<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0" 
  xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
  xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
  xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
  xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#">

<channel>
<title>Usabilidoido : Arquitetura da Informação</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/</link>
<description>A definição de Arquitetura da Informação é o &quot;estudo da organização da informação que permite ao usuário chegar ao entedimento&quot;. Na prática, ela se refere à organização da estrutura de um website e seu conteúdo, rotulagem e categorização da informação e o design dos sistemas de navegação e de busca.
</description>
<dc:language>pt-br</dc:language>
<dc:creator>fred@usabilidoido.com.br</dc:creator>
<dc:date>2007-11-13T23:53:30-03:00</dc:date>
<admin:generatorAgent rdf:resource="http://www.movabletype.org/?v=4.01" />
<sy:updatePeriod>daily</sy:updatePeriod>
<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
<sy:updateBase>2000-01-01T12:00+00:00</sy:updateBase>

 
<item>
<title>Pesquisa embutida no orçamento</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Descobri um jeito de n&atilde;o <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">afugentar clientes do investimento em pesquisa</a>. &Eacute; s&oacute; n&atilde;o dizer que &eacute; pesquisa! &Eacute; incr&iacute;vel... falou essa palavra e todo o resto que voc&ecirc; disser &eacute; considerado sonho ou bla-bla-bla. Esse preconceito com a pesquisa no Brasil, que n&atilde;o &eacute; exclusivo do design de intera&ccedil;&atilde;o, deve ser fruto da s&iacute;ndrome de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses que est&atilde;o sempre aparecendo na m&iacute;dia como os grandes pesquisadores.  </p>
<p>O lance &eacute; embutir as t&eacute;cnicas de pesquisa no or&ccedil;amento sem enfatizar isso. O or&ccedil;amento &eacute; para an&aacute;lise de sistemas ou design de produto; as t&eacute;cnicas de pesquisa s&atilde;o s&oacute; etapas essenciais para obter resultados de qualidade. Depois que o cliente aprovar o or&ccedil;amento, v&aacute; mostrando aos poucos as vantagens da pesquisa e, no pr&oacute;ximo projeto, &eacute; bem poss&iacute;vel que o tabu esteja superado. </p>
<p>Pesquisa n&atilde;o custa caro demais, nem exige vasto conhecimento. Como disse numa palestra, todo <a href="http://usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa_no_design_de_interacao.html">design &eacute; sempre baseado em alguma forma de pesquisa</a>, mesmo que n&atilde;o nos demos conta disso. </p>
<p>Gravei um podcast contando como descobri essa abordagem num projeto de mercado e como estou aplicando os conhecimentos acad&ecirc;micos na pr&aacute;tica. </p>

<p class="audio"><a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/pesquisa_embutida.mp3">Pesquisa embutida no orçamento</a> [MP3] 6 mb - 15 minutos</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pesquisa_embutida_no_orcamento.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">713@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-11-13T23:53:30-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/pesquisa_embutida.mp3" length="7072414" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Samba do Crioulo Doido no EBAI</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O <a href="http://www.aibrasil.org/encontro">1o Encontro de Arquitetura da Informação</a> foi demais! Me senti em casa. Conheci pessoalmente muitas pessoas interessantes, assisti palestras geniais e tive a oportunidade de falar de um assunto complexo para uma platéia preparada. Os comentários de minha palestra se concentram na coreografia improvisada (Funk, Samba e Parkour), no entanto, espero que também compreendam os pontos sérios que coloquei.</p><p>Gravei os <a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/">áudios das apresentações</a> que asissti e <a href="http://www.slideshare.net/tag/ebai">combinei com os slides</a>. Destaco as apresentações que me chamaram a atenção:</p>

<ul>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/design-de-interacaodesign-da-experiencia-consideracoes-sobre-um-campo-de-atuacao/">Design de interac&#807;a&#771;o e Design da experie&#770;ncia considerac&#807;o&#771;es sobre um campo de atuac&#807;a&#771;o</a> do grande Mauro Pinheiro</li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/arquitetura-da-informao-teoriza-a-web-sem-dar-importncia-funo-editorial/">Arquitetura da informação teoriza a web sem dar importância à função editorial</a> do hilário e corajoso Cassiano Polessi</li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/acessibilidade-web-sete-mitos-e-um-equvoco/">Acessibilidade Web: Sete Mitos e Um Equívoco</a> da lendária Leda da <a href="http://acessodigital.net/">Acesso Digital</a></li>
<li><a href="http://www.slideshare.net/usabilidoido/personalizao-e-colaborao-na-web-20-novos-caminhos-para-a-arquitetura-da-informao/">Personalização e colaboração na Web 2.0: novos caminhos para a Arquitetura da Informação</a> do Daniel Ribeiro cuja linha de pesquisa se assemelha muito com a minha</li>
</ul>

<p>A minha apresentação se encontra abaixo. Quem não foi, pode sentir mais do que um gostinho de estar lá. A discussão continua nos comentários e na Lista de email <a href="http://lists.ibiblio.org/mailman/listinfo/aifia-pt">Aifia-Pt</a>.</p>

<h2>Slides</h2>

<object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=folcsonomia-vocabulrio-descontrolado-anarquitetura-da-informao-ou-samba-do-crioulo-doido-11930203038760-3"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://s3.amazonaws.com/slideshare/ssplayer2.swf?doc=folcsonomia-vocabulrio-descontrolado-anarquitetura-da-informao-ou-samba-do-crioulo-doido-11930203038760-3" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>

<p class="audio">
<a href="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/fred_folcsonomia.mp3">Folcsonomia: Vocabulário Descontrolado, Anarquitetura da Informação ou Samba do Crioulo Doido?</a> [MP3] 30 Mb - 1 hora
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/samba_do_crioulo_doido_no_ebai.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">704@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<dc:date>2007-10-22T20:32:42-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://multimidia.usabilidoido.com.br/podcasts/ebai/fred_folcsonomia.mp3" length="31838208" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Como fazer uma pesquisa qualitativa</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Pesquisa qualitativa &eacute; basicamente aquela que busca entender um fen&ocirc;meno espec&iacute;fico em profundidade. Ao inv&eacute;s de estat&iacute;sticas, regras e outras generaliza&ccedil;&otilde;es, a qualitativa trabalha com descri&ccedil;&otilde;es, compara&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>A pesquisa qualitativa &eacute; mais participativa e, portanto, menos control&aacute;vel. Os participantes da pesquisa podem direcionar o rumo da pesquisa em suas intera&ccedil;&otilde;es com o pesquisador. </p><p>Compare esses dois exemplos hipot&eacute;ticos de trechos de formul&aacute;rios de pesquisa distintos:</p>
<p>
  <label for="select"><strong>1. Pesquisa quantitativa<br>
  </strong> Qual a sua área de atuação profissional?</label>
  <select name="select" id="select">
    <option>Sa&uacute;de</option>
    <option>Administra&ccedil;&atilde;o</option>
    <option>Ind&uacute;stria</option>
    <option>Educa&ccedil;&atilde;o</option>
    <option>Inform&aacute;tica</option>
    <option>Outros...</option>
  </select>
  <label for="textarea"></label>
</p>
<p>
  <label for="textarea"><strong>2. Pesquisa qualitativa<br>
  </strong> Fale sobre sua ocupação profissional</label>
  :
  <br>
  <textarea name="textarea" rows="5" id="textarea"></textarea>
</p>
<p>No primeiro exemplo, a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas &eacute; restrita a escolher uma dentre algumas op&ccedil;&otilde;es. Se a &aacute;rea dela n&atilde;o tiver listada, ter&aacute; que se contentar com um &quot;outro...&quot;, sinal de que o seu perfil n&atilde;o interessa muito aos pesquisadores. </p>
<p>No segundo exemplo, a pessoa poder&aacute; descrever melhor o que faz. Se ela atua em v&aacute;rias &aacute;reas ao mesmo tempo, poder&aacute; explicar. Se atua no mercado informal, poder&aacute; comentar. Pode at&eacute; mesmo dizer que faz parte de um movimento social alternativo de cr&iacute;tica &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o profissional.</p>
<p>Como resultado, o primeiro exemplo pode produzir estat&iacute;sticas do tipo &quot;42,3% dos 1.342 pesquisados atuam na &aacute;rea da Sa&uacute;de&quot;, enquanto que o segundo produz uma s&eacute;rie irregular de relatos pessoais que n&atilde;o podem ser comparados em n&uacute;meros, mas que levam a uma compreens&atilde;o mais rica do fen&ocirc;meno.</p>
<p>A pesquisa quantitativa &eacute; mais comum nas Ci&ecirc;ncias Naturais (Engenharia, F&iacute;sica, Matem&aacute;tica, etc), enquanto que a pesquisa qualitativa &eacute; mais comum nas Ci&ecirc;ncias Humanas (Antropologia, Sociologia, Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Psicologia, etc). </p>
<p>Para fazer pesquisa qualitativa de qualidade, &eacute; preciso entender o Paradigma Interpretativo da Ci&ecirc;ncia. N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para discutir isso aqui neste texto, mas deixo como refer&ecirc;ncia estes <a href="http://www.submarino.com.br/HomeCache/AllSearchResult.aspx?Query=metodologia da pesquisa&franq=137623">livros sobre metodologia da pesquisa</a>. </p>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1965006&ST=SR&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/1965006.jpg" alt="Como fazer pesquisa qualitativa" /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=735765&ST=SR&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/735765.jpg" alt="Pesquisa Qualitativa e Subjetividade " /></a>

<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=81844&ST=SR&franq=137623">
<img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/81844.jpg" alt="Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais" /></a>

