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<title>Usabilidoido</title>
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<modified>2011-12-21T18:01:47Z</modified>
<tagline>Blog sobre Design de Interação.</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2011, fred</copyright>


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<title>Design de Interação em Produtos Eletrônicos </title>
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<modified>2011-11-22T13:32:46Z</modified>
<issued>2011-11-22T13:31:45Z</issued>
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<summary type="text/plain">Como projetar interfaces e interações para produtos eletrônicos, tais como eletrodomésticos, roupas e maquinário....</summary>
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<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Slides</dc:subject>
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<![CDATA[
<p>Como projetar interfaces e interações para produtos eletrônicos, tais como eletrodomésticos, roupas e maquinário.</p><h2>Slides</h2>
<iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/7527797" width="425" height="355" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_de_interacao_em_produtos_eletronicos_.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Design Livre e Cultura Colaborativa</title>
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<modified>2011-11-22T13:30:51Z</modified>
<issued>2011-11-22T13:18:25Z</issued>
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<created>2011-11-22T13:18:25Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
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<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Palestras</dc:subject>
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<![CDATA[

<p>Desde sua fundação, o Instituto Faber-Ludens vem buscando semear uma cultura colaborativa na comunidade de Experiência do Usuário brasileira, visando fortalecer a integração dessa prática com outras áreas. Dois projetos recentes deram um grande passo nesse caminho: Corais, uma plataforma online para gerenciar projetos, e <a href="http://www.corais.org/cards">UX Cards</a>, um baralho de cartões com métodos e entregáveis documentados em português. Esses projetos seguem a filosofia do Design Livre, ou seja, feito pela comunidade e para a comunidade. Essa palestra discute os desafios e oportunidades de projetar colaborativamente.</p><h2>slides</h2>

 <iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/9872796" width="425" height="355" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>


<h2>Reações</h2>
<p>O que foi dito sobre a palestra.</p>


<p>Resumo visual feito pela <a href="http://magelstudio.com.br/2011/10/25/um-sketch-do-que-rolou-no-ebai-2011/">Magel Studio</a>.</p>

<a href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/ebai2011-palestra-7.jpg"><img alt="ebai2011-palestra-7.jpg" src="http://www.usabilidoido.com.br/assets_c/2011/11/ebai2011-palestra-7-thumb-700x329-197.jpg" width="700" height="329" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>


<blockquote>
Fred contou um pouco de sua experiência na Holanda, mostrou alguns trabalhos do Instituto Faber-Ludens, explicou as diferenças entre Crowdsourcing e Design Livre e apresentou os UX Cards – um produto que está sendo desenvolvido colaborativamente pelo Instituto seguindo a filosofia do Design Livre. No final, convidou as pessoas para colaborarem com o projeto e ajudarem a testar os cartões.
</blockquote>
<p><a href="http://arquiteturadeinformacao.com/2011/10/22/um-resumao-do-ebai-2011/">Arquitetura de Informação</a></p>

<blockquote>
Fred contou sobre a expêriencia que teve na Holanda com “Design Livre”, com base na experiência de compra de uma cadeira em que a loja que entregava também o manual do projeto da cadeira. A proposta era que as pessoas pudessem melhorar o produto da forma como quisessem. Ele mostrou também diversos métodos de User Experience, e sugeriu que os arquitetos devem ter esses métodos na “manga” sempre que queiram resolver os problemas de projetos do dia-a-dia, baseando-se em experiências que já deram bons resultados no passado.</blockquote>
<p><a href="http://www.gonow.com.br/blog/2011/10/27/balanco-do-encontro-brasileiro-de-arquitetos-de-informacao-–-ebai-2011/">Gonow</a></p>

<blockquote>
O Fred mais uma vez trouxe a inquietação do Open Design para a discussão. Explicou como funciona essa cultura colaborativa e falou da importância de abrir o processo e a documentação utilizada na produção de um produto. Exemplificou com cases do Microsoft Office 2007 e seu blog de desenvolvedores, o Open Ideo, Letsevo e um caso pessoal envolvendo a Ikea e os móveis para seu apartamento na Holanda. Enfim, levantou a questão do designer criador de processos e não apenas produtos.</blockquote>

<p><a href="http://www.zumk.com.br/arquitetando/2011/10/24/ebai-2011-minhas-consideracoes/">Arquitetando</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_livre_e_cultura_colaborativa.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Projetando Aplicativos como se Projetam Prédios</title>
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<modified>2011-11-22T13:17:01Z</modified>
<issued>2011-11-22T11:06:54Z</issued>
<id>tag:www.usabilidoido.com.br,2011://1.884</id>
<created>2011-11-22T11:06:54Z</created>
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<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Palestras</dc:subject>
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<![CDATA[
<p>A metodologia mais usada no Brasil para projetar a Experiência do Usuário (UX), segundo <a href="http://www.guilhermo.com/ai_biblioteca/referencia.asp?referencia=370">pesquisa realizada pelo Guilhermo Reis</a>, é baseada numa metáfora de prédio, onde cada etapa do projeto representa um andar. O princípio básico é que não se deve construir o próximo andar antes de terminar o anterior. </p>

<p>Mas não é assim que prédios são feitos hoje em dia. A demanda por agilidade na construção civil fez os modelos cascata se tornarem obsoletos há muito tempo. Tais demandas são similares no desenvolvimento de aplicativos, mas as metodologias de UX atuais não estão preparadas para isso. </p>

<p>Palestra apresentada no <a href="http://intercon.imasters.com.br/2011">Intercon 2011</a>. Durante a palestra, convidei o Flavio Logullo, que trabalha na <a href="http://webgoal.com.br/">Webgoal</a> para falar um pouco sobre a experiência de implementar Design de Serviços numa softwarehouse.</p>

<h2>Slides</h2>

 <iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/9858780" width="425" height="355" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>

<h2>Reações</h2>

<p>O que foi dito sobre a palestra:</p>
<blockquote>
Na sua apresentação, Frederick Van Amstel mostrou a importância de desenvolver aplicativos simples para tornar a experiência do usuário (UX) a melhor possível. Para isso é importante entender como os usuários se relacionam com o aplicativo e depois fazer a melhor adaptação para atender suas necessidades.
</blockquote>
<p><a href="http://blog.dito.com.br/2011/11/intercon-2011-como-foi-a-palestra-sobre-usabilidade-e-a-interacao-do-design-no-uso-de-aplicativos/">Dito</a></p>	


<blockquote>
Ao traçar um paralelo com a construção de um prédio real, Fred mostrou que o Desenvolvimento Ágil de um aplicativo pode não seguir uma sequência tão lógica e direta, e sim transitar constantemente entre as diferentes camadas.

Um modelo ágil de desenvolvimento deverá promover a modularidade das diferentes camadas, permitindo assim a flexibilidade do aplicativo para possíveis extensões ou customizações das suas funcionalidades.
</blockquote>
<p><a href="http://www.agni.art.br/review-da-palestra-projetando-aplicativos-como-se-projetam-predios/">agni.art</a></p>

<blockquote>
Em março o pessoal do Faber Ludens apresentou o programa DRIFT, que deu start em nosso processo de inovação. Desde então os nossos processos e métodos de trabalho tem se transformado constantemente a medida em que aprendemos com eles.

No case apresentado, o Fred falou um pouco sobre o DRIFT e eu, tive o prazer de explicar um pouco sobre o Service Blueprint do Granatum.
</blockquote>
<p><a href="http://www.webgoal.com.br/eventos/intercon-2011-e-o-case-granatum/">Webgoal</a></p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/projetando_aplicativos_como_se_projetam_predios.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
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<title>Pedagogia do Design Livre</title>
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<modified>2011-12-21T18:01:47Z</modified>
<issued>2011-11-18T13:46:00Z</issued>
<id>tag:www.usabilidoido.com.br,2011://1.883</id>
<created>2011-11-18T13:46:00Z</created>
<summary type="text/plain">Conheça o projeto de Educação à Distância do Faber-Ludens.
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<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
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<![CDATA[
<p>Semana que vem termina a segunda e começa a terceira turma do <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/cursos/aionline">Curso Online de Arquitetura da Informação</a> do Instituto Faber-Ludens que montei junto com o <a href="http://www.edydjunges.com/">Edyd Junges</a> depois que me mudei pra Holanda. Esse curso nos obrigou a sistematizar nosso método de ensino no Faber-Ludens, gerando o que estamos chamando de <strong>Pedagogia do Design Livre</strong>. Se você preferir ver um vídeo sobre o assunto ao invés desse texto super longo, são <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JG83yVGGaV0">20 minutos no Youtube</a>.</p>  

