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<title>Usabilidoido : Blog</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
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<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2009-11-20T14:38:24-03:00</dc:date>
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<title>Usabilidade em prol da Sustentabilidade</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_em_prol_da_sustentabilidade.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O mundo muda a partir de pequenos atos, para pior ou para melhor.
Desligar uma lâmpada desnecessária, jogar o lixo reciclável na lata
separada e fechar a torneira enquanto se escova os dentes são hábitos
sustentáveis porém, incômodos. </p>

<p>As pessoas em geral não estão alheias à questão da
sustentabilidade, mas no dia-a-dia a usabilidade é mais importante. Precisamos fazer tantas coisas em tão pouco tempo que a sustentabilidade acaba sendo deixada em segundo plano.</p>

<p>Será que é possível unir as duas coisas? Será que o Design pode propor mudanças
de hábitos unindo usabilidade e sustentabilidade para o dia-a-dia
urbano? Essa era a pergunta-desafio que propus aos alunos do <a href="http://www.opet.com.br/">Centro Tecnológico Opet</a> no <a href="http://www.worldusabilityday.org/">Dia Mundial da Usabilidade</a>, semana passada. </p>

<p>Comecei apresentando os conceitos de <a href="http://architectures.danlockton.co.uk/">indução de comportamento pelo Design do Dan Lockton</a>. Em seguida, mostrei exemplos em que o comportamento sustentável era a opção mais divertida, como na proposta da <a href="http://www.thefuntheory.com/">Fun Theory</a> da Volkswagen.</p>

<object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cbEKAwCoCKw&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cbEKAwCoCKw&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object>

<p>O desafio era criar uma pequena intervenção no dia-a-dia das pessoas que tornasse mais fácil ser sustentável. Algumas propostas foram muito boas, outras não chegaram a aproveitar a usabilidade como fator de indução e ficaram apenas no divertimento. De qualquer forma, foi uma experiência muito bacana saber que estávamos conectados com uma comunidade global pensando na mesma questão.</p>

<h2>Conceitos desenvolvidos</h2>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0013.html" onclick="window.open('http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0013.html','popup','width=1457,height=1022,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0013-thumb-600x420.jpg" width="600" height="420" alt="SANY0013.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<p>Um espelho que modifica a imagem do usuário de acordo com seu consumo de água. O usuário pode ganhar nariz de porco, dente preto ou chifrinhos caso gaste água demais.</p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0014.html" onclick="window.open('http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0014.html','popup','width=1464,height=1107,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0014-thumb-600x453.jpg" width="600" height="453" alt="SANY0014.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<p>Bicicleta ergométrica que transforma a energia da pedalada em energia elétrica. Para ligar os acessórios, o usuário precisa pedalar. No primeiro nível de velocidade, o usuário consegue ligar o ventilador, no segundo o rádio e no terceiro uma televisão. </p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0018.html" onclick="window.open('http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0018.html','popup','width=1473,height=1167,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0018-thumb-600x475.jpg" width="600" height="475" alt="SANY0018.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<p>Uma pia com um bonequinho que se afoga quando gasta água demais.</p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0020.html" onclick="window.open('http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0020.html','popup','width=1376,height=1083,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0020-thumb-600x472.jpg" width="600" height="472" alt="SANY0020.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<p>E o grande vencedor do desafio: colocando pilhas nesse dispensador, você assiste um breve espetáculo musical feito por pequenos bonecos-robôs. </p>

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0021.html" onclick="window.open('http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0021.html','popup','width=1547,height=1093,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2009/11/SANY0021-thumb-600x423.jpg" width="600" height="423" alt="SANY0021.JPG" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span>

<p>Até meu filho participou (6 anos)! A idéia dele era aproveitar a luz solar para aquecer água e usar para esquentar comida no fogão e tomar banho.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_em_prol_da_sustentabilidade.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">832@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2009-11-20T14:38:24-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Noções básicas de Usabilidade em websites</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/nocoes_basicas_de_usabilidade_em_websites.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A assessora de imprensa do <a href="http://www.idig-institutodigital.com.br/">iDig - RJ</a> me fez algumas perguntas básicas sobre Usabilidade para ajudar a divulgar o <a href="http://www.idig-institutodigital.com.br/curso/como-melhorar-a-eficiencia-do-seu-site-as-melhores-praticas-de-usabilidade-11.html">curso em que vou participar</a> em breve. A entrevista expõe de forma sucinta o assunto e meu ponto de vista sobre. </p><p><strong>Como podemos definir USABILIDADE?</strong></p>

<p>Usabilidade é o mesmo que facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros.</p>

<p><strong>Quais são os erros de usabilidade mais comuns?</strong></p>

<p>O erro mais comum é acreditar que se sabe tudo sobre os usuários de um website. O criador do website projeta de uma forma que lhe faz sentido, mas para o usuário, <a href="http://usabilidoido.com.br/semiotica_na_avaliacao_de_estruturas_de_navegacao.html">não há sentido algum</a>. Aí o usuário se bate, não consegue navegar e até mesmo desiste e vai embora. Quem é que já não passou por estas dificuldades?</p>

<ul>
	<li>Excesso de informação irrelevante</li>
	<li>Palavras técnicas desconhecidas</li>
	<li>Botões que não reagem como esperado</li>
</ul>

<p>Isso acontece ou porque o desenvolvedor achou que o usuário ia entender ou porque não sabia como fazer melhor. Usabilidade preenche justamente essa lacuna do desenvolvimento: definir o que fica melhor para o usuário.</p>

<p><strong>Quais são as diretrizes de usabilidade que devem ser usadas na construção de um site?</strong></p>

<p>Eu não acredito em diretrizes. Acredito em bom senso. O desenvolvedor que deseja melhorar a usabilidade de um website deve conhecer bem seus usuários, tomar decisões informadas e testar suas criações. Não existem diretrizes que substituam isso. </p>

<p><strong>Como planejar a estrutura de um site?</strong></p>

<p>Deve-se começar com uma pesquisa com usuários para <a href="http://usabilidoido.com.br/o_que_o_usuario_espera_do_seu_site.html">verificar suas expectativas</a>. Depois, <a href="http://usabilidoido.com.br/o_inventario_do_website.html">analisar o conteúdo disponível</a>. Esse conteúdo deve ser organizado de uma forma que faça sentido para o usuário, então é preciso convidá-los a participar da organização usando uma dinâmica chamada <a href="http://usabilidoido.com.br/cardsorting_e_melhor_que_buraco.html">card-sorting</a>. Por fim, deve-se elaborar <a href="http://usabilidoido.com.br/software_para_projetar_a_navegacao.html">diagramas</a> que sintetizem a visão do usuário para os desenvolvedores do website. </p>

<p><strong>Quais são as práticas de usabilidade mais eficientes atualmente?</strong></p>

<p>Pesquisa com usuários. Elas são fundamentais para tomar decisões informadas. Existem <a href="http://usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html">vários métodos</a>, tais como testes de usabilidade, card-sorting, avaliação heurística, mas o mais importante é ter bom senso. </p>

<p><strong><br />
As práticas de usabilidade variam de acordo com o tipo de site e seu público? Ou não, são diretrizes fixas?</strong></p>

<p>As práticas de usabilidade devem ser executadas dentro de uma metodologia contextual, que leva em conta a situação específica do projeto, adaptando os métodos e técnicas para a necessidade. Embora existam, eu não confio em procedimentos padronizados para a usabilidade.</p>

<p><strong>É possível avaliar se as práticas utilizadas em um site estão tendo o resultado esperado? Como avaliar?</strong></p>

<p>A <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/58">análise de estatísticas de navegação</a> e os <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/39">testes de usabilidade</a> são muito eficientes para verificar o nível de usabilidade de um website. Na análise de estatísticas, é possível identificar situações indesejáveis como, por exemplo, a desistência do usuário no meio de uma tarefa. Porém, não dá pra saber o motivo da desistência. Isso pode ser verificado num teste de usabilidade, no qual o usuário executa tarefas na frente dos desenvolvedores, que observam sua fala, seu estado emocional e contexto de uso. </p>

<p><strong><br />
Você poderia dar exemplos de boas práticas de usabilidade e práticas ruins?</strong></p>

<p>A Usabilidade está por <a href="http://usabilidoido.com.br/donald_norman_e_o_design_das_coisas_do_dia-a-dia.html">todas as partes em nosso dia-a-dia</a>. Da torneira de banheiro ao painel do microondas. Se funciona, a gente nem nota que está ali, mas se apresenta dificuldade, ficamos irritados. As boas práticas de usabilidade passam desapercebidas, mas contribuem para uma boa experiência no final do dia. Existem produtos que se tornaram famosos por sua usabilidade: é o caso do buscador Google, do iPhone, do Windows e do Nintendo Wii. Algumas pessoas acham que a usabilidade desses produtos é boa, outros acham que é ruim, mas o fato incontestável é que a usabilidade é a alma desses produtos.</p>

<p><strong>O que é o design de Interação?</strong></p>

<p>O <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">Design de Interação</a> vai além da Usabilidade. Usabilidade é um aspecto importante da experiência do usuário, mas não é o único. É preciso considerar aspectos estéticos, emocionais e sociais. Design de Interação integra tudo isso dentro das teorias e metodologias de Design, que fornecem uma excelente base para lidar com o balanceamento destes aspectos. Pode-se considerar o Design de Interação como uma especialidade dentro do Design, assim como Design Gráfico ou Design de Produto. </p>

<p><strong>O que é o Instituto Faber Ludens?</strong></p>

<p>O <a href="http://www.faberludens.com.br/">Instituto Faber-Ludens</a> é uma entidade sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento do Design e da Tecnologia no Brasil através da integração entre mercado e academia. Apoiamos projetos de pesquisa, ensino e consultoria nas mais diversas áreas.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/nocoes_basicas_de_usabilidade_em_websites.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2009-10-28T23:25:17-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Design Orientado a Gambiarras</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_orientado_a_gambiarras.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Design Orientado a Gambiarras &eacute; um contrasenso tanto quanto <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Gambiarra">Programa&ccedil;&atilde;o Orientada a Gambiarras</a>. Como pode haver programa&ccedil;&atilde;o ou design numa a&ccedil;&atilde;o  imprevista e improvisada? A programa&ccedil;&atilde;o e o design serviriam, teoricamente, para evitar  gambiarras, mas quanto mais experi&ecirc;ncia tenho com a pr&aacute;tica vejo que a gambiarra &eacute; parte fundamental para ambos os processos. </p>
<p>N&atilde;o acredita? Veja alguns exemplos: </p><p><a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1702">Prototipa&ccedil;&atilde;o</a> &eacute; gambiarra pura. O objetivo &eacute; criar uma simula&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de uso utilizando o m&iacute;nimo de recursos poss&iacute;veis. Meus alunos da <a href="http://portal2.unisul.br/content/paginadoscursos/design/">Unisul</a> quebraram todos os recordes da gambiarra nas <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/">aulas de design digital</a>  que dou l&aacute;. </p>
<p>O <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Projeto%20Laser">Projeto Laser</a> &eacute; uma caneta que projeta uma interface em superf&iacute;cies planas. Emprestei meu datashow para criarem o prot&oacute;tipo. Note a precariedade do suporte criado pelo aluno apelidado de &quot;MacGyver&quot;. </p>