<p>Usarei como exemplo a pesquisa sobre o Orkut, que encontra-se em <a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php&ind=22">est&aacute;gio de coleta de dados</a>, para ilustrar alguns pontos que considero importantes na pesquisa qualitativa.  Vale ressaltar que este relato n&atilde;o esgotar&aacute; todas as possibilidades da pesquisa qualitativa.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do tema</h2>
<p>A partir de minhas leituras no Mestrado em Tecnologia que estou cursando, fiquei cada vez mais interessado nas media&ccedil;&otilde;es que o Orkut potencializa na sociedade brasileira. Jesus Martin-Barbero, um comunic&oacute;logo da linha dos Estudos Culturais explica que <a href="http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&id=10">a tecnologia da comunica&ccedil;&atilde;o e a sociedade se desenvolvem mutuamente</a>, um alterando o outro simultaneamente. Por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; necessariamente equilibrada. H&aacute; constante conflito entre o que a m&iacute;dia apresenta e o que a sociedade discute. </p>
<p>Eu queria entender melhor essa rela&ccedil;&atilde;o, tomando como exemplo o Orkut, pois este representa uma mudan&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o das pessoas com a m&iacute;dia. O Orkut permite que as pessoas sejam  participantes mais ativos da m&iacute;dia do que no esquema da televis&atilde;o aberta, jornal e revista. </p>
<p>A quest&atilde;o que me interessa &eacute; <strong>o que as pessoas est&atilde;o fazendo com essa possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o? </strong></p>
<h2>Observa&ccedil;&atilde;o participativa </h2>
<p>Desde que entrei no Orkut, h&aacute; alguns anos, estou observando o comportamento das pessoas l&aacute;, inclusive o meu pr&oacute;prio. Volta e meia pergunto &agrave;s pessoas que mantenho contato porque elas fizeram uma determinada coisa. Observo n&atilde;o s&oacute; o que as pessoas fazem, mas o que elas dizem. </p>
<p>Os insights mais interessantes a respeito da observa&ccedil;&atilde;o, publiquei nestes textos:</p>
<ul>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/orkut_e_exemplo_de_web_viciante.html">Orkut &eacute; exemplo de Web viciante</a></li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/identidade_e_subjetividade_em_tempos_posmodernos_.html">Identidade e subjetividade em tempos p&oacute;s-modernos</a></li>
  <li><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_social.html">Design de Intera&ccedil;&atilde;o Social</a>  </li>
  <li><a href="http://www.usabilidoido.com.br/falta_dicas_no_orkut.html">Falta dicas no Orkut</a> </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/o_design_do_orkut_incentiva_ciumes_.html">O design do Orkut incentiva o ci&uacute;mes?</a>  </li>
  <li><a href="http://usabilidoido.com.br/hack_no_orkut.html">Hack no Orkut</a> </li>
</ul>
<p>Mais delicioso do que escrever foi ler os coment&aacute;rios de outras pessoas. </p>
<h2>Instrumento de pesquisa</h2>
<p>Escolhi trabalhar com formul&aacute;rios online devido a limita&ccedil;&otilde;es de tempo (essa pesquisa &eacute; paralela &agrave; minha disserta&ccedil;&atilde;o) e dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica. Mesmo que trabalhasse apenas com alguns orkuteiros na cidade onde moro, poderia obter maior profundidade com <a href="http://usabilidoido.com.br/entrevistar_usuarios_e_massa.html">entrevistas face-a-face</a> e observa&ccedil;&otilde;es presenciais, mas isso tomaria um tempo que n&atilde;o tenho agora. </p>
<p>O formul&aacute;rio online &eacute; interessante por um lado porque aproveita a mesma m&iacute;dia em que &eacute; usado o Orkut. A id&eacute;ia de criar uma <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308">comunidade sobre a pesquisa</a> foi muito natural, mas caiu como uma luva ao meu interesse na <a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o ativa.</a> As comunidades do Orkut oferecem um f&oacute;rum de discuss&atilde;o e uma ferramenta de enquetes que podem e est&atilde;o sendo usados pelos participantes para explorar quest&otilde;es que eu nem havia pensado. </p>
<h2>Formul&aacute;rio piloto </h2>
<p>Publiquei neste blog o formul&aacute;rio piloto para a pesquisa usando uma ferramenta excelente chamada <a href="http://www.wufoo.com/">Wufoo</a>. Tinha d&uacute;vidas se as pessoas seriam capazes de articular respostas aprofundadas &agrave;s quest&otilde;es que coloquei. Se o Orkut fosse uma &quot;interface transparente&quot; em que as pessoas interagissem entre si sem se dar conta da media&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o  minhas perguntas sobre a media&ccedil;&atilde;o seriam alien&iacute;genas.  </p>
<p>Fiquei muito satisfeito em confirmar o que Carlos Scolari chama a aten&ccedil;&atilde;o em seu <a href="http://weblog.educ.ar/sociedad-informacion/archives/002997.php">livro Hacer Clic</a>: quando uma pessoa est&aacute; usando um artefato ela parece n&atilde;o  prestar aten&ccedil;&atilde;o diretamente no artefato, mas sim na atividade que ele realiza com a media&ccedil;&atilde;o do artefato, entretanto, a atividade &eacute; realizada dentro dos limites que o artefato imp&otilde;e e a pessoa sabe disso. </p>
<p>A maioria dos 58 participantes compartilharam reflex&otilde;es relativamente profundas sobre o papel do Orkut em suas vidas. Veja a resposta dada por um participante sobre a pergunta &quot;<strong>Foi f&aacute;cil ou dif&iacute;cil preencher o seu perfil? Porqu&ecirc;?&quot;</strong></p>
<blockquote>
  <p>No come&ccedil;o foi dif&iacute;cil. Todo mundo escrevia como se a p&aacute;gina do perfil fosse um manual de instru&ccedil;&otilde;es. Aos poucos foram criando comunidades para tudo qualquer coisa e seguindo o fluxo, colocava &quot;Voc&ecirc; descobre mais sobre mim olhando minhas comunidades&quot; mas isso era muito vago. At&eacute; que depois de fazer um teste de personalidade, que encontrei em uma comunidade, e resolvi me descrever usando uma linguagem de programa&ccedil;&atilde;o. O problema foi quando come&ccedil;aram a aparecer os emos, os manos e os desconhecidos de outros estados adicionando sem mais nem menos, ent&atilde;o o perfil acabou se tornando um manifesto pessoal contra essas pessoas e seus r&oacute;tulos. Acho que s&oacute; agora, 2 anos e uns meses (sim, j&aacute; faz tudo isso de tempo) depois de ter criado meu perfil &eacute; que encontrei uma maneira clara e objetiva de me descrever.</p>
</blockquote>
<p>Algumas pessoas responderam essa quest&atilde;o como se a facilidade ou dificuldade estivesse relacionada &agrave; interface do formul&aacute;rio:</p>
<blockquote>
  <p>F&aacute;cil, com perguntas simples e os campos s&atilde;o opcionais.</p>
</blockquote>
<p>O que eu queria saber na realidade &eacute; a dificuldade ou facilidade de expressar a personalidade usando a ferramenta. Mudei o texto da pergunta para <strong>&quot;Como foi sua experi&ecirc;ncia ao preencher seu perfil no Orkut?</strong>&quot; Se quero deixar aberto o espa&ccedil;o das respostas, n&atilde;o posso restringir as pessoas de escolherem dentre as op&ccedil;&otilde;es simplistas &quot;f&aacute;cil&quot; ou &quot;dif&iacute;cil&quot;. </p>
<p><strong>As pergunta fechadas demonstraram-se praticamente in&uacute;teis para a pesquisa</strong>. Perguntei se as pessoas queriam mais ou menos amigos, f&atilde;s e etc e a esmagadora maioria respondeu que &eacute; indiferente. Se s&atilde;o indiferentes, ent&atilde;o o n&uacute;mero de amigos, f&atilde;s e etc para elas n&atilde;o &eacute;  importante. </p>
<img src="http://imagens.usabilidoido.com.br/perguntas_indiferentes.png" alt="Respostas indiferentes" width="534" height="264">
<p>Eu esperava entender com essas perguntas a motiva&ccedil;&atilde;o das pessoas para usar o Orkut. Minha hip&oacute;tese era que tais n&uacute;meros tivessem alguma influ&ecirc;ncia na motiva&ccedil;&atilde;o, mas j&aacute; pude perceber que n&atilde;o. Desmembrei a quest&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o em duas perguntas abertas:</p>
<ul>
  <li><strong>O que motiva voc&ecirc; a ver o perfil das outras pessoas?</strong></li>
  <li><strong>Voc&ecirc; acha divertido usar o Orkut? Porqu&ecirc;?  </strong></li>
</ul>
<p>A pergunta <strong>&quot;O que mudou na sua vida depois que voc&ecirc; come&ccedil;ou a usar o Orkut?&quot;</strong> foi respondida em profundidade por poucas pessoas, talvez por ser ampla demais. Entretanto, pelas poucas respostas aprofundadas que recebi j&aacute; valeu &agrave; pena. </p>
<blockquote>
  <p>Pontos positivos: voltei a ter contatos com pessoas que n&atilde;o via desde o colegial, com colegas de universidade, com amigos distantes e familiares com muito mais facilidade e rapidez.</p>
  <p>Pontos negativos: A exposi&ccedil;&atilde;o - fofoqueiros de plant&atilde;o, inclusive no trabalho, h&aacute; um certo monitoramento da sua vida. Meu marido n&atilde;o tem orkut, embora insista para que ele fa&ccedil;a, o que eventualmente causa ci&uacute;mes de um amigo com um perfil mais ousado. Embora eu sempre seja muito carinhosa nas minhas rela&ccedil;&otilde;es afetivas, o que se reproduz no orkut, e quem me conhece sabe bem disto. &Agrave;s vezes causa mal entendidos.</p>
</blockquote>
<p>Mantive essa pergunta, pois ela faz uma boa sequ&ecirc;ncia com uma outra que n&atilde;o tinha feito no formul&aacute;rio piloto: <strong>&quot;Se voc&ecirc; pudesse mudar alguma coisa no Orkut, o que mudaria?</strong>&quot; </p>
<p>Veja a rela&ccedil;&atilde;o completa de respostas no  <a href="http://usabilidoido.wufoo.com/reports/resultado-da-pesquisa-piloto-sobre-o-orkut/">relat&oacute;rio gerado pelo Wufoo</a> e tire suas pr&oacute;prias conclus&otilde;es. </p>
<h2>Prototipa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida</h2>
<p>Enquanto analisava as respostas ao formul&aacute;rio piloto, ia testando novas perguntas com amigos no MSN. O certo seria fazer mais um formul&aacute;rio piloto, mas o tempo impedia. Em alguns minutos pude confirmar que as altera&ccedil;&otilde;es citadas acima estavam sendo entendidas como eu precisava e algumas perguntas novas n&atilde;o valiam &agrave; pena serem feitas (por ex: &quot;Como voc&ecirc; aprendeu a usar o Orkut? Como voc&ecirc; aprendeu que o recado se responde no scrapbook do outro?&quot;) </p>
<h2>Formul&aacute;rio final </h2>
<p>Quando terminei o <a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php&ind=22">formul&aacute;rio final</a>, veio aquela id&eacute;ia b&aacute;sica de pedir ao participante que indique outras pessoas a participar. Mas a&iacute; fiquei pensando o que motivaria algu&eacute;m a deixar os emails dos amigos ali. Eu faria isso porque sou o pesquisador interessado, mas os participantes n&atilde;o necessariamente.  Se eles pudessem ser os pesquisadores, ent&atilde;o teriam o mesmo empenho. </p>
<p>Pois foi isso que fiz: o participante da pesquisa n&atilde;o responde apenas, mas tamb&eacute;m reflete e comenta sobre o que os seus amigos indicados respondem. Atrav&eacute;s do email e da comunidade podem se estabelecer conversas paralelas &agrave; pesquisa a respeito do assunto. </p>
<p>Estou inspirado pelo m&eacute;todo de pesquisa etnogr&aacute;fica chamado <a href="http://alistapart.com/articles/culturalprobe">Cultural Probes</a>, na qual os participantes levam m&aacute;quinas fotogr&aacute;ficas, di&aacute;rios e outras ferramentas de registro para o seu dia-a-dia e v&atilde;o eles mesmos fazendo o recorte da pesquisa, sem a presen&ccedil;a de um pesquisador no local. N&atilde;o sei se vai dar certo, mas vamos aproveitar para experimentar! </p>
<h2>Participe voc&ecirc; tamb&eacute;m </h2>
<p>O <a href="http://www.netlus.com.br/">Rafael Dourado</a> me ajudou a programar o sistema da pesquisa e pretende ajudar  na s&iacute;ntese e reflex&atilde;o sobre os resultados. Voc&ecirc; tamb&eacute;m pode participar. Se voc&ecirc; respondeu o formul&aacute;rio piloto, copie e cole suas respostas do <a href="http://usabilidoido.wufoo.com/reports/resultado-da-pesquisa-piloto-sobre-o-orkut/">relat&oacute;rio do Wufoo</a>. Depois que voc&ecirc; enviar as respostas, voc&ecirc; poder&aacute; convidar amigos por email ou por um link no seu blog. Em ambos os casos, voc&ecirc; receber&aacute; as respostas das pessoas indicadas no seu email e poder&aacute; contribuir para a pesquisa com suas conclus&otilde;es a respeito. </p>
<p><a href="http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/pesquisa_orkut.php">http://tropus.com.br/usabilidoido/pesquisa_orkut/</a></p>
<p><a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308">http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31666308</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_uma_pesquisa_qualitativa.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">669@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-05-20T23:59:59-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/81844.jpg" length="9788" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/735765.jpg" length="5261" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/1965006.jpg" length="6326" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://imagens.usabilidoido.com.br/perguntas_indiferentes.png" length="24186" type="image/png" />
</item>
 