<p>Em primeiro lugar, é óbvio, mas preciso enfatizar: preparar um curso online é muito diferente de preparar um curso presencial. A aula presencial é produzida no momento em que é dada. Embora o professor se prepare pra ela, muitas coisas são criadas e adaptadas para a situação da aula. No curso online, o curso é preparado com muito mais detalhes. O professor precisa antecipar praticamente tudo o que vai acontecer. Ter um background em Design de Interação ajuda muito, pois você pode considerar o material didático como uma interface e projetar utilizando os princípios de usabilidade, estética, relevância.</p>  <h2>O fim do conceito aula</h2>  <p>Uma questão básica que se aprende no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_de_intera&ccedil;&atilde;o">Design de Interação</a> é que transpor conteúdo de uma mídia para outra não funciona. Cada mídia tem possibilidades técnicas e modos de uso diferentes. Transpor o modelo aula para o ambiente online não aproveita todo seu potencial pedagógico. </p>  <p>A aula pode ser transmitida via streaming, mas isso não forma estudantes, forma telespectadores. A postura do aluno é passiva porque a mídia impede manifestar sua atividade. Mesmo que exista a possibilidade de uma réplica via chat, não é a mesma qualidade de interação proporcionada por uma sala de aula presencial. </p>  <p>Nós experimentamos transmitir nossas aulas. Temos diversas delas armazenadas em nosso canal do <a href="http://www.ustream.tv/channel/instituto-faber-ludens--fisam">Ustream</a> para acesso gratuito. </p>  <div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:b875875e-bf18-4f34-a096-7327d28d5e69" class="wlWriterEditableSmartContent"><div id="f2f5bc85-f20a-4fbe-91f7-b39c156e3ca1" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"><div><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sjSf0SkTJhQ" target="_new"><img src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/videoa54de08607f8.jpg" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('f2f5bc85-f20a-4fbe-91f7-b39c156e3ca1'); downlevelDiv.innerHTML = &quot;&lt;div&gt;&lt;object width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;param name=\&quot;movie\&quot; value=\&quot;http://www.youtube.com/v/sjSf0SkTJhQ?hl=en&amp;hd=1\&quot;&gt;&lt;\/param&gt;&lt;embed src=\&quot;http://www.youtube.com/v/sjSf0SkTJhQ?hl=en&amp;hd=1\&quot; type=\&quot;application/x-shockwave-flash\&quot; width=\&quot;448\&quot; height=\&quot;252\&quot;&gt;&lt;\/embed&gt;&lt;\/object&gt;&lt;\/div&gt;&quot;;" alt=""></a></div></div></div>  <p>Centenas de pessoas assistiram, mas os que realmente se interessaram pelo assunto vieram fazer o curso presencial posteriormente. Durante uma transmissão, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/119">um de nossos alunos</a> até criou um conceito de sistema para melhorar a transmissão (vídeo acima), mas a verdade é que usar novas tecnologias para velhos usos só complica ainda mais nossa vida! Precisávamos de fato repensar o modelo pedagógico para a Educação à Distância.</p>  <h2>Co-criação do ambiente de aprendizagem</h2>  <p>Nós não queríamos oferecer uma versão capenga para quem não tem condições de fazer os cursos presenciais. Nós queríamos oferecer algo melhor do que nos cursos presenciais. Imagine poder participar da construção da sala de aula em que você vai estudar? Isso não é possível num curso presencial, mas é possível no EAD.</p>  <p>Primeiro, nós fizemos uma <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/7221">enquete</a> com pessoas que já fizeram cursos à distância. Os participantes relataram que é bom poder estudar a qualquer hora, mas o envolvimento emocional é pequeno e a auto-disciplina cai. Já os cursos com aulas síncronas acabam tendo conteúdo de pouca qualidade e baixa interatividade. </p>  <p>Montamos um protótipo do curso utilizando o <a href="http://moodle.org/">Moodle</a> e convidamos alguns participantes da enquete para participar da turma piloto. Enquanto faziam o curso, os participantes eram convidados a comentar a experiência, criticar e sugerir novas idéias. Mudamos muita coisa graças a esse feedback. </p>  <p>Com as turmas subsequentes, continuamos modificando o ambiente, aperfeiçoando e adaptando para as necessidades específicas de cada turma. É um daqueles projetos que ficamos orgulhosos de não acabar nunca.</p>  <h2>Projetos em grupo</h2>  <p>A gente recebia pedidos de cursos à distância há anos no Instituto, mas nos recusávamos a entrar nessa modalidade porque não sabíamos como iríamos ofercer a mesma qualidade de aprendizado de nossos cursos presenciais (vale ressaltar que nosso foco é na <a href="http://www.slideshare.net/elainepacheco/projeto-de-ensino-e-projeto-de-aprendizagem">qualidade do aprendizado e não do ensino</a>). </p>  <p>Nossas aulas presenciais nunca foram tradicionais: ao invés de palestras, temos debates; ao invés de provas, temos trabalhos em grupos; ao invés de aulas sobre ferramentas, temos projetos que usam ferramentas. Alguns alunos estranham quando vem com a expectativa de "receber" um conhecimento. </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/aula-scama-c%5B27junho%5D.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="aula-scama-c[27junho]" border="0" alt="aula-scama-c[27junho]" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/aula-scama-c%5B27junho%5D_thumb.jpg" width="557" height="302" /></a>  <p>No Faber-Ludens, o conhecimento é co-criado. Não tem um currículo pronto a ser passado. Os alunos participam do processo tanto quanto os professores. Assim como os alunos, os <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/team">professores</a> também trabalham no mercado e estão interessadíssimos em aprender conhecimentos práticos. </p>  <p>Os projetos em grupo direcionam a co-criação para resultados tangíveis. O projeto tem objetivos, recursos, técnicas que precisam ser articulados em tempo de execução. Os alunos gerenciam o processo, mas o professor também participa, como um consultor. </p>  <p>Na pós-graduação, os alunos realizam muitos trabalhos em grupo e boa parte do trabalho é feito for a da sala de aula. Como a esmagadora maioria não mora na mesma cidade, esses projetos são executados à distância, usando várias ferramentas colaborativas como email, Google Docs, Skype, Cacoo. Pela falta de uma estrutura de colaboração integrada, vários problemas surgem durante o projeto, os quais são sanados pelo encontro regular presencial da sala de aula. Seria inviável realizar o projeto em grupo 100% online utilizando essas ferramentas. </p>  <h2>Arquitetura colaborativa</h2>  <p>Então nos criamos o <a href="http://corais.org/">Corais</a>, uma plataforma integrada de colaboração em projetos de design baseada no software livre <a href="http://openatrium.com/">Open Atrium</a> que, por sua vez, é baseado no <a href="http://drupal.org/">Drupal</a>. O Open Atrium vem com funcionalidades básicas de colaboração (blog, tarefas, calendário), mas a grande vantagem é que você pode plugar novas funcionalidades desenvolvidas pela comunidade. Devido à arquitetura ser orientada ao desenvolvimento colaborativo, a quantidade de <a href="http://drupal.org/project/Modules">módulos</a> e <a href="https://community.openatrium.com/documentation-en/node/441">features</a> adicionais é muito grande! </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_2.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_thumb.png" width="243" height="315" /></a>  <p>Para montar o Corais, nós customizamos as funcionalidades que seriam úteis para projetos de design. Foi um pouco difícil, pois a maioria das funcionalidades disponíveis foi feita para a colaboração sobre códigos de programação. Embora o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/6118">Design Livre</a> se baseie no processo colaborativo do Software Livre, o código do design é muito diferente, como <a href="http://www.webforadacaixa.com.br/blog/2010-11-18/genial-design-livre-by-fred-van-amstel/">expliquei ao Rene de Paula</a> quando fomos pedir o apoio da Locaweb para hospedar o Corais. </p> <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/ferramentas_corais_1.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="ferramentas_corais" border="0" alt="ferramentas_corais" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/ferramentas_corais_thumb_1.png" width="593" height="53" /></a>  <p>Essas ferramentas estão disponíveis para qualquer pessoa usar. Não é necessário ser aluno dos nossos cursos. Encorajamos inclusive outros professores e instituições de ensino a adotar o Corais. No futuro, pretendemos disponibilizar a customização que fizemos do Open Atrium para quem quiser instalar em seu servidor, mas pra isso precisamos de mais <a href="http://corais.org/metadesign/node/767">voluntários</a> trabalhando no nosso código.</p>  <h2>Ecossistema canibal</h2>  <p>Além de oferecer as ferramentas para a execução dos projetos, o Corais oferece uma base de conhecimento compartilhada entre os projetos. Se a equipe decide que é preciso fazer um storyboard e cadastra uma tarefa "Fazer storyboard", ela pode checar a <a href="http://corais.org/node/410">página que descreve o que é um storyboard</a> e checar exemplos vindos de outros projetos.</p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/corais4.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="corais4" border="0" alt="corais4" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/corais4_thumb.png" width="306" height="307" /></a>  <p>O objetivo é incentivar a colaboração não só dentro dos projetos, mas entre os projetos. Nossos alunos presenciais já utilizavam os projetos anteriores de outros alunos para desenvolver os seus, uma tática que chamamos de <a href="http://www.faberludens.com.br/en/node/7771">canibalismo cultural</a>. Utilizando <a href="http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=22&amp;Itemid=35">licenças Creative Commons</a>, o canibalismo cultural torna-se politicamente correto. A vantagem é que uma idéia que estaria fadada a ser esquecida pode ganhar uma sobrevida pela apropriação por um novo projeto, reconceitualizando-a frente a novos contextos. </p>  <p>O Corais não é um sistema; o Corais é um ECOssistema. É uma plataforma que se conecta não só aos cursos online e presenciais, mas também às empresas de design, através dos <a href="http://corais.org/cards/">UXCards</a> e dos futuros <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/2560">ProtoPattern</a> e uma ferramenta de teste de usabilidade que pretendemos desenvolver. No diagrama abaixo, o que está pontilhado ainda não foi feito. Novamente, precisamos de voluntários!</p>  <a ref="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/corais_ecossystem.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="corais_ecossystem" border="0" alt="corais_ecossystem" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/corais_ecossystem_thumb.png" width="753" height="512" /></a>  <h2>Apropriação tecnológica</h2>  <p>Por enquanto, os <a href="http://corais.org/cards/members">usuários mais ativos</a> do Corais são nossos próprios alunos, mas, como disse, está aberto a qualquer um que queira participar. Nossa visão é que o Corais permitirá ao aluno o aprendizado continuado depois que terminar seu curso. Uma vez apropriadas as ferramentas colaborativas, as possibilidades de geração de novos conhecimentos são infinitas.</p>  <p>Por apropriação tecnológica não me refiro apenas a ter o domínio técnico da ferramenta, mas principalmente em saber quando usá-la. É um conhecimento contextualizado. Na minha palestra do EBAI fiz a analogia com o cinto de utilidades do Batman. O Batman só coloca no cinto os gadgets que ele sabe usar porque ele sabe que, quando surgir a oportunidade de usar, não haverá tempo pra aprender. </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/batman_methods_2.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="batman_methods" border="0" alt="batman_methods" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/batman_methods_thumb.png" width="567" height="425" /></a> <p>Essa transição do conhecimento do livro ao cinto é carente de mediação. Os profissionais experientes dizem que não tem segredo: basta tentar. Mas não é sempre que se pode tentar novos conhecimentos, dada as limitações de tempo e risco dos projetos. </p>  <p>Uma mediação que funciona muito bem é acompanhar um profissional mais experiente na prática, o velho esquema mestre-aprendiz. O problema é que, na nossa área de atuação, profissionais experientes são escassos. A IxDA até montou um <a href="http://www.ixda.org/node/20100">programa de mentores</a>, mas não foi muito pra frente. Nem todo profissional gosta de ter alguém por perto fazendo perguntas de iniciante.