<object width="425" height="344">
  <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y_laHNnMZo8&hl=pt-br&fs=1&">
  </param>
  <param name="allowFullScreen" value="true">
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  </param>
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</object>
<p><a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/Ted%20Beer">TedBeer</a> &eacute; uma esp&eacute;cie de gar&ccedil;om rob&ocirc; que permite que  os pedidos sejam encaminhados diretamente pela mesa do bar. Criaram um prot&oacute;tipo usando o <a href="http://usabilidoido.com.br/interacao_com_chips_rfids.html">kit RFID Touchatag</a> como uma bandeja presa num ursinho de pel&uacute;cia qualquer. O laptop que processa os inputs e outputs dos RFIDs est&aacute; embaixo da mesa. Note o sotaque &quot;manezinho&quot; do rob&ocirc;. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/88knf6vxbfM&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/88knf6vxbfM&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Al&eacute;m de ilustrar conceitos, a gambiarra pode servir para test&aacute;-los com usu&aacute;rios. Para testar o <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/CanWe%3F">CanWe?</a>, um aplicativo de iPhone que facilita encontrar pessoas desocupadas para passar o tempo junto, eles criaram primeiro um prot&oacute;tipo em papel e depois um prot&oacute;tipo semi-funcional em Flash, mas como n&atilde;o rodava no iPhone, rodamos num PocketPc (que ali&aacute;s, &eacute; muito mais barato). </p>
<object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/T_K0a442bjk&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/T_K0a442bjk&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object>
<object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_XXr8cBkISE&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_XXr8cBkISE&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object>
<p>Um grupo percebeu que umas amigas estavam deixando de usar o di&aacute;rio para registrar sonhos interessantes e estavam usando o celular ou MP3 para gravar uma descri&ccedil;&atilde;o falada do sonho. Transformaram a gambiarra do usu&aacute;rio num produto: o <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/apanhador%20de%20sonhos">Apanhador de Sonhos</a>. </p>
<img src="http://4.bp.blogspot.com/_MfBdO339YO8/R8w29bXsIBI/AAAAAAAAAAo/0uUbBzFJSRM/s400/apanhador+de+sonhos.jpg" alt="Apanhador de Sonhos" width="399" height="400" />
<p>Outra gambiarra que virou produto &eacute; o <a href="http://artefatosinterativos.blogspot.com/search/label/boo">Boo</a>, um aplicativo OpenSocial que ajuda adolescentes a montar &quot;esquemas&quot; entre os amigos. </p>
<img src="http://1.bp.blogspot.com/_-NMJzDAzcZ0/SKlzrd54NsI/AAAAAAAAABQ/toxPvWToCiE/s320/Boo+4.jpg" alt="Boo" width="320" height="214" /> 
<h2>Gambiarra como t&eacute;cnica</h2>
<p>Sendo assim, minha proposta &eacute; que a teoria do Design se atualize para incluir a gambiarra como t&eacute;cnica leg&iacute;tima. Ao inv&eacute;s de levar na brincadeira e marginalizar a t&eacute;cnica como <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Gambi_Design_Patterns">costumam fazer nossos colegas da Computa&ccedil;&atilde;o</a>, gostaria que tiv&eacute;ssemos orgulho de  nossas gambiarras.</p>
<p>Claro, gambiarra n&atilde;o &eacute; panac&eacute;ia. N&atilde;o resolve todos os problemas do mundo... pensando bem, talvez resolva, mas sempre por pouco tempo. Algumas gambiarras podem durar mais tempo, n&atilde;o pela efici&ecirc;ncia da solu&ccedil;&atilde;o, mas pela pregui&ccedil;a ou incapacidade de mudar...</p>
<p>Isso &eacute; bom. Significa que  h&aacute; espa&ccedil;o para melhorar.  N&atilde;o &eacute; como um daqueles projetos que estabelecem um padr&atilde;o dif&iacute;cil de ser superado, mesmo que se torne caduco. O design que d&aacute; a &uacute;ltima palavra n&atilde;o gera reflex&atilde;o, s&oacute; c&oacute;pias de si mesmo. </p>
<h2>Inova&ccedil;&atilde;o de verdade </h2>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/BraunVsApple460.jpg" alt="Compara&ccedil;&atilde;o entre o trabalho da Apple e Braun" width="460" height="254" />
<p>A imagem acima mostra uma compara&ccedil;&atilde;o entre alguns dos produtos projetados pelo designer Dieter Rams na Braum dos anos 1960 e os produtos de Jonathan Ive na Apple dos anos 2000. </p>
<p>Depois dessa voc&ecirc; ainda acredita que Apple &eacute; sin&ocirc;nimo de inova&ccedil;&atilde;o? </p>
<p>Eu acredito, mas considero que o termo inova&ccedil;&atilde;o, como &eacute; usado pelo mercado, n&atilde;o diz respeito ao novo e sim &agrave; novidade. Uma proposta pode nem ser t&atilde;o nova assim, mas se a audi&ecirc;ncia desconhecer, torna-se uma novidade. A maior parte do que se diz inovador no mercado &eacute; remake do passado porque <a href="http://usabilidoido.com.br/tendencias_cliches_e_reproducao_cultural_no_design.html">a fun&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o &eacute; reafirmar o status quo</a>, dar um upgrade nele. O risco de perder status impede que o novo emerja de organiza&ccedil;&otilde;es e pessoas estabelecidas. </p>
<p>O novo s&oacute; pode vir de quem n&atilde;o tem nada a perder: empresas startups, grupos de estudantes, artistas de rua, usu&aacute;rios finais. &Eacute; da&iacute; que saem as revolu&ccedil;&otilde;es.  </p>
<p>Organiza&ccedil;&otilde;es estabelecidas sabem muito bem disso e monitoram de perto estes grupos. Num passado n&atilde;o muito distante, organiza&ccedil;&otilde;es coibiam qualquer  amea&ccedil;a. Hoje elas incorporam. Compram startups, contratam estudantes, financiam artistas e pesquisam usu&aacute;rios finais. Em muitos casos, infelizmente, as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o descobrem como converter estas novas id&eacute;ias em atualiza&ccedil;&otilde;es efetivas e o movimento de mudan&ccedil;a emperra. </p>
<h2>Design aberto </h2>
<p>O design est&aacute; no limiar desse processo. Ao mesmo tempo em que pode <a href="http://usabilidoido.com.br/hack_no_orkut.html">transformar a gambiarra do usu&aacute;rio em solu&ccedil;&atilde;o oficial</a>, mais bonitinha, pode tamb&eacute;m deixar abertura para  os usu&aacute;rios criarem novas gambiarras. APIs de conte&uacute;do, funcionalidades flex&iacute;veis, simplicidade e ambiguidade s&atilde;o alguns dos segredos do sucesso do Twitter. </p>
<p>At&eacute; agora, o Twitter soube incorporar muito bem as gambiarras que os usu&aacute;rios criaram. O <em>@fulano</em> para respostas e <em>#hashtags</em> para marcar conte&uacute;do foram criados pelos usu&aacute;rios e, depois, transformados em funcionalidades oficiais. Ao inv&eacute;s de manter um software cliente oficial, destacam os <a href="http://twitter.com/downloads">clientes criados por empresas e indiv&iacute;duos</a>. A <a href="http://apiwiki.twitter.com/">API</a> permitiu tamb&eacute;m que fossem criadas <a href="http://tweethacking.com/category/twitter-gadgets/">dezenas de integra&ccedil;&otilde;es</a> com dispositivos de hardware que aspiram a fazer parte da <a href="http://usabilidoido.com.br/muito_alem_da_geladeira_internet_das_coisas_e_design_de_interacao.html">Internet das Coisas</a>. </p>
<a href="http://www.botanicalls.com/"><img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/hitormiss-botanicalls.jpg" alt="Botanicalls a planta conectada no Twitter" width="595" height="360" border="0" /></a>
<p>A abertura do Twitter gera entropia e a entropia gera <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serendipidade">serendipidade</a>. Quanto mais as coisas se cruzam, maior a possibilidade de associa&ccedil;&atilde;o entre elas. &Eacute; por isso que a gente acessa o Twitter <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/203097/espere+o+inesperado/?franq=137623">esperando o inesperado</a>. Queremos que nossos contatos nos supreendam e porque isso acontece com frequ&ecirc;ncia, n&oacute;s acessamos mais e mais. </p>
<p>O Design Orientado a Gambiarras &eacute; um design que nunca termina. Que n&atilde;o &eacute; privil&eacute;gio de designers formados, mas que promove a <a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios</a> no projeto, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/2539">sem preconceito</a>. Que tem <a href="http://usabilidoido.com.br/rituais_e_design_de_interacao.html">m&uacute;ltiplos significados</a> e liberdade de interpreta&ccedil;&atilde;o.  Que abra&ccedil;a a <a href="http://www.thereifixedit.com/">entropia</a> e o <a href="http://www.luli.com.br/textos/artigos-revista-webdesign/marco-de-2008">caos</a> concomitante.  Que economiza e reaproveita recursos, criando solu&ccedil;&otilde;es <a href="http://www.youtube.com/watch?v=24iv7HUPXzA">mais eficientes</a> e <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-24042007-150223/">sustent&aacute;veis</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_orientado_a_gambiarras.html#comments">Comente este post</a></p>
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<guid isPermaLink="false">829@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-08-24T11:25:10-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://1.bp.blogspot.com/_-NMJzDAzcZ0/SKlzrd54NsI/AAAAAAAAABQ/toxPvWToCiE/s320/Boo+4.jpg" length="16161" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://4.bp.blogspot.com/_MfBdO339YO8/R8w29bXsIBI/AAAAAAAAAAo/0uUbBzFJSRM/s400/apanhador+de+sonhos.jpg" length="12354" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/BraunVsApple460.jpg" length="23978" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/hitormiss-botanicalls.jpg" length="231303" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Colaboração em redes online e offline</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/colaboracao_em_redes_online_e_offline.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O projeto <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1575">Cubezilla</a> criado pelos alunos da <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o Faber-Ludens/Fisam/UnC</a> foi premiado no <a href="http://design-challenge.mozilla.com/summer09/">desafio da Mozilla Labs</a> na categoria voto popular. O desafio era repensar as abas do navegador, que j&aacute; n&atilde;o d&aacute; conta dos h&aacute;bitos de navega&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, por&eacute;m, nossos alunos foram al&eacute;m: redefiniram a met&aacute;fora de navega&ccedil;&atilde;o para o navegador. Ao inv&eacute;s de navegar uma pilha de documentos, navega-se um cubo Rubik. Veja no v&iacute;deo abaixo:</p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-KCwKSddNbQ&hl=pt-br&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-KCwKSddNbQ&hl=pt-br&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Estas id&eacute;ias n&atilde;o apareceram do nada; s&atilde;o resultado de um trabalho &aacute;rduo de semanas, envolvendo a participa&ccedil;&atilde;o de alunos de tr&ecirc;s turmas diferentes. Para organizar os <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/og">projetos</a> desenvolvidos no Instituto Faber-Ludens, n&oacute;s usamos o sistema de grupos do <a href="http://www.drupal.org/">Drupal</a>. Com isso, &eacute; poss&iacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o online, por&eacute;m, sem os encontros offline, o projeto definitivamente n&atilde;o teria ido t&atilde;o longe. </p>
<p>O projeto come&ccedil;ou com algumas pesquisas de refer&ecirc;ncias    de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1581">abas no mundo f&iacute;sico</a>, em <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1578">navegadores</a> e outros <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1577">aplicativos</a>. Como o ponto era as abas dos navegadores, levantamos as <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1589">dificuldades</a> com elas. Surge ent&atilde;o a primeira proposta mais consistente, o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1599">agrupamento de abas</a>. </p>
<img src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/b/brnduarte/thumbs/AbasFirefox2.jpg" width="514" height="530" border="0" />
<p>Sugeri ao <a href="http://www.mormasso.com/">Bruno Duarte</a> aproveitar a met&aacute;fora do clips, que tem uma fun&ccedil;&atilde;o similar, mas a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1599#comments">discuss&atilde;o que se seguiu</a> demonstrou que poder&iacute;amos evoluir mais a id&eacute;ia. </p>
<p><img src="http://www.h4x3d.com/feat/themes/clipped.jpg" width="159" height="213" /></p>
<p>O professor <a href="http://ericofileno.wordpress.com/">&Eacute;rico Fileno</a> prop&ocirc;s desenvolver o projeto em sua disciplina <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/taxonomy/term/226">T&eacute;cnicas de Prototipa&ccedil;&atilde;o I</a> e a&iacute; o projeto deu um g&aacute;s.  Utilizando as t&eacute;cnicas de criatividade em grupo que grandes empresas como <a href="http://www.ideo.com/">IDEO</a>  utilizam, foi poss&iacute;vel gerar uma grande quantidade de id&eacute;ias alternativas. De fato, ainda est&atilde;o para inventar uma plataforma para colabora&ccedil;&atilde;o melhor do que uma mesa, papel e l&aacute;pis/caneta.</p>
<p>Enquanto uma das turmas tinha aula presencial com o &Eacute;rico, outras duas participavam online, promovendo discuss&otilde;es fant&aacute;sticas como esta sobre o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1625">comportamento do usu&aacute;rio em ambientes hipertextuais</a> e esta outra sobre a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1624">necessidade de abrir tantas abas</a>. A discuss&atilde;o se estendeu at&eacute; o <a href="http://karinedrumond.wordpress.com/2009/06/25/produtividade-nos-usuarios-e-as-ferramentas/">blog da Karine Drummond</a>, que nem fazia parte do projeto mas acabou contribuindo para ele. </p>
<p>O prazo estava acabando e ainda n&atilde;o havia sido fechado o conceito a ser proposto. Ent&atilde;o, o pessoal que mora em Curitiba resolveu se reunir presencialmente para fechar. Foi uma noite muito produtiva! Ficamos das 19 at&eacute; 23hs aperfei&ccedil;oando a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1699">proposta do Alexandre Ribeiro de usar o cubo Rubik</a> como met&aacute;fora de navega&ccedil;&atilde;o.  Foi empolgante ver os alunos aplicando os conhecimentos que haviam adquirido com o professor &Eacute;rico! </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4_2w2DIzMvc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4_2w2DIzMvc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>No final de semana que se seguiu, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/145">Tersis</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/40">Alexandre</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/198">Samille</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/147">Vicktoria</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/173">Fernando</a>, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/124">Ana Carla </a>e <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/144">Leonardo</a> deram seu sangue para montar o v&iacute;deo em sucessivos encontros online e offline.   Deu resultado. O projeto recebeu notas muito boas dos jurados na apresenta&ccedil;&atilde;o da proposta, por&eacute;m, acharam que a proposta estava  longe do que tinham pedido: repensar as abas dos navegadores. Realmente o Software Livre est&aacute; precisando urgente de mais designers: eles n&atilde;o sabem o que &eacute; inova&ccedil;&atilde;o. Ainda bem que a vota&ccedil;&atilde;o popular reconheceu o esfor&ccedil;o do pessoal! Eles mereceram.  </p>
<p>Com este projeto comprovei pra mim que a colabora&ccedil;&atilde;o online n&atilde;o substitui a colabora&ccedil;&atilde;o offline, mas complementa. Online &eacute; bom pra analisar, comparar, discutir e desenvolver. Offline &eacute; bom pra criar, decidir e comprometer-se. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/colaboracao_em_redes_online_e_offline.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-07-15T12:23:47-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Testes de Usabilidade com o Morae</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/testes_de_usabilidade_com_o_morae.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Sábado passado organizei uma <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1067">oficina sobre testes de usabilidade</a> na <a href="http://www.sanmartinbr.com.br/">Fisam</a> utilizando o <a href="http://www.techsmith.com/morae.asp">Morae</a>, um software de apoio a testes de usabilidade. Na verdade, é mais que apoio. Ele é capaz de fazer quase tudo sozinho!</p><p>É uma suíte que funciona da seguinte forma: você roda o Morae Recorder na máquina do usuário, gravando a tela, o áudio e a webcam em sincronia. Num outro computador, pode ficar um anotador e outras pessoas que desejem acompanhar o teste em tempo real. O Morae Recorder transmite ao Morae Observer os dados via rede. Testamos dentro de uma rede wifi com laptops de baixo poder de processamento e o time-lag foi de alguns segundos apenas.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/moraeprocess.gif" alt="Fluxo de uso do Morae" />

<p>Por fim, as gravações e anotações são abertas todas em sincronia no Morae Manager, que permite selecionar, cortar, marcar, gerar estatísticas, enfim, tudo necessário para gerar relatórios sobre o teste. O Morae suporta praticamente todo o fluxo de aplicação do método de teste de usabilidade.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/Morae03c.jpg" alt="Morae Manager" />