<item>
<title>Personas e cenários para antecipar o futuro </title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O segredo do bom projeto  &eacute; <a href="http://usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">conhecer muito bem 
  as pessoas</a> que v&atilde;o usufruir do projeto. Por&eacute;m, como aproveitar esse conhecimento 
  de forma pr&aacute;tica durante o desenvolvimento? Como lidar com as diferen&ccedil;as 
que  existem entre essas pessoas? Como n&atilde;o perder de vista as caracter&iacute;sticas dessas pessoas?</p>
<p> A t&eacute;cnica de <strong>cria&ccedil;&atilde;o 
  de personas</strong> aliado &agrave; t&eacute;cnica de <strong>cen&aacute;rios</strong> s&atilde;o as melhores respostas para 
  essas perguntas. &Eacute; barato, &eacute; f&aacute;cil e divertido para a equipe 
de desenvolvimento e n&atilde;o tem contra-indica&ccedil;&atilde;o.</p><p>Em resumo, <strong>os dados coletados sobre as pessoas na etapa de pesquisa  
  s&atilde;o utilizados para construir modelos de usu&aacute;rios 
  que servir&atilde;o como crit&eacute;rios para a adequa&ccedil;&atilde;o do projeto</strong>. Ao inv&eacute;s de tentar projetar para uma grande 
  quantidade de pessoas e nivelar por baixo para ter seguran&ccedil;a, com personas, projeta-se para um n&uacute;mero bem pequeno de usu&aacute;rios fict&iacute;cios, 
  por&eacute;m representativos. </p>
<p>As vantagens dessa t&eacute;cnica s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>engaja e conscientiza a equipe de projeto </li>
  <li>chega-se a um consenso dos interesses do usu&aacute;rio</li>
  <li>mant&eacute;m o foco no usu&aacute;rio durante todo o projeto</li>
  <li>agiliza a tomada de decis&otilde;es porque n&atilde;o &eacute; 
    preciso consultar usu&aacute;rios reais a cada etapa do projeto</li>
</ul>
<p>A persona &eacute; como uma ficha de personagem de RPG do usu&aacute;rio-modelo 
  criado a partir de dados reais. Cont&eacute;m seu nome, seus gostos, seus h&aacute;bitos, 
  suas habilidades e etc. Essas informa&ccedil;&otilde;es podem ser obtidas atrav&eacute;s 
  de entrevistas com usu&aacute;rios potenciais ou atrav&eacute;s de conversas com 
  quem lida frequentemente com esse p&uacute;blico.<strong> Um vendedor de telefones celulares 
  sabe bem como &eacute; o comportamento dos consumidores desse produto</strong>, ent&atilde;o 
  &eacute; uma fonte muito rica para coletar dados para a persona. Basta perguntar 
  a ele quais s&atilde;o as dificuldades que os consumidores mais tem, do que 
  eles gostam, como tratam o vendedor e etc.</p>
<p>Nas entrevistas com usu&aacute;rios, entretanto, as perguntas n&atilde;o devem ser t&atilde;o 
  diretas. Al&eacute;m das perguntas objetivas sobre dados socio-econ&ocirc;micos, 
  o entrevistador precisa descobrir quais s&atilde;o as expectativas do usu&aacute;rio 
  em rela&ccedil;&atilde;o ao artefato que est&aacute; sendo projetado.  </p>
<ul>
  <li>Ser&aacute; que ele vai ter tempo para aprender como us&aacute;-la melhor?</li>
  <li> Ser&aacute; 
    que ele se importa com a apar&ecirc;ncia?</li>
  <li> Que cores odeia? </li>
  <li>O que tem medo que 
    aconte&ccedil;a enquanto usa um artefato como esse? </li>
</ul>
<p>Essas perguntas devem 
  ser respondidas pelos usu&aacute;rios, mas n&atilde;o necessariamente  devem 
  ser feitas nessas palavras, diretamente. &Eacute; melhor come&ccedil;ar por uma pergunta 
  aberta, do tipo: &quot;qual &eacute; a primeira coisa que voc&ecirc; faz quando 
  se conecta &agrave; Internet?&quot; Lembre-se de que a entrevista n&atilde;o &eacute; um 
  inqu&eacute;rito; &eacute; uma conversa e quanto mais hist&oacute;rias forem 
  contadas, melhor. Afinal, uma persona &eacute; exatamente isso: uma hist&oacute;ria 
  particular. Por esse motivo &eacute; mais importante que as entrevistas sejam 
  qualitativas do que quantitativas. <strong>&Eacute; melhor ouvir bem meia d&uacute;zia 
  de pessoas, do que ser superficial com duas d&uacute;zias</strong>.</p>
<p>Depois das perguntas mais abertas, &eacute; poss&iacute;vel ir entrando nos 
  detalhes, t&atilde;o valiosos. &quot;Quer dizer que voc&ecirc; abre primeiro 
  o email? E quantas vezes por dia voc&ecirc; faz isso? Voc&ecirc; recebe muito 
  spam?&quot; e por a&iacute; vai. Quando o usu&aacute;rio contar um causo peculiar 
  que aconteceu com ele usando um artefato similar, ou relacionado &agrave; atividade 
  em quest&atilde;o, anote bem anotado. <strong>Hist&oacute;rias permanecem muito mais tempo na mem&oacute;ria do que dados estat&iacute;sticos </strong>.</p>
<p>Baseado no <a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=137623">livro de Alan Cooper</a> que primeiro apresentou esta t&eacute;cnica, seguem as dicas mais quentes para criar personas 
  &uacute;teis:</p>
<ul>
  <li>identifique o fluxo de trabalho (workflow) e os padr&otilde;es de comportamento 
    em detalhes</li>
  <li>especifique a habilidade com inform&aacute;tica </li>
  <li>inclua detalhes sobre a vida da pessoa para torn&aacute;-la mais f&aacute;cil 
    de memorizar. Escolha alguns detalhes bem pessoais, s&oacute; para torn&aacute;-la 
    mais interessante</li>
  <li>n&atilde;o use uma pessoa conhecida como uma persona. Al&eacute;m de expor 
    a pessoa, acorrenta as caracter&iacute;sticas da persona &agrave; pessoa real. 
    Crie um arqu&eacute;tipo baseado em pesquisas e dados, mas seja realista</li>
  <li>mantenha o n&uacute;mero de personas pequeno, entre 3 e 7, dependendo da 
    variedade do p&uacute;blico. Quanto mais personas, mais risco de interesses 
    conflitantes, confus&atilde;o, etc</li>
  <li>n&atilde;o recicle as personas para novos projetos. Cada persona &eacute; 
    feita especificamente para o seu projeto</li>
  <li><strong>n&atilde;o viaje na maionese ou ent&atilde;o a persona perde credibilidade</strong></li>
</ul>
<h2>Comunica&ccedil;&atilde;o interna </h2>
<p><strong>Personas s&atilde;o um meio muito eficaz de comunica&ccedil;&atilde;o interna 
  da equipe.</strong> <a href="http://research.microsoft.com/research/coet/Grudin/Personas/Grudin-Pruitt.pdf">Na Microsoft por exemplo</a>, esse m&eacute;todo &eacute; muito utilizado 
  nos projetos de software. Eles criam cartazes atraentes comparando as caracter&iacute;sticas 
  das personas, imprimem camisetas, bon&eacute;s e at&eacute; mesmo canecas com 
  os seus rostos, tudo para lembrar constantemente a equipe do foco do projeto. </p>
<p>Outro ponto forte das personas &eacute; sua capacidade de concis&atilde;o para apresentar resultados de pesquisa. No ritmo agitado da produ&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, poucos s&atilde;o os que tem tempo (e interesse) em ler relat&oacute;rios de dezenas de p&aacute;ginas sobre os estudos de 
  usabilidade, as etnografia e as pesquisas de mercado do marketing. </p>
<p><strong>As personas se aproveitam do 
  poder das narrativas para aumentar a aten&ccedil;&atilde;o, a memoriza&ccedil;&atilde;o 
  e a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados coletados sobre os usu&aacute;rios</strong>. 
  E quando uma descoberta importante &eacute; feita sobre, &eacute; muito mais 
  f&aacute;cil comunicar a equipe toda, por exemplo: &quot;o Adalberto n&atilde;o 
  est&aacute; conseguindo usar a ferramenta de busca na nossa p&aacute;gina&quot; 
  &eacute; muito melhor do que &quot;uma quantidade representativa dos participantes 
  de testes de usabilidade tiveram problemas com a ferramenta de busca&quot;.</p>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel que o criador das personas se sinta tentado a usar 
  caricaturas para torn&aacute;-las ainda mais atrativas. Em geral, as pessoas 
  acham mais f&aacute;cil encontrar o meio termo quando lhe s&atilde;o apresentadas 
  os extremos porque podem julgar pelo senso-comum. Entretanto, essa abordagem 
  corre o risco de levar as decis&otilde;es para longe da realidade, desviar do 
  sentido original das personas que &eacute; orientar o design centrado em usu&aacute;rios 
  reais. Outro problema &eacute; que isso pode levar a discrimina&ccedil;&otilde;s 
  de ordem social, como por exemplo tirar sarro de deficientes f&iacute;sicos 
  e outros perfis diferentes. <strong>N&atilde;o &eacute; porque a persona 
  &eacute; fict&iacute;cia que deixamos de trat&aacute;-la como um ser humano 
  de verdade</strong>, com todos os seus direitos.</p>
<p>As personas podem, por outro lado, <a href="http://www.adaptivepath.com/publications/essays/archives/000524.php">ter efeito funesto ao projeto se forem manipuladas 
  a esmo ou n&atilde;o levadas a s&eacute;rio</a>. A tenta&ccedil;&atilde;o de criar 
  e alterar a persona de acordo com o que for mais c&ocirc;modo para a equipe 
  ou para um profissional em particular pode ser desastrosa. Por isso, vale ressaltar 
  que cada detalhe da persona deve estar muito bem embasado em dados reais, n&atilde;o 
  em meras presun&ccedil;&otilde;es. </p>
<h2>Cen&aacute;rios</h2>
<p>Os cen&aacute;rios, ao contr&aacute;rio, s&atilde;o descri&ccedil;&otilde;es de leg&iacute;timas situa&ccedil;&otilde;es 
  hipot&eacute;ticas em que s&atilde;o colocadas pessoas que interessam ao projeto. Essa t&eacute;cnica &eacute; usada de maneiras muito diferentes. Alguns utilizam para
  auxiliar numa decis&atilde;o crucial de projeto,  para avaliar as caracter&iacute;sticas do projeto, para demonstrar as caracter&iacute;sticas do artefato projetado em uso e etc. </p>
<p>O cen&aacute;rio pode se escrito formalmente, servindo como documenta&ccedil;&atilde;o de projeto, ou ser criado enquanto se discute quest&otilde;es de projeto.<strong> Utilizo muito essa t&eacute;cnica durante reuni&otilde;es em que s&atilde;o discutidas as funcionalidade do artefato e quando preciso defender ou justificar um <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a>.</strong>  </p>
<p>Provavelmente voc&ecirc; j&aacute; at&eacute; utilizou essa t&eacute;cnica e nem sabia que tinha um nome. O que se segue a essa frase &eacute; um cen&aacute;rio: &quot;suponha que o usu&aacute;rio fa&ccedil;a isso, ent&atilde;o...&quot; </p>
<p>Melhor do que utilizar um usu&aacute;rio gen&eacute;rico num cen&aacute;rio &eacute; utilizar um usu&aacute;rio definido, pois assim se pode avaliar melhor a pertin&ecirc;nica do cen&aacute;rio. Cen&aacute;rios muito desconexos da realidade s&atilde;o interessantes no in&iacute;cio de projeto, quando o conceito do artefato ainda est&aacute; em quest&atilde;o, mas nas demais etapas de desenvolvimento, &eacute; preciso estar cada vez mais conectado com a realidade emp&iacute;rica de uso. </p>
<p>Usando, por exexmplo, uma persona chamada Mariana que &eacute; contadora, podemos 
  criar o seguinte cen&aacute;rio:</p>
<blockquote>Mariana quer abrir uma pasta num sistema operacional e acessar um 
  memorando de or&ccedil;amentos. Entretanto, a pasta est&aacute; cheia de planilhas 
  que ela quer conferir enquanto l&ecirc; o memorando. As planilhas s&atilde;o 
  t&atilde;o grandes que quase ocupam toda a tela. Ela p&aacute;ra, franze a testa, 
  e pensa por alguns segundos. Redimensiona a planilha, move-a parcialmente 
  para fora da tela, abre a pasta, abre o memorando, redimensiona e reposiciona 
  o memorando para continuar a trabalhar, aliviada.</blockquote>
<p>O cen&aacute;rio poderia tamb&eacute;m criar uma situa&ccedil;&atilde;o ambiental 
  adversa, como por exemplo:</p>
<blockquote>Mariana precisa fazer uma planilha com c&aacute;lculos corriqueiros 
  numa sala com v&aacute;rias outras pessoas falando alto. Ela n&atilde;o consegue 
  se concentrar direito e precisa terminar o trabalho logo. Resolve procurar alguma 
  forma automatizada de inserir os dados. Por sorte, o software possui assistentes 
  para inserir dados passo-a-passo e fazer os c&aacute;lculos mais comuns. A ajuda 
  d&aacute; conta do recado, embora o processo todo tenha demorado mais do que 
  se ela tivesse feito como sempre faz, manualmente.</blockquote>
<p>Num projeto simples, os cen&aacute;rios n&atilde;o precisam ser necessariamente 
  oficializados, escritos. Eles podem surgir no meio de conversas da equipe, ou 
  apenas na mente do designer. <strong>O mais importante &eacute; estar colocando &agrave; 
  prova o jogo de cintura da aplica&ccedil;&atilde;o</strong>. Isso se torna especialmente 
  importante nos momentos tensos da aplica&ccedil;&atilde;o: formul&aacute;rios 
  complexos, negocia&ccedil;&otilde;es financeiras, tratamento de erros e etc.</p>
<h2>Cen&aacute;rios com personas </h2>
<p>Cen&aacute;rios n&atilde;o se baseiam em dados reais, s&atilde;o apenas imaginados, 
  previstos. No entanto, se criados para dar vida &agrave;s personas, eles n&atilde;o levar&atilde;o 
  a concep&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas.  Se a persona estiver bem baseada na realidade, o cen&aacute;rio 
tamb&eacute;m estar&aacute; e, consequentemente, a situa&ccedil;&atilde;o prevista ter&aacute; alta probabilidade de se realizar. </p>
<p>Durante os testes de usabilidade com usu&aacute;rios 
  reais, os cen&aacute;rios podem ser reaproveitados para criar tarefas espec&iacute;ficas 
  e verificar se os usu&aacute;rios conseguem mesmo resolver os problemas. &Eacute; 
  por isso que aconselho a usar os cen&aacute;rios o mais cedo poss&iacute;vel 
  no projeto. Antes mesmo de qualquer prot&oacute;tipo, o designer j&aacute; deve 
  ter na cabe&ccedil;a os pontos do artefato em que o usu&aacute;rio pode se 
bater para encaminhar para a avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Apresentando esses cen&aacute;rios para os colegas da equipe, ele j&aacute; 
  pode iniciar discuss&otilde;es produtivas sobre o design. N&atilde;o fica aquela 
  conversa mole de &quot;eu acho que ficaria melhor um vermelhinho naquela caixa&quot;. 
  &Eacute; muito mais interessante dizer que &quot;o vermelho na caixa pode ter 
  conota&ccedil;&atilde;o de alarme para o usu&aacute;rio Marcos e faz&ecirc;-lo parar 
  seu fluxo de trabalho&quot;.</p>
<p>Para ver um exemplo pr&aacute;tico de aplica&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas, veja as <a href="http://usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html">personas e os cen&aacute;rios</a> criados para o redesign do Usabilidoido vers&atilde;o Seurat. </p>
<h2>Livros que eu ainda quero ler </h2>
<a href="http://www.submarino.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=9&CatId=30122&PrevCatId=29985&ProdId=325730&ST=BL30122&OperId=0&CellType=2&franq=137623"><img src="http://contentcafe.btol.com/Jacket/Jacket.aspx?SysID=Jacket&CustID=Image&Return=1&Type=L&Key=0672326140" alt="The Inmates are Running The Asylum" width="130" border="0"></a> 
<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=52971&ST=SR&franq=137623"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/52971.jpg" alt="O princ&iacute;pio Persona" width="130" height="187" border="0"></a><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/personas_e_cenarios_para_antecipar_o_futuro_.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">662@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-04-24T10:55:28-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/52971.jpg" length="5412" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Como fazer um bom briefing de website</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_bom_briefing_de_website.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Para escrever um bom briefing, &eacute; preciso certa experi&ecirc;ncia. O texto que segue foi escrito h&aacute; tr&ecirc;s anos atr&aacute;s, quando trabalhava numa ag&ecirc;ncia de propaganda como webdesigner. &Eacute; uma tentativa de compartilhar minha experi&ecirc;ncia com os leitores deste blog, que vivem me mandando mensagens perguntando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/bom_projeto_tem_que_ter_bom_briefing.html">como fazer um briefing</a>. Sempre tento explicar que briefar n&atilde;o &eacute; somente preencher um formul&aacute;rio com os dados do cliente e da pe&ccedil;a a ser produzida para servir de contrato entre designer e cliente, mas sim uma atividade de projeto. </p>
<p>Para decidir o que entra no briefing, &eacute; preciso pesquisar, refletir e negociar. O briefing vai guiar todo o projeto, ele n&atilde;o pode ser considerado uma ferramenta trivial. Mesmo que o briefing n&atilde;o seja oficializado, escrito ou assinado, ainda assim as decis&otilde;es de design que ele costuma encerrar estar&atilde;o nas mentes, nas conversas e nos pap&eacute;is das pessoas que participam do projeto.</p>
<h2>Defini&ccedil;&atilde;o do objeto </h2>
<p>Esta &eacute; a parte mais delicada do briefing. Se fechar demais a defini&ccedil;&atilde;o do objeto, poder&aacute; ficar preso a elas at&eacute; o final do projeto, mesmo que se constate depois que n&atilde;o s&atilde;o ideais; se for muito gen&eacute;rico na defini&ccedil;&atilde;o, pode deixar o projeto sem rumo, divagando em possibilidades infinitas sem sair do lugar. </p>
<p>A melhor estrat&eacute;gia que encontrei at&eacute; agora foi definir o tipo de objeto (website, hotsite, CD-Rom, anima&ccedil;&atilde;o e etc) e agregar apenas as caracter&iacute;sticas que a pesquisa inicial indicar como interessant&iacute;ssimas. O segredo &eacute; saber escolher as caracter&iacute;sticas que v&atilde;o transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o ao leitor do briefing de que ele  sabe do que se trata e que isso &eacute; uma boa coisa.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Fazer pequenas pesquisas n&atilde;o leva muito tempo. Navegar pelos websites da concorr&ecirc;ncia e <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_comparada.html">anotar o que est&atilde;o fazendo de bom ou de ruim</a> &eacute; o primeiro passo para definir <a href="http://www.usabilidoido.com.br/superando_a_concorrencia.html">o diferencial do projeto</a>. Conhecer melhor a empresa j&aacute; &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o mesmo, ent&atilde;o n&atilde;o custa anotar o seu diferencial competitivo. O p&uacute;blico-alvo &agrave;s vezes parece &oacute;bvio, mas nunca se sabe com certeza que  grupo de pessoas vai se interessar pelo servi&ccedil;o que ser&aacute; disponibilizado. Por isso, o designer tem que estar a par dos costumes das principais perfis de usu&aacute;rios da Internet da regi&atilde;o. Tem gente que acessa para jogar, xeretar a vida alheia (blogs e afins), consumir pornografia, obter informa&ccedil;&otilde;es, procurar emprego, pesquisar e uma infinidade de outras atividades.</p>
<p>Conhecendo bem a tribo a que o usu&aacute;rio-alvo faz parte, fica bem mais f&aacute;cil projetar. Se isso for poss&iacute;vel, uma visita a um local onde hajam potenciais usu&aacute;rios do website j&aacute; &eacute; suficiente para ambientar o designer. Imagine ir a um baile da terceira idade antes de projetar um website de um retiro? Emocionante n&atilde;o? Claro que n&atilde;o para o designer, mas sim para os velhinhos! <a href="http://www.usabilidoido.com.br/empatia_com_os_pesnochao_.html">Se o designer se coloca no lugar dos usu&aacute;rios</a>, percebe que o que &eacute; feio para ele, &eacute; bonito para outros. Texto em fonte Verdana 18px &eacute; horr&iacute;vel para a maioria dos designer que conhe&ccedil;o, mas para os idosos &eacute; &oacute;timo!</p>
<p>Caso o artefato interativo seja usado numa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, dados sobre esta ser&atilde;o de grande valia para o designer. Saber que o artefato ser&aacute; usado principalmente em ambiente coorporativo de escrit&oacute;rio j&aacute; deixa o designer com um p&eacute; atr&aacute;s para usar sons. Se o ambiente for uma f&aacute;brica barulhenta, som ser&aacute; completamente in&uacute;til. Por&eacute;m, no aconchego do lar, ele pode ser muito agrad&aacute;vel caso seja associado ao entretenimento. Cyber-caf&eacute;s e Lans-house equipadas com fones de ouvido tamb&eacute;m s&atilde;o prop&iacute;cias ao bom som, &eacute; claro. No entanto, esses lugares podem n&atilde;o ser muito bem iluminados, o que torna os contrastes mais fortes no monitor. Existem <a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html">muitos fatores ergon&ocirc;micos</a> que podem influenciar o uso de um software ou website espec&iacute;fico e, caso sejam recorrentes na situa&ccedil;&atilde;o de uso almejada, o projeto deve se adaptar a eles. </p>
<p>No caso de design de aplica&ccedil;&otilde;es, a visita pode ser menos recreativa. An&aacute;lises de tarefas e de workflow podem ser um tanto cansativas, mas s&atilde;o muito, muito valiosas quando a aplica&ccedil;&atilde;o apresentar complexidade. Esse tipo de an&aacute;lise pode acontecer numa fase posterior ao briefing, mas antes de sair a campo &eacute; poss&iacute;vel <a href="http://usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">esbo&ccedil;ar um fluxo de intera&ccedil;&atilde;o</a> geral entre as pessoas que v&atilde;o usar o sistema com base nas conversas iniciais com os clientes. </p>
<p>O tempo todo em que o designer estiver no local da situa&ccedil;&atilde;o, deve aproveitar para observar como as pessoas se comunicam. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio incorporar todo o vocabul&aacute;rio utilizado, mas certas palavras podem tornar a interface familiar. Tamb&eacute;m &eacute; interessante notar como outras m&iacute;dias se comunicam com essas pessoas. Folderes, cartazes, outdoors, propagandas televisivas e jornais de &aacute;reas espec&iacute;ficas devem ser analisados com carinho pelo designer. Que imagens s&atilde;o frequentes? Que ideologias est&atilde;o por tr&aacute;s delas? Que  valores s&atilde;o priorizados? </p>
<p>Comparar os websites que esse pessoal acessa com frequ&ecirc;ncia, &eacute; mais interessante ainda. <a href="http://usabilidoido.com.br/padroes_sao_inevitaveis_ate_no_design.html">&Eacute; poss&iacute;vel identificar padr&otilde;es</a>, os clich&ecirc;s que funcionam e os batidos demais e aplicar ou n&atilde;o diretamente no design. N&atilde;o que ele deva reproduzir somente o lugar-comum, mas deve ter elementos familiares aos usu&aacute;rios. Reproduzir o lugar-comum &eacute; f&aacute;cil para o designer, mas buscar uma identidade &uacute;nica sem estra&ccedil;alhar com os padr&otilde;es estabelecidos &eacute; uma tarefa muito mais instigante. &Eacute; como estar no limiar, tentando inovar mas sem colocar o carro na frente dos bois. Ser 100% correto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel na pr&aacute;tica, mas o Zen nos ensina que devemos ser pelo menos 99%. O que vale &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o, ou melhor, o que vale &eacute; o retorno que o design vai dar.</p>
<h2>Objetivos </h2>
<p>O que se pretende comunicar? Vender um skate e acess&oacute;rios? Apresentar dados demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira? Mostrar que o filme &quot;X&quot; vale &agrave; pena assistir? Essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa nem ser oficializada, desde que o cliente deixe bem claro o que quer para o designer. Entretanto, ela vai martelando na mente do designer at&eacute; o final do projeto. Ser&aacute; seu norte, a base mais elementar para qualquer decis&atilde;o do design. Assim como na programa&ccedil;&atilde;o orientada a objetos, todos os objetivos secund&aacute;rios do projeto herdar&atilde;o a constitui&ccedil;&atilde;o do objetivo principal. </p>
<p>O objetivo deve ser claro e conciso, mas n&atilde;o pode lhe faltar especificidade, do contr&aacute;rio n&atilde;o tem utilidade. De que adianta ter como objetivo de um website &quot;fornecer informa&ccedil;&otilde;es a quem se interessar por elas&quot;? Qualquer website pode fazer isso, no entanto, cada website faz isso de forma diferente, pois existe uma inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s do fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es. O cliente pode dizer que o objetivo do website &eacute; &quot;transmitir informa&ccedil;&otilde;es sobre os carros que sua empresa vende&quot;, mas isso n&atilde;o &eacute; o que a empresa realmente quer obter. O que a empresa quer &eacute; vender carros, mesmo que o website sirva apenas para influenciar um ato posterior de compra. &quot;Vender carros&quot; &eacute; o verdadeiro objetivo do website. As informa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o transmitidas ser&atilde;o meros  argumentos para convencer o consumidor.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, a mensagem  principal que deve ser transmitida &eacute; &quot;os carros da nossa marca s&atilde;o os melhores para voc&ecirc;&quot;. N&atilde;o importa que informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o utilizadas como argumento, a mensagem &eacute; a mesma. Como as possibilidades de argumenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o grandes, &eacute; interessante deixar documentada essa mensagem, de prefer&ecirc;ncia no briefing do projeto ou em outros documentos prim&aacute;rios, para que a imagina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o divague demais. </p>
<p>Aplica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m transmitem mensagens principais, embora n&atilde;o sejam t&atilde;o expl&iacute;citas. O anti-vir&uacute;s precisa transmitir a sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a; o Mozilla Firefox precisa mostrar que &eacute; melhor que o Internet Explorer sem ser muito diferente; e o Google precisa conquistar a confian&ccedil;a de que pode encontrar qualquer coisa.</p>
<h2>Retorno do investimento </h2>
<p>Voc&ecirc; sabe o quanto vale o seu trabalho? Vale mais ou menos a metade daquilo que seu cliente vai ganhar com ele a curto prazo. Se o lucro almejado pelo cliente &eacute; grande, ent&atilde;o o or&ccedil;amento pro design deve ser grande, oras. No Brasil, &eacute; comum fazer das tripas cora&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento de websites com os or&ccedil;amentos apertados e os prazos curtos, mas &eacute; dif&iacute;cil algu&eacute;m saber o quanto o cliente est&aacute; lucrando com isso. Por isso, &eacute; interessante tanto para a equipe que desenvolve o projeto quanto para o cliente, calcular o Retorno do Investimento (ROI - Return On Investment). </p>
<p>O Retorno do Investimento &eacute; uma estimativa objetiva dos lucros que o projeto trar&aacute;. Alguns tipos de retornos comums s&atilde;o:</p>
<ul>
  <li>corte nos custos </li>
  <li> maior participa&ccedil;&atilde;o no mercado (market-share), </li>
  <li>maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da marca (branding awareness)</li>
  <li>aumento direto nas vendas </li>
  <li>influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de compra</li>
  <li>aumento de produtividade</li>
  <li>    aumento de audi&ecirc;ncia</li>
  <li>atra&ccedil;&atilde;o de nova audi&ecirc;ncia</li>
  <li>fideliza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia</li>
  <li>aumento da credibilidade do neg&oacute;cio</li>
  <li>aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o subjetiva  <br>
  </li>
</ul>
<p>Para definir o Retorno, basta reunir-se com os representantes da empresa e discutir o que se almeja e o que &eacute; vi&aacute;vel obter com o or&ccedil;amento destinado. Esse processo deve ser muito bem documentado j&aacute; que, se o Retorno for alcan&ccedil;ado, ele servir&aacute; como excelente argumento de venda dos seus servi&ccedil;os de design. </p>
<p>Entretanto, n&atilde;o adianta calcular antes e n&atilde;o verificar qual foi o Retorno concreto depois da execu&ccedil;&atilde;o do projeto. O cliente fornecer&aacute; os dados facilmente se ele estiver empolgado com o resultado. Do contr&aacute;rio, pode ficar a cargo da equipe do design checar isso. Vale &agrave; pena n&atilde;o s&oacute; pelo valor comercial que esses dados tem, mas tamb&eacute;m pela gratifica&ccedil;&atilde;o ao designer respons&aacute;vel; faz bem para sua auto-estima.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>At&eacute; aqui maravilhoso, mas &eacute; preciso cair na real e dizer como tudo isso vai acontecer. Descrever a metodologia d&aacute; grande credibilidade ao projeto, mas &eacute; preciso segui-la depois. Se comprometer com as ferramentas tecnol&oacute;gicas a serem empregadas no projeto tamb&eacute;m &eacute; complicado, mas pode ser necess&aacute;rio. </p>
<p>Nesse ponto n&atilde;o posso dar muitas mais recomenda&ccedil;&otilde;es, pois a forma de proceder estar&aacute; determinada pelos elementos acima citados. </p>
<h2>Uma ressalva </h2>
<p>Esses eram os pontos que eu costumava pensar at&eacute; alguns meses atr&aacute;s em projetos tradicionais. Recentemente, estou tentando reduzir os <a href="http://usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceitos</a> antes de ter contato com a realidade na pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de uso. Para entrar de cabe&ccedil;a no <a href="http://usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html">design participativo que acredito ser crucial para a Web 2.0</a>, &eacute; preciso estar preparado para trabalhar sem briefing, do contr&aacute;rio fecha-se ou induz a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas dentro <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/18/nao-se-trata-de-fazer-o-usuario-trabalhar-para-voce/">daquilo que se quer obter delas</a>. Se &eacute; pra participar, que seja <a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">participa&ccedil;&atilde;o pra valer</a>!  </p>