</p>  <h2>Gêneros interativos</h2>  <p>O conhecimento mais valioso de um profissional experiente é saber o melhor a fazer numa determinada situação. O problema é que a situação varia e muda com o tempo. O diagrama abaixo é um paródia do conhecimento necessário para usar rede sociais de acordo com a situação. O efeito humorístico surge precisamente da constatação de que tal conhecimento não pode ser descrito em termos assim tão precisos!</p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/ex_genero_interativo_4.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="ex_genero_interativo" border="0" alt="ex_genero_interativo" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/ex_genero_interativo_thumb_1.jpg" width="678" height="449" /></a>  <p>Apesar de ser uma paródia, o diagrama é o melhor exemplo que tenho hoje do que seria o outro lado do gênero interativo. Como expliquei num <a href="http://www.usabilidoido.com.br/generos_interativos_e_alfabetizacao_digital.html">post anterior</a>, o gênero interativo inclui tanto características de produção como de uso. </p>  <p>A maior parte das discussões de gêneros em Design focaliza apenas no lado da produção, nos requisitos que o farão reconhecível como um representante genuíno do gênero. Uma rede social tem que ter perfis, mensagens, lista de contatos e etc. para que seja considerada uma rede social. A vantagem é que, ao entrar pela primeira vez na rede social, o usuário já sabe como usar a interface, pois os elementos são familiares. Porém, mais do que isso, <strong>o usuário já sabe como se comportar</strong>: construir uma identidade virtual, cuidar da privacidade, procurar os amigos, xeretar, fofocar. O comportamento do usuário faz parte do gênero tanto quanto o comportamento do designer. Eles estão sendo mediados pela mesma unidade: o gênero interativo.</p>  <p>Compreender os gêneros é, na minha opinião, a principal diferença entre um designer formado e um designer auto-didata. O auto-didata (falo por experiência própria) aprende a fazer design por exemplos. Ele observa como outros fazem e imita. Ele não sabe por que se faz daquele jeito. Já o designer formado, se não tiver gazeado as aulas teóricas, reconhece os gêneros como parte de uma evolução histórica. Ele percebe que <a href="http://www.feiramoderna.net/2008/04/04/da-capa-de-disco-ao-cover-flow/">o cover-flow da Apple é uma releitura das capas de LPs</a>.</p>  <p>E como nós fazemos para ajudar nossos alunos a compreender os gêneros? Usamos exemplos e templates também, mas explicamos os fundamentos por trás. E ademais, linkamos com a página do Corais que descreve como o gênero se manifesta hoje. Como se trata de um wiki, essa descrição poderá ser atualizada no futuro, de acordo com a evolução do gênero. No momento, o Corais descreve apenas documentos e métodos de Design, mas planejamenos no futuro incluir uma biblioteca de padrões de interação, tal como a <a href="http://www.welie.com/patterns/">Welie.com</a>. </p> <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/generos.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="generos" border="0" alt="generos" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/generos_thumb.png" width="340" height="127" /></a> <h2>Metadesign</h2>  <p>Acreditamos que, se nossos alunos compreenderem os gêneros, serão capazes de contribuir para sua evolução. Uma <a href="http://www2.beyondstructure.com/article_game.php">frase de David Freeman</a>, escritor de roteiros para games, ilustra bem essa possibilidade: "Encontre o clichê e então jogue-o fora." É preciso saber o que é normal para ser inovador. Não é uma questão de pensar fora da caixa; <strong>inovação é repensar a caixa</strong>. </p>  <p>Além dos gêneros, podemos citar uma série de caixas que restringem o design: metodologias, ferramentas, princípios, tendências, estilos. O designer trabalha dentro das caixas a maior parte do tempo, eventualmente, escolhendo dentre opções de cores e tamanhos. Mas, quando ocorre algo imprevisto, a caixa aparece. </p>  <p>Existem duas abordagens para lidar com a incerteza: prever/evitar ou observar/reagir. </p>  <p>A primeira é apresentada no livro <a href="http://www.blucher.com.br/livro.asp?Codlivro=05166">Metaprojeto</a>, de Dijon de Moraes. Baseando-se na tradição de <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Metaprogetto">Metaprogetto</a> italiana, Dijon propõe que o estudante de Design faça um estudo preparatório antes de iniciar o projeto, levantando todas as informações necessárias para um projeto consciente das possibilidades. Tive a oportunidade de conhecer o Dijon num <a href="http://fredvanamstel.com/blog/cannibalistic-interaction-design">congresso na Itália</a> e perguntei a ele se havia metaprojeto depois de começado o projeto e ele me disse que sim, caso haja necessidade de revisão. Porém, seu livro apresenta de forma inequívoca o metaprojeto como uma fase anterior e separada do projeto.</p>  <p>A segunda abordagem é desenvolvida por <a href="http://caiovassao.com.br/">Caio Vassão</a> no livro <a href="http://www.blucher.com.br/livro.asp?Codlivro=05579">Metadesign</a>. Não confunda! O título é parecido e a editora é a mesma, mas o teor dos livros é completamente diferente. Caio coloca a questão do Metadesign numa perspectiva mais abrangente, como a tendência geral de formalização da sociedade. Preocupado com o empobrecimento da experiência da vida numa sociedade totalmente projetada, Caio propõe a Arquitetura Livre. A Arquitetura Livre não rejeita o Metadesign, mas recomenda que o Metadesign seja revisto constantemente.&#160; </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_4.png"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_thumb_1.png" width="584" height="358" /></a>  <p>O <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/user/176">Caio</a> é um dos professores da pós-graduação Faber-Ludens e sua <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-17032010-140902/pt-br.php">tese sobre Arquitetura Livre</a> é uma das principais referências para o Design Livre. Ao invés de abordar o Design como um processo abstrato ou uma habilidade do invidíduo, Caio desenvolve a noção de projeto coletivo. Isso torna suas idéias muito mais interessantes para fundamentar projetos em grupo como atividade pedagógica. </p>  <p>Quando o projeto acontece em grupo, o Metadesign se torna mais visível. Quando o designer trabalha sozinho, sua reflexão sobre o Metadesign acontece em seus pensamentos. Porém, quando está em grupo, ele é obrigado a verbalizar, escrever ou expressar de alguma forma sua reflexão para participar do processo. </p>  <p>É aí que o Corais se torna extremamente valioso. O Corais captura essa <a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_e_criacao_coletiva.html">reflexão na comunicação</a> espontaneamente, deixando-a disponível como uma forma de documentação de projeto. Veja, por exemplo, essa <a href="http://corais.org/a3/node/733">discussão sobre Card-sorting</a> ocorrida durante a execução do projeto em grupo do nosso <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/7501">curso de Arquitetura da Informação online</a>.</p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/discussao_cardsorting.png"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="discussao_cardsorting" border="0" alt="discussao_cardsorting" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/discussao_cardsorting_thumb.png" width="778" height="290" /></a>  <p>Vale lembrar que essa discussão criou um link automático com a <a href="http://corais.org/node/54">página que descreve o método de Card-sorting</a> na base de conhecimento, contribuindo com um exemplo de aplicação do método dentro de um contexto. </p>  <h2>O estudante no centro</h2>  <p>Como esse processo de colaboração é público, o estudante ganha exposição de seus trabalhos. É uma espécie de portifólio automático, onde possíveis interessados podem conferir não só os resultados, mas também o processo criativo. Jason Mehut, um head-hunter especializado em Experiência do Usuário revela que <a href="http://www.slideshare.net/jasonmesut/sell-yourself-better-10">80% dos portifólios que ele encontra na área</a> são fracos porque carecem destas informações. No Corais, isso acontece automaticamente e o estudante ainda ganha pontos na comunidade.</p>  <p><a href="http://www.brunosaid.com.br"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_thumb_2.png" width="342" height="253" /></a></p>  <p>Na Pedagogia do Design Livre, o estudante é o agente de seu próprio aprendizado. É ele quem decide o que vai pular ou se aprofundar. O papel do professor não é fiscalizar se o estudante está seguindo o currículo pedagógico, mas sim apoiá-lo em suas aventuras pelo conhecimento. Para enfatizar a autonomia do estudante, nós optamos pelo modelo da auto-avaliação ao invés do tradicional teste. O teste ajuda o estudante a perceber o que ele não sabe dentro do currículo pedagógico; a auto-avaliação ajuda o estudante a visualizar o que ele já sabe. O que ele não sabe, ele pode aprender. O importante é o que ele já sabe!
</p>
<a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_8.png"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="image" border="0" alt="image" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/Pedagogia-do-Design-Livre_95F5/image_thumb_3.png" width="743" height="269" /></a>  <h2>Um convite à co-criação</h2>  <p>Se você gostou da proposta e quer ser nosso aluno, fique atento à <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/428">newsletter do Instituto</a>. Pretendemos lançar cursos à distância sobre tópicos mais avançados no ano que vem. Se você não tem recursos para pagar pelos cursos, você pode participar de <a href="http://corais.org/og">projetos abertos no Corais</a>. Se você tiver uma idéia bacana para um desses cursos, <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/contact">entre em contato</a> e se você quiser discutir a pedagogia, use os comentários abaixo. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/pedagogia_do_design_livre.html#comments">Comente este post</a></p>
]]>
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<title>A Banalização da Interioridade Moderna</title>
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<modified>2012-01-12T16:22:04Z</modified>
<issued>2011-11-11T10:51:22Z</issued>
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<summary type="text/plain">Porque sentimos prazer em se expor nas redes sociais.
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<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Artigos</dc:subject>
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<![CDATA[
<p>Este é um artigo que descobri na minha gaveta, escrito em 2004, quando fazia uma disciplina sobre Estética no departamento de Filosofia da UFPR. Naquela época os blogs estavam começando a bombar no Brasil. Escrevi uma <a href="http://webinsider.uol.com.br/2004/10/15/blogs-sentimentos-banais-e-superexposicao/">versão resumida desse artigo </a>para o Webinsider, mas o artigo original não havia publicado aqui. Hoje em dia, acredito que o artigo é ainda mais relevante, considerando toda a banalização de interioridades promovida pelas redes sociais.</p>
<p>No s&eacute;culo XVII, ainda n&atilde;o existia a figura do autor. Existiam 
  escritores, mas n&atilde;o autores. Quem escrevia, estava sujeito ao c&acirc;none, 
  um conjunto de preceitos que o p&uacute;blico leitor esperava que fosse cumprido. 
  Funcionava como um acordo t&aacute;cito: &#147;o escritor fala o que a corte 
  quer ouvir e o Rei o subsidia.&#148; Por isso, o escritor n&atilde;o tinha autoridade 
  sobre seus leitores. Pelo contr&aacute;rio, o p&uacute;blico leitor &eacute; 
  quem acabava por determinar a obra do escritor. Era um p&uacute;blico pequeno, 
  constitu&iacute;do por cortes&atilde;os que podiam se dar ao luxo de estudar 
  e discutir por longas horas as obras. Antes de chegar nas m&atilde;os deles, 
  as obras deveriam ser declamadas ao Rei. Somente o buf&atilde;o tinha uma certa 
  liberdade para fazer cr&iacute;ticas dentro da corte, j&aacute; que era uma 
  figura sem credibilidade.</p>
<p>Sem cr&iacute;ticas, n&atilde;o havia questionamentos. O cortes&atilde;o &eacute; 
  um homem sem dualidades. Ele &eacute; o que aparenta ser, por isso a import&acirc;ncia 
  t&atilde;o grande das vestes e adere&ccedil;os. O homem cortes&atilde;o est&aacute; 
  no topo da pir&acirc;mide social, n&atilde;o h&aacute; mais pra onde subir. 
  Por isso, n&atilde;o deseja ser o que n&atilde;o &eacute;, ao contr&aacute;rio 
  do burgu&ecirc;s. </p>
<p>A cultura da apar&ecirc;ncia n&atilde;o permitia escapar as interioridades 
  idiossincr&aacute;ticas do esp&iacute;rito humano. Somente as virtudes poderiam 