<p>Detalhes que encantam: já trabalhava com o Morae há alguns anos, mas só na oficina descobri uma nova funcionalidade: a possibilidade de marcar um ponto interessante do teste com o Wiimote. Mesmo tendo um anotador na sala ao lado, eu como facilitador e analista, sinto a necessidade de lembrar de determinados pontos depois. Dá pra cruzar estas notas com as do anotador, sem conflitos.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/wiimote-grip-sleeve.png" alt="Wiimote" />

<p>O Morae ajuda bastante a executar o teste, porém, não substitui o analista de usabilidade. De nada adianta ferramenta, se não sabe usar. É preciso planejar o propósito do teste, escolher os usuários, facilitar a interação do usuário e interpretar os resultados. Nada disso pode ser feito por uma máquina.
</p>

<p>Na oficina, começamos pelo plano, a parte mais importante para o sucesso do teste: definição de objetos a serem testados, objetivos, métricas e perfil de usuários. 
</p>
<p>
Após definir o perfil de usuários, é importante elaborar um roteiro de recrutamento. Se forem recrutados os usuários com os perfis errados, o resultado do teste pode ser irrelevante. Eis uma simulação utilizando o roteiro elaborado pelos alunos:
</p>
<object width="425" height="344">
	<param value="http://www.youtube.com/v/tPJ4MedYDXQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" name="movie">
	</param>
	<param value="true" name="allowFullScreen">
	</param>
	<param value="always" name="allowscriptaccess">
	</param>
	<embed width="425" height="344" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/tPJ4MedYDXQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"></embed>
</object>
<p>
Uma vez que os usuários estão definidos, é preciso definir o que eles vão fazer. Para fazer um teste orientado a tarefas, é preciso conhecer muito bem a tarefa em questão. Os alunos fizeram análise da tarefa em dois websites concorrentes, de modo a comparar os caminhos e levantar hipóteses de possíveis problemas de usabilidade. 
</p>

<a target="_blank" title="Análise da tarefa do Americanas Viagens" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/SANY0010_3.jpg"><img alt="Análise da tarefa do Americanas Viagens" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/SANY0010_3.jpg" /></a>


<a target="_blank" title="Comparação" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/SANY0012.jpg"><img alt="Comparação" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/SANY0012.jpg" /></a>

<p>
A partir daí, começamos os testes pilotos, que funcionam como simulações. Convidamos o porteiro da faculdade a participar e ele encontrou alguns problemas relevantes no <a href="http://viagens.americanas.com.br/default.aspx">Americana Viagens</a>. 
</p>
<object width="425" height="344">
	<param value="http://www.youtube.com/v/_3Q_sFcF98c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" name="movie">
	</param>
	<param value="true" name="allowFullScreen">
	</param>
	<param value="always" name="allowscriptaccess">
	</param>
	<embed width="425" height="344" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/_3Q_sFcF98c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"></embed>
</object>
<p>
É claro que para ser conclusivo, a seleção de participantes do teste deve ser rigorosa, mas os participantes locais foram de grande valia para fins didáticos.  
</p>
<p>Numa sala estava o notebook do usuário, equipado com o Morae Recorder que grava as ações e vídeo do usuário e, do outro, a máquina do anotador com o Morae Observer. </p>

<a target="_blank" title="Image" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/SANY0021.jpg"><img alt="Image" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/SANY0021.jpg" /></a>

<p>O anotador podia ver e ouvir em tempo real o usuário e deixar anotações que posteriormente seriam sincronizadas com o vídeo, facilitando e muito o trabalho de análise posterior ao teste. 
</p>

<a target="_blank" title="Image" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/SANY0020.jpg"><img alt="Image" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/SANY0020.jpg" /></a>

<p>
Veja o <a href="http://multimidia.faberludens.com.br/teste_usab_webmotors.avi">trecho de um dos testes</a> [AVI - 104 Mb] gravado com o Morae Recorder.  
</p>
<p>
O <a href="http://cursos.faberludens.com.br/course/view.php?id=31">material de apoio ao curso</a> está disponível publicamente. Quem quiser participar de novas edições da oficina, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/428">assine a newsletter do Instituto Faber-Ludens</a> para ser avisado de novas turmas.
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/testes_de_usabilidade_com_o_morae.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
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<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2009-06-28T21:53:49-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Entrevista sobre Design de Interação na Webdesign</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/entrevista_sobre_design_de_interacao_na_webdesign.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A revista de Webdesign deste mês traz uma entrevista que o jornalista Luis Rocha fez comigo sobre perspectivas em relação ao passado, presente e futuro do Design de Interação. Publico abaixo o conteúdo antes da edição da revista.</p><p><strong>1 - Experiência e interação são dois conceitos fundamentais na construção de ambientes digitais. De que maneira tais conceitos vêm transformando a produção do design contemporâneo?</strong></p>

<p>O Design, de um modo geral, está passando por transformações fundamentais devido à novas demandas de mercado. Em primeiro lugar, o mercado tem procurado o Design como diferencial competitivo em áreas cada vez mais diversas, desde salões de beleza à organizações financeiras. <a href="http://usabilidoido.com.br/design_e_a_sintese_das_multiplas_definicoes.html">Só isso já deixa sem chão as velhas definições</a> atreladas a um objeto (Produto/Gráfico) ou método particular (Industrial). Em segundo lugar, o mercado está mais atento à relação entre processo e resultado. Se o Design promete melhores resultados, o mercado quer saber como. O mercado não está interessado em encontrar as formas universais da beleza, mas sim em vender produtos e fidelizar clientes. Quando a concorrência é grande, entretanto, a tarefa é árdua. O que antes não era levado em consideração porque o consumidor não tinha escolha se torna logo um ponto fraco. A estratégia de controle muda da escassez para a abundância em questão de meses. Experiência e interação são alguns dos termos utilizados para sugerir que o controle na abundância é possível através da sedução. Não é por acaso que estes termos tenham sido primeiramente utilizados em projetos de Tecnologia da Informação. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_das_interfaces_as_interacoes.html">A força que impulsiona o desenvolvimento de TI são as intenções de controle</a>, seja de consumidores ou de usuários. </p>



<p><strong>2 - Na dissertação de mestrado "<a href="http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510312_07_pretextual.pdf">Design em Parceria</a>", Bianca Dal Bianco cita o famoso pensamento de <a href="http://www.jnd.org/">Donald Norman</a>, reconhecido estudioso da área do design: "somos todos designers... Manipulamos o ambiente a nossa volta para que ele satisfaça melhor as nossas exigências. Escolhemos quais objetos possuir, de que objetos nos aproximar. Construímos, compramos, sistematizamos e reformamos: todas essas ações são exercícios de design". Considerando tal passagem, quais são os elementos da experiência do usuário que devem ser pesquisados cuidadosamente para melhor compreensão de um processo interativo e consequentemente concepção adequada de um projeto?</strong></p>

<p>O Design, de um modo geral, baseia-se num modelo triádico que envolve pessoas, atividades e artefatos. Dependendo do enfoque do projeto, um desses elementos pode ser priorizado. Hoje, o mais comum é o foco no artefato, pois é o que o cliente quer ver entregue. Se o cliente não liga para a experiência do usuário porque eu devo me importar? É por essa falta de vontade dos desenvolvedores de superar as expectativas tanto do usuário quanto do cliente que a coisa não vai pra frente. Conhecer o usuário não é difícil. Basta levantar o perfil do público-alvo através de questionários ou mineração de dados, montar algumas personas e está feito. Difícil é compreender as atividades destes usuários. <a href="http://usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html">Isso exige sair do escritório e visitar o lugar onde o usuário vive</a>. Observar o que não é dito, fotografar as gambiarras, se meter nas relações políticas. A habilidade do Design em interpretar estes dados e transformar em projetos úteis e sedutores é o que tem <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_estrategico.html">elevado o Design ao campo estratégico</a> das empresas.</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/etnografia_controlada.jpg" alt="Etnografia" />

<p><strong><p>3 - O design de interação é uma área que vem recebendo mais atenção no mercado internacional, principalmente em universidades tradicionais como a Carnegie Mellon University, o Instituto Ivrea, o Royal College Art, entre outras, além de já existir uma associação profissional, a <a href="http://www.ixda.org/">Interaction Design Association</a>. Em termos práticos, como poderíamos defini-lo?</p></strong></p>


<p>A definição que usamos no <a href="http://www.faberludens.com.br/">Instituto Faber-Ludens </a>é a seguinte: "Design de Interação é uma área dentro do Design que trata especificamente do projeto de artefatos interativos, tais como websites, softwares, dispositivos móveis, produtos eletrônicos e etc." Optamos por definir a área pelo tipo de projeto para ser mais facilmente compreendidos, porém, consideramos o Design de Interação como o projeto da interação entre pessoas que ocorre por meio destes arefatos. Nosso material de trabalho não é a tecnologia e sim as relações sociais. Design de Interação é a habilitação ou proibição de certas interações sociais por meio da tecnologia. O interessante dessa visão é que o objeto da disciplina é independente da tecnologia e, sendo assim, não fica obsoleto com a evolução tecnológica. Por outro lado, fica claro o papel sinistro que o controle sobre estas relações pode ter.</p>

<p><strong>4 - Por ser um campo de conhecimento ainda recente no mercado brasileiro, é comum haver certa confusão ao se definir o que é o design de interação e o que seria o design de experiência. Pela sua experiência, quais seriam os aspectos para diferenciar esses dois conceitos?</strong></p>

<p>Design da Experiência é uma proposta, Design de Interação é uma área estabelecida. Podemos dizer que o primeiro é a visão macro e o segundo, micro. Devido à departamentalização das empresas é difícil implementar uma visão macro consistente. O consumidor acaba interagindo com "diferentes empresas" que na verdade são uma só. Por enquanto, o foco tem sido em aperfeiçoar estas interações separadamente. Cada departamento rende um projeto em Design de Interação. Porém, é possível que as empresas se interessem em controlar a experiência do usuário nestes diferentes pontos de contato, aí será o caso do Design da Experiência, mas, por enquanto, é algo para poucos. </p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/ministore.jpg" alt="Loja da Apple"/>

<p><strong>5 - No cotidiano profissional, quais seriam as principais funções do designer de interação? E como esse profissional deve ser incluído dentro da estrutura de produção das agências digitais?</strong></p>

<p>O designer de interação é especialista na interação do usuário, seja qual for a mídia escolhida. Ele deve ser capaz não somente de prever o comportamento, mas também de influenciá-lo. Essa habilidade está atraindo a atenção dos departamentos de publicidade, porém, em muitos casos, ela está sendo mal aproveitada. Na publicidade, o designer de interação é frequentemente chamado para deixar interativa campanhas que não podem ser realmente interativas. Limitado pela visão de comunicação, o designer de interação acaba projetando uma interatividade bobinha: uma logomarca que gira seguindo o mouse, um jogo baseado em templates ou uma cópia de um serviço Web 2.0 qualquer. Este designer poderia contribuir muito mais se fosse incluído na definição estratégica da campanha, tornando a interatividade não uma mera roupagem, mas sim <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_publicidade_e_marketing.html">um modo de comunicar</a>. O que muitos clientes e também diretores de criação talvez não estejam percebendo é que a interação é a nova forma de se comunicar na sociedade pós-massa em que estamos entrando. </p>

<p><strong>6 - Antropologia, psicologia e sociologia são algumas das ciências sociais que surgem para complementar a base de conhecimento do designer diante das novas perspectivas do mercado profissional. Diante disso, qual seria o perfil ideal para um designer se especializar no design de interação?</strong></p>

<p>O perfil ideal de designer de interação é a pessoa que brincava de Lego quando criança, sonhava em ser como o professor Pardal, imitava o MacGyver e sentia pena do Pinky e Cérebro. Não tem receita de bolo: o segredo está na mistura de competências diversas e complementares. Uma dica é realizar uma pós-graduação que envolva pesquisa de comportamento social. Designers de interação precisam saber estruturar, aplicar e interpretar pesquisa social com rigor, pois seu trabalho é baseado nisso. </p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/pinky_and_the_brain.jpg" alt="Pinky e Cérebro" />

<p><strong>7 - No artigo "<a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/06/16/os-primeiros-principios-do-design-de-interacao/">Os primeiros princípios do design de interação</a>", Rochester Oliveira destaca que um bom caminho para entender o design de interação é conhecer alguns dos princípios fundamentais para criar e implementar interfaces eficazes. Atualmente, quais são as metodologias e as técnicas mais utilizadas no trabalho do designer de interação?</strong></p>

<p>O Instituto Faber-Ludens mantém um <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/26">Guia Colaborativo</a> de metodologias e métodos. Uma das páginas mais acessadas é sobre o método <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/39">Teste de Usabilidade</a>. Parece que finalmente o mercado está assimilando a prática de testar com usuários. Outra técnica bastante procurada é a elaboração de questionários, quase sempre visando a construção de Personas, que são perfis de usuários. O problema é que raramente estas pesquisas tem rigor científico. Acabam se tornando meros <a href="http://usabilidoido.com.br/personas_nao_e_tecnica_de_pesquisa_com_usuarios.html">instrumentos retóricos para justificar decisões</a> e não instrumento para conhecer o usuário. De um modo geral, a pesquisa em design de interação no mercado brasileiro está no estágio de oba-oba. Desde que apresente em gráficos coloridos, qualquer um diz o que quizer sobre os usuários. Isso tende a mudar, conforme os dados de pesquisa levem a fracassos financeiros. </p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/usability_test.jpg" alt="Teste de usabilidade em laboratório" />

<p><strong>8 - Em post do seu blog, "<a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">O que é afinal design de interação</a>", onde você aborda, entre vários aspectos, as diferenças entre o arquiteto de informação e o designer de interação, é ressaltado que este último terá funções mais voltadas para "a manipulação e a transformação da informação". Em termos de produção, quais são as principais ferramentas a serem utilizadas no trabalho do designer de interação?</strong></p>

<p>Também pelo fato de usarem ferramentas similares, o trabalho do designer de interação ainda se confunde com o do arquiteto da informação. Designers de interação também usam Visio, Axure, PowerPoint e etc. A diferença principal é que, geralmente, designers de interação sabem programar e encaram um Javascript ou Actionscript básico para montar protótipos funcionais. Quando o projeto envolve computação física nem dá pra comparar. Designers de interação usam muito um microcontrolador chamado Arduino para criar protótipos de hardware. Também é comum usarem a linguagem de programação Processing, feita especialmente para designers. 
</p>