<embed src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=654" type="application/x-shockwave-flash" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></embed><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_fazer_um_bom_briefing_de_website.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">654@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2007-03-23T23:18:01-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Mapeando modelos conceituais</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/mapeando_modelos_conceituais.html</link>
<description><![CDATA[
<p>No in&iacute;cio do projeto de um artefato interativo &eacute; dif&iacute;cil explicar e discutir com outras pessoas como vai se dar a intera&ccedil;&atilde;o, pois a intera&ccedil;&atilde;o acontece no espa&ccedil;o-tempo. As rela&ccedil;&otilde;es entre as formas do artefato (espa&ccedil;o) e as sequ&ecirc;ncias de transforma&ccedil;&otilde;es (tempo) podem estar claras na mente, mas na hora de apresentar ou assimilar uma id&eacute;ia, a tradu&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia se torna extremamente complexa. </p>
<p>Alguns designers preferem fazer rabiscos ou prot&oacute;tipos de como o artefato  vai se parecer e funcionar. Jonas L&ouml;wgren descreve como <a href="http://webzone.k3.mah.se/k3jolo/Sketching/index.htm">&quot;rabiscar&quot; design de intera&ccedil;&atilde;o</a> usando l&aacute;pis e papel, v&iacute;deo, anima&ccedil;&otilde;es e outros artefatos interativos. </p><p>No momento, estou preferindo pensar antes nas rela&ccedil;&otilde;es que o artefato vai mediar do que no pr&oacute;prio artefato. J&aacute; descrevi como utilizo <a href="http://www.usabilidoido.com.br/diagrama_para_representar_interacao_entre_papeis_de_usuarios_.html">diagramas para pensar e discutir o fluxo da intera&ccedil;&atilde;o social</a>, mas n&atilde;o falei do que vem antes disso: o <strong>modelo conceitual do artefato</strong>.</p>
<p>At&eacute; hoje, como designer freelancer nunca fui chamado a participar das pesquisas que antecedem a conceitualiza&ccedil;&atilde;o de um novo artefato. As pessoas me chamam para ajudar quando j&aacute; t&ecirc;m um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">pr&eacute;-conceito</a> do artefato e querem que eu d&ecirc; uma forma us&aacute;vel para ele. A essa altura do campeonato, &eacute; muito dif&iacute;cil convenc&ecirc;-las de que <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_valor_da_pesquisa.html">o contato com a realidade pode indicar outros conceitos</a> mais interessantes a serem explorados no artefato. O ideal, como ressalta Donald Norman, &eacute; <a href="http://www.jnd.org/dn.mss/why_doing_user_obser.html">fazer pesquisas antes de iniciar o projeto</a>, antes que se formem pr&eacute;-conceitos. </p>
<p>O modelo conceitual, entretanto, pode ajudar a mostrar que alguns dos pr&eacute;-conceitos, seja do designer ou do cliente, n&atilde;o s&atilde;o adequados &agrave; realidade. Nessa etapa ainda &eacute; poss&iacute;vel considerar alternativas, desde que haja um bom racioc&iacute;nio para sustentar sua validade. Em minha humilde experi&ecirc;ncia, visualiza&ccedil;&otilde;es do modelo conceitual do artefato s&atilde;o excelentes para <strong>negociar</strong> mudan&ccedil;as, <strong>definir</strong> melhor conceitos abstratos e consensualizar uma <strong>vis&atilde;o compartilhada</strong> do artefato entre os membros da equipe de projeto. </p>
<h2>Mapa mental </h2>
<p>Como exemplo, vou mostrar diagramas do modelo conceitual do <a href="http://del.icio.us">Delicious</a>, um gerenciador de bookmarks online. Nesse caso, estou elaborando o modelo a partir de uma artefato existente, o que pode ser interessante para discutir o seu aperfei&ccedil;oamento, mas essa utiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o corresponde &agrave; maioria dos meus casos, pois normalmente preciso elaborar visualiza&ccedil;&otilde;es &agrave; partir de id&eacute;ias escritas ou faladas, o que &eacute; muito mais dif&iacute;cil. </p>
<p>Uma ferramenta muito &uacute;til para ir documentando, selecionando e agrupando as id&eacute;ias durante reuni&otilde;es &eacute; o famoso <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental">mapa mental</a>. Numa reuni&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia via Skype, usei o <a href="http://www.mindjet.com/">MindManager</a> para anotar todos os conceitos principais que seriam apresentados ao usu&aacute;rio pelo artefato. Depois de formado, o mapa foi rediscutido e alterado at&eacute; chegar a um consenso. </p>
<p>S&oacute; para atestar a efici&ecirc;ncia da visualiza&ccedil;&atilde;o, veja primeiro como os mesmos dados apresentados em estrutura de t&oacute;picos n&atilde;o explicam t&atilde;o bem...</p>
<ul>
  <li>Arquivar<br>
    <ul>
      <li>Tagear<br>
        <ul>
          <li>Agrupar tags<br>
          </li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Compartilhar<br>
    <ul>
      <li>Indicar para amigos<br>
      </li>
      <li>Linkar no blog<br>
          <ul><li>No post<br>
                  </li>
            <li>Na linkroll<br>
            </li>
          </ul>
      </li>
      <li>Fornecer RSS Feeds<br>
      </li>
      <li>Compartilhar tags<br>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Reencontrar
    <ul>
      <li>Buscar por palavra-chave</li>
      <li>Filtrar por tags
        <ul>
          <li>Ver tags relacionadas</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Descobrir
    <ul>
      <li>Nos populares</li>
      <li>Indicados por amigos<br>
      </li>
      <li>Assinados<br>
        <ul>
          <li>Tag X<br>
          </li>
          <li>Usu&aacute;rio Y<br>
          </li>
        </ul>
      </li>
      <li>Recomendados automaticamente pelas tags</li>
    </ul>
  </li>
</ul>
<p>...quanto o gr&aacute;fico completo: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_mapa_mental.gif" alt="Mapa mental dos conceitos fundamentais do delicious" width="752" height="311">
<p>Vale ressaltar que esse mapa n&atilde;o teve a inten&ccedil;&atilde;o de levantar os componentes do artefato, como    parece ser o caso do <a href="http://rufspace.com/artigo/rufspace-redesign-1/">ruf space redesign</a>. O foco &eacute; nos conceitos cruciais para o usu&aacute;rio ter dom&iacute;nio total sobre o artefato.</p>
<p>Agora que imaginamos o artefato, &eacute; preciso imerg&iacute;-lo num contexto, mesmo que tamb&eacute;m imaginado, para verificar sua viabilidade. A <a href="http://www.usabilidoido.com.br/historinhas_em_testes_de_usabilidade.html">cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios</a> &eacute; uma ferramenta curiosa, pois aproveita a pr&oacute;pria imagina&ccedil;&atilde;o que nos faz voar nas alturas para colocar de volta os p&eacute;s-no-ch&atilde;o. </p>
<h2>Contexto cultural </h2>
<p>Antes de pensar em cen&aacute;rios de uso, vamos ampliar este cen&aacute;rio para entender suas rela&ccedil;&atilde;o com as tend&ecirc;ncias macro da sociedade. Vamos descascar a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">cebola dos contextos</a>, come&ccedil;ando pela camada mais abrangente: <strong>o contexto cultural</strong>. Tenha &agrave; m&atilde;o um len&ccedil;o de papel para enxugar as l&aacute;grimas e observe a obra &quot;Information Overload&quot; <a href="http://www.hypart.de/HypArt/texts/gallery.html">produzida colaborativamente</a> por nove artistas em diferentes partes do mundo: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/hypart41_information_overload.jpg" alt="Information overload" width="640" height="660"> 
<p>Nunca tinha usado uma obra de arte como ferramenta de visualiza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m nunca tive uma tarefa expl&iacute;cita de pensar t&atilde;o abrangentemente. Em geral, designers levam em considera&ccedil;&atilde;o aspectos culturais ao longo da caminhada, mas raramente param para dialogar sobre isso, talvez porque pare&ccedil;a dif&iacute;cil falar sobre cultura, um assunto t&atilde;o complexo. A arte facilita esse di&aacute;logo e talvez sirva como ferramenta pr&aacute;tica para isso. </p>

<embed src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=631" type="application/x-shockwave-flash" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></embed>