  ser vistas pelos outros. O mal era considerado como algo externo ao ser. Quem 
  estivesse &#147;possu&iacute;do irremediavelmente&#148;, deveria ser atirado 
  ao precip&iacute;cio. </p>
<p>Com a ascens&atilde;o da burguesia e decad&ecirc;ncia da corte, a dualidade 
  surge como tema de base para as obras dos escritores do s&eacute;culo XVIII, 
  agora sim autores. A partir do momento em que o escritor pode vender suas obras 
  para os burgueses, ele ganha autonomia. O burgu&ecirc;s n&atilde;o tinha tanto 
  tempo quanto o cortes&atilde;o para refletir sobre sua vida, para indagar, filosofar. 
  O escritor permitia ao burgu&ecirc;s economizar esse tempo, trazendo mastigados 
  os frutos de suas reflex&otilde;es. Assim, o escritor passa a ter autoridade 
  sobre seus leitores e adquire uma posi&ccedil;&atilde;o mais importante nas 
  din&acirc;micas sociais. Por&eacute;m, ele ainda est&aacute; sujeito ao seu 
  p&uacute;blico, mas n&atilde;o do mesmo jeito que o escritor de outrora. Agora, 
  ele est&aacute; diante de uma massa gigantesca, amorfa, sem rosto. </p>
<p>A populariza&ccedil;&atilde;o da imprensa permitiu que os livros fossem lidos 
  silenciosamente nos aconchegos do lar. As obras n&atilde;o eram mais discutidas 
  com tanto rigor como antes. Isso n&atilde;o fazia o p&uacute;blico menos exigente, 
  mas n&atilde;o havia um feedback direto entre o escritor e seu p&uacute;blico. 
  Sua obra n&atilde;o estava mais sujeita a um c&acirc;none, mas ainda permanecia 
  presa &agrave;s conven&ccedil;&otilde;es sociais da &eacute;poca. Escritores 
  que ousaram demais, ca&iacute;ram em desgra&ccedil;a como &eacute; o caso de 
  Jean Jacques Rousseau.</p>
<p>Ele era um homem idealista e franco. Sua obra Nova Helo&iacute;sa fez sucesso 
  estrondoso porque se destinava a um p&uacute;blico diferente do efetivo: os 
  moradores dos arredores das cidades, os camponeses. Para entender o romance, 
  Rousseau dizia que era preciso vivenciar o bucolismo dos bosques, respirar o 
  ar puro das colinas e sentir o sereno nas noites claras, algo praticamente imposs&iacute;vel 
  na grande Paris. Curiosos, os parisienses se embeveceram de uma hist&oacute;ria 
  num cen&aacute;rio idealizado, fascinados e ao mesmo tempo, descontentes com 
  o crescimento da cidade. </p>
<p>Alguns anos mais tarde, Rousseau passou dos limites com suas obras Em&iacute;lia 
  e Contrato Social, onde propunha alternativas ao absolutismo e &agrave; liturgia 
  crist&atilde;. Publicou os Di&aacute;logos, tentando justificar seus pensamentos, 
  mas abstraindo ainda mais seu leitor. Agora, ele esperava que a obra s&oacute; 
  fosse entendida no futuro. Dito e feito. Cada vez mais perseguido, Rousseau 
  acaba se confinando numa casa nos arredores de Paris. Se sentindo em completo 
  ostracismo, escreve os Devaneios do Caminhante Solit&aacute;rio, provavelmente 
  o primeiro livro que n&atilde;o se destina a p&uacute;blico algum, salvo o pr&oacute;prio 
  Rousseau. </p>
<p>Ele afirma logo no princ&iacute;pio da Primeira Caminhada: </p>
<p>
  <blockquote>&#147;Estas folhas n&atilde;o ser&atilde;o de fato sen&atilde;o 
    um informe jornal de meus devaneios. Nelas, tratar-se-&aacute; muito de mim, 
    porque um solit&aacute;rio que reflete se ocupa necessariamente muito consigo 
    mesmo. De resto, todas as id&eacute;ias estranhas que passam pela cabe&ccedil;a, 
    ao caminhar, nelas encontrar&atilde;o igualmente seu lugar. Contarei meus 
    pensamentos exatamente como surgiram e com t&atilde;o pouca liga&ccedil;&atilde;o 
    quanto as id&eacute;ias da v&eacute;spera t&ecirc;m, geralmente, como as do 
    dia seguinte. Por&eacute;m, deles resultar&aacute; sempre um novo conhecimento 
    e dos pensamentos de que diariamente se alimenta meu esp&iacute;rito no estranho 
    estado em que me encontro.&#148; </blockquote>
</p>
<p>Rousseau aqui deixa claro que sua tem&aacute;tica ser&aacute; a sua pr&oacute;pria 
  interioridade, incluindo seus pensamentos mais idiossincr&aacute;ticos. Para 
  ele, j&aacute; n&atilde;o importava mais se algu&eacute;m ia gostar ou n&atilde;o 
  do que ele estava escrevendo, nem mesmo se os manuscritos pudessem ser roubados 
  ou destru&iacute;dos. Queria apenas mergulhar no &acirc;mago do seu ser e desabafar.</p>
<p>Algumas d&eacute;cadas ap&oacute;s a sua morte, Rousseau passou a ser considerado 
  como um dos maiores escritores que a Fran&ccedil;a j&aacute; tivera. A sinceridade 
  com que falava nos devaneios deixava transparecer todas as suas dualidades, 
  seus paradoxos, enfim, toda sua humanidade. Esses temas foram abordados em profundidade 
  pelos rom&acirc;nticos do s&eacute;culo XIX, sendo Rousseau considerado seu 
  precursor.</p>
<p>Mais de dois s&eacute;culos se passaram e agora temos uma prolifera&ccedil;&atilde;o 
  de &#147;Rousseaus&#148; na Internet. Di&aacute;rios pessoais s&atilde;o publicados 
  abertamente, para qualquer um ler. Sem custo algum e com a facilidade de um 
  clique, os sentimentos mais profundos tomam forma e se propagam na velocidade 
  da luz para todos os cantos do planeta, a quem interessar possa. Hoje, j&aacute; 
  chega a 500 mil em todo mundo o n&uacute;mero desses di&aacute;rios virtuais, 
  os chamados blogs. Da mesma forma que Rousseau, os blogueiros escrevem em primeiro 
  lugar para si mesmos, na tentativa do auto-conhecimento ou do mero desabafar. 
</p>
<p>A tem&aacute;tica dos posts (a unidade b&aacute;sica do texto do blog) quase 
  sempre s&atilde;o elucubra&ccedil;&otilde;es sobre sentimentos ou fatos que 
  permeiam a vida de seu autor. Clarah Averbuck resume bem isso no trecho de um 
  de seus posts:</p>
<p>
  <blockquote>&quot;Afinal, como eu estou cansada de dizer mas continuo repetindo 
    porque nunca param de perguntar, blog &eacute; apenas um meio de publica&ccedil;&atilde;o 
    para o que quer que o autor, dono e soberano do blog, queira escrever. Receita 
    de bolo, resenha de disco, resmungos mal-amados, hist&oacute;rias, realidades, 
    mentiras.&quot;<br>
    ( <a href="http://brazileirapreta.blogspot.com">http://brazileirapreta.blogspot.com</a> 
    )</blockquote>
</p>
<p>O blog permite tamb&eacute;m, caso seu autor deseje, que os leitores deixem 
  registrados os seus coment&aacute;rios sobre os posts logo abaixo do texto a 
  que se referem. Assim, podem surgir longas discuss&otilde;es em torno de um 
  mero sentimento pessoal. Clarah Averbuck prefere n&atilde;o abrir esses espa&ccedil;o, 
  porque &quot;h&aacute; grandes possibilidades de virar uma barafunda enorme&quot;. 
  Ela diz: &quot;n&atilde;o quero saber se algu&eacute;m concorda ou discorda 
  com o que escrevo no meu di&aacute;rio.&quot; Essas palavras se assemelham e 
  muito com as de Rousseau no momento em que desconsidera o que v&atilde;o pensar 
  dos Devaneios. </p>
<p>O momento dessa introspec&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o prazeroso, que 
  Rousseau revela na Segunda Caminhada que &quot;saboreava habitualmente essas 
  del&iacute;cias interiores que as almas amantes e doces encontram na contempla&ccedil;&atilde;o.&quot; 
  Os blogueiros frequentemente exclamam em seus blogs o qu&atilde;o gostoso &eacute; 
  essa pr&aacute;tica, como faz Clarah Averbuck num dos seus primeiros posts:</p>
<p>
  <blockquote>Como &eacute; bom escrever no meeeeeeeeeu weblog<br>
    meeeeeeeeeeu weblog<br>
    ningu&eacute;m vai reclamar que s&oacute; falo de mim<br>
    uhu<br>
    alegria<br>
    querido blog<br>
    como &eacute; booooooooooooooooom<br>
    quantos quilos de eu tem nesses posts a&iacute; embaixo? Quilos!<br>
    E ningu&eacute;m me encheu! Uhu! <br>
    Ok, ent&atilde;o Clarah virou uma viciada em falar sozinha -- como se j&aacute; 
    n&atilde;o fosse -- em menos de 24h. Cara, blog is power.</blockquote>
</p>
<p>Como fica claro nessa &uacute;ltima cita&ccedil;&atilde;o, ao contr&aacute;rio 
  de Rousseau que, apesar de adotar neologismos modernos, escolhera um vocabul&aacute;rio 
  por vezes cl&aacute;ssico para escrever seus Devaneios, os blogueiros n&atilde;o 
  est&atilde;o preocupados em seguir normas de ortografia e gram&aacute;tica. 
  Clich&ecirc;s, linguagem chula e per&iacute;odos desconexos s&atilde;o constantes 
  nos blogs. Para entender a linguagem de um blog, &eacute; preciso primeiro entender 
  a pessoa que est&aacute; por tr&aacute;s dele e porque ela veio a escreve essas 
  linhas t&atilde;o tortas. Em geral, isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel 
  se o leitor fizer um bom apanhado dos posts e se colocar no lugar do pr&oacute;prio 
  autor do blog. Rousseau tamb&eacute;m evoca o consentimento do leitor nas entrelinhas 
  dos seus devaneios. Antes de ler a obra, &eacute; preciso tamb&eacute;m conhecer 
  as passagens tr&aacute;gicas da vida dele, da&iacute; a necessidade de uma boa 
  introdu&ccedil;&atilde;o ao texto, como fez a tradutora F&uacute;lvia Moretto 
  na edi&ccedil;&atilde;o brasileira.</p>
<p>A diferen&ccedil;a maior entre Rousseau e os blogueiros &eacute; que ele &eacute; 
  &uacute;nico a fazer isso no seu tempo e os blogueiros s&atilde;o um entre milhares. 
  Ele foi rejeitado pela sociedade pelo seu excesso de ousadia, e os blogueiros 
  s&atilde;o premiados por quanto mais ousados forem. Clarah Averbuck citada acima 
  fez tanto sucesso com seu blog &#147;brasileira!preta&#148; ( http://brazileirapreta.blogspot.com 
  ) que foi contratada para escrever dois livros e colunas em diversos peri&oacute;dicos 
  impressos. Chegamos a um ponto em nossa sociedade em que o individualismo &eacute; 
  qualidade do arqu&eacute;tipo de todos os homens nascidos livres. </p>
<p>E n&atilde;o &eacute; s&oacute; a publicidade que incute esses valores na mente 
  dos indiv&iacute;duos, mas tamb&eacute;m a pr&oacute;pria ci&ecirc;ncia. A psicologia 
  moderna concentra seus esfor&ccedil;os a ajudar a valorizar a auto-estima do 
  indiv&iacute;duo e, escrever di&aacute;rios pessoais &eacute; uma recomenda&ccedil;&atilde;o 
  recorrente na terapia. Os pr&oacute;prios autores de blog reconhecem que escrever 
  blog &eacute; uma forma de terapia psicol&oacute;gica que os faz sentirem-se 
  melhores. Clarah Averbuck cita com frequ&ecirc;ncia Charles Bukowski para resumir 
  esse sentimento: &quot;These words I write still keep me from total madness&quot;. 
  O pr&oacute;prio Rousseau reconhece as propriedades terap&ecirc;uticas de escrever 
  sobre si mesmo:</p>
<p>
  <blockquote>&quot;O h&aacute;bito de entrar em mim mesmo me fez perder enfim 
    o sentimento e quase a lembran&ccedil;a de meus males; aprendi assim, por 
    minha pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia, que a fonte da verdadeira felicidade 
    est&aacute; em n&oacute;s e que n&atilde;o depende dos homens tornar verdadeiramente 
    infeliz aquele que sabe querer ser feliz.&quot;</blockquote>
</p>
<p>Que os blogs trazem prazer para quem os escreve isso n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida, 
  afinal ningu&eacute;m &eacute; obrigado a escrever. Mas fica o questionamento 
  se a publicidade das interioridades contribui para um constitui&ccedil;&atilde;o 
  psicol&oacute;gica mais forte ou fraca. Na verdade o termo interioridade, acaba 
  perdendo o sentido, porque a partir do momento que s&atilde;o divulgadas, passam 
  a ser exterioridades. Ter&iacute;amos ent&atilde;o chegado &agrave; um ponto 
  em que as interioridades j&aacute; n&atilde;o existem mais? E n&atilde;o seria 
  isso que define a singularidade de um indiv&iacute;duo? Ou ser&aacute; que ainda 
  estamos por chegar no &acirc;mago de nossas personalidades, ainda mais selvagem 
  e incongruente? </p>
<p>Talvez os blogs sejam uma forma de dar poder ao indiv&iacute;duo, mas por outro 
  lado pode condicion&aacute;-lo. Quem l&ecirc;, pode ser influenciado a pensar 
  e agir da mesma forma que o autor do blog. Quem escreve, pode se sentir coagido 
  a manter uma certa coer&ecirc;ncia (ou n&atilde;o) no que faz, afinal, &eacute; 
  hipocrisia dizer que como autor de um blog p&uacute;blico, n&atilde;o se preocupa 
  de forma alguma com o que seus leitores v&atilde;o pensar. Quem realmente n&atilde;o 
  quer saber, guarda para si, oras. E isso tamb&eacute;m vale para Rousseau.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_banalizacao_da_interioridade_moderna.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Design e criação coletiva</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.usabilidoido.com.br/design_e_criacao_coletiva.html" />
<modified>2011-11-21T09:02:43Z</modified>
<issued>2011-09-20T19:22:21Z</issued>
<id>tag:www.usabilidoido.com.br,2011://1.881</id>
<created>2011-09-20T19:22:21Z</created>
<summary type="text/plain">Pensando em problemas e soluções.