<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/arduino.jpg" alt="Placa Arduino" />

<p><strong>9 - Atualmente, as redes sociais se tornaram o grande centro de atenções da internet, ressaltando o conceito de colaboração como uma característica fundamental na produção de projetos que vão sendo transformados conforme o público vai experimentando e participando do aperfeiçoamento de suas funcionalidades. Neste contexto, de que maneira estes ambientes podem ajudar no trabalho do designer de interação? Como obter dados funcionais sobre o comportamento do usuário em espaços colaborativos?</strong></p>

<p>Em situações em que os recursos são escassos e o acesso à comunidade a ser estudada é dificultado por dispersão geográfica ou barreiras simbólicas, pode ser feito um estudo etnográfico baseado na observação e participação em redes sociais na Web. Isso pode ajudar a compreender melhor quais as características comportamentais dos usuários. Porém, é preciso tomar cuidado na interpretação. Todo mundo sabe que nem tudo o que dissemos, fazemos e mostramos nas redes sociais corresponde ao que fazemos fora dela. É preciso tratar as redes sociais como um espaço público onde as pessoas realizam rituais de performance social. Indica-se que, além de navegar nas redes sociais, que se realizem algumas entrevistas em profundidade com alguns usuários pesquisados.</p>

<p>A gente fez alguns exercícios desse tipo num <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1054">minicurso sobre design de rede sociais</a>.</p>

<p><strong>10 - Em entrevista publicada na <a href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/2009/4">edição de abril</a>, a designer e pesquisadora Yasodara Córdova apresentou algumas das transformações que o conceito de desenvolvimento ágil tem trazido para a produção do design, inclusive com o surgimento de um modelo de "<a href="http://www.yaso.in/?p=411">web design ágil</a>". Como as metodologias ágeis podem influenciar o trabalho do designer de interação? De que maneira elas devem ser incluídas em seu cotidiano profissional?</strong></p>

<p>As metodologias ágeis estão transformando o ambiente de trabalho em Tecnologia da Informação drasticamente. Para assentar o crescimento das equipes, as empresas estavam dividindo o trabalho em etapas, distribuindo entre especialistas e departamentos. Os únicos que tinha a visão geral sobre o processo eram os gestores, mas o problema é que nem sempre o processo era seguido pelas equipes. Acabava que ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo e quando se davam conta, já tinha estourado o prazo. </p>

<p>As metodologias ágeis tentam resolver essa ineficiência com um ritmo de desenvolvimento cíclico, ao invés de linear. Os membros das equipes tem que se encontrar frequentemente, informando o que estão fazendo e solicitando ajuda. O prazo se torna sagrado, mas a responsabilidade é do grupo. Se alguém está com problemas, os demais devem ajudar. </p>

<p>
Os primeiros designers de interação foram contratados dentro da lógica de departamentalização e acostumaram-se com o processo linear de desenvolvimento. Quando defrontam-se com o desenvolvimento ágil ficam meio perdidos, pois não há uma definição clara sobre como se encaixar no processo. O Design é visto como parte do trabalho de cada desenvolvedor e não uma etapa ou responsabilidade de um cargo. Isso dilui a possibilidade de desenvolver uma visão de Design integrada. 
</p>
<p>
No caso do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Scrum">Scrum</a>, algumas equipes estão superando essa dificuldade posicionando designers numa equipe especial que trabalha na especificação de sprints futuras ou no lado do product owner.
</p>


<p><strong>11 - Nos últimos anos, o avanço da tecnologia tem proporcionado novos modelos de experiência e interação, como podemos notar nos dispositivos móveis e o uso do toque para manipular os elementos da interface. É possível apontar os novos desafios que surgirão para o futuro do design de interação?</strong></p>

<p>O mercado de tecnologia, e a sociedade em geral, ainda estão muito fascinados com novas interfaces para velhos produtos. Esperam que o designer faça mágicas do tipo controlar canais de televisão com gestos e assoprar o telefone para desligar. Porém, o escopo do design de interação vai além da interface. Se é possível que se estabeleçam novas relações sociais pela interface, as possibilidades são inúmeras. É possível repensar totalmente a cadeia de produção e consumo de vídeos, como faz o Youtube. Isso pode ser projetado ou acontecer por acaso. </p>

<p>Vejo que o design de interação será crucial para a sociedade do amanhã, que dependerá cada vez mais de tecnologia para o controle social. Seu papel será naturalizar estas tecnologias, tornando-as mais bonitas, simpáticas, fáceis de operar, criando a ilusão de que o usuário está no controle. Não acredito na centralização deste controle, acredito na dispersão. As pessoas aceitarão perder o controle sobre si em favor de ganhar controle sobre seu círculo social próximo. Os modos de socialidade que vemos hoje em redes sociais com o Orkut, por exemplo, são os embriões de um novo modo de viver nas grandes cidades, que em breve estarão repletas de dispositivos conectados à Internet. Sem dúvida, a <a href="http://usabilidoido.com.br/muito_alem_da_geladeira_internet_das_coisas_e_design_de_interacao.html">Internet das Coisas</a> (e o que as pessoas farão com ela) é o grande desafio do design de interação para as próximas décadas. </p>

<p><strong>12 - Quais dicas de leitura você indicaria para o profissional que deseja se aprofundar neste assunto?</strong></p>

<ul>
	<li><a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/blog">O Blog do Instituto Faber-Ludens</a></li>
	<li><a href="http://interactions.acm.org/">A revista Interactions</a></li>
	<li><a href="http://www.designinginteractions.com/">O livro Designing Interactions</a></li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/entrevista_sobre_design_de_interacao_na_webdesign.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-06-15T09:29:27-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/arduino.jpg" length="63014" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/etnografia_controlada.jpg" length="90393" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/ministore.jpg" length="26348" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/pinky_and_the_brain.jpg" length="21533" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/usability_test.jpg" length="12905" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>A invasão dos Clones de Nielsen</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/a_invasao_dos_clones_de_nielsen.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na palestra sobre <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_afetivo_e_reificacao.html">Design Afetivo</a> tive que fazer uma crítica direta ao discurso da Usabilidade, que relega a afetividade na interação a um segundo plano. Para explicar de uma forma mais afetiva, direcionei a crítica a Jakob Nielsen, mas ela é válida para grande parte dos praticantes da área. Embora o próprio Nielsen <a href="http://usabilidoido.com.br/jakob_nielsen_gosta_de_beleza.html">reconheça que estética seja importante</a>, em seu argumento não há um balanço coerente entre <a href="http://usabilidoido.com.br/a_necessidade_e_a_mae_da_invencao.html">utilidade e significado</a>.</p>

<p>Para Nielsen, Design é a origem dos problemas de usabilidade que engenheiros como ele tem que identificar e corrigir. Os problemas que Nielsen costuma identificar são justamente as características de um projeto que os tornam únicos, expressivos e afetivos. Para uma crítica mais completa, veja o texto"<a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/72">Os usos de Nielsen</a>" traduzido por Carlos André Gonçalves. Também é bacana a <a href="http://www.wefail.com/turkey/">crítica dos flasheiros sobre</a>. Abaixo segue o trecho em vídeo da palestra.
</p>

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LVJwOYnuWbo&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LVJwOYnuWbo&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