<p>A imagem me provoca <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1076559&ST=SE&franq=137623">ansiedade</a>, devido &agrave; grande quantidade de elementos d&iacute;spares e desafiadores. Os olhos presentes em v&aacute;rios locais parecem me fitar e o radar proeminente confirma que estou sendo seguido. Estes olhos tamb&eacute;m me lembram que eu tenho que acompanhar todos os fen&ocirc;menos que acontecem ao mesmo tempo em minha frente, sem piscar uma vez. Tenho que lembrar e entender os c&oacute;digos do registro do windows, que me seduz a us&aacute;-lo com uma interface convidativa. Como &uacute;ltimo recurso posso apelar para o rob&ocirc; com a placa de ajuda, mas ele n&atilde;o me parece muito inteligente...</p>
<p>Se voc&ecirc; n&atilde;o conseguiu enxergar uma rela&ccedil;&atilde;o forte com a navega&ccedil;&atilde;o na Web &eacute; porque n&atilde;o est&aacute; familiarizado com tais valores culturais ou ent&atilde;o nunca refletiu sobre eles. </p>
<h2>Contexto social</h2>
<p>A pr&oacute;xima camada da cebola &eacute; o contexto social, que abrange das rela&ccedil;&otilde;es objetivas e subjetivas entre as pessoas. O Delicious se pretende a guardar os links que uma pessoa julga interessante e, se ela quiser, ajuda a compartilhar os links com outras pessoas interessadas. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_modelo_sociall.gif" alt="Contexto social do delicious" width="394" height="258">
<p>Esse diagrama descreve em termos gerais a rela&ccedil;&atilde;o entre as pessoas, os objetos de interesse e o artefato de media&ccedil;&atilde;o (o sistema de favoritos). </p>
<p>Vamos agora dar um zoom no sistema e observar como o artefato faz essa media&ccedil;&atilde;o.</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_fluxo_atividade.gif" alt="Diagrama de fluxo da atividade" width="478" height="437"> 
<p>Talvez algu&eacute;m pense   que se trata de mais um <a href="http://www.macoratti.net/vb_dfd1.htm">diagrama de fluxo de dados</a> (DFD), mas perceba como o foco n&atilde;o &eacute; na descri&ccedil;&atilde;o de como o sistema ir&aacute; tratar os dados, mas sim como as pessoas v&atilde;o utilizar conceitos do sistema para fazer isso. Um exemplo mais completo &eacute; o <a href="http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=336&index=336&domain=">User Model do Flickr</a>, feito por Bryce Glass. </p>
<h2>Contexto simb&oacute;lico</h2>
<p>A &uacute;ltima camada da cebola que est&aacute; no escopo do design de intera&ccedil;&atilde;o &eacute; o contexto simb&oacute;lico. Vejamos agora, como os conceitos do sistema se relacionam, independentemente dos fluxos da atividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_relacoes_conceituais.gif" width="391" height="522">
<p>O conceito de tags utilizado para uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/classificacao_ao_alcance_de_todos.html">classifica&ccedil;&atilde;o folcson&ocirc;mica</a> &eacute; central no modelo conceitual do sistema, pois determina como ser&aacute; a recupera&ccedil;&atilde;o, o compartilhamento e a populariza&ccedil;&atilde;o dos links.</p>
<h2>Discuss&atilde;o</h2>
<p>Mesmo que n&atilde;o se fa&ccedil;a visualiza&ccedil;&otilde;es do modelo conceitual do artefato, ele vai ser constru&iacute;do ao longo do projeto. Luciano Lobato descreve em pormenores porque &eacute; importante que o <a href="http://www.nahipermidia.com.br/blog/?p=46">modelo conceitual corresponda ao modelo mental do usu&aacute;rio</a>. </p>
<p>Gostaria de ver outros exemplos de representa&ccedil;&atilde;o de modelos conceituais de artefatos interativos. Algu&eacute;m fez ou viu algo diferente?</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/mapeando_modelos_conceituais.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">631@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-11-30T14:45:43-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_fluxo_atividade.gif" length="26879" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_mapa_mental.gif" length="29858" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_modelo_sociall.gif" length="12665" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/delicious_relacoes_conceituais.gif" length="39135" type="image/gif" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/hypart41_information_overload.jpg" length="189166" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Por um processo de design dialético</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html</link>
<description><![CDATA[
<p>As incurs&otilde;es fil&oacute;soficas dos &uacute;ltimos posts tem o objetivo de mostrar o que estou tentando desenvolver na pesquisa de Mestrado: uma metodologia materialista-dial&eacute;tica para a pr&aacute;tica de design de intera&ccedil;&atilde;o. <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_preconcebido_e_design_negociado.html">Materialista</a> porque parte do contato com a realidade concreta atrav&eacute;s de pesquisas de campo e dial&eacute;tica porque encara a <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_solucao_de_problemas_ou_mediacao_de_contradicoes.html">contradi&ccedil;&atilde;o</a> como fator de mudan&ccedil;a primordial. </p>
<p>Tal metodologia serviria para guiar um processo de design mais <strong>participativo, realista e cr&iacute;tico</strong>. O poder que o designer tem em m&atilde;os para designar artefatos seria dividido com os usu&aacute;rios dos artefatos, tornando o resultado uma obra conjunta. O designer deixaria de ser quem projeta (sozinho) e passaria a ser um mediador  dos que projetam. A transforma&ccedil;&atilde;o do processo de design numa atividade coletiva n&atilde;o eliminaria a necessidade de um designer; pelo contr&aacute;rio, exigiria que algu&eacute;m guiasse o processo para que n&atilde;o disperse ou se desencaminhe.  </p><p>Esses ideais est&atilde;o muito em voga nas discuss&otilde;es sobre <a href="http://www.usabilidoido.com.br/web_20_no_brasil.html">Web 2.0</a>, mas pouco se fala nas mudan&ccedil;as das metodologias de projeto. Se o produto &eacute; aberto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o,  o design do produto tamb&eacute;m tem que ser aberto.</p>

<embed src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=617" TYPE="application/x-shockwave-flash" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></embed>

<p>Na verdade, algumas iniciativas j&aacute; adotam modelos mais participativos, seja atrav&eacute;s de pesquisas tradicionais com usu&aacute;rios (testes de usabilidade, card-sorting, etc), seja atrav&eacute;s de intermin&aacute;veis programas de beta. Esses modelos est&atilde;o sendo desenvolvidos de forma <em>ad-hoc</em>, ou seja, est&atilde;o sendo recriados em fun&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica particular, sem uma reflex&atilde;o te&oacute;rica que permita sistematizar uma metodologia que outras pessoas possam aplicar em outras situa&ccedil;&otilde;es. Minha contribui&ccedil;&atilde;o visa justamente montar esse referencial te&oacute;rico que possa orientar projetos de design de intera&ccedil;&atilde;o que compartilhem os ideais da Web 2.0.</p>
<p>A necessidade dessa reflex&atilde;o surgiu de minha pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o profissional em projetos Web 2.0 em que estou envolvido. Desde o in&iacute;cio, ficou claro que a metodologia tradicional de <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_centrado_no_usuario_na_web.html">Design Centrado no Usu&aacute;rio</a> n&atilde;o era suficiente para lidar com os novos dilemas que tais projetos traziam. Como ainda n&atilde;o tenho a &quot;metodologia 2.0&quot; desenvolvida, acabei empregando a metodologia tradicional com alguns arremedos. Em minha pesquisa de Mestrado, pretendo refletir sobre as dificuldades encontradas, desenvolver a tal metodologia, aplic&aacute;-la num projeto experimental e refletir criticamente sobre o resultado. Vamos ver no que vai dar ou se vai dar. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/por_um_processo_de_design_dialetico.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">617@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<dc:date>2006-09-20T10:33:20-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Arquitetura da Informação nas organizações</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_nas_organizacoes.html</link>
<description><![CDATA[
<p><a href="http://www.univercidade.br/iav/professores_agner.htm">Luiz Agner</a>, professor de design de interface est&aacute; lan&ccedil;ando seu livro <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1631793&ST=SE&franq=137623">Ergodesign e Arquitetura de Informa&ccedil;&atilde;o:
Trabalhando com o usu&aacute;rio</a> no  <a href="http://www.design.ufpr.br/ped2006">7&deg; P&amp;D Design</a>. Aproveitei para bater um papo com ele sobre os assuntos do livro: conceitos de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, processos de Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o, testes de usabilidade e quest&otilde;es organizacionais.</p>
<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/3/1/5/p_d2006_arquitetura_informacao_agner.mp3">Lan&ccedil;amento de livro sobre Arquitetura da Informa&ccedil;&atilde;o</a> [MP3] 8 minutos 
<embed src="http://www.odeo.com/flash/audio_player_tiny_gray.swf" quality="high" width="145" height="25" name="audio_player_tiny_gray" align="middle" allowScriptAccess="always" wmode="transparent"  type="application/x-shockwave-flash" flashvars="audio_id=1696500&audio_duration=521.404&valid_sample_rate=true&external_url=http://media.odeo.com/3/1/5/p_d2006_arquitetura_informacao_agner.mp3" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /></embed>

</p>

<img alt="Luiz Agner" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/luiz_agner.jpg" />
<p>Além de entrevistado, Luiz Agner foi uma boa compania para o almoço durante o congresso.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquitetura_da_informacao_nas_organizacoes.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">598@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-08-10T01:38:53-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://media.odeo.com/3/1/5/p_d2006_arquitetura_informacao_agner.mp3" length="1564800" type="audio/mpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/luiz_agner.jpg" length="37650" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Rastreando gêneros</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/rastreando_generos.html</link>
<description><![CDATA[
<p>A quinta aula da disciplina <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br/disciplinas/ti/pgt2044de.htm">Estudos em Intera&ccedil;&atilde;o Ser-Humano Computador</a> foi a discuss&atilde;o de uma abordagem s&oacute;cio-hist&oacute;rica para o Design da Informa&ccedil;&atilde;o. No livro <a href="http://mitpress.mit.edu/0262194910">Tracing genres through organizations</a>, Clay Spinuzzi conta como se desenvolveu  um sistema de mapeamento de acidentes do estado de Iowa, nos EUA. O levantamento hist&oacute;rico &eacute; importante para perceber como o impulsionador das mudan&ccedil;as no sistema s&atilde;o as contradi&ccedil;&otilde;es sociais que ele acentua. </p><p>Criado para ser um sistema altamente centralizador, as institui&ccedil;&otilde;es espalhadas por Iowa que faziam uso do sistema come&ccedil;aram a criar solu&ccedil;&otilde;es particulares para seus problemas espec&iacute;ficos. A cada nova vers&atilde;o do sistema, as solu&ccedil;&otilde;es de algumas institui&ccedil;&otilde;es eram incorporadas, o que acabava causando problemas para outras institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o haviam sido consultadas. As contradi&ccedil;&otilde;es sempre estar&atilde;o presentes, mas reconhec&ecirc;-las &eacute; o primeiro passo para atenu&aacute;-las. </p>
<p>Outro ponto forte dessa abordagem &eacute; identificar os tra&ccedil;os de um determinado g&ecirc;nero, por exemplo, um mapa, depois de incorporado para dentro do software. &Eacute; importante adaptar com cuidado, pois os usu&aacute;rios estavam acostumados com o mapa impresso e tratar&atilde;o o mapa digital de forma similar. </p>
<p class="audio"><a href="http://media.odeo.com/files/1/2/1/660121.mp3">Rastreando g&ecirc;neros</a> [MP3] 27mb ~ 2 horas e meia 
<embed src="http://www.odeo.com/flash/audio_player_tiny_black.swf" quality="high" width="145" height="25" name="audio_player_tiny_black" align="middle" allowScriptAccess="always" wmode="transparent"  type="application/x-shockwave-flash" flashvars="audio_id=1531796&audio_duration=9381.72&valid_sample_rate=true&external_url=http://media.odeo.com/4/2/2/ishc_ppgte_aula_spinuzzi.mp3" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /></embed></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/rastreando_generos.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">595@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Podcast</dc:subject>
<dc:date>2006-07-23T11:02:08-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://media.odeo.com/files/1/2/1/660121.mp3" length="150181093" type="audio/mpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Diferenças culturais no uso da Wikipedia</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/diferencas_culturais_no_uso_da_wikipedia.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Na primeira reuni&atilde;o que participei do <a href="http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=1981612WXUZV7N">grupo de pesquisa Design, Arte e Cultura</a> l&aacute; do <a href="http://www.ppgte.cefetpr.br">Mestrado</a>, o assunto discutido foi diferen&ccedil;as culturais manifestadas na interface. </p>
<p>Um antrop&oacute;logo chamado Geert Hofstede fez uma pesquisa com funcion&aacute;rios da IBM em v&aacute;rios pa&iacute;ses na d&eacute;cada de 70, indentificando 6 categorias que definem as principais caracter&iacute;sticas de uma cultura nacional:</p>
<ul>
  <li><strong>&Iacute;ndice de Dist&acirc;ncia do Poder</strong>:  grau em que indiv&iacute;duos com menos poder
  esperam e aceitam distribui&ccedil;&otilde;es desiguais de poder em sua cultura; </li>
  <li><strong>Individualismo</strong>: grau em que uma cultura enfatiza o indiv&iacute;duo e o n&uacute;cleo familiar em
  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade como um todo; <br>
  </li>
  <li> <strong>Masculinidade:</strong> grau em que os pap&eacute;is masculinos tradicionais de agressividade e
    competi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o enfatizados; <br>
  </li>
  <li><strong>&Iacute;ndice de &ldquo;evitamento de incerteza&quot;:</strong> grau em que os indiv&iacute;duos sentem ansiedade pelo que est&aacute; por vir; <br>
  </li>
  <li><strong> Orienta&ccedil;&atilde;o de Longo Prazo</strong>: grau em que a sociedade est&aacute; comprometida com o futuro distante e valores tradicionais.<br>
  </li>
</ul>
<p>Usando essas categorias numa abordagem quantitativa, Hofstede criou <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_brazil.shtml">rankings para compara&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses</a>. </p>
<p>Abordar o conceito de cultura dessa forma &eacute; generaliza&ccedil;&atilde;o demais para meu gosto e <a href="http://www.design.eti.br/content/view/72/2/">para outros pesquisadores tamb&eacute;m</a>, mas &eacute; um referencial interessante para considerar diferen&ccedil;as culturais na localiza&ccedil;&atilde;o ou globaliza&ccedil;&atilde;o de produtos interativos. </p>