</summary>
<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
</author>
<dc:subject>Design de Interação</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://www.usabilidoido.com.br/">
<![CDATA[

<p>Durante minha pesquisa de mestrado, levantei uma série de questões aqui no Usabilidoido que não consegui desenvolver suficientemente. Meu objetivo era desenvolver uma metodologia de design materialista-dialética, mas não houve tempo suficiente para isso. Agora, no doutorado, estou retomando o fio da meada e acredito que já tenho alguns avanços interessantes para compartilhar. </p>


<p>A primeira realização veio da minha experiência de mercado pós-mestrado: você não deve lutar por nenhum purismo acadêmico na prática de mercado. Ao invés de rejeitar o modo como as pessoas fazem algo e dizer que você sabe como fazer melhor, é muito mais interessante incorporar a prática dentro da sua visão, demonstrando que sua proposta pode complementar e estender, não substituir. </p>

<p>Então, meu objetivo hoje não é criar mais uma metodologia de design. Meu objetivo atualmente é apoiar o design que é realizado livremente por especialistas e não-especialistas, o que <a href="http://usabilidoido.com.br/generos_interativos_e_alfabetizacao_digital.html">venho chamando de Design Livre</a>. O Design Livre não é uma metodologia de design. É uma filosofia ou talvez pedagogia que tenta criar conexões entre o que as pessoas já sabem sobre design e o que elas podem vir a saber por fazer design. O Design Livre atua na <a href="http://aniuzounb.blogspot.com/2011/07/zona-de-desenvolvimento-proximal.html">Zona de Desenvolvimento Proximal</a>.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/zdp.jpg" alt="zdp.jpg" border="0" width="500" height="375" />