<p>Minha recomendação é que Nielsen deve ser conhecido, mas a mesma crítica que ele faz ao trabalho dos outros deve ser feita ao trabalho dele. É importante conhecer outras visões para o Design de Interação, especialmente fora do discurso de Usabilidade e IHC tradicionais. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_invasao_dos_clones_de_nielsen.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Vídeos</dc:subject>
<dc:date>2009-05-25T10:44:51-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Interação com chips RFIDs</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/interacao_com_chips_rfids.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Esta semana comecei a brincar com o <a href="http://www.touchatag.com/">kit Touchatag</a>, baseado em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RFID">chips RFIDs</a>. S&atilde;o chips que funcionam sem alimenta&ccedil;&atilde;o de energia e que podem ser reconhecidos pelo computador mediante aproxima&ccedil;&atilde;o ou toque. O input &eacute; interpretado por uma aplica&ccedil;&atilde;o Web, que pode disparar a&ccedil;&otilde;es em outras: adicionar um contato numa rede social, tocar uma m&uacute;sica, comprar um produto. O objetivo do kit &eacute; fornecer infra-estrutura para desenvolver a Internet das Coisas, tema da minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/palestra_no_intercon_2008_em_video.html">palestra no Intercon em 2008</a>. </p><p>Creio que a plataforma seja &uacute;til al&eacute;m da Internet das Coisas. Me parece uma forma pr&aacute;tica e barata de criar <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_interfaces_tangiveis.html">interfaces tang&iacute;veis</a> que permite uma transi&ccedil;&atilde;o mais suave entre o mundo f&iacute;sico e o virtual, permitindo que pessoas alheias ao mundo virtual aproveitem seus benef&iacute;cios. </p>
<p>Basta encostar o chips no leitor para disparar a&ccedil;&otilde;es. Estes chips podem ser colados em objetos do dia-a-dia que possuem uma conex&atilde;o sem&acirc;ntica com o objetivo da a&ccedil;&atilde;o. No meu caso, a primeira aplica&ccedil;&atilde;o que criei &eacute; um atalho para meu filho assistir v&iacute;deos do Pica-Pau no Youtube encostando seu boneco de pel&uacute;cia do Pica-Pau. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rmS6LK6OrXo&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rmS6LK6OrXo&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Em termos de facilidade de uso, meu filho foi sincero: &eacute; mais f&aacute;cil apertar o bot&atilde;o de ligar da televis&atilde;o, mas n&atilde;o &eacute; sempre que est&aacute; passando Pica-Pau, nem pode escolher os epis&oacute;dios que quer assistir. Ele me perguntou porque eu n&atilde;o compro fitas VHS antigas para colocar no v&iacute;deocassete aposentado, porque no DVD ele n&atilde;o consegue mexer direito... </p>
<p>Tive uma outra id&eacute;ia que ele gostou mais. Um brinquedo que grava hist&oacute;rias sobre outros brinquedos. Meu filho adora mostrar pra outras pessoas seus brinquedos. Pensei que gostaria de ouvir a si mesmo. Improvisei um prot&oacute;tipo usando um PocketPC. Ele adorou!</p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VegjKq86ziE&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VegjKq86ziE&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>No pr&oacute;ximo passo, pretendo montar um prot&oacute;tipo funcional utilizando o Touchatag. Coloquei a id&eacute;ia do projeto na <a href="http://developer.touchatag.com/projects/toy-stories">incubadora de projetos</a>, ali&aacute;s, uma id&eacute;ia interessante de <a href="http://www.google.com/url?q=http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/02/05/de-usuario-a-co-criador/&amp;ei=k5XbSbnDDIrItgfEuZ2GCA&amp;sa=X&amp;oi=spellmeleon_result&amp;resnum=2&amp;ct=result&amp;cd=1&amp;usg=AFQjCNGFvcb_RvWg-vYDGXOiLr_qJXWF7g">cocria&ccedil;&atilde;o</a>. </p>
<p>O ideal seria desenvolver uma aplica&ccedil;&atilde;o para o <a href="http://www.nabaztag.com/">Nabaztag</a>, que al&eacute;m do leitor RFID, j&aacute; tem um formato de brinquedo, mas o pre&ccedil;o est&aacute; meio salgado e n&atilde;o sei o qu&atilde;o dif&iacute;cil &eacute; fazer isso. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/plingplong.jpg" alt="Pling Plong para ler livros" width="500" height="500" />
<p>Inspirado no projeto <a href="http://www.nearfield.org/2009/03/pling-plong">Pling Plong</a>, um leitor de livros em &aacute;udio para crian&ccedil;as, estou desenvolvendo tamb&eacute;m uma extens&atilde;o para os livros atuais do meu filho. Ao inv&eacute;s do livro todo, o leitor de RFIDs reconhecer&aacute; os elementos destac&aacute;veis do livro, disparando um som do objeto e/ou leitura da p&aacute;gina. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/livro_rfids.jpeg" alt="livro com chip RFID" width="500" height="375" />
<p>N&atilde;o vejo a hora de levar estes kits para nossas aulas da <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a>. Espero que surjam aplica&ccedil;&otilde;es criativas como as do projeto <a href="http://www.nearfield.org/">Touch</a>. </p>
<object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3236316&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3236316&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="400"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/3236316">Playful augmented products workshop</a> from <a href="http://vimeo.com/timoarnall">timo</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.
<p>Os chips RFID n&atilde;o s&atilde;o novidade. Sua patente tem mais de 40 anos! Por&eacute;m, at&eacute; bem pouco tempo sua aplica&ccedil;&atilde;o era meramente utilit&aacute;ria: cart&otilde;es de ponto, tickets de passagens, etiquetas de supermercado. S&oacute; agora que alguns designers come&ccedil;am a explora&ccedil;&atilde;o de seu potencial para a express&atilde;o est&eacute;tica, afetiva, comunica&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e outras   aplica&ccedil;&otilde;es  subestimadas no desenvolvimento tecnol&oacute;gico.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/interacao_com_chips_rfids.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
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<guid isPermaLink="false">810@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-04-08T15:13:51-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/livro_rfids.jpeg" length="53568" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/plingplong.jpg" length="99692" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Design de Interação em Urbanismo</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_urbanismo.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
O Urbanismo moderno projetou as cidades onde vivemos. Com isso, projetou também nossas atividades e interações, possíveis através de sua infraestrutura. O Design de Interação também tem o mesmo efeito em relação aos novos espaços virtuais, porém, falta a visão abrangente e de longo prazo do Urbanismo moderno. Por outro lado, o Urbanismo também ainda não compreendeu a integração entre espaços reais e virtuais. Independente da falta de visão de ambos, as tecnologia interativas estão trasnsformando o cenário urbano. <p>Veja o mapa de onde moro, na cidade de Curitiba, por exemplo. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mapa_curitiba.jpg" alt="Mapa de Curitiba" width="560" height="432" />
<p>Este lugar  eu escolhi pela Internet. Eu queria criar meu filho num lugar parecido com o que eu fui criado no Rio de Janeiro: um condom&iacute;nio de pr&eacute;dios com ampla &aacute;rea de lazer e contato com a natureza. O site que tem a <a href="http://www.imoveiscuritiba.com.br/">maior base de im&oacute;veis em Curitiba</a>  n&atilde;o tinha esse crit&eacute;rio de busca nem nada que chegasse perto disso. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/imoveis_curitiba.gif" alt="Busca do Im&oacute;veis Curitiba" width="418" height="357" />
<p>Por acaso, um dia ca&iacute; no <a href="http://wikimapia.org">Wikimapia</a>, um mashup do Google Maps que permite aos usu&aacute;rios adicionarem anota&ccedil;&otilde;es sobre os mapas das cidades.  Comecei a sobrevoar a cidade em busca de algo que se parecesse com o que eu queria. Me senti como num helic&oacute;ptero. Uma s&eacute;rie de pr&eacute;dios rodeados de &aacute;rvores me chamou a aten&ccedil;&atilde;o. Passei o mouse por cima  e descobri o <a href="http://wikimapia.org/#lat=-25.4085857&amp;lon=-49.2605066&amp;z=16&amp;l=0&amp;m=a&amp;v=2&amp;show=/625406/Parque-Residencial-Pinheiros&amp;search=curitiba">Parque Pinheiros</a>. Fui at&eacute; l&aacute; e fiquei. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/wikimapia_pinheiros.jpg" alt="Wikimapia Pinheiros" width="601" height="448" /> 
<p>Um dos crit&eacute;rios principais para a escolha de um local para morar, em qualquer grande cidade, &eacute; o acesso &agrave; rede de transportes. As possibilidades de a&ccedil;&atilde;o que uma cidade &eacute; oferece &eacute; proporcional ao deslocamento necess&aacute;rio para executar atividades. Como pode-se ver no mapa abaixo, &eacute; uma regi&atilde;o bem servida de avenidas e &ocirc;nibus. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mapa_onibus_curitiba.jpg" alt="Mapa de &ocirc;nibus da regi&atilde;o" width="509" height="359" />
<p>Por&eacute;m, n&atilde;o adianta muito saber onde est&atilde;o os pontos de &ocirc;nibus se n&atilde;o se sabe a rota dos mesmos. O sistema de transporte coletivo de Curitiba &eacute; complexo: para se chegar num local, mesmo que seja pr&oacute;ximo, &eacute; necess&aacute;rio o baldeamento (pegar outros &ocirc;nibus), apesar de que a conex&atilde;o seja gratuita. Esse esquema &eacute; interessante porque pode-se chegar a um mesmo lugar por caminhos diferentes, por&eacute;m, a complexidade &eacute; t&atilde;o grande que dificilmente um cobrador ou motorista consegue explicar quando algu&eacute;m pergunta como chegar num local que est&aacute; fora de sua pr&oacute;pria linha. Imagine ent&atilde;o, quando um forasteiro pergunta a um transeunte na rua. &Eacute; por isso que os curitibanos n&atilde;o gostam de dar informa&ccedil;&otilde;es na rua; eles t&ecirc;m motivo para serem antip&aacute;ticos...</p>
<p>A URBS oferece um <a href="http://urbs-web.curitiba.pr.gov.br/">sistema para encontrar rotas</a>, mas eu particularmente nunca consegui us&aacute;-lo sem dar bug, al&eacute;m da interface ser sofr&iacute;vel.</p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/URBS%20Rua.JPG" alt="mapa do sistema da maxidata" width="470" height="251" />
<p>Essa informa&ccedil;&atilde;o tinha que estar dispon&iacute;vel na hora em que se precisa, ou seja, quando se est&aacute; na rua.  Em alguns pontos de &ocirc;nibus, h&aacute; mapas bem completos, mas estes s&oacute; conseguem mostrar informa&ccedil;&otilde;es relativas ao bairro. Pra mim, &eacute; um excelente passatempo enquanto espero o &ocirc;nibus chegar, mas para a maioria das pessoas &eacute; grego. J&aacute; vi muita gente perguntando para outras pessoas sobre rotas de &ocirc;nibus mesmo tendo o mapa logo atr&aacute;s. Este tipo de mapa, apesar de bem organizado, exige uma capacidade cognitiva fora do comum, pois &eacute; preciso discernir entre muitas informa&ccedil;&otilde;es irrelevantes aquelas que atendem &agrave; demanda. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mapa_ponto_curitiba.jpeg" alt="mapa de pontos de &ocirc;nibus" width="472" height="590" />
<p>A tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o poderia ajudar aqui, permitindo filtrar informa&ccedil;&otilde;es baseadas na demanda do usu&aacute;rio. Infelizmente, <a href="http://usabilidoido.com.br/quiosque_da_prefeitura_de_curitiba.html">os quiosques informatizados da prefeitura s&atilde;o pobres nesse assunto</a>. Se limitam &agrave; listar as linhas de &ocirc;nibus e hor&aacute;rios. Bem que eles poderiam acessar o sistema web comentado anteriormente, mas este teria que ser adaptado para ser usado numa tela touchscreen.</p>
<a href="http://www.flickr.com/photos/usabilidoido/135427129/" title="photo sharing"><img src="http://static.flickr.com/56/135427129_9ed075566f_m.jpg" alt="Quiosque da Prefeitura de Curitiba" /></a> 
<p>Nossos alunos da <a href="http://www.faberludens.com.br/?q=pt-br/node/88">p&oacute;s em Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a> fizeram como exerc&iacute;cio de T&eacute;cnicas de Prototipa&ccedil;&atilde;o I, o redesign de um novo quiosque, o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/391">Ponto-i</a>. O novo sistema integra as informa&ccedil;&otilde;es espalhadas de modo contextual. As informa&ccedil;&otilde;es iniciais s&atilde;o relativas ao ponto geogr&aacute;fico do quiosque, mas &eacute; poss&iacute;vel selecionar roteiros que integram pontos tur&iacute;sticos e dicas de usu&aacute;rios para se locomover na cidade. Estes roteiros podem se transferidos para o celular e consultados no caminho. Eles constru&iacute;ram um prot&oacute;tipo de papel bem bacana para demonstrar o uso. </p>
<p>
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    <param name="allowfullscreen" value="true" />
    <param name="allowscriptaccess" value="always" />
    <param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2233272&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" />
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  </object>
  <br />
<a href="http://vimeo.com/2233272">Ponto i - Paper Prototyping</a> from <a href="http://vimeo.com/user930927">Felipe Sad</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>O Ponto-i faz parte de um projeto de pesquisa aberta do Instituto Faber-Ludens que visa investigar as possibilidades da Computa&ccedil;&atilde;o Pervasiva para reconfigurar o espa&ccedil;o urbano: <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1055">Urbanismo Digital</a>.  </p>
<blockquote>
  <p>&quot;A computa&ccedil;&atilde;o pervasiva adiciona uma nova camada ao urbanismo das cidades. Assim como a rede de transporte f&iacute;sico foi crucial para o estabelecimento das metr&oacute;poles, a infra-estrutura eletr&ocirc;nica redefinir&aacute; como nos encontraremos com outras pessoas nas cidades conectadas. &Eacute; urgente planejar esta nova camada, do contr&aacute;rio, estaremos presos no equivalente digital de becos sinistros, tr&acirc;nsito infernal e viver isolado no meio de multid&otilde;es.&quot; </p>
</blockquote>
<p>O objetivo do projeto Urbanismo Digital &eacute; demonstrar a import&acirc;ncia do planejamento urbano digital. Quem quiser participar, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1055">fique &agrave; vontade</a>. </p>
<p>Convidei a participar deste projeto aberto <a href="http://www.caiovassao.com.br">Caio Vass&atilde;o</a>, um arquiteto e urbanista que pesquisa Design de Intera&ccedil;&atilde;o. Para ele, a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o constitui uma Camada Ambiental Interativa, que deve ser t&atilde;o bem projetada quanto outras camadas f&iacute;sicas do espa&ccedil;o urbano. </p>
<p>Caio demonstra como o conceito pode ser aplicado numa situa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica, <a href="http://caiovassao.com.br/wp-content/uploads/2008/03/infra-estrutura-em-computacao-pervasiva-para-suporte-a-pesquisa-academica-colaborativa.pdf">guiando o planejamento de uso da tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o</a> num centro universit&aacute;rio. No diagrama abaixo pode-se ver a sobreposi&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o entre ambientes de colabora&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica virtuais e f&iacute;sicos.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/camada_ambiental_interativa.jpg" alt="Camada Ambiental Interativa do Senac-SP" width="662" height="484" />
<p>Esse cruzamento &eacute; um dos que mais me interessa no Design de Intera&ccedil;&atilde;o hoje. Tamb&eacute;m &eacute; de interesse de <a href="http://speedbird.wordpress.com/">Adam Greenfield</a>, diretor de interfaces e servi&ccedil;os da <a href="http://www.nokia.com">Nokia</a>, e de <a href="http://www.orangecone.com/">Mike Kuniavsky</a>, diretor da <a href="http://thingm.com/">ThingM</a>. Num futuro pr&oacute;ximo, a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o  ser&aacute; o asfalto de empreiteiras digitais. Muitos interesses pol&iacute;ticos e dinheiro passar&atilde;o por a&iacute;. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_urbanismo.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-03-30T19:00:21-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Idéia para o Youtube: assistir seus amigos assistindo</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/ideia_para_o_youtube_assistir_seus_amigos_assistindo.html</link>
<description><![CDATA[
<p>
Numa reunião de orientação com meu aluno <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/117">Rodrigo Gonzatto</a> sobre o projeto <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/482">Conectando Conteúdos</a> a gente bolou uma funcionalidade nova para sites de compartilhamento de vídeos como o <a href="http://www.youtube.com/">Youtube</a>: poder ver a reação de seus amigos ao assistir o vídeo que você está vendo. É simples e fácil de implementar: basta abrir a webcam do usuário e gravar enquanto ele assiste. Depois o vídeo fica disponível para ser visto em sincronia.
</p>
<p>
Como exemplo peguei dois vídeos do próprio Youtube: uma performance de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Crocker_(Internet_celebrity)">Chris Crocker</a> e a filmagem de três pessoas diferentes assistindo o mesmo vídeo <a href="http://stephaniehough.wordpress.com/2008/03/31/three-reactions-to-leave-britney-alone/">feita por Stephanie Hough</a>. 
</p>
<p>
Dê play nos dois vídeos, mas diminua o volume do segundo para não atrapalhar.   
</p>
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	<param name="wmode" value="" />
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</object>
<p>
Como você não conhece estas pessoas, não interessa muito ver suas reações, porém, se fossem amigos próximos o interesse seria maior porque:
</p>
<ul>
	<li>elas fazem parte de seu círculo social e seu comportamento é orientado a este círculo</li>
	<li>a empatia (sentir o que o outro sente) é proporcional a experiências compartilhadas</li>
	<li>essa interação pode disparar outras interações, como uma mensagem comentando a reação do colega (&quot;se vc acha essa careta esnobe, olhe então como eu faço careta para Chris Crocker&quot;)</li>
</ul>
<p>
A motivação seria similar a ir ao cinema com vários amigos e poder ouví-los rir, chorar e assustar nas cenas mais fortes do filme. Para pessoas observadoras (ou sarristas), isso é às vezes mais divertido do que o próprio filme, especialmente em filmes de terror ou romance meloso.  
</p>
<p>
<img align="left" alt="Vertov olhando a si mesmo numa câmera" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/vertov.jpg" />O criador do vídeo teria muito interesse em ver a reação de sua audiência. Seria como um espelho em que se pode ver a si mesmo pelos olhos dos outros. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dziga_Vertov">Vertov</a> e todos seus milhares de seguidores que bateram fotos de si mesmo no espelho adorariam esta funcionalidade.
</p>
<p>
Conforme fossem surgindo centenas de reações, seria possível acompanhar a audiência e, dessa forma, ajustar seus hábitos de produção de vídeos ou de consumo. Na verdade, já não daria mais para separar produção de consumo, pois todos estão produzindo e consumindo ao mesmo tempo, explicitamente!
</p>
<p>
Na verdade, isso já está acontecendo espontaneamente no Youtube. Basta fazer uma <a href="Talvez este vídeo não provoque muitas emoções, mas é comum no Youtube hoje as pessoas gravarem e publicarem suas reações ao ver vídeos polêmicos. Basta buscar e ver milhares deles.  ">busca</a> para ver as reações que as pessoas gravaram delas mesmas assistindo vídeos polêmicos. A novidade que estamos introduzindo é poder assistir os vídeos sincronizados e selecionar apenas as reações de seus amigos, ou quem sabe outros critérios. Fico imaginando a possibilidade de alguém ficar famoso só por suas reações aos vídeos e, desta forma, se tornar um companheiro ideal para assistir vídeos.
</p>

<a target="_blank" title="Pessoas assistindo pessoas assistindo" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/watching_people_watching.jpg"><img alt="Pessoas assistindo pessoas assistindo" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/watching_people_watching.jpg" /></a>

<p>
Esses dados de audiência poderiam ser analisados por algoritmos de reconhecimento de emoções faciais, gerando um banco de dados que permitisse busca de vídeos alegres ou tristes. Indo além, esse algoritmo poderia perceber padrões de emoções ao longo da estrutura narrativa, podendo ser classificados em gêneros tradicionais ou novos gêneros, que emergiriam a partir da própria reação da audiência.
</p>

<a target="_blank" title="Estrutura narrativa de um filme" href="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/estrutura_narrativa.png"><img alt="Estrutura narrativa de um filme" src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/estrutura_narrativa.png" /></a> 

<p>
Gravamos um vídeo explicando os rabiscos que fizemos destas idéias. Se alguém gravar uma reação a este vídeo, coloca abaixo nos comentários. 
</p>
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	<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NAKLkmTgM8Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" />
	<param name="quality" value="high" />
	<param name="menu" value="false" />
	<param name="wmode" value="" />
	<embed src="http://www.youtube.com/v/NAKLkmTgM8Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" wmode="" quality="high" menu="false" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed>
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<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/ideia_para_o_youtube_assistir_seus_amigos_assistindo.html#comments">Comente este post</a></p>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-03-28T23:21:26-03:00</dc:date>
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</item>
 