<p>Uma abordagem melhor para entender o <a href="http://www.usabilidoido.com.br/tudo_depende_do_contexto.html">contexto cultural</a> em que ser&aacute; usado o produto &eacute; adotar uma postura hol&iacute;stica (considerar diferentes &acirc;ngulos de vis&atilde;o), n&atilde;o-sect&aacute;ria (evitar aplicar seus valores para julgar uma cultura com outros valores) e interpretativa (procurar entender fen&ocirc;menos dentro de um contexto hist&oacute;rico).</p>
<p>Como n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer pesquisas de tamanha amplitude, a contribui&ccedil;&atilde;o de Hofstede &eacute; valiosa, mas tamb&eacute;m deve ser alvo de questionamentos. A habilidade para lidar com a complexidade humana &eacute; o diferencial do designer perante outros profissionais de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o. </p>
<h2>Webdesign e cultura  </h2>
<p>Aaron Marcus demonstrou que o resultados da pesquisa de Hofstede coincide com <a href="http://www.amanda.com/resources/hfweb2000/hfweb00.marcus.html">sua an&aacute;lise do design de websites institucionais</a>. A &ecirc;nfase no individualismo fica clara nas op&ccedil;&otilde;es de navega&ccedil;&atilde;o do parque <a href="http://www.nps.gov/glba/InDepth/home.htm">Glacier Bay</a> nos Estados Unidos, a cultura mais individualista do mundo. Entretanto, Marcus parte do pressuposto que o design do website foi feito de acordo com as caracter&iacute;sticas culturais do p&uacute;blico a que se destina, mas isso nem sempre &eacute; verdade, especialmente em websites institucionais. </p>
<p>O website da <a href="http://www.merck.de">Merck</a>, ind&uacute;stria qu&iacute;mica e farmac&ecirc;utica, usa a mesma casca em todas suas filiais ao redor do mundo. S&oacute; isso j&aacute; &eacute; um desrespeito com as culturas que l&ecirc;em da direita para &agrave; esquerda, mas se o conte&uacute;do for adaptado de acordo com a cultura, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o ruim. N&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es de avaliar se o conte&uacute;do dos outros pa&iacute;ses est&atilde;o adaptados ou n&atilde;o, mas o fato do <a href="http://www.merck.com.br/">website brasileiro e</a>xibir uma imagem de um casal asi&aacute;tico na home e o <a href="http://www.merck-china.com">website chin&ecirc;s</a> exibir um casal de ocidentais &eacute;, no m&iacute;nimo, estranho. </p>
<a href="http://www.merck.com.br/"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_brasil.png" alt="Home da Merck no Brasil" width="557" height="430" border="0"></a><a href="http://www.merck-china.com"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_china.png" alt="Merck na China" width="562" height="414" border="0"></a>
<p>Por esse motivo, se meu objetivo &eacute; criar interfaces adaptadas para determinadas culturas, prefiro estudar as diferen&ccedil;as culturais no uso e n&atilde;o na cria&ccedil;&atilde;o dos artefatos como fez o Aaron Marcus. Como o uso &eacute; mais espont&acirc;neo do que a cria&ccedil;&atilde;o, ele tende a refletir melhor as caracter&iacute;sticas culturais dos usu&aacute;rios. </p>
<h2>Sobre a Wikipedia</h2>
<p><a href="http://wikipedia.org/">Wikipedia</a> &eacute; uma enciclop&eacute;dia onde qualquer um pode adicionar e editar conte&uacute;do. A credibilidade &eacute; garantida pela quantidade imbat&iacute;vel de autores que se auto-regulam. Se escrevo algo errado, logo algu&eacute;m aparece e conserta o erro. </p>
<p>A p&aacute;gina global da Wikipedia procura passar os valores de liberdade, fraternidade e igualdade atrav&eacute;s de um layout coeso, s&iacute;mbolos de diferentes linguagens e alinhamento em c&iacute;rculo. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_geral.png" alt="Home geral da Wikipedia" width="525" height="464">
<p>O layout procura parecer neutro, refletindo os valores da subcultura de usu&aacute;rios da World Wide Web, por&eacute;m, se situarmos historicamente o projeto Wikipedia podemos notar que &eacute; um dos melhores exemplos da aplica&ccedil;&atilde;o dos ideais da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. Apesar de terem sido iconizados na Fran&ccedil;a, esses ideais foram oficializados pela primeira vez na Constitui&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos. Se a Wikipedia nasceu nos Estados Unidos, n&atilde;o &eacute; estranho que reproduza os valores da cultura deste pa&iacute;s, ainda mais porque ela &eacute; hegem&ocirc;nica na cultura ocidental. </p>
<p>Entretanto, gra&ccedil;as &agrave; liberdade funcional que o sistema oferece, podemos notar diferen&ccedil;as na forma como cada cultura utiliza o sistema. A p&aacute;gina principal de cada idioma, por exemplo, &eacute; bem diferente. </p>
<h2>&Iacute;ndice de Dist&acirc;ncia do Poder </h2>
<p>A <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Portada">vers&atilde;o em Espanhol</a> enfatiza a navega&ccedil;&atilde;o por categorias, mas antes de mostrar o esquema criado pelos usu&aacute;rios, mostra os esquema de classifica&ccedil;&atilde;o usado por bibliotecas h&aacute; s&eacute;culos. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol.png" alt="Wikipedia em espanhol" width="651" height="589">
<p>Al&eacute;m disso, a se&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias da p&aacute;gina &eacute; dominada por temas pol&iacute;ticos. A foto que ilustra a not&iacute;cia sobre uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra o governo mostra policiais posando de her&oacute;is da hist&oacute;ria, comemorando a deten&ccedil;&atilde;o de mais de 40 manifestantes. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol_noticias.png" alt="Not&iacute;cias na Wikipedia em Espanhol" width="334" height="518"></p>
<p>Essas evid&ecirc;ncias de alta dist&acirc;ncia do poder s&atilde;o corroboradas pela pesquisa de Hofstede, que atribui alta pontua&ccedil;&atilde;o tanto para a <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_spain.shtml">Espanha</a> quanto para a <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_argentina.shtml">Argentina</a> e <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_mexico.shtml">M&eacute;xico</a>, pa&iacute;ses que eu suponho que mais contribuam com a Wikipedia em Espanhol. </p>
<h2>Individualismo</h2>
<p>A predomin&acirc;ncia das categorias na <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Accueil">vers&atilde;o em Franc&ecirc;s</a> tamb&eacute;m indicam alta dist&acirc;ncia do poder, mas a maior quantidade de op&ccedil;&otilde;es, o alinhamento centralizado e as &aacute;reas brancas d&atilde;o mais liberdade ao usu&aacute;rio para escolher seu caminho. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances.png" alt="P&aacute;gina inicial da Wikipedia em Franc&ecirc;s" width="655" height="564">
<p>Compare tamb&eacute;m a diferen&ccedil;a na ordem das categorias com a vers&atilde;o em Espanhol. Enquanto na <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Accueil">vers&atilde;o em Franc&ecirc;s</a>, Artes e Hobbies (Vie quotidienne &amp; loisirs) s&atilde;o as primeiras categorias, na <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Portada">vers&atilde;o em Espanhol</a>, esses dois t&oacute;picos est&atilde;o reunidos numa mesma categoria intitulada Cultura, que &eacute; a &uacute;ltima da listagem. </p>
<p>N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que a Fran&ccedil;a, ao contr&aacute;rio da Espanha, &eacute; considerada na <a href="http://www.geert-hofstede.com/hofstede_france.shtml">an&aacute;lise de Hofstede</a> como uma na&ccedil;&atilde;o com alto n&iacute;vel de individualismo: a vers&atilde;o em Franc&ecirc;s se d&aacute; ao luxo de destacar um software de uso pessoal na p&aacute;gina principal ao inv&eacute;s de um assunto mais relevante para a coletividade: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances_miranda.png" alt="Wikipedia em Franc&ecirc;s destacando o software Miranda" width="416" height="374">
<h2>&Iacute;ndice de &quot;evitamento de incertezas&quot; </h2>
<p>As se&ccedil;&otilde;es da p&aacute;gina inicial da vers&atilde;o em Franc&ecirc;s est&atilde;o muito bem discriminadas para evitar ambiguidades e n&atilde;o h&aacute; links que direcionam o usu&aacute;rio para escrever um artigo sobre a palavra hiperlinkada (link em vermelho), como faz extensivamente a vers&atilde;o do Chin&ecirc;s Simplificado: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines.png" alt="Wikipedia em Chin&ecirc;s" width="650" height="536">
<p>Na vers&atilde;o em Franc&ecirc;s as caixas em destaque s&atilde;o aquelas que exp&ocirc;em t&oacute;picos de ajuda, enquanto que na vers&atilde;o em Chin&ecirc;s, a ajuda se resume tr&ecirc;s links discretos no topo direito, como podemos ver na vers&atilde;o <a href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&ie=UTF-8&oe=UTF-8&langpair=zh-CN%7Cen&u=http://zh.wikipedia.org/wiki/%25E9%25A6%2596%25E9%25A1%25B5&prev=/language_tools">traduzida automaticamente pelo Google</a>: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_traduzida.png" alt="Wikipedia em Chin&ecirc;s traduzida" width="712" height="450">
<p>Apesar do governo Chin&ecirc;s <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/343069.shtml">bloquear frequentemente o acesso &agrave; Wikipedia</a>, a cultura chinesa &eacute; originalmente ecl&eacute;tica e favor&aacute;vel &agrave; diversidade, ou seja, possui um &iacute;ndice de &quot;evitamento de incertezas&quot; pr&oacute;ximo &agrave; pa&iacute;ses como Su&eacute;cia, Estados Unidos e Inglaterra. De fato, o conte&uacute;do da p&aacute;gina inicial da vers&atilde;o em Chin&ecirc;s &eacute; parecido com o conte&uacute;do das p&aacute;ginas da vers&atilde;o em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Ingl&ecirc;s</a> e <a href="http://sv.wikipedia.org/wiki/Huvudsida">Sueco</a>. Ambos exibem  artigos em destaque, acontecimentos hist&oacute;ricos atuais, acontecimentos hist&oacute;ricos do passado e curiosidades. </p>
<h2>Orienta&ccedil;&atilde;o de Longo Prazo</h2>
<p>Mas se a cultura chinesa &eacute; ecl&eacute;tica, como pode aceitar um governo t&atilde;o repressor? Os chineses aceitam que esse tipo de medida &eacute; desagrad&aacute;vel para alguns indiv&iacute;duos, mas &eacute; ben&eacute;fica para a maioria, pois o governo tem uma vis&atilde;o de coletividade e longo prazo, o que &eacute; muito importante para o povo chin&ecirc;s, segundo a pesquisa de Hofstede. </p>
<p>Enquanto a <a href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&ie=UTF-8&oe=UTF-8&langpair=zh-CN%7Cen&u=http://zh.wikipedia.org/wiki/%25E9%25A6%2596%25E9%25A1%25B5&prev=/language_tools">vers&atilde;o em Chin&ecirc;s</a> destaca fatos hist&oacute;ricos de repercurss&atilde;o coletiva, como a conclus&atilde;o das Olimp&iacute;adas de Inverno, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s</a> destaca fatos na vida de pessoas hist&oacute;ricas, como o caso do atleta Cindy Klassen que ganhou 5 medalhas na ocasi&atilde;o. Essa &eacute; uma diferen&ccedil;a mais ligada ao &iacute;ndice de individualismo, mas tamb&eacute;m est&aacute; correlacionada com a orienta&ccedil;&atilde;o a longo prazo. </p>
<p>A foto da semana na vers&atilde;o em Chin&ecirc;s mostra como era a estrada de ferro Canton-Kowloon h&aacute; 100 anos atr&aacute;s. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_foto.png" alt="Se&ccedil;&atilde;o foto da semana na Wikipedia Chin&ecirc;s" width="433" height="416"> 
<p>Comparando com uma foto atual da mesma estrada de ferro podemos ler as entrelinhas sobre o magn&iacute;fico desenvolvimento da infra-estrutura ocorrido desde aquela &eacute;poca. </p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/trem_kcr.png" alt="Trem da KCR" width="300" height="225"></p>
<p>Segundo Hofstede, a China &eacute; a na&ccedil;&atilde;o com o mais alto &iacute;ndice de orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; longo prazo enquanto Estados Unidos e Inglaterra est&atilde;o entre os &uacute;ltimos. </p>
<h2>Masculinidade </h2>
<p>Acho inadequado essa categoria para avaliar diferentes culturas, pois as caracter&iacute;sticas que s&atilde;o consideradas essencialmente masculinas variam de acordo com a cultura. Apesar de Hofstede deixar claro que est&aacute; se referindo &agrave;s caracter&iacute;sticas comportamentais tradicionais (que teriam ra&iacute;zes biol&oacute;gicas e, portanto, invari&aacute;veis de acordo com a cultura), ainda assim preferiria se ele tivesse usado um outro nome para essa categoria de acordo com os padr&otilde;es comportamentais que ele identificou. </p>
<p>De qualquer forma, podemos notar uma grande diferen&ccedil;a entre a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipedia em Ingl&ecirc;s</a> e a <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Hoofdpagina">Wikipedia em Holand&ecirc;s</a>, principalmente no quesito est&eacute;tica. </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_ingles.png" alt="Wikipedia em Ingl&ecirc;s" width="648" height="435"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_holandes.png" alt="Wikipedia em Holand&ecirc;s" width="647" height="501">
<p>Enquanto a vers&atilde;o em Holand&ecirc;s utiliza contraste suave, linhas finas, alinhamento cuidadoso e imagens com fun&ccedil;&atilde;o decorativa, a vers&atilde;o em Ingl&ecirc;s utiliza contraste de fundo entre cores complementares (vermelho e azul), divis&atilde;o assim&eacute;trica de colunas, e imagens estritamente ligadas ao conte&uacute;do. </p>
<p>De todas as Wikipedias que eu consegui ler, em Holand&ecirc;s foi a &uacute;nica em que vi uma defini&ccedil;&atilde;o da Wikipedia radicamente diferente. Compare:</p>
<blockquote>
  <p>Bem vindo &agrave; Wikipedia, a enciclop&eacute;dia que qualquer um pode editar.<br>
    <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipedia em Ingl&ecirc;s </a></p>
  <p>Bem vindo &agrave; Wikipedia, um projeto comunit&aacute;rio com o prop&oacute;sito de criar em cada l&iacute;ngua uma enciclop&eacute;dia neutra e livre na web. A Wikipedia &eacute; de gra&ccedil;a e pode ser usada para buscar, criar novas p&aacute;ginas e editar p&aacute;ginas existentes. Por esse motivo, a Wikipedia n&atilde;o pode garantir a veracidade das informa&ccedil;&otilde;es. <br>
    <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Hoofdpagina">Wikipedia em Holand&ecirc;s </a></p>
</blockquote>
<p>Ao inv&eacute;s dos princ&iacute;pios estadunidenses de liberdade, igualdade e fraternidade, essa defini&ccedil;&atilde;o enfatiza a fraternidade, veracidade e liberdade. </p>

<p>Talvez essas diferen&ccedil;as estejam ligadas &agrave; diferen&ccedil;a do &iacute;ndice de masculinidade, alto nos EUA e na Inglaterra e baixo na Holanda, mas n&atilde;o posso afirmar com certeza. </p>

<h2>Conclus&atilde;o</h2>
<p>As categorias do Hofstede me foram muito &uacute;teis para a an&aacute;lise de uso da interface, levando em conta que n&atilde;o possuo conhecimento profundo sobre as caracter&iacute;sticas culturais das na&ccedil;&otilde;es citadas. Entretanto, n&atilde;o posso me basear somente nelas quando for criar vers&otilde;es de websites em uma dessas l&iacute;nguas. Vou precisar realmente mergulhar na cultura correspondente se quiser fazer um trabalho bem feito. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/diferencas_culturais_no_uso_da_wikipedia.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">532@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<dc:date>2006-02-28T12:00:36-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_brasil.png" length="114940" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/merck_china.png" length="110133" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/trem_kcr.png" length="117354" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines.png" length="56598" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_foto.png" length="57048" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_chines_traduzida.png" length="47783" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol.png" length="41286" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_espanhol_noticias.png" length="21327" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances.png" length="32292" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_frances_miranda.png" length="14919" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_geral.png" length="54705" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_holandes.png" length="54991" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wikipedia_ingles.png" length="35455" type="image/png" />
</item>
 