<p>Sim, o Design Livre tem tudo a ver com aprender fazendo, mas isso não significa que dispense teoria. Quando se trabalha com o conhecimento de profissionais do fazer (como o Design, por exemplo), <a href="http://claressencia.blogspot.com/2009/06/resenha-da-apresentacao-de-donald-schon.html">Donald Schön demonstra</a> que não faz sentido separar teoria de prática, pois ambos estão entrelaçados firmemente na realização das atividades diárias. É o que Marx chamava de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Práxis">praxis</a>.</p>

<p>O questão que deixou Schön encafifado, era como o conhecimento dessas profissões avançaria, se havia um ciclo de retroalimentação entre teoria e prática. Ele propõe, então, o conceito de <a href="http://webinsider.uol.com.br/2008/01/15/teoria-e-pratica-sao-duas-faces-da-mesma-moeda/">reflexão na ação</a>, o momento em que você pára de agir mecanicamente, pensa sobre a situação e tenta fazer melhor. Através da comunicação de tais reflexões, o conhecimento das profissões avança.</p>

<p>Minha visão sobre o assunto é que, na maior parte do tempo, <a href="http://webinsider.uol.com.br/2005/04/20/tempo-para-refletir/">não há tempo para reflexão</a>. O profissional simplesmente faz o que tem que fazer, sem pensar muito se poderia fazer diferente. Porém, a comunicação sempre acaba acontecendo, de uma maneira ou de outra, pois é um requerimento da própria profissão. O profissional trabalha numa rede e precisa comunicar-se com outros profissionais para ser bem sucedido em suas tarefas.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/central_discutindo.jpg" alt="Discutindo um projeto no escritório Faber-Ludens" border="0" width="600" />

<p>É nesse momento em que ele reflete mais profundamente: enquanto tenta comunicar-se com outros. Estendendo a idéia do Schön, proponho a noção de <strong>reflexão na comunicação</strong>, que também é um tipo de ação, mas que uso apenas para enfatizar a importância do momento.</p>

<p>Quando uso o termo comunicação, não estou me referindo à apresentar os resultados do trabalho. Estou tomando comunicação como um processo multilateral e interativo, uma conversa. Schön também utiliza a noção de conversa, porém metaforicamente: para se referir à reflexão que surge da interação com a situação em que o profissional realiza seu trabalho. Eu estou me concentrando na conversa num sentido literal, pois é algo que pode ser observado e tem mais a ver com a pedagogia freiriana, da qual <a href="http://usabilidoido.com.br/generos_interativos_e_alfabetizacao_digital.html">tenho grande simpatia</a>. </p>

<p>Schön utiliza a análise de conversas entre profissionais como um meio para chegar na reflexão, um fenômeno cognitivo. Eu uso a conversa para chegar na comunicação, um fenômeno social. Eu não estou interessado em analisar como se dá o salto criativo de um profissional, meu interesse é no como fazer esse salto acontecer entre grupos de profissionais e não-profissionais. Enfim, <strong>como incentivar, equipar e avaliar a criatividade coletiva em práticas de design</strong>.</p>

<p>Esse interesse me trouxe de volta à questão da origem do projeto. Na época do mestrado, escrevi que a participação já acontecia desde o início do projeto, fruto de intenções conflitantes e desejos contraditórios. O papel do designer seria <a href="http://usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">mediar contradições</a> e não resolver problemas. Nessa época, eu acreditava que, frente ao desafio da criação coletiva, o papel do designer seria mediar o processo. Hoje eu continuo acreditando que isso é possível e desejável, mas não necessário. A criação coletiva vai acontecer, independente de ter um mediador especialista ou não. E as pessoas vão falar de problemas e de soluções, mesmo que seja uma terminologia inadequada. </p>

<p>O que me preocupa hoje é como suportar a criação coletiva onde não há a possibilidade de haver um mediador especialista em Design Participativo ou outras metodologias colaborativas. Eu ainda não sei exatamente qual será minha contribuição nesse sentido, mas o que tenho feito até agora é colocar as teorias fundamentais de Design sob a perspectiva de um processo coletivo.</p>

<p>Uma noção fundamental é que design é solução de problemas. Na época do mestrado eu desafiei essa noção dizendo que a <a href="http://usabilidoido.com.br/design_solucao_de_problemas_ou_mediacao_de_contradicoes.html">mediação de contradições não era solução de problemas</a>. Pode ser que eu estava certo ou pode ser que eu estava errado. Tudo depende do que se considera ser um problema e o que se considera ser uma solução. </p><p>O interessante é que essa escolha impacta diretamente o resultado do processo de design. No momento estou preparando um experimento com estudantes de design para verificar isso, mas já posso compartilhar os resultados da pesquisa bibliográfica que fiz para montar o experimento. </p>

<iframe src="http://smr.showme.com/sma/embed/?s=28224" width="580" height="500" ></iframe>

<p>Gravei usando o <a href="http://www.showme.com/">ShowMe</a> no iPad. Os detalhes do experimento serão publicados no meu <a href="http://fredvanamstel.com/">blog em inglês</a>.</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/design_e_criacao_coletiva.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Palestras no Brasil em outubro de 2011</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.usabilidoido.com.br/palestras_no_brasil_em_outubro_de_2011.html" />
<modified>2011-10-30T21:21:08Z</modified>
<issued>2011-09-12T08:03:30Z</issued>
<id>tag:www.usabilidoido.com.br,2011://1.879</id>
<created>2011-09-12T08:03:30Z</created>
<summary type="text/plain">Tema: colaboração e design ágil.</summary>
<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Recursivas</dc:subject>
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<![CDATA[
<p>No mês que vem estarei fazendo uma viagem curta ao Brasil para palestrar em dois eventos: <a href="http://intercon.imasters.com.br/2011/">Imasters Intercon</a> e <a href="http://www.congressoebai.org/">EBAI</a>. Pretendo compartilhar as primeiras reflexões da minha pesquisa de doutorado sobre processos colaborativos de design. </p>

<p>O Intercon é o grande evento de Internet do mercado brasileiro. Já palestrei no evento em 2008 com o tema <a href="http://usabilidoido.com.br/muito_alem_da_geladeira_internet_das_coisas_e_design_de_interacao.html">Internet das Coisas</a>. Foi um pouco além do seu tempo. Não tive muito feedback. Agora que o mercado brasileiro começa a acordar para o assunto, mas ainda sem explorar o <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/388">potencial que o Design de Interação oferece</a> para a inovação nessa área. </p>

<p>Neste ano, pretendo apresentar um tema mais pé-no-chão. A <a href="http://www.utwente.nl/ctw/cme/">Faculdade de Engenharia Civil</a> onde estou fazendo meu doutorado tem me ajudado a identificar melhor o que  possível e o que não é. </p>

<p>Uma coisa que não é possível é importar um processo de uma outra área sem fazer adaptações drásticas. O que funciona para um tipo de projeto, pode não funcionar para o outro. </p>

<p>A <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/266">metodologia mais usada no Brasil</a> para projetar a Experiência do Usuário (UX), segundo <a href="http://www.guilhermo.com/ai_biblioteca/referencia.asp?referencia=370">pesquisa realizada pelo Guilhermo Reis</a>, é baseada numa metáfora de prédio, onde cada etapa do projeto representa um andar. O princípio básico é que não se deve construir o próximo andar antes de terminar o anterior. </p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/33DC6B18-9F3B-4FC8-8DB8-05388119F255.jpg" alt="33DC6B18-9F3B-4FC8-8DB8-05388119F255.jpg" border="0" width="300" />

<p>Mas não é assim que prédios são feitos hoje em dia. A demanda por agilidade na construção civil fez os modelos cascata se tornarem obsoletos há muito tempo. Tais demandas são similares no desenvolvimento de aplicativos, mas as metodologias de UX atuais não estão preparadas para isso. </p>

<p>O objetivo é apresentar um modelo cíclico de UX que permite o envolvimento de usuários em todas as camadas de projeto, sem diminuir a agilidade do projeto.</p>

<p>Já a palestra do <a href="http://www.congressoebai.org/">EBAI </a>(Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação) será mais focada no ecossistema de Design Livre criado pelo Instituto Faber-Ludens, em especial o <a href="http://corais.org/">Corais</a> e o <a href="http://corais.org/cards/">UX Cards</a>.</p>

<img src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/22DF2568-532C-4817-8A1B-EFAA6A4602B4.jpg" alt="22DF2568-532C-4817-8A1B-EFAA6A4602B4.jpg" border="0" width="600" height="418" />

<p>Vou falar um pouco sobre a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/6118">filosofia do Design Livre</a>, mas o foco principal será em descrever como estamos fazendo na prática. Tentarei resumir algumas táticas que podem ser aplicadas em qualquer organização para nutrir essa cultura colaborativa, que é a origem da criatividade e inovação. Acredito que haverá um excelente diálogo com duas outras palestras do evento, a do Philip Rhodes, sobre <a href="http://www.congressoebai.org/index.php/2011/philip-rhodes-fara-apresentacao-sobre-crowd-sourcing-no-ebai/09">Crowdsourcing</a> e a do casal <a href="http://www.gonzatto.com/blog/">Rodrigo Gonzatto</a> e <a href="http://rapidoesujo.org/">Karla Cruz</a> (que foram meus alunos), com o título provocativo de <a href="http://www.congressoebai.org/index.php/2011/arquitetura-de-informacao-sem-wireframe/08">Arquitetura da Informação sem Wireframe</a>.</p>