<item>
<title>Design de Interação em Tecnologias Educacionais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_tecnologias_educacionais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>H&aacute; algum tempo que se fala que a educa&ccedil;&atilde;o precisa ultrapassar o paradigma de transmiss&atilde;o de conhecimento, por&eacute;m, poucos conseguiram tal fa&ccedil;anha. Geralmente novas tecnologias s&atilde;o incorporadas para refor&ccedil;ar ainda mais esse modelo tradicional, como bem observou Luli Radfahrer em sua <a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=389425">palestra magna</a>. </p>
<p>O professor Michael Welsch ficou famoso pelos seus <a href="http://mediatedcultures.net/mediatedculture.htm">v&iacute;deos no Youtube</a> demonstrando a disparidade entre o uso de novas tecnologias no dia-a-dia dos estudantes e dentro da escola. O que pouca gente viu s&atilde;o seus pr&oacute;prios experimentos de ensino em sala de aula.  <a href="http://mediatedcultures.net/worldsim.htm">WorldSim</a> &eacute; uma esp&eacute;cie de jogo  que ele promove entre seus alunos para perceber os m&uacute;ltiplos fatores que delineiam uma cultura. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SXnWmu6xdpc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SXnWmu6xdpc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>WorldSim &eacute; muito parecido com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Civilization">Civilization</a>. A diferen&ccedil;a principal &eacute; que este &uacute;ltimo tem suas regras gravadas num computador. Ali&aacute;s, Civilization j&aacute; &eacute; usado em escolas canadenses para <a href="http://arstechnica.com/gaming/news/2007/06/canadian-historians-mod-civilization-iii-to-teach-canadian-history.ars">ensinar Hist&oacute;ria h&aacute; alguns anos</a>. </p>
<p>A novidade agora &eacute; usar <a href="http://sporelearning.ning.com/">Spore</a> nas aulas de Biologia. O pr&oacute;prio Will Wright, criador do jogo, <a href="http://salon.seedmagazine.com/salon_tarter_wright.html">admite que al&eacute;m de entretenimento</a>, ele gostaria que os jogadores aprendessem sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu&ccedil;&atilde;o">teoria da evolu&ccedil;&atilde;o</a>.</p>
<p><img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/7spore-creatures-in-action.jpg" alt="Criaturas do Spore" width="440" height="311" /></p>
<p>O <a href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/">Museu da L&iacute;ngua Portuguesa</a> em S&atilde;o Paulo e o <a href="http://www.pucrs.br/mct/">Museu de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da PUC-RS</a> s&atilde;o provas de que investir em ferramentas de educa&ccedil;&atilde;o interativa d&aacute; resultado. S&atilde;o dois dos museus mais visitados em toda a Am&eacute;rica Latina, fazendo vivo um conhecimento que poderia estar abandonado em exposi&ccedil;&otilde;es tradicionais, como &eacute; o caso da maioria dos museus brasileiros.</p>
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/71BC12D23FFCB1ED&amp;hl=pt-br"></param><embed src="http://www.youtube.com/p/71BC12D23FFCB1ED&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385"></embed></object>
<p>Detalhe importante: a lista de reprodu&ccedil;&atilde;o acima agrega v&iacute;deos criados e publicados espontaneamente por crian&ccedil;as  e adolescentes que visitaram o museu usando seus telefones celulares e c&acirc;meras digitais. Poderiam ser excelente material did&aacute;tico numa aula posterior para rever os princ&iacute;pios f&iacute;sicos dos experimentos, mas muito provavelmente o professor nem sabe que esses v&iacute;deos existem. Infelizmente, os professores ainda discutem se devem <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL23147-5606,00.html">bloquear celulares</a> ou <a href="http://samadeu.blogspot.com/2008/09/twitter-msn-e-orkut-so-proibidos-nas.html">Youtube</a> nas escolas...</p>
<p>Olha s&oacute; o que acontece quando educadores abra&ccedil;am a tecnologia ao inv&eacute;s de repelir: as <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.positivoinformatica.com.br%2Fsite%2Fed_mesas.htm&amp;ei=Ndy_ScSvDcGGtgfa0b1X&amp;usg=AFQjCNGYpQqly9Skr0k7fXKdLoqFt9ghcw&amp;sig2=jlO6FEIEzjIp7Zcvxv0tcQ">mesas educacionais da Positivo</a> permitem que as crian&ccedil;as realizem atividades de escrita e matem&aacute;tica utilizando blocos de f&aacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o e compartilhamento. Esta mesa foi criada no Brasil   e &eacute; usada em v&aacute;rios outros pa&iacute;ses. Esta foto, por exemplo, foi tirada numa escola da Fl&oacute;rida, onde &eacute; usada para a educa&ccedil;&atilde;o especial.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mesa_matematica.jpg" alt="mesa de matem&aacute;tica" width="532" height="360" /> 
<p>O desafio &eacute; demonstrar aos educadores &agrave;s possibilidades das tecnologias educacionais. Creio que designers de intera&ccedil;&atilde;o podem fazer uma boa ponte entre Pedagogia e Engenharia. </p>
<p>E para não dizer que não falei de Educação à Distância, que cresce a passos largos no Brasil, destaco o <a href="http://rived.proinfo.mec.gov.br/">projeto RIVED</a> que mantém um banco de objetos de aprendizagem com milhares de atividades interativas.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_tecnologias_educacionais.html#comments">Comente este post</a></p>
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</description>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-03-17T15:54:51-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/7spore-creatures-in-action.jpg" length="77743" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mesa_matematica.jpg" length="44328" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Design de Interação em Publicidade e Marketing</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_publicidade_e_marketing.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A Publicidade est&aacute; sempre atr&aacute;s de novas tecnologias que possam ser usadas para chamar a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor. Com Design de Intera&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel criar experi&ecirc;ncias de intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; com a Web, mas tamb&eacute;m com celular e instala&ccedil;&otilde;es interativas.   </p><p>Quando estava em f&eacute;rias no Rio de Janeiro me deparei com esta campanha da Neosaldina envolvendo m&iacute;dia externa que disparava intera&ccedil;&atilde;o mobile.  Os transeuntes s&atilde;o convidados a mandar SMS dizendo se o Rio est&aacute; feliz ou n&atilde;o e o sorriso no outdoor aumenta de tamanho, demonstrando o &iacute;ndice do dia.</p>
<img src="http://farm2.static.flickr.com/1073/3168798074_0e7521f825.jpg?v=0" alt="Campanha da Neosaldina" width="500" height="375" />
<p>No <a href="http://www.orioestafeliz.com.br/">site da campanha</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar o hist&oacute;rico dos dias e ver que no final do m&ecirc;s de outubro alguma coisa (provavelmente alguma demonstra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de viol&ecirc;ncia) fez os cariocas expressarem infelicidade. Faltou um mashup com as not&iacute;cias do dia dos principais jornais do Rio pra saber o real motivo. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/neosaldina_feliz.jpg" alt="indices de felicidade do carioca" width="678" height="330" />
<p>Ao inv&eacute;s de se posicionar no centro da intera&ccedil;&atilde;o, a marca se coloca como uma mediadora entre o indiv&iacute;duo e a comunidade em que vive. Atrav&eacute;s da Neosaldina o carioca pode saber o que os outros est&atilde;o pensando em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; campanha e tamb&eacute;m &agrave; sua cidade. </p>
<p>Imagine se h&aacute; alguns anos atr&aacute;s uma empresa estaria disposta a alterar sua marca em fun&ccedil;&atilde;o dos humores de seu p&uacute;blico? A marca era sagrada, o consumidor, profano. Hoje, a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; outra. Abund&acirc;ncia de concorr&ecirc;ncia e informa&ccedil;&atilde;o permitem ao consumidor escolher melhor. O crit&eacute;rio de escolha deixa de ser o melhor de todos e passa a ser o melhor para mim. As <a href="http://usabilidoido.com.br/interface_o_sagrado_toca_o_profano.html">interfaces se tornam o fulcro da profana&ccedil;&atilde;o das marcas</a>.  Cabe ao anunciante criar interfaces e abrir sua marca, convidando o consumidor &agrave; cocria&ccedil;&atilde;o.  </p>
<p>Uma das interfaces pouco exploradas no Brasil s&atilde;o as <a href="http://usabilidoido.com.br/instalacoes_interativas.html">instala&ccedil;&otilde;es interativas</a>.  No stand da Ford para uma feira automobil&iacute;stica, o visitante podia gravar um v&iacute;deo que era mixado por um VJ ao vivo, numa mega interface touchscreen. </p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MqzjfPsIEMc&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MqzjfPsIEMc&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
<p>Mais exemplos de instala&ccedil;&otilde;es interativas comerciais no <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/83">blog do Instituto Faber-Ludens</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_publicidade_e_marketing.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">804@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-03-17T15:42:30-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/neosaldina_feliz.jpg" length="47761" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Sede por Design nas tecnologias do cotidiano</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/sede_por_design_nas_tecnologias_do_cotidiano.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Cada vez mais aceleradamente, uma nova  tecnologia entra em nosso cotidiano. Num primeiro momento, &eacute; um objeto sem significado. Logo, algu&eacute;m descobre uma utilidade e sai por a&iacute; dizendo que ningu&eacute;m pode viver sem isso. Com o tempo, todos seus amigos e familiares est&atilde;o usando e voc&ecirc; se v&ecirc; obrigado a usar tamb&eacute;m. A tecnologia parece que cria sua pr&oacute;pria necessidade. </p><p>Por outro lado, n&atilde;o surge do nada. Algu&eacute;m teve a id&eacute;ia. Algu&eacute;m pensou que seria &uacute;til. Normalmente, <a href="http://usabilidoido.com.br/a_forma_nao_segue_necessariamente_a_funcao.html">as id&eacute;ias de novas tecnologias adv&eacute;m da realiza&ccedil;&atilde;o de limita&ccedil;&otilde;es das tecnologias existentes</a>. A necessidade estava l&aacute;, s&oacute; ningu&eacute;m sabia como supr&iacute;-la. </p>
<p>Veja o caso do celular, por exemplo. Quem &eacute; que precisava de um celular no s&eacute;culo XIX? Nenhuma decis&atilde;o era tomada de &uacute;ltima hora. Os compromissos eram agendados com anteced&ecirc;ncia e seu cumprimento era sagrado. Falou t&aacute; falado. Al&eacute;m disso, as pessoas com quem voc&ecirc; precisava falar estavam sempre por perto. </p>
<p>Ao longo do s&eacute;culo XX, isso foi mudando. O ritmo de vida foi ficando cada vez mais r&aacute;pido, a quantidade de decis&otilde;es maior, os contatos pessoais cada vez maiores e mais dispersos geograficamente.  Como viver sem celular numa sociedade assim? Dif&iacute;cil, mas mais dif&iacute;cil ainda com ele. Agora, &eacute; preciso lidar com outros problemas. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mobilefirst_4.jpg" alt="DynaTac 8000x" width="357" height="500" />
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/DynaTAC_8000X">primeiro celular comercial</a> foi produzido pela Motorola em 1983. Era grande, pesado e feio. Embora a empresa tivesse gerado conceitos muito mais avan&ccedil;ados em design, o tijol&atilde;o era mais barato para produzir. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/celular_conceitos.jpg" alt="Conceitos de celulares gerados pela Motorla" width="180" height="546" /> 
<p>E o mico de sair andando na rua falando com um treco estranho que ningu&eacute;m sabia o que era? Inicialmente, s&oacute; os homens de neg&oacute;cio pagavam o mico e o pre&ccedil;o do aparelho, que era salgado. Com o tempo, mais gente foi entrando na rede e com prop&oacute;sitos outros al&eacute;m de trabalho. O pre&ccedil;o barateou, mas o mico continuava: o aparelho continuava deselegante. </p>
<p>A Motorola demorou mais de 20 anos para perceber que o custo e as funcionalidades de um aparelho celular era o de menos para a maioria das pessoas. O celular &eacute; ao mesmo tempo s&iacute;mbolo de status social e ferramenta de ascen&ccedil;&atilde;o. As pessoas aceitam estar dispon&iacute;veis o tempo todo porque n&atilde;o querem perder suas posi&ccedil;&otilde;es. O modelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Motorola_RAZR_V3">Razr</a>, comercializado a partir de 2004, vendeu mais de 120 milh&otilde;es de unidades e se tornou o celular mais vendido de todos os tempos, embora fosse mais caro e mais dif&iacute;cil de usar que seus concorrentes. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/sharon_stone_gold_razr.jpg" alt="Motorla Razr na m&atilde;o de Sharon Stone" width="426" height="401" /> 
<p>O Razr foi o mais cobi&ccedil;ado at&eacute; a chegada do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/IPhone">iPhone</a>. Ao inv&eacute;s de competir na espessura, forma arrojada ou cores berrantes, a Apple <a href="http://usabilidoido.com.br/iphone_inaugura_novo_paradigma_para_interfaces_moveis.html">investiu em usabilidade</a>. Os telefones da Nokia sempre foram reconhecidos como os mais f&aacute;ceis de usar, mas o iPhone n&atilde;o &eacute; s&oacute; f&aacute;cil. &Eacute; divertido, &eacute; engajante. Parece at&eacute; um game. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/iphone_cupcakes.jpg" alt="Bolos de &iacute;once de iPhone" width="500" height="353" />
<p>Mas o iPhone tem uma limita&ccedil;&atilde;o: <a href="http://www.seisdeagosto.com/indica/iphone-customization/">ele n&atilde;o &eacute; muito customiz&aacute;vel</a>. N&atilde;o d&aacute; pra trocar de case como os celulares da Nokia, nem colocar penduricalhos como nos aparelhos da japonesa DoCoMo. Ao contr&aacute;rio do preconceito sobre customiza&ccedil;&atilde;o, as pessoas n&atilde;o customizam com o objetivo de chamar a aten&ccedil;&atilde;o para sua diferen&ccedil;a, mas sim para lembrar-se a si mesmas. Embora eventualmente seja usado em p&uacute;blico, o  celular &eacute; um objeto &iacute;ntimo. Ele faz parte da vida afetiva das pessoas. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/decoden03201.jpg" alt="celular customizado com bijuterias" width="330" height="247" />
<p>Os produtos Apple definitivamente n&atilde;o s&atilde;o feitos para combinar com o o estilo do consumidor. Eles tem um estilo pr&oacute;prio. Ao inv&eacute;s do consumidor colocar um pouco de sua personalidade no produto, o produto &eacute; que introduz seus valores na personalidade do consumidor. </p>
<p>O iPod, por exemplo, n&atilde;o sintoniza r&aacute;dio FM. Voc&ecirc; deve escutar o que voc&ecirc; quer, n&atilde;o o que uma emissora de r&aacute;dio quer. E deve dar pontos, numa escala de 1 a 5 estrelas, para gerar listas com suas m&uacute;sicas favoritas. Na verdade, &eacute; capaz at&eacute; de reconhecer quais voc&ecirc; mais escuta, para que voc&ecirc; escute mais e mais do mesmo. Se voc&ecirc; quiser saber o que o colega ao lado est&aacute; ouvindo, s&oacute; pedindo um fone de ouvido. N&atilde;o tem caixa de som e nem conex&atilde;o para transfer&ecirc;ncia com outros iPods. </p>
<p>O iPod modifica n&atilde;o s&oacute; a forma como consumimos m&uacute;sica, mas tamb&eacute;m como nos relacionamos com  amigos e grupos sociais. Voc&ecirc; nem precisa ter um iPod para ser influenciado por ele. <a href="http://usabilidoido.com.br/o_que_faz_o_design_do_ipod_tao_atraente.html">&Eacute; um s&iacute;mbolo que n&atilde;o age sozinho, mas que delinea nossas intera&ccedil;&otilde;es</a>.  Isto &eacute; <a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a>. </p>
<p>As  empresas que perceberam a rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre tecnologia e necessidade, entre usu&aacute;rio e contexto social, entre racionalidade e afetividade est&atilde;o <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_estrategico.html">investindo nesse tipo de design como pe&ccedil;a-chave de sua estrat&eacute;gia de mercado</a>.  </p>
<p><a href="http://usabilidoido.com.br/a_atracao_pelo_design.html">O consumidor est&aacute; sedento por Design</a>. N&atilde;o aguenta mais bugigangas que n&atilde;o funcionam e deixam sua vida <a href="http://usabilidoido.com.br/a_insustentavel_leveza_da_simplicidade.html">cada vez mais complicada</a>. Se temos que usar tantas novas tecnologias em nosso cotidiano, que sejam f&aacute;ceis de usar, <a href="http://usabilidoido.com.br/tecnologia_com_bom_gosto.html">elegantes</a> e divertidas. O mercado de tecnologia precisa de  mais Design, o mercado precisa de  Design de Intera&ccedil;&atilde;o. </p>
<cite> [ Nota ] Este artigo &eacute; uma vers&atilde;o textual de minha palestra no <a href="http://www.nuoo.com.br/">Olhar da Cria&ccedil;&atilde;o</a> em Belo Horizonte, 2008. </cite><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/sede_por_design_nas_tecnologias_do_cotidiano.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">796@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-02-16T12:26:15-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/celular_conceitos.jpg" length="25265" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/decoden03201.jpg" length="94926" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/iphone_cupcakes.jpg" length="30426" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/mobilefirst_4.jpg" length="49066" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/sharon_stone_gold_razr.jpg" length="27999" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Meu livro dos sonhos sobre Design de Interação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/meu_livro_dos_sonhos_sobre_design_de_interacao.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Há muitos anos que venho pensando em escrever um livro, mas nunca sobra tempo para sentar e fazer. Nesse início de ano, sentei e montei um índice. Notei que muitos dos tópicos já havia comentado aqui no Usabilidoido. Bom saber que existe uma certa coerência na minha produção mais recente.</p>