<item>
<title>Como projetar um web portal?</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/como_projetar_um_web_portal.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Hoje recebi uma pergunta que exemplifica id&eacute;ias que muitos leitores tem antes de escarafunchar este blog:</p>
<p><strong>
   "Fui contratado para desenvolver um portal de um provedor,
    gostaria que voc&ecirc; me indicasse algum portal que esteja
    de acordo com os crit&eacute;rios de usabilidade para ter como
    refer&ecirc;ncia. Ou quem sabe voc&ecirc; escrever um t&oacute;pico analisando
    algum portal."
</strong>
</p>
<p>Espero que depois dessa resposta fique claro que, se fosse trivial projetar grandes websites, n&atilde;o seria necess&aacute;rio profissionais especializados no assunto, os arquitetos da informa&ccedil;&atilde;o. </p><h2>Resposta</h2>
<p>Poderia te mostrar alguns exemplos de portais que considero bem organizados mas, sinceramente, isso n&atilde;o iria te ajudar muito. O web portal &eacute; resultado de tantas decis&otilde;es, que fica dif&iacute;cil pressup&ocirc;-las s&oacute; por navegar por ele. </p>
<p>Mesmo que eu fizesse uma an&aacute;lise de um web portal, ainda assim ela n&atilde;o poderia dar conta de todo o balanceamento das necessidades do usu&aacute;rio e dos investidores do web portal. Poderia apontar algumas falhas na interface que poderiam ser ruins para o usu&aacute;rio, mas essas falhas poderiam tamb&eacute;m ser inevit&aacute;veis dentro das condi&ccedil;&otilde;es de projeto.</p>
<p>&Eacute; comum, por exemplo, ter que sacrificar o conforto do usu&aacute;rio em troca de mais espa&ccedil;o para publicidade. Esse modelo j&aacute; &eacute; padr&atilde;o no mercado, fica dif&iacute;cil propor outras id&eacute;ias. </p>
<p>&Eacute; por isso que n&atilde;o acredito em crit&eacute;rios de usabilidade r&iacute;gidos e fora de contexto como os propostos no livro <a href="http://www.usabilidoido.com.br/homepage_usabilidade.html">Homepage:Usabilidade</a>. Cada caso &eacute; um caso. &Eacute; preciso conhecer os usu&aacute;rios do web portal e saber o que vai ser f&aacute;cil de usar para eles e n&atilde;o para o p&uacute;blico em geral. </p>
<p>O &uacute;nico meio de fazer isso &eacute; tendo contato direto com eles. Isso significa que o que voc&ecirc; precisa n&atilde;o &eacute; de um exemplo de web portal, mas sim de uma metodologia de projeto baseada na pesquisa com usu&aacute;rios. </p>
<p>No meu TCC  descrevo um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/arquivos/projeto_tcc_portal_ufpr.pdf">projeto de Design Centrado no Usu&aacute;rio</a>, do come&ccedil;o ao fim. D&aacute; pra ter uma id&eacute;ia do tamanho do abacaxi. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/como_projetar_um_web_portal.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">481@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<dc:date>2005-10-10T17:55:16-03:00</dc:date>

</item>
 
<item>
<title>Quanto mais simples o Wireframe, melhor</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/quanto_mais_simples_o_wireframe_melhor.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Do ponto de vista do design gr&aacute;fico, o documento que o arquiteto da informa&ccedil;&atilde;o gera para especificar os elementos que v&atilde;o compor uma p&aacute;gina (wireframe) deve ser o mais simples poss&iacute;vel. Esse documento deve servir como mera refer&ecirc;ncia para o designer gr&aacute;fico da p&aacute;gina, que pode at&eacute; encontrar uma disposi&ccedil;&atilde;o melhor para os elementos dentro de sua cria&ccedil;&atilde;o. Se o wireframe &eacute; repassado com o grid de alinhamento definido, tamanhos de fontes e at&eacute; tipografia, o designer pode se sentir engessado demais. </p>
<p>Por outro lado, o wireframe normalmente &eacute; entregue ao cliente para aprova&ccedil;&atilde;o antes de ficar pronto o design gr&aacute;fico, ou seja, um monte de rabiscos numa folha de papel causa uma impress&atilde;o pouco profissional. &Eacute; por esse motivo que muitos arquitetos da informa&ccedil;&atilde;o capricham demais na apresenta&ccedil;&atilde;o do wireframe. O exagero come&ccedil;a quando o arquiteto se preocupa se algu&eacute;m vai achar feio seu wireframe. Wireframe n&atilde;o &eacute; pra ser bonito, &eacute; pra ser entendido.</p><p>Antes de entregar wireframes para meus clientes, aviso de que se trata de um esbo&ccedil;o feito para poder discutir logo os elementos que v&atilde;o compor a p&aacute;gina. Al&eacute;m de explicar que depois de definido o wireframe ser&aacute; feito o design gr&aacute;fico, escrevo o seguinte em cima do documento:</p>
<blockquote>
  <p>Este wireframe n&atilde;o especifica design gr&aacute;fico.<br>
    Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentar os elementos que v&atilde;o compor a p&aacute;gina. 
  </p>
</blockquote>
<p>&Eacute; poss&iacute;vel que na primeira vez o cliente estranhe, mas isso pode ser compensado com uma boa discuss&atilde;o em cima do wireframe. Para enfatizar ainda mais o estado de esbo&ccedil;o, risco com uma caneta em cima o que for para mudar. S&oacute; n&atilde;o deixo que o cliente pegue a caneta, sen&atilde;o pode ser que ele se empolgue demais... </p>
<p>Nem todos os clientes tem tempo para discutir desse jeito, mas oferecer a oportunidade &eacute; importante para que ele sinta que tem controle (ou participa&ccedil;&atilde;o) sobre o projeto. Ressalto que, uma vez aprovado o wireframe, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel voltar atr&aacute;s em suas defini&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>O wireframe abaixo foi apresentado para um cliente bastante participativo e gerou uma excelente discuss&atilde;o (note os rabiscos): </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_rabiscado.png" alt="Wireframe rabiscado" width="300" height="368"> 
<p>Depois da reuni&atilde;o, fiz v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es no wireframe. Como n&atilde;o havia perdido tempo demais com o wireframe anterior, n&atilde;o senti pena de mud&aacute;-lo:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_turminha_alterado.png" alt="Wireframe alterado" width="300" height="445"> 
<p>No Visio voc&ecirc; tem dispon&iacute;vel bibliotecas de elementos (stencils) que podem ser arrastados para a p&aacute;gina e configurados rapidamente. Por enquanto estou trabalhando com uma sele&ccedil;&atilde;o de stencils dispon&iacute;veis gratuitamente na Web por pessoas como <a href="http://www.nickfinck.com/stencils.html">Nick Finck</a> e <a href="http://www.yourtotalsite.com/examples/ia_stencil/GarrettDimon_Wireframes_2003.vsd">Garret Dimon</a>.  </p>
<p>Passei o wireframe para o <a href="http://www.estokero.pop.com.br/">designer gr&aacute;fico</a> e expliquei que ele teria liberdade para mudar a disposi&ccedil;&atilde;o dos elementos da p&aacute;gina, desde que mantivesse os pesos relativos. Veja como ele aproveitou bem a liberdade:</p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/design_grafico_turminha.png" alt="Design gr&aacute;fico" width="300" height="428">
<p>Esse n&atilde;o &eacute; o layout final do projeto, que ainda est&aacute; sendo desenvolvido pela <a href="http://www.midion.com.br/">Midion</a>, mas &eacute; um bom exemplo de utiliza&ccedil;&atilde;o de wireframes simples. </p>
<p>Para fechar o post, segue uma conversa que tive com o designer de interface <a href="http://www.gmoura.com">Gustavo Moura</a> sobre wireframes e prototipagem:</p>
<p>
<span class="interlocutor1">gmoura: To querendo deixar nossos wireframes navegáveis, para fazer os testes de usabilidade durante o processo de criação do projeto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: por acaso vc conhece alguma boa prática do assunto?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: transformar em protótipos funcionais
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: yeap
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: se vc montou eles no Flash isso vai ser fácil
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eles são ppts
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: os wireframes nascem ppts
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vixi
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ai eh froid
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: formato ppt é pppéssimo
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc não consegue levar para outros softwares
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: complicado... toda as métricas já estao embasadas nos ppts
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eu estava pensando em transforma-los em html
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o problema é que envolve $$ pois teriamos que dedicar um programador pra isso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc pode fazer o seguinte, converter PPT para SWF
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: importar no flash e botar os gotoAndStop()
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: uai, e tem como?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tem sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ai só vem os vetores?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: cada slide é um frame?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: boa fred! vou tentar
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: esses dias tava vendo um software que converter ppt pra swf
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: eu sei que o breeze faz isso, mas ele não é tão fáicl de baixar
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o breeze interpreta o ppt, não?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: como assim?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ele importa o ppt para o ambiente flash
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: as correções precisam ser feita no ppt antes, por exemplo
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: então ele converte pra swf
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: minha dúvida é se ele "esconde" esse swf nessa importação
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ou eu tenho um arquivo limpo pra trabalhar?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: isso num sei
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: mas sincerramente é o preço q paga por usar ppt, hehehehe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: se o problema é velocidade de prototipagem, o visio é bem melhor nesse ponto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: hehehe
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: é o visio que vc recomenda para os wf?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não, recomendo o flash
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: justamente por essa facilidade em transformar em funcional
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: no flash dá pra usar os componentes
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tava testando o visio e fiz um proj com 30 wireframes nele. agora vou ter q refazer eles pra ser funcional :P
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ja fez testes de usabilidade com eles então?
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o usuário conseguiu abistrair bem?
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: claro q não
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: testes com protótipos são testes que geram resultados prototípicos
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não são confiáveis
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: acho legal protótipos para testar elementos isolados
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: uma vez fiz um protótipo funcional no Palm que tinha só a taxonomia principal e foi muito legal
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: quanto mais abstrato é o protótipo, mais fácil é do usuário abstrair, hehehehe
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: é verdade
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: protótipos de papel também tem suas vantagens
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: além de reforçar q são esboços
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: permite q se façam alterações on-the-fly
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: meus protótipos até agora foram o mais proximo do real
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: perdi muito tempo quando detectei os erros
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não é só vc
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: principalmente os graves
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: quase todos os AI brasileiros fazem isso
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: malditos! hehe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é o seu lado de designers gráficos frustrados :P
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: jhuahuahauhauah 
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: pois é
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sério, tem a ver com nosso ego esse lance
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: não queremos mostrar uma coisa feia
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tosca
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: que parece mal-feita
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: principalmente pro cliente, nem pensar!
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o povo do trabalho vive no meu pé..
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: fico passando hrs finalizando os wf mexendo pixel a pixel...
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: huahauhauahauhauahauahauhaua
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eles dizem... dexa o cara, isso é coisa de designer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e cara, acho q em determinados projetos
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: especificar demais o posicionamento das coisas é ruim pro designer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: deixa engessado
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: pois é
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: mas vende mais pro cliente
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: vc acaba fazendo parte do design gráfico, quando outra pessoa seria mais preparada pra isso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: tenho pouca experiência, mas discordo disso
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é possível compensar trazendo o cliente pra discutir
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e RISCAR o wireframe
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: no último projeto deu muito certo riscar o wireframe durante a reunião de discussão com o cliente
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: já fiz isso tb
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ele se sente mais parte integrante do projeto
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o problema é a abstração
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: N clientes não conseguem ver alem das linhas e tons de cinza
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: é isso é verdade
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: engraçado agente ta falando disso
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: eu estava lendo a respeito da produção de animações para curta metragens
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: o processo de criação se parece bastante com o processo de design
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ambos focam o público como fator principal
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: e nosso wf é bem representado no storyboard deles
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: sim, tem gente até q chama wf por storyboard
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: onde existem 2 versões.. o storyboard de produção.. que pode ser rascado, rabiscado, feito e refeito
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: e o animatic
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: e o de exposição.. para mostrar todo o lado "trabalhado" e pensado do filme para a banca examinadora dos animamunds da visa
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: vida
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: que seria a vr para o cliente assim por dizer
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: na publicidade tb tem storyboard sempre antes dos comerciais
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: nesse ramo, os clientes já se acostumaram de trabalhar assim
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: então conseguem entender melhor
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: acho q nossa saída é ensinar o cliente
</span><br /><span class="interlocutor2">fred: por exemplo: mostrar uma página famosa q o cara use, tipo UOL e um wireframe dela
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: ahhh sim
</span><br /><span class="interlocutor1">gmoura: aculturar o cliente sempre é o pto chave</span>
</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/quanto_mais_simples_o_wireframe_melhor.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">476@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<dc:date>2005-10-03T11:37:54-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/design_grafico_turminha.png" length="153277" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_rabiscado.png" length="169634" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/wireframe_turminha_alterado.png" length="55303" type="image/png" />
</item>
 
<item>
<title>Persona, o usuário mascote do projeto</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html</link>
<description><![CDATA[
<p>Quando <a href="http://www.usabilidoido.com.br/perfil_semiotico_do_usabilidoido.html">comecei o Perfil Semi&oacute;tico</a> aqui no Usabilidoido realmente n&atilde;o imaginava que ia chegar <a href="http://www.usabilidoido.com.br/cognicao_e_personalidade_na_interacao.html">t&atilde;o longe</a>. Na verdade, nem planejava passar da <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_do_perfil_semiotico_com_leitores.html">primeiridade</a>, pelo receio da complexidade com que teria que lidar. Gra&ccedil;as ao incentivo de voc&ecirc;s, acho que estamos chegando num m&eacute;todo vi&aacute;vel n&atilde;o s&oacute; para entender as expectativas do usu&aacute;rio, mas tamb&eacute;m para identificar padr&otilde;es de personalidade entre os participantes do perfil. </p>
<p>Claro que &eacute; preciso testar o Perfil Semi&oacute;tico em outros projetos, mas se o resultado for realmente confi&aacute;vel seu valor ser&aacute; inestim&aacute;vel. Informa&ccedil;&otilde;es como essa permitem entender (e prever) o comportamento do usu&aacute;rio no momento da intera&ccedil;&atilde;o. Longe de uma postura behaviourista do tipo est&iacute;mulo-rea&ccedil;&atilde;o (como o c&atilde;o que saliva ao ouvir o sino do almo&ccedil;o), podemos encarar de frente a complexidade do ser humano, procurando por padr&otilde;es relevantes entre os participantes do perfil. </p>
<p>&Eacute; um m&eacute;todo que considera n&atilde;o s&oacute; aspectos perceptuais, como a maioria das pesquisas em IHC, mas tamb&eacute;m emocionais e cognitivos, permitindo um panorama hol&iacute;stico da personalidade dos participantes do perfil. </p>
<h2>Tipos psicol&oacute;gicos </h2>
<p>Dentro de uma empresa, conhecer bem a personalidade dos funcion&aacute;rio &eacute; fundamental para formar boas equipes. Grandes empresas contratam psic&oacute;logos organizacionais s&oacute; para auxiliar nessa dif&iacute;cil tarefa. Como nessa situa&ccedil;&atilde;o, cada caso &eacute; analisado em particular, os psic&oacute;logos costumam aplicar diferentes m&eacute;todos para obter um resultado preciso. Um dos m&eacute;todos mais usados &eacute; o <a href="http://www.knowyourtype.com/">Myers-Briggs Type Indicator</a> (MBTI), que encaixa cada pessoa dentro de um dos 16 perfis psicol&oacute;gicos que permite indentificar.</p>
<p>A <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/histo.htm">origem do MBTI</a> remonta ao psiquiatra Carl Jung, que chegou a conclus&atilde;o de que as diferen&ccedil;as de comportamento humano eram fruto da prefer&ecirc;ncias na utiliza&ccedil;&atilde;o das diversas fun&ccedil;&otilde;es mentais. Para ele, cada pessoa pendia para um dos lados de cada uma dessas balan&ccedil;as:</p>
<ul>
  <li>Introvertido - Extrovertido</li>
  <li>Sensoriais - Intuitivos</li>
  <li>Pensadores - Sentimentais</li>
  <li>Julgadores - Perceptivos</li>
</ul>
<p>Essa &uacute;ltima linha foi adicionada mais tarde por Katharine Briggs e Isabel Briggs Myer, que desenvolveram um question&aacute;rio para identificar qual o tipo psicol&oacute;gico da pessoa, o chamado MBTI. Os 16 tipos s&atilde;o resultado da combina&ccedil;&atilde;o das quatro escalas acima, formando por exemplo o tipo Extrovertido Sensorial Sentimental  Perceptivo. Segundo esta p&aacute;gina que cruza os <a href="http://www.learningchoices.com/career-personality.htm">tipos psicol&oacute;gicos com carreiras</a>, uma pessoa do tipo ESFP (F de Feeling) tem jeito para ser veterin&aacute;ria. </p>
<p>A desvantagem principal do MBTI &eacute; que trata-se de um m&eacute;todo propriet&aacute;rio, ou seja, &eacute; preciso contratar uma empresa credenciada para aplicar o teste oficial. Existem alguns sites que oferem <a href="http://similarminds.com/personality_tests.html">question&aacute;rios gigantescos</a> que te d&atilde;o um resultado aproximado, mas &eacute; chato e demorado demais respond&ecirc;-los. Outro problema &eacute; que &eacute; preciso confiar na honestidade de quem est&aacute; respondendo. </p>
<p>Antes que voc&ecirc; responda os question&aacute;rios do site acima, termine de ler o post. Tenho boas evid&ecirc;ncias para chutar que voc&ecirc; seja do tipo <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/intj.htm">INTJ</a> ou <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/istj.htm">ISTJ</a>. </p>
<p>Para entender melhor as escolhas que voc&ecirc;s fizeram no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_do_perfil_semiotico_ii.html">perfil de secundidade</a>, mostrei as fotos para amigos e perguntei que tipo de pessoa gostaria ou n&atilde;o de se sentir como a pessoa da foto. Escolhi as tr&ecirc;s emo&ccedil;&otilde;es mais bem cotadas e tr&ecirc;s emo&ccedil;&otilde;es que me surpreenderam no resultado. Veja no infogr&aacute;fico as caracter&iacute;sticas pessoais sugeridas pelos meus amigos: </p>
<p>
  <object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" width="446" height="566">
    <param name="movie" value="http://www.usabilidoido.com.br/infograficos/emocao_personalidade.swf">
    <param name="quality" value="high">
    <embed src="http://www.usabilidoido.com.br/infograficos/emocao_personalidade.swf" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="566"></embed>
  </object>
</p>
<p>Como voc&ecirc; pode ver, algumas caracter&iacute;sticas s&atilde;o contradit&oacute;rias, o que indica que estamos lidando com mais de um tipo de pessoa. Para perceber melhor os padr&otilde;es, montei um diagrama de afinidade entre as caracter&iacute;sticas e liguei as contradit&oacute;rias (em cinza):</p>
<p><img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/afinidade_personalidade_leitores.png" width="355" height="409"></p>
<p>Se voc&ecirc; &eacute; um leitor ass&iacute;duo, provavelmente  deve ter se identificado com algumas dessas caracter&iacute;sticas, umas mais, outras menos. </p>


