilde;o, cuja
influ&ecirc;ncia m&uacute;tua &eacute; a base de ambas
exist&ecirc;ncias, ou em outras palavras,
produ&ccedil;&atilde;o existe para
recep&ccedil;&atilde;o e recep&ccedil;&atilde;o existe
para produ&ccedil;&atilde;o. Se tomamos qualquer um dos dois em
separado, perdemos a din&acirc;mica do movimento que os constituem.
&nbsp;</p>

<cite>Artigo a ser publicado na Revista Design da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a></cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/interacoes_entre_design_e_comportamento.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">737@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2008-03-06T17:47:22-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/capa_veja380.jpg" length="44823" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/dormindo_banco_aeroporto.jpg" length="32811" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/poltrona_nemorelax.jpg" length="18396" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Design pelo perfil ou pelo comportamento</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_pelo_perfil_ou_pelo_comportamento.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O foco do Design sempre foi o ser-humano. Existem,
basicamente, duas formas de se abordar o elemento humano no processo de
design: através do perfil do usuário ou
através de seu comportamento.&nbsp;</p>
<p>Perfis são grupamentos de pessoas que compartilham
certas características demográficas similares,
tais como faixa etária, localização,
quantidade de filhos e etc. O design baseado no perfil é o
mais comum hoje em dia, porém, em vista das
mudanças na sociedade, essa abordagem está se
tornando obsoleta.</p>
<p>No mercado de massa, inicialmente havia apenas um perfil de
consumidor: o homem ou a mulher média. Tudo era projetado
para agradar este <a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2007/06/25/pobre-homem-medio">ser
insólito</a>. As medidas dos produtos tentavam
abranger do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Percentil">percentil</a>
5 ao 95%, ou seja, das pessoas de menor proporção
corporal as de maior. Claro que, no final das contas, acabavam
não sendo perfeitamente adaptados para nenhum dos percentis,
pois o homem ou a mulher média simplesmente não
existem; não passam de abstrações
estatísticas.&nbsp;</p>
<p>As pessoas não ligavam quando um produto era
desconfortável, pois a concorrência entre as
empresas ainda estava no patamar de custo e escala. Os produtos eram
praticamente iguais, mesmo entre empresas diferentes. Se você
não se adaptava a um produto, o problema era com
você, afinal de contas, você é o
diferente: alto, baixo, gordo, magro ou cabeçudo demais.</p>
<p>Recentemente, as indústrias perceberam que as
demandas reprimidas das pessoas diferentes eram excelentes
oportunidades de negócios. Bastava botar num mercado um
produto segmentado para um perfil específico para se tornar
sucesso de vendas, mesmo que o produto fosse de qualidade inferior.</p>
<p>Departamentos de marketing passaram a investir grandes somas
em pesquisa demográfica visando descobrir segmentos em seus
mercados. A cada iteração com o mercado, os
marketeiros descobriam novos nichos, cada vez mais
específicos. O grande nicho das “donas de
casa” logo foi dividido em mulheres desquitadas, solteironas
independentes e super-mães. Chegamos ao cúmulo de
ter produtos segmentados para pessoas de pele morena, solteiras, de
meia-idade, com alto poder aquisitivo e estilo tradicional!
É por isso que as prateleiras dos super-mercados
estão cada vez mais abarrotadas de variedades de produtos.</p>
<p>O problema dessa abordagem é que <a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_posmodernos_.html">as
pessoas estão mudando e se diferenciando</a> mais
rápido do que os fabricantes conseguem acompanhar. Num
momento, a pessoa se encaixa no perfil, em outro momento
não. Quando o produto que elas sempre consumiram muda de
embalagem para atingir outro perfil, se sentem desprezadas. O
contrário também acontece: se o produto
não se atualiza, parece obsoleto.</p>
<p>Nos mercados em que a segmentação se
encontra saturada, algumas empresas estão experimentando
orientar o design do produto não pelo perfil, mas pelo
comportamento real do consumidor. Mais do que pesquisas
demográficas, estas empresas investem na
mineração de dados e em <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">etnografias</a>.