<p>O nome do livro seria Design de Interação Social ou algo assim. O objetivo é apresentar minha visão sobre esta área acadêmica e profissional, enfatizando como aspectos sócio-culturais podem ser enfrentados na prática.</p>

<p>Gostaria que o livro fosse publicado também em formato digital, gratuitamente. As editoras com quem conversei até agora não gostaram da idéia. Alguém conhece alguma que seja ousada assim? </p>

<p>Segue o índice de tópicos. Aprecio e levarei em conta comentários. </p>

<h1>Design de Intera&#xe7;&#xe3;o Social </h1>
<h2>Contexto do Design de Intera&ccedil;&atilde;o </h2>
<p>Introdu&#xe7;&#xe3;o ao Design de Intera&#xe7;&#xe3;o</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_design_de_interacao.html">O que &#xe9; Design de Intera&#xe7;&#xe3;o? </a>
    <ul>
      <li>Porque n&#xe3;o Design Digital, Arquitetura da Info, Engenharia da Usabilidade e etc...?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Design de intera&ccedil;&atilde;o vernacular
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/ensinando_design_de_interacao_com_brincadeiras.html">Brincadeiras como inspira&ccedil;&atilde;o </a></li>
    </ul>
  </li>
  <li>Design de intera&ccedil;&atilde;o profissional
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_pelo_perfil_ou_pelo_comportamento.html">Apropria&ccedil;&atilde;o do comportamento social </a></li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">Suprir necessidades e desejos      </a></li>
    </ul>
  </li>
  <li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/o-diferencial-do-design-de-interao?src=embed">Caracter&iacute;sticas do Design </a>
    <ul>
      <li>Modelo tri&aacute;dico (pessoas, artefatos, atividades) </li>
      <li>Multilingue (olfativa, verbal, visual, sonora, t&aacute;til) </li>
      <li>Futurologia Aplicada </li>
      <li>Articula&ccedil;&atilde;o de interesses  </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Intera&ccedil;&atilde;o como media&#xe7;&#xe3;o
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_solucao_de_problemas_ou_mediacao_de_contradicoes.html">Designer como mediador</a>, n&atilde;o criador        </li>
    </ul>
  </li>
  <ul>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">S&iacute;ntese de aspira&ccedil;&otilde;es coletivas </a></li>
    <li>Desenvolvimento assistem&aacute;tico</li>
    <li>Apropria&ccedil;&atilde;o popular </li>
  </ul>
</ul>
<p>Breve hist&#xf3;ria social do Design de Intera&#xe7;&#xe3;o</p>
<ul>
  <li>Fatores: Identidade, Espa&ccedil;o e Tempo  
    <ul>
      <li>Compres&atilde;o do espa&ccedil;o e tempo </li>
      <li>Mudan&ccedil;as no modo de produ&ccedil;&atilde;o</li>
      <li>Demanda crescente por comunica&ccedil;&atilde;o</li>
      <li>Novas formas de habitar  </li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_pos-modernos_.html">Papel do consumo na identidade</a></li>
    </ul>
  </li>
  <li>Invas&atilde;o da tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o no cotidiano  </li>
  <li>Hist&oacute;ria do bot&atilde;o leva a uma s&oacute;cio-hist&oacute;ria 
    <ul>
      <li>Correntes acad&ecirc;micas</li>
      <li>Mercados</li>
      <li>Empresas</li>
      <li>Indiv&iacute;duos   </li>
    </ul>
  </li>
  <li><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/02/05/de-usuario-a-co-criador/">Do artes&atilde;o ao cocriador </a><br />
</li>
</ul>
<p>Diferencial do Design de Intera&ccedil;&atilde;o no mercado </p>
<ul>
  <li>Anedota do balan&ccedil;o na &aacute;rvore</li>
  <li>Design como mediador entre empresa e consumidor </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_diferencial_do_design_de_interacao.html">Posi&ccedil;&atilde;o do Design na estrat&eacute;gia da empresa </a>
    <ul>
        <li>Sem Design </li>
      <li>Design como embelezamento</li>
      <li>Design como inova&ccedil;&atilde;o</li>
      <li>Design como estrat&eacute;gia </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Como o mercado de tecnologia evolui </li>
</ul>
<p>Perspectivas </p>
<ul>
  <li>Contextual
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">Contexto em camadas</a> (T&eacute;cnico, Simb&oacute;lico, Social, Cultural)</li>
      <li>Cr&iacute;tica ao modelo em camadas </li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_social_no_brasil.html">Design Social </a></li>
    </ul>
  </li>
  <li>Ergon&ocirc;mica
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/designer_acessibilidade_e_bom_pra_voce_tambem_.html">Acessibilidade</a></li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_usabilidade.html">Usabilidade</a></li>
      <li>Antropometria</li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/teorias_de_interacao_humano-computador.html">Psicologia Cognitiva </a></li>
      <li>Design Universal </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Ecol&oacute;gica
    <ul>
      <li>Vis&atilde;o sist&ecirc;mica </li>
      <li>Integra&ccedil;&atilde;o de processos</li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/as_intencoes_por_tras_e_por_dentro_do_design.html">Design Sustent&aacute;vel </a></li>
    </ul>
  </li>
  <li>Experiencial
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/modelos_mentais.html">Modelos &quot;mentais&quot;</a></li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/corporeidade_e_interfaces_tangiveis.html">Corporeidade</a></li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/rituais_e_design_de_interacao.html">Rituais</a> </li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_da_experiencia_e_design_de_interacao_comparados.html">Design da Experi&ecirc;ncia</a></li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<p>Aspectos cruciais para o sucesso </p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_antropologia.html">Utilidade</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_pos-modernos_.html">Identidade</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/como_invadir_o_msn_dos_outros.html">Seguran&ccedil;a</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/a_estetica_do_cotidiano.html">Beleza</a></li>
</ul>
<h2>Pr&#xe1;tica de Design de Intera&ccedil;&atilde;o </h2>
<p>Processo</p>
<ul>
  <li>Pesquisar / Planejar </li>
  <li>Modelo Dial&#xe9;tico Progressivo</li>
  <li>Como estabelecer uma metodologia</li>
  <li>Metodologia e M&eacute;todo</li>
  <li>Metodologias
    <ul>
      <li>Design Centrado no Usu&aacute;rio </li>
      <li>Design Participativo</li>
      <li>Desenvolvimento &Aacute;gil</li>
      <li>&quot;Segura como pode&quot;   (entregar at&eacute; dia 30) </li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<p>Pesquisa</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">Valor da pesquisa</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_fim_das_desculpas_para_nao_fazer_pesquisa_com_usuarios.html">Quest&otilde;es metodol&oacute;gicas </a>
    <ul>
      <li>Objetivos da pesquisa</li>
      <li>Implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e legais </li>
      <li>Qualidade ou quantidade</li>
      <li>Observa&ccedil;&atilde;o distanciada ou participante  </li>
      <li>Triangula&ccedil;&atilde;o</li>
      <li>Interpreta&ccedil;&atilde;o</li>
    </ul>
  </li>