<OBJECT classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0"
	 WIDTH="220" HEIGHT="25">
	 <PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=450"> 
<param name="wmode" value="transparent" />
	<EMBED src="http://www.usabilidoido.com.br/perguntinha.swf?entryid=450" TYPE="application/x-shockwave-flash" PLUGINSPAGE="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="220" height="25"></EMBED>
	</OBJECT>



<h2>Personas</h2>
<p>N&atilde;o pude deixar de aproveitar a oportunidade para aplicar a t&eacute;cnica de Cria&ccedil;&atilde;o de Personas, t&atilde;o pouco conhecida no Brasil. Uma persona &eacute; um perfil de usu&aacute;rio fict&iacute;cio que representa uma fatia do p&uacute;blico-alvo e serve para motivar e guiar os membros de um projeto interativo rumo ao Design Centrado no Usu&aacute;rio. </p>
<p>Durante o projeto do Internet Explorer 5, por exemplo, a Microsoft preparou algumas personas representativas e fez uma campanha interna para conscientizar os desenvolvedores da import&acirc;ncia de oferecer uma boa experi&ecirc;ncia a esses usu&aacute;rios. Durante as discuss&otilde;es sobre o rumo da interface, o nome das personas eram evocadas para defender que determinado recurso seria dif&iacute;cil demais para ser usado por aquela persona, por exemplo. </p>
<p>Como no caso do Usabilidoido n&atilde;o preciso convencer ningu&eacute;m a focar no usu&aacute;rio, as personas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o &uacute;teis, mas montei assim mesmo, com o objetivo de mostrar pra voc&ecirc;s a t&eacute;cnica e verificar se o resultado do Perfil Semi&oacute;tico pode ou n&atilde;o ser usado dessa forma.</p>
<p>Combinando as caracter&iacute;sticas do &uacute;ltimo diagrama com as caracter&iacute;sticas dos tipos psicol&oacute;gicos do MBTI e levando em conta uma <a href="http://www.usabilidoido.com.br/resultado_da_pesquisa_com_nossos_leitores.html">antiga pesquisa com leitores</a>, consegui aumentar a profundidade do perfil psicol&oacute;gico dos leitores e percebi que havia uma grande coer&ecirc;ncia em todas as esclas, com exce&ccedil;&atilde;o da Sensorial - Intuitivo. Alguns dos leitores s&atilde;o guiados pelos fatos (sensorial) e outros seguem sua imagina&ccedil;&atilde;o (intuitivo). </p>
<p>Por esse motivo, resolvi criar duas personas: uma INTJ e outra ISTJ. Por&eacute;m, as caracter&iacute;sticas do tipo psicol&oacute;gico do MBTI s&atilde;o gen&eacute;ricas demais. N&atilde;o d&aacute; pra copiar direto e aplicar na persona. Melhor &eacute; adaptar algumas caracter&iacute;sticas e dar o toque liter&aacute;rio que vai tornar a persona interessante para ser lida e lembrada. </p>
<p>Segundo o livro <a href="http://www.freemangames.com/idea/5_1.php">Creating Emotion in Games</a>, para um personagem de filme ou jogo ser interessante, ele deve fugir do clich&ecirc;, do planificado, do previs&iacute;vel. David Freeman recomenda que um personagem t&iacute;pico tenha quatro tra&ccedil;os de personalidade caracter&iacute;sticos e alguns devem ser conflitantes. </p>
<p>Selecionei as caracter&iacute;sticas que tiveram melhor correspond&ecirc;ncia com os tipos MBTI e adicionei uma conflitante, eis o resultado: </p>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/personas_leitores_usabilidoido.png" width="355" height="409">
<h3>Pedro Marcuse</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pedro_marcussi.jpg" alt="Pedro Marcussi" width="200" height="168">
<p>Designer de Interfaces </p>
<p><strong>Forma&ccedil;&atilde;o</strong>: Antes de come&ccedil;ar a faculdade de Desenho Industrial, sua principal ocupa&ccedil;&atilde;o eram os games. Escolheu essa faculdade porque sempre teve facilidade com as artes. Nunca poderia ter feito um curso chato como Administra&ccedil;&atilde;o ou Direito. Come&ccedil;ou a trabalhar a partir do segundo ano de faculdade s&oacute; pra n&atilde;o precisar depender mais da mesada do pai. H&aacute; dois anos formado, Pedro se encontrou no Design de Interfaces e quer se especializar nisso, apesar de seu trabalho atual como webdesigner exigir outras habilidades. </p>
<p><strong>Interesse no Usabilidoido</strong>: Melhorar o discurso para argumentar com clientes e outros membros da equipe, visando obter uma situa&ccedil;&atilde;o profissional superior. </p>
<p><strong>Assuntos Preferidos</strong>:</p>
<ul>
  <li>Usabilidade</li>
  <li>Design gr&aacute;fico de interfaces </li>
</ul>
<p><strong>Tipo psicol&oacute;gico </strong> : <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/intj.htm">INTJ</a> (Introvertido - Intuitivo - Pensador - Julgador)</p>
<p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o da personalidade : </strong></p>
<p>Pedro sente uma press&atilde;o grande por se manter informado nas novidades da profiss&atilde;o. Por vezes, encontramos Pedro sentado na frente do computador fora do hor&aacute;rio de trabalho, s&oacute; para dar conta das novidades que saem nas listas de email, blogs e sites especializados. Quando est&aacute; muito concentrado, prefere terminar de ler um artigo ou livro antes de sair de casa para se divertir. </p>
<p>Quando est&aacute; longe do computador, est&aacute; sempre no mundo-da-lua. Durante as aulas da faculdade, as aulas chatas eram o momento em que ele tinha as melhores id&eacute;ias para solucionar problemas do trabalho. Comprou um Palmtop s&oacute; para anotar as id&eacute;ias porque, sen&atilde;o o fizesse, esquecia depois. </p>
<p>Seu c&iacute;rculo social &eacute; pequeno, n&atilde;o &eacute; um tipo popular. No entanto, valoriza muito o contato com as poucas pessoas que mant&eacute;m v&iacute;nculos fortes. Pedro prefere n&atilde;o ficar com a responsabilidade de l&iacute;der, mas se precisar pode guiar uma equipe em projetos inovadores. Quando trabalha em equipe costuma desenvolver id&eacute;ias em segredo at&eacute; que tenha certeza de que est&aacute; certo. &quot;Dizem que sou teimoso, mas sei reconhecer quando estou errado&quot;, afirma ele. </p>
<h3>Ricardo Saknussem</h3>
<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ricardo_saknussem.jpg" alt="Ricardo Saknussem" width="200" height="293">
<p>Programador de Interfaces</p>
<p><strong>Forma&ccedil;&atilde;o</strong>: Come&ccedil;ou a trabalhar fazendo websites para amigos do seu pai, um empres&aacute;rio influente. Por causa da press&atilde;o do pai, continuou trabalhando na &aacute;rea mesmo depois de ter entrado na faculdade de Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o. Agora, no &uacute;ltimo ano da faculdade, ele espera desenvolver um projeto inovador que vem matutando h&aacute; tempos e que ir&aacute; definir sua carreira de uma vez por todas. </p>
<p><strong>Interesse no Usabilidoido</strong>: T&eacute;cnicas e m&eacute;todos que possam melhorar a qualidade de seu trabalho. </p>
<p><strong>Assuntos Preferidos</strong>:</p>
<ul>
  <li>Arquitetura da informa&ccedil;&atilde;o </li>
  <li>Ger&ecirc;ncia de projetos </li>
  <li>Webstandards</li>
</ul>
<p><strong>Tipo psicol&oacute;gico</strong>: <a href="http://sites.mpc.com.br/negreiros/istj.htm">ISTJ</a> (Introvertido - Sensorial - Pensador - Julgador)</p>
<p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o da personalidade</strong>:</p>
<p>Quando sai uma nova tecnologia, Rircardo &eacute; o primeiro a questionar sua aplicabilidade. Se ele pudesse, colocaria um freio no mercado para que diminua a produ&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias e melhore as j&aacute; existentes. &quot;N&atilde;o &eacute; preciso reinventar a roda&quot; &eacute; uma das frases que ele mais gosta. </p>
<p>Ricardo n&atilde;o &eacute; um l&iacute;der carism&aacute;tico, mas sabe organizar muito bem uma equipe se precisar. &Eacute; um bom planejador porque faz de tudo para cumprir os prazos combinados, mesmo em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de or&ccedil;amento e prazo. Infelizmente, outras pessoas se aproveitam dessa sua qualidade para mant&ecirc;-lo constantemente sob press&atilde;o e isso lhe causa grande frustra&ccedil;&atilde;o. &quot;Um dia eu chuto o pau-da-barraca&quot;, diz ele consigo mesmo quando est&aacute; nervoso. </p>
<p>Possui mais amigos virtuais do que reais. Sua ex-namorada acusava-o de ser frio demais, mas os testemunhos de amigos do orkut n&atilde;o condizem com isso. &quot;&Eacute; mais f&aacute;cil programar em Assembler do que entender a raz&atilde;o feminina&quot;, brinca ele. </p>
<h2>Discuss&atilde;o</h2>
<p>E a&iacute;, o que acharam? Se identificaram? Por favor, comentem para saber se deu certo ou n&atilde;o o m&eacute;todo. </p>
<p><strong>[ Nota ]</strong> Leitoras, por favor n&atilde;o fiquem chateadas porque n&atilde;o montei uma persona feminina. Os cuecas de plant&atilde;o teriam dificuldade demais para se identificar com uma persona feminina, mas sei que voc&ecirc;s, espertas que s&atilde;o presses assuntos, v&atilde;o entender que os perfis acima poderiam muito bem ser de uma mulher tamb&eacute;m, com algumas pequenas diferen&ccedil;as. </p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
</description>
<guid isPermaLink="false">450@http://www.usabilidoido.com.br/</guid>
<dc:subject>Arquitetura da Informação</dc:subject>
<dc:date>2005-08-20T11:32:14-03:00</dc:date>
<enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/afinidade_personalidade_leitores.png" length="23092" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/pedro_marcussi.jpg" length="14273" type="image/jpeg" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/personas_leitores_usabilidoido.png" length="37961" type="image/png" /><enclosure url="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ricardo_saknussem.jpg" length="14476" type="image/jpeg" />
</item>
 
<item>
<title>Classificações na Web</title>
<link>http://www.usabilidoido.com.br/classificacoes_na_web.html</link>
<description><![CDATA[
<p>O homem n&atilde;o tem condi&ccedil;&atilde;o de lidar com cada entidade que existe no mundo de forma separada, por isso ele agrupa as entidades de acordo com caracter&iacute;sticas em comum. Quanto mais grupos ele cria, mais entidades consegue lidar. </p>
<p>Para ter um website com grande quantidade de conte&uacute;do na Web, &eacute; preciso ter muitos agrupamentos. A Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o desenvolveu ao longo de d&eacute;cadas, diversas formas de classificar entidades. </p>
<p>Estudiosos dessa &aacute;rea trouxeram esse conhecimento para a Web e surgiu a profiss&atilde;o do Arquiteto da Informa&ccedil;&atilde;o. Para descrever suas ferramentas, emprestaram termos que j&aacute; existiam, mas &agrave;s vezes aplicaram de forma ligeiramente diferente do sentido original. Explicarei alguns desses termos, como s&atilde;o usados hoje pelos profissionais que escrevem livros e artigos sobre o assunto. </p>
<p><strong>Taxonomia</strong> &eacute; uma forma de classifica&ccedil;&atilde;o caracterizada por rela&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas. Ela serve como base para formar menus de navega&ccedil;&atilde;o em websites com v&aacute;rias p&aacute;ginas hierarquizadas, mas n&atilde;o &eacute; necessariamente igual a ele. </p>
<p>Um taxonomia pode estar contida dentro de um <strong>vocabul&aacute;rio controlado</strong>, que &eacute; um banco de dados que define os termos mais utilizados num determinado assunto ou por&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e suas rela&ccedil;&otilde;es. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; manter a consist&ecirc;ncia entre o conte&uacute;do e servir como refer&ecirc;ncia para as  diferentes entidades que alimentam o banco de dados.</p>
<p>Imagine que num artigo eu escreva Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador; num outro, Intera&ccedil;&atilde;o Homem-M&aacute;quina e no outro Intera&ccedil;&atilde;o Tecnologia-Ser Humano. Qual dos termos &eacute; o certo? Todos, mas existe um <strong>preferido</strong>. Se meu termo preferido fosse Intera&ccedil;&atilde;o Humano-Computador e eu tivesse um vocabul&aacute;rio controlado no <a href="http://www.movabletype.org">meu Gerenciador de Conte&uacute;do</a>, toda vez que escrevesse os outros termos, o sistema me avisaria disso e sugeriria a mudan&ccedil;a. </p>
<p>Essa mesma entrada no vocabul&aacute;rio poderia conter vers&otilde;es do termo preferido escritas com <strong>erros de ortografia</strong>, para que ao digitar errado na busca, voc&ecirc; ainda assim chegasse ao destino. O Google faz isso de <a href="http://www.google.com/search?hl=pt-PT&biw=1001&q=forma+maravilosa&btnG=Pesquisar&lr=">forma maravilhosa</a>, atrav&eacute;s de algoritmos autom&aacute;ticos. </p>
<p>Um vocabul&aacute;rio controlado tamb&eacute;m pode conter um <strong>tesauro</strong>, ou seja, um dicion&aacute;rio de sin&ocirc;nimos. Quando voc&ecirc; digitasse Intera&ccedil;&atilde