O conhecimento obtido por tais métodos podem não
ser tão generalizáveis para outras
situações, porém, são dados
reais, não abstrações. A chance de
informarem uma decisão acertada é muito maior.<br />
</p>
<p>A rede de supermercados <a href="http://www.casafiesta.com.br/">Casa Fiesta</a>
oferece aos seus clientes um cartão que dá
direito a ofertas especiais quando passado junto ao caixa. O cliente
ganha o desconto e o supermercado fica sabendo exatamente o que ele
comprou. Com base nestes dados, o supermercado pode acompanhar a
eficácia das ofertas, ajustar e vender mais. Pode
até gerar perfis de consumidores com hábitos
similares, mas estes perfis serão muito diferentes dos
baseados em dados demográficos. Aqui o que importa
é o que a pessoa faz, não o que ela é
ou diz ser.</p>
<p>O que não pode ser rastreado por meios
automatizados pode ser alvo de pesquisa de
observação, também chamada de
etnografia. A Nokia mantém <a href="http://www.janchipchase.com/">equipes em diferentes
pontos do mundo</a> para estudar a
apropriação de seus produtos no cotidiano dos
usuários. Descobriram que na África é
comum a utilização de <a href="http://www.janchipchase.com/sharedphoneuse">paredes
como agenda de endereços</a> compartilhada nos centros
de aluguel de telefone celular. Pois bem, criaram o <a href="https://www.nokia.pt/A4405550">Nokia 1200</a>
com uma agenda similar embutida. A Motorola também fez <a href="http://direct.motorola.com/hellomoto/motofone/experience/">algo
parecido</a> para desenvolver o Motophone, um celular de baixo
custo e fácil utilização, <a href="http://www.smallsurfaces.com/2005/11/designing-for-illiterate-people/">mesmo
para analfabetos.</a><br />
</p>
<p>As possibilidades do design centrado no comportamento
estão começando a ser exploradas. A
tendência é que tenhamos cada vez mais produtos
adaptados para o que desejamos fazer e não para o que
nós somos, ou melhor, para o que os fabricantes acham que
nós achamos que somos. </p>


<cite>Artigo a ser publicado na Revista Design do website da <a href="http://www.tramontinadesigncollection.com.br/">Tramontina Design Collection</a>. </cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_pelo_perfil_ou_pelo_comportamento.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">731@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Artigos</dc:subject>
<dc:date>2008-02-21T11:37:34-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Pesquisa embutida no orçamento</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Descobri um jeito de n&atilde;o <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">afugentar clientes do investimento em pesquisa</a>. &Eacute; s&oacute; n&atilde;o dizer que &eacute; pesquisa! &Eacute; incr&iacute;vel... falou essa palavra e todo o resto que voc&ecirc; disser &eacute; considerado sonho ou bla-bla-bla. Esse preconceito com a pesquisa no Brasil, que n&atilde;o &eacute; exclusivo do design de intera&ccedil;&atilde;o, deve ser fruto da s&iacute;ndrome de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses que est&atilde;o sempre aparecendo na m&iacute;dia como os grandes pesquisadores.  </p>
<p>O lance &eacute; embutir as t&eacute;cnicas de pesquisa no or&ccedil;amento sem enfatizar isso. O or&ccedil;amento &eacute; para an&aacute;lise de sistemas ou design de produto; as t&eacute;cnicas de pesquisa s&atilde;o s&oacute; etapas essenciais para obter resultados de qualidade. Depois que o cliente aprovar o or&ccedil;amento, v&aacute; mostrando aos poucos as vantagens da pesquisa e, no pr&oacute;ximo projeto, &eacute; bem poss&iacute;vel que o tabu esteja superado. </p>
<p>Pesquisa n&atilde;o custa caro demais, nem exige vasto conhecimento. Como disse numa palestra, todo <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">design &eacute; sempre baseado em alguma forma de pesquisa</a>, mesmo que n&atilde;o nos demos conta disso. </p>
<p>Gravei um podcast contando como descobri essa abordagem num projeto de mercado e como estou aplicando os conhecimentos acad&ecirc;micos na pr&aacute;tica. </p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/pesquisa_embutida.mp3">Pesquisa embutida no orçamento</a> [MP3] 6 mb - 15 minutos</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-11-13T23:53:30-03:00</dc:date>
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