  <li>M&#xe9;todos  </li>
  <ul>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_que_o_usuario_espera_do_seu_site.html">Entrevista</a></li>
    <li>Oficina Participativa</li>
    <li>Etnografia Virtual </li>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/rituais_e_tarefas.html">An&aacute;lise da Tarefa Ritual </a></li>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/perfil_semiotico_um_metodo_para_especificar_design_grafico_de_interfaces.html">Perfil Semi&#xf3;tico</a></li>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/como_fazer_testes_de_usabilidade.html">Teste de Usabilidade
      </a>
      <ul>
        <li>M&eacute;tricas e benef&iacute;cios</li>
        <li>Laborat&oacute;rio de usabilidade</li>
        <li>Laborat&oacute;rio m&oacute;vel</li>
        <li>Laborat&oacute;rio remoto  </li>
        <li>Recrutamento</li>
        <li>Facilita&ccedil;&atilde;o</li>
        <li>An&aacute;lise da tarefa </li>
        <li>Question&aacute;rio de satisfa&ccedil;&atilde;o </li>
        <li>Teste piloto </li>
        <li>Checklist para organizar um teste de usabilidade </li>
      </ul>
    </li>
  </ul>
  <li>T&eacute;cnicas
    <ul>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html">Aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios</a></li>
      <li>Protocolos
        <ul>
          <li>Porqu&ecirc;-Porqu&ecirc;-Porqu&ecirc;</li>
          <li> Pensar Alto</li>
          <li><a href="http://usabilidoido.com.br/uma_proposta_semiotica_para_a_avaliacao_de_estruturas_de_navegacao.html">Semi&oacute;tico</a></li>
          <li>Retrospectivo</li>
        </ul>
      </li>
      <li>Simuladores online</li>
      <li>Eye-tracking</li>
      <li>An&aacute;lise de registros de uso</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Incorporando resultados de pesquisa  
    <ul>
      <li>Comunica&ccedil;&atilde;o de pesquisa
        <ul>
          <li>Fotografias </li>
          <li>V&iacute;deo</li>
          <li>Colagens</li>
          <li>Painel Sem&acirc;ntico</li>
          <li>Hist&oacute;ria em Quadrinhos</li>
          <li>Diagrama de afinidades</li>
          <li>Modelos conceituais</li>
          <li>&Aacute;rvore de tarefas    </li>
          <li>Descri&ccedil;&otilde;es</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <ul>
    <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_orkut_mudou_minha_vida_incorporando_resultados_de_pesquisa_social_no_design_de_interacao.html">Caso Orkut  </a></li>
  </ul>
</ul>
<p>Documenta&#xe7;&#xe3;o</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/ferramentas_para_negociar_design_de_interacao.html">Formatos</a>
    <ul>
      <li>Mapa mental </li>
      <li>Modelo conceitual da aplica&#xe7;&#xe3;o</li>
      <li>Especifica&ccedil;&atilde;o de Funcionalidades</li>
      <li>Cen&aacute;rios</li>
      <li>Casos de uso</li>
      <li>Diagrama sequencial  </li>
      <li>Diagrama da curva de aprendizado</li>
      <li>Diagrama da situa&ccedil;&atilde;o</li>
      <li>Rela&ccedil;&atilde;o entre objetos  </li>
      <li>Fluxos de intera&#xe7;&#xe3;o
        <ul>
          <li>Molic</li>
          <li>Vocabul&aacute;rio Visual </li>
        </ul>
      </li>
      <li>Esbo&ccedil;o de Telas - wireframes</li>
    </ul>
  </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/ferramentas_para_negociar_design_de_interacao.html">Plataformas 
    de colabora&ccedil;&atilde;o </a>
    <ul>
      <li>Blogs</li>
      <li>F&oacute;runs e listas de discuss&atilde;o</li>
      <li>Wiki</li>
      <li>Murais</li>
      <li>Reposit&oacute;rios</li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<p>Prototipa&#xe7;&#xe3;o</p>
<ul>
  <li>Aspectos
    <ul>
      <li>Prop&oacute;sito</li>
      <li>Fidelidade</li>
      <li>Funcionalidade</li>
      <li>Compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica </li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/design_interativo_tem_que_ser_iterativo.html">Ciclo iterativo</a></li>
      <li>Hacking</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Formatos
    <ul>
      <li>Rabiscos</li>
      <li> Storyboard</li>
      <li>Mockup</li>
      <li>Esqueleto estrutural </li>
      <li>Narrativa em v&iacute;deo</li>
      <li>Demonstra&ccedil;&atilde;o</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Materiais
    <ul>
      <li>Placas de I/O</li>
      <li>Papelaria</li>
      <li>Softwares</li>
      <li>Dispositivos m&oacute;veis </li>
      <li>Brinquedos</li>
      <li><a href="http://usabilidoido.com.br/prototipacao_de_produtos_com_lego_mindstorms.html">Lego Mindstorms </a></li>
      <li>Filmadoras e m&aacute;quinas fotogr&aacute;ficas </li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<h2>Linguagem do Design de Intera&#xe7;&#xe3;o </h2>
<p>Semi&oacute;tica da intera&ccedil;&atilde;o </p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_semiotica.html">Signo e significado </a></li>
  <li>Semiose social</li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_novo_homem_e_meio_maquina.html">Interface homem-homem </a></li>
</ul>
<p>Recursos sint&#xe1;ticos</p>
<ul>
  <li>Tempo</li>
  <li>Espa&#xe7;o</li>
  <li>Textura</li>
  <li>Apar&#xea;ncia</li>
  <li>Som</li>
  <li>Movimento</li>
</ul>
<p>Recursos sem&#xe2;nticos</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/interface_e_conjunto_de_metaforas.html">Figuras de linguagem </a></li>
  <li>Ajuda</li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/interacao_pode_ser_emocional.html">Narrativa</a></li>
  <li>...</li>
</ul>
<p>Recursos pragm&#xe1;ticos</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/e_possivel_controlar_o_comportamento_humano.html">Controle</a></li>
  <li>Consist&#xea;ncia</li>
  <li>Foco</li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/propiciacao_e_clicabilidade.html">Propicia&#xe7;&#xe3;o</a></li>
  <li>Mimese</li>
  <li>Extens&#xe3;o corporal</li>
  <li>Multimodalidade  </li>
</ul>
<h2>Fundamentos de Design de Intera&ccedil;&atilde;o</h2>
<p><a href="http://usabilidoido.com.br/agenciamento_mediado_e_implicacoes_eticas_para_o_design_de_interacao.html">Agenciamento Mediado</a></p>
<ul>
  <li>Usu&aacute;rio - Interfaces - Sistemas</li>
  <li>Conflitos</li>
  <li>Poder</li>
  <li>Regras</li>
</ul>
<p><a href="http://usabilidoido.com.br/modelo_conceitual_para_design_de_interacao.html">Dom&#xed;nio do Design de Intera&#xe7;&#xe3;o</a></p>
<ul>
  <li>An&aacute;lise descritiva</li>
  <li>An&aacute;lise prescritiva</li>
  <li>An&aacute;lise normativa</li>
  <li>S&iacute;ntese </li>
</ul>
<p><a href="http://usabilidoido.com.br/design_centrado_em_que.html">Centros do Design</a></p>
<ul>
  <li>Design Centrado no Designer</li>
  <li>Design Centrado na Atividade</li>
  <li>...</li>
  <li>Design Hol&iacute;stico</li>
</ul>
<p><a href="http://usabilidoido.com.br/principios_de_design_de_interacao.html">Princ&#xed;pios para o Design de Intera&#xe7;&#xe3;o</a></p>
<ul>
  <li>Cr&iacute;tica</li>
  <li>Empatia</li>
  <li>&#xc9;tica</li>
  <li>Est&#xe9;tica</li>
  <li>Imers&#xe3;o</li>
</ul><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/meu_livro_dos_sonhos_sobre_design_de_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">795@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2009-02-11T18:28:06-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Aproveitando o teclado em aplicações Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/aproveitando_o_teclado_em_aplicacoes_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na maioria das aplica&ccedil;&otilde;es Web hoje, o teclado &eacute; subutilizado. Quando se usava com pouca frequ&ecirc;ncia estas aplica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o valia muito a pena programar estas fun&ccedil;&otilde;es, mas hoje em que se passa boa parte do tempo em aplica&ccedil;&otilde;es Web, &eacute; crucial que os desenvolvedores prestem aten&ccedil;&atilde;o nisso, sob risco de perda de produtividade e at&eacute; mesmo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lesão_por_esforço_repetitivo">LER</a> nos usu&aacute;rios.   </p><p>Nos softwares desktop, as plataformas de desenvolvimento facilitam a inclus&atilde;o de atalhos pois h&aacute; um <a href="http://uxblog.locaweb.com.br/tag/padrao-de-interacao/">padr&atilde;o de intera&ccedil;&atilde;o</a> bem estabelecido nesse sentido. Toda aplica&ccedil;&atilde;o tem os mesmos atalhos de teclado b&aacute;sicos do sistema operacional (Ctrl+C, Ctrl+V, etc) e os menus e barra de ferramentas costumam indicar tamb&eacute;m os atalhos de teclado equivalentes. O usu&aacute;rio come&ccedil;a a interagir com o mouse e vai gradualmente aprendendo os atalhos de teclado. As vantagens do teclado em rela&ccedil;&atilde;o ao mouse s&atilde;o:  </p>
<ul>
  <li>maior precis&atilde;o</li>
  <li>maior agilidade</li>
  <li><a href="http://www.remembering-your-keyboard-shortcuts.com/index.html">mnem&ocirc;nica</a> (capacidade de memoriza&ccedil;&atilde;o)</li>
  <li><a href="http://www.bengalalegal.com/nocoes.php">acessibilidade estendida </a> </li>
  <li>velocidade subjetiva mais r&aacute;pida</li>
</ul>
<p>Aten&ccedil;&atilde;o para esta &uacute;ltima vantagem, que pode n&atilde;o ser uma vantagem. Nem sempre o teclado &eacute; mais r&aacute;pido do que o mouse, mas, em geral, as pessoas percebem que o teclado &eacute; mais r&aacute;pido, acredito que porque o teclado &eacute; 
  mais engajante do que o mouse e <a href="http://usabilidoido.com.br/rituais_e_design_de_interacao.html">d&aacute; maior sensa&ccedil;&atilde;o de poder</a>, 
  de controle. </p>
<p>Um <a href="http://www.asktog.com/TOI/toi06KeyboardVMouse1.html">estudo realizado por Bruce Tognazzini</a> provou essa teoria em 
  1992. Foram dadas as mesmas tarefas para as pessoas realizarem primeiro usando 
  o mouse e, depois o teclado. A vers&atilde;o do teclado requeria que o usu&aacute;rio 
  fizesse v&aacute;rias pequenas decis&otilde;es. A do mouse, n&atilde;o exigia 
  decis&otilde;es e fazia o usu&aacute;rio pensar menos. Em m&eacute;dia, os usu&aacute;rios 
  concluiram a tarefa 50% mais r&aacute;pido do que com o teclado, mas, pasme, 
  acharam que com o teclado era mais r&aacute;pido! </p>
<p>Os <a href="http://usabilidoido.com.br/lei_de_fitts.html">experimentos de Fitt</a>s tamb&eacute;m comprovam que o teclado &eacute; o mais 
  lento dos dispositivos de input para as tarefas de selecionar. Na decis&atilde;o 
  de usar ou n&atilde;o o teclado, o designer deve prever e pesar a <a href="http://usabilidoido.com.br/preloader_lento_nao_e_tao_ruim.html">diferen&ccedil;a  
  o tempo objetivo ou o tempo subjetivo</a>.  </p>
<p> Um pr&eacute;dio comercial em Nova Iorque sofria da lentid&atilde;o 
  dos elevadores na d&eacute;cada de 30. O s&iacute;ndico recebia muitas reclama&ccedil;&otilde;es 
  e chamou engenheiros para resolver o problema. N&atilde;o havia como aumentar 
  a velocidade dos elevadores nem adicionar outros. Despesperado, ele chamou um 
  designer de interiores para, pelo menos, tornar a espera mais agrad&aacute;vel. 
  Eles tiveram a id&eacute;ia de colocar espelhos cobrindo as paredes, um de cada 
  lado, assim as pessoas podiam ficar se olhando umas as outras. Assim foi feito 
  e o s&iacute;ndico n&atilde;o recebeu mais reclama&ccedil;&otilde;es. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/060125-tokyo-45-thumb.jpg" alt="pessoas se olhando no espelho do elevador" width="400" height="221">
<p>O tempo subjetivo tamb&eacute;m pode ser contr&aacute;rio ao uso do teclado. 
  Basta lembrar da pregui&ccedil;a que d&aacute; de trocar mouse pelo teclado 
  para preencher algum formul&aacute;rio. Pior ainda se n&atilde;o der para usar 
  a tecla Tab para mover entre os campos e tiver que alternar entre mouse e teclado 
  diversas vezes at&eacute; chegar ao final. </p>
<p> Uma vez que o usu&aacute;rio passou ao input do teclado, o ideal 
  &eacute; que ele possa concluir a tarefa que est&aacute; executando sem alternar 
  para o mouse. Digitadores que descobrem como usar o teclado para selecionar 
  e navegar pelo texto e deixam de usar o mouse para isso, ganhando muita perfomance. 
  Alternar demais entre dispositivos de input diminui muito a produtividade do 
  usu&aacute;rio, mas por outro lado, podem evitar LERs. </p>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel, entretanto, usar os dois inputs ao mesmo tempo. Se bem projetados, atalhos de teclado e opera&ccedil;&otilde;es com o mouse podem ser realizados conjuntamente. Isso agiliza muito o uso de aplica&ccedil;&otilde;es 
  com muitas op&ccedil;&otilde;es, mas s&oacute; s&atilde;o conceb&iacute;veis para usu&aacute;rios frequentes. Quando o usu&aacute;rio est&aacute; familiarizado com o que  a aplica&ccedil;&atilde;o pode fazer, ele come&ccedil;a a procurar formas de otimizar seu trabalho. &Eacute; um princ&iacute;pio b&aacute;sico da computa&ccedil;&atilde;o.  </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/pc-mouse.jpg" alt="usando mouse e teclado ao mesmo tempo" width="270" height="269">
<p>Pode-se facilitar a memoriza&ccedil;&atilde;o dos atalhos e diminuir 
  a taxa de erro fazendo aparecer um pequeno menu que ensina as op&ccedil;&otilde;es 
  de atalhos enquanto a tecla control ou alt (ou aquela que voc&ecirc; escolheu 
  para dar in&iacute;cio a sequ&ecirc;ncia) est&aacute; pressionada. O <a href="http://lifehacker.com/software/microsoft-office/screenshot-tour-the-keyboard-shortcut-goodness-of-microsoft-office-2007-229556.php">Office 2007 mostra como acessar  os bot&otilde;es da ribbon</a> enquanto se mant&eacute;m pressionado a tecla alt. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/blog/office_shortcut.png" alt="atalhos no Office 2007" width="479" height="114">
<p>&Eacute; importante preservar os padr&otilde;es dos atalhos, caso eles n&atilde;o 
  sejam padr&otilde;es burros. Ctrl+B s&oacute; &eacute; atalho de salvar no Microsoft 
  Office em português at&eacute; a vers&atilde;o 2003 (esse B s&oacute; pode ser de Bill Gates). Em 99% das aplica&ccedil;&otilde;es, 
  o comando &eacute; Ctrl+S. Imprimir &eacute; Ctrl+P, copiar e colar voc&ecirc; 
  j&aacute; decorou h&aacute; tempos e por a&iacute; vai. Quando voc&ecirc; tiver 
  um comando na sua aplica&ccedil;&atilde;o que seja o mesmo ou similar a de aplica&ccedil;&otilde;es 
  de desktop, copie o atalho mesmo que traduzindo para o portugu&ecirc;s n&atilde;o 
  tenha sentido. O usu&aacute;rio fica muito satisfeito quando pode reaproveitar 
seu conhecimento pr&eacute;vio com outras aplica&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Um dos atalhos que mais sinto falta na web &eacute; o Ctrl+Z. Me parece que os designers de aplica&ccedil;&atilde;o Web n&atilde;o realizaram que <strong>errar &eacute; humano e perdoar &eacute; divino</strong>. Pior do que n&atilde;o ter como voltar, um atalho de teclado errado pode fechar o navegador sem  qualquer confirma&ccedil;&atilde;o ou grava&ccedil;&atilde;o dos dados. &Eacute; claro que as aplica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o percebem que isso aconteceu e n&atilde;o voltam ao &uacute;ltimo estado quando s&atilde;o reabertas. A falta de seguran&ccedil;a e toler&acirc;ncia a erros nas aplica&ccedil;&otilde;es Web ainda me faz preferir aplica&ccedil;&otilde;es desktop quando dispon&iacute;veis.  </p>
<p>[ <strong>nota</strong> ] este &eacute; mais um artigo de gaveta escrito h&aacute; 4 anos atr&aacute;s. D&aacute; pra perceber o contraste com os escritos em <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cat_design_de_interacao.html">Design de Intera&ccedil;&atilde;o</a> mais recentes?  </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/aproveitando_o_teclado_em_aplicacoes_web.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">793@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Usabilidade</dc:subject>
<dc:date>2009-02-03T08:49:14-03:00</dc:date>
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