<p>Estou muito satisfeito de poder voltar ao Brasil, após 6 meses de Holanda. Eu vim pra cá com o objetivo de aprender mais sobre esses assuntos, mas quanto mais eu aprendo, vejo que o Brasil está bem avançado na colaboração, pelo menos quando o assunto é festa!</p>
<p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/palestras_no_brasil_em_outubro_de_2011.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Dicas de produtividade para autogestão</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.usabilidoido.com.br/dicas_de_produtividade_para_autogestao.html" />
<modified>2011-09-21T16:20:07Z</modified>
<issued>2011-07-19T13:53:50Z</issued>
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<created>2011-07-19T13:53:50Z</created>
<summary type="text/plain">Minhas estratégias para obter prazer trabalhando.
</summary>
<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
</author>
<dc:subject>Recursivas</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://www.usabilidoido.com.br/">
<![CDATA[
<p>Eu não gosto de receber ordens. Não gosto de prazos impostos. Não gosto de trabalhar sobre pressões externas. Eu gosto de tudo isso ao contrário, quando sou eu mesmo que imponho a mim mesmo. Me sinto livre quando posso escolher meus próprios limites.</p>  <p>Esse estilo de trabalho implica em maior responsabilidade. Quando se está cumprindo uma ordem, a responsabilidade é de quem ordenou, não de quem executa. Por isso, quem ordena também cobra. Quando eu sou cobrado por um prazo perdido que me foi imposto, posso argumentar que o prazo não foi suficiente. Mas, se eu mesmo defini o prazo, a responsabilidade é minha. A pressão nesse caso é muito maior, pois se eu não cumprir o prazo, perco a minha auto-confiança e a confiança dos colegas com quem trabalho. </p>  <p>Vou compartilhar nesse post algumas práticas pessoais que utilizo para minha autogestão. Se você tiver experiências diferentes, por favor, compartilhe nos comentários. </p>  <p>Quando recebo uma tarefa, não começo a executar na hora. Primeiro anoto na minha lista de tarefas do Gmail. Antes disso, usava o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/ICal">iCal</a> e muito antes, um <a href="http://usabilidoido.com.br/a_experiencia_de_usar_um_palm.html">Palm</a>. A ferramenta não importa muito, o que importa é como ela é utilizada.</p> <img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="tasklist_phd" border="0" alt="tasklist_phd" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/tasklist_phd_1.png" width="240" height="176" />   <p>Após adicionar uma tarefa, avalio o quanto tempo vai demorar pra fazer, qual o meu nível de empolgação, os requisitos. Se começar a fazer, tento ir o mais longe possível na mesma tarefa, até terminar. Se pulo para outra tarefa ou tento fazer duas ao mesmo tempo, geralmente perco o fio da meada em algum momento. Evito.</p>  <p>Começo sempre pelas tarefas mais fáceis. Isso me dá a sensação de que estou avançando. É especialmente eficiente no início da manhã, quando ainda estou aquecendo os motores. A primeira coisa que faço quando começo o dia é verificar os emails. Eles me trarão novas tarefas, em geral fáceis de serem executadas. Se for muito difícil de responder, deixo pra mais tarde, marcando como não lido.</p>  <p>Mantenho minha caixa postal organizada de modo que as mensagens não respondidas ficarem no topo. Uso o lido/não lido no <a href="http://www.mozilla.org/en-US/thunderbird/">Thunderbird</a> e as <a href="http://mail.google.com/support/bin/answer.py?answer=5904">estrelas do Gmail</a>. A conta do Gmail uso só para as listas de discussão. Assino muitas listas, mas não leio a maioria das mensagens. Quando usava uma conta só de email para as listas, imagine o terror. Muitas mensagens importantes acabavam passando desapercebidas entre uma mensagem de lista e outra. </p> <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/gmail.png"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="gmail" border="0" alt="gmail" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/gmail_thumb.png" width="655" height="33" /></a>   <p>Nessa conta, tenho atualmente 34.000 mensagens não lidas e 14.000 respondidas. Sou breve nos emails. Creio que isso me ajuda e ajuda quem recebe. Tento sempre manter apenas um tópico por email. Se necessário abordar dois tópicos, mando dois emails diferentes! Se deixo de responder um email importante por mais do que 4 dias, acabo esquecendo. </p> <a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/6a00d8345264db69e20111685478b0970c-800wi_2.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="6a00d8345264db69e20111685478b0970c-800wi" border="0" alt="6a00d8345264db69e20111685478b0970c-800wi" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/6a00d8345264db69e20111685478b0970c-800wi_thumb.jpg" width="270" height="269" /></a>   <p>Eu não gosto muito de mensageiros instantâneos. A comunicação é mais pessoal e afetiva, porém, não curto ser distraído quando estou concentrado. O grande problema é que a pessoa que envia a mensagem não sabe o que estou fazendo e quando estou realmente concentrado nem me preocupo em <a href="http://eraumavezumprincipe.wordpress.com/2009/01/">informar ocupado</a> no mensageiro. </p>  <p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/conversa_msn_2.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="conversa_msn" border="0" alt="conversa_msn" src="http://www.usabilidoido.com.br/Windows-Live-Writer/0118ab0d63f5_CA4C/conversa_msn_thumb.jpg" width="324" height="407" /></a></p>  <p>Se tenho que fazer uma tarefa urgente ou que exija grande concentração, a primeira coisa que faço é fechar o mensageiro. Se esqueço e alguém abre o bate-papo comigo, não respondo na hora. Respondo depois que tiver terminado o raciocínio. Algumas pessoas ficam chateadas com isso, mas prefiro do que ter que recomeçar meu trabalho a cada 10 minutos.</p>  <p>Quando estou executando uma tarefa longa e chata, faço pequenas pausas regulares. É como chupar uma balinha. Abro o Google Reader ou <a href="http://www.tweetdeck.com/">Tweetdeck</a>, leio um, dois ou três posts e volto à tarefa. Evito Facebook, Orkut, Google +. Não me dá controle sobre a quantidade de informação que vou consumir. É tipo salgadinho Elma Chips. Se a pausa for grande demais, ao invés de voltar para a mesma tarefa, começo outra. </p>  <p>Entretanto, se a tarefa for longa e repetitiva, tento não fazer essas pausas. Concentro em terminar o mais rápido possível. Tarefa repetitiva não vale à pena meu tempo precioso. Por outro lado, a chance de uma tarefa repetitiva me levar ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flow_(psychology)">flow</a> é muito maior do que uma tarefa variada. Desse tipo de tarefa, tento me satisfazer pelo aperfeiçoamento da velocidade e precisão, como num esporte. </p>  <p>Quando termino qualquer tarefa, comemoro. Risco da lista com glamour. Às vezes faço em câmera lenta. Uso o teclado ao invés do mouse e bato forte na tecla. Suspiro. Nos dias em que tico um monte de tarefas de uma vez, sinto que mereço abrir o Facebook, dar uma olhada nas comunidades do Orkut, compartilhar uma tira de quadrinho no Google+. Uso as redes sociais como prêmio, não como ponto de partida.</p>  <p>Bem, essas são algumas das estratégias que adoto para <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vestibular/conteudo.phtml?id=762332">internalizar a disciplina</a> e rejeitar a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan-&oacute;ptico">vigilância centralizada</a>. E você? Como faz?</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/dicas_de_produtividade_para_autogestao.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>A saga do Design Livre</title>
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<modified>2011-07-11T08:13:13Z</modified>
<issued>2011-06-15T14:42:07Z</issued>
<id>tag:www.usabilidoido.com.br,2011://1.876</id>
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<summary type="text/plain">O importante é compartilhar conhecimento!
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<author>
<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
</author>
<dc:subject>Recursivas</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://www.usabilidoido.com.br/">
<![CDATA[
<p>No final deste ano, o Usabilidoido vai fazer 8 anos. Minha <a href="http://www.usabilidoido.com.br/primeiro_post_comendo_o_chapeu.html">intenção inicial</a> era compartilhar o que estava estudando sobre o que eu chamava na época de design de hipermídia. Eu trabalhava fazendo websites e animações em Flash e, nas empresas em que eu trabalhava, não haviam cursos nem colegas que soubessem mais do que eu. Tive que aprender sozinho, ou melhor, sozinho não. Aprendi muito com outros profissionais que compartilhavam suas experiências em fóruns como o MUGB e o <a href="http://flashmasters.net/">Flashmasters</a>. </p>  
<p>O mínimo que eu podia fazer para retribuir toda a ajuda que tinha era ajudar quem sabia menos do que eu. Pedi <a href="http://usabilidoido.com.br/estarei_offline_e_desempregado.html">demissão</a> quando a agência onde eu trabalhava me proibiu de fazer isso. Cheguei à conclusão (óbvia) de que as agências de publicidade não estão interessadas em trocas justas com a sociedade. </p>  <p>Nessa época, já tinha ampliado meus estudos para além do Flash e decidi seguir carreira solo como consultor de Usabilidade. Isso me deu mais tempo para blogar e pesquisar. Quanto mais conhecimento eu compartilhava no blog, mais clientes eu tinha. Nunca precisei me preocupar com prospecção. </p>  <p>Eu não entendia como as empresas não seguiam modelos de negócio similares. Me parecia tão mais lógico e justo começar agregando e não extraindo valor da sociedade. Um pouco pela minha frustração com o mercado, decidi fazer um <a href="http://usabilidoido.com.br/iniciando_o_mestrado.html">Mestrado</a>. </p>  <p>No Mestrado, aprendi muito sobre modelos de negócio e sociedade alternativos, como o <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_software_livre.html">Software Livre</a> e o <a href="http://usabilidoido.com.br/design_participativo_como_metodologia_de_projeto.html">Design Participativo</a>. Fiquei sabendo que em outros países a democracia está bem mais ligada ao cotidiano. Além dos colegas do <a href="http://www.ppgte.ct.utfpr.edu.br/">PPGTE</a>, tive excelentes discussões com leitores aqui no blog: Hugo Cristo sobre <a href="http://www.usabilidoido.com.br/participacao_verdadeira_na_origem_do_projeto.html">onde começa o projeto</a>, José Pirauá sobre <a href="http://www.usabilidoido.com.br/o_designer_morreu.html">a morte do designer</a>, Luciano Lobato sobre <a href="http://usabilidoido.com.br/o_dominio_do_design_de_interacao.html">design e comportamento</a> e outros.</p>  <p>As discussões e incursões teóricas do mestrado eram bacanas, mas sentia falta de colocar em prática as novas idéias, enfim, de desenvolver projetos. A primeira idéia foi criar um <a href="http://www.usabilidoido.com.br/formacao_em_design_de_interacao_.html">curso de pós-graduação</a> e desenvolver projetos com os alunos, mas quando me juntei a Érico Fileno, Leandro Henrique de Sousa, Gonçalo Ferraz, Renato Tardin da Costa e Rodrigo Scama, vislumbramos muito mais do que um curso. A apresentação abaixo foi o material da discussão do que viria a se tornar mais tarde o <a href="http://www.faberludens.com.br/">Instituto Faber-Ludens</a>. </p> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="640" height="480" id="devaneio_projeto" align="middle">  <embed src="http://multimidia.usabilidoido.com.br/slides/instituto/devaneio_projeto.swf" quality="high" bgcolor="#000000" width="640" height="480" name="devaneio_projeto" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"> </object>  <p>Acreditamos juntos que o Instituto poderia conectar mercado, academia e comunidade, facilitando a troca de informações e potencializando o conhecimento. Primeiro conectamos a comunidade através da lista <a href="http://groups.google.com/group/desinterac">DesInterac</a>, depois, a academia com a <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/88">Pós-graduação em Design de Interação</a> e, mais recentemente, abrimos um <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/6189">escritório</a> de consultoria para o mercado. </p>  <p>Todos os projetos desenvolvidos pelos alunos e pesquisadores do Instituto são <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/og">divulgados em seu website</a>. Tentamos ao máximo disponibilizar o conhecimento gerado para quem não pôde participar dos projetos. Atualmente temos 181 projetos publicados! Alguns projetos até ofereciam a possibilidade de participação através das ferramentas do site por pessoas que não podiam participar presencialmente, mas infelizmente essa opção só foi usada por alunos vinculados ao Instituto. </p>  <p>No final de 2010, tive uma série de discussões interessantes com <a href="http://www.gonzatto.com/blog/">Rodrigo Gonzatto</a>, um dos primeiros formados pela nossa pós-graduação, sobre como deixar claro que não-alunos e mesmo empresas poderiam participar dos projetos e aprender juntos. Chegamos à conclusão de que precisávamos de um nome para isso. Inspirados no Software Livre, chamamos o modelo de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1755">Design Livre</a>. O Gonzatto deu uma palestra muito bacana sobre o assunto no <a href="http://www.videolog.tv/video.php?id=638585">Intercon 2011</a>.&nbsp;</p><p>Depois, veio a idéia de criar um site separado do Instituto para abrigar esse tipo de projeto, para que ficasse claro que não era necessário ser aluno ou pesquisador do Instituto para participar. Fui a São Paulo e conversei com algumas empresas sobre parcerias para o novo site. Fomos super bem recebidos na <a href="http://www.locaweb.com.br/">Locaweb</a> pelo Rene de Paula Jr, que ficou tão empolgado com a idéia que <a href="http://webforadacaixa.com.br/blog/2010-11-18/genial-design-livre-by-fred-van-amstel/">gravou um videocast</a>.</p>  <p><iframe height="300" src="http://player.vimeo.com/video/16966516?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400"></iframe></p>  <p>No início de 2011, com o apoio da Locaweb, lançamos o <a href="http://corais.org/">Corais</a>, uma plataforma para desenvolvimento de projetos colaborativos aberta a qualquer indivíduo ou organização interessada em compartilhar conhecimentos. </p> <a href="http://corais.org"><img src="http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/f/fred/thumbs/PainelCorais_1.png" /></a>   <p>A plataforma ainda está em clima de beta, mas já tem alguns <a href="http://corais.org/og">projetos</a> sendo desenvolvidos lá. Dentre eles, destaco o <a href="http://corais.org/cards/">UXCards</a>, um baralho de cards que ajuda a planejar projetos focados em Experiência do Usuário. No vídeo abaixo mostro um protótipo dos cards:</p> <iframe height="349" src="http://www.youtube.com/embed/vRRcS8H-qGY" frameborder="0" width="425" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>  <p>Qualquer pessoa pode participar desse projeto, basta se registrar no site e entrar no projeto. Dá pra votar nas decisões de layout, sugerir novos formatos, baixar os arquivos fontes, imprimir, fazer testes e reportar para a comunidade. Quando o projeto estiver pronto pra produção, os arquivos fonte continuarão disponíveis para quem quiser imprimir na gráfica mais próxima. </p>  <p>E qual a vantagem de participar?</p>  <ul>   <li>aprender fazendo </li>    <li>estender rede de contatos </li>    <li>desenvolver produtos úteis para si mesmo </li>    <li>satisfação de trabalhar em projetos relevantes e inovadores </li> </ul>  <p>Neste momento, como descrevi no <a href="http://www.usabilidoido.com.br/iniciando_o_doutorado.html">último post</a>, estou fazendo doutorado na Holanda e pesquisando referências para o assunto. Também estou conhecendo pessoas e apresentando o que temos feito de Design Livre no Brasil. Os europeus estão achando muito interessante. Creio que esta saga não vai terminar tão cedo! Você deseja fazer parte? Junte-se a nós!</p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/a_saga_do_design_livre.html#comments">Comente este post</a></p>
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<title>Política do Corpo na Interação</title>
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<modified>2011-08-07T15:01:42Z</modified>
<issued>2011-05-23T13:43:26Z</issued>
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<name>fred</name>

<email>fred@usabilidoido.com.br</email>
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<dc:subject>Resenhas de Filmes</dc:subject>
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<p><a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/6301">ExistentZ</a> é um jogo baseado num implante biológico que permite vivenciar sensações e experiências num corpo virtual. O filme narra a perseguição da game-designer do jogo e a descoberta deste novo mundo por seu guarda-costas. A percepção de realidade dos protagonistas e do espectador do filme são constantemente questionadas através da entrada e saída de múltiplos cenários. Dentro do jogo, os protagonistas iniciam outro jogo, por exemplo. </p>    <p>O corpo humano é o tema central da obra. O console em que ExistenZ roda é feito de órgãos humanos e a conexão com o corpo é feita por um cordão umbilical. A conexão entre os dois inicia um processo simbiótico: o corpo humano alimenta o console e o console alimenta a mente humana. O protagonista do filme em certo momento se questiona sobre essa desconexão da mente com o corpo: ?será que meu corpo real está bem enquanto eu estou aqui??</p>  <p>Conforme os protagonistas vão evoluindo no jogo, são obrigados a tomar <a href="http://usabilidoido.com.br/relevancia_da_etica_no_design_de_interacao.html">decisões éticas</a>. O guarda-costas titubeia em fazer certas ações, mas quando isso acontece o jogo fica paralizado. O jogo não permite questionamentos. O jogador tem que fazer a ação que o jogo espera dele. Após matar diversos personagens do jogo, os protagonistas discutem se matar uma pessoa no jogo é o mesmo que matar na vida real. O questionamento é pertinente, pois na ocasião os jogadores não sabem se estão dentro ou fora do jogo.</p>  <p>ExistenZ pode ser considerado uma atualização de <a href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/7176">Videodrome</a>, clássico dos anos 80 que trouxe o cyberpunk para o videocassete. Em ambos, David Cronenberg discute a influência das mídias sobre o corpo, mais especificamente sobre a relação de violência. Em Videodrome, é a influência da televisão; em ExistenZ, é o videogame. </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/71f3078fbcdf_D71B/videodrome.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="videodrome" alt="videodrome" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/71f3078fbcdf_D71B/videodrome_thumb.jpg" border="0" height="302" width="419" /></a>  <p>A diferença entre Videodrome e ExistentZ representa não só a maturidade de Cronenberg, mas também dos estudos de mídia. A estética cyberpunk em Videodrome cria, por vezes, um asco tão forte que distancia o espectador da relevância do tema. Analogamente, os estudiosos de mídia da época bradavam que a televisão trazia temas inúteis e pensava pelos espectadores, o que os espectadores obviamente não concordavam. </p>  <a href="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/71f3078fbcdf_D71B/videodrome1.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="videodrome1" alt="videodrome1" src="http://www.usabilidoido.com.br/imagens/71f3078fbcdf_D71B/videodrome1_thumb.jpg" border="0" height="241" width="332" /></a>  <p>Já em Existenz, a relação do espectador com a mídia é mais complexa. Os protagonistas se questionam diversas vezes, convidando o espectador a refletir. Porém, não é dada nenhuma resposta definitiva, deixando inclusive o final em aberto. A <a href="http://www.ggbr.com.br/?p=1423">estética cyberpunk</a> desta vez é oposta: sutil, sensual e, principalmente, integrada ao corpo humano. Cronenberg demonstra que a tecnologia já não pode mais ser considerada como um mal que adentrou nossos corpos, mas como parte constitutiva e fundamental do mesmo. </p>  <p>O caminho de Videodrome a ExistentZ demonsta que o centro da política do corpo hoje em dia não é mais a regulação estatal ou comercial e sim as escolhas dos próprios indivíduos. O seu corpo é feito de suas ações. Se algo está errado com ele, a culpa é sua. O corpo passa de vítima a réu. A <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vestibular/conteudo.phtml?id=762332">internalização da disciplina</a> demanda <a href="http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_e_interfaces_tangiveis.html">novos tipos de interfaces</a>, que interpelem o corpo de forma cada vez mais tangível. Do mouse ao Nintendo Wii, do dedo ao torso, da razão aos sentimentos. Enfim, <a href="http://usabilidoido.com.br/design_emocional.html">Design Emocional</a> para <a href="http://faceaovento.wordpress.com/2009/12/21/michel-foucault-os-corpos-doceis/">Corpos Dóceis</a>. </p><p><a href="http://www.usabilidoido.com.br/politica_do_corpo_na_interacao.html#comments">Comente este post</a></p>
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